***Samantha*** (10° Conto...União com a Trilogia-União De Sangue)

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***Samantha*** (10° Conto...União com a Trilogia-União De Sangue)

Mensagem  Ana Nery em Qua 4 Maio - 17:51:53

Prólogo:

Bem vindos aqueles que desejam conhecer minha pessoa,a aqueles que desejam compreender a melhor visão desconhecida
que até dado momento deixou de ser contada á aqueles que querem saber e sentir. Será que pra começo de vivênvia minha
jovem pessoa deve citar os acontecimentos e anceios?

Procurem e vejam por si! Estou irritada nesse momento,irritada para com aqueles igratos que sequer compreendem toda visão
que desejamos tanto mostrar aos desciêntes. Meu desabafo e igratidão a aqueles que fazem descasos. Sabem mesmo seus i-
diotas o que e sofrer espiritualmente? Os pequenos e simples segredos?

Idiotas! Faço para com aqueles! Pessoas de sua estirpe merecem a morte. Depois dessa pequena irritação me apresento com
o nome de Samantha Chariére De Lioncourt. Oh! Estranho aos vossos ouvidos? Quero que morram! Oh! Oh! Como vóis soís i-
gratos! Meu amado mestre e mentor Lestat De Lioncourt os amaldiçoa por sequer pensarem.

Ah! Como as vezes a verdade e dita e sequer muitos a compreendem. Mas bem,preciso pesar,aplicar qualquer pequeno e do-
ce conhecimento que tenho. Cá estou minha pessoa decretando que qualquer mestre de virtudes deve pensar. Passos aos pas-
sos aqueles que necessitam de calmaria.

Vivo em um tempo além do que possam enchergar,mas vóis lhe dou a próxima cepa de continua vivência. Envoco a minha força
alheia para que possamos pressentir aos sentimentos,possamos amar. O quê devem pensar sobre isso? Sim,fisguem,mesmo aos
que sejam poucos que venham entender.

Vivo em modos profanos e desejo vóis passar minha vivência,sinuosos momentos que cá possam apreciar. Será mesmo que isso
e pra todos? Não! E somente aos que devem ter passado nas provações. Eu,existênte em um tempo passado milenar e nova-
mente existênte em um tempo além,profano e envoco a minha existência.

Que meu mentor e mestre Lestat olhe em cada olhar de vocês e possa profanar aos que jamais merecem. Ah! Está aqui começan-
do a descrição de dado momento,sentada á mesa da linda varanda de meu mentor Lestat De Lioncourt,e de se pensar. Preciso po-
der olhar alguns minutos nas águas que batem nas rochas abaixo do Mar Mediterrâneo.

Os reflexos me vem aos meus olhos cinzentos e claros,preciso refletir,mas continuo desferindo meus dedos sobre o delicado tecla-
do do meu laptop sobre a mesa. Ah! Profanos sejam os que jamais sentem e descente. Está terminado,dito. Preciso respirar,ajeitar
as longas mangas de renda negra de meu vestido de cetim em mesmo tom. Ajeitar o meu anel de prata e começar a descrever a ta-
manha provação que acabo de passar nesse momento.

Oh! Minha Merrick! Como pode!? Como!? Meu amado Khayman! Como meu amor,como pude provocar-lhe tamanha dor? Mas deixo
claro aqui em meu começo de desabafo que necessito! Necessito. Preciso pausar a ajeitar meus longos cabelos loiros pra trás. Eu
respiro,respiro.O vento me vem ao rosto,faz com que o lenço de seda branca oscile lentamente.

Oh! Desculpe meu amigo David Talbot,meu grande irmão Louis De Pointe Du lac,até mesmo ao meu provocante e mentor arrogante
Lestat De Lioncourt. Como pude chegar a um passado que não quis saber? Muito menos suportar? Mas ensistir,me machuquei e cá
estou,nem que seja aos poucos vóis irei ditar. Recomeçando,recontruíndo. Atuando!

"Quando o sangue explode almejando algo,continuidade há de sacrificarmos algo de nos mesmos. Oh! Merrick,Merrick! Cá estendo
minhas mãos e vós dou-lhe uma nova existência,mesmo na dor. Alados ventos,alada noite cheia que traço minhas palavras"

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Última edição por Ana Nery em Ter 14 Jun - 19:41:03, editado 1 vez(es)
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Ana Nery
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Samantha-Cap 1

Mensagem  Ana Nery em Qui 5 Maio - 12:50:22

Parte 1: Petálas negras e perfumes de antigas lembranças.

Eu,como ciente de mim mesma prefiro começar minhas retratações a mercé de antigos momentos. Espero que com isso possam compreender
tudo que minha pessoa possa imaginar. Volto apartir deste momento até meus remotos 9 anos. Desde que minha pessoa se conhece por ser
é humano que sempre fui,lembro que apesar deu saber e sempre presenciar a verdadeira naturaza de Lestat De Lioncourt,só vim a ter uma
profunda relação com ele apartir desse momento.

Ah! Como me foi maravilhoso está presente no penúltimo dia de minhas férias de verão com minha tia Isabel.Hávia acabado de chegar com a
sua pessoa ao aeroporto e dali embarcaria para me reencontrar com Lestat novamente,porém,por ser início de tarde chegaria na Grécia pelo
início da noite,e com isso continuaria vivenciando o que tinha que viver.Tão criança era mas porém lembro desse momento como se fosse ago-
ra."Isabel,acha mesmo que nos veremos em breve?".Hávia falaro á ela antes de me despedir.

"Sim,querida,sem dúvida que,sim,mas será que chegará em Athena bem nesse início de noite para que amanhã possa voltar as aulas?".Sorri,a
minha pessoa vislumbrava seu cabelos longos em ondas,o tom ruivo o encanto de todos os encantos."Claro,sem dúvida,espero que apesar da
distância para com a escassa amizade que desenvolves-tes com Lestat,possa compreender".

Isso a fez pensar por longos momentos,foi como se sua pessoa fosse tomada.Os olhos envoltos em destreza a respeito de tudo que poderia i-
maginar.Com isso ajeitei as luvas em minhas mãos de tom branco feitas de seda,delicadamente movi meus olhos por ela.Ah! Como a viagem me
seria densa,mas hávia passado dias maravilhosos com ela a respeito de tudo,com isso decerni que apesar de tudo hávia valido a pena está com
ela.

Poder conhecê-la com tamanha profundidade e nunca compreenderei agora,pensando,os motivos de Lestat o ter permitido.Sabia que ela era
próxima a minha mãe que mal tinha conhecimento nesse momento de vida.Sorri,a sensação de sentir a macies de seu vestido de agodão com
mangas longas em renda me foi maravilhoso.

O tom cinza maravilhoso,principalmente a sandália delicada,a faixa de cetim atada a sua cintura delicada é fina.Uma dama preservada á sua ida-
de.Sorriu.Com isso pude me direcionar ao salão sozinha,pensava no que retratária ao Lestat,meu infeliz próximo a respeito de tudo o que aconte-
cerá.No avisão pensei,sentei-me a poltrona,graças que antes dessa despedida a gente hávia despachado a minha única mala da melhor maneira
possível.

Refleti,movi as mechas de meus cabelos loiros e andulados pra trás,pensava.Olhava pela janela em reflexão do que fazer.O vestido que usava
me era confortável.Feito sobre medida pra mim em tecido de cetim e alças delicadas é finas.Ah! Que dor,como os dias lá hávian sido densos.Eu
jamais pensária em conhecer uma pessoa como ela."Ah,Lestat,estou chegando meu querido,chegando,será mesmo que pode me compreender?".

Sorri,a imagem dele me veio aos olhos e com isso jamais pensária que hávia de acontecer.Com o tempo o avião cortava os céus,eu não me des-
grudava de meus pensamentos e mensagens maravilhosas.Lembrava sentada á poltrona de tudo o que vivi nesses dias.Oh,céus! Como háveria
de está meu Louis? Sei que durante a semana ficava no orfanato e só os via durante o fim de semana.

Sabia que apesar de tudo,viveria,deveria viver.Mesmo estando sendo criada desse modo,compreendia os motivos de Lestat.Afinal sempre sen-
ti,ainda bebê sua natureza.Dizia ele que algo terrível acontecerá a meu pai,a mamãe e que ele forá obrigado a arricar-se,está comigo.Será!?Eu
mesmo agora penso,e pensava nesse momento.

Ao decorrer disso eu ardomeci envolta nesses pensamentos.Com isso minha pessoa sequer sentiu a chegada,o pousar do avisão nesse início de
noite.Tudo que sei e que meu coração disparou ao ser tocada na mão.A aeromoça uniformizada disse."Bem vinda,chegamos,finalmente na Cida-
de de Athena pequenina".Sorri,olhei pela janela e pequeninas lágrimas me saíram ao rosto.

-Oh,céus! Sinto a presença dele e de Louis mesmo dáqui,será mesmo que vieram me buscar!? Ah! Como quero tocá-los,amá-los nesses tempos
de loucura existêncial.

Levantando e seguíndo pelo corredor segui,com isso finalmente sai.No imenso pátio desesperada dentre a multidão de pessoas os procurava. A
minha pessoa tinha uma das mãos ligeiramente a frente da testa.'Aqui,eu estou aqui Samantha'.Nossa,foi forte,acreditem! Naturalmente ele a
ter essa natureza espectral jamais escondida de mim,me ensinará a usar o dom da mente.O procurava.

Sua voz ecoará em meus pensamentos.'Aqui,eu disse aqui'.Ouvi passos pararem atrás de mim,voltei-me olhando para trás e o vislumbrei.Um ser
alto,seus 1,80 de altura,usava camisa de seda vermelha,botões dourados de ouro,calça jeans justa negra e botas de veludo em mesmo tom.Eu
o olhada inquieta,faltava alguém.

E me irretei quando ele tirou seus óculos escuros de brilhosas lentes,que olhos! O tom cinza presente,a luz do lindo salão de recepção atenuando-
se sobre ele,os cabelos loiros em ondas aos ombros tocáveis.Foi inevitável."Cadê meu Louis? Eu disse,cadê o meu Louis?".Ele sorriu,e quando me
pegou nos braços pode desferir suas mãos sobre meus cabelos,depois rosto.

-Na limosine minha princesa,sabe que ele jamai deixária de vir,e acredite,como sinto orgulho em saber que realmente usas o dom da mente com
tamanha perfeição.

Senti seus lábios sedosos me roçarem o rosto,de algum modo um gemido de dor me veio dele aos ouvidos."Algo errado?".Ele sorriu para depois
deixar o sorriso morrer em seus lábios."Não,jamais viría triste deixando minha princesinha amargurada,e só cançaso,mais nada".Com isso eu e ele
seguímos.Vi ao saímos pelas lindas portas de vidro do aeroporto que Louis acabará de entrar,colocará minha escassa mala dentro da limosine pa-
ra depois pedir ao motorista,fechar a porta.

-Louis,acho que o meu pobre Louis anda inquieto,solitário,deprimido. Sentiu soudades de mim anjo? Oh! Por favor,diga-me que sentiu! Olhe pa-
ra mim Louis e responda-me.

Quando Lestat me colocou de volta no chão o vi melhor.O charmoso Louis a olhar-me,ARQUEOU a sobrancelha por alguns momentos seguran-
do o risinho por alguns segundos.Quando curvou-se a frente pode beijar meu rosto e senti,sim,a amargura dele passar.Sua voz me veio doce.
A malda de petálas sendo desferidas ao vento."Oh,céus,esses dias sem tu me foram a escravidão.Que início de noite!

Pude sentir seu abraço,pelo fato dele está de camiseta senti a macies da pele de seus braços,o perfume de seus cabelos negros andulados a
vir-me pelo ar.O tom branco da camiseca o toque de perdição com a calça negra de carmim.Ao entrar comigo nos braços sentou-se,pode des-
lizar sua mão em meus cabelos.Quando finalmente a limosine deu partida pude ver Lestat silenciado.

Olhava do outro banco a nossa frente pensativo.Admito que isso causou-me medo,mas passou quando ele curvou-se e tirou meu pá de luvas
para que pudesse dizer."Samantha não mais ficará no orfanato,acho que de certa forma poderá entender muito mais do que terá que saber
querida".Isso deixou Louis a mercé de sua angustia.

-Admito querida,fui responsável por isso já que não suporto mais vê-la em tão poucos momentos. Admito que quando fois-tes para está com
Isabel,me senti escravo.

Assenti em risos,me foi maravilhoso está em seu colo.Quando Lestat moveu-se sensanto-se ao nosso lado o olhei,como estava cansada."Eu
fico feliz que tenhas se arriscado querido,falo de nesse início de noite vir pegar-me".Ele moveu os dedos da mão-direita em direção a meu ros-
to e com isso disse."Silencie-se,logo,logo vai entender".

Logo nesse momento meu corpo atiçou-se a pesar.Acho que o simples fato de minha pessoa sentir e compreender estes detalhes naturalmen-
te sempre me foram vantagem pisiquica a não enlouquecer.Ardomecendo nesse momento me deparei com a certeza de que nem Louis ou Les-
tat mudavam,sempre em seu mesmo aspectro fisico,beleza profana.

Voltei a acordar depois desses delírios e assustei-me a depar-me deitada sobre o imenso é lindo banco da limosine.Lestat jazia sentado ao lado
de Louis a minha frente.Sentei-me cruzado minhas pernas nesse momento.Odiava sentir-me tão pequenina perante isso! Uma menina mimada.
Ver o modo como Lestat acolhia ao pacato e carente Louis em seu beijo me foi assustador.

Olhava,silenciava-me.Só quando perceberam que eu os olhava e que voltaram sua atenção a mim."Estou entrando,traga Samantha,Louis,eu
estou cheio!".Do quê? Me deparei olhando em questionamento ao Louis."Tua cada minha pequenina".Assenti assustada! Ele curvou-se poden-
do me pegar nos braços.

Ah! Como era maravilhoso! Um ser algo que será eternamente jovem,que vantagem em ser imortal,pensei.Como diz Lestat ! "A musica de um
momento sublime". Finalmente do lado de fora ao está nos braços de Louis,fiquei grata. Lestat acabará de passar por um jardim muito estra-
nho.

-Samantha essa será sua casa. Sabe que não ficará mais no orfanato durante a semana. Tudo bem? Terás mordomos,até mesmo essa limosi-
ne e motorista particular.

-O quê diz com isso?

-Digo que és herdeira de um legado imenso,um legado secreto,pacato,milenar,construído por sanguínidade e poder. És rica e nada tens a temer
a respeitod e necessidades matérias.

O mandei parar.Finalmente andando pelo jardim imenso com arvores,uma linda muralha pedrogosa envolvendo a casa me deparei pensativa. A
casa fica de frente a linda praia de Athena,ouvia as ondas do mar mediterrâneo batendo a frente.Carros passando na rua.E,bem depois da lin-
da rua Central.Olhava,via a imensa porta aberta.

"Louis!".Brami inquieta.Quando finalmente entramos ao passar pela imensa varanda,me deparei com a linda sala.Foi-me dada uma mansão e
não uma casa,pensei olhando o lustre no teto aceso,o sofá aveludado em tom vermelho-vinho percorrendo a parede,a mesa de centro com
jarro cheio de flores negras.Lestat esperava-me.Pensava.

-Eu...Como diría Lestat! És louco! Com isso o vi levantar-se,fiquei de pé a mercé de loucura,pensativa.Assustada.O vi pousar a mão sobre o
ombro de Louis depois de beijá-lo por alguns segundos."Querido pode ir,diga a eles que Samantha está bem estabilizada agora,conseguímos
bom lugar pra ela".Isso fez os olhos de Louis brilharem.

Quando Louis afastou-se vindo em minha direção,disse."Estou indo princesinha e MUITAS novidades serão ditas".Lestat silenciado ficou parado
vendo Louis sair,suas mãos pousadas na altura de sua cintura reta.Um ser esbelto,e como! O conhecia,conhecia sua natureza,mas jamais coi-
sas que pelo visto somente agora ele desejava falar.

Sorriu ao ver-me."Vem comigo princesinha".O segui,cansava em subir os imensos degráus da escada que levada ao próximo andar.Escadas em
marmore negro.No corredor vi quadros,ao fim do correto a mesa com vaso cheio de rosas vermelhas.Lá estava! Meu quarto! Será que ele en-
tendia o significado qe tudo isso tinha pra mim!?

O vi abri a linda porta lustrosa,a cor marrom de madeira polida em auto-luxo me assustava.Até mesmo as cálidas cores das pareres,lustres,tudo
isso.Finalmente no quarto vi a imensa cama forrada co lençois de seda,os tons em violetas me enchiam os olhos.Os passos de Lestat foram gra-
duais.Quando sentei-me a beira da cama cruzando as pernas ele sentou-se na poltrona.Olhava-me.

-Louis disse um legado,mas como assim? Lestat eu desejo compreender. Há mais coisas a apresentar-me? Oh! Meu esbelto e distante parente.
O quê mais? Diga-me! Como posso ler seus pensamentos?

Ele sorriu olhando pela paisagem da imensa varanda,o vento veio a deixar as cortinas de renda clarinhas a oscilar."Tão fácil! O quê acha que tu
tens correndo em suas veias Samantha?".Pensei.Foi nesse momento que ele moveu-se em despero,apertou firme minhas mãos."Me promete! Eu
dou-lhe tudo,tudo! Tens direito,és minha herdeira humana! Sangue ávido demais a ser mal-usado".

Ofeguei,vi o desespero em seus olhos,realmente admito que um momento como esse me foi marcante.Ele me fez ficar de pé sobre a cama,vê-lo
com tamanha perfeição me foi felizidade.Estiquei as mãos ao seu rosto,o olhava,ele apertava meus dedos em pensamento,ofegou."Tudo bem,o
quê eu posso fazer? Morrer?".Ele riu.

Oh! Pegou-me nos braços,os gemidos de seu delicado choro controlado me foi ouvido.Ele seguiu comigo.Lembro de quando na sala as luzes se
apagarem,ele deitar-se comigo sobre o sofá.Afagando os cabelos disse-me em sussurros aos ouvidos."Tudo que é meu e seu princesinha,tudo.
O quê mais poderia dizer? Eu te amo Samantha,te amo princesinha,imensamente,deixa-me ficar aqui até o amanhecer".

