***Samantha*** (10° Conto...União com a Trilogia-União De Sangue)

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Samantha-Cap 25

Mensagem  Ana Nery em Dom 22 Maio - 16:20:18

***Continuando***

Parte 2: Perfumes da consumação

Há coisas com que passei a preocupar-me apartir dai,desse momento.Não foi comente coma questão de sangue que
pelo visto enlouquecia Lestat só em pensar,mas,sim,a forma com que eu me comportava a mercé de tudo o que se pos-
sa imaginar.Será que eu ia sobreviver a isso?

Foi o que se passou e começava a acontecer.O caso e que percebi nesse momento espécial de minha vida que Lestat
fazia questão de ter mais descedentes,mesmo que lhe custasse caro.Isso me espantava? Depende,depende sa ocassião
em que isso poderia acontecer.

Me sentia vítima mas sobrevivia,sobrevivi.O meu amor maior nessa ocassião aconteceu quando minha pessoa jazia a espe-
rar e organizar coisas mais importantes,mesmo assim,prosseguir foi difícil e o continuou sendo apartir do momento em que
a minha pessoa se deparou com uma questão delicada ao passar de uma semana desse momentoo inescrupuloso com Lestat.

Eu hávia descido da limosine,de certa forma minha pessoa estava a espera de algo importante:Poder reencontar-me com
meus próximos depois desse momento de depressão.A ocassião estava prometendo e prometeu quando segui pelo pátio
do Instituto,passei meus olhos em relação a uma procura.

O dia apartir dai me foi gratificante no que diz respeito a ocassião de momento de reconhecimento,e o foi nesse dia trevo-
roso.Me deparei na bela noite sozinha em um restaurante quase vázio.Tinha decidido ir devido a minha necessidade de fa-
zer feito em relação a minnha solidão.

O estava.Jazia sentada na cadeira,um drink de cereja a mesa,pensava em todos os detalhes.O fato de meu vestido em cor
prata-escuro me exaltar não fazia diferença para mim,mas quando vi aquele homem me fitar percebi que para ele fazia dife-
rença.Ele trajava calça de belo corte,sapatos luxuosos,a camiseta de algodão por baixo do belo casaco em tom escuro fazia
seus belos olhos violetas se destacarem.

Ofeguei pensativa,pelo visto a horas ele me observada sozinha,pensantiva do modo que estava.Seus cabelos negros e lisos
um atrativo para mim,principalmente pelo fato de estarem amarrados para trás deixando mechas soltas.'Oh,céus,a onde que
eu vim parar?'.Pensei quando ele levantou-se vindo em minha direção.

-Posso sentar-me? Acho que o fato de uma menina como tu está a mercé do nada sem caminho a traçar me foi assustador.
Como se chama?

Ah! E foi dessa forma que conheci Andrian,ele e seu jeito ultrajante para com conceitos especiais.Será que isso seria o bas-
tante para eu sobreviver? Foi,foi,sim,principalmente ao começarmos apartir desse contato inesperado a trocar idéias de su-
ma importância.

Desejava do fundo de mim que nada de errado acontecesse.Passou-se os segundos,minutos e horas.Céus eu não esperava
ser 1:30 da manhã quando sai do lugar,ele seguiu-me até o lado de fora a onde a limosine me esperava sabendo que a qual-
quer momento necessitava de locomoção.Entrei o fitando e quando ele parou de pé movendo o rosto para ver-me já sentada
disse."Tu me assustas Samantha".

Quem ele pensava que eu era?Arqueei a sobrancelha tomando ar,tomando fôlego para que ele entendesse."Pode morrer sa-
bia?Tenho que ser sincera a respeito de tudo.Não tens senso de perigo".Ele riu,entrou sentando-se e com isso a limosine par-
tiu quando as portas se fecharam.

"Adrian".Brami conforme ele me fitava sentado ao meu lado,brami pensativa conforme tudo se formava.Hávia gostado dele,a
minha pessoa hávia se apessoado a ele sabendo que algo desse momento poderia ser recolhido.Lembro de como ele se grudou
a mim em um abraço lento,caloroso.

Como esse jovem tão desejado e aventureiro por ser humano me beijara.O beijo que assustou-me.Não esperava tão cedo
poder sentir tal delicadeza.E foi assim que tudo acontecia em relação a nosso afego.Ah! Como adorei.Admito que nas pró-
ximas noites continei saíndo com ele.Em uma dessas noites! Ah! Como dizer?

Hávia chegado,eram 19:00 e com isso durante o banho ouço o telefone tocar,sai vestida em uma toalha,pensei quando aten-
di ao telefonema."Acha que virá mesmo hoje Samantha?".Tive que rir,e como ri pensando em sua ousádia em mesmo tendo di-
to que não seria sensato ligar."Oh,tudo bem,encontre-me daqui a 20 minutos,sei que não mora longe".

Escolhi a saia de algodão longa em tom escuro mais simples,a camiseta de cor violeta o toque final com seus botões negros
e mangás delicadas e finas.Colocando sandália e escovando os cabelos sai.Sai para só voltar tarde.O encontrei me esperan-
do no portão do lado de fora.

Tinha escolhido um pá de botas negras,calça jeans justa,um longo casaco negro devido ao frio da noite,seus olhos violetas
brilhavam."Precisamos ir e por favor não vamos demorar".Admito que se meu pressentimento ou 6º sentido tivessem falado
jamais teria o feito,não nesta noite.

Andamos belas colinas do Mar Mediterrâneo,depois tivemos a coragem de andarmos pela imensa orla.Será mesmo que eu es-
tava preparada? Não que eu tivesse sidod tomada por algo,porém quando lembro de nesse momento de termos chegado em
minha casa afoitos,cheio de toda uma queima de uma densa conversa me foi e o é mortal.

Ah! Aquela maldita calma nos esperava,a porta mal acabará de ser aberta,tudo escuro! E como me deliciava com isso,o bei-
java,o tomava para mim,me deixava mover-me pelos cantos do quarto com pressa.Acho e tive certeza que a pressa nesse
momento me foi imperfeição.

Nada me foi sentido ao chegar com Andrian,nada.Se o fosse jamais o teria feito.Repensando bem! Foi como se eu estivesse
drogada.Foi quando estavamos acabamos de deitarmos na cama.Eu jazia de lado,e ele me beijava de modo cativo,e veio o
lapso trevososo de algo poderoso o puxando para trás.

Me deparei com aquele braço movendo-se em meio ao escuro tomando Adrian para si.Ele gritou alto,tentou se desbruçar e
livrar-se.Vi como um dos braços se mantinha curvado acima de sua garganta,o outro na altura de seu tronco.Como ele senti-a
dor.

Me descenvilhei assustada,jurei que alguém tinha entrado em minha ausência para asaltar a casa."Olha aqui sei moleque in-
feliz,filho dos infernos,esteja ciente de que está muito,muito encrencado".Será!?Quando vi Lestat o jogar a frente,sair das
sombras trajado de calça justa,bota pesada e confortável,o sobretudo vermelho com botões dourados,soube que o filhdo da
mãe vierá para matar.

"Lestat para,deixe-o!".Pedia,Adrian se levantou tendo meu apoio,nunca vi tanto ódio por alguém."Sai daqui,vai-te embora
antes que possa cometer um assassinato aqui.Sai!".Adrian simplesmente saiu correndo pelo corredor,tanto medo que acho
que ele soube que o ser que virá não era humano.

Lestat pegou-me pelo braço sacudindo-me."Vem comigo sua vádia,vem comigo.Não estou criando cobras em meu covil pa-
ra servir de prostituta".Infeliz! Como pode!? Me puxava,sentia dor em meu braço,e como!Era como se ele desejase quebrar-
me em mil pedaços.

Me largou jogando-me a frente fazendo com que eu caísse sobre o sofá,me olhava cheio de fúria,era como se o sangue lhe
queimasse por dentro."Não disse que poderia,muito menos que um mero humano poderia tomar vosso corpo! Seja pacata
sua vádia! Ninguém há de ter-te se não eu ou qualquer um que seja tão apta quanto eu!".O olhava silenciada,imenso medo.

"Acha que e meu dono?".Ele andou a frente,sentir seus dedos moverem-se sobre meu queijo me causando dor,foi como sen-
tir ácido sendo jogado sobre mim."Eu sempre fui seu dono vádia,sempre fui,desde que sua mãe maldita a concebeu,em que
jazia no útero dela.Preciso ir e esteja ciente disso.Pode brincar com Adrian mas jamais brinque comigo,muito menos que aque-
le infeliz ultraje a um corpo que me pertence em prol de ávido sangue,principalmente prover sua vádia.Não brinque comigo".
E ele saiu ao voltar-se a porta,a bateu com força,ouvi o estrondo ecoando pela sala.

Esse momento foi como um banho de água fria sobre mim me causando transtorno.O mais revoltante de tudo foi o fato deu
ter ficado sozinha pensativa,envolta em trevas o resto da noite.Com três dias ao sair com Adrian a procura de livros no lu-
gar mais próximo encontrei alguém que não esperava encontrar.

Eu jazia com ele na imensa livrária.Olhava os titúlos,pensava arduamente em tudo.E foi quando olhei aquela mulher ruiva,de
silhueta reta.Uma mulher entanto.Usava um longo vestido de cor azul-marinho,a bolsa ao lado,e foi como se algo me atraís-
se,principalmente ao ver os titúlos de seus livros.

Ao distrair-me Adrian começou a conversar com ela,ela o olhava,seus olhos cinzentos movendo-se por ele quardando cada de-
talhe."Ah,sim,e claro".Tudo que sei e que quando peguei um de seus exemplares e ela soube me nome emanou pavor,não com-
preendi,e no exato momento em que ela quis ir embora,por intuição disse."Se quiser Mrs.Sara esteja livre para visitar-me".

Andei a frente tirando um cartão com o meu Endereço,ela o olhou em pavor,e que pavor."Preciso ir menina".Saiu tão apressa-
da que assutei-me ao ver a porta bater.Ela ligou-me com dois dias pela manhã,acordei com o telefone tocando e com Jefferson
me entregando o aparelho.

"Gostária de ir a tarde,logo no início".E aceitei,aceitei para logo a frente a ver entrar pelo portões trajando uma saia na altura
de seus joelhos,a sandália delicada em tom escuro como a saia,a camisa de linho feminina atenuando sua cintura."Espero poder
lhe entregar algo precioso,por favor".Eu sorri.

Entrei fechando a porta,lembro dela ter me entregado uma pasta com várias folhas."Mas Sara! Não sabia que trabalha com es-
pionagem e arquivamento de histórias".Ela sentou-se na poltrona pensativa,foi como pavor,mas passou quando viu que deixei
a pasta de lado.

Iniciamos uma torrida conversa nesse momento.Lembro de convermos a respeito de como ela fazia suas investigações de como
ela iniciou tudo isso.Do lugar em que ela morava,mas porém,não quis deixar claro os motivos de está na Cidade.Tomamos chá e
soube que algo forte me ligava a ela.No fi de tudo quando ela foi embora logo no início da noite fui até a biblioteca.

Eu peguei a pasta e a colocando dentre alguns livros em uma prateleira sai.Sai e céus,me esqueci,esqueci-me por completo des-
ses escritos ao longo dos dias.Foi como ser tomada por algo nostagico,sincero e poderoso.Lestat veio após uma semana depois
desse acontecimento.Estava escrevendo na sala e ele entrou me fitando.Algo ele queria de mim e tentava preparar-me pisicoló-
gicamente para isso.

***Continua***


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Samantha-Cap 26

Mensagem  Ana Nery em Dom 22 Maio - 18:41:02

***Continuando**

Estava belo essa noite vestido com uma calça justa ao corpo(Me parecia couro polído),a camisa de linho por baixo do sobretudo,só
que agora a cor cinza do sobretudo me foi chamativo,e seus botões de camafeu mais atrativos ainda.Levantei-me o comprimentan-d
do.Beijei sua mão rapidamente em agradecimento,as vezes faço isso com ele e sinceramente angustio-me.

"Adrian?Ainda pensa nele?".Quis saber conforme o olhava.Foi como se tudo me fosse tomado,passado entre coisas preciosas para
minha pessoa.Nem sempre somos preparados para coisas futuras."Lestat deixe Adrian em paz,por favor".Viu-me voltar a sentar ao
sofá,andava em passos delicados,o pá de bota perfeito.

"Já transou com ele? Vai mentir em relação a isso Samantha? Pensei antes de responder já que alguém muito importante a espera na
mansão hoje".Pensei,ofeguei quando pensei na guase noite de amor entre eu e Adrian.Não soube como,mas respondi de modo eva-
sivo e isso me soou como escape:

-Lestat esqueça ele,age como se eu fosse própriedade,e não o sou! Ando mais preocupada com o que ocorre no mundo imortal do
que qualquer compromisso mortal.

-Ele arqueou a sobrancelha."Juro que se tiver algum feto,qualquer coisa em teu útero remetente ao Adrian a mato.Ah,mato,sim vádia.

"Para! Mas diga-me! O quem me espera?".Ele riu rapidamente."A espero do lado de fora".Saiu pensativo.Foi quando voltei atenção
ao matérial que eu usava e isso me fez quardar tudo.Ajeitei a borda de meu sobretudo.Vestia uma calça jeans de cor azul-claro,eu
sentia a mecies do pá de botas negras,o conforto da camiseta branca que usava por baixo do sobretudo escuro.

Me vi saíndo fechando a porta na chave,segui com Lestat em passos lentos."Desculpe tirá-la de casa nesse frio apesar de aqui não
nevar muito menos chover com freguências.Isso foi como pedido de perdão e o pedoei.Ele temia,vi pelo modo com que olhava,anda-
va.Temia que tudo desse errado.

"Samantha não quero falhar contigo,só quero que saiba que me seria horrendo saber que vosso corpo e preciosidade foram sujos
e usurpados de mim".Ofeguei silenciosa.Seguímos nesse silencio pelas calçadas por toda Rua Central.Vi o medo e pavor quando ele
abriu o portão,entrou comigo.

"Samantha há coisas que temo mostrar-te mas sei que fará uso,venha".Nossa,a mansão estava bela com o jardim iluminado com as
lamparinas,na sala vi o lindo jarro transparecente com água e rosas negras,o sofá e poltrona perfeitamente em seus lugares,as ca-
deiras da mesa chamativas.

Quando ele subiu eu segui vendo o imenso quarto:Cama forrada com conjunto de lençois em renda,a tonalidade do puro cetim negro
que ardonava a cama me impactou.Na varanda vi ma mesa redonda,o luar em paisagem,flores,só que agora vermelhas.Pensei no que
Lestat fazia em suas noites livres.

Louis,Thalwa e Gabrielle como compainhas,e pelo visto eles tinham saído.Oh! Cada detalhe me foi maravilhoso,até quando vi o gloset
e banheiro.Como tudo estava lindo,até a mesinha com o laptop de Lestat cintilando em sua cor prata.O infeliz vive no luxo,e como o
maldito o aprecia.

Quando ouvi a voz de Lestat em minha mente me vi tomada.'Sobe,para de espionar e se perder em detalhes fulgidos.Sobe'.Sim,eu o
fiz saíndo e fechando a porta do quarto.Subi,minhas mãos se deliciaram com o toque do corrimão metálico.Ah! Vi o quarto de Louis,um
em espécial ao lado de Gabrielle.

Que amável saber que meu querido Louis vivia feliz.E finalmente fui em direção ao Lestat,só que agora em um salão compacto logo
acima pelo visto.Ah,céus.Entrei,Lestat conversava com um ser alto,pele clara como neve,cabelos loiros lisos,sua túnica branca ao
está ajudatada com uma linda faixa negra atada a cintura me foi atraente.

Principalmente quando ele me viu ainda sentado na poltrona,Lestat me fitava sentado ao sofá,os olhos verdes daquele ser,isso me
causou algo,pensei que ele fazia truques,mas não o fazia.Seus lábios rosados como toque aveludado.Pensei,pensei profundamente
no que isso causou-me.

As luzes das vezes bruxelando em seu rosto me fazia exaltar."Essa e a Samantha,Lunnes,espero que possa compreender,tenha cal-
ma,imensa calma".Esse pedido de Lestat me foi emergiancia,e como.Lunnes levantou-se curvando-se a minha frente,e como me fita-
va."És muito bonita,porém...".Ele parou,rompeu as palavras.

Voltou-se cruzando os braços,o vi de costas e pediu algo que fez Lestat tremer."Preciso ficar sozinho.Sei que vim rapidamente Lestat
e isso o assustou.Não poderia vir ver a situação de Ardônis e Sépia e sequer visitar...".Parou,voltou-se me olhando,o riso me foi tão
amargo que choquei.

Dei passos para trás e Lestat passou por mim.A porta do salão bateu e quando Lunnes andou a frente foi como me deparar com algo
reconhecível,mas quem!? 'Ah,pena que jamais me reconheça,pena'.Ler esse seu pensamento me foi comdo desferir coisas torturosas.
Me vi em outra forma,foi como retroceder ao continuar fitando Lunnes e me encontrar em uma era antiga.

Me vi tendo dor,imensa dor em um lugar altamente simples.Uma casa de madeira antiga,tochas iluminando e aquela criança sendo-me
entregue.'O que isso significa?'.Pensei.O fato dele abraçar-me me foi inesperado,como calor explosivo.Olhava as velas enquanto jazi-
a nesse momento,me deparei amamentando a criança,ele chorava e calou-se quando dei-me a amamentá-la.

'O que isso quer dizer?'.Reconhecia esse ser mas não sabia quem era nesse momento.Desculpem não quero apressar-me! Continuan-
do:Lunnes afastou-se sentando-me ao meu lado no lindo sofá,segurei firme suas mãos gélidas e pálidas.Como saber conhecer alguém
e não saberm quem e?

"Olha! Desculpe se fui rebelde,feito algo que a tenha machucado,desculpe se um dia enquanto juntos lhe dei trabalho,se falei sendo
alguém desobediente Samantha.Desculpe se a fiz chorar nesses momentos de decepção,qualquer coisa que eu tenha feito a machu-
cá-la peço perdão".Tamanha dor senti quando ele beijou minhas mãos chorando,as lágrimas vermelhas nitidas indicando o que ele é.

Um imortal bebedor de sangue,porém,poderoso,tomado pela glória de tal condição."Eu,eu não o entendo Lunnes".Como me senti an-
gustiada,sofrendo quando ele levantou-se.A porta se abriu lentamente.Lestat tinha esperado,esperado no corredor aflíto.Sei que um
desespero terrível tomou conta de mim.

Principalmente quando eles trocaram palavras,Lestat tinha suas mãos nos ombros de Lunnes,ele falava,me olhava de lado,o choro se
manteve preso."Ela e linda,se torna linda,pensei que ela saberia,mas nada aconteceu".Isso fez-me gritar,Lunnes angustiado foi-se,eu
entrei em pânico."O que és de mim!? Lunnes diga-me! O que és de mim!?".

Na porta Lestat me segurou,me deparei berrando,lá ia Lunnes andando pelo corredor,o ser alto,loiro,seus cabelos finos e claros moven-
do-se com seu andar."Lunnes! Lestat eu o conheço! O conheço!".Lestat me segurava por trás,eu berrava chorando porque como quis
saber quem Lunnes era.

E saber que não o reconhecia por completo me tomou."Faz-me sofrer Lestat! Me trás aqui,vejo um ser que sinto ligação,até de sangue
profundo e antigamente humano!".Eu chorava.Me vi chorando,chorando por horas após a ida de Lunnes.Jazi no colo de Lestat e quan-
do Louis e Gabrielle chegaram me foi mais doloroso.

"O que aconteceu?".Quis Louis saber."Lunnes veio,sabe que estando lá,bem perto,viria".Louis sentou-se a frente,Gabrielle saiu tomada
de angustia,seu vestido de renda em cor branco me causou mais angustia."Ah,céus".Disse Louis.Eu sabia que não ia passar as próximas
noites bem,e não o passei.

Minha loucura me tomada até em momentos que lia,sentia dor por saber que aquele ser me conhecia,sabia quem eu era,que ele me ama-
va com pureza e que foi ao meu encontro especificamente para sentir se eu o reconhecia tanto quanto ele me reconheceu e me amava.A
dor era por minha falha e nessa noite!

Ah! Como doeu-me! Me considerei-me maldita,insana! Tão suja! Jazia em dor e levando-me da cama nessa noite de chuva e trovões fui
ao banheiro.Ah,céus,chorava,pensava em Lunnes,no ser que ele era e demonstrou-se ser logo de imediato e hávia falhado com ele.Isso
causava-me tanta dor que eu quis,como quis.

'Não mereço fazer parte disso,não mereço'.Pensei olhando o copo com uma escova de dentes ao lado no balcão da pia.O quebrei,olhei
minha pessoa no espelho.A menina loira de cabelos longos e andulados vestida com uma camisola charmosa em renda e seda negra.Eu
soube:Eu não merecia essa vida.

Quebrei o copo e não acredito que tive coragem de cortar meus pulsos com um caco daquele vidro.Cortei e vi o sangue vir,isso causou-me
tanto alívio e desprentenção.Fechei meus olhos nessa paz.'Vou-me embora,vou-me embora'.Apaguei apartir dai,apaguei.Só ouvi os trovões
antes de dar passos a frente e cair logo na entrada do banheiro.

Sonhos.'Vou embora'.Pensei.Ah! Como era maravilhoso.Isso até desse apagão me deparar novamente na cena:Eu deitada amamentando
a criança,ela bebia de meu leite,ouve um momento em que a virei e vi uma mancha sobre sua nunca,a beijei."Ah,meu amorsinho doce,como
me enche de alegria".E ele voltou a mamar.

Como mamava.Nisso ouvi gritos,desespero.Algo me sacubia,me sacudia com força.'Samantha! Minha Samantha! Samantha!".Era a voz
de Lestat,sentia sua presença."Oh,céus! Como pode!? Como pode!?".Ele me segurava,batia em meu rosto,o olhava tonta,dor,sangue
no banheiro."Eu não posso,não posso".Ele beijou meu rosto ainda em desespero.

"Pode,sim,e vai fazê-lo".Ele segurou-me nos braços,meus braços penderam de lado com se nada fossem.Pobre Louis em tormendo na
varanda ao ver minha situação,ele chorava ao aproximar-se."Vamos ajudar,não seja cruel conosco.Uma traidora.Tua morte e nossa
morte,nossa dor".Eu respirava,Louis pegou-me e Lestat deu-se a chorar andando pelo quarto.O ser vestido com calça e bota justa,ja-
queta."Maldição,maldição!".Falava ele.

Olhava o teto,bramia em respiração profunda."Vamos resolver isso meu amor,minha Samantha".Disse quando Louis sentou-se comigo
nos braços a beira da cama."Vamos resolver".Estava morrendo,morrendo.Fechava os olhos uma vez ou outra em respiração profunda.
Ofeguei.Lestat pensava,chorava.Louis silencioso esperava em sua calma.'Posso morrer,mas irei feliz'.Pensei.Trovões e mais relampagos.
Que momento para querer não existir.Eu amamentando a criança,eu a beijando.Somente pensava nisso.


***Continua***


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Samantha-Cap 27

Mensagem  Ana Nery em Seg 23 Maio - 12:57:08

***Continuando***

Sabe a sensação de que algo interveio? Não sei explicar os motivos do porque,mas sinceramente senti raiva quandoo soube jazendo
nessa situação que Lestat ia fazer de tudo para o que eu desejava não concretizar-se.Acho que o fato de Louis mover-se para está
comigo no chão do quarto me foi frustrante.

Ele me segurava,não largava de mim,foi quando Lestat em sua agonia abaixou-se ao meu lado,me fitava,sentia que tudo de mim ia
embora,era desfeito.Me olhava como se o que acontecerá lhe significasse muito."Samantha não importa,retrocederei isso nem que pa-
ra realizá-lo tenha que...".Parou de falar quando Louis o olhou de lado.

"Fazê-lo? Não seja louco! Não o faria! Nunca imaginei ver Samantha imortal".Isso fez com que Lestat pensasse secamente a respeito
disso,rápido e agiu.E como isso me confortava o coração que nesse momento me era doloroso,amargo em todos os sentidos.Senti o
seu toque como afago em meu coração nesse momento.

Ele primeiro se sentou para continuar."Louis não seja sensato,coloque-a na cama".Pediu Lestat.Com isso Louis o fez.O fato dele me
colocar deitada na cama me foi aterrador devido ao peso de meu corpo,como se tudo isso continuasse sendo destrutivo.Lestat agora
pelo visto teve melhor percepção e foi quando pediu ao Louis que pegasse faixas(Ataduras).

Quando Louis saiu a procura ele sentou-se ao meu lado.Desferiu seus dedos sobre minhas vestes me despindo."Samantha,Samantha.
Diga-me o que deseja".O olhava artomentada,sentia tanta dor no corpo e pulsos que céus,quando ele tocou meu corpo quase gritei.
"Falhei com Lunnes.Ele me conhece,sabem quem sou,esperava que eu fizesse o mesmo e arrependo-me".Ele riu ao beijar-me o rosto.

"Ah,querida,meu amor eterno.Como pôde...Mal sabe quão bela e especial é para mim Samantha.Tem noção de como ficaria se chegas-
se aqui e a visse morta?".Não esperava as lágrimas,não mesmo.Somente quando Louis veio com ataduras limpas e que Lestat o fez.Eu
vi quando Louis entregou o estilete ao Lestat para ele cortar o pulso e desferir sangue em meus pulsos.

Senti as ligações sendo refeitas,senti a sutil queima por dentro da carne me arrepiou provocando espanto.Louis agora andava de can-
to a canto,pensava.Ah! Amante de Lestat,amante de Thalwa e sépia.Que varão pensei olhando pro teto."Lestat terminou?".Quis ele
saber já que tudo isso provocava agonia destruidora a ele.

-Louis fique calmo,calmo! Deixa-me pensar,deixa-me pensar. Traga um pouco de água no recipiente do banheiro.Por favor antes que
eu perca a paciência.

Louis o fez e Lestat ao continuar desferindo mais de seu sangue ávido limpava com pano limpo,ia limpando,limpando e quando desferiu
seu pulso na boca mais sangue vi brotar para ele desferir a última quantidade.Depois isso começará a enrolar as ataduras e meus pul-
sos.Isso para ele foi como conforto,sutileza necessária.

Quando terminou foi como alívio imediato.Enquanto Louis começava a arrumar as coisas como foi desferir frieza conforme Lestat me fi-
tava deitava,pude deitar de lado.Odiava está nua perante ele.Odiava de verdade.Movendo meu rosto sobre o travesseiro implorei pa-
ra ele ir embora,e como implorei.

"Não vou,me deixa ficar.Viu a loucura que quase cometeu?".Que ele fosse ao inferno,mesmo assim pude vislumbrar sua figura conforme
me olhava sentado agora a beira da cama.Quando o querido Louis veio ao nosso encontro por definitivo depois da pequena ajuda de au-
xilio disse."O que espera Lestat?".Lestat o olhou friamente.

"Vá e diga para Thalwa e Gabrielle que volto na próxima noite,mas hoje não volto mais".Louis compreendeu e podendo se despedir de
mim foi embora.Senti o beijo no rosto.Lestat moveu-se podendo puxar o coberto sobre mim,foi-me cético antes de ir ao porão."Vai ter
febre devido a perda de sangue,mas tenha calma".

O que ele faria? Não imaginei que ele fosse limpar o banheiro,me foi assombroso vê-lo limpar tudo.O faria antes de retirar-se,poder ir
ao encontro de si mesmo na solidão do sotão abaixo da biblioteca.O fato de tudo isso ter acontecido e mesmo na minha fúria,o odian-
do e mesmo assim ele manter-se firme,me frustrou.

Esperava que ele me repudiasse,mas não foi assim.Vi ele sair depois de tudo.Estava cansado,como estava cansado.'Nunca repudiaria
a própria filha de meu filho Samantha'.Pensamento aterrador.Sozinha finalmente pude entrar em processo de descanso,reparo corporal.
Foi tudo acabou.Tirei as ataduras dos pulsos ao passar de três dias em uma visita particular de Louis.Como me foi belo esse momento ao
está com ele e depois de tudo nada ver de marca em meus pulsos.

"Obrigada querido,obrigada".Disse em agradecimento.O rompimento definitivo com Adrian,meu amado Adrian na época aconteceu ao
passar desse momento trágico.O amava e céus! Como desejei matar Lestat diante de tudo,todo seu comportamento conclusivo a res-
peito de tudo.

Foi em uma noite na semana seguinte em que tirei as ataduras.Estava com Adrian no jardim.Admito que cometi o erro de em plena noi-
te jazer com ele aos beijos debaixo das arvores que e claro agora tinham muitas flores e rosas a sua volta.Como admirei o fato de vir
ao meu encontro.

Não esperava nessa noite está prestes a cometer o erro terrível de quase ir com ele pra cama.Quase cometi esse erro tomada de toda
sensação exótica com que se podia imaginar.Deitada com ele sobre a grama,o beijava,me era aquecido poder sentir suas mãos desliza-
rem pelas minhas pernas.

O trincar e abrir do portão.Isso me assustou,e como me assustou.De imediato me movi sentando-me sobre a relva de flores e grama
fresca.Adrian pensativo olhava Lestat silenciado.Lestat pensava,moveu as mãos estalando os dedos delicadamente.Ele havia escolhi-
do uma bela túnica de cor greme clarinho,o cinturião gravejado de pedras escuras me foi chamativo e erotico.

"Lestat poderia ter avisado".Ele me olhava,curvou-se a frente,o fato de está de pés descalços e que ele viera de um lugar longe,pelo
visto depois daquele momento doloroso para mim fora em missão importante."Levanta".Pediu,o fiz e mesmo assim quando pressenti a
sua fúria me foi ultrajante,vergonhoso ao querer atirar-se para cima de Adrian.

"Disse para sumir daqui garoto! A onde pensa que está? Em um bordel em que pode está com qualquer mulher!? Ela não e para você,ela
não o e!".Tentei segurá-lo mas envão.Me deparei com Lestat segurando Adrian pelo braço,o puxando em direção ao portão."Louco! Ele
e louco!".Pedia desculpas,imensas desculpas.

Lestat o jogou na calçada,o olhou pensativo e quando pisou na mão de Adrian jazendo o chão pode dizer."Vai-te embora e não vem
mais aqui,juro que o mato na próxima".Foi corrupção Lestat usar de sua condição ao mover a lingua de modo saliente sobre a boca,o
bastante para Adrian ver os dentes caninos delicadamente afiados de Lestat.

Senti dor no coração ao ver Adrian correr e foi-me dava uma guerra contra Lestat.Finalmente na casa(Na sala) chorei muito sentada
no sofá,ouvia as palavras de Lestat,ele que andava de um lado para outro,sua túnica movia-se com seu andar,odiava saber os moti-
vos,odiava piamente.

"Olhe seu estado! Nem uma mulher de minha,nossa família e vadia.Age como vadia Samantha! Olhe para si! Olhe sua túnica amarro-
tada como se tivesse sido violentada. Se Aziel estivesse aqui...".Senti tanta raiva que gritei ao levantar-me."Ele está morto! Não faz
mais parte de nossa convivência,se acha mesmo que sou vadia olhe para tu que jaz com amantes seu covarde.Tem medo de nada a-
contecer".Ele ficou tão furioso que atreveu-se a mover a mão a bater-me."Vamos,bate,bate maldito!".Brami.

E ele voltou-se indo na direção da porta."Tu és covarde e meu corpo não e vosso templo!".Berrei ao jogar o jarro da mesa de centro
na direção dele.'Resolva tua fúria porque não tolero isso'.Foi seu pensamento.A porta bateu-se e me deparei chorando mais conforme
a dor veio ao coração.A minha guerra com ele não era por sentimento,e sim pela minha necessidade de compainha e ele não o permitir.

Eu não esperava passar uma semana sem um sinal sequer de vida de Lestat.Chorei a cada noite,a cada noite chorei devido ao que
eu sentia,queria dizer a ele,quem sabe ele entendesse! Que nada! Aconteceu que ao está sentada na mesa na varanda de meu a-
dorado quarto senti a presença e chegada de Louis.

Eu ao chegar antes do banho havia escolhido uma saia de cetim de cor amarelo-dourado,a camiseta branca confortável para o frescor
da noite,a sapatilha que usava,céus! Toque de seda aos pés em sua cor negra.Lá vinha Louis.Ele parou no gramado do jardim sorrindo.
'Como minha princesa está bela hoje,como'.Disse-me por pensamento.

Sorri,e com isso ele seguiu,rapidamente ele já se encontrava entrando no quarto.Um ser de seus 1,72 de altura,magro,cablos negros
andulados.Escolhera um mero pá de bota pesada negra,a calça justa em tom escuro atenuando suas pernas,a camisa de seda com suas
mangás longas exaltando seus braços.

E ele disse depois de sentir-se seguro."Vim aqui porque senti a necessidade.Conhece pouco de Lestat ou qualquer próximo para enten-
der a preocupação dele devido a sua procura de compainha".Assenti.Na varanda pensava,ele colocou-se ao meu lado."Odeio isso,não
sou objeto de ninguém,ninguém".Exaltei.

Ele beijou-me o rosto."Querida seriamente odeio saber que sente raiva,pegue aquele telefone,rompa com Adrian.Temo por aquele me-
nino,Lestat por essas noites andou sondando a casa dele".O que?Olhei tomada ao Louis."Ai! Que infeliz".Brami raivosa,segui com ele a-
té a sala e com isso pensei por alguns minutos.

E céus! Foi isso.Me deparei ligando para Adrian e como me doeu.Ele desligou o telefone chorando,chorando.Deixei claro que fora melhor
para o bem dele.Nunca pensei ter noite tão trevorosa como essa.No quarto conversei muito com Louis."Não pensei que foi ruim,Lestat es-
tava prestes a matá-lo e deixe comigo.Saberá por mim e esquecerá o assunto".E quis saber.

"Ele fala que mereço homem melhor,que odeia ver-me comporta-me como vadia".Louis moveu os dedos sobre meu rosto,pensou e disse-
me em riso."Quando ele fala isso e que teme segundo ele por ter sangue ávido demais que perca fertilidade causada por sangue fraco.O
maldito e louco,faz prol de sua prole,seu sangue,e passará por cima de tudo para mantê-la tão fertil até finalmente prover".Infeliz,como
se pudesse o desmacararia.

Passei a noite com Louis,horas com ele.Sei que na manhã seguinte já sem a presença dele acordei com a campainha tocando e com mui-
to sol em meu rosto.Fui a sala.Minha camisola fazendo conjunto com o roupão de cor vermelho-vinho me confortava,abri a porta e vi a
face de Sara.

A mulher ruiva que agora me fitava."Samantha não poderia deixar de vir".Céus.Ela viera por iniciativa própria e isso assustava-me.En-
trou em passos delicados.Seu vestido de tecido de lã-fina tão delicado que marcava sua bela silhueta.E com isso pensava,pensava no
que aconteceria.Essa mulher tinha vindo por conta própria e algo haveria de acontecer.Que recanto acordar e receber uma visita inu-
sitada como essa.

***Continua***


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Samantha-Cap 28

Mensagem  Ana Nery em Seg 23 Maio - 14:25:03

***Continuando***

Sinceramente poder está sentada a observá-la depois de tudo me fez silenciar-me.Agora finalmente tinhámos algo para comer trazido
por Jefferson.Uma bandeja com um recepiente cheia de biscoitos amanteigados e chá a vontade.Lhe servi uma xícara e dei-me a pen-
sar.Pelo visto ela sentia-se tão angustiada que mal pensava.

Quando pousou a xícara na bandeja disse,eu continuava com a minha."Conheci sua mãe Samantha e admito que és tão ingênua guan-
to sua pessoa".Ofeguei,quase me intalei com o chá.A olhava com espanto finalmente,jamais imaginaria que ela me desferiria tal verda-
de do nada,como se eu nada sentisse.

-Minha mãe? A onde? Desde quando? Sara sei que a encontrei naquela livraria,que tu como profissão faz investigação.Mal sabe de tu-
do que tenho vivido.

Ela pensou,arqueou sua sobrancelha delicadamente."Chegou a ler os escritos Samantha?Aqueles que trouxe na minha primeira vinda
aqui?".Não e claro! Havia me esquecido e somente lembrei nesse detalhe importante em nossa conversa."Sara andei passando por i-
mensas turbulências,acho que não lembrava mais disso".Ela riu.

Pode rir com delicadeza e isso exaltou-me o animo."Viver com Lestat e algum próximo e como viver em meio a uma guerra.Espero que
o tempo lhe faça ser sábia para continuar".Ela conhecia Lestat e isso assustou-me."Samantha espero que leia e vais entender muitas
coisas importantes,fará isso?".Será que ela falava sério?

"Diga-me o sentido então".E foi quando ela disse."Digamos que sua mãe foi forçada a algo,as circunstâncias da morte de Aziel fizeram
com que ela tomasse outro rumo".Hum..Como isso fazia-me pensar."Sim,sei.Conhecendo Lestat e ela e claro,acha que um dia poderei
vê-la? Ela está viva,isso e altamente claro".Ela pensou,o fato de sua resposta ser branda deu-me esperança.

"Talvez,isso se conseguir afrontar ao Lestat,acho que o fato de tua mãe não esperar a forma com Lestat lhe dá com essa situação a
assusta,talvez,mas não agora".Foi como trovões.Essa foi a gentiu forma de algo ser-me passado,conforme conversávamos sentia a
imensa curiosidade de ler os escritos.

"O farei mas somente na hora certa,e quem sabe de alguma forma poder repensar".Isso a fez refletir."Samantha? Faça-o mas antes
de tudo,digo como ciente,colega de sua mãe e de Lestat que entenda,esteja preparada".Sara...Esse nome jamais me sairia da mente
novamente e saber que ela era tão próxima assim me fez feliz por alguns momentos.

Lembro que depois nos despedimos no jardim me deparei indo a biblioteca,fui até os escritos e ao mover as mãos querendo ver algo
a minha pessoa retraiu-se,tive medo,imenso medo.A visita de Sara segundo ela disse-me antes de ir embora foi devido a necessidade
de acalanto de preservação,a necessidade de que eu entendesse melhor e não me perdesse.

Brami algumas palavras e isso me foi o bastante para decidir não fazê-lo,não nesse momento."Não agora,não agora".Pensei tomada
de sinceridade e sentimentos.Quero deixar claro que esse algo me foi necessário porque nada tive de dor nos dias seguintes.Louis a-
pareceu chamando-me para um momento importante,pelo visto ele estava desesperado,necessitava de uma presença humana e foi
nessa noite que pela primeira vez fui ao palácio de Sépia e Ardônis.

Foi-me tenso sentimentalmente seguir com ele pelas ruas de Athena.Eu vestia um simples vestido de seda em cor prata na altura dos
joelhos,o pá de bota confortável.Louis mantinha-se aflito."Odeio saber que ele agora sabe,que simplesmente algo terá que ser toma-
do".E com isso todo um retrocesso necessário.

E fomos,seguimos caminho em direção ao palácio.Logo na última curva da Rua Central de Athena lá estava o imenso palácio com sua
fachada iluminada junto a linda escadaria."Lindo Louis,lindo".E seguimos,o casado longo de Louis o aquecia,a cor vinho em destaque
junto a cor negra de sua calça jeans e botas.

"Necessitei de vossa vinda porque por ser humana quem sabe...".Eu apta a discutir com imortais? Jamais,foi o que pensei conforme se-
guiamos e paramos na varanda do palácio.Toquei a campainha e que atendeu foi Thalwa,pelo visto uma terrível discussão acontecia en-
tre Ardônis e Sépia:Os dois seres trajados com longas vestes vistos por mim ao entrar.

"Maldita és! Traidora! Foi-te minha irmã-amante e como pode passar por cima de meus sentimentos? Arrogante és Sépia! E ainda por ci-
ma um fraco como Louis!".Ah,céus,doloroso,Sépia andou para trás chorosa,silenciada.Ardônis moveu-se em direção a Thalwa,seus cabe-
los castanhos andulados brilhosos,ele disse."Mãe,poderosa mãe,deixa-me queimá-la,destruí-la!".E isso assustou a Thalwa.

Dois seres sentados no imenso sofá olhavam,pelo visto tinham vindo auxiliar em algo precioso e com isso estavam presentes para ver a
guerra."Queima a tua irmã e queimarás a meu coração! Não seja insano! Deixa Sépia traçar o caminho dela,deixa de desventuras,deixa
de natureza descontrolada".E,e como foi tenso o momento em que Thalwa teve que intervir quando Ardônis quis queimar Sépia,quando
ele atreveu-se a jogar-se contra ela.

"Traidora! Judia és!".O puxavam,a Maharet o puxava,sua túnica vermelha moveu-se com seu andar,eu observava silenciada."Vamos,a
tua cabeça está quente,imensamente quente Ardônis".Ouvi o choro dele,e que choro inesperado ao seguir pelas escadas com Maharet.
Thalwa vestida de negro essa noite em longas vestes voltou-se a Louis.

"Tu faz-me agir contra meu filho,em pensar que céus,eu queimaria Sépia,a queimaria por tamanha judiação para com ele mesmo sendo
minha filha.O que não faz-me fazer Louis.Em pensar que em poucos momentos pude ser mãe para com ele,nem mesmo para com Hyarian
pude ser".Frustrante.

E isso em ação,continuidade."Não a queimará,queime a mim,sabia dos riscos".Após e,o casamento de Sépia e Ardônis tinha ido por
água abaixo e pelo visto Sépia haveria de procurar lugar."Querida fique em minha casa,há um sotão lá e sinceramente podes ficar
até ter lugar".Ela caminhou a frente.

Me fitou angustiada."Seria minha salvação,duas ou três noites,e só isso que peso".Trevoroso pensei e o momento de minha vida es-
tava por vir,vir quando aquele ser levantou-se.Usava túnica de linho em tons gremes e marrons,a faixa negra de cetim atada a sua
cintura,os cabelos negros andulados chamuscados pelo vento.

"Sépia sabe que não posso ficar muito tempo mas para não tomar precioso tempo de Samantha vem comigo".Sépia o olhou junto de
Louis,e foi como se os dois do nada se sentissem tomados."Khayman...O conheço pouco senhor e sinceramente nem sei como come-
çar".Foi o explodir da fúria de Thalwa.

"Ah,céus! Arruma tuas coisas Sépia porque aqui Ardônis não a deixa mais ficar,arrume tuas coisas e some! Dou-te uma semana para
eu mesma arrumar lugar pra ti e Louis.Satisfeitos!?".Mas aquele ser chamado Khayman.Era isso que atraia-me.Parecia-me alguém en-
volvido com o antigo Égito e tomado de curiosidades irrevogáveis.

Fui em sua direção,conforme ele pegou em sua mão senti sua aura emanando."Samantha...Admito que muitos comentam de ti".Não
sei mas me foi normal sentar com ele e olhá-lo,atenuar meu olhar sobre seus olhos escuros(Castanhos).Os traços egippcios como se
fosse pintura.

"Ah,sim".Acho que algo acontecerá e sequer tinha noção.Louis,Thalwa e Sépia olhava como se esperassem eu sumir,correr com me-
do de Khayman.Em pensar que o conheci só por vir,por um simples gesto de continuo amar em prol de Louis."Ela e louca".Disse Louis
e com isso Thalwa respondeu."Psiu...Deixa a menina".Assenti.

Khayman me focava o olhar como se percebesse o que sentia para com sua figura e tremi quando Maharet veio descendo as escadas.
"Khayman eu preciso ir,vem comigo,Marius e Thorne precisam...".Ela parou,a olhava,Khayman segurava minha mão,ela alternou o o-
lhar gelada,tomada de caláfrios."Mas o que ia dizer? Como Ardônis está?".Perguntou Thalwa,e Maharet seguiu com ela,Louis ficou fitan-
do a mim e Khayman.

Olhei ao khayman novamente e ouvi a resposta de Maharet a Thalwa já longe."Ele chora,e como chora".Temeroso momento quando
Khayman moveu suas mãos sobre meu rosto."Tenha calma menina,és voraz."Calma?".Se pudesse teria pulado sobre ele.Ele me atraia
mas não esperava sentimento dele.'Ah,se Lestat ver isso...Ele pira'.Repudiei o pensamento de Louis.

Nem respondi,meu silencio enquanto olhava Khayman me foi necessário em resposta ao Louis.E foi com isso que conheci Khayman e
um sério problema no fururo começava a se formar,e nem eu entendi.Mas tenha calma,deixem eu continuar:A situação era pacata e
imediata.Será que sobreviveria a isso? Ah,céus,como desejei não acontecer esse momento de ver Khayman.Foi como pressentimen-
to.

***Continua***


Última edição por Ana Nery em Sab 11 Jun - 19:27:56, editado 1 vez(es)
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Samantha-Cap 29

Mensagem  Ana Nery em Ter 24 Maio - 13:52:38

***Continuando***

Depois desse momento em que Thalwa e Maharet se mantinham ocupadas,todos eles eu me deparei indo ao encontro de Khayman.Pedi
ao nos levantarmos ao Louis,que de alguma forma providenciasse algo para eu comer.Um chá me seria de bom agrado nesse momento e
isso me agradou quando ele disse que levaria logo,logo.

Eu e Khayman caminhamos em direção ao jardim nos fundos do palácio,as oliveiras brilhavam na iluminação,até mesmo devido a gotas de
água sobre as folhas,e como me foi surpreendente ver Khayman sentar-se,pensei profundamente se ele podia ler meus pensamentos se
sua pessoa compreendia a profundidade do ser que havia enchergado nele.

Como me era belo vossa pessoa mover os braços a frente da mesa redonda a qual havíamos sentado.Sinceramente seus modos e olhares
conforme pensava emanavam tanto silencio que minha pessoa clamava para que ele lesse em meu coração tudo que minha pessoa sentia
nesse auto-conhecimento da pessoa dele.Esperava que Louis atendesse bem a meu desejo por chá nesse momento.

"Acho que sinceramente vossa pessoa e bem comentada,acredite Samantha! E impossível chegar nessa Cidade e não ouvir eles comenta-
rem de você,o mero fato de Lestat ter sido o único a consumar sangue dentre nos e espantoso,apesar de muitos não o acharem merece-
dor.Admito que vossa pessoa e voraz".Sua voz era cálida,nesse momento percebi com maior clareza,foi como se céus,tudo isso me fosse
esperança.

Sinceramente o modo como ele olhava os detalhes,fez com que seus olhos passeassem pelas oliveiras me provocou arrepios.Cálido toque
na minha mão conforme pensava."E difícil alguém me compreender e deve saber que por ser o que sou e como se sinceramente minha pes-
soa se tornasse pensativa.Pago um preço por ser o que sou".Não sei se ele compreenderia.Esperava o chá.

-Não...Pagará um preço se continuar assim:Sendo a pessoa obediente que é,sei que obedecer ao Lestat e como atirar no escuro.O ama a
tal ponto?

"Não sei Khayman,nunca saberei,e uma resposta que nunca a encontrarei".Ele riu,continuamos conversando por vários minutos até que o
Louis voltou,ele deixou uma bandeja com chá na xícara e recipiente de porcelana cheio de biscoitos amanteigados."Obrigada querido,muito
obrigada".Sentando ao meu lado Louis sentiu todos os lapsos do que eu e Khayman pensávamos.

Era como se esse momento me fosse nitido,e não demorou enquanto eu comecei a tomar chá,a me deliciar com os bicoitos que algo aconte-
cesse a ponto de provocar-me arrepios.Pensei francamente na sinuosa tentativa de retorno que Khayman tinha e emanava,foi quando Louis
soltou farpas como se aquilo não me prejudicasse e me desesperei.

"Não seja sinuoso Khayman...Samantha e unica e não compreende os motivos dela está aqui conversando contigo".Céus! Deixei a xícará
sobre a mesa e sai em direção ao salão corada,odiei saber que Louis perceberá e me desferirá tais farpas na minha face.Infeliz disse a ele ao
está no salão.

Brami palavras fulgidas que ele compreendeu com perfeição."Seu louco! Nada sinto por ele".Louis riu de lado,principalmente quando Maharet
e Thalwa vieram junto de Sepia a procura de Khayman,ele que me foi visto conforme andava.Corei devido ao vislumbre de seu andar e modo
como falou comigo."Preciso ir minha hovem".Sépia falará com ele raidamente."Logo,logo iremos Khayman".Ele riu.

"Tudo bem...Será de agrado querida recebê-la com Louis por algum tempo até terem lugar".Sépia silenciou-se e quando Maharet e Khyaman
seguiram em direção a porta continuei a olhá-lo e não compreendi os motivos de Maharet me queimar ao virar-se. Já vi ser tomado de raiva
mas como ela nesse momento estava para surgir,pensei.

'Sua mimada.Se não fosse neta de Lestat a mataria,toma cuidado garota,cuidado com quem mexe'.Dei passos para trás,meu coração bateu
forte e não consigo descrever o que senti quando Louis tocou meu ombro."Ah,querida,finalmente serei feliz".Somente quando Maharet e o
Khayman saíram e que me atrevi a falar.

"Essa mulher,ela me dá medo".Abracei Louis em procura de calma,Thalwa disse-me coisas que se tornaram mistério pra mim."Maharet e um
pouco insensível querida".Há? Não quando se tratava da ameaça e percepção de sentimento que tive por Khyaman! E foi dessa forma que a
minha doce visita e inusitada percepção de Khayman acontecerá.

Ah! E como me foi doloroso passar as próximas noites querendo saber do que meu amado amor Louis fazia.Queria saber se ele encontrará
seu lugar,se ele sinceramente escolherá um bom lar.Choveu,foram noites e dias tensos para mim,cheios de trevas,soudades e muita preo-
cupação com Louis.Nunca me preocupei com o destino dele como nesse momento,e junto disso eu cheia de compromissos,e ele veio,veio em
uma bela noite de fim de semana.


Eu sai correndo da varanda do quarto a seu encontro.Ele me esperava de pé,céus,tinha escolhido a dedo a sua roupa:O sobretudo de cor
verde-escuro em tecido de algodão,a camiseta negra por baixo,até mesmo a calça justa e botas,tudo isso me tocou a alma."Ah,querido! O
que eu não faço por ti!? Diz,diz para Samantha como tudo foi".Ele riu ao ver-me sentar no sofá,sentou a meu lado e conforme disse,senti o
arrepio.

"Acho que o fato deu e Sépia termos encontrado um palácio nas colinas daqui me foi maravilhoso,e sinceramente amaria que viesse comigo".
E foi isso,foi como se minha pessoa se enchesse.E,ele tinha conseguido e apontado,desferido suas armas em prol desse lugar nas monta-
nhas frias da Grécia."Thalwa ajudou-me,até Khayman achou apto de minha parte e de Sépia não nos insolarmos tanto.Eu a amo e e como se
um peso imenso fosse tirado de minhas costas".Compreendi.

Levantei o fitando,meu vestido de cetim justo ao corpo e alças delicadas era confortável,até mesmo a sandália.""E sei com todo meu cora-
ção que vossa pessoa não deixará de me visitar,que nem mesmo isso causará traumas ao Lestat e a linda Thalwa,que nem mesmo tudo o
que desejar será impossível.Só lamento pelo Ardônis.Anos e séculos amando Sépia e céus,tu és responsável por tudo isso".Ele sorriu,pode
beijar meu rosto ao curvar-se.

"Ah,meu amorsinho,criança que vi e vejo crescer...Vem comigo,esqueça nem que seja um pouquinho seus compromissos por mim".Eu ri,e foi
dessa forma que atendi ao desejo de Louis.Em dez minutos eu e ele jaziamos nos céus de Athena(Grécia) e saltar no imenso campo com bos-
ques a nossa volta foi-me assustador.

"Vem comigo".Disse ao colocar-me de pé no chão.O segui,o cheiro do perfume das flores jaziam por todo lugar,grama selvagem em reiva,o
luar ao céu,o vento cortante da montanha,e como amei me aproximar do lind palácio,ver suas colunas imensas em branco,o lindo portal a
levar para porta,a fachada perfeita se erguendo aos céus no antigo modelo grego.

"Nossa".Brami e me deliciava com o lugar, entrando me deparei com Sépia a nossa espera,a dama usava uma túnica de linho negra,o lindo
medalhão de prata com broche feito de rubi em formato oval me era chamativo."Ah,querida! Em falar que realmente viria!".Ah! Agora,sim
eu e ela começamos uma boa visão.

Olhei o lustre aceso do salão,os cortinados em tom vinho movendo-se nas persianas.Tudo isso me chocava e foi como se olhar os degráus
em mármore negro me tomasse.Segui com eles atrás de mim e voltando-me a olhar para trás vi a imensa mesa de vidro com um belo jarro
grego cheio de flores selvagens.

No próximo andar tinha quartos,uma varanda logo ao fim e indo no último e terceiro andar vi o imenso salão decorado com tapete persa,o
quadro imenso na parede,a mesa de escrever,os lustres cintilando.Os detalhes me teciam a malha de admiração.O sofá com estofado azul-
marinho,a poltrona e mesa de centro em vidro.

E sentei-me com eles,foi como uma chegada cheia de choque.Eu no novo lar de Louis? Nossa,tudo isso era chique demais."Lestat deve está
estourando a mil trovões na mansão".Eu ri,e deu-se a malva de preocupação de Sépia."Será?".Louis rapidamente foi em direção a prateleira
dos livros,enquanto isso pude saber."Querida Sépia nunca tece filhos?".Isso a pegou desprevenida.

"Ah! Cheguei engravidar quando humana,mas...".Céus,encerrei assunto nesse momento já que soube somente ao olhar em seus olhos viole-
tas que ela perderá os filhos ainda em gestação."Toma querida,Kalawina mandou entregar-lhe isso,ela andou a procura desse livro escrito por
ela e cá está".Ofeguei."Nossa".E comecei,dei-me a folhear as páginas.Kalawina! Pelo visto esse nome para mim me era muito importante dentre
nossos conhecidos.

"Samantha pode escolher qualquer quarto no corredor,se desejar descansar saiba que estaremos no salão".E bem,me vi folheando as páginas
e logo desci indo para um quarto de visitas.Entrei me sentando na cama,o vento vinha pela janela aberta.Li e nem sei como o consegui devido
a força pecaminosa.Os sinais e escritos,textos em linguá tão antiga.

Logo,logo me desesperei e me troquei,vi que a gaveta do armário jazia cheia de roupas."E como se eles realmente tivessem se preparado para
isso".Ri depois.Uma túnica de linho em cor vermelho-escuro e pronto,podia dormir em paz.A janela manteve-se aberta,as cortinas movendo-se
e com isso o perfume das flores selvagens vindo através do vento.

Acho que esse descanso me foi visto e ainda me e visto como um pré-aviso de que não devia tê-lo feito.Jamais! Se soubesse não teria ido para
cama tão cedo para depois não me acordar tomada de tanto,tanto medo! Me deparei olhando o quarto escuro,o vento fazendo a janela mover-
se.Levantei e senti a terrível presença que me conhecia.Sei que lembram.

Fui ao corredor,segui,meu coração batia forte e nossa."Esse infeliz ser está aqui,está aqui".Corri,desci a escada em correria,me deparei no salão
olhando o nada! Nossa,meu coração bateu forte só em pensar que quase o vi! 'Algo ligado a mim.Eu o conheço assim como ele'.Mas esse pensa-
mento me foi destruído ao ver sobre a mesa de centro uma pena e bilhete.

Peguei a pena negra e o bilhete.Comecei a passear meus olhos pro toda extensão de escrita,as palavras riscadas rapidamente,parecia que
infeliz se desesperou passando rápido e aproveitando-se da situação.O grito vindo de mim se formava,se prendia na garganta conforme lia
as palavras e segurava a pena.

'Me e maravilhoso vê-la crescer,tomar idade assim como no passado.Samantha? Deixo algo de mim,de meu ser.Se quiser me chame! A amo e
sinceramente clamo por ti! Sozinha enfie essa pena em tua carne e derrame sangue,irei a teu encontro.A decisão e tua.'.

Meu grito ecoou pelo salão.Me vi tomada,enlouquecida."Filho da mãe! Louis! Sépia! Louis!".Céus! Como,como enlouqueci! Com isso me deparei
na loucura e choro,Louis desceu a escada,o ser vestido com calça e roupão de seda em cor verde-escuro."Ah,céus...O que acontece?".Foi co-
mo estouro de visão ao entregar o bilhete a ele.Ele andava,lia.Sépia me segurou pelo ombro,mal compreendia meu estado.Eu enlouquecia e isso
me fazia tomada.

***Continua***




Última edição por Ana Nery em Sab 11 Jun - 19:30:01, editado 2 vez(es)
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Samantha-Cap 30

Mensagem  Ana Nery em Ter 24 Maio - 15:05:53

***Continuando***

Conforme Sépia conseguia fazer-me voltar ao controle Louis sentou-se no sofá pensando,refletindo,por alguns momentos ele moveu seus
dedos pelos cabelos negros e andulados,os selvagens olhos azuis passeando por mim."Samantha desde quando isso acontece?".Ele quis sa-
ber."A algum tempo.Não sei quem e! E algo,uma presença que remonta a um demônio,mas anjo.Ai! Sei lá Louis! Digamos que e como se eu
o conhece a décadas atrás,anos! Acho que a milênios".

Ele olhou a pena enquanto Sépia sentou-se a seu lado analisando,e como se algo grave emanasse de seu ego,sua situação."Hum...Quem
sabe...".Ele parou ao olhar-me segurando a pena no ar.Tinha o bilhete na outra mão."Louis,querido Louis...Seja sincero".Ele bramiu algumas
palavras."Bem,não que eu seja cruel,mas Samantha não faça isso,não atenda ao pedido dele".Algo tão sincero e marcante que minha pessoa
se envolvia em situação drástica.

-Não imagina o que seja? Louis eu estava dormindo,ao menos tentando tirar um cochilo rápido em descanso.Sabe da gravidade do fato que
a minha pessoa tem ao se deparar com esse tipo de coisa?

"Samantha não posso imaginar com profundidade.Tudo que sabemos e que tua mãe guardava muitos segredos ao decorrer de tudo que tive-
mos contato com ela.Consegue entender?".Hum...Silêncio,quietude.Me deparei no meio do nada.Sei que tomei a atitude de pegar a pena e
rasgar o bilhete."Jogue no lixo,estou enojada".Louis se espantou,mas sabia que ia subir e guardar a pena.

No quarto peguei uma caixa negra com fundo de veludo.Deixei a pena lá e quando vi Louis entrar me fitando em tristeza,eu soube."Venha co-
migo,vamos sair,está tomada de raiva.O fato de não conhecer essa criatura mesmo sabendo que tem ligação com ela a irrita".E como senti-me
triste.Cruzei os braços e o segui.

Ninca imaginei que Louis em particular fosse tão controlável,sensato."Querido sei que esperava mais auto-controle de minha parte,mas sabe
que nem sempre o consigo".Ele respondeu ao passarmos pelo salão."Tenho séculos de idade e mal entendo tudo isso,e olhe que eu voltei da
morte".Nunca imaginei isso.

"Se quer saber,isso foi a muito,muito tempo.Na época em que conheci Merrick e em que fui forçado a livrar-me de algo".Quis saber,e ele deixou-
se continuar,já,andávamos pelos campos."O amor por um espírito que mal merecia todo amor que senti por ela,meus sentimentos".Céus,tremi e
ao continuarmos ele deixou-se envolver.

Que noite,que noite! "Samantha? Aprenda algo que aprendi,aprendi forçado e da pior forma:Sentimentos de nada valem se não são correspon-
didos".Ah! Falava disso e ainda por cima incluía Sépia."O que fiz por Sépia foi na esperança de continuar,nunca vi ser como ela,compainha como
sua pessoa".ofeguei e respirei fundo.

Seguimos pela trilha a frente,muitas,muitas arvores! Que lugar cheio de flores,pássaros em revoada em plena noite,até corujas espionando nas
arvores iluminadas pela lua."E o que mais querido? Acha que foi condenado por Lestat ao se tornar um imortal?".Ele olhava para frente,seus ca-
belos escuros moviam-se ao fato.

"Ah,querida Samantha,fui condenado,sim,acredite".E,compreendi e como desejei que de certa forma conseguisse entender,saber mais a fundo
de sua existência.Continuamos só que agora em silencio e chegado em um imenso campo aberto na montanha vi a imensa revoada dos pássaros
e como delirei com o perfume,a lua cheia logo acima da imensa montanha.

"Agora entendo,eu entendo Louis,entendo porque escolheu esse lugar".Sentei-me sobre a relva,muitas flores movendo-se,muitas pétalas vindo
de encontro a ele,uma visão vê-lo sentado perante mim."Deseja morrer,não e? Ama tanto a sépia que deseja morrer,morrer".Isso o assustou,e
disse-me em confissão,o riso tão perfeito que me deparei querendo guardar ele somente pra mim."Um amor que entra em conflito com Lestat,eu
vou sobreviver".Passou,passou o receio ao olhá-lo.

Soube olhando em seus profundos olhos clareados pelo luar que o amor dele para com Lestat era como uma rosa e sangue,e para com sépia
a provação de um elo de perfumes e oceanos."Esse lugar conheço a algum tempo,vim guardando tudo isso dentro de mim e como sabe tive a
change e fiz proveito.Um lugar que reflete muito do que sinto por Sépia".

Silêncio.Soube que ali teria bons momentos com Louis e Sépia,e tivemos,posso garantir.Garanto que o fato de conhecer esse lugar secreto e
especial para Louis me foi inesquecível.Louis apartir desse momento resolverá sua caminhada,e senti sim nessa convivência que no passado
fora um ser sensato,até demais,mas que experimentara da própria inexistência o necta para livrar-se de seus defeitos que causaram-lhe tan-
to sofrimento desperdiçado.

No momento em que eu me encontrava controlada a respeito do fato da presença aconteceu que Lestat veio,veio ao saber de minha adorá-
fulga.Havia fugido para não ser encontrada,sequer ser achada,sequer ser sentida em espírito ou presença.O que fazer? Viver com Lestat ou
algum próximo a ele e como jogar uma bolha de cristal no escuro e ela pula,pula pelas escadas e você não sabe qual e a última parada.

E foi assim quando do nada ao está dormindo senti,senti com toda plenitude.Primeiros os risos,depois os sussuro,depois os dedos gelados a
passear por mim.Me apavorei por dentro porque pensei ser aquela maldita presença,mas não.A coisa se afastou e abrindo os olhos vi Louis
de pé ao lado da poltrona em que Lestar jazia sentado.

Somente quando Louis saiu fechando a porta para ficarmos sóis e que entendi.Movendo as mãos a frente de meu corpo me deparei com os
botões de minha túnica negra aberta e me apavorei."Fique calma,jamais faria algo que fosse ultrajante,mas sinceramente bem que adorária".
Me sentei cerrando o olhar a ele,o maldito que mantinha-se sentado,as pernas cruzadas delicadamente,os olhos pairando sobre mim.

Tamanho medo provocava toda quietude a pairar no quarto.Lestat tinha escolhido bem as roupas antes de vir por ser uma calça de belo cor-
te,sapatos bem polidos,a camisa de seda em cor branca."Vim apenas levar-se,essa e minha missão Samantha,sabe que vossos compromissos
a esperam".Levantou vindo em minha direção.

-Compromissos,bem que poderia não sair daqui,bem que eu não poderia sair daqui,bem que eu poderia sumir daqui,sequer assumir nem
um compromissos.

E ele me silenciou,me silenciou conforme me beijou tomado de angustia por minhas palavras,senti o sabor de sangue brotando de sua boca
sedosa,macia.Movi meus braços a seus ombros tomada.'Ai,infeliz! Por favor,por favor! De-me o sangue,de-me! De-me para jamais voltar a
ter essa miserável vida'.Ele lera meu pensamento e lembro dele olhar-me choroso,tomado de pavor."Não agora,não agora,quem sabe no
dia em que perceber".Ofeguei de raiva.

Ah! O puxei pra mim,deitamos na cama agarrados,movia minhas mãos sobre seu rosto,queria beijá-lo nem que fosse para sentir mais do sa-
bor do sangue brotando.O beijava,eu queimava,senti que os mamilos de meus seios estavam rigidos quando ele moveu suas mãos por bai-
xo de minha tunica,e prendi meu delírio conforme o beijava.

"Logo,logo estaremos em casa,logo,logo".Bramiu aos meus ouvidos,ofegava agora finalmente tomada.Ofegava.E ele deu-se a acariciar
meus cabelos,me deparei parada olhando pro teto,tomada.Queria chorar,queria fugir e não sentir o amor que sinto por ele.Sei que voltá-
riamos,foi uma tensa discussão no salão com Louis.

Uma discussão devido a minha ousadia em não voltar,mas aconteceu.Lestat deixou-me no jardim da minha casa,brami palavras de socorro
quando ele foi-se,sumiu na escuridão da noite.No quarto a chuva caiu(Pareceu sinal devido a minha tristeza),e de modo inesperado senti a
pensar olhando pro teto da cama que Khyaman não saia-me da cabeça.

Não saia! Foi apartir desse momento que meu coração passou a chamá-lo,noite após noite meu pensamento e sentimento ecoando,ecoan-
do ao chamar por ele.Como necessitava! Um mero olhar e contato que fizera meu coração queimar,e queimava nesse chamado noite após
noite.E assim mantinha meus compromissos,não o tirando de meu coração,mantendo o chamado e sequer esquecendo o novo momento de
Louis.

Ele atenderá a meu pedido,atenderá e sequer compreendi.Estava aflita,aflita pelo meu coração.Abri a porta da casa ao chegar na nova noi-
te do Instituto,abri para me deparar com ele assustado,apavorado com minha imagem.Me movi pela sala depois que fechei a porta."Sei que
eu me sinto constrangido Samantha.O que há contigo?".O olhei e entrei em lágrimas.

Já bastava minha carência e agora isso? Era para fugir ou apavorar-me.Ele levantou-se,tinha os lindos cabelos escuros escovados e amarra-
dos para trás,a túnica de cor cinza e detalhes prateados com botões negros acentuava sua altura e movimentos.A faixa negra de cetim esta-
va ajustada.

"Sou idiota,eu sei,uma completa idiota,quem sou eu o chamando como loucura,o chamando como se fosse alguém?".Ah! Queria sair,quem sa-
be pedir desculpas para sumir."Hum...Peço desculpas pelo comportamento de Maharet,peço desculpas já que meu envolvimento com ela re-
monta a muitos,muitos séculos".Compreendi e entrei em lágrimas quando ele abaixou-se,pode tocar minhas mãos.

Me olhou aflito."Só não entendo seu desespero,seu coração queimante,deixei de ser humano a muitos milênios".Olhei para o lado,olhei como
se céus! Nada eu significa-se."Entendo,desculpe perturbar,mas e que há coisas que me são trágicas,sempre o serão".Me movi a frente,tinha
a mão sobre meu coração,nunca o senti queimar tanto.

Preocupação pela presença,pelo novo momento de Louis,até mesmo por aquele maldito e condenado a pairar na minha frente.Me foi frustan-
te saber que tudo isso mexia com ele,e que isso o impulsionou a pegar-me nos braços,sei e sedi a tudo que clamava pra ter.Minhas mãos mo-
vian-se pelo seu ombro,minha aflição fizera com que ele agisse assim.

Apenas ia deixar-me na cama para depois ir embora,mas não.Isso não.Não ia deixar meu Khyaman escapar,não agora.Antes dele afastar-se
da cama ao deixar-me sobre ela o puxei com força,beijei sua boca,pude sentir as marcar do tempo sobre ele.Era ele,aquele maldito ser solitá-
ri a vagar pelo mundo.

"Não seja insensato,não deixa-me sozinha!".Clamava.Ele sequer podia afastar-se,eu aflita o beijando e movendo as mãos sobre seus ombros.
Quando voltei a mim me encontrava com ele sentado a beira da cama e chorando ao está deitada de lado,rosto sobre o travesseiro macio."O
que eu faço? Estou,estou perdido".Disse olhando o nada,atordoado,pousando os dedos sobre seus lábios.

"Nada,esquece.Estou carente,só isso".Ele tremia,e foi desse modo que construí um elo com ele,era um começo e isso apesar de todo terror me
satisfazia.Passei o resto da noite com ele deitado a meu lado.Nada além da quietude.Sentia suas mãos trémulas,meu rosto de encontro a seus
ombros.Não soube quando ele foi embora,nada mais soube.Somente a quietude,somente isso e meu desespero.

***Continua***


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Ana Nery
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Samantha-Cap 31

Mensagem  Ana Nery em Qui 26 Maio - 10:30:10

***Continuando***

Sabe a sensação de jamais compreender tudo que se possa contruir? Foi essa a sensação que minha pessoa sentiu
conforme tudo isso acontecia.Ah,céus! O que será que se passava na mente de Khayman? Acho que o fato de todo o
meu oferecer e pressentimento aflorecer tinha significado alguma coisa.

Sabia que os próximos dias me seriam terríveis e foram conforme minha pessoa prosseguiu,conforme minha pessoa
a mercé do nada se envolveu em notáveis entendimento sobre tudo isso. Eu tinha compreendido aquele ser,sabia ao
decorrer de meus pensamentos que o fato daquele ser ser tão solitário quanto eu significava algum elo de suma impor-
tância.

Conseguêntemente meu coração explodiu ao decorrer disso.Ah! Graças que algo notável aconteceu,não esperava a
preocupação de Louis.Em uma noite dessas em visita me deparei conversando com ele a respeito de tdudo isso.Louis
sinceramente passava a me sair como um investigador.

A noite estava fresca,maravilhosa.Eu tinha chegado no início dessa linda noite e me deparado com ele a minha espera
na sala.Ele me olhava sentado a mesa,me fitava silencioso enquanto comia,enquanto jazia observando a taça de vinho
para que eu matasse minha vontade de embebedar-me.

Eu antes de jantar tinha me trocado,escolhido rapidamente uma túnica de tom bege de tecido de algodão macio,ele não
desgrudava seus olhos de mim é isso me causava caláfrios.Como estava maravilhoso o prato de lagosta refolgada acom-
panhada de arroz e legumes grelhados.

Louis silencioso,nada falará desde que me encontrava nesse momento de solidão.Nunca me estiverá tão belo ter escolhi-
do calça negra justa,botas pesadas e confotáveis devido a noite eterna para ele,a camisa de linho de cor oliva com os bo-
tões em camafeu cintilando delicadamente,e foi,acontecia.

Ele do nada rompeu sua quietude,o fato de seus cabelos negros e andulados estarem amarrados para trás lhe causava
todo conforto desejado."Sinceramente o fato de nutrir sentimentos por Khayman me assusta menina,queria muito saber
e compreender até onde isso vai dar".Pensei,pensei drásticamente e como pedi aos céus que ele não soubesse de nada
a respeito da vinda silenciosa de Khayman.

-Pode me deixar comer direito? Prometo que na sala conversámos a respeito disso Louis,mas deixe-me comer direito até
tirar preocupações de minha mente.

Foi como desejado.Sinceramente comi com vontade e tudo isso me foi como transcorrer tempo,morte e espaço de vonta-
des a serem realizadas.Louis saiu com o tempo para me esperar na sala.Quando finalmente terminei levantei-me,me depa-
rei com ele sentado refletindo sobre tudo.

Pelo frio começar a incomodá-lo voltei minha atenção a lareira,as chamas que se formavam ao seu comando e isso me
causou vontade de correr,fugir.Sentei na poltrona logo a frente do sofá a qual ele estava sentado,lindo como ele mantive
as mãos pousadas sobre seu colo,as pernas cruzadas.

Ancião,como me pareceu um eterno ancião! Rompi o silêncio pensativa,o desespero batia a porta de meu coração nesse
momento aterrador."Louis por favor! O amo,o amo! Sabe que ele não deixou de atender a meu chamado a toa Louis,por
favor não fale nada,não faça nada com que possa me prejudicar Louis!".Ele passeava seus olhos azuis para mim,a perfei-
ta imagem das chamas da lareira cintilando em seus olhos.

Ele respondeu-me como se isso se torna-se uma ameaça."Samantha entendo vosso desejo mas temo que aconteça coisas
que venham incomodar ao Lestat,até mesmo a seus próximos".Ofeguei pensativa,ofeguei pensando em todos os sentidos a
mercé de meu pobre coração.

-Louis somente lhe peço que deixe Khayman de fora,que não sinta fúria,que nada disso chegue aos ouvido de Lestat,que
nada,nada aconteça para que estrague minha change.

Ele do nada deixou bramir um riso."O ama a tal ponto? Crer mesmo que serás feliz?".Pensei rapidamente,levantei-me ao
passear meus olhos com vontade sobre ele."Sim...Por favor! Nada,nada faça! Necessito dele Louis,por favor não deixa na-
da chegar aos ouvidos de Lestat!".Ele considerava minha aflíção e com isso olhou rapidamente em direção a porta,pelo vis-
to Sépia vierá,era claro e evidente que ela vierá com ele e resolveu passar na mansão de Thalwa e Lestat.

Foi evidente o peso em seu coração,evidente em todos os sentidos.Aflíto ele passou por mim,o segui,senti minha túnica mo-
ver-se conforme meus movimentos."Louis por favor! Nada,nada deve chegar aos ouvidos de Lestat!".Ouvi seu riso,no Jardim
vimos a linda e eterna Sépia sentada a beira do cháfariz,ela o olhava atenuando todos os detalhes.

E,tive que admitir! Ela o amava a ponto de ter cometido a loucura que cometeu.Levantou-se e vislumbrei como a linda
túnica de puro linho de cor negra se ardonava a suas curvas,como o medalhão de pedras preciosas cintilava,como a san-
dália delicada aos seus pés lhe causavam conforto.

O modo como o tom de seus olhos violetas brilharam ao tocar no rosto dele me foi assombroso."Estou sabendo que Ardônis
enlouquece,falo de ter ido rapidamente a nossa procura,dele ter falado com mamãe".Louis pensou,pode desferir seu beijo
como se ela lhe fosse seu maior prémio."Precisamos ir,o que tive que fazer aqui,eu fiz".E foi dessa forma que olhou para a
minha pessoa,que ele despediu-se.

"Tchau minha amada,prometo que logo,logo nos veremos".Me deparei com ele seguindo e saíndo pelo portão,com ele
e Sépia sussurrando palavras.Sozinha vi meu lindo cão de estimação sair debaixo da arvore,veio em minha direção,sen-
tei sobre a relva do gramado perfumado.

Pensei conforme fazia carinho nele em tudo que acontecia,no que tudo isso significava para mim.Ele labia minha mão e
não deixei de pensar.Meu coração batia forte,como batia forte.'Só espero que nada saia de arrado meu amor,espero que
tu esteja bem a onde quer que esteja'.Olhava o céu cheio de estrelas,o brilho ácido e silencioso tipico delas.

Tudo e tão sultuoso que minha pessoa se tornou preminantemente sincera.Soube em dor que Louis guardaria secredo.
Que nada que me prejudicasse saíria da boca dele,pude sentir,pude compreender nesse momento enquanto deixava tu-
do de meu coração emanar.

Tinha sido um momento de desabafo e eu fiz proveito.Será que eu teria mais um momento para que pudesse tirar toda
essa dor de dentro de mim? Ah,eu tive,tive em mais uma noite ao passar dos dias quando jazia na varanda escrevendo,a
necessidade de matar meu tempo se transtornava.

Lestat tinha me mandando um e-mail reclamando de nunca falar com ele sempre que o infeliz estava onlinne reclamando
do mundo.Não respondi,tive que focar toda atenção no que acontecerá.Desliguei o Laptop e indo até a margem da varanda
vi Louis sentado a beira do chafáriz a minha espera."Arrume-se,vamos comer fora".Como me empolguei,como!

Escolhi um vestido de algodão de cor greme,as longas mangas de renda delicadas me causando toque sedoso,um pá de
sandália negra delicada e pronto,uma escovada nos cabelos e me deparei seguindo pelo corredor,na pressa meu coração
bateu forte,sai fechando a porta,coloquei a chave na bolsa e como me foi sofrido poder beijar o rosto dele.

"Ah,querido! Provoca-me alegria,demorou um pouco mas realmente veio".Seguímos pela calçada,as Ruas de Athena mo-
vimentadas a essa altura da noite.Louis jazia tão elegante essa noite que minha pessoa se assombrava.Cabelos soltos,eu
podia sentir o mover de sua camisa de pura seda imaculamente branca,os botões negros em destaque,a calça de belo cor-
te escura fazendo conjunto com os sapatos.

Me era espantoso andar com ele e as pessoas passarem e não darem uma olhadinha clássica para Louis,mas um ser frio
o bastante para manter seu auto-controle.Andamos,seguímos as guadras e guarteirões.Me deparar entrando no restauran-
te mais elegante da Cidade me foi maravilhoso.

Sentamos á mesa silenciosos,Louis me fitava como se céus! Tudo isso lhe fosse impossível."Apenas aproveite uma passa-
gem rápida na Cidade,sabe que se pudesse jamais saíria das montanhas".Eu ri,ja não necessitava caçar como o maldito dos
tempos antigos.Sorri delicadamente.

Tudo me foi confortável.Rapidamente pedi meu prato quando o garçom me atendeu: Escolhi frango grelhado,arroz acompa-
nhado com lentilhas ao molho,vinho branco bastante gelado.Isso fez Louis pensar,moveu suas mãos a frente segurando as mi-
nhas mãos."E sobre Khyaman? Pensou?".Não quis responder,olhei de lado tomada de dor.