Ofeguei e com isso as luzes apagadas,o som dos carros passando do lado de fora na rua,ofeguei.Fechei meus olhos e senti o vento fazer as per-
sianas das imensas janelas se moverem.Escondi meu rosto entre seus cabelos loiros e clarinhos por alguns instantes.Ardomeci,ouvia sua respira-
ção a todo estante e antes de me desligar disse.'Ok,tudo bem,está assustado e terás meu acolhimento.Eu também te amo'.Pensamento! Oh! E a
malva ainda começava!

***Continua***
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Samantha-Cap 2

Mensagem  Ana Nery em Qui 5 Maio - 14:08:49

***continuando***

Ah! Acordar depois desse momento na manhã seguínte me foi frustrante. Me deparei olhando deitada sobre o sofá para as janelas.O sol entrava
iluminando toda sala.Foi quando ao sentar-me vi o bilhete de Lestat.Me curtei a frente pegando o bilhe sobre a mesinha de centro,com isso pensei
ao focalizar meus olhos sobre a letra de Lestat.

"Minha petála negra,alarmante diamente a ser pólido,quero que saiba que virei a noite,toda noite estarei presente se puder.Já sabe que suas rou-
pas estão prontas em seu quarto no lindo gloset.

Está dito Samantha.Terás e lhe darei tudo que desejares.Não por ser achar mimada,mas por precisar de minha presença permanetemente,até mes-
mo de uma força a desenvolver-se.Se quer mesmo que conclua minha resposta és: És uma bruxa antiga,digo antiga,quem sabe reencarnada,mas is-
so e algo a saberes por si.

Bruxinha isana és.Arranca-me respostas pelo seu crescimento tão rápido.Mas bem! Retiro-me na chegada de mais um dia.Até,reflita e tudo relati-
vo a seus estudos está acertado.Continuarás na mesma instituição.Arevouar".

"Tenso".Brami fechando o bilhete e com isso toda reflexão ácida me veio a mente.Lembro de seguir até a escada,no quarto me despi jogando minhas
roupas sobre a cama,entrando no banheiro me deparei com tons brancos e dourados.Finalmente debaixo da ducha quente pensei.Como uma pessoa
como eu iria me virar?

-Céus! E como se ele estivesse enlouquecido...Será mesmo que ele compreende a dimensão do que está me fazendo? Riquezas,tudo isso,legado,sim!
A minha pessoa entende,mas que ligação de sangue tenho em profundidade com ele?

Conseguem entender e imaginar uma menininha como eu na época sussurrando isso em pleno banho? A fumaça subia,segui com meu banho.Com isso
ao terminar puxei a tolha no box.Enjuguei meu rosto rapidamente,enrolando a toalha no corpo segui.Olhando-me sobre o espelhod a pia de marmore
negro pensei.

Passei os dedos sobre o vidro do espelho,o vapor pairava ainda.Ofeguei olhando uma menininha de pele clarinha,cabelos loiros andulados molhados e
grudados no rosto.Olhos cinzentos.'Uma bruxa-natural'.Pensei.PASSAVA a compreender,mas ainda não fisgará o total sentido de tudo.'Qual ligação eu
tenho com ele?'.

Pensava:Papai e mamãe,algo terrível acontecerá com eles.Bem,terminado eu preparei-me para vestir-me.Odiava saber que o verão acabará e com
isso as aulas presentes.Escolhi em meu gloset um pá de botas brancas aveludadas,a saia violeta como o toque necessário,a camiseta macia foi como
vitória."E,ele escolheu bem,e como".Brami.

Me vestindo finalmente pude terminar de escolvar meus cabelos finalmente longos,fios andulados tecidos em naturelidade.Pensei.Me deparei perdi-
da por alguns instantes.Lestat em meio a tragédia de papai e mamãe me pegará e com isso me meterá nesse momento.Bem,precisava ir,odiava nova-
mente saber que as férias acabará.

Terminado o processo sai do quarto,na sala me deparei com Jeffeson.Se algum modo fisgará seu nome no ar a respeito de seus pensamentos.Um
ser de boa aparencia."Acho que cuidados relativos a mim serão poucos,correto?".Ele olhou-me,se encontrava parado a porta,tinha minha bolsa na
mão,com isso respondeu:

-Claramente que,sim,mocinha. Tenha certeza de que tudo ficará as ordens aqui.

Pensei,e com isso sai ao pegar minha bolsa negra."Eu o mato Lestat!".Brami caminhando pelo jardim,a manhã isolarada me era maravilhosa e que
fosse.Tomária café da manha no Instituto,sem duvida de que minha irritação ultrapassará o limite com redeas sobre mim.Na limosine cruzei meus
braços,olhava a janela irritada.

Ouvi a porta fechar-se quando o motorista deu partida me deparei cheia de ódio."Ele pensa que é meu dono.Ah! Veremos,veremos e veremos.Se
ele me acha a maldita que sou,então veremos".Loucura,eu sabia,mas desafio me chamava.Lembro que com isso uma rotina extensa começará,eu
sabia do que me esperava a respeito dos estudos desse ano.

O quê mais me irritava.A respeito de preceitos de renovação,me foi assustador saber que era necessário,e como.Acho que sentir isso por coração
me amenizou a dor.Voltará e com isso Lestat me bombardeará com uma avalanche de coisas e compromissos."Por quê? Legado?".Bramia algumas ve-
zes ao decorrer do dia.

E que dia.Um dia estranho,silencioso,cheio do fervor gélido de medo,medo por esse recomeço.Oh,céus! Como clamei em vários momentos nessas
passagens para que eu voltasse.mas não! "O infeliz sabe que têm patente sobre mim e fará proveito. É assim que todo conceito se forma".Com a
minha pesquisa durante o dia,esse dia de recomeço,soube.

*SAMANTHA CHARIÉRE DE LIONCOURT".Oh,céus! Pequenina aprendiz,correto? Sempre colegas,próximos me chamavam de SAMANTHA,pequeni-
na Samantha! Mas jamais pelo meu nome completo,o que falhava-me a memorização de meu sobrenome,e finalmente nesse dia memorizei.Acredita
que cheguei em casa lendo-o?

Oh! Que dor,lia meu sobrenome anotado sobre a palma de minha mão ao chegar no novo início de noitinha."Senhorita Samantha,chegamos".Eu
olhei pela janeça."Que infelizidade".Sentirá na pele o peso desse suposto legado que Lestat me desferirá a custas rédeas nesse novo ano.Descer
da limosine e vê-la partir me foi aterrador.

Senti o vento como se fosse força espectral."Que isso!?".Brami amedrontada.Pairava os olhos pelo perfumado gramado do jardim,sons de ondas
do mar batendo na praia do outro lado da rua.Segui e com isso o portão se fechou-se.Indo a cozinha ao está na casa vi que antes de ir,Jeffeson,o
meu mordomo preparará jantar pra mim.

-Bem! Sozinha,espaço pra mim e nem sinal de Lestat. Que coisa,a noite e minha!

Alegrei-me em saber que mesmo sendo 19:30 da noite ele sequer aparecerá.Segui! Banho,banho precioso e com isso uma túnica de linho clarinha
e fresca a minha espera sobre a cama.Que malva.Bem! Que sofrido está sentada após preparar-me a escovar meus cabelos ainda humidos.Pensa-
va."Oh! Ele não vem,que maravilhoso. Somente eu,eu e minha mente".

Podia até sentir meus delicados pés de menininha tocando o tapete ao está sentada,olhos fechados e o som da escova deslizando pelo meus cabe-
los.O cheiro de banho recente no ar.O vento veio,e nossa!Pela porta do quarto está aberta senti o cheiro de meu jantar."Como,como assim!?".Dis-
se ao levantar-se pousando a escova prateada sobre a mesa da penteadeira,o imenso espelho oval brilhando a minha frente.

'Samantha estou presente e fico triste em saber que sequer jantou sua menininha rebelde. MUITO,muito rebelde menininha.'

Pensei,fechei meus olhos por alguns momentos,era ele.Sentis eu cheiro de longe.O perfume ávido,somente dele.'Oh! Estou aqui'.Sai,tinha meu cor-
dão de prata com pigente em camafeu de jade.'Desça,ouço seus passos menininha rebelde'.O mandei silenciar-se e quando terminará se descer a i-
mensa escada o vi de pé a frente da porta.Ele a fechou.

Vê-lo ajoelhar-se ao ver-me parada no vão da escada me foi irritante."E agora vaís me seguir".Ele riu por alguns momentos,o lindo sobretudo de
tom violeta dele me foi sufocante,hávia se preparado pra essa noite.A calça de belo corte negra em perfeição,a bota no tom do sobretudo como
o esmero de flores."Não exatamente".

Oh,risos pacatos,quando de frente a ele esticando meus dedos sobre seu rosto disse."Tu és irritante,varão maldito".Ele compreendia que esse era
nosso jeito de nos entender-mos:Nos odíamos mas nos entendemos.Quando finalmente pude sentir seus braços me envolverem,foi como força,não
que ele tivesse medo,mas temia a sua crueza em relação a isso.

Segui depois pra imensa cozinha,ele olhou por alguns estantes do balção."Mais alguma coisa meu infeliz varão".Oh,quando deparei-me com muita co-
mida a comer,refleti que a crueza de Lestat sempre e como redescobertas,e perante tudo isso,era o que ele hávia me feito.Ajeitando a borda de mi-
nha túnica dei-me a comer,e quando ele sentou-me á mesa me fitando,senti caláfrios.

Estava quente,porém,por algo,e sempre soube o cálido perfume de sangue emanando dele."Teu pai pode ter sido muito rebelde Samantha,mas eu
tenho que admitir que Aziel me deixou um presente entanto".Hum...Sua astusia me zoava a modos e atos."Quais motivos?".Ele pensou por alguns
momentos e prosseguiu vendo-me comer.

-Rebelião princesinha,imensa rebelião de Aziel.Quero que venha comigo depois de jantar,alimenta-se em sua forma humana.Necessito de tua peque-
nina presença.

"Por que me pede? Sou insignificante Lestat".Ele riu movendo os dedos por algums momentos sobre seus lábios rosados,a pele corada sempre será o
recado,e que recado.Exatamente quando o prosseguir aconteceu e ele percebeu que terminará,levantou-se."Não precisa arrumar-se,esqueça".Juro
que se eu pudesse teria desferido chutes em seus pés e saído em correria nesse momento.

E admito,foi o que fiz em desespero.Ele começava a causar-me medo! Céus! Poder move-me,deslizar e pizar em seus pés,para depois correr,foi a es-
cape necessário.Só não contava que quando na sala ele pegasse-me com tamanha força por trás."Menina malvada! Não disse que seria cordial.Preci-
so explicar mais Samantha!?".

Eu gritava,tentava esmurrar seu anti-braço."Me solta! Não pedi nada disso! Me solta! Me insulta com tua presença não humana.O quê queres de mim
Lestat!? Pensa que sou um brinquedo!?".Ele soltou-me no chão,cai sobre o tapete macio,ele olhavá-me com os braços cruzados,eu tomava ar."Não,eu
só quero que saiba que és o pouco que Aziel me deixou Samantha,somente isso apesar de sua arrogância em renegar-me".

Respirei,quando ele moveu seus dedos sobre meus delicados ombros pôs-me de pé,foi como imagens rápidas,sempre odiava esses momentos já que
o infeliz causava-me cálifrios com seus movimentos quase imperceptiveis.Vi um jovem menino ruivo em um quatro perfeito."Hum...Disse Aziel,e claro,
e deparo-me com tua impertulância".Foi doloroso pra ele.

Doloroso poder desferir as palavras seguíntes."Sim,agora entende".Olhava os olhos do jovem ruivo,os olhos verdes quase reais pra mim.Quando o
Lestat pegou-me pode sair comigo.Sem tocar a maçaneta da porta comigo em seus braços fez a porta fechar."Vai me levar pra onde!?".Ele riu,sabia
que esmurar os ombros dele,como esmurrava era envão.

Lembro dele sorrir."Princesinha vou caçar,somente isso,tão simples,mas será a primeira vez que presenciará".Ele seguiu,não que eu berrasse,mas a
minha inutiu força se fez real nesse momento.Sei que ele foi comigo aos fundos e que com isso subirá aos céus comigo."Eu,eu,eu,eu vou enloquecer!".
Tudo que ouvia era meus gritos finos,delicados ao vento.

"Ai,céus,céus alados!".Como era gelido,por sombre os ombros olhava a imensidão da Cidade,até a margem da imensa Orla do Mar Mediterrâneo.
"Dorme,vou pra longe da Cidade,quem sabe outro Municipio em Athena".Risos ácidos dele.Ele me segurava com força,cuidado."INFELIZ!".Nunca
em minha existência provará isso,jamais.

Apaguei,simplesmente apaguei,apaguei tomada de qualquer insanidade que uma menina como eu na época poderia ter.Sonhos,sonhos com aquele
jovem ruivo no quadro,seus olhos verdes.Tão real,tocável.'Eu vou enlouquecer,eu não preciso passar por isso,eu quero morrer,eu quero sobreviver
a esse ser'.Será que ouvia bem?

Oh,céus,o vento,o vento cortante.O toque ao rosto,era como se aquele ser ruivo me tocasse o rosto.'EU TE AMO QUERIDA,EU TE AMO.És minha.
Somente minha Samantha'.Será que ouvia? Acordei,ouvi algo cair ao chão,e podendo abrir os olhos me deparei com Lestat agarrado a algo.Isso me
foi angustiante.Ele mantinha-se sentado com aquela infeliz vitima morta.Era como visão.

Lestat sentado segurando como um nada a pessoa já sem vida.olhos fechados,lábios delicados,semi-fechados sobre aquele corte infeliz na gargan-
ta do coitado.'Para,peço que pare'.Ele riu,a noite fria continuava,olhei melhor a minha volta quando levantei-me e percebi.Um imenso cemitério,as
montanhas banhadas pelo luar a nossa volta.

-Não se preocupe meu amorsinho. Estás segura.Apenas deparo-me com uma princesinha a despertar.

"Não,não era necessário seu monstro".Isso o pegou se surpreza,afastou a vitima de lado,me foi aterrador o modo como ele o jogou a frente,vi o
corpo voar por cima de mim e cair logo a frente de um dos túmulos."Sabe que a amo pequenina,estou aqui".Isso assustou-me,poder sentar-me em
seu colo me foi pra provocar-me caláfrios.

Ele me acolhia como malva de seda."Samantha,há,pessoas a querendo conhecer,és chamada,apreciada por pessoas tão insanas quanto eu".Eu
pensei em Louis.Oh! Meu pobre Louis que as vezes vinha a mim em visita chorando.'Quer dizer,és visitas,já,que agora será estável'.Pensava mi-
nha pessoa acolhida por Lestat nesse momento.

Fechei meus olhos,ofeguei,pensei.Pensei com a profundidade de meu espirito.Ah,tão tocável,pensava no jovem ruivo e com isso deparei-me com
os lábios de Lestat encostados aos meus,mácios lábios.Gotas me foram sentidas e como quis agarrar-me a aquilo.Me envolvi,desferi minahs mãos
delicadas sobre seus cabelos,os afagava."Eu,eu quero mais disso".Pensei ao abrir meus olhos,vislumbrar as sutis gotas de sangue em seus lábios.

Olhos turvos como uma teia terrível e imensa me envolvendo."Eu,eu...".Ele riu,consegui sentar-me a sua frente,e se pudesse o teria agarrado,e
quem sabe tido mais.Céus! O olhava e queria voar sobre ele."Samantha...És justa a teu nome meu amorsinho,princesinha,sua bruxinha insana.A
amo,eu te amo,somente minha".

"Eu...".Parei,e foi quando ele disse á mim."Sim,Thalwa,Lunnes,Vitória Regia depois desses primeiros anos de afastamento e envoltas em coisas
terríveis mal esperam para vê-la.Olhe para você! Como mudou! Mal parece aquele bebê que peguei e trouxe pra pra,e que mesmo perto porém
ao mesmo tempo longe,vígio".Ri,movi meus dedos a frente tocando-lhe o rosto.

Ah! Como o luar lhe era cálido,sua pele como malva de neve e ainda corada.Sangue quente."Tudo bem,tudo bem,estás nervoso e necessita de
mim.Estou aqui querido".Silenciado ficou,disse-lhe."Tudo bem...Te odéio mas lhe entendo,também o odéio Lestat".Ele sorriu,o modo como ergue-
me a sua frente ao pegar-me pela cintura espantou-me devido a insignificância pra ele.Olhavá-la.E,a noite se tornará uma terrível viagem.E isso
foi como revelação."Logo,logo minha menina.Logo,logo ".O olhava,e pelo visto a co-relação entre eu e ele tornava-se forte,tocável.Admito que
para um começo e retorno! Um momento em que desejei matá-lo por isso.

***Continua***
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Samantha-Cap 3

Mensagem  Ana Nery em Sex 6 Maio - 10:28:10

***Continuando***

Lembro que depois desse momento eu voltei,ele me levará novamente de volta para minha nova casa,como disse ele,minha cada
definitiva. Esperava que junto disso ele se tornasse mais cordial,quem sabem mais ligado a mim.Mas será? Ah! Nunca esquecerei
a forma como eu apaguei,tudo que senti nessa volta pelos ares e céus de Athena e que sonhava.

Ele me colocará em minha cama.Senti,cheguei a sentir envolta em meus delírios,ouvi sussurros doces,como musicas tocadas em si-
nos e malva de pretenções.Oh,céus! Oh,céus! Como de alguma forma Lestat agirá de jeito tão presunçoso! Como desejei em meio
a esses delírios e atos de despedida dele morrer.

'Voltarei Samantha e esteja preparada,desejo muito que esteja sempre preparada'.Sensação de mãos sobre minha testa,sensaçãod
de algo me torturando lentamente.Sono,apagão,a chegada e retorno concluído perante as loucuras de Lestat.E,esse hávia sido seu
jeito de fazer prol de sua vontade e palavra.

Será que mesmo assim ele entenderia? Entendam que junto disso,tudo em minha vida hávia mudado,se transformado.Ah! Como eu
desejei alguma presença nesse momento. Sonhos,sonhos e sonhos perante minha ausência de consciência e descanso merecido em
minha imensa cama.

Algo retumbava em meus pensamentos.'Sua vida mudou,não somente herdeira má belle,não somente herdeira,mas conceituada,to-
mada de qualquer abrangência seleta.'.O quê isso queria dizer-me? Sim,o quê!?.'PRIVILÉGIADA? Sim,sim'.Nunca me senti tão tomada
de terrível agonia!