"Só fique calado,por favor".Bem,isso foi como muralha para ele,o que o deixou frustrado por alguns instantantes,não demo-
rou e meu prato logo estava sendo servido,Louis olhava tudo isso como se lhe fosse necessário alertar-me para algumas coi-
sas."Tome cuidado,acho que nem uma mulher da família de Lestat seria tão mal-educada,tome cuidado Samantha e tente se
comportar como a dama que deve ser".Como me irreitei.

Parei de comer por alguns momentos e sinceramente tudo isso se tornou necessário."Não venha me encher com regras
Louis! Esqueça Lestat".Isso o fez rir por alguns momentos,e conforme eu continuava comendo e ele falando soube que o
seu espanto não foi maior porque sobrevívia."Saber que Ardônis gostária de conversar com Sépia me assusta,provoca-me
medo".Eu ri parando de comer por alguns momentos.

"Não seja louco querido,deixe Ardônis,deixe-o passar por essa tormenta,afinal,um rompimento milenar como aconteceu e
que deve ser um imenso golpe para ele,seja sensato".Novamente ele entrou em frustração,e prossegui em meu jantar,eu
observava o modo como Louis fitava as pessoas,tudo isso para ele era maravilhoso.

Conforme comia matava minha fome e ao saímos pude sentir todo vento poderoso da noite."Deve se preparar,Lestat por
esses dias deve está indo a seu encontro".Me silenciei."E ele sabe de alguma suspeita?".Ele somente respondeu ao está
ciente e ao andarmos entre as pessoas.

Ele se sentia tão nervoso que temia até que um mero falhar de mente fizesse qualquer palavra chegar ao Lestat."Não,sa-
be que ele não estava na noite em que esteve no Palácio que agora e de Ardônis,mas se estivesse,sinceramente vossa pes-
soa estária em uma imensa encrenta".Me silenciei.

Senti-me tão irritada e frustrada que não toquei uma palavra sequer com ele até avistarmos o portão de minha casa.Céus
como desejei entrar.Abri o portão e segui com Louis pelo jardim.Tudo tão silencioso,mas somente ao entrar na sala fechan-
do a porta e que senti.Louis tremeu de medo.

"Ah,céus,eu não acredito".Bramiu ele seguindo comigo após eu deixar minha bolsa sobre o sofá.Seguímos pela escada e
o meu pavor era imenso.Somente ao entrar no quarto soube.Abrindo a porta vi Khayman sentado a minha espera,muitas
rosas de cores variadas sobre a cama.

Louis deu passos para trás temeroso."Ah,céus! Como ousa? E sem aviso Khyaman!".Como Khayman estava belo ao ter es-
colhido uma londa túnica de seda pura em tom clarinho guase greme,a faixa negra de cetim atada a cintura em destaque.
Uma boa sandália masculina perfeita aos tempos antigos ardonando seus pés.

"Por favor saia,deixa-me sozinho,eu necessito".Louis moveu sua mão-direita sobre seu coração."Não seria sensato,sabe o
quão não seria necessário".Khayman andou a frente,pousou as mãos sobre os ombros de Louis,riu silenciosamente,pude
ver os caninos delicadamente afiados."Acha que tenho medo de Lestat? Não tenho e nunca tive,sou seguro o bastante para
saber de tudo.Vai".Louis moveu-se em direção a porta depois de olhar-me.

Soltou palavras em prol de sua irritação e medo ao fechar a porta,passos pelo corredor."Não quero ser acusado ou respon-
sável por uma guerra!".Eu ri ao ver Khyaman sentar-se a beira da cama,andei a frente temerosa,pensativa."Não pude deixar
de pensar Samantha,admito que nessas últimas noites nunca pensei tanto em uma pessoa,nem mesmo o que tive no passa-
do com Maharet me foi pensado como tudo isso".Sentei ao seu lado e foi quando ele segurou firme minha mão.

"Desculpe por tudo,disse que hávia sido redícula,uma idiota".Ele segurou firme minha mão,moveu-ás até meu rosto,olhou-me
profundamente."Não queria,jamais,façamos uma promesa:A de que quando sentir-se pronta,estiver pronta me chamará,dará
o sinal e virei a teu encontro,mesmo cultivando esses sentimentos sabes que enquanto não tiver certeza,nada poderei consu-
mar".Pensei e mesmo a contra gosto vi que ele tinha razão.

"Como assim?".Ele riu,segurando minha mão pude sentir dentre seus dedos delicados mas frios o toqu metálico,pude pegar
aquele anel prateado tão finíssimo."Cá está,leve isso consigo sempre! Um aflorecer de minha promessa,nossa promessa".O
meu coração batia forte e não deixava de compreender.

"Apenas promesa por favor que dará o sinal e virei,eu virei".Respirei fundo e nunca senti tamanho toque destruidor em mi-
nha solidão.Nunca senti tamanha dor sendo rompia.O beijava,beijava com vontade,me silenciei definitivamente quando ele
olhou-me movendo seu polegar abaixo de meus olhos.

Estava a beira de chorar."E apenas um sinal,nada mais necessito além disso".Respirei fundo olhando de lado,o frio da noite
veio cortante pela varanda do quarto."Ok,Khayman".Esmureci ao beijá-lo novamente,afagar-lhe os cabelos macios e negros.
Delicadamente me deitei com ele sobre a cama,aquelas malditas rosas foram amassadas.

Tinha ele ao meu lado,e como lamentei olhar em seus olhos escuros é brilhosos o fato de que logo,logo ele ia embora."Não
vai deixar de dar-me o sinal,não seja louca".Eu ri,o olhava,apreciava seu rosto."Sim,pode ter certeza.Te amo".Risos de mi-
nha parte e quietude e doçura da dele.Ele me acolhia,afagava-me o rosto.Acho que melhor presente não poderia ter aconte-
cido e sido dado á mim.

Ficamos em beijos,logo,logo ele ir e junto dele algo lhe corroia,eu sabia.Beijos,quietude,málicia.Como pensar? Meu coração
batia forte,e como.A cada momento com ele era uma tortura.Mesmo na dor ele atenderá a meu chamado e sentimento e is-
so tinha sido minha maior vitória.Khayman não somente o meu escolhido e sim algo de mim.Façamos notáveis pensamentos.
Eu necessitava.


***Continua***

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Samantha-Cap 32

Mensagem  Ana Nery em Qui 26 Maio - 13:11:07

***Continuando***

Depois disso tudo deparei-me acordando na manhã seguinte,não sei se era impressão minha mas minha pessoa pareceu ter acordada tomada
pelos perfumes de Khayman.Será que isso era mal presságio? Será que isso era mal recado para com tudo o quê desejava que fosse? Ainda
lamentava,o sol veio de encontro a meu rosto,senti o calor.

Como havia sido maravilhoso está na presença de Khayman e simplesmente acordar envolta no silêncio desejado.Seriamente minha pessoa
pensava,os olhos passeando pela paisagem da varanda.O que pensar disso tudo? Novamente meu pedido voltou a ecoar,sentando a beira da
cama me deparei com as rosas amassadas.

Não que tivessemos cometido atos de orgias,mas nossas carícias e sentimentos sobre a cama foram nossa calma para que pudessemos supor-
tar a vontade.Será que Khayman atenderia mesmo? Senti o roçar da aliança no dedo,senti como se tudo isso me fosse tormento.Olhei a alian-
ça sobre o sol da manhã.

Sinceramente isso era capaz de matar-me? Ah! Matava nem que fosse aos poucos irmãos,matava lentamente."Até quando terei que esperar?".
Brami em passos pelo quarto,brami baixinho para que essas palavras ficassem somente para mim. Era como sentir meu coração tomado,cheio
de desesperança,mas voltasse a bater em prol de sua sobrevivência.

Esse dia se tornará chocante para mim,chocante.Nessa manhã me deixei está na sala,pensando em tudo.Até pensei nos conselhos que Louis
me deu segundo suas preocupações."Não meu querido,não serás culpado por uma guerra,jamais".Eu ri pensando no lindo rosto de Louis,de co-
mo o maldito se tornará um ser sofisticado ao longo dos anos.

Mas bem! Com o tempo os compromissos me chamaram,tive que preparar-me para a avalanche que ia me corroer ao longo do dia.Esperava que
Louis,Lestat,Sépia,Thalwa e quem sabe Gabrielle que não via a algum tempo,estivessem seguros.Passei a pedir clamando aos céus e dentro de
meu coração que Lestat só soubesse de minha escolha por Khayman depois de muito tempo.

"Não,ele não vai saber antes da hora".Bramia,isso ocorreu várias vezes ao decorrer do dia,foi como se todo tormento me fosse passado,tido
como mensagem necessária,e isso me confortou.Tenho que vós deixar claro a carta que encontrei ao voltar de noite de meus compromissos.
Na sala deixando a bolsa sobre a mesa de centro peguei o envelope e li as palavras da carta que Lestat deixou nesse início de noite,movia os
dedos sobre meus cabelos,ajeitei até a borda de meu vestido de lã-fina e delicada.

"Samantha não pode se esquecer que nem sempre posso visitá-la e isso angustia-me devido a promessa que fiz em jamais deixar de vê-la.
Me encontre amanhã a noite na mansão.

Eu estarei presente e não medirei conseguências para que possa ver-te. Soudades e considere isso uma ordem está entendendo? Abraços.

Assinado: Lestat De Lioncourt".

"Maldito,e como se ele adivinha-se minha situação".Bem,este tinha sido o ultimato de Lestat,acho que deveria me preparar para poder aten-
der a vossa ordem.Admito que cheguei na noite seguinte tremendo diante do portão da mansão.Mal tinha chegado do Instituto(Tive provas)
e claramente que me arrumei para seguir para mansão.

Olhava o portão.Tinha escolhido uma calça justa feminina de cor negra,uma camiseta azul-marinho e botas no mesmo tom da camiseta,um len-
ço branco ao pescoço.Pensava enquanto fitava o portão.Bati várias vezes e quem atendeu foi Lestat.Arqueei a sobrancelha tremendo,olhei a
sua face corada.

Tinha saído para caçar e sinceramente isso me angustiava.Ele deixou o riso alargar-se,somente Thalwa presente.Percebi ao seguir com ele e
vê-la na varanda do quarto."Louis disse-me que esteve contigo esses dias,acho que o fato de Louis está tão ocupado com Sépia me assusta".
Respirei fundo.Lestat sentou ao lado dela.

Ele me parecia uma miragem vestido com calça de corte clássico escura,a camisa no mesmo tom de seda e o lenço branco no pescoço.Um ser
luxuoso em determinados momentos.Pensei alternando os olhos sobre os dois.Thalwa moveu as mãos a frente,pensei com profundidade.Seu
vestido em tom oliva em puxa lã e renda uma sofisticação com as alças finas e delicadas.

"Quero saber a situação de Ardônis,me seria de bom agrado saber e ter certeza que nada acontecerá com Louis".Ela me fitava pensativa.
Tomada de silencio."A natureza de Ardônis e selvagem,há se soubesse tanto quanto eu sei,Samantha".Refleti,e saber que Lestat jazia em
seu silencio me irritava.

Foi quando fui com ele rapidamente em direção sala,nisso vi em passagem uma porta."O que e isso?".Ele desceu comigo pela escada ao abrir
a porta e sinceramente me deparei com um palco de orgias:Se tratava de um sótão específico para eles dormirem durante o dia.Um lugar com-
pacto e sai rapidamente.

Não quis investigar muito já que sentiria muito medo.Diferentemente de muitos prefiro assumir,e isso fez Lestat rir nesse momento.No salão
pude ter a coragem de andar de canto a canto,indo na varanda logo a frente da linda Rua ele olhou-se e foi quando toquei seu rosto.O jeito
como ele moveu seus olhos me foi aterrador,e como.

Dei passos para trás,o som dos carros ouvidos."Nunca vi esse anel em seu dedo,desde quando anda com alianças Samantha?".Prendi minha
respiração,arqueei o cenho da sobrancelha."Nada Lestat,só necessidades".Senti dor quando ele sacudiu-me pelo ombro,o modo como abriu
os lábios em pronúncia,os dentes rapidamente a amostra.

-Não está dizendo que você novamente anda tenso suas aventuras? Não está querendo dizer que você anda agindo como se fosse uma me-
nina que não e.

"E se fosse? Iria bater-me?".O olhava e agora silenciada,e vi nitidamente que ele não suportava a idéia."Maldita,sabe que não suporto e isso
faz agir".E nisso ele engoliu para si o que sentia e foi nesse momento que Thalwa entrou irritada com Ardônis atrás dela,ele que gritava com
ela,era como se fosse o bastante para uma guerra pessoa.

-Aquela maldita sai e sequer me dá notícias,como teu filho pensei que iria proteger a meu casamento! Age como uma desumana ao permitir
uma aberração como essa.

-Cala sua boca! Se quiser matar alguém mate a Sépia,não tenho coragem de por as mãos sobre ela,afinal,se conseguir faça-o! Estou cheia
de tentar meter-me em algo que não e dá minha conta.

Se não conseguiu prender sua mulher mate-se,mas chega de briga em minha casa,isso não vou permitir.Não seja insolente! Se não pode segu-
rar sua mulher e que não foi homem o bastante pra ela.

"Você me odeia mesmo,me odeia!".Lestat olhava espantado,Thalwa pensou rapidamente e foi como estouro conforme ela disse que ia sair.
Isso o pegou desprevenido,deixou Lestat sem ação."Preciso ir ou parece que alguém está disposto a matar-se".Sim,ele compreendia,sentei
ao lado de Lestat no sofá do salão,ele pensava preocupado.

"Hum...Quem diria que Louis se meteria em uma confusão dessa? Mas deixa está,e bom porque de alguma forma Thalwa sai a procura de
Gabrielle".Céus,meu coração bateu forte,vi Lestat olhar para o nada."Não se preocupe,já vi coisas piores desde quando conheci Thalwa".
Como desejei saber,ele viu olhando-me de ladinho."Ah! Vais saber querida,minha princesinha,vai saber no momento que puder".E nisso ele
saiu,pelo visto ia descansar.

Necessitava depois dessas noites em guarda.No quarto de Louis pensei,deitei sobre a cama olhando para o teto refletindo."Mas se Lestat a
algum tempo precisa ficar de olho nas fronteiras do que chama seu território,como poderia ser?".Logo me veio os comentados Seres Bestiais
e senti lapsos de dor em meu coração.

Foi nisso que continuei refletindo e soube que minha necessidade clamava.Levantei-me.Olhei o Laptop de Louis desligado sobre a mesinha
me esperando."E uma droga que não espiono".Que nada! Nos arquivos que vi foi como frustração.Nada,nada.Aproveite para poder fazer
alguns estudos a respeito de História.

Passei as próximas horas envolta nessa situação.Ao acabar desliguei e acabei por ardomecer na cama.Nunca senti tanto cansaço,como de-
sejei está no palácio de Louis.Ah! Tanto desejo que sonhei,sonhei! Sonhei com Louis andando comigo no bosque,com Louis gritando comigo
irritado devido a minhas argumentações.

Mas não esperava sonhar com Khayman.Isso jamais.Não esperava sentir calor,orgasmos só em sentir sua presença em meus sonhos.Céus
eu acordei queimando.Movi as mãos a frente de meu corpo pensativa,espantada,tremendo.Andei pelo quarto,soube que Thalwa não voltou
e sem duvida como Lestat disse,ela estava a procura de Gabrielle.

Acho que o momento em que resolvi sentir tudo que sentia como mulher foi quando desci as escadas e vi que a linda Vitória Regia estava
presente,viera as presas ao encontro de Lestat ao saber que o filho da mãe estava na Cidade.Pela brecha da porta ao está na sala vi o
ato maldito.

Ai! Como quis gritar,acho que esmurrar os dois.Eu sempre fui curiosa e as vezes travessa demais apesar de doce.Olhei pela brecha como
os dois malditos agiam como cães."Demorou,você demorou e deixou-me a mercé de frustração".Foi o que Vitória disse,pobre Lestat que
jazia por cima dela,ela que sedia a seu peso conforme ele beijava seu ombro.

Ele riu com isso."Hum...Hum...Seria sensato minha parar com isso,quem sabe deixar esses malditos seres bestiais invadores de lado,eu
choro em não está presente como desejo as vezes".O riso dela foi sinistro,deu nos nervos ouvir,mais ainda quando a infeliz gemeu alto
conforme Lestat se silenciava,fechava seus olhos de modo cálido.

Palavras sussurradas a seus ouvidos,e como me foi assustador presenciar tudo isso.O ato sexual tenso conforme Vitória mantinha-se
curvada a frente da cama,conforme ele mantinha suas mãos sobre suas costas e ombros,o modo como ele se deliciava com a maciez
da pele dela,como todo corpo dela lhe servia como apoio.

Cada jesto,cada lapso de prazer daquele infeliz me dava vontade de ter uma arma e quem sabe atirar nele.Foi continuo,movimentos
selvagens e rápidos,anexados com o gozar dele ao cuvar-se mais a frente,beijar os ombros dela,sentir seu perfume sobre os cabelos.O
que pensar? ' Toca a linda Vitória como se fosse um objeto e irrevogável'.Brami chorosa.

Ai,que raiva! Sai batendo a prota,ouvi quando do nada ele correrá em direção a porta."Mas que diabos está acontecendo!?".Não,ele
não soube que era eu.Eu só saído e em questão se minutos jazia nas ruas.Em casa me deparei chorando horrores ao entrar no quarto.
"Como mulher não vou admitir ser tocada desse modo,quem sabe jamais ser tocada,que enojante".Brami,

Acho que tivera minha primeira frustração sexual,mas passaria,ia passar.Nas noites seguintes choveu,e como choveu.Louis não veio
ao meu encontro,acho que ocupado por demais com Sépia,todo esse problema com Ardônis que segundo soube em visita rápida nes-
se tempo a casa de Vitória Regia,tentara matá-lo.

'Que infelizidade disse'.O riso de Vitória nunca foi-me esquecido em resposta.'Que nada,ele procurou,uma selvageria entanto os dois a
discutir,saírem no tapa,Lestat e Thalwa tentando separá-los,e olha que Louis apenas quis visitar Thalwa e Lestat'.Que lamento.O que
ocorreu de sério comigo foi a repentina vontade de saber,sentir aquele algo remetente ao acontecimento do bilhete e pena.

As noites chuvosas continuavam a e claro,me deparava sozinha mais uma vez,olhava na madrugada a chuva sair sorrateira,fina sobre
o gramado e tantas rosas.O vento veio de encontro a minha túnica,e atendi a vontade.Peguei a caixa com a pena."E,vamos ver o que
e isso".Brami baixo e segui até a sala.

A lareira ardia.Sentei-me sobre o tapete da sala colocando a caixa a frente,pensei olhando a pena.Uma pena negra e sedosa,ponta
delicada."Se esse infeliz quer algo,que seja,vamos ver o que ele tem a dizer-me".O fato de levantar-me e do nada desferir a ponta da
pena sobre a pele do braço me fez gemer de dor.

Vi quando as gotas de sangue escorreram pelo braço.O corte havia sido reto,delicado,horizontal.Pensava,olhava as chamadas da la-
reira tonta,tomada por algo.'Não seja maldita Samantha.Não disse que seria brincadeira,estou com sua mãe,estou com ela sempre e
preciso reaver o que foi rompido no passado'.Ofeguei de dor.

"Como,como assim!?".Queria gritar,a voz dele ecoava em minha mente,se soubesse não teria feito,jamais! Não teria cometido uma lou-
cura como essa em atender a seu perdido.'Logo,logo vai saber...Espere somente um pouco querida Samantha,não que os seres bestiais
estejam enfrentando problemas,até mesmo aos imortais,o problema e que vem até nois'.Pedi,roguei ao sentar-me na poltrona tonta pa-
ra ele dizer.

'Psiu...Há coisas que devem esperar mais um pouco,só mais um pouco e assim consumarmos. Tenha certeza que sua mãe te ama,a ama
de verdade e nada disso aconteceu por vontade dela'.Fora embora e quando andei a frente ao levantar-me veio o turvo,o nada.A dor
de tamanha invasão de mente e força me tomou.

Gritei ao cair a frente,apaguei como se fosse um boneco de porcelana caindo ao chão.Não acreditava nisso,o maldito tinha ligação com
minha mãe,acho que não somente foi o arrependimento que fez-me desmaiar além da dor,foi toda falta de estrutura que tinha para su-
portar uma coisa dessas. Nada,mais nada além de uma alta procura? Não seria e me é sensato dizer que se tratava de um erro?

***Continua***
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Ana Nery
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Samantha-Cap 33

Mensagem  Ana Nery em Sab 28 Maio - 12:10:58

***Continuando***

Como depois disso me foi doloroso,me foi ultrajante me deparar com um sonho visionário de tudo que essa presença era é passou
a ser para minha pessoa. Era como entrar em um imenso turbilhão,entrar e envolver-me em uma teia espectral.Como desejei saber
da onde esse ser provinha,viera.

Esperava obter respostar sérias a respeito disso quando nessa visão me deparei com ele me fitando,nos encontravámos sobre uma
montanha,o frio me era sentido até mesmo no rosto,nesse delírio.Olhava o maldito sentado perante minha pessoa."Apagou,está a
mercé de sua própria vontade,sequer compreende todo sentido que desejaria compreender".Céus,seus olhos verdes esmeraldas,o
cabelo negro andulado ao ombro,o fato de suas imensas asas abrirem-se com seu levantar.

Será que ia enlouquecer? Não sabia,sequer fazia a mínima idéia do que aconteceria.Sinceramente atenuar meus olhos sobre a espa-
da ao lado de sua cintura,a calça e a bota pesada,tudo isso me fazia silenciar-me.O modo como arqueou a sombrancelha causou-me
o maior medo já sentido em minha mente.

Aquele ser era poderoso,tive que admitir,principalmente quando curvou-se a fitar-me,nesse momento,sim,pude sentir todo toque de
seu poder conforme tocou-me os ombros."Samantha tivemos um passado turbulento e não esperava que atendesse a meu pedido,eu
admito que deixei a carta escondido".Brami palavras turvas,descoordenadas a vossos ouvidos.

"Qual seu nome? Pode dizer-me? Se me chama,clama pelo meu nome e que algo muito sério há de acontecer!".Isso o fez rir,deixou os
dedos passearem pelo meu queijo,odiava saber que ele se tornará tão enigmático para mim,que pelo visto escondia sua verdadeira for-
ça de todos.

"Acho que esse e um segredo nosso,acho que em respeito ao maldito momento que tivemos devemos compartilhar isso a sóis".Como
a sua voz me deixava a mercé do anda,me era altamente familiar e como desejei saber vosso nome."Samantha? No seu tempo,deixa
eu continuar aqui,no seu tempo,preciso ir meu amor,mulher minha,deixa eu continuar".Ele hávia sumido e me deparei gritando,gritan-
do porque como me sentia unida a ele e desejava saber o significado de tudo isso.

Suas asas fecharam-se conforme andava,o ser esbelto,alto,ele sumia na escuridão sobre a trilha.Nossa! Como isso tudo foi pertunador.
Seite-me sobre a relva e dei-me a chorar,chorar porque a dor era terrível."Falhei com Lunnes e agora isso? O que acontece!? Coisas me
vem a mente e me são familiares e mal as reconheço!".Esse era meu tormento,se tornava meu tormento passageiro e significativo.

Logo,logo acordei olhando o teto,me movi de lado tonta e dei-me conta da burrada que fiz.Havia atentido ao ser e sinceramente foi pa-
ra causar-me frustração e dor.Ofeguei olhando aos lados,tudo turvo e movendo os dedos sobre o tapete me apoiei,movi o rosto para ci-
ma e sinceramente me foi aterrador ver aquela visão do ser me fitando,as asas agora abertas,o sol da manhã batento em seu rosto.

"Mas o que é isso!?".Berrei tombando para trás.Já não estava mais lá nesse momento e acontecimento foi para constranger-me ainda
mais ao decorrer de meu levantar.Olhei todos os cantos e nada,nem um sinal do ser.Tudo isso se tornou tentandor para minha pessoa
e como desejei fazê-lo nomente.

Sentei-me no sofá,olhei todos os detalhes da sala,o calor doce do sol entrando pelas janelas iluminando toda sala.Pensei profundamente
no acontecer de tudo isso."Segredos compartilhados? Hum...Louis precisa saber disso é espero logo,logo ele vir a meu encontro".Com isso
soube que não seria digno de minha parte.

O ser era belo e sabia que ele me amava,havia me chamado de minha mulher,o que não e para qualquer ser que tenha vontade de fazê-
lo sem justa causa de sentimento,o que para esse ser e claro significava alguma coisa.Pensei,pensei profundamente."Juto que se não fos-
se por respeito e amor ao Lestat e Louis,a vossa preocupação,eu ia atrás desse maldito".Pensamentos macabros,podem ter certeza.

Ainda senti dor em meu braço e ao mover-me a frente vi a pena,a peguei girando entre meus dedos.Rapidamente a quardei e coloquei a
caixa em um lugar seguro,seguro para que nada ou ninguém a encontrasse.Era meu meio de contato com aquele maldito e sabia que se
Lestat,algum próximo a mim,até mesmo Lunnes,enlouqueceriam a procura do ser para matá-lo.

Bem...Foi nisso que fui ocupar-me,tomar banho,descer,tomar café da manhã e sair para meus compromissos.Além disso,desses momentos
frustrantes,mas necessários para uma sociedade sabia que tinha que suportar,e suportei a curiosidade,a vontade ao decorrer dos dias e
noites de me comunicar-me com o ser.

'O ser tem ligação de sangue comigo,se fosse o contrário,sinceramente jamais aceitária o oferecimento de sangue'.Pensava freguentemen-
te envolta nesses compromissos,momentos rotineiros.Louis não vinha,sequer aparecia,nem mesmo meu amado Lestat.Ah! Como meu cora-
ção chorava,bramia de dor!

Cheguei a receber recado de Lestat em uma rápida visita de Vitória Regia em uma dessas noites."Fiquei calma,acalma vosso coração que até
mesmo Lestat clama,queima de soudades por ti,ele virá e não vai demorar".Me deparei chorando ao vê-la ir embora,toda essa dor do ser,as
soudades,meus compromissos me assolavam por inteiro.

E passava-se mais alguns dias e noites e meu sofrimento aumentava.Aumentava queimando tudo dentro de mim: Tanto corporalmente,espiri-
tualmente,tudo isso.A tática de sobrevivência foi sair com meus amigos,próximos.Aconteceu ao fim desse tempo.Graças que a Cidade de Athena
nunca estive tão fresca,horiunda de beleza.

Eu jazia sentada nessa nova noite,tinha escolhido um vestido de algodão longo atenuando minha cintura e curvas ainda tão menina na época.
Estava escrevendo,acho que em meu diário de não me fala a memória,fazendo anotações no meu Laptop.Jazia sobre a cama ocupada com isso.
E foi quando do nada ao olhar a aliança brami de dor.

Lá estava a aliança em meu dedo e junto dela a promessa de Khayman.'Ah,meu amor,me ama mesmo? Pensa em mim toda noite como eu penso?
A onde deve está nesse momento meu Khayman?'.Que pensanto,um pensamento tão profundo e forte que céus! Foi como tremer de medo ao ou-
vir alguém me chamando."Psiu! Samantha me ajuda! Me ajuda".Era a voz de Louis!?

Levantei-me as presas indo a procura dele,o vi me fitar do jardim,tinha um terrível olhar de medo.Tinha vindo a Cidade e pelo visto algum impre-
visto."Desce,preciso do sótão para me ajudar".Céus,o fitei,sua túnica de linho em tom verde-escuro me provocou atenção,a faixa negra atada
a sua cintura me era visão.

Ele virou-se e quando vi Ardônis aparecer andando na Rua,abrir o portão me apavorei."Puta merda!".Brami,brami conforme andava,corria pelo
corredor a procura de Louis."Seu infeliz! És covarde,como és covarde!".Ardônis gritou,ouvi assim que cheguei na sala."Ai,céus! Não aqui,não na
minha casa".Pedia implorando.

O grito de Louis foi ouvido ao está na varanda,pude ver ele apontando o dedo para Ardônis."Para com isso! Sabe que não tenho nada mais pa-
ra justificar! Esqueça Sépia,viva sua vida Ardônis".Louis tinha olhar de piedade,Ardônis silenciou-se,moveu seus cabelos castanhos andulados pa-
ra trás,fitava Louis com seus olhos castanhos como se lhe fosse vitória encontrar Louis antes dos outros.De Lestat,Thalwa,até mesmo Gabrielle.

"Ardônis seja sensato,seja sensato! Esqueça tudo,isso,esqueça".Ele me olhou e quanto percebi que ele realmente não estava para brincadeira
tive que correr apressada,o fato do infeliz me derrubar no chão me foi frustrante,ele olhou para Louis friamente."Ah,vai,sim,chega! Chega de fi-
car suportando suas ousádias infeliz,desde que apareceu nessa Cidade anda sendo protegido,por demais".Louis andou para trás,foi como se tu-
do isso tivesse diso planejado por Ardônis.

A infelizidade aconteceu quando me coloquei de pé,Louis tentou segurar Ardônis conforme moveu seus braços a frente,sobre os ombros do maldi-
to.Olhava para mim."Desculpe tal infelizidade querida,mas acho que não estou em uma boa noite".Ofeguei quando os dois começaram uma terrível
discussão.

Ardônis que desferia tapas na face de Louis,Louis que lhe olhava atenuando mais tapas.Uma discussão de alto tom.Ardônis ao longo dessa
discussão queria,desejava mesmo cometer uma loucura,em pouco tempo apesar de meus gritos,pedidos de cizilidade me deparei com Louis
sento atingido pela mão de Ardônis.

O fato de ver meu amado Louis atingido por aquela maldita mal me doeu na calma."Seria sensato pensar infeliz,nem sempre mamãe ou aquele
infeliz podem está presentes".Louis o olhava ajoelhado no gramado,o olhava friamente,tinha o olhar seco,gotas de sangue vindo pela boca.A
minha pessoa tomou-se por completa em choros.

"Ah,querido".Bramia nervosa,Ardônis foi embora,rapidamente saiu pelo portão."Deveria morrer seu maldito! Thalwa vai saber disso".Brami,e
Louis bramiu algumas palavras."Para! Isso e problema meu é dele".Vi como ele mantinha a mão sofre o ferimento,Ardônis tinha simplesmente
enfiado a mão sobre o abdômen de Louis,cortado a carted friamente.

"Ah,infeliz,isso doi,como doi".Devem está me achando uma fraca,mas como lutar com um infeliz ancião como Ardônis? Se eu temi pela minha
vida e que tive motivos,só odiava saber que fora na minha casa.Na sala finalmente pude ajudar Louis com melhor observar.Céus,era como
implorar por algun milagre.

Ele sentado no sofá desabotou sua túnica,desatou a faixa a jogando no chão,o corte era profundo a ponto de provocar-me arrepios."Vai pas-
sar,vai,sim".Ele ofegou,ficou pensativo conforme pensava friamente.Sentei-me na poltrona e disse."Isso,essa guerra pessoal entre Ardônis te-
rá que acabar um dia querido".Ele riu de lado,tamanha frieza que não entendia como ele suportava tudo isso.

Mantinha a mão sobre o ferimento,mesmo gemendo de dor mantinha."Logo,logo vai passar,essa maldita carne vai fechar".Acho que o fato
dele ficar gemendo,chorando por alguns momentos me foi frustrante.Logo,logo Lestat chegou,Louis levantou-se fitando a porta,ouvi os pas-
sos pesados de Lestat,o fato dele ter desejado ir embora devido a situação me foi covardia.

"E e assim que tu se diz sensato! Como ousa vir a essa Cidade agora sem aviso prévio? Sabe que para Ardônis sua cabeça está a prémio".O
chamado tinha sido evidente.Seria sensato,sim,Louis avisar a Thalwa,quem sabe a Gabrielle."Onde o viu?".Quis Louis saber conforme Lestat
olhava o ferimento,conseguia fechar aquele ferimento rapidamente com seu sangue.

"Na Rua...Digamos que na praia".Louis silenciou-se.Esperava Lestat terminar o processo e somente quando uma faixa foi passada sobre o fe-
rimento e que Lestat deu-se por satisfeiro e abotou a túnica de Louis,sentou-se ao lado de Louis silencioso,temeroso."Meu amor avise,avise a
mim,a Thalwa,qualquer um! Mas avisa".Pensativa fiquei,olhava Lestat mover as mãos por seus cabelos,linda jaqueta usava em tom negro,a cal-
ça justa fazendo conjunto com o pá de botas pesada para noite.

"E tu querida,como anda? Desculpe trazer os problemas e nossas frustrações á vossa porta".Eu ri,mas mesmo assim não poderia sentir toda
dor pelo Louis emanar."Nada querido,nada,ocupada o bastante com minhas frustrações de menina para jamais esmurecer".Lestat moveu o ros-
to e foi nisso que ficamos a derida de conversas.

Como foi humilhante para Louis,como!Antes de mais nada não posso esquecer o futuro acontecido: Indo a mansão a pedido de Lestat para
uma visita especial eu vi,vi a discussão.Chegando e subindo sozinha ao passar de duas noites após esse acontecimento entre Ardônis e Louis
me vi chocada.Me deparei parada,mãos a frente do corpo,meu vestido vermelho de lã-fina confortável.

Olhava o modo como sequer pensava.Lestat havia discutido com Ardônis,aproveitara de vossa chegada para ver Thalwa para fazê-lo.
Era como miragem ver os dois discutindo."Pode fazer tudo com outros,menos com ele! Deveria pedir sua queima! Não pelo por respeito
a tua mãe! Não seja insensato! Maldito és Ardônis!".O tapa no rosto de Lestat foi o bastante para Thalwa se meter no meio,ela que lu-
tava.

Bramis."Chega com isso! Está demais,está demais!".Céus,pelo visto o clima não andava quente,queimava desde que a separação de Sépia
e Ardônis acontecia.Gabrielle agora puxava Lestat,Thalwa ao Ardônis,os gritos dos dois reverbando pelo pacato salão."Quem pensa que é?".
Lestat gritou."Está com medo!? Tenha medo infeliz! Tenha medo porque não sou o aceitador que Louis é!".Ardônis movia as mãos a frente.

"Infeliz,tua sorte e que és protegido,tua sorte! Deixa eu queimá-lo! Estou falando mãe,deixa!".Rapidamente Thalwa moveu-se a sua frente.
"Vai embora e esfria tua cabeça! Faz-me triste! Como faz!".Ardônis a olhou choroso,conforme Ardônis viu Lestat aproximar-se silenciou-se.O
falar havia sido claro."Foi apenas uma vez e admito que se tocar mais um dedo em Louis,eu te queimo.Ah,que queimo com o maior prazer e
nem sua mãe vai te proteger maldito.Vai embora,sai daqui!".Pobre Gabrielle ao mover-se por trás de Lestat.

Pousar as mãos aos ombros dele.Ardônis saiu,Thalwa o seguiu desperada."Ardônis não leve a mal,não leve a mal!".Sua voz ecoava pelo corre-
dor agora.Somente quando Lestat sentou-se aflito,tremendo de ódio no sofá e que viu-me."Ah,céus,sua louca".Chamou-me.Imóvel fiquei,pela
primeira vez ouvia e presenciará a fúria de Lestat e admito: Pavor tive dele,ele que respirava olhando o nada,sendo acolhido por Gabrielle sen-
tada ao vosso lado."Calma meu querido,o bastante,creio eu".Silencio,quietude,meu frio silencio nesse momento ao vislumbrar Lestat.

***Continua***
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Samantha-Cap 34

Mensagem  Ana Nery em Sab 28 Maio - 14:08:36

***Continuando***

Ele olhava-me agora,pensava friamente em tudo que poderia acontecer a respeito dos acontecimentos.Apesar da angustia pode me desferir
um riso conforme mantinha-me silenciosa.O tom de sua voz me foi assustador,me fez temerosa por vários momentos,acreditem! Pude ver to-
do medo emanar de Lestat,emanar em recado a tudo que eu necessitava.

Provavelmente tudo isso lhe causava desconforto terrível.Era como enxergar a frieza do cristal em seus olhos conforme o fitava.Ele riu nova-
mente e isso me permitiu andar a frente,ele que arqueou a sobrancelha delicadamente,moveu os braços para poder me acolher e o modo como
beijou-me o rosto me provocou tremores.

"Lamento que tenha que presenciar nossos conflitos querida,mas saiba que nem sempre e fácil olhar as coisas acontecerem e ficar calado".Foi
para sufocar-me.Respirei fundo conforme o deixava acolher-me em meu colo,refleti quando pude sentir seu perfume."E drástico mas sei que po-
de sobreviver a tudo isso".Holocausto e claro,plenitude.

-Gabrielle sei que sei que terá que sair,espero logo mais poder encontrar-me contigo na fronteira da Cidade,sinto coisas sondando e começo a
irritar-me.

Disse ele rapidamente."Necessito respirar,tudo isso me assola".E ela levantou-se,seu longo vestido branco rendado movendo-se conforme seu
andar ao sair pela porta.Finalmente a sóis com Lestat pude compreender a sólida situação de Thalwa para com ele."Sei que tens medo de todo
o atrevimento de Louis,do que isso tudo possa causar a ele,mas apesar de tudo sobreviver e necessário".Ele riu.

Viu-me sentar-me ao vosso lado."Samantha,Samantha...Começa a saber demais e isso não provoca-lhe medo?".Lindo observar,ao menos isso
em uma noite dolorosa devido a discussão."Sim,e claro,claramente que sim".Ele riu,e foi nisso que cedi conforme deite-me de lado pousando a
cabeça em seu colo.

O modo como ele gesticulou a mão sobre meus cabelos me causou sono."Sabe...Tenho que confessar que se eu me livrasse de todos os meus
compromissos mortais seria feliz,viveria da melhor maneira possível".Isso o manteve silencioso,olhava a profundidade de seus olhos."Ah,sim,a
decisão e sua apesar de não ser de meu agrado".Como assim!? Quis saber! Isso irritou-me a tal ponto que levantei,passei a andar a sua frente
silenciosa,braços cruzados.

-Lestat o que quer dizer com isso? Acha mesmo que há coisas que entendo? Sabe que clamo silenciosamente pelo sangue.Há e clamo! Sabe con-
tra seu próprio orgulho que se me oferecesse agora aceitaria com prazer.

Ele riu,cruzou seus braços e pernas com elegância,silencioso ficou por alguns momentos e rompeu sua quietude."Sabe o que quero de ti...Que-
ro descendentes! Quero muitos descendentes...O fato de poder ter tido a change jamais me e esquecida,a tive queridinha e sinceramente vou
fazer proveito".O olhei amedrontada,andei para trás.

"Ah! Tenha um filho logo,logo,não me importa! Tenha-o,tenha-o e quem sabe vossa missão está cumprida e poderei pensar em vosso caso meni-
na maldita".Filho da mãe pensei o queimando com meus olhos."Cale-se! Não sou sua boneca,muito menos objeto de vosso uso! Não me trate co-
mo um mero aprimoramento de sangue".Ele irritou-se.

Estava se tornando difícil encontrar-me com ele e não tocarmos nesse assunto delicado.Tremi por inteiro quando ele andou a frente."Para!".Bra-
mo seguindo em direção a porta."Samantha sabe que isso um dia vai acontecer e vou me vangloriar.Não seja insensata!".Havia saído pelo corre-
dor,andava rapidamente.

Ele vinha por trás de mim."Para! Esqueça".Queria minha liberdade e mesmo com meus esforços pelo visto estava difícil! Lembro de ter virado o en-
carando no jardim,ele que parou na varanda."No dia em que parar de tratar-me como tal quem sabe repense em minha condição".Ele riu,olhava a
inutilidade de minhas palavras.

"E como tal esqueça minha promessa de sangue vadia".Sai batendo o portão,voltava para casa frustrada,tomada de raiva.Ouvi a voz dele ecoar
mesmo da calçada."Um dia vai acontecer Samantha e vou me vangloriar! Tive a change dentre todos que não tiveram! Farei prol disso !".Que rai-
va,que raiva.

Andava,andava delicadamente tremendo de raiva.Pude encontrar Gabrielle na entrada do portão.Ah,céus,ela me esperava,pelo visto desejava a-
veriguar a realidade."Oi querida,desculpe deixá-la esperando,não sabia que estava aqui".Ela olhou-me,viu quando movi a mão para tirar o molhado
das lágrimas do rosto.

-Ah,querida o que ouve? Sim,acho que ando distante nessas últimas semanas e aproveitando o caso,venha comigo. Vamos entrar,vejo a necessi-
dade de nos falarmos.

Eu ri ainda chorosa.Passamos pelo lindo jardim e lá estava meu cão dormindo sobre a relva do gramado,fechei a porta quando entramos na linda
biblioteca aos fundos.A vi sentar-se na mesinha,ela pensava."Se for sobre Lestat esqueça a imprudência da parte dele,esqueça. Não releve aos
sentimentos dele".Respirei fundo ao sentar-me.

Ela olhou-me como se estivesse sentido de longe a necessidade de meu desabafo."Me sinto sufocada...Me sinto repreendida por ainda não ter da-
do ao filho que ele quer,deseja.Me sinto repreendida até pela...".Parei,parei rompendo as palavras no ar,ela deu-me um lenço delicado,enchugando
os olhos continuei."Há uma presença Gabrielle,uma terrível presença.Sim,ando sendo observada por essa presença e cheguei até a falar com esse
ser".Isso a fez mover-se para trás apoiando-se na base da cadeira que lhe era confortável.

"Hum...E isso lhe transmite o que? Há coisas que ainda não tem ciência Samantha e que claramente presenciei ou me foram ditas,isso desde que
Lestat envolveu-se com Thalwa.Deseja saber?".Foi nisso que pensei nos escritos dados pela Sara,mas revolvi calar-me,manter-me silenciosa.Ain-
da não tinha pisique para suportar tudo isso,e admito que tinha medo de ler.

"Entendo...Mas a essa vontade insensata de Lestat em me sufocar preciso respirar,temo que um dia ele canse de esperar e vá embora".Ela riu.
"Esqueça...Ele tem motivos o bastante para querer apesar de suas controvérsias.E algo que nem ele esperava,foi algo tão tenso e profundo a
artomentar a ele até os dias atuais.A morte de Aziel,ela pensa poder rever Aziel caso tenhas um filho Samantha".Ouvia atentamente.

"Prometo que conversarei com ele querida,prometo que...".O que ela queria dizer com isso? Como a olhava tomava ao levantar pondo as mãos
sobre a base da mesa."Que? Gabrielle?".Lágrimas aos olhos.Queria ouvir da boca dela,ela se dissesse se tornaria a promessa de minha salvação
em um dia não ser mais humana.

"Precisarei refletir,mas não agora,saiba que se lhe entregar o presente pela qual tanto almeja,será as escondidas Samantha,de preferência no
momento em que Lestat estiver ciente. Ele teme e muito perdê-la".Desabei na cadeira chorando horrores.Céus,nunca esperei chorar tanto.Ela
levantou-se,olhou-me antes de ir.

"Meu amorsinho tome cuidado,e sensato tomar cuidado querida".E foi assim que minha noite frustrante acontecia,se desenvolvia continuamente.
Sozinha chorei e como chorei.'Minha esperança,minha esperança'.Como essas palavras reverbaram em minha mente por toda noite.Como esse a-
contecimento com Gabrielle me foi atraente,chamativo.Prossegui na quietude,prossegui guardando isso para mim mesma,somente minha pessoa.

O arrependimento de Lestat veio ao decorrer de três noites.Estava dormindo quando acordei com ele deitado ao meu lado,o modo como ele deixa-
va suas mãos passearem pelos meus ombros.Senti seu toque conforme me acordava e sofri ao ter certeza que era ele."Samantha se a machuco a
agir de modo tão ácido,cá estou,me perdoa".Ouvia isso?

Sentei-me e vi sua figura no escuro da noite,somente as luzes do jardim iluminavam o quarto."Há? Acha mesmo que e fácil me sentir oprimida pelo
vosso desejo? És louco".Ele riu pegando minhas mãos."Pegue qualquer um,qualquer um me seria feliz desde que meu filhote venha,seria meu filho-
te,afinal,meu sangue humano corre nessas veias".Senti calafrios.

Levantei assombrada,as luzes se acenderam finalmente vi sua figura."Vamos se prepare,venha caçar comigo Samantha".Que pavor! Era fato pe-
la sua face que ele caçará inumeras vezes nas últimas noites,o desespero brotava de sua face.Só quando fui em direção a mesa de pentear vi a
caixa aberta de joias.

"Não seja insensata! Vamos,aceite meu pedido,venha comigo".Sonhei em poder virar-me e bater-lhe na face,e como desejei,olhava as joias,ele
pode abraçar-me por trás ao aproximar-se,suas mãos moveram-se pelos meus ombros."São prêmios das últimas noites Samantha,jamais sairia
de uma caçada ou invasão a uma loja em plena madrugada e deixaria esses presentes para trás".Maldito pensei.

Segurei meu riso.Virei-me o olhando,ele afastou-se.Tinha enlouquecido e fitar vossa pessoa que tinha escolhido a dedo suas roupas me fazia so-
frer: Um varão saxão vestido com uma calça de bom corte,sapatos luxuosos em tons escuros,a caminha de cor clarinha me encantava."Me sobra
demais Lestat,demais".Ele riu,pode beijar minha testa.

Pode me abraçar."As noites sem ti me são terríveis,vem comigo por favor".O olhei movendo o rosto.Em silêncio saímos e em questão de minutos
jazíamos nos céus de Athena.Admito que só atendi a esse pedido de Lestat porque sua loucura era eminente e isso desejava evitar da forma mais
cordial possível sem provocar traumas.

O fato de camisola feminina altamente luxuosa não me importava.Era seda e renda.O bastante para mim! O tom creme se destacava na escuri-
dão dos céus.Vertigens para sobrevivemos,apreciarmos.Havia sido uma pequena viagem maravilhosa e logo o mais me deparei com Lestat envol-
to em seu ataque.

Como,como aquele infeliz estava faminto,não somente faminto,mas tomado.Ele atacará ao dono de uma mansão dentre as montanhas de Athena.
O que facilitou e muito o trabalho dele.Me era confortante está sentada na poltrona da imensa sala observando Lestat beber,se alimentar do mal-
dito que havia pego logo em nossa chegava.

Pensava,refletia.Ele mantinha-se sentado,tinha o maldito em seu leito,o agarrava de lado conforme bebia,e pensava silenciosa,quando vi ele lar-
gar o corpo me levantei-,ele olhou-me."Vossos pés não deveriam tocar um lugar tão maldito".Ele assegurava minha existência? Ah,sim,da pior for-
ma possível mais,sim.

Tive liberdade de sentar-me por trás dele,pousar meu rosto sobre seu ombro lhe acariciando-os.Ele olhou-se por trás,ouvi seu riso maldoso como
se algo lhe soasse como musica."Um dia poderei saber mais?".Ele riu,pode desferir a risada maldosa que ecoou pela sala."Muito mais.Está desliga-
do de tantas coisas me faz bem,como faz-me bem".Silenciei-me conforme pude sentir seu perfume,o beijar delicadamente.

Nos mantivemos nessas carícias até um momento inesperado.Acho que ouvir a voz nos chamando me foi assustador.A pressão do ar que ficou al-
tamente pesado."O que e isso?".Disse andando a frente,até Lestar sentia,o que irritava em não saber claramente o que acontencia.Sabia que al-
go nos esperava e fomos ao jardim do lugar.

Vimos aquele ser nos encarado.Me foi assombroso vislumbrar o ser alto de pé,os cabelos longos em tom escuro,as asas com pontas(Parecia imen-
sas asas de morcego),o bastante para causar-me calafrios.Lestat me manteve atrás dele,pensava friamente."Aparece sem aviso prévio,acho que
a contra gosto me encontra em uma situação delicada Maya".Ela riu.

Sentou-se a borda do chafáriz derrmando suas águas."Lestat sabe que necessitamos de vossa ajuda,até mesmo dela! Não seja insensato! Muitos
de nos morre sem aviso prévio Lestat".Ele andou a frente e me foi assustador saber que ele a conhecia,um ser despido com as pernas cruzadas,a
sua beleza era delirante,pensei.

"Quem e ela Lestat?".Ele pensava,era como se seu pavor aflorasse,a tal da Maya agora silenciosa."Digamos que mulheres que me perseguem des-
de algumas noites".Maya riu,levantou-se,o brilho espectral sondava a vossa pessoa."Lembre-se...Voltaremos e desejamos uma resposta,necessi-
tamos de um coração puro".E foi nisso que ela sumiu,sumiu ao mover-se na nossa direção fazendo uso de sua força.A figura que sumirá no ar em
vosso desejo.

Lestat tombou sentado sobre o gramado aflito,clamando por ajuda."Quem é ela?".Ele olhou-me."Arpia,digamos que uma Arpia,diz ela,eu,eu não en-
tendo a complexidade do pedido dela".Céus que pavor.Ele tremia quando me sentei a seu lado,e foi nisso que soube da perseguisão.Ele retomava o
controle,retomava e quando fosse necessário iríamos embora,mas era evidente que enquanto estivessemos no jardim,ele não esqueceria.Sabia que
conversaríamos sobre isso logo,logo.

***Continua***


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Samantha-Cap 35

Mensagem  Ana Nery em Dom 29 Maio - 13:51:58

***Continuando***

O que tivemos que fazer foi nos prepararmos para voltarmos depois disso tudo. Foi como cansaço perante meu corpo e mente conforme
eu andava de um lado a outro da sala.Graças que depois de tudo chegamos em segurança,Lestat olhava para mim como se isso lhe pro-
voca-se novas sensações. Eu pensava,pensava em minha quietude.

Havíamos chegado e isso me confortava,ao menos me provocava uma melhor sensação de conforto. Pensava,pensava aflita no que eu
vi,no que presenciei naquele momento em que a Arpia chamada Maya aparecerá,veio ao encontro de Lestat. Foi como se meu mundo des-
se voltas e mais voltas.

Não escondia meus sentimentos e me foi sensato em todos os sentidos o fazer. Francamente será que algo pior estava para acontecer?
Estava pagando pra ver e foi quando Lestat pediu."Senta! Seu nervosismo começa a me irritar".Compreendi e o fiz com delicadeza. Ele
notava cada sensação que eu sentia a respeito disso tudo e lhe foi como coragem e pressentimento maior.

-Meu querido uma Arpia,o que pode ser exatamente? Pode me acarretar mais detalhes necessários? Será que Thalwa,Louis ou aguem de
proximidade para conosco sabe?

Ele pensou silencioso."Não,ainda não sabe,até o momento só a vossa pessoa...Quero deixar claro que foi somente a algumas noites pas-
sadas que tudo começou".Sim,e fiz gesto para ele continuar,prosseguir com suas explicações."Diz essa Maya,que até o momento foi a uni-
ca a vir a meu encontro,que o lugar que elas moram está morrendo,que precisam de ajuda".Pensei silenciosa.

"Morrendo? Ah! Quer dizer que elas tem um lugar em que nascem,crescem e morrem? E o que elas precisam exatamente? Desculpe,mas
e que a aparição dela foi muito repentina para eu compreender mais coisas".Ele passeava seus olhos sobre mim e foi quando disse com to-
do seu fervor.

"Elas nascem,crescem,mas não envelhecem ou morrem,são tão imortais como nos.Pelo visto se nois conseguimos a imortalidade pelo san-
gue,elas o conseguem bebendo de uma seiva em vosso crescimento".Aterrador,mas isso tudo me foi drástico,principalmente quando ele
complementou suas palavras."Foi-me dito que elas precisam de um coração,algo assim,da ajuda de uma pessoa que tenha um coração ap-
to para transpor toda sua vitalidade e refazer a arvore".Que arvore? Pensei nesse momento.

"Nem eu entendo direito,ok? Nem eu! Muitas coisas me foram apenas reveladas. Sim,eu tenho receio,mas sobrevivo,quem sabe um dia eu
poderei entender isso tudo melhor".Respirei fundo e foi nesse momento que ele levantou-se tomado de medo,pode me beijar o rosto,pelo
visto se preparava para ir embora.

Passeava meus olhos sobre ele nesse momento:Eu sentada a mover minhas mãos sobre seu rosto conforme ele mantinha-se abaixado pe-
rante minha pessoa."Ah,Lestat! A onde isso tudo vai acabar? Sua angustia e sofrimento são minha angustia e sofrimento".Ele beijou minha
mão,pode fechar os olhos.

"Eu e que peço perdão por fazê-la passar por essas situações constrangedoras".E foi quando abriu os olhos que quis saber novamente,ti-
ve que usar de meu jogo de cintura para com ele,e como."Samantha está enamorada de alguém? Está passando noites com algum homem
que tenha medo deu saber? Querida anda com uma aliança no dedo e isso me intriga".Como senti raiva.

Me levantei o encarando,tinha meus braços pendendo para baixo,retos,demonstrando meus sentimentos.Lestat teve medo,nunca o vi ter
medo de um ser,o modo como o encarei pelo visto provocou-lhe arrepios."Não importa! Esqueça! Acha mesmo que caso estivesse com um
homem,seria difícil de saber!? Cala sua boca e deixa minha vida!".Isso o fez mover os lábios em raiva.

"Olha aqui sua mimada! Sei que tens dotes o bastante para fazer uso disso! Ah,se tem! Fala logo!".Sem querer fiz uso de minha força,todo
meu sentimento brotou fazendo o lustre mover-se,Lestat olhou para cima mal acreditando no que acontecia."Eu disse para esquecer,se tu
perguntar mais uma vez,não medirei conseguências".Ele moveu seus olhos para mim."Esteja escondendo algo de mim e eu e que não vou me-
dir meus atos,tome cuidado garotinha mimada".Foi em direção a porta,ia embora.

"Nada te importa maldito".Bateu a porta com raiva,me deparei tombando no sofá ofegante. Me tinha sido doloroso agir desse modo,mas eu
jamais contaria ao Lestat algo de suma importância.Foi como presságio.'Ah,meu Khayman..A onde está?'.Pensei com delicadeza.Me e doloro-
so dizer que Khayman só entrou em contato comigo depois desses momentos com Lestat.

Não esperava com o decorrer de duas noites encontrar Maharet a minha espera no jardim depois que vim da mansão de Lestat,ele que fez
das tripas o coração para eu ir vê-lo.Olhei para ela,aquela mulher voraz,ruiva com seus cabelos em tom de cobre(Cacheados),a pele tão bran-
ca que parecia porcelana.

Refleti e nisso ela andou em minha direção,usava longas vestes em tom violeta,o que combinava com a tonalidade de sua pele e cabelos.O
meu olhar movia-se sobre ela e com isso falei."Algo especial Maharet? A vi anteriomente e para vir até mim e que deve ter algo muito impor-
tante".Ela bramiu delicadamente,me seguiu quando fui em direçãoa varanda da casa.

Só quando entramos e que ela rompeu sua quietude."Vim a mando de Khayman lhe entregar essa carta Samantha".Peguei o envelope la-
credo em seguida,sentando-me na poltrona pensei,olhei o lacre,respirei fundo.Ela me fitava com seus braços cruzados,e tudo me pareceu
sonho."Somente isso?".Quis saber devido ao tom de voz,gestos,até mesmo olhar.

"Aconselho a tomar cuidado garotinha,está mexendo com um coração extremamente arrogante,frio,um ser calculista por natureza".Isso
me constrangeu,pensei silenciosa antes de responder."Ah,sim,e claro.Apesar de tudo creio que conseguirei,amo Khayman".Isso a deixou
irritada,e vê-la virar-se em direção a porta me frustrou.

"Bem,preciso ir".E foi com isso,a vendo se retirar que me vi tomada pelo que acontecia com ela: Céus,ela estava com ciúme e eu não en-
tendia os motivos,difícil compreender os motivos.Mas os ciúmes brotava,e me esvaindo desse momento voltei a atenção a carta,podendo
preparar-me para ler pude vislumbrar as palavras de Khayman:

"Minha amada Samantha,não sou ser de muitas palavras,muito menos de explorar meus sentimentos,só estou querendo reafirmar meus
sentimentos por ti.Dizer que a cada noite sem tu,me sinto assolado,sem algo remetente a mim.

Não consigo entender,compreender com a profundidade que uma bruxa como tu compreender,mas acima de tudo me preservo dia e noi-
te para com meus sentimentos e nossa promessa.

Lembre-se! Isso que jaz em teu dedo e o sinal de que deve me avisar,esteja preparada meu amor e juro que em teu aviso irei a vosso en-
contro. Jura que serás minha,inteiramente minha e não vou falhar.

E uma garantia Samantha e me preservo para não falhar. Abraços de um ser tomado de medo,pavor por todos esses sentimentos que tu
plantas-tes em mim. Confesso que neme m minha condição humana o senti. Abraços de vosso amor.

Assinado... Khayman "

Bem! Essas tinham sido suas palavras e dei-me a chorar por saber que não devia responder,como me doeu! O infeliz do Khayman entrou
em contato comigo,e me doeu.Não devia responder,muito menos trocar correspondências com ele. Isso tudo me frustrou não somente
nesse momento,mas ao decorrer das próximas noites.

Chorei,chorei com todo meu fervor e me vi grata,grata por poder fazê-lo e cair doente em uma cama. Dor por tudo,por ter que me silen-
ciar-me a respeito disso tudo,se meu amor por Khayman. Amor faz a gente adoecer? Faz,e como. Sozinha no quarto estava,sozinha em
minha dor fiquei,fiquei até Lestat vir a meu encontro querendo saber o que acontecia.

Claro,devido a tudo isso havia rompido meu silêncio.Acordei-me com seu toque no rosto,odiava saber que ele tinha vindo na nova noite
e fizera proveito para uma situação inesperada."Samantha necessito que levante-se,venha comigo".Ah,céus,como odiei olhar para ele e
sentir no ar que Louis e Vitória vieram,e assim me veriam nessa situação deplorável.

Lestat me levou nos braços até a sala,pode colocar-me sentada na poltrona e vi o maldito médico me fitando,o homem moreno com calça
e jaleco branco."Ah,não! Lestat!".Ele sentia-se triste,seu olhar ao sussurar algumas palavras aos ouvidos de Louis me tomou.Lestat usava
calça justa em tom escuro com botas,a camisa de linho azul-marinho caia como luva.

"Preciso retirar-me,se puder resolver,resolva".O médico se aproximou,berrei."Tira suas mãos de mim!".Isso pegou Vitória desprevenida,a
sua pessoa que veio até mim,seu vestido de algodão em tom vermelho-escuro me foi escanda-lo de perfeito."Querida e pra precaver,não
podemos esconder o medo de que tenha a mesma doença de Aziel".Como odiava.

Louis podendo voltar sua atenção a mim,voltou e com isso me senti ameaçada.'Obedeça antes que a situação fique mais drástica! Isso e
apenas o que Lestat e Vitória pensam,não sabem que na realidade tu está doente por amor e arrependimento'.A mensagem mental tinha
sido clara e isso assutou-me.'Samantha agradeça por eu ter chegado um pouco antes,peguei a carta'.Maldição!

Chorei,berrei quando vi Lestat aproximar-se,segurar-me com sua força."Samantha não podemos falhar,Aziel em vida teve uma séria doen-
ça genética,pode ter herdado,entende!?'.Filho da mãe! Nem meu choro ele suportava,conforme Vitória se unia a ele vi como isso fazia Louis
amargurar-se.

Os dois me seguravam agora no chão,pensavam."Samantha será rápido".Que ódio! Odiava,odiava ser tocada pelo médico,ele que agia
com agilidade,perfeição. A dor me foi horrível! Somente quando Lestat teve certeza que a amostra tinha sido tirada mesmo contra minha
vontade,se deu por satisfeiro,deixou-me a deriva dos braços de Vitória.

Pobre Louis,ele paralisado,inquieto.'Ah,céus'.Pedi,implorei para ficar a sóis com Louis.Ele pegou-me nos braços ainda em meu estado cata-
tônico.Lestat tentou reaver suas atitudes,mas fiquei graça pela ação de Louis."Deixe-a comigo,deixe-a levá-la para o quarto,basta para
ela por essa noite".Ele seguiu,me sentia tonta,tomada.

No quarto ele colocou-me na cama,fechou a porta,ainda sentia meu braço doendo,aquela maldita agulha enfiada em minha veia.Infeliz! O
olhar de Louis foi cético ao sentar-se a beira da cama."Vai entender essa preocupação dele ao tê-la visto doente,mas Khayman atrever-se
a escrever! E para ele querer morrer".Eu ri,ainda sentia-me tonta.

Deite-me na cama,ele puxou o cobertor sobre mim,sentou-se na poltrona logo a frente."Minha querida como conselheiro foi sensato não res-
ponder,nem deveria e ele sabe disso,compreende,guarda teu momento,ele vai chegar".Que conselho! Fiquei choramingando com o rosto den-
tre o travesseiro. Ele me faria compainha,em pouco tempo por satisfeito Lestat ia embora.

"Ah,Louis! Seu idiota! Agiu sem minha permissão..Sabe que meu corpo clama por Khayman,não sei até quando suportarei".Ele riu,graças que
logo,logo Lestat e Vitória iam embora e veria-me sozinha com Louis."Para seu bem,para seu bem e proteção,por isso peguei a carta".ofegar,o
coração batendo forte. Situação para querer assassinar.

***Continua***
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Samantha-Cap 36

Mensagem  Ana Nery em Dom 29 Maio - 15:03:55

***Continuando***

Acho que o fato de Louis ter estado ao meu lado fez com que minha segurança nele aumentasse,se tornasse mais real e consumada.
Sei que irritei-me,mas tinha sido a forma que ele encontrou para me proteger.A consumação só ocorre ao decorrer de momentos co-
mo esses e havia acontecido momentaneamente.

Ácidos desejos que me assolaram conforme necessitava.Depois desse momento me foi claro o tamanho da loucura de Lestat para me
proteger,mas me tinha sido de uma forma tão dolorosa! Isso continuou sendo sentido ao decorrer dos dias e noites. Uma semana se
passou depois desse ocorrido e minha conformidade.

Estava no jardim,fim de semana e aproveitei para poder cortar e escolher algumas rosas e flores.Usava um vestido fresco de algodão.
A cor verde-folha me encantava,meus pés descalços causavam uma sensação maravilhosa,a dor era sentida,sempre,desde aquele mo-
momento de fraqueza de minha parte.

Andava pelo jardim,cortava as rosas e flores,ia colocando dentro da gesta.Pensava friamente no significado desses sentimentos que
eu cultivava.Frescos,pensamento.Tudo isso se passou por minha mente,isso até finalmente ouvir um som.Lá estava,lá estava tudo a
causar-me medo.

Tirei o envelope da caixa do correio,o abri de imediato.Se tratava dos exames de sangue.Foi nisso que preparei-me pisicológicamente
para uma provável vinda de Lestat na nova noite.Céus entrei tremendo na sala,ao deixar a gesta com rosas e flores sobre a mesa de
centro sentei-me pensando.

Olhava os resultados."Ele disse que Aziel teve uma séria doença genética".E supostamente ele pensava que do nada eu poderia ter o
mesmo.Foi nisso que continuei minha preparação pisicológica,sinuosamente meus pensamentos se aplicava,e foi assim até finalmente
eu pegar no sono no quarto.Havia deixado os resultados sobre a mesa.

Pelo meu estado espiritual está tão destruído desde a carta de Khayman,até mesmo os malditos exames,eu necessitei,e como neces-
sitei desse momento somente meu.Dormi todo esse tempo angustiada.Dormi como se nada tivesse me importado,somente quando eu
senti a sombra da noite vindo de encontro a minha alma e espírido,acordei.Acordei para seguir pelo corredor e descer a escada.Ainda
pensava,mas assim que vi Lestat sentado no sofá olhando os papeis,me calei.

-O que tu faz aqui a essa hora da noite? Age como insensato,maldito,insano,miserável. Me fez tirar sangue abruptamente como se eu
fosse um gado,e agora ver isso.

Moveu-se me fitando,tinha acabado de ler todos os resultados.Pelo visto um alívio tomara conta dele."Samantha fiz para ter certeza.
Estava doente,e não sabe da gravidade do que seu paz passou.Ele teve doença quando vivo,sim,uma doença destrutiva,temi que tu
tivesse o mesmo".Havia sentado a sua frente sobre o tapete macio.

"Dormis-te a tarde inteira,pelo visto acorda nessa nova noite descansada".Melhor! Mas não descansada,pensei.Se ele soubesse de tu-
do ia enlouquecer,sem duvida.Foi nisso que nos demos a conversar,o modo como ele falava comigo me era assombroso.Seu longo casa-
co de cor branca se atenuava bem a suas curvas.

Os cabelos soltos em chacos,a calça de corte clássico em tom escuro.Todos os detalhes chamativos,foi nisso que o telefone tocou,que
ouvi o toque,me levantei rapidamente para atender."Esperando ligação de quem Samantha?".E eu ia saber! Dá uma coisa dessas!? Eu
só não estava esperando a gravidade da situação a respeito dos motivos da ligação.

Se tratava de um hospital e quando ouvi a bomba me senti tomada pela pior das sensações."Aqui e de nossa sede e sinceramente eu
como ciente não posso deixar de explicar a gravidade do caso da senhorita Isabel".Pensava,silenciava fiquei,fiquei até a moça termi-
nas e está ciente de que eu devia retirar-me.

Lestat movia-se por trás de mim,desligando o telefone me vi destruída."Samantha?".Dizia ele repetidamente,e tudo isso era como se os
modos me fossem insanos."A tia Isabel,ela,ela está doente".Acho que ele não esperava por isso,não quando se tratava de um ser ainda
vivo e ligado a mim.Ele ficou parado.

Simplesmente andei,passei por ele,sentei-me na poltrona em estado choros,queria saber o que fazer.Havia tido meus momentos com a
tia Isabel,e céus! Ela não merecia isso."Samantha se quiser ir ao menos posso tentar providenciar algo".Francamente tudo isso me asso-
lava por completo!

Foram minutos até me recompor,até poder de modo repentino providenciar passagens,quem sabe até arrumar as malas.Lestat foi comi-
go na limosine até o aeroporto.O fato de não termos trocado uma palavra até eu descer no estacionamento do aeroporto lhe deixou to-
mado de constrangimento."Samantha qualquer coisa! Qualquer me chame! Irei a vosso encontro Samantha,não deixe de ligar-me".Essa
foi nossa despedida.

No avião refleti sobre muito a respeito de tudo e nem acreditava que consegui embarcar tão facilmente.Me vi vazia na viagem,olhando
a todo momento pela janela a escuridão da noite.Foi assim ao decorrer das horas,tinha me trocado de roupa,mas muito rapidamente,es-
sa e a vatagem de 1° classe.

Escolhi uma saia até a altura dos joelhos em cetim(Cor vinho),a camiseta do mesmo tecido na mesma cor,só que mangas curtas,nada co-
mo uma sandália delicada e baixa em tom negro para completar o conjunto.Em pouco tempo graças que me vi na limosine a minha espera
no estacionamento do aeroporto.

A limosine partiu diretamente para o hospital,acho que o fato de Isabel suspeitar me tinha facilitado minha ida até o hospital nessa minha
repentina chegada.Coisas atrás de coisas,e foram coisas para me constranger.Será que algo ia melhorar? Nunca saberei,sinceramente a
minha pessoa nunca vai saber.

E foi nesse silêncio que me mantive até chegar.Vi a fachada do imenso Hospital.Olhei as luzes acesas,madrugada fria,tive que ter certeza
de que algo ia acontecer.Na recepção ao entrar graças que fui informada do número de seu quarto.Subi pelo elevador.Sabe que eram 8
andares era para machucar.

Entrando no quarto dela logo no fim do corredor me vi tomada de alguma tranquilidade,mas incerteza.Graças que um quarto individual ti-
nha sido tomado por ela.A olhei dormindo,mão pousada a frente de si.A agulha do soro sobre a mão me deu nervoso."Isabel?".Quis saber
se ela ia acordar,e acordou quando sentei-me a frente.

Nossa! Me foi espantoso vê-la olhar-me,o riso seco morrer entre seus lábios."Ah,querida,veio...Acho que não poderia deixar de verte
ao acontecer isso comigo".Pensei,acho que meu riso imediato me foi necessário para passar-lhe alguma tranquilidade."Estive e estou a-
némica.Fazem oito dias que estou aqui".Respirei fundo.

"Estive pensando em sua mãe,pensando muito nela...Acho que mesmo em sua condição ela não viria,não quando se tratava do ser de
compromissos que ela é...Vê-la aqui perante mim me faz lembrar como ela era,tão cheia de vida apesar de seus problemas e condição
humana".Ela continuou.

Mantive minha quietude,porque céus! Queria apreciar vossas palavras."Ela a amava,e como,quem sabe ela anda a sua procura,não e?
Sonho com isso,apesar da condição dela,dela manter seu amor.Ah! Nunca mais a vi com freguência,nunca mais pude vislumbrá-la por mui-
to tempo".Respirei.

Necessitei tomar."Fique calma querida,deixa tudo isso passar,deixa passar e juro que vamos resolver isso,se sonha em vê-la um dia,eu
a ajudarei".Ela riu,riu quando curvei-me a frente lhe beijando a testa,vi a enfermeira entrando com a medicação,ia aplicar,o que era fa-
talmente necessário.Depois disso,dessa turbulência iria embora,descansar na casa de Isabel,quem sabe tomar banho.

Esperar a melhora dela.Foi o que fiz! Depois dessa visita importante voltei,cheguei em sua casa e dei-me a tomar banho,descansar.Eu
não estava preparada para isso,não para a gravidade do seu caso.Na cama fiquei olhando teto,olhei friamente,e como quis que algo a-
acontecesse e me levasse.'Não a Isabel,não ela! Céus,logo quando se trata de um parente".Refleti.

A minha situação ao decorrer dor dias foi em constante visita,a visitei pelos sete dias da semana.Dia a dia ia vê-la,quem sabe presenciar
uma melhora importante.A pior notícia eu recebi ao fim dessa semana tão importante,e juro! E juro! Me condenei por ter perdido essa ba-
talha.Me encontrava nessa maldita noite sentada na poltrona da imensa sala da casa dela,a sala era tão imensa que parecia-me um salão.

Olhava as chamadas da lareira,pensava.Eu havia chorado a tarde inteira desde que soube do falecimento de Isabel.Me encontrava sozi-
nha,submersa em trevas.O meu único conforto era a túnica que escolhi a dedo em sua cor clarinha,tecido fino.'Eu...Não posso ter perdi-
do essa batalha'.Pensava me submergendo nas chamas da lareira.

Foi nisso que o vento veio,vez as cortinas moverem-se delicadamente.O telefone tocou alto,levantei para atender.Ah,céus! Eu não acre-
ditava que ele se atrevia,se arriscara."Samantha não desligue ou seria ingratidão sua...Acha mesmo que me sinto feliz? Como está Isabel?".
Maldito Lestat por ter me encontro,o condenei no coração."Ela morreu,faleceu faz poucas horas e não sei como providenciar isso".Silencio
da parte dele.

"Tu poderia ter vindo,dado o sangue a ela,és insano,maldito! Sabia que ela era meu único parente vivo.Te condeno,condeno por nada ter
feito".Ele mandou-me calar-me,ouviu meu pronto logo ao sentar-me na poltrona."Psiu...Fica ai,sabe meus motivos! Mas saiba que logo,logo
vou aparecer.Não se perca,não se perca!".Ele implorava.

"Vou tentar,vou tentar".Desliguei depois dessa promessa,olhei as chamadas na lareira,me perdi.Os preparativos para o enterro de Isabel
haviam começado desde sua morte e sentia meu coração pesado,tão pesado que sentia falta de ar.Foi nisso que sabia que não ia me con-
formar,não com essa.Olhei a aliança em meu dedo,lá estava."Depois disso nada,nada pode acontecer a ti,nada Khayman".Quietude,ainda
estava para ter dias e noites piores.

***Continua***
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Samantha-Cap 37

Mensagem  Ana Nery em Seg 30 Maio - 13:32:27

***Continuando***

Toda reprovação foi continuada,necessária. De modo árduo para com todos os detalhes eu preparava minha mente.Todo esse
preparativo provém daqueles que aplicam toda uma visão perante seus problemas e barreiras. De modo singelo minha pessoa a
cada minuto temia retroceder,mas não.

Soube que eu ia continuar,e continuei.Não que eu sentisse ódio por Lestat não ter intervindo de forma mais profunda,e,sim, um
lamento totalmente envolvente para com cada célula de meu corpo.Durante as próximas horas sabia que tudo acontecia,que na-
da era ou se tornava diferente,jamais.

O verdadeiro retrocesso somente acontece quando perdemos nossa natureza,nossos sentimentos delicados.Ao proclamar essa
dor eu soube que chegaria até a hora da cerimônia intacta,quer dizer! Quase cheguei porque de forma dolorosa o corpo da ama-
da Isabel só começou a ser velado no crépusculo da tarde do dia seguinte.

A malva do céu era pura,escurecia aos poucos.Nunca vi tantas pessoas.Sabia que Isabel tinha seus conhecidos,mas não quando
se trata da elite da Cidade em que ela vivia.Aos poucos os céus ia escurecendo e queria entender a profundidade das palavras de
Lestat.O que ele tinha dito em nossa troca de palavras por telefone.

Homens e mulheres,crianças e senhores,senhoritas e jovens passeando,olhando cada detalhe da casa,e eu sentada no sofá,eu
que tinha os olhos vidrados no caixão no centro da imensa sala,a lareira queimando.Havia escolhido uma saia de cor negra de al-
godão,um pá de botas no mesmo tom,camiseta pra me provocar conforto.

Pensava,silenciosa pensava,olhava as pessoas fitando o caixão,fitando ao corpo de Isabel,atenuando aos detalhes e foi nisso
que recebi um chamado."Tem pessoas a chamando do lado de fora senhorita Samantha".Um homem.Levantei-me seguindo para
o jardim e olhei a visão,de frente para calçada vi a limosine parada,pensei.

"Ah,céus,e ele".E era mesmo,era com a maior de suas dores e sentimentos.Do modo mais ávido com que se possa imaginar tudo
isso me assombrava,e quando vi Lestat sair dei passos para trás.O olhei,olhei para ele que havia escolhido calça jeans de cor a-
zul-escuro,o pá de botas pesadas em tom negro,a camiseta de cor cinza com o lindo sobretudo negro a lhe aquecer.

Os cabelos mantinham-se amarrados para trás."Disse que viria,acho que alguns lá se desesperam em tua ausência".Respirei com
força,o fato deu poder sentir seu abraço,o calor poderoso me tomou."Ah,querida como consegue respirar em um momento como
esse?".O olhei de baixo para cima,era alta em minha idade,mas não por completo.

Ele acariciou-me nos cabelos,depois moveu os dedos pelo meu queijo."Vamos entrar".Respirei,de braços dados com ele entrei,as
pessoas que trocavam palavras,vieram exclusivamente para lamentar a morte de Isabel o olhavam,refletiam pelos modos com que
ele aproximou-se do maldito caixão,olhou o rosto de Isabel passageiramente."Hum...Louis chegou a vê-la,mas acho que preciso
repensar em muitas coisas".Foi nisso que pude respirar,continuar respirando ao nos sentar-mos no belo sofá.

Como reagir a tais indulgências? Sentada ao lado de Lestat pude ser o olhar de malícia dele,de arrependimento por algo,o modo
como ele repensava,silenciava-se bruscamente a respeito de tudo.Olhava as pessoas passando enfrente ao caixão,colocando al-
gumas rosas.O gélido olhar dele era eminente,e como.

Ele uniu as mãos a frente,cruzou as pernas,não tirava os olhos do caixão,e foi quando disse."Tem duas escolhas Samantha...Ou
continuar comigo ou quem sabe reaver a tudo que foi de sua mãe no passado mesmo não a conhecendo".Compreendi,e foi nisso
que apliquei a todos os meus olhares o olhando de lado.Respirei e o beijei no rosto.

"Jamais meu querido,jamais...Logo,logo poderei me despedir de Isabel com honra".Ele moveu seus braços de lado e foi nisso que
deixei meu rosto pousar de lado sobre seu ombro,e continuei chorando,chorando silenciosa.Isabel tinha ido,feito sua passagem e
logo,logo estaríamos no cemitério.Quietude,silencio quando ao passar do tempo chegou alguns homens para tirar o caixão de sua
base e levar a limosine(Começava a ida ao cemitério).

Fui com Lestat assim que vários carros sairam,carros de amigos,próximos a Isabel.A sóis em meio a estrada da noite me deparava
com a frieza repentina de Lestat.Foi assim durante todo trajeto.Só rompi o silêncio com ele ao estarmos no cemitério,quando vimos
o caixão de Isabel der baixado,o túmulo lacrado.

Céus,tinham se passado horas,momentos terríveis,começou a chover e como tudo isso me envolvia.Lestat segurava o guardachuva.
Eu pensava ao está ao seu lado,ele que tinha um dos braços envoltos em minha cintura delicadamente."Já sabe o que deseja? Ainda
está pensando Samantha?".Olhava a lápide do túmulo.

Foi nisso que o olhei de lado."Veio pelo céu e arma tudo isso,não seja insensato Lestat".Ele voltou a seu silêncio e tudo isso me foi a
contra-gosto.Algumas pessoas ainda restavam,pude ver por alguns momentos flores sendo colocadas sobre o túmulo de Isabel."Eu
me sinto constrangida,essa não seria a melhor das palavras?".Ele assentiu olhando a frente,segurava o guarda-chuva.Foi nisso que a
sua frieza transformou-se em algum lapso de sentimentos.