Sons,barulhos! Gemidos,gemidos e mais gemidos.Acho que o fato de minha pessoa gritar quando acordou na manhã me desesperou.
Me deparei com o espelho logo a frente sobre a linda parede.Me vi sentada sobre a cama,minha túnica chamuscada.Suava,me sentia
quente.

Tamanho fervor sempre me e seletivo.Oh,e como! Foi como uma imensa dor me tomando aos poucos,céus! Cheguei a mover meus
delicados dedos por sobre meu coração,meu pobre e destruído coração.Era como ser rasgada por dentro,destruída para depois ser
renovada,reconstruída:Nisso eu me tornava aos poucos o quê háveria de ser.

Vieram as lágrimas,meus lábios gemeram alto,um murmurio ouvido no ar por sobre o quarto.Minha mão apertava firme por sobre meu
coração."Pobre,pobre coração.Ai,de mim!".Brami ao deitar-me novamente com o rosto por sobre o mácio travesseiro.Mais gemidos.Eu
apertei firme aquele maldito travesseiro.Necessitava.

-Ele vai matar-me aos poucos e mal se preocupa com isso! Oh! Se ele soubesse das maldições que me joga. Ele sabe que sentirei sou-
dades,que esperá-lo toda noite me será tortura.Não tenho compainha,nunca terei!

Continuava,mais gemidos,os deixei vir a me sufocar,e como.Nunca senti tamanha solidão! Foi quando ao passar de mais uns minuti-
nhos ouvi alguém bater na porta."Senhorita Samantha?".Era meu amado Jefferson,meu amado e escassa compainha."Sim,o quê foi?".
Quis saber.

"Precisa comer,alimentar-se senhorita Samantha.Logo,logo terás que ir á teus compromissos".Ah,sim,e que dor! Levantei-me com
delicadeza,ajeitando a borda de minha delicada túnica sentei-me á mesa na linda varanda do quarto.Oh,céus! Como o jardim era-
me lindo.

O sol entrava,tomava-me.Com isso Jefferson entrou.Um elegante ser com seus cabelos grizalhos e delicados,terno,gravata,tudo
que um ser luxuoso como ele háveria de ser.'Serás herdeira,és herdeira e como tal! Comporte-se como uma dama,uma rainha!'.Eu
admito que era como a voz de Lestat ecoasse em meus pensamentos.

Vi a bandeja ser colocada sobre a mesa."Me retiro senhorita Samantha,logo,logo virão buscá-la para sair".Me silenciei.Céus.Olhava
a bandeja:Uma jarra com leite gelado,prato de porcelana chinesa cheia de torradas,queijo,geleia fresca.Frutas cortadas no refratá-
rio.

-E assim me toma.Como adorária envocar forças por sobre ti Lestat.O que és de mim? Diz,sim,que algo ligá-nos,mas o quê? Sinto e
começo a perceber quem foi meu pai,mamãe,mas como assim!?

Comecei a comer,com o tempo me encontrava descendo a imensa escada da mansão.Atenuei meus olhos,era como se uma deliciosa
ivação de sensações percorresse a casa.Oh,céus.Na varanda a frente de casa ajeitei a borda de meu vestido de algodão.Um trecido
fino e delicado.A cor azul-marinho me era encatadora,principalmente o pá de botas escolhida a dedo por mim.

Baixas,confortáveis,o tom branco das botas pelo visto atenuava-se junto a faixa de cetim atada com esmero a minha cintura."O quê
ele pensa que é?Me enche,enche meu pobre gloset com roupas de bonetas.Dáqui a pouco estará penteando meus cabelos e colocan-
do fitinhas de enfeite".

Entrando na limosine estacionada a frente da casa ri,ri ao ver a porta fechar-se pelo mororista e o voltar o rosto pra janela."Ah,Lestat.
E,fitinhas de enfeite".Brami.E com isso seguiu-se,a limosine começou a circundar as Ruas de Athena.Ter sido criada nessa Cidade de an-
tiga civilização e apavorante.

Lembro que com isso a escassa presença de Lestat me apavorou.Será mesmo que ele cumpriria sua promessa? Não foi o que aconteceu.
Não ao envolver-me em continuos atos.Me vi transcorrer todo acalanto de dia,e finalmente ao voltar pra casa,nada,absolutamente nada
naquele começo de noite.

Me deparar entrando em correria pela imensa sala e nada encontrar de presença me foi a maior quebra de promessas.E,meu dia fora
cheio,pertubado a respeito de amizades fervorosas que contruia aos poucos."E,ele,ele,ele não veio".Brami.Simplesmente gelei nesse
momento.

Ele naquele momento era a compainha que necessitada."Meu ser imortal,ímutável! Começa com a tortura correto!".Fiquei sentada por
sobre o tapete por alguns minutos pensativa.Gélida ainda mantinha-me,olhava as almofadas decorativas,e deixando a bolsa sobre a me-
sa de centro fui em direção a cozinha.

Peguei a jarra cheia de suco de frutas,entornei trémula no copo.Á mesa vi meu jantar cervido,era como o pacato Jefferson entendesse
meus desejos.Ri por alguns minutos."Ah,ele verá,ele verá".Foi nesse momento que algo intuitivo me tomou.Bebendo alguns goles tive a
idéia,vontade de saber mais sobre pessoas próximas a mim.

"E isso que farei".E foi-se duas noites,duas noites inescrupulosas sem nem um sinal de Lestat.Lembro de que quando cheguei na terceira
noite de meus compromissos encontrará algo sobre a mesa de meu quarto.Olhei o imenso espelho oval.Céus,mal acabará de tomar banho
e só nesse momento percebi.

Lá estava durante aquele tempinho o bilhete.Pelo visto o maldito passará antes de minha chegada."Duas noites e nessa 3° noite ele vem".
E mesmo assim rapidamente! Arquei a sobrancelha,olhava a letra típica dele.Meus pobres olhinhos passeavam,aplicavam meus conhecimen-
tos simples a respeito de leitura alheia.

'Peço desculpas Samantha.Princesinha logo,logo,voltarei e esteja pronta para mim.Samantha sabe que há pessoas querendo conhecê-la
e saiba que minha dolorosa ausência vem devido a compromissos sérios aqui.

Samantha!? Deixo com felizidade uma das preciosas coisas que lhe presentearei. Logo,logo Samantha,logo,logo e estaremos juntos nova-
mente princesinha. Não falhe,não deve falhar".

-O quê ele quer dizer com isso? Céus! Presente? Mas,mas o quê exatamente!?

Olhando ao lado da minha escova sobre a mesa da penteadeira vi,vi a caixa reta,retângular e negra.Me espantei,e como! Acho que meu
sobressalto da cadeira me foi o recado."Ele,ele é louco".Nunca ouvi minha pobre voz tão ácida e angustiada.Peguei a caixa,destravei o la-
cré.

Cerrando o olhar vi,vi com arrepios aquele cordão feito a medida pra mim.Pura prata,espiralado e finíssimo."E como petálas negras,agora
eu entendo o que ele quis dizer-me.Oh,Lestat!.O pingente era circular,pedra vermelha por sobre o molte,mas percebendo que era um bro-
xe o abri por sobre o meio.

Delícadas iníciais.**L & S**. Céus,presenciar essas iníciais lacradas e gravejadas me foi aterrador.E,seu nome e meu nome."Vou bater em
ti quando vires.Ah,vou".Arquei meus olhos.Quando coloquei a joia me olhei.A noite fria me aquietava,necessidades. Olhava aquela menina
por sobre o imenso espelho.

A menina com a joia.Algo sinistro emoldava essa imagem."Juntos ou separados?".Mas a vontade de enfronhar-me por sobre meus pais
me tomava.E,lamentava mas necessitava,sempre necessitária.Acho que o fato de sejar isso e circundar a realização de meus desejos
me foi realização.

Na tarde do dia seguínte revolvi por por alguns minutos antes do Instituto passar em uma biblioteca.Na limosine ao passar em frente tive
a audácia,e que audácia."Por favor! Pare,necessito disso".Ah,ver algumas pessoas me olhando ao descer quando a limosine estacionou
na calçada me arrepiou.

O vento batia sobre meus cabelos soltos,o meu vestido de desa rosa esvoaçante,tanto que segurei por alguns segundos minha bolsa.A
sapatinha perfeitamente macia.Ah! Sempre a cor branca pra esses tons clarinhso."Senhorita Samantha a esperarei,estarei aqui".Olhei o
motorista por alguns momentos.

Prossegui."Família CHARIÉRE & LIONCOURT".Não era possível que nada encontrada a respeito desses sobrenomes sussurrados por
mim.Sussurravá-os ao entrar na imensa biblioteca.Procurei,procurei.Olhei vários livros de clans por sobre as prateleiras.Nada.Nem a
bibliotecária nada encontrará.

-Mas,mas como assim!? Vivemos na Europa,correto!? Como nada sabendo que as histórias das famílias daqui remetentes,graças,sempre
foram bem quardadas?

"Desculpe senhorita Samantha.Mas sobre seus dois sobrenomes nada temos".Assustador e claro.De volta entrei na limosine irritada.
Pensava.Irritei-me sabendo que era típico na europa quardamos bem as histórias de antigos clans e famílias europeias.Acho que o fa-
to de desesperadamente ligar pra tia Isabel me foi sinistro.

Me vi largando a bolsa sobre o sofá,com o telefone em mãos esperando a chamada.Sim,havíamos passado lindos dias juntas correto?
Se ela era uma Chariére,iria entender.Nada,absolutamente nada.Tudo que sei e que deixei recado na caixa postal implorando para ela
me ligar,retonar-me.

Me encontrava bramindo o número para ela.E quando terminado a sensação de nada ser.Nada ser."Ele e louco,eu sei,mas jamais dei-
xaria de encontrar respostas melhor citadas".Sorri.O esperaria.Será mesmo que ele viria? Não,ele não vierá.Mas durante o jantar na
noite seguínte já melhor,a campainha viera.

E o infeliz mal sabia do telegrama que Isabel me mandará durante o dia,minha sobre e escassa ausência.O olhava parado á porta.Se-
gurava o telegrama lido durante o jantar recém-abandonado por sua vinda não avisada."Quero saber disso.Clama pelo nome de Aziel.
E ainda por cima me acha tola".Ele espantou-se

Viu-me jogar o papel por sobre a mesa.Olhava com gélido olhar."Isso e loucura".O ouvi bramir."Loucura e indicar-me apenas coisas e
nada concluir!".Gritei.O olhava,sentia raiva,imensa raiva.Sentei-me tremendo de raiva.Ele lia as palavras da pacata Isabel.Graças que
ela responderá-me tão depressa.

Lestat andava de um lado a outro.Esbelto,seus cabelos loiros amarrados com linda fita negra.O longo casaco negro ajustado a sua
cintura,calça de carmim,sapatos.O tom negro o ardonava essa noite."Isabel,recorreu a ela,ela cita Aziel e Lilith".E,e eu pedi que sua
pessoa concluí-se tudinho.

-Vés aquele jovem ruivo no quadro? Sim,Aziel meu filho morto,assassinado por aqueles malditos que tua mãe faz parte! Lilith o levou
a morte,sabia!? Mas Isabel defendendo sua sobrinha jamais o diria.

-Ela vive,e isso!? Está dizendo que ela vive,Lestat!? Por favor! Diga-me,ela vive!?

"Cala sua boca Samantha! Mal começa a entender menina! Nada sabe sua irritante mimada!".Ele gritou comigo,nunca o vi andar tão
depressa.Um vulto ao sumir conforme deu seus primeiros passos."Sua menina irritante e mimada.Nada sabe,mal começa a entender
a natureza detudo isso".O olhava amedrontada.

Era como se ele fosse tomado por coisas."Sai,sai dáqui! Não tenho medo,sabia!? Não tenho medo!".Com isso ele virou-se."E eu pen-
sando que era mais esperta".Bramiu.Me deparei tomada de arrepios.A chuva veio.Ouvi trovões quando ele saiu batendo a porta.Eu
berrei para que ele ouvisse."Não sou sua prisioneira,muito menos patente! Vou saber a onde está minha mãe!".

'Desista,sabe que nada conseguiria,não agora'.Pensamento emanando dele.Ouvi mais trovões,foi quando algo me tomou,algo reme-
tente a mente.Me deparei de pé olhando o quatro daquele jovem ruivo,olhos verdes.Era Aziel.Claro! Desde o momento era Aziel.Eu
olhei os interruptores e com isso a força veio.

Eu mal acreditava aque aquilo acontecerá.Brami em choro.Cai por sobre o tapete gemendo de choro.O medo,somente o medo.Odiava
o som dos trovões rompendo os céus,e logo naquele momento trovões! Chuva! Olhei em meio a escuridão,a claridade dos raios ilumina-
do a imagem de Aziel.

E foi nisso que deitei-me dentre as almofadas,ofeguei."E,respostas e mais respostas".Era terrível a sensação de trevas emanando por
todos os cantos,e que coisa! Mas soube nesse silêncio em meio aos sons da tempestada recente que Lestat sentia raiva,mas jamais a
coragem de matar.Isso aliavá-me,e alíviaria eternamente.Quietude,tocantes trevas palpaveis ao toque.

***Continua***


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Samantha-Cap 4

Mensagem  Ana Nery em Sex 6 Maio - 11:29:37


***Continuando***

Sabe a sensação de guerra? E,foi isso que me tomava.Oh,céus. E,minha tempestuosa personalidade emanava e com isso
fizerá guerra ao Lestat.Mas graças que confirmará tudo isso.Oh! Pobre Isabel ao ligar-me no meu despertar da manhá se-
guínte."Oh,querida,entendo.Fica triste não.Graças que sobrevive. Ah! Como Lilith deixou-nos algo tão precioso".

Risos me vieram,acho que a pacata relação contruída nos dias com ela durante as férias de verão me foram a melhor coisa
até o momento."Sim,queria saber se mamãe viveu bem com papai.Sabe mesmo se de alguma forma podéria encontrá-la?".A
quietude a tomava,e ela disse-me por telefone."Bem! Entenda! Ela o amou,e como Samantha,porém,coisas que ainda não
devem ser entendidas a impedem de se aproximar.Não agora! Mas quem sabe aconteça algo".

"Como assim?".Brami delicadamente,quem sabe fazendo voz de anjinho ela me dizia algo.Que nada,viu?."Lilith vive em guerra
Samantha,digamos que tu és o único humano dela,até mesmo do morto Aziel.Que os céus o tenham".Oh! Que coisa.Desliguei
e com isso pensei.

Com isso a bravura tomavá-me."Bem,Samantha! Tua família e escassa,pelo visto louca e terás que sobreviver,e vais sobrevi-
ver!".Disse jogando o telefone por sobre o sofá.Sabendo que estava liberta a travar minha guerra de auto-entendimento,o fiz.
Nas Ruas de Athena cheguei a tomar sovetes nas lanchonetes,até mesmo comer fritas!

Eu em minha depressão comendo fritas,dá pra entender!? "Quero saber a onde isso vai para".Disse.Mas o quê Isabel quis dizer
com mamãe viver em guerra? Isso era para assustar-me? Sei lá! Fiquei pensando muitas coisas sobre isso.Mas um passo importan-
te hávia dado: Mamãe estava viva e pelo visto Lestat a odiava.

E,a odiava,e como a odiava.Pensei disso ao decorrer dos próximos dias,e se Lestat me castigava,sim,ele castigava-me com sua
ausência.Solidão,cede por sua presença.Céus! Cheguei até mesmo a esperá-lo por uma noite inteira acordava para sair no dia
seguínte cheia de sono.

Muito sono! Sono a tal nível de aguns professores me pedirem para voltar para casa.Esperando no corredor da sala do diretor
alguns colegas bramiam entre vi."Samantha está péssima.Não sei! Algo em Samantha mudou,será que sérios problemas ela en-
frenta?".

Por quê? Céus,como estaria melhor no orfanato,longe de tudo isso,apenas vendo Lestat uma vez ou outra,e não ser fisgada e
enchida por tudo isso.Saíndo do Instituto e finalmente na limosine pensei com profundidade a respeito do que tinha feito e me a-
margurei.'Ele teria dito,dito se tivesse pedido com educação já que pelo visto ele não quer cometer erros do passado.Erros que
somente aos poucos ele tende a dizer.Tu brigou,gritou com ele Samantha,e isso e como por a prova a autoridade dele'.

Eu,uma criança pensando nisso? Céus! Isso tudo me forçava a pensar como gente,e não como uma criança mimada apesar de
ter um império ao redor.E,um império secreto que o infeliz me jogará sobre as costas.Autoridade! Isso pelo visto guerrearia com
ele.

E,Lestat me enfiará nessa situação e tive a plena noção perante tudo isso,esse momento,que teria que passar por essa provação.
Pensem melhor: Hávia mesmo enfrentado a autoridade dele? Será? Tive duvidas.Uma noite passou-se,mais uma,e mais uma.Toda
transposição de tempo me perseguia.

Nesse tempo a todo momento ciente de que ele poderia aparecer a qualquer instante.Acho que de tanta impassividade duarante
esse transcorrer frustrante estava prestes a desligar-me.Desligar-me no sentido de que quando compreendi que hávia sido colo-
cada de castigo por Lestat,irritei-me.

-Isso não e apenas uma ausência,ele provoca-me,me insulta,até mesmo trava guerra comigo! Ele sabe que minha intuição perante
o que ele é e falha.

Provocação,provação.Céus,nem mesmo Louis,meu amado Louis aparecia.Que transcorrer alheio,e foi em uma dessas noites que
cheia de infelizidade sai pelo jardim,resolverá ligar-me a algo natural para ver se algo acontecia.Gostava da sensação do vento
tocando-me o corpo,do meu vestidoddd negro em seda movendo-se com meu andar.

Seda,a seda.O melhor tecido que há de ardonar qualquer corpo.Andava,pensava,em vários momentos andando dentre as avores
do jardim bramia o nome dele.'Ele vai me enlouquecer,algumas noites passan-se e nada dele.E,ele está vencendo a guerra".Oh,céus.
Quando sentei-me á borda do lindo chafáriz do jardim olhei aos céus e tive a sensação de adoecer.

Seguídas lágrimas ao rosto,pensamentos voando.Meus pés descalços pousados a frente.Estrelas cintilantes."E,Lestat.Está me dei-
xando doente,doente de soudades seu maldito.Tudo bem,fui rebelde,deveria ter perguntado".Que arrependimento.Será que de al-
gum lugar ele ouvia?