"Preciso de uma resposta Samantha! Uma resposta para continuar preparando seu futuro como minha herdeira".Ele temia uma respos-
ta negativa,temia de verdade.Movi meus dedos pelo seu rosto.Movi com toda delicadeza esperada."Nostalgia...Ah,sim,mas discutire-
mos isso quando necessário".E essa foi nossa forma de continuarmos.

Somente o som da chuva,somente o som alto da chuva rompendo minha quietude ao abraçá-lo,sentir seu beijo sobre meu rosto enquan-
to segurava o guarda-chuva.Um momento repentino mas necessário para minha sobrevivência.Tudo que era esperava era minha volta.
A minha completa volta depois dessa turbulenta despedida para com minha amada Isabel.

Lestat somente foi embora na noite seguinte,segui após um dia de avião logo ao amanhecer.O fato deu ter chegado em casa tomada de
vontade de ler os meus escritos me foi aterrador.Admito!Cheguei logo no início da tarde e tenho que deixar claro que somente ia entrar
em contato com Lestat quando o fizesse.

Sozinha tomei banho,fiquei devagando na varanda de meu quarto.Passei a tarde toda repensando nos detalhes.Claro que aos poucos a
minha pessoa se adaptava as soudades de Isabel,sempre! O fazia,somente o som do vento era sentido.As cortinas se moviam conforme
a dança do vento.

Na noite ao deparar-me segui,levantei ajeitando a borda de minha túnica e segui para a biblioteca. Todos os detalhes estavam lá.O tom
verdade de minha túnica me causava auto-controle,necessitei ao pegar os escritos na prateleira e seguir para a mesinha.Sentei-me com
as mãos pousadas a frente.Olhava o material como se tivesse receio.

Se Sara realmente estava certa,eu haveria de tirar algo muito importante dessa leitura.Estalei os dedos,movi os dedos pelas folhas devi-
damente organizadas.'Será que eu vou conseguir? São muitas coisas'.Pensei.Tomando coragem,o restante que eu precisava prossegui e
nisso deixei-me envolver,somente o estalar das velas nesse momento.

Tinha que fazê-lo ou nada compreenderia.Li os escritos a respeito do passado de Lestat,vários títulos,até mesmo uma outra leva secundá-
ria.Passei a questionar a respeito da sanidade dele.De sua vivência com Louis,se suas desventuras amorosas,até mesmo de seus erros irre-
vogáveis a respeito de tudo isso.

Em pouco tempo conforme andava enfrente a mesa com papeis na não entrei na perfeita descrição de como surgiu nossa família,o fato de
poder vislumbrar,entender o desespero de Lestat me assombrou.Pude saber mais do amor de papai para com mamãe,suas atitudes arro-
gantes em uma cepa de três registros a parte,e isso feito exclusivamente por Sara.

Meu estado? Céus ele era catatônico quando termimei,quando sentei na cadeira olhando a vela e entrei em estado de choque.Mesmo nesse
descontrole pude guardar tudo,tudo.Guardei todos os arquivos em sua devida ordem(Todos os registros de minha família) e deixei no lugar
mais seguro com que poderia encontrar na biblioteca.

Sai para o jardim,fiquei pensativa:O amor arrogante de Lestat para com Louis,até mesmo seu erro na morte de Merrick,o fato do começo da
multiplicação de seu sangue e toda sua loucura,até mesmo o relacionamento de mamãe e papai.E! Tudo isso me assustava.Me assustava e
deixou-me sem reação."Não,ele não vai saber! Ainda e claro".

Na sala liguei para Sara,graças que não foi tão complicado entrar em contato com ela.Ela prometeu-me que em dois dias apareceria,e veio,a
vossa pessoa apareceu ao decorrer de suas noites,na terceira nova noite ao está jantando fui atender ao tocar da campainha e era ela,ela a
ter seus cabelos ruivos soltos,os olhos cinzentos me fitando.

O vestido de seda movia-se com seu andar."Sente-se,não vai demorar e Lestat deve está chegando".Foi nisso que começamos a conversar.
Aos poucos durante nossa conversa ela ia explicando os fatos,os detalhes do que aconteceu entre ela e mamãe.Lestat poderia chegar a qual-
quer momento e tinha que me adaptar a isso.

Somente com o passar de suas horas o maldito chegou.Passaram-se uma hora até então.Usava óculos escuros,cabelos soltos,calça escura
de corte,sapatos no mesmo tom,a camisa em seda de tom greme uma pintura sobre ele,os botões prateados cintilavam nas luzes.Ele sentou-
se,fitou amargamente a Sara."Então e pra isso,isso que me chamou Samantha".Ah,sim,algo se construia nesse momento.

***Continua***
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Samantha-Cap 38

Mensagem  Ana Nery em Seg 30 Maio - 15:06:10

***Continuando***

Aos poucos os dois que até então trocavam olhares conseguiram romper sua quietude,silencio.Eu esperava qualquer reação de Lestat
a respeito de Sara,mas não sua conotação conforme tirou os óculos."Sara...Para minha Samantha ter a chamado e que algo muito sério
deve ter acontecido".Sara o olhava,pensava,e foi quando vi o riso.

"Acho que para mim ou ela não e de suma relevante Lestat,mas pode ser para ti".Ele olhou-me,pensou francamente no que devia fazer
ao decorrer de tudo."E o que tens a dizer-me?".Foi nisso que coloquei-me de pé,mantive minha visão conforme o olhava,somente quan-
do tive certeza que ele estava em si pude agir.

"Conheço Sara a algum tempo,isso mesmo,ela havia me deixado alguns escritos e os li,os li com vontade.Me ficou claro que as investiga-
ções que Sara fez no passado foram coordenadas e sinceras".Isso provocou calafrios em Lestat,o bastante para vossa pessoa reagir co-
mo se tudo isso lhe fosse uma ameaça.

"Quer dizer que está a pá da condição de sua mãe? De seu pai? Até mesmo de minha condição no passado!? Não seja insensata! São coi-
sas que remontam a momentos muito importantes Samantha! Como pode trair-me como se nada acontecesse?".Isso deixou-me sem argu-
mentos,foi nisso que disse,desabafei."Só vou acreditar quando eu ver,quando eu presenciar!".Ele gritou comigo,foi nisso que Sara por im-
pulsividade meteu-se entre nos dois.

-Eu tinha o direito,apenas quis e fiz minhas fontes de tornarem reais.Não me importa o que mamãe venha a fazer,mas e de suma impor-
tância que minha pessoa possa ter sabido,entendido.

Não me condene Lestat! Por favor,nem mesmo a Sara.Não considere isso como ameaças insensatas,fulgidas.Por eu ter feito não quer di-
zer que eu queira ir embora.

Ele me olhava,afastou-se me condenando pelo olhar,foi nisso que virou-se,tinha uma das mãos na cintura e pediu para que Sara fosse em-
bora."Ah,Sara,minha cruel Sara que fez tudo aquilo no passado...Vai-te embora e deixa tudo comigo,tudo".Sara andou por trás dele o tocan-
do no ombro."Sabe que por nossa amizade,a nossa amizade construída naquele momento,o faria,viria se pudesse".Ele a olhou ao virar-se.

Cruzou os braços conforme a olhava."Eu tento,tento compreender,uma noite dessas a verei,a verei e te juro! Isso terá volta".Ela olhou
para mim indo em direção a porta."Graças que conseguiu querida,graças e me sinto orgulhosa".Eu ri ao sentar-me,sozinha com Lestat eu
senti no ar sua dor,sua arrogância impensável.

"E agora? Vai crucificar-me para com tudo isso?".Pensava silenciosa."Pode ter lido mas só compreenderá a vendo,olhando nos olhos dela
e assim tirando a prova real da bestialidade que a consumiu".Pensava."Lilith...Acredite! E possível que tenha algum sentimento ainda em
seu coração,Lestat,quem sabe...".Ele parou,foi nisso que sua palavra foi poderosa."Cala sua boca,mal entende tudo isso,mal sabe o que
sua mãe é e deseja ir ao encontro dela".Irresponsábilidade minha?

Poderia ser,mas passei a amar a hipótese."Me seria grato,maravilhoso poder fazê-lo".Reação constante,mas não esperava que antes de
darmos nosso assunto por encerrado ele falasse."Logo mais ira comigo a ilha,ira comigo passar um tempo,precisa esfriar sua mente menina
maldita".Tinha ficado irritado."Saiba que Lilith foi a responsável pela morte de seu pai,e me constrange saber que tu reage dessa forma".O
meu grito foi imediato.

"Depende! Tudo depende!".Foi quando ele virou-se ao entrar na varanda,ia embora e consigo sem duvida levaria uma dor imensa."Sabe
que nada depende,está facinada por saber algo de tua mãe,o que ela é a encanta,a facina.E sobre seu pai,não garanto que seja como a
tua pessoa quer que seja".Infeliz.

Bateu a porta,sequer deu-me a liberdade para eu poder responder.Sozinha fiquei,sozinha refleti.Refleti por horas a repeito de Aziel,como
ele a tinha conhecido,como ele fez uso de minha mãe para que todas as suas dores e frustrações fossem desfeitas.E nesses momentos que
vemos a beleza e poesia se formar.

E teve que se formar conforme me adaptaria ao decorrer dos dias.Prossegui com meus compromissos e sabia que Lestat voltaria somente
quanto tivesse certeza de que sua fúria iria passar.será que passaria? Eram essas as perguntas que me vinham a mente,que me enchiam
o coração.Eu pensava está preparada,mas não estava.

Soube disso quando chegou a noite,ele que veio buscar-me em meio a madrugada,logo no início.Em pouco tempo nos encontrávamos nos
céus.A repentina vinda me foi confortamente,um começo de conforto correto? Prosseguir silenciosa,envolta no cálido toque do vento era
o que necessitada.'Verá,seja sincera e explicativa,verá'.O que ele quis dizer com esse pensamento.

Só vim está ciente quando nada mais restava a ser perseguido,mostrado,atenuado.Sinceramente tudo isso era o recomeço.Abri os olhos a
sentir-me apta para isso,vi como a porta que dava para a varanda do quarto jazia aberta."Céus...Isso tudo e como cortar espaço e tempo".
Brami delicadamente ao decorrer de detalhes inesperados.

Ouvi choro,choro vindo aos meus ouvidos.'Não deveria ter vindo,poderia ter sido mais sensata'.Era a voz de Lestat vindo de encontro a mi-
nha mente,sai em caminhada seguindo o som,começava a entender da onde esses pensamentos vinham.Finalmente descendo a imensa es-
cada,prosseguindo pelo salão eu pude ir para os campos.

"Estive em espírito aqui,evidente".Seguia,passos delicados,minhas vestes moviam-se com meu andar.Só logo a frente pude ver Lestat ao
lado de Vitória Regia.Ela que jazia sentada a frente dele,ele de pé atrás dela.Os gestos foram sultuosos,precisos.A necessidade clama mais
alto."Cultivar essa dor e desnecessário Vitória".Disse ele.

O ser que agora estava trajando longa túnica negra com botões prateados,e ela ao levantar-se uma túnica vermelha com botões dourados.
Tudo em puro linho."E impossível vir aqui e nada sentir,impossível".Senti,senti algo vindo das profundezas daquele lugar marcado,cheio de ro-
sas e flores,com sua lapide no lugar.

Uma consciência escassa,pelo visto em estado vegetativo,levei as mãos sobre o coração ao andar a frente."Samantha finalmente acordou.
Graças que acordou".Lestat falou ao ver-me.Era o lugar em que Aziel foi enterrado,percebi isso só pelo momento,o choro de Vitória que ain-
da era sufocado.

"Sim,e,estou aqui".Brami em resposta olhando o túmulo.Eles não sabiam? Céus! Me assustei ao vislumbrar na mente o imenso cubo de gelo
cristalizado inquebrável! Somente um imortal o quebraria.Foi nisso que pedi para ficar a sois.Lamentando Lestat e Vitória saíram,soube nes-
se momento que algo jazia ali,mas mantive segredo.

"Vim em espírito aqui e sequer percebi".Algo acontecia a respeito disso e ainda começava a compreender.Sentada fiquei,sentada de frente
ao túmulo refleti.Somente a solidão da noite me tomou.A surpresa maior aconteceu quando ao decorrer do tempo Lestat e Vitória sumiram
em presença,sequer Tompei estava no lugar.

Apenas um pensamento foi-me esperado.'Vamos sair,vamos sair'.Nisso resolvi entrar,descansar no sofá do imenso e lindo salão,fiquei a deri-
va de meus conhecimentos e silencio.Aos poucos entrei em transe,e saber que algo acontecia naquele túmulo me provocava arrepios enquan-
to sonhava,descansava deitada de lado com o rosto pousado sobre uma almofada macia.

Acordei com um toque,doce toque.Vi Khayaman sentado na poltrona,não acreditei."Está aqui,graças que está aqui.Eu tive que vir ao sentir
sua presença emanando da casa do rei".Respirei fundo ao beijá-lo,sentir seu toque."Inesperado querido".Ele riu,riu baixo como se temesse
alguém ouvir.

Em minutos me encontrava entrando em seus braços no quarto.O beijava aflita,temerosa."Muito tempo espero,me sinto sufocada".Ele sabia.
Sabia passo a passo a gravidade de tudo isso.Na cama ficamos a nos beijar,o enchia de beijos conforme movia as mãos pelo seu rosto,escuro
tão necessário em uma hora dessas.

'Escolheu o momento e deu o tiro certo maldito'.Seus risos me eram musicas,pude desabotoar os botões de sua túnica com delicadeza,os
arrepios me provocaram insensatez.Ficamos conversando,por minutos a fio conversamos a respeito do que eu soube,do que eu queria com-
preender,e tudo isso eu deitada ao seu lado,ele me acolhendo como boneca.

Ele que mantinha seu braço curvado por baixo de mim.Sussurros eram proclamados pelo quarto.Temia que do nada Lestat aparecesse,ele
desse as caras com Tompei e Vitória."Fique calma,sei o que fiz".Eu ri,ri para nesse momento o beijar e sentir seus tremores,ele que olhou a
brecha da porta."Maharet".Há? Não compreendi e como tremi ao vê-lo levantar-se e seguir pelo corredor.

"Maharet!".Brami ela,eu o segui,vi a silhueta de Maharet movendo-se,seus cabelos chacheados em tom de cobre.Ela usava túnica branca
de seda.Silenciosa manteu-se."Maharet!".Gritou Khayman e senti o medo brotar dele."Por que veio? Porque!? Age como criança sua insen-
sata! Não tens ao Thorne? Me fala!".Nossa,sentia arrepios.

No salão ela finalmente explodiu."Não tem consideração para com nosso passado,nunca teve! Nem mesmo para com nossa filha que tivemos
e foi tão humana".Fúria,imensa fúria brotando de seus olhos azulados."Tens ao Thorne e me importuna com teus sentimentos".Khayman não
esperava que ela jogasse jarros em sua direção,eu olhava tudo isso tomada.

"Nossa...Tenham compaixão,compaixão!".Gritei,e acontecia,Khayman implorando compaixão a ela,ela que jogava jarros e mais jarros em
sua direção,eu tentava ajudar Khayman."Só não te mato menina por minha consideração!".Bramiu a mim,reverbei em reposta."Ciumenta!
Se não controla seus homens do passado,deixe-os!".Sons,barulhos,a continuidade era fervente,para contaminar nossas almas.

***Continua***
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Samantha-Cap 39

Mensagem  Ana Nery em Ter 31 Maio - 13:36:50

***Continuando***

Sinceramente tudo isso passava a ser guerra para mim,mas nem sempre e claro estamos aptos a suportarmos esse tipo de coisa.
Exatamente dessa forma que eu conhecia uma face macabra de Maharet,uma face tomada de nostalgia e sublimação.Tudo que eu
podia fazer nesse momento fiz.

Fiz a respeito dos aspectos necessários,subliminares.Era como trovões ecoando no salão,era como miragem vislumbrar Maharet
a contra gosto fazer tudo isso com Khayman,ela que lhe desferia murros,tapas em seu rosto,ela que não media força para poder
em ação o que ela chamava de vingança.

Tentava reaver o controlo de tudo isso,mas enquanto a brigava acontecia,nada pude fazer.Tudo que eu pedia era que nada acon-
tecesse com as janelas.Quem sabe na loucura Maharet poderia jogar Khayman janela a fora! Quem sabe ela faria uma tentativa de
queima contra ele!

Mas aos poucos conforme a brigada acontecia eu me dava conta de que Khayman sabia lhe dar com a situação."Maldito és! Não
esperava que depois de mim,toda aquela covardia do passado,o fizesse agir dessa maneira! Pensei que em relação a tudo manti-
nha algum respeito Khayman".Ele havia parado a olhando,tinha o rosto arranhado,mas ia passar.

Sinceramente algo muito tenebroso se passava naquele lugar.Eu nesse momento respirando fundo decidi sentar-me,tomar fôlego!
"Tua frieza me destroi,nunca disse apesar de minhas confissões que remexia no passado.Não seja louca,não haja como uma louca
pensando só que pelos momentos curtos,eu deixaria de viver".Isso a irritou.

Foi o bastante para desferir tapas no rosto de Khayman e isso o fez reverbar palavras ácidas."Não me importo! Nunca me importei
Maharet!".Céus! Levantei me metendo entre os dois,mantive meus braços esticados,Khayman só não fez coisa pior por minha causa
e isso se tornou justo,como tornou-se justo.

Logo ele se encontrava sentado na poltrona,Maharet sentada em choro,retomando suas forças e auto-controle.Ele a olhava como
se tudo isso fosse monstruoso a seus olhos."Maldito és novamente.Sabe do porque fiquei com Thorne,de está com ele! Não poderia
depois de tudo deixá-lo! Não depois da dor que ele teve!".Ele arqueou a sobrancelha.

Eu nesse momento mantinha-me de pé observadora,braços cruzados a pensar,observar."Nunca lhe prometi,absolutamente nada".
A voz de Khayman ecoou ríspida,ácida! Somente no momento em que ela estava prestes a responder as palavras de Khayman e
que Lestat,Tompei e Vitória Regia chegaram,eles que me foram vistos entrando delicadamente ao conversarem,trocarem farpas.

Pelo visto haviam se encontrado no meio do caminho e isso me foi frustrante."Mas o que houve aqui?".Tompei quis saber,e como eu
sabia que o momento me era delicado por demais,atrevi-me a responder primeiro."Nada,absolutamente nada,apenas acho que vossa
majestade anda irritada".Lestat e Vitória trocaram olhares,Tompei a olhava,olhava Maharet passado com a cena.

-Calma ai! Tem um ataque Maharet e desconta isso em meu lar? Vosso lar por alguns momentos? Sinceramente acho que temos um
grande erro a concertarmos aqui.

"Tompei eu sou culpada,esqueça,acho que deve descontar vossa fúria sobre mim".Lestat foi obrigado a segurar Tompei por trás ao
perceber que ele sentia vontade de avançar sobre mim,não esperava o atrevimento de Khayman."Bem! Eu e Maharet vamos arrumar
isso e juro que vamos embora.Eu sou a causa dessa briga".Nunca senti tanto medo,tanto medo!

Principalmente quando Tompei andou a frente ao ser largado por Lestat,moveu a mão sobre a garganta de Khayman que o olhava
tremendo."Acho melhor,basta bagunça em minha casa".A quietude e clima trevoroso veio com tudo quando Tompei seguiu pelo cor-
redor em direção a seus aposentos.Foi apavorante a forma como Maharet olhou para mim.

'Maldita! E o culmino mal está ciente do que Khayman representa e da forma mais drástica tomar conta de toda essa situação.Está
me saindo uma assaltante Samantha'.

Não me atrevi a responder a esses pensamentos da parte dela,tudo que sei e que acontecido isso,eu,todos ali tínhamos que arrumar
toda a bagunça causada por ela.Foi nisso que em questão de momentos,eu Lestat,Khayman e até mesmo Vitória nos encontramos na
organização,começamos todo processo de varrer e juntarmos os cacos e vidros.

Será que as vezes a dor doi? Não sei,mas ia descobrir.Ficamos nisso até termos certeza de que Lestat e Vitória Regia ao voltarem da
imensa cozinha do salão nos fundos do palácio ,tinham deixado tudo em seus lugares.Nesse momento Lestat finalmente rompei sua
frieza e questionamento."Pode me explicar os motivos da briga Maharet?".Como temi.

Dei passos para trás,sem querer segurei a mão de Vitória Regia que fitava aos dois.'Fale algo e a mato aqui mesmo,não és mais rainha
e a mataria com prazer,iria nos dois'.Maharet olhou friamente Khayman e graças que tive certeza que somente eu havia lido esse pensa-
mento."Nada Lestat,coisa minha,mas bem! Preciso ir".Concluiu ela.

Nisso Vitória acompanhou Khayman e Maharet até a varanda,de lá sem duvida que os dois iriam.Fui em direção a eles e fitei com calma
Khayman que acabara de trocar palavras com Vitória.Lestat mantinha-se no salão,agora sentado,observado,pensativo como se algo o
alertasse no coração.

Será que as vezes isso doi? Não sei,nunca saberia de tais sensações a respeito dele.Quando finalmente acabado eu quis ficar sozinha.
Nos campos enfrente ao salão fiquei devagando e me foi aterrador saber que eu era a causa de toda essa bagunça.Organização era
o que necessitava,principalmente por minha mente em ordem.

Algo me chamou atenção,atenção a respeito do túmulo de Aziel.Enquanto Lestat e Vitória Regia que agora se mantinham no salão em
suas conversas,eu o desejei.Fiquei devagando em olhar silencioso.Mantinha meus braços cruzados como centelha de necessidade.Foi
nisso que senti algo brotando de dentro do túmulo.

"E isso que queria entender e não entendo...Eu sei que alguma coisa acontece ai,que de alguma forma uma consciência em descanso há
nesse lugar".Como eu sentia não entendia,mas era como procurar verdades e a encontrá-las.Foi nesse momento que senti o vento quente.
Olhei para os céus.

Algo realmente me soava como verdade em relação a esse pensamento.Lestat tocou-me os ombros,queria que eu entrasse."Vamos,acho
que precisa entrar e não ficar nesse frio".O olhei,mantive meus braços cruzados.O segui,passamos pelo salão e trocando rápidas palavras
com Vitória subimos aos aposentos de cima.No quarto me troquei rapidamente escolhendo uma túnica delicada bem clarinha.

Lestat olhou-me,antes deu sentar-me a beira da cama ele pegou minhas mãos."Como cresce,se torna muito mulher".Não respondi,mas
eu sabia que ele desejava conversar comigo em relação ao acontecido entre Maharet e Khayman."Pode deixar as claras o que tudo a-
quilo significou?".Arqueei a sobrancelha,pensei friamente.

"Khayman anda passando por momentos difíceis e isso deixou Maharet irritada".Foi nisso que quis atenuar toda minha opinião a respeito
do túmulo de Aziel."Sim,continue Samantha".E continuei,eu havia me acolhido em seus braços conforme ele encostou-se no vão da cama.
"Sabe? Olhando o túmulo de papai eu me sinto perdida,não sei,mas e como sentir coisas de lá".Ele pensou,pude ver seu olhar.

"Sério?".Eu assenti,pude afagar seus cabelos.Tudo isso me foi arrebatador."Não sei,coisa minha,mas e como se algo me atraísse,pudesse
me envolver,e sobre Maharet e Khayman seria sensato os deixar resolvendo seus problemas".Ele bramiu algumas palavras,beijou meus ca-
belos delicadamente.Senti seu afago doce.

E nisso terminamos a noite juntos,eu aos poucos entrava em sono nos braços de Lestat,ele que chegou a cantar algumas canções para
mim,e isso me foi maravilhoso conforme o transe do sono chegava.A noite ia embora,eu entrava em maravilhoso estado de sono,ainda
bem que apesar de toda essa frustração,nada pior aconteceu.

***Continuando***
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Samantha-Cap 40

Mensagem  Ana Nery em Ter 31 Maio - 14:59:51

***Continuando***

Acho que o fato de na noite seguinte eu voltar de um passeio maravilhoso com Tompei e deparar-me com um momento terrível me foi
irritante. Eu e Tompei havíamos caminhando por alguns minutos.Eu resolvi ao vê-lo logo na nova noite,sair com ele,e nisso tivemos os
momentos mais simples e solitários desde que o virá em carne e osso.

Andar com ele pelas trilhas,pelas pequenas tavernas e até mesmo conhecer algumas crutas e cavernas me foi maravilhoso,até mesmo
macabro.E lá estava ao entrarmos pelos campos da linda Ilha a imagem,a visão que eu não creio ter sido real,não queria que tivesse
sido.

Lestat e Vitória se agarrando,gritando perante algo.Céus,me foi realmente aterrador.Tudo isso visionado por Tompei com olhos de pa-
vor."Mas o que há com eles?".Quis saber,e somente quando minha pessoa pode andar a frente percebeu a teia espectral que prendia
ao Lestat e Vitória.Algo jazia sobre eles e isso me causava ascos.

Tompei correu apressado,sua linda túnica de seda chinesa em cor negra movia-se,um ancião nato! Somente quando vi Tompei puxá-los
e que pude sentir,aproximar-me e sentir.A teia prendia-se ao Lestat e Vitória,os dois jazendo em dor ao chão,berrando,gritando aos ven-
tos como se jamais esperassem por isso,

"Samantha sai daqui,sai daqui!".Pedia Lestat e isso tudo foi como arrebetar-lhe a carne.A carne.Vi o desespero de Tompei,procurava ao
continuarmos da onde provinha tal teia espectral que somente era sentida."Tompei continue,continue!".Pedi para ele continuar puxando.
Os gritos de Vitória me foram aterradores,ela que chorava ao jazer sobre a relva do gramado dos campos.

Ela que me olhava,as lágrimas vermelhas brotando de seus olhos.'Queria esqueça'.Pediu por pensamento e tudo isso realmente pode ser
tocado.Tompei deu-se a chutar e foi arremessado pela força ao chão."Droga! Mas o que e isso!?".Eu olhava,passeava as mãos tentando
sentir todos os detalhes.

Somente quando olhei para o túmulo de papai que soube,pude ver a sombra jazer na escuridão."Eu não entendo".Brami e como tive fúria.
Raiva! Imensa fúria e raiva ao andar a frente,olhava e não acreditei que fui capaz de fazê-lo ao mover as mãos a frente e ver aquilo sumir.
Sumir como se o meu desejo tivesse sido feito real.

'Vai-te embora,assola ao túmulo de pai miserável!'.Me virei,respirei fundo ao vislumbrar Tompei desesperado agarrando Lestat e Vitória
pelos ombros.Senti medo,imenso medo de algo terrível acontecer com eles.Os olhava,eles que jaziam curvados a frente de Tompei,os
dois que choravam,as lágrimas brotando dos olhos.

"Céus..Estávamos colocando flores no túmulo de Aziel e ao sairmos isso aconteceu".Disse Vitória,e tudo isso me foi aterrador,sendo todo
peso do mundo me assolar o coração.Foi nisso que Tompei os ajudou."Vamos entrar,vamos entrar".Sozinha me deparei olhando para o lu-
gar e tudo isso me foi frustrante,mutável.

Lá estava o túmulo,as flores movendo-se devido ao vento,o vento que pairava sobre o lugar.Olhava e pensava naquilo que somente eu
tinha visto.Da onde e que tudo isso acontecia? Da onde e que tudo isso se tornava real? Algo,aquilo tinha voltado ao túmulo e repensei
friamente se eu tinha visto coisas.

No salão ao entrar vi como Lestat e Vitória eram amparados por Tompei,ele que lhes ajudava a se recompor."Foi horrível,horrível!".Dizia
Lestat repetidamente.Foi nisso que vi o medo brotar dos olhos de Vitória."Eu não sei,não sei".Os olhei por alguns minutos,vi como suas
vestes estavam surradas,parcialmente rasgadas.

Silenciosa direcionei-me a escada,e nesse momento Lestat falou comigo."Samantha,tu paras-te aquilo,sabe o que e?".O olhei,ele ainda
se recompunha."Não sei,desfiz como a bruxa que sou,a bruxa cinética que sempre serei,mas não sei Lestat,só tome cuidado,tu e Vitória
remoem coisas do passado e isso causa coisas".Ele se silenciou,engoliu para si essas palavras e foi quando finalmente pude subir.

No quarto deitei-me na cama deixando meu olhar se perder no teto.Pensava friamente no significado de tudo isso."Uma consciência a
apavorar-me".Disse,e apartir dai fui sentar-me ma mesinha da varanda,desejava por ter visto um Laptop sobre a escrivaninha ter aces-
so."A rede e sem fio,o rei se atreve a comunicar-se e pelo visto há coisas sensatas para segurança".Eu ri,já começava a acessar aos
icones desejados.

Apartir dai tive todo prazer e honra de mesclar-me com todos os acessos possíveis ao mundo.Nunca imaginei que Tompei mesmo com
seu compromisso jazia em uma modernidade como essa.'Ele sempre jazeu'.Ouvi algo falar em minha mente,e parei,parei de digitar na
margem de minha conta de e-mail.

"Droga".Voltei a minha atenção,passei minutos a frente e como me tinha sido delicioso saber que a noite era plena! Somente quando a
minha pessoa desligou o Laptop depois desse tempo soube que Lestat,Tompei e Vitória estavam ausentes,e ao levantar-me deparar-me
com tal situação me foi drástico.

'Como és ingênua Samantha,tenho que admitir que ao está envolta nessa situação realmente me assombra.Não o odeia correto? Ainda
acha que tem a mesma força para aplacar ao que eu sou?'.

Olhava o maldito me fitando,sentado a beira da cama,me aproximei,ele jazia sentado,pernas a frente,mãos a frente pousadas sobre os
joelhos.O fato dos cabelos ruivos e pelo visto lisos brilharem ao luar o fez parecer visão do inferno perante minha pessoa."Hum...Ainda
não estou entendo".Respondi.

Nisso ele levantou-se,senti o peso de sua mão curvada sobre minha garganta,a força,pressão era assustadora,respirei fundo.Olhei com
pavor em seus olhos verdes,o brilho ácido que emanava.'Deveria tê-la matado antes de tudo aquilo acontecer,a matado,a decepado
dos braços de sua mãe.Me envergonha! Queria matá-los e como ousa intervir!? Bruxa maldita!'.Corri,corri desesperada pelo corredor,eu
nesse momento me desesperava por completo.

"O que eu fiz,o que eu fiz!?".Bramia nervosa,no salão o vi aparecer por trás de mim.Diante dessa situação emanei medo,ele andava em
minha direção,precisava de um escape e me veio quando pude correr em direção aos campos.O vi ao cair perante mim,cai a frente e vi
a perfeição de sua face,o riso alheio,o vento mover seus cabelos.'Ah! Não e maravilhoso?'.Era Aziel e mal acreditava que tudo isso acon-
tecia.

'Deite vida novamente,deite vida e me envergonha'.A força dele era descomunal ao ergue-me no ar,segurava-me pelos ombros como se
desejasse mesmo matar-me."Tu a ama! Tu a ama!".Berrei esticando os braços a frente,e agora eu e que jazia em um turbulento momento.
"Mamãe! Não lembra dela?".O olhei em dor.

A dor que me consumia.Ele largou-me,largou-me a andar para trás.'Sua mãe?'.Disse,e olhando pro céu sumiu,sumiu como se nada fosse
necessário.Olhei o nada tentando vê-lo novamente.Apartir desse momento estava declarada uma guerra pessoal entre eu e Aziel.Acho
que o fato das noites seguintes na freguente ausência de Lestat,Tompei e Vitória,Aziel fez bom proveito.

Em vários momentos ele vinha a minh,me insinuava coisas,tentava me persuadir e tudo isso me foi drástico.Aziel estava me saindo como
um ser vingativo,humilhador para com os necessitados,e isso me envolvia em sérias coisas.Poderoso,tive que admitir,antes deu perder a
minha paciência,na noite anterior a minha loucura definitiva,havia guerreado com ele.

Na escuridão da noite discutimos,eu pude bater nele com minha força e fúria em mais um de seu aparecimento,talvez o último antes deu
cometer a minha loucura.Ele gritou,berrou,quebrou coisas,causou até mesmo tremores nas coisas do lindo salão,e na nova noite eu es-
tava decidida.

Sozinha no quarto jazia,o vento vinha,sentia a presença dele,poderosa,vingativa,a presença pairava.Lestat e Tompei estavam no salão.
Vitória pelo visto nos aposentos de Tompei.Olhava o quarto."Essa guerra já me basta,chega".Brami entre dentes olhando o teto ao man-
ter-me deitava.E foi nisso que levantei,segui pelo corredor e vi a pá guardada em um dos quartinhos pequenos.

Pensei.'Tudo bem maldito,quer guerra,vai ter guerra,acha sua filha uma fraca? Vamos ver'.Segui,segui para passar por Tompei e Lestat.
Lestat que levantou-se."O que,o que vai fazer com essa pá?".O olhei."Que se dane! Esse infeliz está me levando a loucura! Vamos ver
quem e a bruxa dessa maldita família!".Tompei se assustou.

Nunca viu tamanha fúria vinda de uma mulher,eu me tornava uma mulher."Samantha volta aqui!".Berrou Lestat,ele que seguiu-me,suas
longas vestes se movendo,eu andei pelos campos,a maldita chuva caia,não parava.'Samantha!".Já cometia a loucura,rapidamente eu des-
bruçava as flores,as arrancava."Ah,e Aziel! Sou a fraca? Vamos ver".Brami.

"Samantha!".Berrou Lestat,ele que reverbava,berrava como louco.Tompei e Vitória apareceram correndo,desesperando."Céus,essa me-
nina enlouqueceu".Bramiu Vitória que repreendia Lestat,temia ele cometer uma loucura comigo.Agora cavava,raios ecoando nos céus,a
chuva que molhava a todos os presentes.

'Me enoja,veremos quem e forte Aziel,papai'.Repetia continuamente,e cavava,enfiava a pá na terra,ia amontoando tudo,nunca tive raiva
de alguém,mas tinha nesse momento.A minha loucura? Vejamos,vejamos e vejamos.Bastava! E eu cavava,Lestat sendo repreendido,se-
gurado por Tompei e Vitória NÃO pelo meu ato,mas loucura que ele poderia fazer em machucar-me."Essa infeliz usurpa ao túmulo de meu
filho! Como ousa?".

"Ousa e o inferno! Dane-se!".Que loucura,que vontade,e continuava,continuava,aos poucos usava as mãos,ia afundando-me naquele
maldito túmulo,arrancava raízes,a lama se formava,os gritos de Lestat ecoando.Fazia proveito de minha loucura e que tudo fosse ao in-
ferno.Bastava para mim.

***Continuando***

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Samantha-Cap 41

Mensagem  Ana Nery em Qua 1 Jun - 13:49:03

***Continuando***

Finalmente eu pude sentir,senti ao toque o que eu esperava sentir.Gradualmente minha pessoa agia com desden a respeito
do que previa. Houve silêncio para que eu pudesse respirar,me precaver em todos os sentidos desejados,foi nisso que meu
preceito se desenvolveu,se consumou.

Lá estava o brilho do gelo cristalizado,consumado para que eu pudesse emanar todo sentimento que me consumia,olhei para
cima,vi quando Tompei puxou Lestat pelo ombro,o via lá de baixo,o buraco a qual me meti era imenso,terrível de estar,Ainda
precisava viver de forma mais branda,mas e claro que estava difícil e eu não esperava passar por essa situação ao decorrer
de minha estadia na Ilha.

"Papai".Brami ao abaixar-me,mover minhas mãos delicadamente sobre o lugar.Senti o gelo rígido novamente,foi quando meus
pressentimentos afloraram,se tornaram reais."Preciso de Ajuda,preciso de ajuda!".Berrei a plenos pulmões.A respeito do que
eu sabia,e que,sim,a consciência de papai jazia ali,de algum modo,apesar da precária situação,sobrevivia.

"Tirem isso daqui,estou dizendo,tirem isso daqui!".Pedia,eu me desesperava nesse momento,me desesperava e quando pude
sentir a movimentação lá em cima e que sabia que Tompei tinha compreendido a situação.Com o passar do tempo mesmo sen-
do molhados pela maldita chuva,sabia que teria ajuda.

Pude subir,enquanto isso Lestat e Tompei agiam tentando remover o bloco de gelo cristalizado com o corpo de Aziel. Ainda não
sabia se Lestat e Tompei conseguiriam. Só soube quando ao passar de alguns minutos fazendo uso da força e dom de vôo,eu e
Vitória Regia vimos os dois subirem,pousarem aquele bloco no gramado.

"Levem para o sótão,levem!".Pedi,Vitória se silenciou,tudo que ela conseguiu foi manter sua crueza e aspereza,temia que eu co-
metesse alguma loucura,mas explicaria.No sótão ao passarmos pelo imenso salão e corredor,olhei como Lestat fitava ao bloco,a
sua pessoa que ainda não entendia.

Tompei se apressava para acender algumas velas com o dom mental,a ordem era imediata conforme ele passava enfrente as to-
chas jazendo em seu apoio nas paredes,o fogo se formava. Na quietude finalmente ele e Lestat se olharam."Age como uma louca
e sinceramente não compreendo".Disse Lestat.

Vitória ainda respirava,a essa altura sua pessoa limpava as lágrimas com o lenço."Só poderei dizer no salão,por favor!".Pedi e
nisso saímos,fechamos a porta do sótão.Foi como se tudo fosse preliminar,preparação.Eu passava as mãos pelo rosto,a lama
ainda me incomodava,mas suportava,graças que Lestat e Tompei não tinham se sujado muito.

Vitória sentou-se ao lado de Lestat,ele que segurou a mão dela friamente,ainda lutava para acreditar em minha loucura.Para a
preposição alheia eu sofria,mas falei."Durante todo esse tempo Aziel esteve vivo,da forma mais precária,mas vivo,sua mente en-
trou em estado vegetativo,digamos que em repouso,não que ela tenha morrido por completo e se saído de sua casca".Para meu
amado Lestat isso pareceu uma mentira entanto.

-Hyarian viu Aziel morrer,eu vi Aziel morrer! Como ousa proclamar tais blasfemeas a respeito de tudo isso? Sua inquietação me to-
ma de constrangimento Samantha.

"Cale sua boca! Posso trazê-lo de volta".Quando o citei foi como um imenso golpe para vossa pessoa e para Vitória uma imensa
duvida se formava."Como?".Disse."Quebrem aquele gelo e revolveremos isso depois".Foi quando caminhei em direção as escadas
do palácio,eu desejava pegar alguns cobertores,enquanto isso que Lestat e Tompei quebrassem o gelo.

Íamos ter um retrocesso naquele lugar.No quarto procurei o melhor coberto,somente agora e que a chuva se abrandava,começa-
va a passar.Em questões de poucos minutos me encontrava entrando no sótão,as chamas das tochas assentiam emanando toda
vossa beleza.

Vitória estava sentada encostada no canto da parede,Tompei e Lestat tinham acabado de quebrar o maldito bloco de gelo.Para
eu era o começo de um momento de teste."Se não conseguir Samantha?".Perguntou Lestat angustiado."Hum...Chamaremos ela.
Thalwa poderá refazer correto? Não e ela que emana todo esse tom de cristalizar coisas?".Ele silenciou-se,estava cansado demais
para discutir comigo.

"Tudo bem maldita".Quando abaixei-me ao lado do corpo em meio ao gelo cristalizado feito em pedaços pude analisar.Tompei me
ajudou ao pegar o coberto."Olhe isso".Brami.O corpo de papai jazia desnudo sobre o gelo,eu pensava friamente no que tudo isso
significava.

Um jovem,sem duvida! Um jovem que passou por toda essa situação no alge de vosso tormento e juventude.Os cabelos ruivos de
fios lisos estavam molhados,e percebi que tinham crescido! Isso me provocou calafrios a tal nível que tremi,Tompei teve que segu-
rar-me pelos ombros ao está do meu lado.

A pele de Aziel ainda tão macia ao toque como seda.O sono era letárgico,envolto em momentos contínuos.Os cabelos,isso me foi o
maior dos encantos ao perceber que jaziam na altura da cintura,os filhos humidos e molhados.Fracamente eu coração doía.Ouvi nes-
se momento murmúrio de Lestat.

"Tompei me ajude,me ajude".Foi o que ele fez ao mover-se e abaixar-se rapidamente por trás de Azie,ele que segurou com firmeza
o corpo."Céus...O sono e letárgico,puro coma".Minha voz ecoou pelo sótão,Tompei o segurava com toda delizadeza.Temia que algo
acontecesse,e olhei.

Olhei com profundidade.Algo pairou sobre o lugar,e isso me foi um sinal maravilhoso.Jamais pensei que minha primeira vinda em cor-
po a Ilha me levaria a um momento como esse.Olhei o teto,foi quando Tompei falou."Samantha? O que teme?".Olhei friamente em
seus olhos de cor de mel,os cabelos negros,lisos e macios soltos.

"Eu preciso respirar".E respirei,fechei meus olhos por alguns momentos,necessitava tomar ar,pousei as mãos sobre os joelhos e para
mim foi um sinal de suma importância.Tive,sabia que precisava juntar tudo de mim para que pudesse continuar.Somente quando voltei
a focar os olhos sobre Aziel e que pude agir.

"Volta maldito! Quem e fraca? Me diz? Quem e fraca!?".Não pensei duas vezes,me foi aterrador quando Tompei se afastou,eu havia
pousado minha mão sobre a testa de Aziel,o fato vislumbrar ele abrindo os olhos e gritar me foi assustador,havia canalizado o espíri-
to dele e o jogado para dentro.

Tompei de pé olhava tudo como se não acreditasse.Aziel se desesperava,tentava segurar-se em mim,os gritos ecoavam pelo sotão
e agora,sim,Tompeo pode segurá-lo por trás,mantinha minha imposição de força,mantinha todo sentido com que eu pudesse agir,a
minha pessoa retroceder.

Tompei segurava com força."Me solta,me larga!".Aziel finalmente pode falar,mas eu ensistia,só parei quando tive certeza de que eu
havia terminado.Somente nesse momento e que Lestat levantou-se,veio apressado olhar o que acontecia."Tenha calma Aziel,calma".
Bramiu Tompei,Lestat andava envolta dos dois,Tompei sabia que algo acontecia.

Aziel sangrava,sangrava nas costas."Foi ai mesmo que o atacaram,falo do golpe nas costas".Tompei compreendeu as palavra,foi co-
mo recado.Nesse momento pode desferir seus dentes no pulso e tudo se tornou agiu como pesa.Tompei desferiu sangue no maldito
ferimento.Aziel gemia de dor,era como doer no espírito dele.

Vitória não suportou,saiu desesperada do sótão."Nunca imaginaria isso".Bramiu Tompei,ele que terminava o processo de fechamento
de ferimento.Agora,sim,Aziel silenciava-se,esperava,nada falava.Somente se envolvia na dor de uma volta que nem ele mesmo com-
preendeu.

Quando Tompei soube pode segurá-lo nos braços,seguiu em direção a porta,Lestat olhava,ficou fitando de pé no centro do salão.Eu
repensava friamente."Arrume isso,será rápido". Ele sabia que,sim,e segui ao Tompei.Vitória veio atrás ao subirmos a escada.No quar-
to pudemos deitar Aziel na cama,ele que nada falava,apenas tremia de frio.

O cobertor foi colocado sobre ele,e nisso haveria a espera do sangue de Tompei agir sobre o ferimento atrás das costas.Ainda estava
para passar por momentos piores,tenham certeza disso. Enquanto isso Lestat arrumava o sótão.Vitória e Tompei fitavam Aziel agora so-
nolento sobre a cama como se não acreditassem que isso tinha acontecido.

Pecaminoso,eu sei,mas tinha acontecido,sido real.Logo,logo teríamos a change de falar com Aziel,e nisso quem sabe uma volta,algum
sentido dele bramir aos ventos.Ele era visto dormindo,gemendo de dor e frio sobre a cama.A escuridão da noite seria nosso reinado,a
nossa proteção até tido ser real.Aziel precisava se recuperar,uma profunda recuperação depois de tudo isso.

***Continua***
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Samantha-Cap 42

Mensagem  Ana Nery em Qua 1 Jun - 15:10:02

***Continuando***

Envolver-me nessa promissora força me tinha sido necessário e estava sendo comprovado conforme continuamos.Nem sempre minha
pessoa jaz em controle e isso tinha acontecido nesse momento.Tudo se tornava tão sério quando um rosnado de cão.Vitória agora re-
pensava no que era ou não possível.

A quietude reinava,Aziel só desejava recuperar-se,dormir.Não demorou e vimos Lestat entrar pela porta,ele que olhou rapidamente o
Aziel deitado,envolto no cobertor."Como ele está?".Tompei o olhou de lado,bramiu palavras tão profundas como se toda pecaminosida-
de tivesse pairado sobre mim.

"Aziel se recupera,toma ar,acho que a volta em um corpo ainda ferido lhe doi.O ferimento foi fechado pelo sangue que derramei sobre
o corte de sua morte,vai sobreviver".Para Lestat isso foi como sublimação,renovação.Assenti andando em direção ao corredor."A onde
pensa que vai?".Os olhei,fitei friamente ao Lestat.

"Tomar banho,já que tu arrumou o sótão,preciso tomar banho".Antes de sair,seguir ao lindo banheiro,vi quando Vitória abaixou-se a
beira da cama,pode mover a mão sobre o rosto de Aziel."Querido,fomos insensatos,eu sei".Ele nada sentia,ouvia,apenas dormia.Pelo
visto ia demorar um pouco e sem duvida minha pessoa compreendia.

No lindo banheiro do palácio entrei,a imensa banheira de mármore jazia cheia com suas águas escorrendo,me despia e enquanto isso
os meus pensamentos entravam em ordem."Será mesmo que ele vai me perdoar?".Ah,céus...Como me foi maravilhoso sentar-me na
banheira,sentir o toque da água morna,o perfume dos saís e ervas agora sendo derramados por mim sobre as águas.

-Logo,logo vamos entender,ele dorme mas sei que vai acordar,ele e louco,como e louco.Não sei o que será de mim,mas toda minha es-
trada e longa.

E nisso me limpava,pude molhar meus cabelos,limpá-los com a necessidade desejada.Pouco a pouco jazia limpa e pude levantar-me,pe-
gar uma toalha macia logo no balcão da imensa pia.Vi Tompei entrar."Aqui Samantha,ao menos uma veste apropriada".Agradeci e logo
vesti a túnica de pura seda chinesa,a cor violeta com seus desenhos de flores e dragões em prata me encantaram.

"Lestat ainda pensa,entra em si".Era de se esperar,olhava a frieza de Tompei em prol do meu feito,ele enjugava meus cabelos com a toa-
lha,mantinha os movimentos firmes."Ele ainda dorme?".Quis saber."Ainda,mas creio que está prestes a acordar".Foi quando eu soube do
pavor de Tompei por mim.

Segurei minha sensação nesse momento delicado.Terminado a gente saiu,passou pelo corredor e quando entramos no quarto,vimos que
sem querer Vitória havia acordado Aziel.Juro que tivesse tido opção teria corrido pelo corredor.Ele havia conseguido sentar-se sobre a ca-
ma,o que eu soube e que havia acontecido uma reestruturação celular propiciando a volta do espírito dele ao corpo.

Nunca pensei que meus dons cinéticos fossem tão profundos.Cruzei meus braços,não sabia que ele estava tão assustado ao olhar para
Lestat e Vitória,os reconheceu de imediato.Tompei saiu fechando a porta,ia esperar-nos no salão."Quero ficar sozinho,me deixem aqui,a
vossa procura me tormenta".Lestat ousou falar mas Vitória o interrompeu sentado-me a beira da cama.

"E isso mesmo que deseja? Compreende o fato que Samantha realizou? Não seja tolo Aziel".Ele a olhava,vi nitidamente sobre a luz do luar
que iluminava o quarto a cor verde de seus olhos."Não queria voltar,queria matá-los,são infelizes".Ela riu de lado,foi nisso que desferiu suas
mãos sobre o rosto dele,beijou sua testa.

"Descansa,depois conversaremos".O pavor foi profundo."Vai-te embora,me deixa".Lestat atrevia-se a falar,e foi profundo."Infeliz,nunca
agiu como homem,somente como um menino mimado".Nisso ele e Vitória saíram,me encontrei sozinha com Aziel,ele que deitou-se novamen-
te."Precisa vestir-se,és insensato".Ele não respondeu,apenas passeava seus por mim enquanto eu procurava alguma veste no armário.O
fato de seu corpo ter estado no gelo o manteve limpido,imaculamente intocável apesar dos cabelos tão lindos e longos agora.

-Não me odeia? Tentei matá-la,tentei machucá-la e não me odeia? Como pode ousar trazer-me de volta? Eu não queria,só fez isso para pro-
var que é forte?

"Não só por isso Aziel,mas para ter certeza do que realmente deseja,agora se vista".Ele moveu-se sobre a cama,em pouco tempo pode colo-
car a linda túnica com botões e pérolas negras de tecido de seda branco.O olhei voltar-se a sentar-se a beira da cama,agora eu tinha uma es-
cova macia nas mãos para escovar os cabelos dele.

Ele permitiria isso? Não,estava sendo fácil demais.Em movimentos bruscos ele moveu a escova pelos cabelos ruivos e lisos.Nunca pensei que
um ser poderia ser provido de tamanha beleza.Os fios vermelhos no tom ruivo se desenlinhavam,era jogados pra trás enquanto ele escova-
va,ele continuava,continuavam até finalmente ter acabado.

No fim ao levantar-se os seus cabelos se encontravam soltos,brilhosos em fios lisos indo ate a altura da cintura."Quer cortá-los?".Ele vou-
tou-se a mim,vi a fúria em seu olhar."Não sua maldita bruxa,me deixa quieto,preciso refletir".Mas antes deu sair quis saber."Ainda lembra
dela?".Isso o constrangeu."Quem?".Nada lhe importava,sabia de minha existência,menos da existência clara e límpida de Lilith.

Me silenciei e sai quando ele sentou-se na mesa da varanda deixando-se pensar. Como senti raiva,no salão vi que a dor de Lestat e sua
amada Vitória tinha sido dolorosa por demais,Tompei disse descrevendo o estado de loucura que os dois haviam ido embora.Entrei em pro-
fundo pensar,jamais para minha pessoa essas coisas são aplicadas.

Foi nisso que tive a certeza que os dois voltariam,mas só no momento exato.Será que tal sofrimento tinha sido doloroso a ponto de fazer
Lestat e Vitória Regia cometerem suicidio juntos?Eu ainda não sabia,tentava compreender a sensatez de tudo.Me deparei sendo ampara-
da por Tompei.Ele que sentou-se ao meu lado.

"Depois disso não posso ir embora,não até saber que Aziel reaver seu controle".Será que realmente reaveria? Não sei,mas com isso houve
o passar de duas noites,duas noites e eu me sentia tomada pela frieza de Aziel,isso até o acontecido.Durante esse tempo eu tive que virar-
me durante o dia por causa da forçada ausência de Tompei.

Apesar da solidão me deparei com os modos de Aziel que se recuperava bem,aos poucos,mais bem,ele passava horas nos campos,sentado
a beira dos penhascos,silencioso,refletindo sobre coisas.Eu tive que fechar aquela maldita cova da onde o tinha tirado sozinha.Não trocamos
UMA palavra sequer nesse tempo.

Queria saber o que acontecia com ele,em sua recuperação corporal e espiritual,e foi nessa maldita noite ao vir de uma deliciosa caminhada
que o vi,ele tinha vindo.Não compreendi a exatidão de tudo até o chegar desse momento.Soube assim que entrei no salão que mais alguém
jazia ali.

Tompei por está ausente não pode evitar a vinda e repentina ação dele,desse mais alguém tão ligado ao Aziel.Somente nesse momento soube
que nas suas reflexões Aziel o tinha chamado,entrado em contato com ele,o maldito que vislumbrei entrar no sótão.Ele não tinha percebido mi-
nha vinda e com isso tinha sido fácil perceber.

Parei na entrada do sótão,e as palavras me vieram aos ouvidos em choque."Tua vinda me foi sentida de longe Aziel,mas não esperava que
fuça-se minha mente a longo prazo e distância".Ele era lindo,andava perante Aziel que jazia de pé,mãos a frente,usava uma túnica negra,o
mover dos cabelos de Aziel me foram belos."Agora eu sei Hyarian,não seja insensato,acho que somente descobri ao passar pela morte que
eu quero".Era Hyarian!

Somente quando vi o brilho dos olhos cinzentos,os cabelos lisos e clarinhos e que pude sentir! O ser alto que mantinha seu foco em Aziel,o
maldito que eu ainda necessitava conhecer profundamente.'O que há aqui?'.Quis eu saber,foi nisso que vislumbrei Hyarian mover seus dedos
sobre o rosto de Aziel,ele que respondeu segurando firme o rosto de Hyarian.

"De-me! O reneguei no passado,mas não o renego agora!".Que voz! Que voz ecoando de Aziel,e como desejei que Tompei viesse,aparece-
se de sua rápida ausência para evitar uma loucura.Veio o beijo,vi quando gotas de sangue escorreram de lado dos lábios de Aziel,ele que ce-
dia,ele que ia perdendo suas ações .

Quando pode acolher-se nos braços de Hyarian percebi a fatalidade."Perdi tudo no passado e que diferença faz?".Hyarian riu conforme mo-
via sua mão perante o rosto dele,e me foi nítido quando Hyarian desferiu seus dentes na garganta de Aziel conforme desejava beber.O filho
da mãe solvia,bebia aos poucos cada gota de sangue.

Eu comecei a tremer,ficar de pernas bambas e só nisso percebi que estava presenciando o feito,a entrega de sangue absoluta.Não queria
isso,mas céus! Como renegar a um ser que perderá tudo!? Aziel se mantinha em silencio,tinha suas mãos pousadas sobre os ombros do in-
feliz Hyarian.

Quando Hyarian sentiu algo de suma importância parou,o olhou."Psiu...Em troca te peço de corpo e alma que não pise sobre a unica coisa
que lhe restou..Enche vossa filha de tristeza Aziel".Aziel tinha que responder ou Hyarian ia deixá-lo morrer! Era uma troca,e céus,para eu
tudo se tratava de loucura.

Acho que o lamento de Aziel foi a vossa loucura,o bastante para Hyarian desferir suas unhas em sua garganta e puxar Aziel para si,ele que
se agarrou em desespero a Hyarian,desejava beber como se nada lhe restava,e não restava! Céus! Aziel pode deitar-se por cima de Hyarian.
Os dois grudados deitados ao chão.

Aziel bebia,bebia! Foram longos minutos até Hyarian afastar-se,ter que se desligar daquele momento,em pranto olhou Aziel no chão."Ainda
não terminamos,morra maldito".O que isso significava? Meu pai berrava,olhava o teto com os olhos esbugalhados berrando! Gritava."E,não
disse que seria fácil,e a vinda da morte".Hyarian deu-se a sentar-se,moveu os dedos sobre sua garganta por alguns momentos.

Céus,eu não acreditava! Aziel morria,berrava! Pude ver como a teia se formava sobre ele,a morte nitida e sentida no ar.Hyarian agora olha-
va sentado ao chão,silencioso manteve-se e não suportando entre no sótão,ele me olhou.Hyarian moveu seus olhos cinzentos assustados so-
bre mim."O que faz aqui?".Tom de angustia,Hyarian que voltou seu olhar ao Aziel.

"Trouxe ele pra mim não para você".Hyarian riu."Ele vai sobreviver".Levantou-se,eu havia me abaixado podendo pousar as mãos a frente de
Aziel,ele que gritava diante da dor.Eu o olhava aflita."Que loucura,que loucura tu fez?".Disse,tamanha dor que ele mal respondeu por não con-
seguir falar.Foi nisso que soube que Lestat havia chegado,senti a presença dele de longe vinda dos campos.

"Enfrenta isso agora Hyarian,não seja tolo".Eu me desesperava,e passei a considerar minha família uma loucura.Somente quando Hyarian ou-
viu os passos vindo dos corredor e que saiu."Tu aqui? Sentiu tão cedo Hyarian?".Eu mantinha minha atenção perante Aziel,ele que aos poucos
engolia seus gritos para sim,estava morrendo,morrendo lentamente.

"Não seja insensato,não seja presunçoso".Hyarian o respondeu no corredor,foi quando ouvi a voz de Vitória."Diga que ele está bem,ao menos
uma cordialidade".Eu me perdia nos olhos aflitos de Aziel jazendo sobre o chão.'Não te odeio sabia,não a odeio'.Que maldito momento para ele
me dizer,eu poder saber que o INFELIZ provocará minha fúria sabendo que eu poderia trazê-lo de volta.

"Tramou tudo isso,seu infeliz,sabia que poderia,tinha a força para trazê-lo de volta e nisso tornar-se imortal,ai,infeliz".A essa altura ecoavam
gritos de Lestat,Vitória que reverbava palavras ao Hyarian."Eu te amo,sabe disso,não seria insensato".Como me doeu,mesmo naquela maldita
morte o abracei,o segurei nos braços ao manter-me sentada.

Me doeu na alma,ele gemia de dor enquanto morria,respirava fundo.A loucura de Lestat era eminente e quando pode entrar empurrando a
porta com força,berrou,perdeu o controle,Lestat antes de apagar desferiu o grito maciço,acho que voltar e presenciar toda morte de Aziel
lhe tinha sido demais.

"Vou matá-lo Hyarian.Ah,se mato!".Pobre Vitória ao segurá-lo,ao ver Lestat perder as forças,esmurecer contra ela e Hyarian que ajudava.
"Céus alados...Aziel,Aziel".Disse ela segurando Lestat ao lado de Hyarian,eu que me mantinha grudava a Aziel,esperava a morte dele.Tive
a proeza de manter-me silenciada,esperar,somente isso agora podíamos fazer,além de Lestat voltar de seu impacto de espírito.Ouvi em ge-
midos as sutis palavras de Aziel."Me ama de verdade Samantha?".Eu brami beijando seus cabelos."Ah,sim,querido,pode ter mentido,um tre-
mendo de mentiroso,mas te amo e o perdoo".Risos vindo dele,gemidos enquanto morria.Que modos,e que decisão fatal para todos.Estava
pra nascer ser pior do que ele,sem dúvida,essa foi minha conclusão sobre tudo.

***Continua***
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Samantha-Cap 43

Mensagem  Ana Nery em Qui 2 Jun - 13:24:51

***Continuando***

Somente aos poucos e que pudemos sentir que o momento para Aziel chegou.Sua eminente morte se transformava como se isso para
ele lhe tivesse sido a unica decisão. Jamais minha pessoa presumiu tal momento e atitude de Aziel,eu nesse momento como ciente ape-
nas poderia esperar,esperar o momento em que soubesse que tudo estava terminado.

Vitória mesmo nervosa preferia dá toda atenção ao Lestat,coitado em ainda não mover-se,está com ela ao chão,ela que o segurava te-
merosa.Olhava a cena como se captasse algum tipo de delicadeza.Hyarian averiguava a situação de Lestat,enquanto isso Aziel apenas
se envolvia em seu silêncio.

Somente quando eu senti,tive certeza de que o corpo de Aziel expulsou todos seus fluidos corporais e que agi,o olhei com profundidade
nos olhos conforme ele agonizava em meus braços."Aziel preciso saber de vossa dor passa".Foi nisso que ele disse-me agonizando."Não
se atreve a chamar-me de pai conforme minhas atitudes se desenrolam,não e?".Brami algumas palavras.

"Acho que não".Pude olhar para Hyarian que somente agora conseguia agir com toda delicadeza possível."Vá! O corpo de Aziel está re-
tomando a força,novamente depois de vossa loucura,ele precisará de roupas limpas".Pude apreciar o arquear de sua sobrancelha,para
mim foi como mensagem subliminar."

Ao vê-lo sai finalmente pude manter,focar toda minha atenção ao Aziel,o deixei deitado sobre o chão,ainda respirava,retomava,suas for-
ças preciosas,o que me preocupava era Lestat.Para trazê-lo a si desferi alguns tapas em seu rosto,Vitória Regia o segurava com toda sua
força esperava,apreciada.

Nem sempre somos movidos por nossa razão correto? Era isso que tinha acontecido quando Hyarian decidiu trazer Aziel ao mundo dos imor-
tais em vossa chegada turbulenta."Lestat,meu querido".Brami aos seus ouvidos,ele agora olhava o teto em agonia,foi quando apreciei as
suas lágrimas,ele que respirava fundo tremendo nos braços de Vitória.

"Ah,céus...Não pode ser,meu único filho mortal.Ah,céus...Vou morrer".Eu agora e que tinha que respirar fundo,enquanto Hyarian não vol-
tava,era Lestat que preocupava.Aziel passará por sua provação e tínhamos que continuar.Foi nisso que nos envolvemos:Lestat que gemia
de dor,dor pelo acontecido,Aziel deitado no chão quieto,silencioso,apenas esperando pacientemente.

Somente quando Hyarian veio com as roupas de Aziel e que eu soube."Aziel venha comigo,venha comigo! Precisa banhar-se,está pleno".Eu
movi meus olhos com atenção conforme Hyarian parou perante Aziel e o ajudou a levantar-se esticando as mãos.Aziel moveu as mãos sobre
os ombros de Hyarian,ele que segurava as roupas.

"Tudo bem,tudo bem...Logo,logo estaremos com Kalawina".O que papai queria dizer com isso!?Como odiei e tive inveja quando os dois saí-
ra para o quarto.Lestat ainda se controlava,e somente quando sentou-se ao chão e que consegui falar com ele."Ah,céus...Tudo errado,tu-
do errado.Eu falhei".Vitória o abraçava com força de lado."Não falhou meu amor,não falhou".Eu o olhava com profundidade,enquanto ele
finalmente se recompunha em sua dor,eu agi.

Sai rapidamente e peguei uma pá e pano limpos.Dei-me a limpar o sótão.Tompei realmente era voraz.Pena que ia demorar mais um pouco até
ele voltar.Enquanto Lestat se esvaia de chorar nos braços de Vitória sentados ao estarem encostados na parede,eu limpava o sótão.Passava
pano,limpava tudinho.

Ai que raiva! Papai envolvido com Hyarian,Hyarian o maldito ser ainda precavido.E continuava,graças que pouco a pouco tudo era limpo,o chão
do lindo sótão a qual Tompei se recolhia durante o dia começava a brilhar.O choro de Lestat se abrandava,Vitória o enchia de carícias,e nisso a
minha pessoa continuava,arrumava o sótão.

"O que Tompei vai pensar Lestat?".Lestat olhou-me,tinha seus olhos marejados,cheios de marcas."Nada...Hyarian não pertence nem a nossa
raça nem a raça de Thalwa...Hyarian e filho de ambas as raças,e fica claro que Hyarian tem vossa linhagem a parte,proveria uma linhagem a
parte,os híbridos para ser exato".Continuava,estava terminando de passar o pano no chão.O balde mantinha-se ao lado,tinha a vasoura jun-
to a mim.

"Sim...Continue".Lestat gemeu ao mover suas mãos em direção ao seu coração."Quando falo isso e que Aziel e o primeiro filho de Hyarian,ele
que um dia sem duvida proveria os híbridos.Não filho de Tompei,muito menos de nossa poderosa Thalwa....O híbrido em pessoa condutor de
uma terceira raça".Compreendi,algo tinha acontecido e pensei.'Como fui tola em deixar passar os detalhes do nascimento de Hyarian ao ler os
escritos'.Eu gemi de dor.

Foi nesse momento que Tompei apareceu,finalmente tinha vindo de sua ausência passageira,estava quente,pelo visto tinha caçado por perto.
Céus! Ele olhou para Lestat ao cruzar os braços e encostar-se na base da porta.Lindo ao está vestido de túnica negra,negra como a escuridão.
O linho puro o ardonava e claro,o cinturão prateado largo atenuado a sua cintura,os cabelos negros soltos uma moldura de pecado.

Moveu seus olhos para o teto,havia sentido de longe.O olhei tremendo de medo,tomada."Lestat,Hyarian fez sua primeira cria,mas não espera-
va que fosse Aziel...Devo temer?".Lestat levantou-se com delicadeza."Não sei Tompei,não sei.São híbridos,como tal,qualquer cria de Hyarian
emanaria a perfeição das duas forças...Não somente a tua como provedor de nossa raça como a de Thalwa".Tompei arqueou sua sobrancelha.

Andou a frente."Teu filho e maldito,deve receber algum ultimato? Imagine filhos híbridos aos milhares....E loucura".Nada sabíamos de como nosso
amado Aziel iria reagir,mas de suma era importar-te irmos ao vosso encontro.Tompei,Lestat e Vitória foram na frente,eu como tal,tive que passar
na cozinha.

Deixando tudo organizado finalmente pude subir,subi pela escada ao passar pelo salão e não acredite quando entrei,Lestat olhava para Aziel
que finalmente acabara de se arrumar.Hyarian jazia sentado a beira da cama do quarto,o luar iluminava ao vir pela linda varanda,o vento frio
tomava o lugar.Vitória jazia ajudando ao Aziel terminar-se de se arrumar.

Ele tinha escolhido um sobretudo longo de veludo em tom vilho,a camiseta de algodão lhe caia muito bem em sua cor branca por baixo sobretu-
do,a calça jeans justa negra fazendo conjunto com o pá de botas no mesmo tom.Aziel a olhava,ela abotoava o botão da lampela do pulso de
Aziel.Somente quando ela terminou,ele rompeu sua quietude."Pensei que tu não ia sobreviver,és maldita...Tornou-se uma maldita e como doí
saber que tu tornou-se isso".Ela gemeu em dor.

Acho que o fato de mover suas mãos pelo rosto de Aziel lhe tocou na alma."Eu te amo filho e jamais repensaria em coisas dolorosas.Ainda não
me conhece filho".Ele riu,e me foi arrebatador ver o riso dele formar-se,pude ver os caninos delicados e pontiagudos."Ah! Será mesmo?".Ela riu.
Deu-se a rir em choro quando ele beijou sua testa."Sim,e claro".Tudo isso para mim se tornava provação,isso,sim,céus.

Somente quando Aziel quis passar e que Lestat o repreendeu,os cabelos de Aziel de longos e brilhosos em seus fios vermelhos se moveram pa-
ra trás."O que há?".Quis ele saber,Lestat o olhava como cão louco,se pudesse avançaria sobre ele."Seu maldito...Usa sua filha e acontece tu-
do isso! O que se passa em sua cabeça Aziel!?".Acho que Aziel sem duvida e a unica pessoa que faça pario para com as loucuras de Lestat.

"Nada...Não lhe importa,apenas quero viver,quem sabe..".Tompei repreendeu Lestat ao tocar-lhe por trás do ombro,foi nisso que Aziel pode
completar vossa palavra."Não vou morar com vocês,quem saiba que possa viver com Kalawina e Hyarian".Até Vitória Regia suponha tal situa-
ção para com Aziel,porém,não eu.

"Morar com Hyarian e Kalawina?".Bramiu Lestat em conclusão para com seu pensamento."Sim,exatamente...Não acho que seria apropriado a
minha pessoa jazer por perto".Isso encheu Lestat de amargura,mas até eu conseguia compreender,e como compreendi.Quanto a mim ainda
começava a colocar tudo isso em ordem.

Lestat não suportando o golpe de moral vindo de Aziel saiu,Tompei o seguiu pelo corredor."Lestat tenha calma!".Pediu e foi nisso que Hyarian
saiu com Vitória Regia,os dois que tentavam se harmonizar a respeito de algum conceito.Sozinhos Aziel pode dizer,pode olhar-me com mais a-
tenção e detalhe."Desculpe por tudo,mas perante minha situação não poderia deixar de agir,fazê-lo".Ele me amava? Aquele ser agora imortal
de pele pálida,cabelos ruivos e olhos verdes cintilando morte,me amava?

O olhei silenciosa,a quietue tomou conta do quarto e como me foi belo o modo como ele abraçou-me,puxou-me para si me envolvendo nesse po-
deroso abraço.Senti quando minhas mãos roçaram seus cabelos,o tocou por trás da nuca.Londos fios sedosos que escorriam de meus dedos como
água de tão lisos."Ah,querida...Demorei por demais".

Queria chorar e pude fazê-lo.Acho que depois de tudo esse fora o primeiro momento de agradecimento.Poderoso,forte,tive que admitir ao me
envolver nesse momento inesperado.Ficamos assim por vários minutos,vários momentos.Não que eu tenha odiado tal situação,mas me foi o bas-
tante para sobreviver.

E sobrevivi por mais duas noites até ele vir a mim e me chamar para algo.'Precisa sair desse quarto,acabo de chegar,Tompei,Lestat e Vitória
necessitam estarem long nessas horas da noite'.O que ele quis dizer com isso? Foi como presságio o olhar deitada na cama,a escuridão rompi-
da pelo luar o envolvendo.

Me tinha sido martírio fazê-lo:Levantar-me e seguir com ele até os campos e com isso deixá-lo alçar vôo comigo."Encontrei um lugar maravilho-
so Samantha".Compreendi.Tinha fuçado as ilhas próximas e apreciado.Somente o vento era sentido,nos envolvia.Lestat com os outros fora na
nova noite.O que mais precisava desejar?

Somente quando chegamos,saltamos atrás de uma pedra eu soube. Vi a imensa lagoa ao olhar por trás da relva."Aziel como pode me trazer
para um lugar desse?".Ele riu docemente."Ah,querida...Meu amor eterno,tenha calma".Ele andou a frente,começava a desabotoar sua longa
túnica de linho,aos poucos vi que ele desejava jazer naquelas águas cristalinas e calmas.

O luar rebatia com brilho intenso sobre as águas,a relva movia-se com o vento,e eu olhava silenciosa.Vi quando ele mergulhou sumindo nas
águas,quando sua cabeça apareceu para ele poder olhar para os céus negros e estrelados."Samantha perde muita coisa ficando ai".Isso era
um convite?

O que papai tramava? O que se passava em sua mente? Friamente andei a frente até a margem da lagoa,as copas das arvores moviam-se ao
passar do vento frio da noite.E ele nadava,dava braças lentas,sumia uma vez ou outra nas águas calmas da lagoa.Não se importava com a
multua ausência de Lestat,Tompei e Hyarian,até mesmo Vitória,desejava calma nem que fosse por alguns momentos.

Quando finalmente me senti pronta pude mergulhar,em poucos segundos jazia com ele,o olhava em silencioso."Nunca pode passar por um mo-
mento como esse?".Respirei fundo,ele moveu suas mãos frias e molhadas sobre meu rosto."Não sei".Ele riu,riu como se esperasse minha frieza
inquebrável a respeito de tudo isso.

Pena que um momento como esse ia durar pouco,mas sobreviveria."Tenha calma,quando eu for embora,logo,logo estarei de volta,reaparece-
rei".Compreendi,e foi nisso que nos mantivemos cientes.Nadamos por grande parte da noite,nadavamos nas águas mornas da lagoa,e isso para
mim tornou-se algo imutável.Provações para aprimorarmos nossos conceitos.

***Continua***

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Samantha-Cap 44

Mensagem  Ana Nery em Qui 2 Jun - 15:03:58

***Continuando***

Me foi doloro,o pior momento veio quando na noite seguinte tivemos que nos despedir de Hyarian e Aziel.Tudo isso foi como
inquietação.Nos encontravámos nos campos da Ilha e saber que demoraria um pouco até eu e Aziel nos vermos me doia na
alma.Eu jazia de pé ao lado de Tompei,Lestat tentando argumentar com Aziel para ver se de alguma forma poderia haver to-
do um retrocesso.

Nem sempre minha pessoa jazia em pecaminosidade,mas nesse momento sem duvida que se tornava real. Presuponho eu a
contra-gosto que nem sempre fomos envoltos em força alheia,mas eu em particular necessitava nesse momento,nisso vi ao
decorrer de coragem Tompei poder andar a frente,poder trocar algumas palavras com Hyarian.

Ele olhava multuamente ao Tompei e perante tais necessidade foi necessário Hyarian aplicar a algumas palavras.Claramente
que isso para mim não foi esperado,e sim,multuamente envolto em necessidades."Se tenho que prometer isso,tudo be,mas
creio eu que se preocupa a toa,Tompei".Isso foi como notável compainha.

Acalanto de pérolas e notáveis troca de olhares.Vitória pode deixar passar vosso olhar por Aziel e Hyarian,não me doi doloro-
so saber que Aziel sequer tinha coragem de despedir-se de mim.Lestat a contra-gosto ensistiu e disse."Acha que vai conseguir
conviver com a arrogância de Kalawina?".Isso doi pecaminoso,mas Aziel pode responder.

"Acho que vou,mas me seria insensato passar por uma situação que tu me deixa aflito".Lestat se calou-se e nisso soubemos
que a promessa de Hyarian seria aplicada,porém,será que ele manteria? Não saberíamos e nos deparavamos com ele e Aziel
caminhando até a beira do penhasco da Ilha,rapidamente sumiram na escuridão da nova noite.

Fiquei devagando enquanto Tompei,Vitória e Lestat mesmo aflitos,caminhavam para o palácio.Olhei a quietude e escuridão da
noite.Como meu coração doeu.Doeu como extrondo de rompimento de barragens nitídas,o vento fazia meus cabelos voarem
para trás e sinceramente minha pessoa começava a repensar em muitas coisas.

Entrando no salão após essa reflexão eu me deparei com Lestat e Tompei trocando palavras,pelo visto os dois trocavam infor-
mações necessária e aprópriadas.Nem sempre minha pessoa está preparada para esses momentos e sabia que logo,logo parti-
ríamos para casa.

Me envolvi em modos enquanto Tompei e Lestat concluiam essa importante troca de informações.Sinceramente tudo passou a
ser como pecaminosidade.Até concluirem demoraria um pouco a partirmos,mas partimos conforme os dois concluiram.Nos céus
jazia nos braços de Lestat.O seu pensamento me foi voraz e tentador.'Tenha calma,tenha calma'.E foi com isso que quis saber
se eu conseguiria sobreviver a uma rotina,se depois de minha estadia na ilha,eu conseguiria retomar meus alfazeres.

Mas consegui,consegui retomar.Ao chegar depois de uma longa viagem me deparei descansando.Me foi necessário uma madru-
gada e dia inteirinho para que eu me recuperase no cansaço da viagem e feitos na Ilha.Retomei meus alfazeres e sabia que sem
duvida ia demorar um pouco até Lestat vir.

Não somente ele,mas a alguns de seus próximos.Foi doloroso,mas consegui na força e na vontade retomar minhas atividades.
Ao decorrer dos dias eu reorganizava tudo,passei dia e noite retomando matéria da escola,sem duvida que não me tinha sido
trabalhoso e se tornou confortável para mim,sempre envolta nessas atitudades,lembrar-me dos acontecimentos na Ilha.

Dia se passava,noite se iniciava e eu seguinto,retomando tudo que necessitava.Admito que em uma dessas noites maravilhosas
e finalmente calmas durante a semana,eu recebi um e-mail de Lestat,ele que tirou tempo passageiro para que eu soubesse que
logo,logo ele apareceria.Estava sumido,mas eu não me preocupava e os motivos nem eu entendi.

Céus! Nada por demasiado complicado e sim adorável.Papai vivo,vivendo agora ne escuridão.O que pensar? Sono tive por alguns
momentos nessa retomada de rotina e estudos,mas quando tudo estava finalmente em si,ele veio! Ah! O amado Louis veio para
que minha alegria fosse feita.

Eu estava terminando em uma noite de pleno domingo de fazer um trabalho de revisão de história quando senti vossa chegada.
Eu segui pelo corredor,meu vestido de lã de cor azul-claro movia-se com meu andar,a sandália delicada,baixa e negra confortá-
vel ao meu pé,e o vi ao descer a escada.

"Ah,querido faz minha alegria,faz minha alegria".Ele riu,como me emocionei quando ele abraçou-me,me apertou ao puxar-me pa-
ra si,segurei suas mãos ao nos sentarmos no sofá."Fiquei sabendo de vosso feito...Samantha não entrou na loucura conforme a
vossa pessoa agia desse modo?".E,sem duvida de que minha pessoa envolvia-se em presença.

Ele havia escolhido com luxo suas vestes que eram calça justa,bota negra,a camiseta de cor verde-folha por baixo o longo sobre-
tudo negro,a faixa pendia de lado."Sim,eu entendo...Mas não me preocupo,tudo saiu como esperava e senti,Louis".Ele riu,pode ti-
rar seus óculos escuros,havia caçado na chegada e meu coração explodiu de sentimento.

-O viu? Viu Aziel? Foi até a casa de Hyarian vê-lo? Diz para mim meu querido,por favor! O viu? Sabe que desde que voltei envolvo-
me com situação drástica.

Ele riu,beijou meu rosto antes de levantar-se."Sim,mas passageiramente...Me assustei ao vê-lo de longe em uma rápida pasagem
na fronteira da fortaleza de Hyarian...Me apavorei ao reconhecer nele o ser híbrido que somente Hyarian poderia prover".Para a
minha pessoa isso era tenso de pensar e sentir.