Olhei para o lado em direção ao imenso portão,pensei ouvir nado,mas nada era ao levantar-me apressada.Algo me tomou e quis
matar algumas pacas curiosidades.E,amei saber que Indo aos fundos da casa hávia bibliotecas.Pecaminhos,mesa para ler em ma-
deira pólica,prateleiras com novos é antigos livros.

"Que maravilha,se ele soubesse o favor que faz".Olhei o tapate,algo ali me chamava atenção,e que atenção.Uma brecha por sobre
o acoalho de madeira do piso.Puxei as pontas do tapete em vermelho-vinho,vi a tranca."Aqui e um porão,céus".Desci,desci quando
mesmo pequenina como era puxei a tranca imensa.

O peso retumbando ao ar e meus passos por sobre a escada que levavá-me aos fundos do porão."Nossa,olhe isso".Ri por alguns
momentos,meus risinhos ecoaram ao presenciar tudo isso:Um caixão luxuoso de cor marrom-escuro,uma mesinha de ler de madei-
ra bem clarinha,espelho a frente,vê-la por sobre o castiçal de prata(Dois castiçais pra ser exata).

Puxei a gaveta da mesinha de ler e vi aquele diário de várias páginas.Me sentei e vi por algumas páginas que Lestat antes de tra-
zer-me forá ali.Escolherá o lugar a dedo.E no fim das páginas palavras aplicada,alarmantes devido a algo o envolvendo.Isso levou-
me a loucura por definitivo.

'A cada noite que passa,a cada noite que caminho por dentre essa Cidade maravilhosa me encontro cheio de dor.Poucos sabem a
dor que carrego.Um filho.Oh! Céus,um filho morto,assassinado a sangue frio em meio a uma guerra.Espero não falhar com ela.Eu
não sei o que será de Samantha,mas não posso falhar e não vou.

Ninguém por mais que me ame conseguíria me reconstruir a tutê-la que tive para com Aziel.Oh,filho! Causa-me soudades,como que-
ria andar,tocar-lhe,quem sabe até mesmo transpor momentos desejados. A falta que causa vontade de desfazer-me ao sol'.

"Isso e loucura.Não somente loucura.Ele sofre,e pelo visto a alguns anos.O quê se passa em uma cabeça dessas.Que os céus me
ajudem,preciso de ajuda".Disse fechando as páginas.Olhei aquele caixão e dormi nas duas noites seguíntes ali.E,mais um tempo e
a soudade arrancava-me vestígios de trevorosos pensamentos.

Na tarde seguínte,logo no início da noite em minha depressão fui para o sotão.Aliaviada estava por graças está levando com toda
tranquilidade possivel meus compromissos,mas não aliaviada pelo castigo de Lestat.Entrei chorando naquele caixão amedrontador.
Sim,a chuva começava a cair.

"Seu infeliz,tudo bem,tudo bem.Vou morrer,quem sabe tomar qualquer coisa e nada sentir na morte.".Nunca esperava dizer algo a
aguém em relação a isso,mas foi isso que disse.Era soudade,castigo e amor.O amava,sempre o amei,desde que me conhecia por
pessoa nesse mundo.Em nossos pacatos encontros.

Oh! Sonhos! Gemidos vindo de mim,meu choroso ao ardomecer tranquilamente no caixão.A túnica em tom cinza carinho me tinha
sido escolhida a dedo.Necessitava,e como.Conforto pelo veludo negro do caixão por baixo de mim.Sonhos,eu sonhava.Imaginava
mamãe,quem sabe eu a pegando,chorando em finalmente conhecê-la.

Sons,imagens rispidas.'Tudo,tudo bem'.Estava passando,passando.Ouvia somente os trovões e sons envolta nesses sonhos.Algo
me perseguia,o algo tomou-se e junto disso a teia,a teia que arrebentava meu sangue.Gotas de sague caíndo.O som de gotas a
serem jogadas sobre meus lábios.

'Samantha,Samantha,Samantha....Me ouça! Irritou-me,mas a morte um dia jamais chegará a ti.Samantha?'.Infelizidade.algo dando-
me apoio,algo circundando por sobre minhas costas delicadas."Eu,eu quero mais disso.Me faz sofrer,estou sofrendo.Um dia me assas-
sinará e não voltarei mais".Disse sonolenta.

Mas aquele algo sendo jogado por sobre mim,cheiro de flores ao meu fato.Respirei ofegante.Algo me enchia a boca.Quente,quente
como teia tecida no ar.Teia vivída em sangue."Samantha".Me gruvada a algo.Lá estava quando abri meus olhos com visão turva o
maldito me dando apoio,seus lábios grudados aos meus.Eu me agarrava a ele.

"Finalmente! Castigou Samantha e se tiver que ir embora,irei.Desculpe,preciço de redenção,maldito".Ele riu por alguns momentos.Ao
olhar por sobre mim vi muitas flores vermelhas e negras dentro do caixão.Ele pegou-me nos braços.Me encontrava como uma menina
chorosa em seus braços,tantas rosas vermelhas e negras que assustei-me.

Nunca pensei soluçar tanto e foi quando olhando em minha volta com ele andando comigo,que senti a presença.Olhei,foquei os olhos
nela.Uma bela mulher alta,pele delicada e clara,olhos gélidos em tom azul.O seu vestido branco atenua-se a suas curvas,a faixa negra
atada a sua cintura delicada era como pecado.

"E ela,finalmente,dê-me ela Lestat ou ela desmaiara de medo".Foi como voar em leve-za quando ele entregou-me a ela.Nunca vi ca-
belos tão loiros,cacheados parecendo cetim enrolado,a macies dos fios foi como delírio.Estava sonhando,só poderia ser.Lestat anda-
va a nossa volta."Gabrielle não que eu necessite de perdão,mas respeito".

Ele desferiu rissos contra mim.Insanidade,pensei.Sentir o torque das suaves mãos de Gabrielle me foram redenção.A redenção que
a minha pessoa procurava."Oh! Céus,ela e perfeita,tão,tão delicada,e como pegar um diamente".Sua voz era gélida,mas suave.Ao
está de a olhei com atenção.

-Senhorita és como ele,tão forte como ele. Samantha não sabe como o todo o quê acontece,mas por favor! Desculpe!

"Psiu pequena,acho que mal começamos um encontro,correto? Não tens que sofrer por coisas tolas! Idiotas! Não se comporte como
um nada".Ofeguei prendendo meu choro alheio,Lestat me olhava:Um ser parado ao lado da poltrona que ela mantinha-se sentada,o
ser infeliz vestido com calça jeans negras,botas em mesmo tom,a camiseta vermelha me foi pecado em malva com as velas acesas.

"Logo,logo Thalwa virá e com isso,quem sabe,aprenderás uma lição Samantha".Oh,céus! Seus olhos brilhavam ao comentar dessa
Thalwa."Hum...Vai deixar Samantha sozinha de novo não,correto?".Ele silenciou-se,arqueou a sobrancelha-esquerda como se achan-
do o poderoso.

"Não,arrependo-me princesinha.Oh,pedaço de nada restante de mim".Bramiu auto,andou rapidamente a pegar-me e finalmente pu-
de ouvir seu pranto choroso,suas mãos grudadas sobre meus cabelos.Pobre de Gabrielle,olhava isso tudo aflíta.Uma mulher que pelo
visto passará por grandes provações.

"Você e perfeita.Oh,céus! Como querida!".Disse levando-me e tocando-me o rosto.Está com Lestat,em seus braços e olhá-la desse
modo me foi presente."Eu te amo meu querido,desculpe.Samantha não vai ser mais rebelde.Samantha promete que jamais saíra das
regras".Ele me mandou calar-me e fiquei encarando Gabrielle.Que tensos olhares."Saber que sangue de mim corre em suas veias e
como vitória".

Silêncio,estalos das velas ecoando pelo lugar.Lustre continuar perdida em sua imagem.E desse modo meus prantos foram atendidos
e esperava nunca mais passar por isso.Não era amizade.Era amor puro por ele,em saber que ele sofria por alguns anos desde a mor-
te e ida de papai.Será mesmo que sobreviveria a isso? Sim,sentia que,sim.Neutralidade de redenção.

***Continua***
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Ana Nery
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Samantha-Cap 5

Mensagem  Ana Nery em Dom 8 Maio - 17:21:16

***Continuando***

Sem dúvida de que isso tudo se tornou a continuidade de que eu precisava.Poder silenciar-me nos braços dele nesse momento me foi
o perfume de flores e rarefeito momento.Sem duvida de que eles prepararam algo pra mim.Eu ainda espantada mantinha-me quando
os dois andaram,seguiram em direção a saída do lugar.Oh! Quando demos a volta e finalmente entramos no belo jardim nessa noire a
encher-me de holocausto,me foi mais felizidade.

Vi e senti-me levinha quando Lestat pôs-me a beira do chafáriz de pé a olhar pra ele,Gabrielle a seu lado me encarando,o vento fez os
fios de meus cabelos voarem a frente,Lestat segurava firme minhas duas mãosd,graças que por ele ter feito isso podia olhá-lo olho no
olho.

"Samantha depois de tudo,pede mesmo que fique? Que esteja contigo? Sabe mesmo das conseguências quando á eu tê-la raptado e a
pego pra mim? Foi um seguestro Samantha,um seguestro".Ofeguei,foi como se a quietude me rompe-se a alma por dentro,detalhe por
detalhe minha pessoa mantinha-se nesse raro estado pisiquico e foi quando entrei na mente de Lestat,isso fez com que ele desse pas-
sos para trás.

-Oh,céus. O quê deseja fazer-me? Tirar-me desse corpo imortal pra morrer?

Ri,ri de sua suave voz autoritária,foi quando Gabrielle fez o mesmo."Oh,céus...Os amo,e como os amo.Se me seguestrou saiba que eu
me sinto feliz Lestat.E pelo visto papai,meu papai deve ter tido um sério motivo a ir,a entregar-se".Nada ele respondeu,tudo que fez foi
ajudar-me a descer a borda do chafáriz.

"Venha conosco meu amor,não seria maravilhoso passearmos a algum jardim daqui?".Oh! Que momento,graças que depois de tudo senti-
me muito melhor,e foi assim quando seguímos em direção ao lindo portão,eu uma garotinha andando dentre meio de dois imortais.Vi quan-
do Gabrielle tirou um lenço do bolso da calça de Lestat enquanto andavámos e com isso deu-se a enjugar suas lágrimas.

Tom vermelho,cálido tom vermelho.Mantive minha paciência,era como se a dor dela ao está ali a emociona-se."Jamais pensei que daria cer-
to,nada poderia dar certo no mundo imortal,isso até..".Ela parou,Lestat riu docemente,um ser olhando a frente,segurando minha mão com
total firmeza.

"Fale Gabrielle,fale que fui o único a proclamar meu sangue,vosso sangue.NOSSO sangue".E isso a silenciou,quando finalmente ela rom-
peu o silêncio foi para dizer que desejava irmos a Praça principal de Athena.Eu ri,sabia que era um lugar maravilhoso.Alias! Um dos poucos
lugares que desde bebê Lestat levavá-me sozinho a pensar,as vezes até bramia em leve choro.

Oh! Que doce caminhada de 15 minutinhos com eles.O vestido de Gabrielle oscilando a seu momento,seus cabelos cacheados e loiros
tão leves a voar ao vento.Oh! 'Quando for mulher quero ser como ela. Essa sim e fria,linda,rainha,vitoriosa'.Será que Lestat lerá meus
pobres pensamentos de criança?

Não,graças.Percebi quando ao chegarmos na Praça de Athena.Eu sentei-me no colo de Gabrielle,não sei! Mas nesse momento sentia-me
muito melhor com sua presença,sua aura feminina poderosa,doce mas fria e cruel,até mesmo mistériosa."Que bela flor,e como,que ela me-
nina-boneca".Ofeguei em soninho por alguns momentos.

E,uma menininha vestida de túnica em plena noite em Praça publica.Lestat olhava a frente por alguns momentos,foi como se ele envolve
por um transe oportuno."Samantha acha que em quanto tempo vossa pessoa estará apta,preparada para conhecer Thawa e Vitória Re-
gia com maior enfâ-se?".

-Céus Lestat,tu és profano,louco. Pena que não os trouxe.Pobre de Samantha,o pequenino espirito de Samantha grita de dor.Catigada
e ainda por cima isolente.

Ele silencou-se.Nunca pensei que ele pudesse ser tão frio,calculista,um filho da mãe a respeito de aventurar-se,conquistar e sem piedade
cuspir na face de seus inímigos."Entendo...Mas logo,logo será,logo,logo,e sobre sua mãe,eu...".Não conseguia falar,muito menos procla-
mar o nome dela.

"A odéia tanto Lestat? Se és pai de meu pai,e que céus,algo sério deve ter acontecido a seres meu avô".Isso o fez olhar-me,foi quando a
linda Gabrielle apertou-me com mais força,segurou-me a querer proteger-me."Seu avô? Ai,sua menina mimada! Sua aprendiz de bruxinha
igrata! Tudo,tudo menos avô! Nunca,nunca me chame por esse nome sua bruxinha maldita".

E ele moveu a mão fechada em punho a frente,céus,nunca o vi tão irritado."Ele me dá medo,muito medo".E isso fez Gabrielle entrar em a-
lerta."Para,chega! Já impôs coisas demais á pequena aqui! Acha que e fácil!? Lestat ponha-se no lugar dela seu maldito! Suportaria com a
educação que ela está suportando!?".Isso o fez se aquietar.

Céus.Nunca vi tamanha fúria nele,e que fúria."Samantha,vamos combinar isso. Tudo,menos avô,tudo menos esse nomezinho que deixa-me
sem pensar e sem ação.Odéio sua mãe pelo que ela fez a meu filho,meu único filho humano,está entendendo? Porém quero deixar claro que
tu não pediu pra vir,e por isso jamais a odiaria. A amo boneca,a amo".

E foi dessa forma que começamos a aprofundar-nos em nossos conhecimentos,a ter uma melhor melhora.Oh,céus,falar com eles,ouvir de
Lestat algo que assutou Gabrielle me foi a derrota definitiva."Prometa-me que quando sangrar,depois que sangrar pela 1° vez qualquer ho-
mem sujo,infeliz ficará longe de ti,que ninguém a tocará.Estou falando sério Samantha ou terás uma guerra pessoal comigo a resolver".

"Eu prefiria a morte e mal sei do que está falando! Gabrielle!".Berrei chorosa em seu colo.Foi quando ela depois desse tempo e impasse le-
vantou-se comigo em seu braço."Não entendo isso,Samantha ainda não entende".Pobre Gabrielle,ela afagava-me os cabelos.Quandi virou-
se comigo em seus braços a olhar Lestat disse-lhe."Controle-se,ela não entende essa profundidade Lestat.Estou falando que chega Lestat".

"Que se dane! Ela e uma fêmea perfeita de meu sangue,a mais perfeita.Ah,vai,me controlo por enquanto,mas quando acontecer,eu juro!
Desejarei provas! Não vou querer manter-me com uma cria fêmea de meu sangue sabendo que pode ser esteril,irreprodutiva,ainda por ci-
ma corpo proclamado por homens sujos".Bem,danou-se tudo nesse momento.

"Cale-se,estou aqui,chamou-me e não vou suportar tais redeas a menina,vamos embora,já basta por hoje Lestat".E aconteceu.Oh,céus.
Chorei com medo,trêmula de medo nos braços de Gabrielle até chegarmos.Quando passamos o jardim ouvi o portão bater,Lestat seguir a-
trás de Gabrielle comigo.

Silendiado,pensativo a olhar-me com seus braços gruzados a frente."Teu sangue e precioso,saiba disso,respeite isso e prove que és a me-
lhor".Graças que foi-me alívio nesse momento.Quando na cozinha ao passarmos pela sala sentei-me a mesa.Gabrielle colocou-me na cadeira
dizendo que ia preparar-me algo."Ah,querida,sabe do que Lestat amava quando era um beberão? Oh! Legumes cozidos,sabia?Sim,legumes co-
zidos com pedacinhos de carne temperadas".Hum...Que delícia pensei,mas não era muito medieval?

"Lestat tome conta dela,vejo que há comida a fazer rapidamente pra ela".Ele sentou-me a mesa comigo."Ah! Então era essa sua comida
prediléta quando criança? A comida que o fazia voar de tão,tão gostosa?".Disse com olhinhos brilhosos imaginando o sabor de uma comi-
da tão medieva.Oh,céus! Estávamos falando da comida prediléta de meu avô,entendem? E me foi espécial ele rir rapidinho e com isso ver-
mos a Gabrielle fuçar á linda geladeira e começar o preparo rápido.

Apobrinha picadinha,batinha,cenourinha,salsinha picada.Céus! Tão rápdido ela descascou,lavou e cortou esses legumes que quando os
colocou na água fervente na pequenina panela de vidro espantei-me.Lestat a olhava quieto."Nossa,tu lembras,tu lembras".Oh! Espanto.
Cubinhos de carnes tão delicadinhos ela colocou depois que céus...

O cheirinho me deixou com água na boca.Meu estômago runou."Fome? Por que fome!?".Disse ele,olhava Gabrielle.Admito que apartir
daquele momento ela tornou-se exemplo de mulher pra mim.Quando sentou-se conoco a tampar a panela ouvi sua voz doce,aveluda-
da como petálas."E,só mais um pouco e comerás minha pequenina.Confeço minha linda menina,filha do filho de meu filho que és a úni-
ca crianã que amei depois de Lestat".

"Ah? Lestat? Explica-me essa atitude".Ele sorriu esticando as mãos a frente segurando as minhas."Não tente entender meu amorsinho
imenso,meu imenso amorsinho.Mamãe está comigo,sempre esteve e mesmo com nossas guerras desde o passado,estaremos juntos".A
quietude pairou entre nois apartir desse momento.Só rompeu-se quando a Gabrielle soube que o ensopado de legumes e carne estava
finalmente pronto.

"Aqui pequenina,cá está,fiz essa receita pra Lestat quando ele humano muitas vezes".Espanto,o cheirinho tão,tão...Ai! Delirei fechan-
do meus olhos e quando os abri ela puserá o prato de porcelana chinesa de tom verde a frente.A fumaça vinha,subia.Lestat riu,até ele
delirou apreciando o cheirinho perfumado dos cubinhos de carne e legumes."Nossa,perfeito".

Dei-me a comer,sentir o sabor da comida me fez remontar a antigas eras.Ela olhava.Sentada ao lado dele,seu filhote que a fizerá imor-
tal olhava.E finalmente acabado não consegui segurar o silencioso arroto tipico depois que uma criança como eu na época,comia."Isso
e como viajar,viajar a sabores de antigas eras.Obrigada Gabrielle,virás mais não e?".

Ela riu ao levantar-se."Claro amor,Gabrielle virá sempre,sempre que puder,Gabrielle jamais perderia uma change dessas em séculos pa-
ra mimá-la querida".Eu ri,foi quando desci da cadeira e os segui até a sala."Samantha! Continue se preparando,Thalwa e Vitória Regia
vão vir logo,logo meu amorsinho".

"Tudo bem Lestat,tudo bem,só por favor...Promete que não fará Samantha chorar de medo novamente".Ele curvou-se beijando-me no
rostinho.Nesse momento eles foram a porta."Precisamos ir querida.Fique de guarda,cuide-se e por favor! Não falhe".Quando a porta fe-
chou-se deparava-me olhando-a sentada ao sofá.

Deparei-me envolta em pensamentos.O sabor do suculento ensopado de Gabrielle ainda jazia na boca."Thalwa e Vitória Regia.Por que
Lestat ás ama tanto?".Perguntei-me sozinha.Corri novamente para cozinha louca por mais do ensopado.Céus,céus,céus.Tudo que sei e
que algo acontecia e me era bom apesar de provocar-me medo.

Ah! Como não enlouquecer com o dia seguinte? Não chorei por mais uma ausência de Lestat,não chorei. Sabia diante de tudo que ele
realmente não viria.Mas deparar-me com Louis na próxima noite me foi a musica aos ouvidos.Oh! O lindo Louis esperáva-me naquele co-
meço de noite ao saltar da limosine.

O vi parado ao encostar-se na murada envolta da casa.Um ser alto,seus 1,72 de altura,cabelos negros andulados soltos,olhos azuis
a olhar-me.Escolherá uma calça de belo corte em tom escuro,sapatos em mesmo tom,camisa de linho em tom cinza.O cordão de prata
com pigente de cruz foi o pavor dentre a noite.

"Ah,querido,demorou,vamos entrar e por favor! Dê-me notícias de Lestat,fale mais de Thalwa,alguns de vocês".Ele riu ao verme andar
e passar pelo portão,tirou os óculos escuros e seguímos.Nunca conversei tanto com ele.Ao sentar-se á mesa da varanda de meu quarto
deixou a bolsa a frente.

"Lestat mandou-me entregar-lhe isso pequenina boneca,por favor,aceite,eu vim excluvivamente para isso".Eu ri,tirei a caixa pesada
pra uma pessoa como naquela idade."Oh,céus,ele e louco".Um laptop finíssimo de última tecnologia.Assusteime.Louis o abriu rapidamen-
te."Aqui...Está carregado,tudo nos conformes bonequinha".

Li o bilhete de Lestat encontrado dentro da bola,o que fez-me entender completamente.'Cá está Samantha,acho que uma pessoa
como ti jamais deve ficar sem acesso a algo.Por favor! Tens meu e-mail,podes deixar-me recados? E,e isso mesmo.Obrigada.Beijos
alheios princesinha'.Pavor,olhos esbuga-lhados a frente.

"Ele e imorta,ok! Mas como um imortal entrega seu e-mail descaradamente?".Louis riu,teve que rir antes de levantar-se para ir em-
bora."Novos tempos correto? Faça uso bonequinha.Preciso ir,sentirei soudades".Loucura.A porta fechou-se e virei-me com o bilhe-
te em mãos olhando o Laptop.

"Ele e louco.Estou dizendo...Esse cara pretende seguestrar-me".E voltando a reler li atrás o que não virá antes.'A seguestrária pa-
ra que nada a tocasse".Infeliz! Brami de raiva mas ri depois ao compreender a graça do momento.Sentei-me a mesa e dei-me a afiar
minha mente a respeito dessas coisas.

Tudo muito rápido.Meu treino durou pelos três dias e noites seguídas.Oh! Que maravilha.Pena,claramente que recado para Lestat
não deixará,mas tiverá a cara de pau para conversar por horas com meus amigos do Institudo.Lestat por dado momento de lado e
atenção a minha reles vida humana.

E,na 4° noite ele veio.Eu estava cochilando depois de chegar do institudo e tomar banho,jantará tão bem! Lagosta,salada,lentilhas
e arroz fumegante apimentado.A presença dele acordara-me,a chuva caia tensa.Levantei-me e fui pegar um roupão de seda.A cor
violeta encatavá-me.

Lembro de descer em meio a escuridão,os trovões não assustavá-me mais e com isso liberdade a seguir.Oh! O encontrei no sotão
debaixo da biblioteca nos fundos da casa.Ele jazia dormindo no caixão,sonolento,sonhando.Vestia túnica branca,os cabelos amarra-
dos pra trás,vê-las acesas sobre a mesinha a frente.

"Psiu...".Disse baixinho,seus olhos abriran-se delicadamente,ele estava cansado por algo,muito cansado."Calmad,dorme comigo
e amanhã nada terás de compromissos humanos".Puxou-mde pra si,entrei no maldito caixão e por estarmos seguros ele o fechou.
Silêncio e escuridão.

"Cale-se,deixe-me dormir".Oh,sim,tive a audácia de desabotoar alguns botões de sua túnica e ardomecer sentindo seu perfume.
Que malva,que retorno."Sim,Samantha não vai pertubar o descanso de Lestat".Ele voltará ao sono,o som da chuva tenso,musica
a nosso silêncio da morte.E assim forá,assim seria.Conversariamos depois.

***Continua***
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Samantha-Cap 6

Mensagem  Ana Nery em Dom 8 Maio - 18:27:44

***Continuando***

Não esperava que com isso ele também viesse nas três noites seguíntes,e com a chegada de mais uma ele delirante depois de meu banho
pegará minha escova."Sente-se,deixa eu terminar isso Samantha".O quê o irritava? Mal acabará de chegar do Instituto,vê-lo,tomar banho
e sua irritação me era eminente.

Sentada a mesa da penteadeira pensava."Samantha digo-lhes que seria de agrado um cuidado melhor,lamento que fios tão perfeitos pos-
sam virar o nada".Eu ri,mantinha-me enrolada na toalha de banho."Isolente és,deixa Samantha como está".Isso o fez rir,tão lindo ficou ao
colocar uma túnica azul ao chegar.

"Admito,túnicas masculinas tão enlouquecedoras.Mas porquê irrita-me para com essas coisas?".Ele parou de escovar meus cabelos,o olha-
va pelo espelo.Os botões de prata da túnica colírio aos olhos,nunca vi pulsos tão firmes e delicados ao mesmo tempo.Quando ele moveu a
mão a frente puxando a gaventa e fisgando uma tesoura gritei.

"Para! Não irás cordas as longas medeixas de Samantha".Disse pulando da cadeira."Nem enlouquecendo,tem que ficar menos bonitinha
pra meninhos não a olhar.Samantha? Volta aqui!".Mal acabará de dizer isso e corria pelo corredor envolta naquela maldita toalha."Eu dis-
se que!...".Voltei-me a ele,ele parou."O quê?".Isso o enlouqueceu.

"SAMANTHA!".E céus,foi uma correria de 40 minutos até finalmente ao parar cansada no meio da sala da casa ele fisgar-me por trás.Eu
estava despida,bramia chorosa."Para! Não as medeixas de Samantha! Não as medeixas de Samantha!".Ele arqueará a sobrancelha e ao
olhar-me sentando-me no sofá,concluiu."Ao inferno,meninos jamais devem olhá-la...Olha essa cor de pele,olhos,rosto,cabelos! Ficaria
feliz ao saber que fois-tes atacada?".

"Isso não e argumento,sabe disso".Chorosa já estava e fim de guerra foi quando ele moveu a tesou-sa e pente pelos fios."Não irei mais
pedir,irei atuar,na altura dos ombros menina".Chorava e assim foi.Oh,céus! Ao fim de tudo cabelos escovados e cortados na altura dos
ombros.

Não mais cabelos na cintura medievais.Que arrogância pensei.Esperei até ele ir no quarto e trazer-me um vestido de algodão de alças
fina.Ah! A maciez me foi maravilhosa.A cor roda requinte,sempre a cor pediléta de Samantha."Oh! Perfeito?".Ele riu ao olhar-me,acaba-
rá de pegar os fios de cabelos cortados."Sim,agora,sim...Menos bonita e assim menos atenção chamarás,assim deve ser até saber do-
mar isso".

Cara de pau em segurar os cabelos com mãos fechadas em punho a frente:Parecia pra ele um ato de vitória.Voltando do jardim depois
que queimará os fios percebi que ele olhava pra algo.O piano logo a frente da imensa sala."Toca pra mim,por favor,estou com soninho.
Finalmente deixa Samantha menos bonita como diz e sério! Quero recompensa".

Deite-me de lado sobre o sofá olhando pra ele,o ser sentado-se luxosamente a frente do piano."E,quero recompensa! Mozart,muitas
de Mozart".Ele riu ao mover os dedos longos e delicados sobre as teclas do piano.Um lindo jarro com flores violetas enfeitava."Oh,sim..
Obedeça Lestat e nunca sofrerá,terás todas as recompensas".

Aparti desse momento muitas musicas de Mozard passaram a ecoar no ar,e com isso algo me veio.'Como,como papai o amava? Como
era a convivência entre os dois?'.Esse pensamento ecoava,ecoava forte enquanto as musicas continuavam.Céus! Jamais pensei que
passaria por um momento desses.

Lestat quando sobre controle não é irritante,e,sim,um cavaleiro.Como tocava e como meu pensamento transbordava pensando.Não
estava preparada para ao decorre de tantas musicas tocadas silenciosamente ele agisse daquela maneira.Seus dedos pararam sobre
as teclas,com isso a quietude.

Sua voz veio como ácido."Sabe? Ele me odiava,nunca aceitou a forma como veio ao mundo,sua condição de sangue,a patente que
meu sangue transformado em humano o dária,lhe fez ser".Sentei-me o olhando,estava tomado de medo,tanto medo.Seus lábios trê-
mulos me foram vistos.

Quando moveu os olhos ao teto as lágrimas vermelhas vieram."Eu nunca o odiei,o amei e ainda o amo,mas como ele pode? Oh,céus!
Não queria seu ódio,jamais".Assustada andei a frente."Lestat não precisa dizer nada,chega,continue tocando pra mim querido,e tudo
que quero,somente musica".

Olhou-me choroso,tomado de sentimentos."Samantha nunca o odiei,ele só foi rebelde.Oh,céus! Será que se tivesse deixado meu or-
gulho de lado em não envolver-me em sua rebelião,o teria salvo? Ele estária vivo?".Ofegou,pensei profundamente.Papai rebelara-se
contra ele,e céus,conseguências trágicas.

"Samantha acha que mesmo morto ele pode ter alguma latênte existência?".Coloquei-me por trás dele,o abracei firme por trás."Nun-
ca saberei querido,nunca saberei.Nunca pus os olhos em meu pai,muito menos em minha mãe pra poder responder".E com isso seus
dedos continuaram movendo-se por sobre as teclas.

A musica voltou a ser tocada da onde parou."Entendo princesinha...Te amo loucamente.Provação,minha existência e longa prova-
ção".Que voz.Foi como canto trevoroso,e dei-me a dançar em circulos com braços abertos,olhava para o lustre,a musica tocava.O
ritmo trevoro,arrepios,sequídos sentimentos.

"Não mais ao passado Lestat,não mais ao sofrimento Lestat,não mais a loucura Lestat".Palavras minhas válidas,e foi assim,que vinda.
Oh,céus! E ele chorava enquanto continuava,eu dançava em circulos,Lestat com olhos fechados,suas lágrimas gélidas ao rosto pálido
de tão perfeito:Emoldurado pelo tempo.

Oh! Oh! Lá traviata jamais esquecida.E esse tinha sido nosso momento,o meu impacto pelos silenciosos sentimentos de Lestat.Lem-
bro de antes dele tocar a última nota da última musica da noite desferir meus dedos por sobre seus olhos.Ele sentado ao lado do pia-
no me encarando.

"Obrigada...Se quer segurança,não,não fugirei".Ele riu recamente."Ah,fugirá,fugirá quando lhe cobrar tudo que lhe dei herdeira".
Eu ri.Me juntei a ele sentado-me em seu colo,seus afagos deliciosos continuos.O termino de nossa arrogância e guerra alheia.O es-
panto maior que veio a arrebatar-me o espirito foi ao acordar no dia seguinte já sem a presença dele,deparar-me com uma carta
recém-chegada.

Foi no jardim apôs meu café da manhã."Pra ti senhorita Samantha".Peguei a carta quando Jefferson passou por mim,olhava o en-
velope lagrádo.*LILITH CHARIÉRE- E necessário proclamar palavras*.Li a frente.Loucura,imensa loucura pensava.Sentada a fren-
te da entrada da varanda finalmente li.

'Se quer mesmo qualquer coisa de mim terá que fugir um dia Samantha.Ah! Obrigada por Isabel me dizer,me consumar tudo o quê
eu mais necessitava!

Ah! Escrevo essa carta na noite de consagração perante vossa procura.Eu entendo Samantha,minha gloriosa Samantha.Saiba que
de mim jamais ficarás afastada,peça e terás.

Reconsiderá Samantha? Se reconsiderá,responda a Isabel e ela respondará por ti a mim.Sabe quantas noites sofro Samantha?Eles
a arrancam de mim,consumam o que tu podes ser e se tornará! Como pensa que sinto-me!?

Samantha! Por favor reconsidere minha ausência,fui forçada a isso,reconsidere!

Assinado: Lilith Chariére'.

-Ela pensa quê sou o quê? Oh,céus,ela sabe,sempre soube! Pelo visto sempre soube de conseguências sérias e seguiu.Não
entendo como um todo,mas começo a entender. Insanidade. Ela teve escolha e falhou. Fraca!

Disse bramindo chorosa,raivosa."Oh,céus! Ai de mim,ai de mim!".Mas como as multuas transformações me são necessárias?
Ah,foram,foram,sim! Foram com o passar de uma semana iteira e deparar-me com o melhor e mais tenso momento até então.
Na varanda fechei meu Laptop,acabará de falar com Isabel.

Ela disse-me que mantivesse quietude,auto-controle,sabia que a carta de mamãe mandada ao desespero forá demais pra
mim e até surpresa pra ela,mas aquilo,aquilo! Voltando o olhar a porta senti.Fechei meus olhos aplicando o quê Lestat disse-
me a respeito de presença.

Três seres em sombras passando pelo jardim naquela nova noite em lua cheia e o tocar da campainha."Ai,céus!".Disse
tomada de susto.Fechei o Laptop e sai fechando a porta do quarto.Está de saia de algodão vermelho-vinho,camiseta
branca e botas negras me era conforto.

Usava a joia de Lestat.Me é preciosa e sempre a trago comigo.O pavor mesmo veio quando parei no vão da escada e
vi aquelas duas mulheres sentadas nas poltronas da sala.Uma de cabelos lisos,olhos cinzentos,a frieza me combatendo.
Acho que minha existência lhe era ameaçadora e ainda não entendia.

Lindo vestido de linho usava.Puso linho em tom verde-folha,seu levantar me foi trevoroso,principalmente podendo vis-
lumbrar seu pensamento.'É essa a cria de Lilith? A minha suposta ameaça? A mato um dia'.Ameaça? Prendi a respiração.
Até cheguei a recuar por alguns segundos,principalmente ao auternar o olhar pra outra mulher.

Essa tinha algo espécial.Oh,céus! Nunca vi cabelos em raro tom! O tom de mel puro claro,cachos perfeitos,nem mesmo
a suma ameaça de seus olhos gélidos pela dor de algo me fitando me fez recuar.As duas silenciadas.Essa mulher de chei-
ro de flores e mel me emanava fertilidade.

O mover de sua sobrancelha me foi apavorante.Ela seguiu,deu passos a frente vindo."Samantha".Dizia baixinho,Lestat
esperava ao lado da outra.Só quando parou na minha frente cai pra trás devido a sua força.Uma pessoa que pelo visto
matará a muitos humanos,até mesmo fracos imortais que pra ela eram lixo!

-Samantha...Samantha...Não demorou,isso me conforta.Finalmente conosco e dessa vez mais próximo que nunca.

Olhei pra ela,apavorada estava."Sai,sai de perto de mim!".Brami gritando em pavor.Nunca experimentará de tamanho
ato ao deixar minha fúria e sentimentos explodirem.Os vidros dos quatros racharam.Nunca esperei isso.Algo como um
tenso poder espectral e mental vindo de mim em auto-defeza.

"Vitória Regia,afaste-se,mantenha sua compostura".Dessa vez Lestat tiverá medo,não de mim,mas dela,temor pela vi-
da de sua amada Vitória Regia."Como,como consegue tão fácilmente?".Ouvi ele dizer ao está do lado dela.Esse trio ao
meu perceber me era anciânico,principalmente vislumbrar Lestat trahado de botas negras pesadas,calça justa em mes-
mo tom,camisa de linho branca.

"Venha,venha conosco".Disse-me.Vitória Regia silenciosa,isso me foi ultraje,mas passária."Não,não esperava que uma
menina como ela usase tão facilmente esse dom".Lestat quis saber ao sentar-se ao lado de Vitória Regia no sofá.Isso a
todos ali era espanto.

-Dons mentais e cinéticos. E,pelo que saiba nem Lunnes ao se humana os tinha.

Vitória Regia dizia isso apavorada,Lestat segurava firme sua mão,Thalwa mantinha suas fernas cruzadas,um ser que ao
meu ver jamais rebaixava-se a ninguém,muito menos a uma piralha como eu,segundo pensamento dela."Lunnes! Nunca
ponham o nome dele nisso! Lunnes era mais que isso como bruxo,muito mais".Arqueou a sonbrancelha olhando para Les-
tat.

Em segundos vimos Gabrielle entrar depois de chegar atrasada.Escolherá uma saia rendada de cor negra,assim como a
linda camiseta justa a seu corpo,a sandália branca era chamado."Gabrielle Louis vem?".Ela moveu o rosto."Lestat ele es-
tá em ida para os campos de Lunnes,até Alexien e Xambré desejam vê-lo.".