"Sim,talvez o único depois de Hyarian que nasceu o que é...A patente de sanguinidade híbrida entre a linhagem deTompei e Thalwa".
Isso deixava Louis tomado,ele andava perante mim agora com os braços cruzados,pensativo.E pensava,pensava conforme queria por
em ordem seus pensamentos.

"Não me senti frustrado,mas assusto-me ao saber que a força de Tompei e Thalwa emana daqueles dois".Sem duvida um momento
entanto.Nisso fui até o jardim com ele."Não vaís terminar vosso trabalho histórico?".Eu ri,ri antes de nos sentarmos a beira do lindo
chafariz derramando suas águas.

"Não Louis,jamais meu amado ser...Mas sobre Ardônis?".Ele respondeu secamente olhando os céus negros,o meu cão veio para sen-
tar-se a nossa frente sobre a relva do gramado."Graças que nada aconteceu depois daquilo,graças".E nisso percebi que sem duvida
a poderosa Thalwa nessa nossa ausencia,minha,de Lestat e Vitória,que poderia ter agido.

Me silenciei.Logo,logo poderia aprofundar-me em minhas conversas com Louis.Foi o que aconteceu conforme tudo se formava,se tor-
nava real.Assenti em continuidade marcante.Mas meu esperado encontro com Aziel aconteceu quando passou-se o tempo.Somente a
contra gosto,ao passar de uma quinzena e que aconteceu.

Havia voltado do instituto,eram 20:20 da noite quando abri a porta da limosine,olhei o portão e senti a presença de longe.Meu cora-
ção palpitou por dentro,luzes acessas,deu para ver ao entrar fechando o portão e simplesmente seguir pelo gramado.Não somente
o maldito mas Hyarian estava,arrepios.

"Mas o que eles fazem?".Ouvia sussurros vindo de dentro antes de entrar,me deparei com os dois conversando.Vi como Aziel olhou-me
friamente.Ele trajava um longo casado de veludo em tom vinho,botões de prata e camiseta de algodão por baixo branca,a calça justa
fazendo novo conjunto com o pá de botas me foi chamativo.

"Graças que chega,graças".Não fazia muito tempo que eles tinha chegado,mas compreendido."Pensei que não viria".Ele riu,riu ao le-
vantar-se,Hyarian manteve-se sentado em sua quietude.Foi quando desejei nesse momento tomar chá,porém,não percebendo Aziel
me tomou mais tempo antes deu ir para cozinha.

"Tenho que admitir...Não esperava uma casa assim".Respirei fundo antes de caminhar a cozinha,temia não poder apreciar chá.Ainda
por cima porque eu jazia muito nervosa nessa visita continua."Agradeça ao Lestat,seu pai maldito,não e? Acho que mesmo eu desejan-
do todo silencio e simplicidade,ele não permitiria".Ele cruzou os braços arqueando a sobrancelha.

Foi quando senti que poderia prosseguir,fui até a cozinha e graças que não demorei para preparar meu chá.Enquanto isso ouvia da
cozinha a conversa de Aziel,o insistir para que fossem a casa de Lestat."Não há nada demais! Não há!".Repensei em tudo,pensava
nesse momento nos detalhes das vestes de Hyarian.

Uma simples camisa de seda cinza,calça de corte clássico negra e sapatos no mesmo tom,cabelos amarrados para trás.Bem! Coloquei
meu chá na xícará e pondo ao lado do recipiente de biscoitos na bandeja,segui para sala.Pude sentir no ar como aqueles dois nas últi-
mas noites se afeiçoavam.'Frieza Samantha...Frieza'.Pensei ao colocar a bandeja na mesa de centro e olhar para os dois.

"Aziel sabe que Lestat não mora longe,não sepa patético...Vosso golpe foi demais para ele,e o minimo necessário seria ir lá,conversar
com ele,tudo isso".Ele me olhou de modo sensitivo."Acha que o amei em vida?O odiei e o odeio em minha morte".Ah,infeliz! Tive vonta-
de de bater nele,e ao atreve-me a levantar-me Hyarian me segurou por trás.

"Calma,calma...Não vamos começar uma guerra em família certo?".Aziel riu ao se recompor e voltar a seu lugar exatamente como eu
fiz.Nos envolvemos em logas conversas,porém,evitei falar de mamãe não somente por Aziel não lembrar nitidamente dela,mas pela á-
cida presença de Hyarian.

Foi assim até eles decidirem."Vou lá,e garanto que se Lestat me expulsar da mansão,o queimo,há,se queimo".Ofeguei ao levantar-me
os olhando,tinha acabado de deliciar-me com meu chá e biscoitos doces amanteigados."Não há o que temer".Os segui conforme sairam.
No jardim me deu nos nervos apareciar como Hyarian segurava firme a mão de Aziel,como ele o olhou de lado mantendo a mão em seu
rosto e beijou Aziel.

'A onde fui parar?'.Antes deles sairem vi que tinha postagem na carta de correios,peguei o envelope apressada."Virá Samantha?".Não
iria,meu sinal foi claro ao virar-me olhando o envelope antes deles sairem."Não...Digam ao Lestat que o verei na próxima".Sozinha na
sala ao sentar-me no sofá abri e vi que era de Lilith.

Em minha idade tinha frieza,e agi mantendo a frieza conforme lia rapidamente a carta passageira dela,e me surpreendi por ela anexar
um endereço particular para eu responder.As palavras eram singelas,claras como águas de lagoas.Meu coração bateu forte,forte como
trovão conforme lia.

"Samantha se sabe de tudo,se sente responda...A decisão de vê-la não requer a mim! Mas ao Lestat Samantha! E com ele que tem que
resolver tudo isso! Sobre seu pai,ainda não compreende,não entende!

Será que pode me responder? Apresso-me,ando sendo sufocada. Ainda precisa saber de muitas coisas querida e juro que mesm envol-
ta em tudo jamais deixei de amar-te.

Assinado: Lilith Chariére"

"Não exatamente Lilith...Não exatamente,agora estou ciente de muita coisa,sim".Foi nisso que subi,no quarto respondi a carta anexa-
do o endereço proposto por ela.Claramente que em relação ao papai nada falei,sequer citei uma palavra de que agora ele jazia tão vivo
quanto qualquer ser imortal.

Lacrando o envelope corri a caixa de postagem,lá coloquei e afastei-me olhando a caixa."Céus...O certo se fecha".Brami,olhei os céus
solitária,sentindo dor no coração."Acha que nada sei,mas não exatamente isso Lilith".Brami.Nisso virei-me caminhando em direção a ca-
sa,ia dormir,necessitava.Que os trovões do inferno ecoasse.A realidade sempre e como um certo.

***Continua***
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Samantha-Cap 45

Mensagem  Ana Nery em Sab 4 Jun - 13:33:49

***Continuando***

Acho que sentir a transformação espiritual que jazia dentro de mim me foi sublime.Necessidades para que possamos compreender e sentir tudo
o que nos e dado.Nem sempre os momentos são como pressentimento,aceitação. Será que isso e como malva de caridade? Não sei,nunca irei
entender,jamais.

Acho que o fato de minha pessoa jazer a procura de compainhas e aventuras transformativas,me passou a ser o necta da existência.E como as
pessoas andarem como um corvo,voarem para depois pousarem sobre os mares que lhes é tão desejado.Avante foi o que pensei apartir daquele
momento,e foi avante que continuei ao decorrer das semanas.

Meus dezesseis anos chegaram e junto dessa idade algo imediato e conceituado a respeito do que minha pessoa esperava.Ah! Nunca esqueço a
noite em que ele veio,o pacato Hyarian que pelo visto tinha investigado todos os conceitos meditativos.Tinha sido um começo de noite maravilhoso
ao receber uma rápida visita de Lestat e Thalwa,mas preciso respirar.

Respiro para retomar minha condição de menina.Tínhamos nos despedido fazia duas horas,eu me encontrava lendo alguns exemplares com que
eu me apaixonei.Sem duvida de que me foi assustador ouvir a batida na porta.Foi apartir desse momento que o presente começou a ser-me da-
do."Está em casa Samantha?".Quis ele saber.

"Hyarian".Brami olhando a porta,me mantive deitada de lado sobre o sofá,nisso levantei-me indo em direção a porta,a abri e vislumbrei Hyarian
me fitando já ciente do que veio fazer em minha casa em plena noite de meu aniversário."O que vens fazer aqui Hyarian?".Ele assentiu entrando
e fechando a porta,me manteve silencioso por alguns momentos e somente disse ao sentar-se no sofá."Quero levá-la para conhecer o lugar que
eu moro".Silêncio.

"Por quanto tempo ficarei lá?".Ele respondeu dizendo que alguns dias e quem sabe de algum modo a vossa pessoa reaveria alguns conceitos
preciosos.Foi como emblema de montagem e proclamei a tudo que me era necessário.Apartir dai estava ciente de que minha pessoa ia ter o
momento mais paciente de minha existência.

Será que isso era certo? Não sei e claro,não sei,mas foi,foi como se a necessidade me fosse surreal.Gradualmente minha pessoa ao decorrer da
realização da vontade de Hyarian se viu envolta em seus braços,isso ao irmos até os fundos do jardim,e ele não se importou quando eu fechei
os meus olhos em alçar vôo.

Graças que esse presente veio em um momento certo,dessa forma tudo se mantinha na devida ordem,e foi nisso que pressenti,assenti com toda
a minha força anciã.Foram horas de viagem,senti enquanto jazia em sonhos que Hyarian dava a volta nos céus,a volta plena para que chegasse-
mos em segurança,não somente eu quanto ele.

Não senti quando cheguei,mas acordei em um imenso quarto iluminado com algumas velas sobre uma mesa ao lado da cama.Me sentei sobre a ca-
ma movendo as mãos sobre a cabeça.Olhei de lado e vi que Aziel jazia sentado na cadeira me fitando." Pensei que ia negar ao presente dele".O
que ele queria dizer com isso? Não sabia mas minha pessoa tentava compreender secamente.

"Arrume-se,vamos sair".E ele saiu ao ir em direção a imensa porta,somente ao levantar tive noção do lugar em que estava.Pelo visto era uma es-
pecie de fortaleza antiga,mas com retoques da modernidade.Será que mesmo assim ele compreendia? Vi pela larede de pedra luza em contraste
com as velas,acendi as luzes e o lutre brilhou,o vento veio da imensa varada e vi que estava em uma das torres ao ir ver a paisagem na varanda.

"Isso e muito sinistro".Disse conforme voltei a entrar no quarto.A cama era imensa e a forrei rapidamente.Vi sobre a mesa a onde jazia os carti-
çais para velas que tinha um conjunto de roupas.Aziel o escolhei dedo a dedo.Me vesti,se tratava de uma saia de cor cinza de certim não muito
curta,botas negras de salto baixo,camiseta de algodão macio.

Escovei os cabelos rapidamente e sai olhando as lindas tochas em linha retas sobre as pareces.Que contraste com os toques modernos.Isso fez
meu coração bater forte.A linha em cada lado das paredes era linda,linha reta.Segui e desci a escada e soube que eles iriam caçar,francamente
a minha pessoa não sabia no que isso ia dar,mas tinha que prosseguir.

Aziel tinha se trocado,colocado uma calça de bom corte de cor negra,a camisa de seda em tom rosa-escuro me surpreendeu,isso ao fazer contras-
te com seus longos cabelos ruivos e lisos indo até a altura da cintura.Como sonhei! Hyarian pensava,pegou firme minhas mãos,ele tinha escolhido
um sobretudo negro,calça justa no mesmo tom com botas fazendo conjunto,somente a camisa de cetim por baixo de cor branca se destacava.

Ele riu."Tenha calma minha querida".Bramiu ele beijando meu rosto.Era como se tudo se transformasse e por Kalawina está fora Hyarian assim
que saímos fechou as portas.Vi o chafáriz iluminado derramando suas águas e a imensa muralha pedregosa envolvendo a fortaleza,vi a fortale-
za por completo agora com tochas acesas em sua fachada e as torres se erguendo aos céus.

'Assustador".Brami em mente e nisso ele soube.Finalmente nas ruas vi que o lugar era tranquilo e prefiro manter secredo em relação ao lugar
em que a fortaleza de Hyarian fica para não atrair problemas,correto? Muitas arvores,céus,como havia arvores.Andávamos como se tudo isso
me fosse aceitação.

E passou a ser conforme nos direcionávamos em direção ao lugar.Somente quando atravessamos quarteirões e que Hyarian parou enfrente
a um prédio,sua pessoa olhava isso tudo como se lhe fosse necessário."Ele não está aqui Aziel".Aziel riu o olhando de lado."Vamos,deve está
em casa".E fomos,como eles desejavam tal vitima alheia.

A mansão era enorme ao chegarmos,enorme.Sei que entramos pelos fundos.Percebi em uma rápida troca de pensamentos que Hyarian tinha
escolhido uma espécie de pessoa que trabalhava com lavagem de dinheiro.Será mesmo que eu compreendia a gravidade de tudo isso? Não sei.
Mas compreendi quando na sala vislumbre as chamas vindo da lareira,o homem tomando vinho e finalmente Aziel lhe tocou por trás.

"Lembra-se de mim?".O homem assustou-se! Deu um pulo e viu como Aziel andou atravessando a sala,foi como se trovões ecoassem em minha
mente.Hyarian apreciava tudo."E,acho que seu tempo acabou".O homem implorou,pelo visto Aziel tinha feito algumas visitas particulares em re-
lação ao homem.

Pobre dele,pobre dele ao sentar-me e vê-lo ser atacado por Hyarian."Fique frio Aziel,estritamente frio".Pediu,e como me foi assombroso ver
os modos como Hyarian fazia o homem se curvar,ele que gritava implorando."Morra com dignidade filho,não mandei ser um invasor maldito em
meu território".Respirei fundo e estando por trás Aziel deixou-se servir-se.

"Isso querido,tenha calma,não disse que ia esquecer,jamais esqueceria".Aziel agora bebia,bebia com delicadeza.Hyarian segurava o infeliz
pela frente,Aziel movia suas mãos sobre seus ombros com força,tinha os dentes na garganta do infeliz."Isso,aprende rapidamente".Que mo-
dos pensei,mas Hyarian se afastou,ficou fitando o homem que o olhava ofegante.

Sentado ao meu lado cruzou as pernas,esperava Aziel servir-se."Consigo passar noites sem beber e futuramente não terei necessidade.Ele
me assusta,Aziel e poderoso mas infelizmente tem fraquezas".Pensei,olhava papai se servindo,agora ele que puxava o homem por trás."Eu
não entendo dessas coisas".Terrível,não?

Somente quando Hyarian soube que era chegado o momento se aproximou,abaixou-se a frente movendo os dedos sobre o rosto de Aziel.
"Chega,vamos pra casa".Será que Aziel iria? Somente quando olhou para Hyarian o beijando e que pode responder."Sim...Sabe que sou vo-
raz a ponto de desligar-me da morte".Hyarian riu,pousou as mãos sobre os ombros de Aziel ao levanta-lo em ajuda.

Somente quando Hyarian teve certeza que Aziel tinha se alimentado de forma limpa e que saímos.Em nossa chegada na fortaleza vi que a
Kalawina nos esperava,tinha chegado e ficado a nossa espera.Pela primeira vez vi ela em ser,carne e osso.Uma mulher alta de pele clara
e cabelos ruivos,tão ruivos que o vermelho se destacava na escuridão.

Os olhos verdes cintilavam logo de longe,ela jazia encostada na muralha de braços cruzados,nos olhava nos aproximar como se tivesse me-
do.Usava vestido de algodão de cor azul-turquesa,as alças finas deixavam seus ombros a amostra,pensava.Friamente ela olhou para Aziel.
Pode tocar em seu rosto."Maldito...Espero que sua necessidade passe logo".Isso fez Aziel sorrir,vi as sandálias delicadas aos pés dela e isso
me fez ter inveja.

Estupenda beleza,isso,sim.Só atreveu-se a olhar para mim quando entramos,o portão se fechar."Tens notícias de Lunnes,Samantha?".
Isso me foi frustrante,mas sobrevivi ao responder conforme andávamos."Não e claro...Só o vi apenas uma vez,o bastante para eu de-
sejar suicidar-me"Isso a fez arquear a sobrancelha e somente quando no salão sentamos ao sofá e ela pode concluir.

"Nem sempre somos nos mesmos".Há,sim,ela estava certa,enquanto isso Aziel subia com Hyarian,pelo visto os dois iam ter sérias trocas
de momentos."Aziel não sofre correto?".Kalawina estava preocupada,vi quando olhou o teto pensativa ao manter-se sentada ao meu la-
do."Sinceramente não sei,mas o fato dele ser poderoso e ter que caçar com freguência o irrita.Ele odeia caçar,mas enquanto o tempo se
passar será assim,ele terá que suportar".Compreendi.

Foi nisso que conversamos,cheguei nesse momento a trocar algumas idéias com ela,principalmente a respeito da presença que eu tinha
entrado em contato,foi como pressentimento para ela."Tome cuidado,pelo que sei há muitas coisas guardadas vindas da parte de vossa
mãe".Compreendi e isso me fez triste por alguns momentos.

E como o tempo se passou,se passou para subirmos e finalmente entramos no quarto dela e de Hyarian.Aziel se encontrava artomenta-
do como se algo o tomasse,irritasse de verdade."Tenho que evitar e vou evitar".Hyarian o respondeu."Evite e irás enlouquecer,tento
llhe ensinar,mas está difícil! O sangue se fortalece com o tempo Aziel e até lá,vossa sede será de um mero filhote!".Kalawina olhou quan-
do Hyarian saiu,ele estava irritado.

O seguiu e nisso sentei-me ao lado de Aziel."O que teme querido?".Ele olhou-me frustrado,tinha chorado,vi as gotas de sangue em seus
olhos chamuscados,ele apertava a base da cama."Odeio matar,somente isso".Respirei fundo,pude beijar seus olhos.Acho que se Lestat
estivesse com ele o ensinaria melhor,quem sabe lhe faria desenvolver mais paciência.

"Se o sangue se fortalece com o tempo,logo,logo será como Hyarian,Thalwa,até mesmo Tompei...Pouco terá que alimentar-se".Ele riu de
lado em frio pensar,rancor."Aziel nada mesmo lembra de Lilith? Nada?".Ele olhou-me,moveu os dedos sobre seus lábios,ainda podeia sen-
tir o sabor de sangue."Samantha lembro de tê-la conhecido em meu desespero,da decisão dela,mas não do nome dela".Como isso me foi o
pior momento.

Foi como provação."Entendo,entendo".E nisso eu tinha completado e chegado aos meus dezesseis anos de forma gloriosa,passei as próxi-
mas duas semanas de forma tenebrosa.Me foi maravilhoso andar nos bosques a noite,nadar nas lagoas próximas,até voltar a acompanhar
os malditos nas caçadas.

No momento em que ia embora Aziel decidiu me levar,sem duvida de que me foi a melhor opção.Lestat estava a minha esperava nessa noite
e tinha sentido de longe a intenção de Aziel em trazer-me de volta.Os dois conversaram friamente a respeito de algo,em sussurros e ficou de-
cidido ao falarem comigo que a casa em Paris seria minha.

"Ela será restaurada Samantha e tomará pose dela,poderá passar férias lá".Que terror! Lestat disse isso como se fosse fácil eu suportar,e
tentei.Nisso fiquei devagando entre os dois,eles que olhavam,trocavam farpas e eu sentada no sofá.Havia chegado e junto disso a bomba
de terror.Comprovações e insinuações.E sempre nisso que minha maldita família pensa.

***Continua***
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Samantha-Cap 46

Mensagem  Ana Nery em Sab 4 Jun - 14:53:08

***Continuando***

Acho que presente melhor não poderia ter sido me dado.Foi dessa forma que tudo acontecia e claro.Estava decidido e na noite seguinte em
que Lestat e Aziel me deram a notícia,eu sabia que as obras na casa em Paris entrariam em andamento.Mesmo Aziel tenso passado vosso so-
no com Lestat,soube nesse momento de troca de farpas entre Lestat que ele havia ido embora logo no início da noite.

O olhava sentado na mesa da cozinha,e eu que comia pizza."Lestat essa casa,acha mesmo que tudo valerá a pena?".Ele me olhou com tanta
frieza que sofri por dentro.Suas vestes me atraiam por serem calça justa em tom azul-marinho,bota pesada e preta,camiseta de algodão em
tom vilho,o cordão com pingente de camafeu me atraiu em todos os detalhes.

"Samantha a quem mais nessa vida eu e Aziel daríamos o que e nosso? Veio para ser nossa herdeira e em troca Samantha tudo que eu quero
e um herdeiro...Qualquer ser que venha de ti e meu filho".Como tive vontade de bate-lo,mas compreendi,tomei ar para que nem uma loucura
fosse cometida nesse momento tenebroso e insensato.

Tomei alguns goles do doce vinho.O olhei respirando fundo."Um herdeiro...Me ama a tal ponto de desejar isso? Um herdeiro? E como ele seria?
Diga-me Lestat".Ele levantou-se rindo.Pode levantar-se e tocar-me por trás sobre os ombros."Ah,meu amor...Meu doce amor...Seria tão doce
quanto vossa mãe inocente e negra,porém,tão ingrato quanto vosso irmão".Irmão?Como assim irmão?

O vi ao afastar-se e mover-se para sentar-se novamente."E isso mesmo...Mas eu desejaria um homem,um macho! Chega de mulheres,há mu-
lheres que emanam orgias por demais nessa família".Que modos,pensei silenciosa ao fitá-lo.O tempo passava e me mantive ciente de tosas as
palavras de Lestat.

Pensava friamente.Ele disse antes de ir embora que logo,logo me avisaria,me daria a notícia da conclusão das obras em Paris,e prometeu-me
a contra gosto que logo,logo passaríamos noites lá."Continue meu amor,eu anjo,continue e quanto estiver livre,estaremos em Paris".E lá se ia
o maldito,ele que atravessou as ruas e eu entrei fechando o portão.

Logo,logo eu ia para o quarto,e quem sabe me envolver-me.Terminei de beber o vinho na cozinha e entrei no quarto tomada de coisas alheias.
Olhei o teto e lembrei de Khayman por alguns momentos.Movi a mão a frente e olhei a aliança no dedo,lá estava a eterna promessa,céus,e eu
queria saber quando ia se realizar.

Tremi por completo e a bebedeira de viinho me fez ardomecer,a chuva começava a cair e eu deitada na cama cochilando friamente.Como meus
sentimentos estavam em jogo: O desejo por um herdeiro definitivo de Lestat,minha aceitação para com Aziel,as obras na casa em Paris.Nesses
meus delírios eu queria saber de tudo isso valeria a pena,se isso tudo valia a pena.

Proclamações imediatas e necessárias,mas eu sobrevivia,e soubesse nesse transe que começava a ter orgulho de mim,passava a ter mais for-
ça.O que me despertou foi a presença,a voz em minha mente.'Estou na sala,venha a mim Samantha'.Era o maldito,brami ao abrir meus olhos e
ter ciencia de tudo.

"O que quer de mim?".Quis saber,e foi nisso que nada veio em resposta.Na sala depois de descer o vi sentado ao chão sobre o tapete,a larei-
ra jazia acesa."Samantha não deixaria a change passar".Sentei-me na poltrona,me irritava ao saber que um ser que quase me matou da ultima
vez jazia perante mim.

"E muito atrevimento Redenção,imenso atrevimento".Ele riu,riu ao levantar-se,pode curvar-se perante mim,tinha meus braços curvados sobre
a base da poltrona."Se quiser a levo ao encontro de vossa mãe".A seriedade de tudo me foi consumada e estreitada como se tudo isso se trans-
formasse em perfumes.

"Maldito,sabe que faz-me sofrer,e como me faz".O questionei em seguida da ligação de tudo e ele disse."A vi no passado,a vejo no presente
e sem duvida que a verei no futuro".Será mesmo pensei conforme o olhava,e pelo fato dele ensistir tive que agir."Redenção vai e consigo le-
ve o recado de que não me e necessário,se ela quiser que ela enfrente a tudo".Ele olhou-me lenvantar nisso esperou para desferir o tapa em
meu rosto.

-Foi ela que enviou-me aqui! Sou o caminho até ela Samantha e mesmo assim a chuta como se nada fosse! Ela perdeu tudo,tudo para dar-te
a vida novamente já que a tinha reencontrado e a seu pai! Não seja patética.

"Vai ao inferno! Não pedi nada,não pedi nada! Tenho a sensação de ter coexistido no passado e agora nada lembro! E isso a que chama de pre-
sente? Sei tolo!".Não esperava minha força avançar sobre ele,minha força agir sobre ele como se tudo fosse destruidor,ele abaixou-se conforme
eu movi minha mão a frente.

"Vai embora,vai embora e leva consigo minha mágoa e negação! Vai-te embora e diga a ela que tivesse lutado! Chega de mentiras".Tinha
meus olhos chamuscados porque queria chorar,imensa dor.Ele olhou-me antes de sumir."Sem duvida és a poderosa,a imaculada,a tudo da
família.Sem duvida és filha de Aziel e Lilith".O que ele queria dizer?

Sentei-me movendo as mãos sobre meu rosto,isso tudo fez-me triste,eu tremia.'Deveria repensar friamente Samantha...Fos-te mais do que
isso no passado'.Eu tremia,fiquei desse modo conforme a presença dele sumia,apartir dai minha loucura por Khayman voltou,voltou mais em
destreza e calor.

Nunca o quis tanto perto de mim,nunca! Foi somente com essas ameaças que esse algo despertou perante minha pessoa.Por uma semana o
meu chamado ecoava,ecoava para ser atendido.Juro que apesar de meus esforços para encontrar Khayman eu não esperava que ele respon-
desse,viesse.

Havia se passado a semana e Lestat exigiu que eu fosse visitá-lo,até valeu a pena porque vi Gabrielle.Havia voltado e entrado pelo portão.
Foi como assombro vislumbrar Khayman sentado a beira da escadinha da varanda.Eu olhei-o espantada."Khayman".Brami em olhares.Foi co-
mo meu coração queimasse por dentro.

Ele levantou-se conforme andava.Como estava belo! Tinha escolhido calça de bom corte,sapatos em tom escuro fazendo par com a calça e
a camisa de linho puro era de tom greme,de uma delicadeza só.Os botões metálicos cintilavam na noite."Me chama como louca,uma louca e
assustei-me por essa noite".O olhei quando pude abraça-lo.

O calor dele era poderoso."Não me renegue,por favor".Ele olhou-me,tinha seus dedos sobre meu rosto,seus cabelos escuros soltos,vossos
olhos chamuscados.A caça tinha sido voraz pensei."Como assim Samantha?".Ofeguei movendo meu rosto sobre sua camisa,senti todo seu
perfume."Nada...Só esteja comigo".Ele riu,moveu suas mãos por trás de mim.

"Loucura".Bramiu,e entramos em seguida.O mandei ir em direção ao quarto.Sozinha na sala me desesperei,meu vestido de lã devidamente
escolhido para a visita a Lestat era de cor amarela,mas o tom oliva me era sublime.Mas nada disso emportava,acho que sem duvida era meu
momento de seguir.'Ele está aqui não e?'.Pensei ao fechar a porta na chave,apaguei as luzes e subi.

O vi pensativo conforme andava pelo quarto,ele viu-me entrar assombrado,para ele eu era uma aparição."Age como maldita,me chama na
vossa loucura".Ele tremia porque mal compreendia os motivos."Não seja tolo!".Brami em riso."Esqueça a fúria de Maharet,esteja comigo e
tudo estará certo".Pareceu-me um coitado ao lamentar.

"Juro que nada sairá daqui".Ele olhou-me como um cão lamentando,temia a muitos."Khayman! O chamo para meu leito e agora me renega?".
Nada respondeu,tinha seus lábios tremulos enquanto me olhava.Ele sentou-se conforme me fitava,tremia,e como tremia."Não faça coisas
a qual se arrependa,conhece pouco de mim e Maharet viria a vossa procura".Eu ri.

Movi meus dedos por seu rosto."Se for assim,morrerei feliz".Eu ri,ri conforme pude desferir meus beijos e seus lábios,conforme brincava com
vossos cabelos ao acariciar os fios macios."Samantha....".Estava feito e me sentia feliz,feliz por alguns momentos.Mantive-me esticava por
cima dele,o beijava com delicadeza,quem sabe o pouco mais de voraz sentimento lhe adiantava algo.

"Diga que está pronto,pronto somente pra mim,eu estou e tu?".Ele moveu seu rosto de lado,nisso toquei em seu queijo e quis saber,pergun-
tei novamente."Somente para ti? Isso e loucura".Eu ri,voltei a beijá-lo.Um ser ancião mas que fora transformado em plena juventudo."Sim,a
minha pessoa pode sentir de longe".Ele gemeu nesse momento.Nisso pude começar a desabotoar sua camisa,eu mantinha minhas pernas en-
tre-abertas na altura de sua cintura.

Botão por botão eu o fiz,aos poucos pude sentir a maciez de sua pele,tudo de si."Oui...Afeituoso és e isso me basta".Ele riu,riu quando pude
mover seus lábios por sua garganta."Foi meu escolhido assim que bati meus olhos em ti querido".Ele silenciou-se,agora pude desejar,desejar
ao vê-lo virar-se por cima de mim,senti arrepios conforme ele movia sua mão por minhas pernas.

"Hum...Hum...".Foi somente o que respondeu,o bastante para beijá-lo,para ele ceder mesmo em prantos,choro,senti isso ao ouvir alguns grui-
dos e lágrimas caíndo em mim."Sou o pior dos piores".Eu ri."Esqueça o que viveu no passado,esqueça...Maharet terá que aceitar tudo isso,até
mesmo os outros".Isso fez-me quente,quente porque ele beijou-me,pode aos poucos movendo os dedos por trás me despir,puxar meu vestido
para jogá-lo de lado.

A quietude foi minha compainha,principalmente ao mover minha mão entre sua calça e encontrar o que queria.'Ainda por correto?".Ele não res-
pondeu.Olhou-me apavorado."O que faz!?".O olhava,isso havia me esfriado mas indaguei."Khayman não me diga que não pode satisfazer uma
mulher".Ele mal respondeu quando o beijei e senti o calor o tomar."Céus...".Murmurou e quando ele cedeu,tentou,eu senti vosso calor.

Nunca esperava ser como foi.Gemi alto,muito alto conforme soube que ele sabia me satisfazer."Age como insana".Disse temeroso,e foi nesse
momento que o puxei mais para junto de mim.E céus,pude ser plena,ser mulher pela primeira vez entre anos! Ao passar do tempo nessas cari-
cias nunca esperei que ele fosse apto o bastante para tornar-me plena.

O beijava,fazia carinhos em seus cabelos,jazíamos unidos como se tivessemos travado uma guerra para acontecer.Ele era pleno,voraz.Acho
que tamanha ousadia minha fora um pecado.Gostava de conforme ameaçava fritar ele me beijava,afogava meus gemidos temendo que algo
chamasse atenção.O vento vinha pela varanda.

Com isso nos encontrávamos afoitos,afoitos em tê-lo sentado de encontro ao espelho da cama,seus lábios movendo-se entre meus seios e a
minha pessoa movendo-se em prazer conforme continuava transando com ele.Era sutiu,sutiu,mas o bastante para eu chegar aos céus confor-
me encheia-me de prazer ao ter seu maldito orgão dentro de mim.

'Foi me queimar e sei que nada tu pagarás por isso'.Ri com vossos pensamentos,ri como se ele temesse mais por ele do que por mim.Olhei o
teto quando ele moveu-se sobre mim,curvei as pernas sobre sua cintura,e o orgão me entrou com mais força,o bastante para eu gritar,dei-
xar meu rosto mover-se para trás,e continuamos,continuamos por uma grande parte da noite.

Ao fim de tudo a gradual situação,cansaço.Eu olhava o nada,a varanda,a noite vista da varanda.Khyaman jazia deitado por trás de mim e
murmurava coisas em meus ouvidos."Não vai demorar e poderemos está longe daqui".Me virei o olhando."Será?".Ele riu,moveu sua mão pe-
lo meu rosto."Se quiser a seguestro".Infelizidade pensei.

Khyaman depois de tudo foi embora,embora mas cheio de dor,imensa dor.E somente isso que posso descrever antes de dizer que Maya na
note seguinte veio,reapareceu enquanto eu conversava com Lestat.As ameaças foram consumadas,acho que o desespero dela em ter uma
resposta profunda a respeito de Lestat era imediata.

"Não posso prometer nada! Somente eu,eu sou capaz?".Maya disse enquanto encarava Lestat sendo ajudado por mim no jardim."Não somen-
te tu,mas a qualquer próximo de ti".Ele a olhava,tremia,sentia dor perante os tapas dela.Em questão de momentos após sua ida,Thalwa apare-
ceu e somente assim Lestat foi obrigado a dizer.

Dizer a respeito da perseguição do que chamada Arpias."Explique".Pediu ela ao sentar-se ao meu lado.Ele nos olhava passeando a mão pelo
seu rosto ainda dolorido pelos golpes de Maya.E ele começou,explicou detalhe por detalhe a respeito do reino delas,do que elas necessitavam
perante as dificuldades.

Thalwa ouvia tudo,tudo.E eu preocupada não somente com Lestat,mas com o pobre Khayman que foi feito de brinquedo por mim em nossa
noite trevorosa.Como consumar tudo? Como? Logo,logo as obras na casa de Paris estariam concluídas e somente lá quem sabe voltaria a vê-
lo.Tenso era o momento,tenso foi toda as palavras de Lestat.Uma procura a Arpias começava e Thalwa queria ir a fundo nisso.

***Continuando***

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Samantha-Cap 47

Mensagem  Ana Nery em Dom 5 Jun - 14:23:12

***Continuando***

Será qie as vezes nois somos cientes do que verdadeiramente possamos entender? Não sei,nunca saberei,mesmo assim eu
definho em saber que muitos momentos deveriam ser esperados e foram,foram conforme eu começava a me entrosar com
os futuros acontecimentos.

Será que e dessa forma que possamos sentir tudo o que viémos a ser feitos para sentir? Não sei,nunca saberei.Apenas sei
e pressumo que minha conclusão e consciência me levavam a prosseguir,e não posso falar a respeito do que Thalwa e Lestat
tramaram essa noite,mas foi o bastante para eu me arrepiar ao prosseguir das noites e finalmente ir visitá-los.

Sabia que seriamente eles estavam a caça de algo depois desse tenso momento de conversa em minha casa,estavam a caça
e somente eu sei que o prosseguir e imediato e sincero.Eu senti ao decorrer dessas duas noites a presença poderos deles e
de seus próximos,a presença poderosa ecoando no ar.

Isso provocou-me sérios arrepios e foi como me levar a esse momento tão precioso.Eu havia na 3° noite desejado saber e ir
ao encontro deles e fui,fui para sentir assim que cheguei enfrente ao portão da mansão de Thalwa e de Lestat o que aconte-
cia.Havia sido Gabrielle que me atendeu,graças que ela se encontrava presente.

Vi a poderosa e bela dama surgir assim que abriu o portão,trajava uma saia em cor verde rendada e a camisa de algodão no
mesmo tom fazendo conjunto,seus brilhosos olhos azulados me fitavam,e vi o riso."Ah,querida acho que veio em um péssimo
momento".Como assim quis eu saber.

-Entre,não deve ficar se enfatigando com coisas terríveis,tomadas como se nada fosse pecaminoso. Venha,de qualquer modo
pelo seu tormendo ecoando,Lestat e Thalwa esperavam vossa vinda.

Senti o medo no ar.Graças que eu tinha ido assim que vim de meus compromissos.Na sala ouvi gritos,desespero de alguém,eu
senti meu coração mover-se,sentir-se balançado.Gabrielle me fitou como se não esperasse minha reação,e somente compreen-
di quando desci com ela pela escada do porão.

Ah,céus...Me foi terrível presenciar aquela arpia sendo atiçada.Era uma arpia,ela tinha cabelos ruivos lisos,jazia ajoelhada pe-
rante Thalwa,Lestat a segurava por trás,não sabendo que Louis jazia presente me surpreendeu.O vi de pé mantendo os braços
cruzados a observar.

"Quis fugir,não disse que seria piedosa...O que acontece em vosso lugar para vires ao nosso encontro desejando algo? Acho
que vocês perderam a noção do perigo".Thalwa havia sido ácida,seu vestido de lã em cor oliva moveu-se com vosso andar,os
seus longos cabelos negros e lisos brilhando de tão bem escovados.

Lestat tentou algo,vi como ele apertou firme o segurar das mãos fazendo as unhas entrarem na carne-espectral da arpia,ela a
gritar,ter suas asas fechadas."Vamos ou vai desejar que eu mande as minhas almas novamente ao vosso reino?".A arpia olhou
como se sentisse medo,os seus olhos violetas passendo em medo por Thalwa.

"Por favor! Faça tudo,tudo! Menos mandá-las ao nosso reino! Ele,nosso lugar em que moramos e surgimos já está destruído o
bastante para vir mais sofrimento".Thalwa arqueou a sobrancelha,nisso Louis aproximou-se,sua longa túnica movendo-se com
seu andar,ele sussurrou coisas em seus ouvidos."Seja calma,seja reflexiva".Thalwa o olhou de lado.

Foi quando Lestat de raiva apertou mais e as unhas cortantes dele cortaram mais a carne-espectral da arpia."Quero saber como
o coração que procuram e encontrado,como ele servirá".A arpia gritou para depois responder,ofegou."A teia a perfeita,mas isso
enquanto nossa arvore que nos prover vida,os frutos da vida e viva,ela morre e há de jazer um coração desprovido de maldade
dentro dela para continuar viva".Céus,que pavor.

Eu me atrevi a abaixar-me perante ela,ela que olhou-me com dor,sofrimento e isso me foi o bastante para querer falar."Querida
seja sensata,acho que para Thalwa comportar-se assim e que o fato de perseguirem ao Lestat a irritou bastante".Me afastei ao
vislumbrar sangue saíndo da boca dela.

"Sabrina e poderosa,nossa rainha,herdeira por direito! O coração jaz aqui e foi encontrando pela trama de teia que a arvore ema-
na ao mundo!".Céus,que pavor.Lestat finalmente afastou-se e pode limpar os dedos das mãos conforme Louis lhe entregava um
pano."És louco,como és louco".Lestat o beijou,beijou ao Louis só por causa da raiva o tomando.

Ouvir o concluir do que a arpia tinha a dizer me foi terrível."Thalwa! Pode ser poderosa,mas não pense que todos são tão fracos,a
cada ser há algo,tenha consciência disso e...".Ela parou antes de Thalwa falar."Nunca pensei isso apesar de minha desumanidade".
E a arpia disse."Samantha & Lestat...Veja por si,não suporto mais! Que a arvore me leve pra si".Gabrielle me puxou por trás antes
da arpia apagar,começar a secar.