"Hum...Então Thalwa,algo a dizer?".Disse Gabrielle depois dessa troca de palavras."Eu? Falam de mim que enfrento essa
maldita imposição de interesses a anos!? Desde que Aziel morreu deixando seu legado!?".Ela irritava-se com minha presen-
ça.

Era como minha mera imagem se fosse pecado."Entendo".Thalwa rompeu as palavras de Gabrielle,disse alternando olhar
para Vitória Regia e Lestat amargamente."Se não os amasse,se não tivesse patente de Lunnes,se eu não fosse culpada
do começo da suporpação de vosso sangue,eu juro,os matária mesmo os amando e chorando por noites a fio".Lestat riu
amargamente,sequído.

"Entendo,eu entendo.O erro foi meu,eu quis consumir-me,obliterar-me em minha consaguínidade".Isso fez Vitória Regia
manter-se silenciada,olhando pro nada logo a frente,nem mesmo Gabrielle lhe tirou a consentração.Que eles jamais sou-
bessem da carta de Lilith.

Isso causaría-me pavor,sem duvida,pensei dentro de mim."O erro foi meu,admito,unicamente meu".Vi Vitória Regia levan-
tar-se.Seus cabelos movian-se em cachos atrás de suas costas.Brilho tenso e perfumado."Lestat se me pede,eu preciso
retirar-me,que sabe...".Ele levantou-se,irritou-se.

"Cala sua boca! Não vaís voltar aquela ilha maldita de Tompei,nem muito menos ficar chorando noites a fio diante do túmu-
lo de Aziel! Nem muito menos fazer mais uma tentativa enlouquecida de envolcar o espirito dele,muito menos....!".Ele rom-
peu as palavras,Gabrielle o pegou por trás."Psiu...Deixe Vitória Regia sozinha,tu tens que subir,se controlar".

"Sabe que sua dor e minha dor.Eu causei-lhe essa dor e não me pedoo".E Gabrielle o empurrava escada acima,ele berrava
em choro."Como ela pode,como!?".Thalwa olhavá-me silenciosa ainda sentada,Vitória então! Envolta em santidade.Uma i-
mortal jovem,a poucos anos.

Pelo visto uma imortal recontruida em beleza.Viverá uma tensa vida humana e em média idade o dom,o dom que trouxe
toda sua beleza quando jovem e plenitude."Causo-lhe medo pequena?".A olhei ao olhar-me,mover-se a frente."Não,eu
e que peço desculpas.Lestat diz que tenho coisas e nem tudo eu ainda controlo,mas prometo,quando controlar jamais a
tocar".Ela riu amargamente,vi uma gota de lágrima de sangue vir ao tocar meu rosto com uma das mãos."Loucura".

Bramiu e o tempo rompeu-se em quietude,vivência.E,Lestat e ela estavam em conflíto:Ela por ter dor e ele por não que-
re sofrer ou sentir a dor dela.Que tenso,alternei meus olhos entre ela e Thalwa,as duas pacatas.Ainda estava para en-
tender,consumir e absorver a presença e vinda delas.Respirei fundo,que fosse.Sobreviveria.

***Continua***
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Ana Nery
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Samantha-Cap 7

Mensagem  Ana Nery em Seg 9 Maio - 14:32:50


***Continuando***

Oh,céus! Me manter silenciada a respeito da presença dessas duas mulheres cheias de mistérios me foi como tocar piano ao nada.E isso
pela relva do tempo.Mesmo assim o modo como elas se mantiveram comportadas e inquietantes a respeito do que acontecia com Lestat
me fez pensar a respeito de tudo isso.

"Acha que isso o conforta Thalwa?".Disse me mantendo como estava,isso a fez alternar o olhar entre a escada e minha pessoa,sua voz
me veio como raios partindo os tons de pronúncia alheia."Não...Não sabe o quê foi viver com ele esses anos desde que Aziel morreu.Eu
quase o abandonei,não sabe as noites que foi viver com ele chorando em cada lugar que encontrava.Repido:Eu quase o abandonei".

Será que ela tinha corragem? Nunca pensei que Lestat apesar de tudo,do amor que pelo visto sentia por Thalwa,forá abandonado por
ela."Entendo...Acho que de algum modo fui culpada correto?".Ela bramiu um sorriso alheio ao vir em minha direção."Não...Culpado foi
seu pai ao provocar sua rebelião de encontro ao Lestat,culpado foi Hyrarian em não fazer prol de sua força".Ofeguei.

-E,entendo.Desculpe qualquer coisa. Fico pensativa,temerosa a tudo o quê dizem de mim,de qualquer próximo a minha pessoa,e será
que isso a torna real?

O arquear de sua sonbrancelha-direita me foi temeroso."Oh,sim,o torna real,tão quando sua desesperança em poder transpôr qualquer
obstáculo a respeito de sua futuro Samantha".Compreendi,pelo visto apesar de sua frieza ela estava mais preocupada com os sentimen-
tos de Vitória Regia que até o momento se mantiverá silenciosa,vi ela mover seus braços que até então estavam cruzados e com isso vir
passando por mim.

"Vitória deixe-o,sabe que a anos Lestat tenta viver mas não consegue.Ele sonha com o impossível,sabe disso.Deixe-o,tudo que colherá
indo lá e dor,mais dor".Ela voltou-se a Thalwa e disse."Dei tudo de mim a aquele infeliz e não vou admitir que ele me pague desse modo".
Não esperava tamanha atitude de Thalwa ir até ela e segurá-la pelo braço-esquerdo.

"Não quer apanhar correto? Não quer receber tapas e uma quase queima como Lestat o fez em sua fúria a três anos atrás.Olha aqui!
Não vou protegê-la dele e muito menos está circundando vocês a todo momento,sabia?".Vitória se virou,desbruçou-se e com isso a se-
guímos pelos degráus.

Eu sabia que Thalwa se sentia temerosa por isso,mas não a ponto deu perceber o porquê.Lembro de ver Vitória entrar logo a frente no
quarto de hospedes ao longo do corredor,lembro dela bramir ao Lestat palavras que lhe corroeram a ceifa de dor."Cala sua boca! Seu
fraco! Fraco sempre serás! Pensei que eras mais homem,quem sabem homem a tal ponto de não suportar e ir atrás de Aziel naqueles
tempos de dor e rebelião".

"Eu sou o culpado? E isso? Me culpa pela morte dele? Acha que sou feliz diante de tudo que vivi depois da morte dele!? Cala sua voca vo-
cê.Morta-vida que me tirá a paciência!".Isso fez Gabrielle levantar-se,segurar Lestat por trás,foi como se o modo como ele olhava para a
linda Vitória Regia o envolvesse com desprezo,mas dor por tudo que acontecerá.

"Para! És um mal-educado Lestat! Lembre-se! Ela e sua esposa,estou falando! Sua esposa! Não há de querer matá-la como naqueles
tempos Lestat.Lembre-se que foi ela que deu tudo de si pra de algum modo realizar seu desejo e vontade.Não seja tolo!".Nunca pen-
sei que Gabrielle forá capaz dessa proeza.

Vislumbrei ao está ao lado de Thalwa,segurando a borda de seu vestido,o modo como Lestat tentava livrar-se,como Gabrielle sofria para
segurá-lo e como me era doloroso presenciar Vitória Regia se segurando para não chorar.Infelizmente foi o que aconteceu quando todo o
silêncio instaurado pelas palavras de Gabrielle quebrou-se perante as palavras de Vitória Regia.

"És culpado,tão culpado que vive noite a noite com essa dor e sentimento de culpa,tanto que mal consegue está com tua esposa! Falo
de tua esposa infeliz".Isso o constrangeu,seus lábios trêmulos se moveram em nuanse de pensamento.Os olhos azuis de Lestat se cha-
muscaram de lágrimas.

Foi quando Gabrielle o soltou,o soltou fazendo com que ele andasse a frente encarando Vitória Regia,movendo a mão querendo bater-
lhe segurou-se ainda tomado de fúria,olhou para mim e isso o fez parar,abaixar a mão erguida ao ar."Sua,sua maldita.Deite- tudo,tudo
no passado,tudo.Espero que um dia possa morrer,morrer perante tua arrogância Vitória.Ele era meu predileto,sabe disso,sempre foi por
ser humano".

Ela mantinha-se silenciada,cruzou os braços quando ele saiu pela porta,eu e Thalwa entramos silenciosas,impactadas."Se fosse seu pré-
dileto o teria protegido".Bramiu Vitória rompendo o silêncio.A voz de Lestat ecoou pelo corredor tão alta que coloquei-me por trás de Ga-
brielle."Vai ao inferno! Não sou mais teu marido e não és mais minha esposa,minha prediléta!".Céus! Como fiquei angustiada,como!

Gabrielle voltou-se a mim."Fique aqui princesinha,deixe isso conosco".Ofeguei,andando a frente ela e Thalwa saíram."Lestat não entende.
E como se ele não jamais percebesse o guão Vitória pensa".Bramiram.Me deparei sozinha com Vitória Regia e isso tomava-me cheia de pre-
ceitos.

-Oh,querida.Me desculpe! Não entende ainda a natureza dele,correto? O amo,e como o amo,só não suporto sequer imaginar ele tocando
meu corpo,isso não jamais apesar de amá-lo tanto.

Sentei-me na poltrona do quarto com ela.Ela segurava-me como se eu fosse frágil,seus modos de acolher-me eram sincertos,tomados de
nostálgia."Eu tenho que admitir que és muito bonita e não tens que sentir vergonha de ter abrido mão de tantas coisas para que você e
ele consumassem vosso amor".Ela riu,tinha meu rosto encostado sobre seu ombro,nunca vi tamanha delicadeza em uma mulher,nem minha
amada Gabrielle que se tornará um exemplar de exemplo de beleza e sofisticação beira aos pés dela.

"Não abrir mão Samantha,falo de vivência".Ofeguei,novamente quis saber se eu forá um erro na vida de papai e mamãe,disse a ela como
me sentia,o meu sonho de um dia,quem sabe,poder ver mamãe."Oh,pequena...Lilith vive,admito que a admirei ao saber guão grande seus
sentimentos por Aziel,tão grande a ponto dela enfrente a muito de seu destino.Tu não foi o erro,o erro e bareira foi o que eles dois guar-
davam no sangue humano".

Ofeguei novamente,olhava para o nada ao manter-me no colo dela e isso a tranquilizou."Cobiça correto? Sempre a cobiça provocará de
vergonha,medo,raiva e problemas,até mesmo a destruíção".Ela riu por alguns momentos,desferiu beijos em meu rosto.sabíamos que eles
a esperavam no salão.

"O querido Lestat não e mal,acho que até eu ficará assim caso perdesse alguém tão precioso.Não tema,se fosse por temor saiba que eu
aqui sequer teria nascido".Ela riu por alguns momentos,terríveis momentos.Ao levantar-se deixou-me na poltrona e com um lenço enjugou
seus olhos.

"Oh,olha isso! A quantos anos e meses não sinto mais o quê e ser humana? Entreguei-me a ele em loucura pela perda de Aziel,não mais
poderia prover qualquer ser,compreende? Estava seca,completado ciclo de fertilidade de qualquer humana.Oh! Seca o bastante para a
minha pessoa entregar-se e não arrepender-se apesar da dor".Compreendi e com isso ela saiu pela porta.

Fiquei pensativa,e como fiquei.Me deparei em meio ao silêncio.Nunca esperava tal descontrole de Lestat."E,garanto que necessitarei fa-
lar com ele quando vier".Pensei na carta de mamãe,graças que a guardará em um lugar seguro.Depois desse momento nostalgico eu pas-
sei os próximos dias envolta em tantos pensamentos.

Admito perante todos vocês que cheguei a pedir via espirito pela reconciliação de Lestat e Vitória Regia.Me deparei em uma dessas noites
silenciosas e tomadas de magia olhando o céu estrelado pela varanda,o cheiro de rosas vindo do jardim emanando pelo vento."Oh,céus!
Dai-me forças e sabedória para falar com Lestat e Vitória em novo encontro".Ofeguei.

Voltei a atenção ao Laptop,mantive minha atenção,tinha compromissos demais para realizar.Na próxima noite logo ao chegar do Instituto
senti no ar a presença de Louis.Ah! Como desci afoita da limosine.Tinha escolhido uma calça justa negra,a camiseta de algodão branca me
provocava conforto,o meu longo casado em tom negro me era justo,belo corte.A bota protegia-me do frio de Athena naquela época do no-
vo ano.

O meu goro branco mantinha as orelhas protegicas e entrando pelo portão Louis levantou-se.Oh! Como temi por ele ter-me esperando
além do que imaginava.Tinha saído com alguns colegas e lamentável isso.Eram 20:00 da noite e isso transtornavá-me."Oh,céus! Pode-
ria ter ido atrás de mim Louis!".Isso o silenciou,mas enquanto andavámos em direção a varanda disse-me."Não queria encomodar-lhe a
ter compromissos com teus amigos,seria irritante pra ti má belle".

Compreendi,ele ficou na varanda me esperando enquanto deixei minha bolsa sobre o sofá.Como hávia escolhido com perfeição o lindo
sobretudo em tom rosa-escuro,a camiseta de cor negra por baixo requinte de par com a calça jeans justa.A boca então foi como chama-
tivo pecado.

"Vamos Samantha,preciso dar-lhe algo querida,eu angustio-me em saber que está sozinha e penoso pra ti".Sorri,fechando a porta vi o
riso dele,nunca existirá ser tão pleno como ele:Puro equilíbrio entre a imortalidade e humanidade.Andar pelas Ruas em noite fresca me
dava a sensação de liberdade.

"Depois que passarmos na Loja de Petshop iremos a uma lanchonete que possa comer sucos de frutas e quem sabe algum sanduiche
cheio de salada".Ofeguei,pensei profundamente em Lestat e Vitória Regia,foi como se isso me tomasse a ponto dele perceber."Fique
calma,eles sabem se virar,lhe dar com a vossa natureza".Compreendi.

Entrar na Loja de PetShop depois de uma delíciosa caminhada me foi toque de presságio.Ah! Cada filhote de gatos e cães que me da-
va nos nervos.Louis os olhava atentamente,passavámos de vitrine e vitrine."Vamos Samantha,escolha um,escolha um".Será que eu
estava apta a escolher?

Pensava em meus amados.Lestat e Vitória não me saiam da mente,jamais.Louis estava disposto,eu andava.Ele observava com toda
atenção."Louis é esse,é esse!".Brami alto conforme movia as pontas do meu dedo sobre o vidro da vitrine.Lá estava um lindo filhote
de labrador em tom marrom.Oh,céus! Como era lindo."E esse mesmo?".Disse ele sorrindo ao colocar-se ao meu lado o olhando.

"Sim querido,e ele que quero,e meu lindo Julio".Ele riu,riu beijando meu rosto docemente."Então o terá querida".Ele abriu a vitrine o
tirando pra mim.Foi todo um processo rápido até saímos com meu lindo Julio em mãos.Louis carregava a bolsa com ração e produtos
de limpeza pra Julio,até mesmo recipiente pra água e ração.

Ofeguei,o perfume de Julio me era maravilhoso,olhava seus olhinhos verdes ao andarmos pela noite,íamos em direção a lanchonete.
Quando entramos e sentamos a mesa eu acariciava a cabecinha de Julio,suas orelhinhas caídas de lado me eram macias,a corelheira
de filhote brilhante em tom prata:Um macho e que macho.

Havía pedido meu pedido:Sanduiche de franco e suco de acerola bem gelado.Silencie-me,Julio tornava-se minha centelha de change.
Louis olhavá-me,as bolsas jaziam ao lado da mesa."Samantha temo que enlouqueça minha querida".Ofeguei silenciada.Julio quase dor-
mia em meu colo.

"Louis temo por Lestat,acho que ele não aceita certos termos a qual deveria ser chamado".Louis deixou o risinho vir,quando respondeu
foi como trovões."Ele jamais admitirá ser chamado de avô,são coisas que ele realizou mas jamais aceirá os rotúlos".Compreendi,foi quan-
do ele disse que Vitória era jovem demais."Se eu soubesse que ela sofreria tanto eu teria evitado".

"Entendo".Com alguns minutos meu suco e sanduíche chegaram,foi quando Louis centralizou os termos."Logo,logo sei que eles vão a-
ceitar a morte de Aziel.Não tema Samantha,temos muito a dar-lhe,só não nos peça o sangue.Merrick pediu e enlouqueceu,usou de mo-
tivos tolos a sucidar-se e aquele canalha sequer evitou".Compreendi.

"E,Lestat jamais será o certo,correto?".Ele riu,foi quando respondeu."Nunca,só eu sei do que passei pra ele poder aceitar,sobreviver".
Ri em resposta,olhava Julio em meu colo e foi a vontade que fez-me atacar a comida.Que vinda de Louis,que vinda.Somente a doce e
sincera,controlada presença dele a aliaviar-me.E foi desse modo que tudo se tornava mais aceitavável apesar de enlouquecedor.

***Continua***
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Samantha-Cap 8

Mensagem  Ana Nery em Seg 9 Maio - 15:32:29



***Continuando***

Acho que tudo isso sequer foi o bastante para fazer-me sobreviver ao que me esperava.Sabe como e ser surpreendida por algo? Nem
sepre compreendemos,acredite.3° noite depois desse momento com Louis.Oh,céus,se eu soubesse sequer teria voltado da Pizzaria a
qual tinha ido com uma de minhas pacatas compainhas do instituto.

Hávia chegado,tirado a chave da bolsa.Como andar a pé me e confortante.O vento frio me veio aos cabelos,meu vestido de seva em
cor vinho me atenuava o corpo,a bota negra o conforto para jamais cansar-me em salto baixo.Andei pelo jardim.Pude vislumbrar Louis
lá me fitando angustiado."O que há?".

"Samantha não entre lá por favor,acho que séria um erro entanto".Espantei-me,senti a tensa presença de Vitória e Lestat do lado de
dentro.Louis pensava,olhava a frente,tinha os cabelos amarrados pra trás com fita de cetim em cor branca a destacar-se em seu cabe-
los negro,a caminha de linho em tom azul-marinho chamativa por seus botões em camafeu.A calça e botas justas ao corpo.Que ser!

"Samantha!".Berrou ele ao ver-me andar,segui pelo jardim,passei pela porta e deparei-me com eles gritando,Lestat segurava algo.E
isso me deu nos nervos."Mas querido! Deve haver algum motivo pra ela fazê-lo,e direito dela".Dizia Vitória a olhá-lo.Lestat segurava
um chicote na mão,Vitória um papel a frente.

"Cale-se".Bramiu ele arrancando o papel das mãos de Vitória.Louis me empurrou pra trás dele,foi como a fúria consumisse Lestat,co-
mo se ele se perdesse ao reler e reler a carta:Tinha escolhido uma túnica de linho vermelha com botões em ouro,a faixa negra atada
a cintura um toque de perdição.

Vitória o olhava,foi quando deu passos a frente.Usava saia de renda branca,camiseta em mesmo corte justa ao corpo,a bota negra
feminina perfeita.Ela pensava.Louis olhava ao Lestat angustiado,eu mantinha-me atrás dele,foi quando Lestat do nada amassou o pa-
pel e olhou-me."Sua isana,mal agradecida.Sua mimada de outro mundo que arranca-me os véus da perdição.Sua piralha cheia de mal-
dade".Eu compreendi nesse momento.

Foi quando soube que ele ao chegar com eles nessa nova noite encontrará a carta de mamãe.Andou a frente,segurava o chicote.
Louis o olhava aflíto."Lestat ela e só uma criança,não e necessário! Lestat séria necessário recomendar que repende seus conceitos".
Não esperei Lestat rebater ao pedido de Louis daquela forma,não isso."Cale sua boca! Nunca foi de sua conta!".E céus!

Me foi terrível quando dei meia volta e corri em direção a porta saíndo ao jardim.Jamais pensei que ele tivesse a audácia.E,eu hávia
cometido o erro de esconder a carta de mamãe e pelo visto se não tomasse cuidado iria pagar caro.Virei-me o olhando sair,descer o
vão da escadinha da varanda,seus passos me foram tensos,pesados.

Odiava saber que ele tinha coragem e faria uso disso.Oh,céus.Vi ele abri o chocote com perfeição,tremia."Não teria coragem,não es-
perava isso,ia mostrar a ti,mas no momento certo".Ele olhavá-me."Mentirosa".Bramiu antes de desferir a priemeita chicotada que pegou
em meu braço fazendo-me cair sobre o gramado.

Vi Julio sair de sua casa no jardim,o filhote que parou ao meu lado,rosnará pra Lestat em latidos agudos de filhote."Sua mentirosa!".
Berrou ele antes de desferir-me mais uma chicotada que pegará em meu ombro,corri em direção ao chafáris e quando veio mais uma
chicotada gritei não suportando a dor.Como doerá!

"Ai,céus! Essa foi demais!".Brami,Louis e Thalwa saíram correndo,gritavam com Lestat."Sei arrogante! Seu idiota!".Eu me sentia sofo-
cada,mal respirava,mantinha-se ajoelhada por sobre a borda do chafáriz,meu pequenino Julio chegou até a tentar morder o pé de Les-
tat,mas envão,jogado de lado com um mero movimento de seu pé.

"Verás Samantha,verás quando digo que deve obedecer-me".Que infeliz momento,e mais,mais chicotadas por sobre as costas.Foi co-
mo se isso me fosse injuria.Movi meu rosto ao lado quando vi Louis e Vitória parerem a frente,me olhavam transtornados,foi como se
a dor fosse tamanha que tomasse Vitória.Louis a acolheu quando ela ajoelhou-se,a segurava com força.

"Desculpe querida,desculpe".Bramia chorosa.Não esperava por isso,e recebia cada chicocada calada,silenciada segurando meus gritos
de tor,foram várias várias,várias até a raiva de Lestat passar.Deparei-me com a maior dor que enfrentará em minha vida.Ouvi o som
dos passos de Lestat,o vi falar com os dois antes de ir,e como,como sua voz me soou como discordia.

-Deêm um jeito nisso,estou cheio,cheio de tanta traíção.Deêm um jeito nisso. Estou indo embora. Eu estou cheio.

Louis e Vitória sequer responderam,o olharam sair silenciados pelo portão,transtornados estavam.Eu lutava pra respirar,respirar com a
perfeição que todo ser há de ter."Samantha!".Eu não aguentava,sequer suportava.Ouvia os gruidos de Julio,os passos de Louis,minha
mente ficará turva.

Olhava as águas iluminadas do chafáriz caírem,oscilarem.Quando ele pegou-me por trás o olhei movendo meu rosto,nunca pensei temer
por minha vida,mas temia nesse momento pela 1° vez."Eu não vou aguentar Louis,eu vou morrer".Brami quando apaguei,tudo que ouvi
antes disso foi a voz de Vitória ecoar.

"Samantha! Filha!".Acho que o desespero tomou conta de Louis e Vitória.Já não mais sentia meu corpo,muito menos imaginava o que sé-
ria de mim.A dor me consumia em meu desmaio.'Ah! Ela vai apagar,está apagando!'.Pensei ter ouvido Louis falar enquanto imaginava ele
segurar-me a desferir tapas em meu rosto.

'Fique comigo,fique comigo querida'.Delírio,delírio.Sons de gotas,gotas caíndo por sobre os cálidos mares e oceanos.Retratos de uma lon-
ga existência.Será que eu estava imaginando coisas?Me deparei nesse momento imaginando-me em um tempo autrora antigo,milenar,eu
a correr por entre bosque,algo seguía-me e foi como gritar ao cair por um imenso elevado.'Eu vou morrer,para!!!!!!!!!!!!!!!!!".Berrei antes
de cair.

Acordei,acordei perante o momento.O meu grito ecoou pelo banheiro,senti alguém me segurar com força,sentia meu corpo molhado,desnu-
do e submerso em algo."Samantha,Samantha! Pare,está ferida,ferida!".Louis gritava enquando lutava pra respirar,o segurava com força.
Vitória Regia mantinha-se de pé no vão da porta,temerosa.

-Cadê aquele maldito,diga a onde está aquele maldito! Ah,céus! Peço para que toda fúria caia sobre ele.

Disse tomada de dor,mantinha-me deitada de lado sobre a banheira,Louis abaixado ao lado da borda me segurava firme."Psiu...Cuidado a-
morsinho,teu corpo está dilacerado,acredite".Bramiu aos meus ouvidos tomado de angustia.Ele moveu-me a sentar-me por sobre a borda.O
meu gemido veio quando ele molhou o pano no recipiente de metal ao lado da banheira,o desferiu por sobre minhas costas.

Nunca imaginei tamanha audácia."Ele vai matar-me um dia,ele odeia-me".Brami chorosa,Vitória andou a parar a minha frente."Não diga isso
querida.Saiba que somente em pronunciar o nome Lilith,ele sai de si.Ele a odéia,eu disse querida! Mas como pode esconder aquela carta!?".
Perguntou-me angustiada.

"Não e dá conta dele! Nunca foi!".Berrei,berrei para que parasse com a dor dilacerando-me."Oh,céus,ele quase matou-me quase".Brami,eu
engolia em seco a dor,e como desejei nesse momento ter feito uso de algum dom meu pra defender-me.Louis continuava limpando meus feri-
mentos por sobre as costas.

Mais gemidos,mais e mais,mais até ele parar e afastar-se."Temo que fique marcada,e como".Que se dana-se se ficasse cicatriz mas pensava
em morte ao Lestat,minha vigança.Levantei-me,levantei-me com a ajuda dele.Sai do banheiro desnuda,pensativa.Sentia tanto ódio que era
como se a queima tomasse-me,me possui-se para que jamais para-se.

-Façan-me um favor: Vão embora,preciso está sozinha,quero ficar sozinha,preciso sequer sentir qualquer vestígio daquele infeliz por um bom
tempo.

Eu tremia de raiva quando eles saíram,me deparei sentada a beira da cama,não esperava criar ódio por Lestat,jamais.Olhei para Julio ao
entrar em passos delicados,ele gruiu quando parou perante mim."Oi querido,desculpe pelo meu estado desastroso".O peguei,sentir suas
lambidas no rosto me foi pavoroso e maravilhoso ao mesmo tempo.

Lembro de vislumbrar a chuva sair quando apreciei a paisagem pela varanda,os trovões me causaram arrepios e dor.Tudo isso começava-
me a sair-me muito caro,e como."Preciso encontrar um modo de fugir,fugir dele".Em,tinha esse desejo e como.Andei ao deixar Julio sobre
a cama deitado,andei até a varanda olhando a chuva cair,a escuridão circundava o quarto.

Sentia as gotas de sangue virem por trás das costas causando-me dor."E,quem sabe um dia possa me defender".Brami pensativa,tomada
de angustia.Chorei,fechei as mãos em punho quando as lágrimas vieram.Tanto ódio por ele! Acordei na manhã seguinte ainda tomada de
dor deitada sobre a cama.Dormia de bruços.

Sequer tinha colocado túnica,qualquer roupa,a dor tinha sido tamanha que chorara por horas até ardomecer em dor com Julio ao meu lado.
E ele ainda matinha-se quando viu-me acordar.O olhava de lado com meu rosto sobre o travesseiro."Olá querido,está com fome?".Disse.Eu
angustiei-me ao relembrar tudo.

O calor do sol amenizava a dor sobre os ferimentos nas costas.Me mantive silenciosa,chorosa em dor fiquei durante vários minutos.Vonta-
de de continuar? Qual? Ah,céus! Queria fugir,fugir.Háveria um jeito? Qual?Os gruídos de Julio ecoavam pelo quarto,era como ele sentisse
minha dor pacada ao está deitada na cama chorosa,rosto escondido entre os travesseiros.Passaros cantando no jardim,vento frio entran-
do pela varanda do quarto,o som das cortinas e persianas vindo.

Dor,imensa dor e com isso as imagens do meu delírio durante meu desmaio:Meu despero ao ser perseguída por algo,a coisa me seguíndo,a
queda,a morte.A dor da morte.'Quem sou eu e o quê faço aqui?'.Pensei em choro.Que fosse,que tudo se tornasse derrota,eu hávia sido
derrotada,derrotada pela dor e decepção.Presságios e reviravoltas por demais insuportáveis.

***Continua***
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Samantha-Cap 9

Mensagem  Ana Nery em Ter 10 Maio - 13:22:16

***Continuando***

Oh! Eu jamais depois de tudo isso esperava alguma aparição de Louis.Me doeu a alma na nova noite vê-lo entrar pelo portão ao está no
jardim. Eu lia um livro espécial,tinha Julio dormindo sobre o gramado logo a frente.Isso me fez pensar,refletir.Céus! Como me tinha sido
tenso chegar do instituto e manter-me nessa situação.

Eu usava túnica de cor verde,os detalhes dos bordados em dourado chamaram a atenção de Louis,foi como se minha pessoa envove-se
a altura de algo."Louis como vai querido? Bem na nova noite,correto?".Admito que ao longo do dia tiverá febre,mas passará rapidamente.
Sem duvida reação aos ferimentos que ainda me doiam.

Sabe que ele estava comigo contra tudo e todos me foi nostalgia."Graças Samantha,graças,acho que depois do martírio deve está com
ódio correto?".Senti ele tocar-me o rosto docemente,foi como outrora pensamentos."Depende querido,depende".E foi com isso que nessa
nova noite entramos,me deparei subido com ele e Julio roçando os degráus em passos delicados.

-Cheguei não faz muito tempo,sabe que sempre chego no início da nova noite.Não comi apesar de tudo,mas me recupero,tenso sobrevi-
ver.

Isso o fez rir docemente,foi como se isso o tornasse algo maior. Lembro de sentar-me a beira da cama,de olhá-lo sentar-se na poltrona do
meu quarto,o vento vinha gélido,tomado de algo.Me foi aterrador presenciar isso em todos os sentidos.Suas vestes me transmitiam a ima-
gem de pleno ancião,foi como delirar vê-lo trajando uma longa túnica de linho de cor marfim,o tom prata dos botões.

A sandália-masculina tão perfeita a seus és que parecia-me uma imagem de algo grego se tornando real,ele riu por alguns momentos,para
minha pessoa foi como caminhadas isanas."Deixe-me ver querida,necessito saber se tudo está bem".Ofeguei.Levantar-me em jestos delica-
dos me foi martírio,não queria isso.

Foi quando ele desabotou os botões de minha túnica,a fez deslizar delicadamente,me virou olhando as costas,foi quando seus suspiros de
dor vieram."Desculpe querida,fui um maldito em não ameaçá-lo".Que coisa,correto? Será mesmo que mesmo sendo tão poderoso quando a
sua pessoa,ele poderia?

"Fique aqui,deixe-me voltar rápido".Me deparei sentando-me a beira da cama,foi quando vislumbrei Julio o seguir,minha pessoa sabia do
que ele planejava.Louis sem duvida para mim sempre me foi superior a Lestat,muito superior.Ofeguei,acho que os ferimentos jamais me
seriam piores do que a cálida morte.

Pensei nisso ao decorrer desse tempo.Tudo me era tomado de detalhes.Louis chegou ao decorrer de alguns minutos junto de Julio que an-
dava a sua frente,ele pousou um recipiente de prata cheio de água com folhas de ervas.Foi quando molhou o pano limpo o expremendo,eu
jamais pensei que passaria por um momento como esses.

"Psiu,fique imovel até eu terminar,depois saíremos".Compreendi,ele sentou-se a beira da cama logo atrás de mim,foi como se tudo isso me
fosse frustrante (Ajuda para manter-me).E com isso Louis envolveu-se em quietude,ele desferia em movimentos circulares o pano,limpava
cada ferimento sem o menor pudor.

Tudo isso me foi preceitos para que sem duvida eu me encontrasse em um momento melhor.Eu gemia,enchia-me da saudosa dor,mas mes-
mo assi seguía,sobrevivia.Lembro dele abraçar-me com força por trás,desferir alguns beijos em meu rosto."Pronto querida,arrume-se,acho
que aqui acabei".Ofeguei temerosa,medo.

"Sim,mas o viu? Chegou a vê-lo depois de tudo?".Ele segurava o recipiente de água,pensava de pé a minha frente,eu abotoava minha túni-
ca o fitando."Sim,o vi e não descrevo o lamento dele,acho que sua fúria foi o bastante para desfigurar alguns copos e taças".Compreendi,a
minha pessoa tentava encontrar alguma coerência nisso tudo.

O segui até a cozinha,ele derramou a água na pia quardando o recipiente depois já limpo,o fato de que tantas coisas nos esperavam foi uma
ordem imaculada,trevorosa."Venha comigo,precisa respirar depois de tudo querida,precisa respira".E foi isso que fizemos,Julio andava a nossa
frente,um cão doce o bastante para se comportar.

Quando nas Ruas gélidas de Athena em meio a noite,uma terrível sensação de medo me tomou,e ele hávia percebido."Não foi somente a
surra que a aflingiu Samantha,há mais alguma coisa".Compreendi,me perdia nos andares delicados de Julio a nossa frente,o passar das
pessoas pelas Ruas.

Era como um esmero de transcorrer de espirito.Nunca deparei-me com tal condição,muito menos sensatez."Acho que ando imaginando coi-
sas Louis,muitas coisas".Isso o fez rir para poder responder."Entendo,acha que deseja ser menos do que lhe foi imposto?".Movi o rosto em
afirmação,isso o assustou.

"Posso imaginar.E com isso seguímos,andamos por vários minutos.Cheguei a comer sanduiches em lanchotes próximas,até mesmo a andar
na Praça com Louis,e isso fazendo com que meu envolver me fosse superior.Superior ao ponto de transformação.Holocausto para que minha
pessoa continuasse,se movesse a frente.

E foi assim que ao decorrer da noite nos deparamos sentados sobre o gramado do imenso jardim de minha casa,o som das águas do chafáriz
ecoando pela noite,eu tinha Julio ao meu colo,um punhado de ração na mão pra ele comer,e ele comia,Louis pensava,usava de sua artimanha
para que eu me mantivesse sãn.

"Desejaria ficar aqui nas próximas noites,mas só ficaria segundo vossa vontade".Compreendi,acho que sem duvida a presença dele me
seria plena para recuperar-me,acentuar muitos conceitos."Oh,sim,tens o sotão abaixo da biblioteca querido".Ele riu,passeava os olhos a
cada detalhe de Julio jazendo em meu colo comento ração na minha mão.

"Disse que o delírio lhe foi demais,como assim?".Ofeguei,pensei ao fechar os olhos por alguns momentos."Não sei,e como tivesse-me vis-
to existindo em algum lugar de tempos antigos Louis,sinto-me sufocada,mas lhe falo depois com melhor clareza,tudo bem?".Ele curvou-se
a minha frente beijando meu rosto.

"Tudo bem,tudo bem...Quando estiver pronda dirás".Sorri e foi dessa forma que me deparei o olhando e soube que realmente ele amava-
me como filha,que momento.Oh,céus.Na noite seguínte Louis sairá pra caçar,eu sem duvida o virá despertar assim que chegará o momento
apôs meu retorno.

Me deparava sentada ao sofá escrevendo matérial de texto importante remetente a meus estudos,não me preocupava com a saída de
Louis.Tudo que sei e que meu pavor maior me foi enquanto escrevia,necessitava escrever.O telefone tocou,tocou me chamando uma
atenção preciosa.

Será algo mior hávia acontecido? E me foi quando Julio danou-se a latir em direção ao telefone que não parava de tocar,ofeguei e dei-
xando o laptop de lado segui,ajeitei a borda de minha túnica azul-maril(Os botões prateados cintilavam nas luzes).Ofeguei trémula ao
atender.

"Samantha e você? Como vai querida? Fiquei de entrar em contato e perdoe-me a demora".Era tia Isabel,isso angustiou-me,senti imen-
so aperto no coração,foi como se trevas pairassem sobre mim.Ofeguei segurando meu choroso,meu choro silencioso,mantinha-me de pé
a pensar.

Impactada estava."Oh! Sim,tia Isabel! Graças que daí-me recados e notícias.Oh,querida,sabe de alguma notícia de mamãe?".Silêncio
do outro lado da linha,foi como se isso a tomasse,ofeguei,tentava segurar meu choro,temi que ela estivesse lendo qualquer coisa re-
metente a minha pessoa.

"Admito que,sim,quer mesmo saber?".Isso angustiou-me,sentei-me na poltrona com a mão livre sobre o meu coração,ofeguei cheia de
dor,eu não suportava."Diga-me por favor".Ela silenciou-se e nesse momento disse."Não antes de você dizer o quê se passa contigo,e
como se sentisse algo dáqui".Ofeguei trémula.