"Ela,ela está secando! O que e isso!?".Brami assustada,puxei Thalwa pelo braço."Faça algo! Faça algo!".Nem Lestat compreendeu.
A arpia havia morrido,e céus! O corpo dela secada,aos poucos virava um esqueleto coberto por pele sequida! Brami movendo meus
dedos a boca,silenciei-me.

Foi como pavor,Lestat aos poucos fazia aquele esqueleto coberto por pele que sobrou da arpia em frangalhos,ele agia e pode colo-
car aqueles pedaços ao centro do lugar,vi como Thalwa agia,ela que olhava,focava vosso olhar e eu enchergava o uso do vosso dom
mais sagrado.

Os restos congelavam de dentro paraforam,ficaram rigidos para depois se quebrarem,virarem pó,somente pó a emanar pelo salão.A
minha pessoa estava fora de sanidade.Que tormento e as palavras da arpia não me saiam da cabeça,não me saiam e isso me fazia re-
tomar meu controle escasso a essa altura."Eu e Lestat".Pensei.

O que ela quis dizer com isso? E,a caça as arpias havia começado e pelo visto as coisas ficavam mais sérias do que eu pensei.Apenas
apartir desse momento eu podia reaver meu controle e sinceramente repensar.Que noite temebrosa,que noite cheia de respostas pa-
ra serem encontradas o mais rápido possível.

Um algo maravilhoso que me veio acontecer no meio disso tudo foi poder sair com Lestat na noite seguinte.Ele havia vindo e pedido
para eu me arrumar,ir passear com ele na práia,e e claro que o assunto da arpia ainda não tinha me saído da cabeça.Foi como malva
e perfumes poder realizá-lo com ele.

Ele estava vestido com tanta simplicidade ao trajar bota-curta negra,calça jeans no mesmo tom e camiseta de algodão macio em tom
oliva.Usava óculos escuros,enquanto andávamos pelo calçadão da práia ele pensava,pensava friamente para não me assombrar mais
do que havia acontecido.

"Aquela arpia,ela mencionou meu nome e o teu,como?".Ele riu de lado,ele segurava minha mão,o vestido de cetim que eu usava me
confortava,a cor clarinha principalmente."Samantha! Disse que elas estão a procura de um corão desprovido de maldade para colo-
car dentro dessa suporta arvore que morre destruíndo o reino delas,mas...".Ele parou,olhou-me ao tirar os óculos escuros,o vento
da noite reverbava em seus cabelos.

"Não sabemos que coração é esse,mas pelo visto a pessoa que o detém está próximo de nois,em nosso seio de convivência e é isso
que assusta-me".Compreendi,respirei fundo e foi somente nesse momento que ao olhar de lado em direção as areias da práia e que
io vi,era Lunnes sentado,pensando."Não disse que ele havia vindo!".Brami ao Lestat,ele riu.

"Vá,pedi pra ele vir,mas deve ter chegado a pouco tempo,deveria está se direcionando a mansão".Troquei olhares com Lestat,e eu
decidi ir,tirei mnha sandália e fui em direção ao Lunnes.Ele pensava,estava triste com algo.A orla da práia de Athena a beira do mar
mediterrâneo sempre e bela com su luar a noite.

Toquei o ombro de Lunnes por trás,ele me olhou como se temesse.Tinha escolhido um casado de cor azul-marinho,camiseta de algo-
dão por baixo,e calça com um pá de botas curtas,ele pensava."Lestat e maldito,ele conspira contra mim".Disse rindo,levantou-se em
seguida e quando voltei-me na direção do calçadão vi que Lestat havia sumido.

Compreendo que estávamos sozinhos e e Lunnes seguímos e com isso começamos nossa caminhada em direção a minha casa.Quem
sabe poderia dá uma boa estádia a ele enquanto jazia na Cidade.Lunnes caminhava ao meu lado silencioso,tomado de algo extremo
e de suma realização.

Foi uma caminhada inquietante e isso me fez bramir coisas em pensamento.Entrando pelo portão minha pessoa repensou em tudo o
que eu pensava saber e foi como sentir caláfrios.Finalmente na sala eu fechei a porta e Lunnes sentou-se na poltrona,ele sentia frio
e com o uso do dom de fogo fez as chamarasm queimarem na lareira.

"Se quiser fique aqui,passe essa noite e fale com Thalwa quando puder,irá embora seguro".Ele riu,riu ao ouvir minhas palavras e eu
sentei-me a sua frente sobre o tapete."Ainda és voraz,se preocupa demais comigo,ainda tenta me mimar como se eu nada lhe fosse".
Silenciei-me e novamente senti toda dor em meu coração,o lamento por ele me conhecer,ser ciente de quem eu sou e eu não poder
lhe corresponder a altura.

"Diga-me! Quer vir comigo aos campos da Noruega?".Eu ri,ri docemente."Claro meu querido menino,seria uma honra".Ele curvou-se
segurando minhas mãos e disse."A levarei amanhã a noite antes de ir embora.Sempre tivesse-te coração puro,a mais pura e ciente
de todas as bruxas de nossa família,poderosa por si".Combinado e estava ciente do que enfrentaria.Desse modo nos envemos em
compainha.

Somente o esperar da futura noite veio para alçarmos vôo.Ia para Noruega apreciar o lugar pacato e misterioro em que Lunnes vive
e o que será que encontrária por lá? Não sabia e se soubesse jamais teria aceitado o convite.A ida acontecia,logo,logo chegariamos
e com isso vivência.Que pecaminosos pensamentos.

***Continua***
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Ana Nery
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Samantha-Cap 48

Mensagem  Ana Nery em Dom 5 Jun - 15:52:56

***Continuando***

Foi gratificante ao chegarmos nos campos e estarmos debaixo da imensa arvore presenciarmos a vinda de Habel.Vi aquela mulher
alta de corpo delicado sair pela porta da casa de Lunnes,fumaça vista ao luar vindo da chaminé.Ela tinha cabelos castanhos com os
olhos verdes,a olhava como se tivesse medo.

Lunnes me segurava ao está sentado na relva comigo.A túnica de linho dela movia-se com o vento,o luar clareava todo campo,isso
fez-me tremer."Chegou e não esperava que a trouxesse Lunnes".Ele riu,riu como se algo lhe fosse importante.Ela segurou-o pelas
mãos e ele levantou-se.

"Não disse que seria bonzinho correto?".E,acho que tudo isso se tornava seguestro e como me foi maravilhoso.Adorava saber que
contra tudo e todos,eles sempre me daríam apóio."Samantha vamos entrar,acho que nada lhe seria tão maravilhoso quanto um en-
sopado".Nossa,ouvir isso de Habel de foi retrocesso de delírio.

Fomos em direção a casa e eu entrei depois dele.Vi a lareira acesa,a sala com mesa,cadeira,as janelas abertas com cortinas moven-
do-se devido ao vento."Nossa,o que mais necessita Lunnes?".Será que ele compreendia minha resposta? Ele foi ao quarto ao entrar
no corredor e isso fez com que eu e Habel nos sentassemos a mesa.Vi o prato cheio de ensopado de legumes e carne.

-Sabia que viria e o fez.Não sente medo? Como uma vampiresa como ti faz isso e sequer come? Habel! Sabia que viria e como soube?

Ela riu como se algo lhe tomasse."O pensamento de Lunnes ecoa de longe queria e sinceramente tudo isso me e maravilhoso.E algo an-
tigo e o desejei fazê-lo,nem que fosse uma vez".Compreendi,rapidamente comecei a comer,a me deliciar,e estava com fome mesmo,eu
sabia que meu estômago necessitava de muitas coisas.

Foi nisso que enquanto Lunnes fazia algo no quarto dei-me a conversar com ela."Não queira entender como vim parar aqui,acho que
eu na época tinha esperado demais para que Lunnes me renega-se".Eu ri,havia limpo minha boca com o lenço."Ah,sim! Desde muitos
anos?".Ela olhou a lareira,o fogo cintilava em vossos olhos verdes.

"Ah,sim,e como...Tu sabe,tu sabe".ofeguei e claro e isso fez-me feliz,os relatos nos escritos tinham sido demais,escritos que eu quar-
do com coração até os dias de hoje."Sim...Acho que fois-te insensata,mas agiu bem".Ela riu,pode saber."Kalawina,sabe como ela anda
Samantha? A muito tempo mal posso vê-la".Assenti tomando vinho,e respirando fundo respondi."Kalawina somente quer saber de cui-
dar de Aziel nesse momento".Ela silenciou-se.

"Aziel sofre em vossa morte eterna,ele sofre ao odiar caçar,não esperava isso".Lunnes havia ouvido ao sair,ele que andou a frente a
fitar-me."Como é?".Ofeguei o vendo sentar-se ao lado de Habel e tudo me foi drástico."E isso mesmo...Não deseje ir a fortaleza deles,
não agora Lunnes. Deixe essa tormenta de Aziel passar,somente Kalawina e Hyarian vão resolver".Lunnes moveu os olhos envolto em
análise."Aziel sofrendo,isso e ilário depois dele implorar pelo sangue".Silencie-me.

Voltei a comer,ia terminar e quem sabe logo,logo sair,poder explorar o lugar.Será que Habel iria comigo? Ah,ela iria,sim,foi o que ela me
disse pouco antes deu terminar meu jantar.E como me deliciava,matava a fome com vontade.Muitas coisas me passavam a mente e para
minha pessoa estavam além do que eu entendia,isso é! Até o momento e vejam o porque deu falar isso:

Nos bosques eu e Habel andávamos,caminhávamos a beira da margem de um rio profundo,os pássaros passavam acima de nois em re-
voada poderosa.As copas das avores se moviam como se toda uma necessidade fosse explorada e isso me foi absorvido por mim.Eu e
meus elos se tornavam pacatos.

A túnica negra de seda negra com bordados em fios de prata me era maravilhosa,aconhegava-me o coração.Habel olhava aos lados,ela
respirava tal ar."Acho que compreendo os motivos de Lunnes ter enlouquecido por ti".Ela riu e foi nesse momento que conclui."Tu emana
a mesma simplicidade milenar que ele".E ela quis saber.

"E os escritos...Os leu por completo?".Tive que admitir nesse momento enquanto andávamos."Grande parte,mas por pressa e dor em mi-
nha alma tive que pular algumas partes,mas quem sabe um dia termine".Ela riu,riu como se fosse uma boneca de porcelana."Habel! Acha
mesmo que Lunnes me ama? Ele me odeia por não entendê-lo por completo?".Ela sentou-se a beira da margem,fiz o mesmo."Não querida.
Seria um erro terrível pra ele odía-la".Eu esperava ela continuar.

"Digámos que o querido Lunnes prefere esquecer,ele entende vossa nova condição".Silecie-me por definitivo,e enquanto isso somente a
Habel emanava vosso poder.Um poder destruídor que a consumia por dentro.Nunca esperei que um ser tão simples como ela e milenar po-
deria ter tanto poder dentro de si.

'Acho melhor não saber a profundidade de tudo isso'.Esse meu pensamento foi como outrora para ela levantar e dizer que ia caminhar,ela
tinha um desejo ínfundável de fazê-lo:Explorar as trilhas."Diga ao Lunnes que logo,logo voltarei".Compreendi e dei-me por satisfeita,isso a
contra-gosto foi o bastante para me perder nas águas conforme ela sumia na névoa do lugar.

Sozinha olhava a névoa pairar acima das águas do rio.Tudo isso me parecia fluído de pura magia.Sinceramente minha pessoa se sentia che-
ia de algo e somente percebi ao olhar as águas.'És insensata Samantha...Use tudo de si'.Como assim? Como ele poderia vir perante toda a
força? "Redenção nunca se dará por satisfeito".Ele riu docemente.

'Não até minha pessoa fazer saber de tudo,até minha pessoa vê-la por inteira,até está ciente e quem sabem junto de vossa mãe'.Isso pa-
ra mim foi frustrante e respirei fundo.Mantinha minhas pernas curvadas a frente e braços também."Esqueça,me sinto melhor assim".Ele riu
e disse antes de fazer a loucura.'Lunnes e mais que isso! Muito mais!".O que ele quis dizer?

Senti caláfrio e levantei-me olhando a outra margem e havia lobos,o vi de pé ao lado dele.O anjo-demônio maldito que fitavá-me como se a
necessidade o fizesse brotar."Isso vai acabar,está na hora de saber por completo".Filho da mãe pensei e ao vê-lo sumir senti vosso toque a-
trás de mim."Para!".Pedi,pedi ao andar para trás e cair ao chão.

"Chega! Não seja patético! Volte para teu lugar e leva consigo minha lamúria".Ele riu,riu ao curvar-se a frente e tocar-me a testa com uma
das mãos,suas imensas asas se abriram."Ah,querida Samantha,vaís voltar,voltar como a poderosa e toda imaculada que foi".Infelizidade,o
vosso olhar agia,eu perdia as forças e somente quando senti o cair da chuva e que apaguei.

Senti toda força agir contra mim e algo me tomar,me circundar: Tudo me era visto,passava-me em meus pensamentos...Não somente o fato
deu olhar aquele bebê ao lado de uma mulher após dar a luz,mas o fato de após isso vários acontecimentos virem: O bebê mamava,a mulher
cuidada do bebê e somente a força dela o fazia viver.

A mulher tinha cabelos loiros,olhos azuis em tom violeta,cuidava do bebê."Ah,sim...Poderoso Lunnes será,será,sim,filho de algo,o meu prote-
tor maldito que herdei".A mulher continuava."Redenção foi infeliz ao possuir vosso pai sem perceber e conceber-lhe.E isso mesmo Lunnes! Um
espírito quando possui a carne concebe,és perfeito".Ele mamava,o bebê mamava com vontade,mal tinha nascido!

A multua passagem foi drástica: "Samantha és infeliz! Não merece está aqui! Volta para teu lugar e cuida dele!".Ela gritava com aquele maldito.
"Não vou! Não seja pacato Redenção!".E ele sumia,sumia como se nada fosse."Isso vai ter volta! Não merece essa vida!".Era como tortura pre-
senciar aquele maldito.

O maldito que queria dá vida melhor a ela."Lembre-se Redenção! Sempre na simplicidade ou a ganância e nosso demônios nos tomam".Isso fa-
zia Redenção chorar,chorar conforme a enchia de beijos e dor."Tu merece algo melhor,eu posso dá algo melhor ao Lunnes".O tapa em sua face.
O pavor dela."Vai-te embora! Meus pais foram queimados! Queimados por nada saberem se controlar!".E ele sumia choroso.

Choroso para na noite seguinte ir ao encontro dela nos bosques do lugar trevoso a fazerem amor sozinhos.Uma loucura consumada,consuma-
da e pelo visto ao passar dos anos.Tudo se passava como trovões em minha mente.Na noite em que ela morreu tinha feito algo terrível! Ten-
tado expulsar um demônio de vosso lar.

Lunnes e seu esposo fora,somente Redenção a espreitar e sair em sua procura enlouquecido."Samantha!".Ele corria,andava entre as arvore
do bosque,e ela tentava escapar daquele algo,gritava."Tira isso de mim! Tira!".Nunca vi mulher tão desesperada,e somente quando ela virou-
se e que Redenção sabia daquele maldito erro.

"Não seja tola! Samantha!".Ela não entendia,estava a beira de um penhasco e somente quando olhou pro alto e viu aquele demônio avançar
dos céus contra e que sabia."Infeliz".Bramiu,e somente os gritos de Redenção foram ouvidos,ele que gritava enlouquecido.Ele que correu até
a margem e viu a mulher lá embaixo sobre o rochedo.

Morta,a mulher morta com olhos abertos olhando pro nada."Pobre de ti! Lilith e Aziel me condenariam por isso! Há como eles me condenariam".
O maldito ficou chorando sentado,gruia em dor,e somente com o tempo encontraram o corpo dela."Céus...Nada há,nada mais há para reaver
a vossa família".E não tinha mesmo.

Foi o que pensei ao ver-me de volta,está em si."Céus...Céus".Soube nesse impasse,nesse impasse que de algum modo papai e mamãe tinham
reencontrado minha cepa genética corporal e finalmente feito um corpo pra mim,respirei fundo,ofegava de medo."Eu,eu...".Olhava a minha vol-
ta,tudo me parecia terrivel.

Gemia de tão nervosa! Acho que tamanha dor me foi pudrida.Sai caminhando devagante e tonta,chorosa pela trilha,chuvia muito! "Eu...Que
erro eu cometi,não sei! Expulsar um demônio,não sei!".Brami repetidamente ao longo do caminho.Entrei na casa olhando as coisas,jazia tonta.
Muito tonta.

A beira do desmaio estava,e Khayman me vinha a mente."Lunnes?".Brami,vi ele sair das sombras e com isso me fitar,eu tremia."Age como se
fosse uma maldita,nunca foi e pelo visto esse foi vosso motivo de morrer".O olhei de lado,e nunca me senti tão plena."Hum...Mesmo jazendo
em segredo o que realmente és? Um bebedor-anjo consumado?".Ele riu.

"Bem! Foi isso que me tornas-te correto?".O olhei e pela 1° vez pude sentir minha frieza natural,imensa frieza,tanto que nunca me foi sentido
o pleno uso de meus dons mentais,acentuados a emanar.Emanava por toda casa,pude ouvir alguns objetos cairem enquanto o olhava,ele que
beijava minha mão."Não seja patético,nunca o ensinei desse modo".Ele riu,riu em choro,mas era alegria.

"Ah,sim...Poucos sabem o que eu sou e o que seria caso esse corpo imortal fosse destruído".O olhava agora e somente quando sentei-me na
poltrona e que ele deu-se a chorar,chorar de verdade."Não vai morrer,não tão cedo a tornar-se um anjo asqueroso ou quem sabe se tornar
ingual a Redenção".Quietude,imensa quietude.

Tinha sido pior do que eu esperava e poder afagar aquele ser sabendo do que ele realmente era me foi doloroso,acho que foi nesse momento
que Lunnes chorou tudo que tinha que chorar,que de algum modo a ligação poderosa que ele sentia comigo pode aflorar,a ligação consumada
que ele tanto esperava reaver se tornava tocável.

Passei mais três noites com ele,nunca trocamos tantos segredos,nunca! Descobri em uma dessas noites que podia mover matéria,poderia mo-
ver células,algo assim,isso ao está andando pelos bosques com Lunnes e matar mentalmente um lobo.Havia chegado perto e conseguido destru-
ir toda sua carne mentalmente,vi como as veias estouravam.

Lunnes disse.'Pecaminoso'.E olhando os céus viu como eu mesma atraia aquelas malditas nuvens deixando chuva cair pra lavar toda aquela
carne pudrida.E,tudo de mim havia despertado e friamente mantive segredo ao está de volta a Athena e ouvir de Lestat em sua 1° visita de-
pois de meu retorno."A casa está pronta! No ferido pode viajar".Poderoso ser,eu senti.

Céus,me era assombroso olhar para ele e sentí-lo tão filhote perto de mim.Lembrava de Lunnes a todo momento.Bem! Tinha que pegar via-
gem e pude rir quando Lestat me entregou as chaves da casa em Páris."Cá está querida,e tua".O olhei."Obrigada e deixa-me sozinha".Ainda
compreendia,eu clamava por Khayman.

Minhas malas foram prontas em pouco tempo e logo,logo nas próximas horas depois desse retorno e prazer consumado,iria para Paris.Meu
momento,somente meu! E como me vangloriava por dentro.Não demorou e céus! Cheguei a Paris tomada,tomada ao sair do aeroporto e sin-
ceramente chorar ao está sozinha na limosine.

Tinha tudo de mim,tudo! Meu precioso Lunnes,meus preciosos provedores de consumação."O que vim pra ser? Ah,céus!".Disse olhando a pai-
sagem pela janela da limosine.Clamava por Khayman,fazia meu chamado ecoar poderoso.Mais forte,acentuada minha mente estava e isso me
fazia feliz.Chegando segui,segui olhando o portão e o fechando ao está no jardim.A casa brilhava,a muralha coberta por flores cintilava nessa
noite clamurosa.

Entrei,fechei a porta,acendi as luzes e vi os detalhes reconstruídos sa sala,a lareira,a cozinha,até mesmo o salão no 2° andar e a salinha antes
do quarto no 3° andar.Toda visão vista:Tudo em seu lugar! A cama forrada,o banheiro,a mesa na varanda,tudo! Jarros,prateleiras,tudo isso!
Até mesmo a mesa de escrever e ler de Aziel jazia lá,e isso foi assustador.

Sozinha clamei novamente por Khayman.Principalmente ao tomar banho nessa noite de reestreia da casa."Ah! Uma vida pacada a três
milênios e agora uma vida de luxo.Justo?".Não sabia mas prosseguia.O meu reencontro com Khayman foi ao passar de duas noites nessa
nova casa.O feriado jazia presente e aproveitava.

Eu despertei em meio a noite com ele tocando meu rosto,o olhei em choro,prantos,eu clamava por ele depois de tudo que eu descobri e
estava passando pisicológicamente em minhas descobertas."Ah,querido! Meu querido! Como pode? Pode abandonar-me?".Ele riu,riu co-
mo se achasse graça.

"Definhei Samantha,definhei de minha glória depois de tudo,vosso tormento foi sentido por mim".O beijei,me movi sobre a cama podendo
beijá-lo,senti seu toque."Jura mesmo? Não seja tolo,não amei naquele momento,e será que agora posso amar?".Ele riu,riu docemente."A
vossa presença e vossa resposta".O beijava,lágrimas em meu rosto."Eu sei,eu sei querido".Consumação,glória!

Tudo isso desperto em mim e nesse momento de amor por ele.Pude desferir meus dedos por sua túnica,me prover dele de modo sedento.
Tinha imensa sede,sede de provações.Nús naquela maldita cama pude fazer amor com ele,me sentir tomada por ele,eu que o beijava,tinha
o maldito em meu leito.

O beijava queimando enquanto sentia seu maldito orgão está junto de mim."Ah,sim,depois conversamos,e um começo para mim,meu re-
começo".Sabia e sempre tive certeza de meus sentimentos po ele e não tinha pena nem sensação de está pecando.Pude mover meus bra-
ços na altura de seus ombros,continuar fazendo amor com ele,o beiijar.

Movia as mãos por suas costas,ouvia seus gemidos doces,delicados,seus beijos em meu rosto,cabelos,até mesmo em meu pescoço.
Sua ansia de queima era plena.Ele sabia,sabia de minha queima espiritual."Não seja tola...E sua família,sua reconstrução! Tudo o que
eles foram dependeu de ti,do que deixou mesmo morrendo do modo em que morreu.És plena por isso e isso,esse seu terouso e o que
faz-me amá-la Samantha".Lagrimejei.

O olhava ao está deitada ao seu lado."Está entendendo? Se quer mesmo saber o que deve fazer e isso! Viva,cuide deles,de cada um".
Me sentia trémula,muito trémula.Me recompus,e segui ao banheiro."Dane-se,vem comigo querido,ainda preciso terminar algo".O puxei
e o fiz entrar no banheiro a força.

Pude me deliciar e consumar-me com ele conforme o fiz encostar-se na parede do lindo banheiro."Não seja tola,Samantha!".Ele tinha
medo,imenso medo de mim."Calma amorsinho,deixa Samanatha terminar e depois conversámos".Coitado,coitado quando sem querer
derrubou algun frascos de perfumes ao chão,brincava com seu orgão,deslizava minha linguá,brincava com os sentimentos do pobre
e perdido Khayman.

Ele gemeu,delirou."Não disse que poderia sentir,não seja tolo".Ela ofegou."Maldita".Foi a resposta,e continuava,dessa vez com um pou-
co mais de força,meus dedos deslizavam pelo seu orgão.Não que ele necessitasse,mas tinha se sentido humilhado e o humilharia ainda
mais."Seja pacato".Pude concluir a noite tomando banho com ele.

Meu Khayman,somente meu! Meu e de mais ninguém,tive certeza nesse momento,o banho quente,perfumado,nossos beijos,nossos
desejos de amor,consumação.Ah! Será que uma volta e plena? Eu sei que sim,eu era e sou vádia,mas somente com meu Khayman!
Somente com ele! Ah! A glória que queima,me era desperta no momento em que reavi minhas memórias e nesse momento de amor ao
está com Khayman.

***Continua***


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Samantha-Cap 49

Mensagem  Ana Nery em Seg 6 Jun - 12:51:04

***Continuando***

Depois que terminamos a gente foi pro quarto,as luzes da varanda davam uma melhor iluminação sem incomodar.Foi como se minha pessoa
retrocedesse em vários aspectos.Khayman estava sentado a beira da cama,se apoiava com as mãos voltadas para trás,minha pessoa olhava
para ele como se ainda estivesse sonhando friamente.

Ele esperava que eu conseguisse enjugar seus cabelos,eu sacudia os fios movendo a toalha sobre seus cabelos humidos,ele mantinha-se silen-
cioso,apenas esperava.Como prosseguir perante um ser ainda mal tinha conseguido se absorver os aspectos da modernidade? Ainda precisava
organizar meus conceitos a respeito disso.

Pronto ele olhou-me,pode passear seu olhos sobre mim,um home que ainda tentava saber se era verdade o que olhava perante ele.Nú e des-
pido ainda estava ao manter-se sentado a beira da cam,olhava seus cabelos chamuscados.O modo como ele moveu suas mãos envolta de mi-
nha cintura me foi terrível.

Moveu o rosto entre meus seios e isso causou-me caláfrios,me senti grata por eu está enrolada em uma roalha macia,ouvi vossa voz como se
fossem murmúrios."Preciso sonhar,acho que machucar-me para saber se é real".Eu ri e isso deixou-me em alerta,isso o fez aprofundar-se como
se necessitasse emanar seus modos.

-Samantha venha morar comigo,não precisa disso...Samantha a promessa que fizemos sera válida no futuro? A médio e longo przo me será o
nada imaginar-me sem ti.

-Logo,logo...Sinto que teremos que pegar a todos de surpresa Khayman,terá que ser a todos,e não me importo caso tenhámos que prosseguir
de forma mais ácida com eles,mas...

O olhei rompendo minhas palavras,e isso o fez tremer."O que quer dizer-me meu amor,diga-me e a responderei".Sorri arqueando a sobrance-
lha com delicadeza."Maharet...Ela disse que teve uma filha com ela no passado,e sinceramente! De algum modo vossa prole progrediu?".Ele a
encher-se de riso e isso tomou-se de surpresa,moveu a mão por trás de minha nuca,o beijo foi ácida.

"Não Samantha....Deixo claro que o quê tinhamos que resolver no passado,resolvemos,tolos de quem acham que temos mais coisas para re-
solver".Compreendi,e tremi por inteira quando ele puxou-me pra si,me movi esticando-me por cima dele,ele que jazia agora deitado sobre a
cama,o beijava,começava a sentir o fervor,tenso fervor.

"Logo,logo a levarei,prometo que irás a minha casa,minha mansão nas montanhas solitárias e insoladas".Respirei fundo,será mesmo que ele
o faria? O olhei,o olhei friamente e isso o chocou conforme moveu suas mãos sobre meu rosto."Samantha a amo e se for o contrário mate-me
por favor,arranca-me o coração Samantha".Respirei fundo,respirei conforme necessitava.

Meu corpo fervia por ele mas me segurava,me segurava,principalmente conforme nossos beijos continuavam,conforme minha pessoa sentiu-se
invadida.Seu corpo sempre me foi rigido,moldado com poderosa força,o senti no momento em que ele moveu-se por cima de mim,ainda estava
pra ter momento pior.

Temi que Lestat ou alguém chegasse,pensava nisso enquanto jazíamos nesse trevoroso momento de beijos e carícias.Ah,céus! Se tivesse a-
contecido teria sido uma guerra entanto.Me senti tomava ao nos deitar de lado em meio ao silêncio ele usar de vossas artimanhas,isso foi co-
mo sufocar meu coração.

Os beijos não cessava,ele puxava-me com um dos braços para si e com a mão livre movia seus dedos por minhas partes intímas."Maldito".
Khayman o cálido,Khyaman o cálido para com seus companheiros,mas malditos com qualquer mulher que ame.Eu necessitava respirar.Eu
sabia que passariamos um longo tempo no quarto.

E foi assim.Tudo se realizou conforme os nitidos momentos.Somente quando eu tive a vontade de me arrumar e que pude mover-me,sentir
a necessidade de vestir-me.Na varanda vi que tudo na noite esta cálido.Olhava a linda paisagem do jardim pela varanda,o portão,até os car-
ros andando na Rua logo á frente.

O vento vinha de encontro a meu rosto.Khayman agora jazia escrevendo algumas coisas na mesinha do quarto,eu pensava.'Creio que nada
melhor eu poderia desejar'.Voltei-me ao quarto e fui até o quarda-roupa procurar uma tunica,qualquer coisa.Khayman virou-se vitando-me,ele
estava bonito e chamativo ao ter escolhido longa túnica de linho de tom clarinho.

Pesava,seus cabelos negros por terem sido escovados jaziam brilhosos."Venha comigo a um lugar,não sei se é um porão ou sótão,mas eu
necessito".Ele assentiu pensativo."Fique calmo,sabe que ninguém,nem Lestat ou outros vão vir no momento".Isso o fez respirar,eu a essa
altura vestia-me.

Uma camisola de cor violeta me seria o bastante,o tecido de seda e renda me foram graciosos."Vem comigo,eu disse pra ficar frio".Ele levan-
tou-se,me sentia humilhada como mulher por aquele infeliz ter-me dado tanto prazer.Uma peça intima para mim,e terminando de vestir-me eu
senti-me preparada.

Queria saber mais a fundo a respeito do que existe aos fundos da casa.Nisso saímos do quarto,fomos a salinha e depois descemos para o salão.
Eu pensava táticamente no que havia lá."Samantha queria dizer que se caso eles vierem á saber,estarei pronto".Eu ri,nunca Khayman me pa-
receu tomado por algo.

"Preocupa-se a toa".Brami pensativa.Saíndo da casa olhamos,eu dei a volta e nisso seguímos em direçao ao lugar."Samantha não se sente
culpada como se algo fosse-lhe pecado?".Não e claro é tinha que responder? Não respondi.Paramos ao olhar a entrada ao chegarmos ao jar-
dim dos fundos da casa.

A entrada era quadricular,e desse modo minha pessoa pensava.Uma escada estava entrando terra adentro com uma entrada quadricular.To-
chas ao lado da parede pedregosa."És um maldio Khayman...Sabe que qualquer mulher virgem,como eu,caíria em vossos braços,mas a di-
ferença e que te quero como esposo".Ele sentiu-se tomado.

Segui em passos,enfrente a porta do sótão eu vi a chave ao lado,o molho de chave colocado.'Lestat pensou bem'.Pensei friamente e isso ao
entrar Khayman bramiu."Esposo! Quer-me como esposo!?".O que mais pensar? Tive que respirar fundo como se nada aconecesse,olhava os
detalhes do imenso salão."Céus! Isso não e um sótão ou porão,e como uma moradia,olhe esse salão ritualístico Khayman".Ele olhava para a
minha pessoa como se sentisse medo.

Passeava,olhava o circulo no chão,a sua cor branca se destacando,olhei o teto e vi o lindo pentagrama com asas.Logo a frente o altar.O que
eu devia pensar? "Imagino o que papai deva ter feito aqui no passado".Khayman agora ouvia minhas palavras,assentia em passos ao meu
lado."Tu nasceu aqui! Assusto-me! Eu sinto vosso cheiro aqui,mas muito passageiro".Ele andou para trás movendo a mão sobre seu peito.Eu
percebi que seu coração batia forte.

"Antigamente quando eu estava no Égito sentiámos a magia do nada,pairando por todo lugar.Tenho que admitir que vossa família e tenebro-
sa".O olhei,pensava em todos os detalhes."Há,sim...Lunnes e meu herdeiro e não pretendo machucá-lo".Ele olhou-me,olhou-me apavorado.A
sua pessoa retraiu-se como se sentisse ameaça.

-Lunnes e seu herdeiro? Está dizendo que você antigamente deixou filho? Sabia que tu eras ligada a família mas não com tanta profundidade
de sangue.

Eu ri,o olhei."Deixei apenas um antes de minha terrível morte,mas Lunnes soube como multiplicar nosso sangue".Sinceramente tudo isso para
ele foi demais.Ficamos conversando,passamos o restante da noite juntos. Na sala de casa pude tomar vinho,e aconchegar-me com o calor das
chamas da lareira.Expliquei muitas coisas a Khayman.

Não sabia se ele entendia,mas mesmo assim expliquei.Foi uma conversa maravilha envoltos no bruxelear das chamas da lareira da sala.Sa-
bia que logo,logo ele ia embora,mas ficou a promessa nesse tempo de que ele iria vir,levar-me para conhecer vosso lugar.Preparação,tudo
o que eu desejava.Ele ficou triste.

'Não posso dar-te filhos,mas meu amor lhe basta?'.Há,sim,a essa pergunta passageira respondi durante nossa conversa.'Basta,sim,querido.A
necessidade natural as vezes deve se renegada'.Algo que ele entendia muito bem.Tudo isso para mim se tornava revelativo e acatava com
a maior retrocidade.

Em pouco em tempo Khayman foi embora,passamos mais duas noites juntos depois dessa chegada fervorosa.Todo retorno de minhas forças
veio e isso fazia a mim realizada.A complexidade da mente e resoluta,plena.Mesmo assim minha pessoa esperava.Em vagar no quarto nesse
tempo recebi e-mail de Lestat.

'Lembre-se! Sempre estou conectado quando posso,faça com que nossas preces sejam ouvidas e logo,logo estarei junto de ti,espero que este-
ja tendo noites maravilhosas em Páris.

Assinado: Lestat De Lioncourt '.

E,isso tudo fazia-me feliz,não foi necessário responder.Lestat chegou depois de mais três noites após esse e-mail,eu estava no salão e ouvi o
bramir de algo.Eu deixei a caneta ao lado de meu caderno e soube que ele tinha chegado a Cidade."Lestat és tão infeliz!'.Pensei friamente ao
levantar-me.O meu vestido movia-se com meu andar.

A cor greme era surreal,o tecido de algodão me causando conforto."Chegou maldito".Bramia conforme seguia ao jardim.Vi o táxi ~logo ao
chegar no portão,Lestat saiu me fitando,o infeliz veio pelos céus mas se apressou assim que pôs os pés na Cidade."Samantha! Admito que
Athena sem tu e como nada vislumbrar".Silenciei-me.

O olhava andar,chegar perto do portão e destravar a maçaneta."Lamento tê-la deixado sozinha por essas noites".Mantive a quietude,ele pas-
sou por mim e fechei o portão,segui atrás dele.Estava belo,parecia-me uma visão trajado de sobretudo vermelho,a faixa negra pendendo de
lado,os botões prateados,a calça justa sempre fazendo conjunto,só que dessa vez as botas eram curtas,usava óculos escuros.

"Lestat,quero saber de Louis! Sei que era para ele ter vindo".Ele sorriu ao chegarmos na varanda."Amor,minha princesa! Como herdeira da fa-
mília deveria saber! Louis agora vive pra Sépia,apesar deu amá-lo tanto".Respirei fundo e na sala ele sentou-se na poltrona.'Como cresce,e co-
mo ver uma boneca ganhando explendor.Soudades dos tempos em que era pequenina Samantha".

Como era maldito! "Diga para mim que andam com um martim e que fez meu filhote,não vai demorar,correto?".Cobranças e porque? Era isso
que queria saber.Andei a frente,tinha as mãos unidas a frente do corpo."Não me sobre Lestat,deixe-me viver...Já temos ao Lunnes".Isso o fez
entrar em alerta,ouvir isso como se sentisse espasmos de dor.

-Parecer-me que seus dias nos campos em que Lunnes mora na Noruega lhe fizeram mal.O que há contigo? Parece-me sem a vitaldiade que
sempre emanou.

Sentei-me ao sofá a sua frente,a mesa de centro nos separada."Acha que me foi fácil ver-me tomada? Saber que Lunnes e meu filho? Ah! O
deixei mortal quando morri e céus! Nada do que desejei naqueles tempos pra ele aconteceu.Imortal! Tomado pelas trevas do sangue negro".O
insano pensava,sentia-se ameaçado e como!

"Quer dizer que sua ida lhe serviu para aventurar-se e saber de tudo?".Disse ao mover-se e sentar-me ao meu lado."Basta! Foi o bastante pa-
ra eu sofrer,martinizar-me...Não quero herdeiro,basta-me...Já tenho o meu".Lestat foi tomado de aflição,ele não esperava isso,pode mover os
seus dedos abaixo de meus olhos,exatamente sobre as bochechas.

"Hum...Ok...Acho que não vou tocar mais nesse assunto,mas saiba! Lunnes não pode dar-nos herdeiros,não e humano".Respirei e contiamos
nossas conversas,quis saber do que acontecia em Athena,da movimentação a respeito de tudo,e ele explicava.Lestat explicava e ficou claro
que ele iria ficar ao menos uma semana comigo.

O caso mais curioso depois da chegada dele aconteceu na noite seguinte.Graças que ele tinha conseguido retirar-se no sótão nos fundos do jar-
fim da casa.Passará vosso descanso com explendor,mas na nova noite tinha coisas novas a fazer e ele jazia no salão no andar de cima.Isso me
fez envolver-me em alguns compromissos.

Aproveite para atenuar minha programação de pesquisas,estava na sala,a lareira tinha as toras de madeira acesas.Eu escrevia em meio ao si-
lêncio da noite,mas havia sentido algo,e isso invadiu minha mente.'És bonita,mais do que mamãe disse-me'.Movi meus olhos,meus dedos pou-
sados sobre o teclado do laptop."Mas o que é isso?".E o vi.

Vi o maldito ser com suas orelhas delicadamente pontiagudas no topo,os cabelos negros e andulados,seus olhos furiosos e verdes,a pele alva
como neve.O que ele queria? Trajava calça e botas curtas em tom negro,camiseta clara.O olhava friamente.Era como sentir-me atraída,olha-
va o maldito ao longe parado sobre o portão,suas mãos na grade.

Eu berrei,gritei apavorada."Não e humano,não e humano!".Lestat descia,ouvia seus passos pela escada."Samantha!?".Ele me chamava,a essa
altura meu nervoso me tomava,ele olhou-me ao está perante mim."Céus! Não sei o que vi mas era terrível!".Bramia em gemidos,isso o fez pen-
sar."Está vendo coisas,não seja tola".Sentou-se ao meu lado afagando-me os cabelos.

"Eu vi! Estava sendo espionada,entende isso!?".Ele beijava meus cabelos ao está sentado ao meu lado.E essa tinha sido a primeira vez que
vislumbrei o maldito ser.Me sentia ligada a ele mas não entendia os motivos.Havia falado de uma mãe e sentia calafrios.Demorouu para que
eu voltasse a si,chorei por longos minutos junto de Lestat.O que ele pensava? Eu uma tola? Não sei.

***Continua***
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Re: ***Samantha*** (10° Conto...União com a Trilogia-União De Sangue)

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