"Nada tia Isabel,sinto-me icurralada,tomada".Ela silenciou-se rompendo a quietude."Pelo legado? E isso? Não tens que aceitar,sabe de
cada detalhe Samantha".Como desejava desabafar com ela,mas temia realmente provocar coisa pior perante o quê acontecerá com o
fato de Lestat encontrar a carta de mamãe,e falei:

"Nada demais apesar de senti-me encurralada Isabel.Admito que além disso tenho meus rápidos,mas recuperáveis desentimentos com
Lestat,adoro mais a seus próximos do que ele,sabia?".Ela ofegou,respondeu como se céus,prevesse isso."Bem,agora sabe,agora sen-
te tudo que quis dizer,mas compreendo".Isso fez-me rir por alguns segundos,mas segurei-me.

"Ele encontrou a carta de mamãe,sabia?".Isso lhe foi surpresa,e que tensa surpresa."Lilith,ela,ela sabe a onde está morando? E isso!?".
Ouvi seus gemidos,o bastante para corta-me o coração."Ela sabe,ela sabe,sim,e claro,mas porém não se atreveria a vir,e como mamãe
se sentisse ameaçada em ousar pôr os pés aqui".Isso silenciou Isabel.

Com isso conversamos por vários minutos,mas admito que não tive coragem de conta-lhe a respeito de minha condição de saúde,jamais.
Não quando se tratava de minha vida.E foi assim até finalmente desligar,quando levantei-me senti a presença de Louis,ouvi seus passos
pela varanda,e ele viu-me de pé segurando o telefone sem fio na mão.

"Quem ligou?".Ofeguei,dele não tinha medo,sorri ofegante,isso o fez exaltar."Tia Isabel meu querido Louis,acabo de falar com ela".Ele
andou a frente curvando-se."Tudo bem querida,façamos disso um segredo correto? Mas tens que dormir pra acordar plena amanhã".E
foi assim que ele pegou-me nos braços,seguímos a meu quarto.

E foi dessa forma que Louis tornou-se meu escape de dor,da dor trevorosa que contaminavá-me.A cada noite que passava com ele era
como voar,sobrevoar a novos conceitos.Conversavámos por horas a fio,e fiquei alíviada por Lestat sequer aparecer,ele sabia que tudo
que causará-me fora capaz até de romper laços.

Será que meu coração sobreviveria a isso?Sobreveu ao longo do tempo.O maior momento foi quando em uma dessas noites seguíntes
eu forá ao encontro de Louis em meio a madrugada.Acordará de meu sono e forá ao seu encontro no sotão.Abri o caixão,eram 04:00
Hs da madrugada quando o fiz.

Deitei-me com ele fechando a tampa do caixão."Querido eu me vi andando em bosques,correndo de algo,cai,morri ao cair em um imenso
abismo".Ouvi seu riso,seu beijo ao meu rosto."Psiu...Não se artomente querida".E foi assim que acolhi-me a ele.Que tiverá meu primeiro
sono trevoroso,cheio de algo.

Lembro de sentir seus lábios encostados aos meus,lábios macios,dele apertar firme minha nuca acariciando meus cabelos,meu ofegar so-
nolento e com isso sentir o sabor de sangue.Desmaio definitivo e sono trevoroso.Se não fosse por ele,sim,teria suícidado-me com esses
dias de tormento.Petálas jogadas ao vento.

***Continua***




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Samantha-Cap 10

Mensagem  Ana Nery em Ter 10 Maio - 14:20:58

***Continuando***

Foi como outrora jestos e atos.Eu e Louis ao passar de três noites depois desse momento resolverámos sair,e como me foi maravilhoso poder
andar,até mesmo fazer algumas compras de roupas que eu tanto desejava.Hávia escolhido peça por peça.Nem sempre minha pessoa resolve
tudo de um momento a outro.

Davámos a volta na Rua Central,seguímos,e Julio andava,Louis segurava as bolsas e eu ajudava Julio a ser guiado pela coleira.Ele fuçava to-
do cantinho que lhe achava interessante.Isso tudo me servia para aprender mais e mais,muito mais! Nunca virá filhote tão espero como Julio.
E seguímos,seguímos até chegarmos,entrarmos no jardim na frente da casa fechando o portão.

Acho que sequer o fato de preocupar-me com Lestat veio,isso até finalmente entrarmos na sala e vê-lo sentado na poltrona segurando algo
a frente,trémulo,cheio de trémores e arrepios que lhe causavam dor.Eu parei,parei no tempo.Louis deixou as bolsas sobre o sofá,seguiu até
Lestat ainda parado.

"Vens aqui como se nada fosse.O que há contigo Lestat?".E dava para entender? Eu segurava Julio,Julio olhava profundamente para Lestat
sentado na poltrona segurando aquele algo a frente de si.Louis tentou pegar,mas envão."Deixe-me,não precisa,eu,eu estou bem".Bem?Não
foi o que nos foi demonstrado ao decorrer de tudo isso.

Lestat trajava uma túnica belíssima essa noite,acho que tom vinho jamais será encontrado como naquele tecido de pura seda.A faixa prata
atada a sua cintura me foi malva.Porém sua tristeza me magoava,me mantinha perdida em seu olhar perdido ao nada enquanto Louis tenta-
va falar com ele.

"Querido estou aqui! És isensato,mas estou aqui".Lestat finalmente o olhou,os olhos lagrimejando como se tudo o horrizasse."Diga Louis..Eu
sou cruel? Um monstro? Oh,céus,o matei,o matei indiretamente quando não quis ir a sua procura,o matei Louis".Louis ofegou,pode mover as
mãos ao lado do rosto de Lestat e olhá-lo com firmeza.

-Não Lestat. Aziel se matou ao se renegar,ao se auto-proclamar dono de si,ao renegar todo poder de sangue vital humano dado a ele,ele se
matou ao sair pôr aquelas portas e ir embora Lestat.

Lestat olhava-o,pensava aflíto,foi quando seus dedos apertaram firme aquela parta contra si.Era uma parta negra,não,o quê era mesmo? A
minha mente se perdeu quando céus,Louis o beijou,quando o beijou lhe acariciando o rosto com uma doçura tão eterna que sufoquei."Deixa-
me com ela por favor,deixa-me".Estava feito,se afastando Louis olhou-me.Pensei.

"Tudo bem,posso suportar querido,consigo suportar".Foi quando Louis retirou-se,pode sair fechando a porta sem provocar nem um barulho.
Pensei ao sentar-me ao sofá.Olhava Lestat olhando pra mim.Ele sentoa-se sufocado.Segurava o algo."Samantha...Desculpe,admito,tive in-
veja,pura inveja,compreende? Nutro um ódio por ela sequer imaginado".Pensei silenciada.

Tinha as mãos pousadas a frente."Eu preferiria não argumentar Lestat".Quando ele sentou-se á mesa da sala o segui,sentei-me do outro la-
do e foi quando ele empurrou o álbum a frente."Não pode entender,ele era meu prediléto,sempre será.Aziel era como eu,como eu,minha rebel-
dia humana".Pensei olhando o álbum.

Olhei Lestat,ele bramia em choro silencioso.Transtornado,cheio de lámuria."Eu...Eu tento entender".Ele ofegou,disse-me algo que encheu-
me de análise."Tenho medo de perdê-la Samantha! Não sabe como foi ao ler cada palavra daquela maldita,não entende Samantha.Juro que
se eu perdê-la será minha morte Samantha".Pensava.

Finalmente abri o álbum,pensava friamente.Cheguei morder meus lábios em raiva conforme sentia raiva,raiva para finalmente parar."Eu pre-
firia a morte a perdê-lo Lestat,pena que não entenda".Ela olhavá-la silenciado,finalmente silenciado."Ao menos ela teve coragem,sabia?Ao
menos isso Samantha".Compreendi.

Hávia sido mamãe que tirará cada imagem.Minha pessoa,Aziel.Que momentos foi esse? "Não sei o significado disso,mas acho que ele foi fe-
liz,ao menos enquanto estava com ela,apesar deu odía-la".Ofeguei,continuava olhando: Muitas fotos deu e papai.Um homem ruivo vestivo
de branco,calça e camisa branca,um bebê junto a ela.

E continuei,admirável.Olhar as feições delicadas de papai me foi um presente entanto:Um jovem homem ruivo de cabelos lisos aos ombros.
Os olhos verdes crueis,mas doces me encantavam,acho que a pele tão clarinha me provocou caláfrios."Eu prefeiria que...".Lestat rompeu
a minha palavra.

"Esqueça querida,e seu,acho que admirária,correto?".Ofeguei.O olhava nesse momento,fechando o álbum me levantei indo em sua direção.
"Me ensina Lestat,me ensina! Preciso aprender meu amor,preciso aprender".Ele me olhava silenciado."O quê deseja aprender Samantha?".O
meu olhar chamuscado o alertava.

"Faça-me fazer coisas,preciso fazer coisas".Ele riu,beijou minha testa ao levantar-se.O segui,olhava ele caminhada a minha frente,foi ao
entrar-mos no quarto que o maior susto me foi feito.Ele parou na varanda,voltou-se a mim e céus,foi como se minha visão se acentuasse.
"Sente-se a beira da cama Samantha".O fiz.

Em jestos ele colocou-se a minha frente podendo atenuar todo seu conceito."Aprender a realizar coisas,tudo bem,tudo bem".Hávia encon-
trado um tutor? Ah,sim,poderia ser,claro! Em minutos me encontrava com ele sentado a minha frente na varanda.Ele pegará um castiçal e
vê-la.Olhava.

"Samantha quer fazer coisas,tudo bem..Fisgue isso e faça-o".Ele olhava sentado a vê-la no castiçal ainda não acessa,pensava silencioso.A
minha atenção voltou-se a seu ato.Ele atenuava seu olhar e com isso do nada nitidas faiscas sairam da vela,a chama.A chama que jamais a
minha pessoa jurava ser real.

"Fazê-lo?".Brami arrepiada,cheia de medo! Ele soprou a vela até apagar a chama."Tens meu sangue humano,mas porém a tuté-la de algo es-
pectral de minha parte,faça-o.Não quer aprender a realizar coisas? Mal sabe o terço do que somos querida".Ofeguei."Vamos Samantha".Eu
tinha meus olhos vidrados na vela agora apagada,ele levantou-se a vir atrás de mim.

Suas mãos pousaram ao meu rosto,ofeguei."Vamos Samantha,imagine sua mente cinética de bruxa atenuar-se a vela,imagine transformando
isso em calor,chama,fogo".Sussurou ao meu ouvido."Seu perdão me força a recompensá-la,cá está".Compreendi,ele moveu os dedos sobre os
meus olhos,perdi a visão.

Fiz o que ele mandou,movi os dedos na altura de seus pulsos.Céus,era como se algo emanase se transformando uma mão de dentro de mim.
Ofeguei,ouvi gemidos de dor vindo de mim,era como se meu celebro queimasse."Olhe isso".Disse ele ao dar-me a visão novamente.Olhei,eu
brami ao presenciar a chama se formando.

"E,tens algo de mim minha princesa,tenho que admitir".Ai ! Quis gritar,mas ele deu-se a andar envolta da mesa,pediu pra que repetisse várias
e várias vezes.Muitas vezes ele apagou a vela e muitas vezes eu a tornei fogo.'Isso,continue'.Lestat andava em passos silenciosos na varanda.
A noite seguia,lindo ser esbelto,polido pelo tempo.

E foi assim que tudo acontecia,um de meus primeiros treinos.Lestat repetia,repetia até instalrar com perfeição tudo,deixar tudo gravado em
minha memória,cada palavra.Um professor,compreendi e vi dessa forma.Pra ele era uma mera pupila,isso,sim,uma aluna que mal acabará de
dar seus passos.E foi isso,essa meneira de trocedermos em nossa dor,a forma dele me ensinar,me insturar regras espectrais.Sua túnica movia-
se aos passos lentos em volta da mesa,e que malva.Somente a quietude da noite a nos servir como benção em suas lições.

***Continua***
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Samantha-Cap 11

Mensagem  Ana Nery em Qua 11 Maio - 13:00:40

***Continuando***

Oh! Acho que esse momento nunca podéria ter sido diferente,jamais. Não quando se trata de todo um holocausto pecaminoso,cheio de
dúvidas a sempre extintas.Principalmente quando se trata de algo tão espécial.E foi assim,cotinuou sendo assim quando novamente eu
e Lestat voltamos a nos encontrar na noite seguínte.

Ele nunca me pareceu tão entusiasmado com algo maior,não mesmo.Sequer sua pessoa pode compreender tudo isso.Oh,céus! Como a
minha pessoa se encheu de todo um modo ao está com ele.Foi assim na noite anterior e continuaria sendo.Ele andava perante mim como
se seus jestos lhe fossem preciso.

Escolherá uma calça justa negra essa noite com um pá de botas em complemento,a camisa de linho branco por baixo de seu casaco de be-
lo corte me foi nostalgia.

Os cabelos loiros como ondas aos ombros,ele pensava,o olhava silenciada sentada ao sofá,ao falar ajeitei a borda de meu vestido de
cor azul-celeste,a seda me causada conforto."Venha a biblioteca comigo Samantha".Tudo bem,tudo bem,pensei o seguíndo em passos
delicados,e foi como descobrir trevas ao entrarmos.Ele fechou a porta com atenção.Queria ter certeza de que nada dária errado.Eu
me sentei a mesinha.

Ele saiu procurando algo simples,sabia que todos os meus compromissos humanos acabará por esse dia,o que lhe causada felizidade.A
conotação continuou,se tornou real.Ele sentou pousando uma simples folha a minha frente."O quê planeja fazer com isso Lestat?".Ele
olhavá-me.

-Será simples,muito simples...Pense em algo e com aquele mesmo truque veja o que pode fazer com isso Samantha.Estou aqui e não sai-
rei dáqui.

Compreendi,foi como se isso para ele lhe fosse necessário e o fiz conforme realizava cada nuance de pedido dele.Pensei curvando meus
braços a frente sobre a mesa,olhava a folha silenciosa,a vela mantinha-se acesa no castiçal logo ao lado,nunca pensei,sequer imaginava
o que ele queria dizer com isso.

Mantive minha quietude,desejava que aquela força se mantivesse plena,emanando de mim.Demorou,céus! Como doeu dentro de mim ao
presenciar os primeiros resultados.Vi a folha planar,foi como se algo se formasse por baixo dela e a fizesse planar delicadamente,a ponta
moveu-se pra cima e sem querer ela pousou sobre a chama da vela queimando em seguida.

"Desculpe! Desculpe!".Disse nervosa,ele levantou-se silenciado,saiu da biblioteca por alguns minutos,fiquei deparando-me com as cinzas
da folha,a vela queimando.Pensava aflíta,cheia de pretenção.Me assustei quando ele voltou com um copo de água na mão.Arqueou sua
linda sobrancelha-esquerda.Céus,como o sutiu dourado da sobrancelha dele me era perfeito.

"Isso mesmo,não tem que lamentar,faça-o novamente só que em ma matéria mais densa".Infelizidade pensei,desse vez ele colocou-se por
trás de mim,movendo as mãos sobre meus ombros desferiu seus crueis sussurros."Isso mesmo menininha,continue e veremos a onde chega-
mos".

Ofeguei,o vi mover-se parando de pé do outro lado da mesinha.Foi como se minha pessoa se sentisse monstruosa,ele esperava,pelo vis-
to tinha a maior paciência possível.'Eu morrerei'.Pensei olhando o copo.Silenciei-me,ofeguei curvando-me a frente da mesa.Afastei a cadei-
ra ao levantar-me encarando o copo e foi assim,foi assim até nada ouvir,nada sentir enquanto mantinha meu foco.

O foco mantinha-se e céus! Deu um sobressalto pra trás quando voltei a senti aquela força dentro de mim brotar,só que dessa vez com
uma força tremenda que nem eu consegui segurar,controlar.As luzes da biblioteca acenderam e piscaram apagando novamente,Lestat
olhou pro teto,e eu encarando a água do copo oscilar para depois planar acima do copo.

Lá estava aquele globo perfeito,o globo circular planando acima do copo,assustada encarava,e foi quando Lestat gritou apressando os
passos até colocar-se atrás de mim."Chega Samantha...Isso ainda e insuportável pra ti".Ele sabia que ia apagar,e apaguei assim que ele
terminará de bramir suas palavras.

O senti segurar-me por trás,senti a força ser desfeita com a emanação provindo dele,emanação até os dias de hoje desconhecida.Céus!
Pensei que iria morrer,desfazer-me em nada.O apagão foi tremendo a ponto de nada sentir,nada pensar ou ouvir.Foi assim até ouvir os
passos de Lestat ecoando.

Abri meus olhos,estava sobre a cama de meu quarto,o vento da noite vinha da varanda.Ofeguei devido a tontura que mantinha minha vi-
são turva,isso até sentar-me encostada no espelho da cama.Lestat pensava,ele tinha trazido um recipiente com água que estava ao lado
da mesinha da cama.

Ele sentou-se ao meu lado por alguns momentos,e rompeu sua quietude emanando seu pavor."Eu nunca previ a força das mulheres de nos-
sa família Samantha".Ofeguei,sentia caláfrios,graças que minhas forças voltavam."Como assim?".Quis saber,e ele foi até o recipiente para
pegar o pano humido.Evas na água vi rapidamente.

"Kalawina foi um tipo de bruxa que sempre leu pensamentos,sempre soube controlar sua fertilidade,ainda por cima a remetente existência
no plano espiritual,Alexien uma bruxa manipuladora de tamanha magia natural que assusta-me até os dias atuais,quando falo de Wiksa e a
minha amada Vitória Regia,falamos de uma deusa-vida e outra bruxa nata,as duas quando juntas podem manipular vida,vitalidade,mas tu!".

Ele andou fazendo jesto para que virasse-me e o fiz.Ele desabotoou meu vestido por trás,e com isso começou a limpar meus ferimentos."E
então Lestat,o que tem minha pessoa?".Ele mantinha-se quieto,hávida parado de falar como se isso o tomasse."Eu admito que tenho medo
de você,imenso medo".Medo de mim?Oh! Céus! Só podéria ser brincadeira pensei.

Era tão gostoso a humidade do pano molhado e limpo,o modo como aliava-me a dor que já me era mais suportável."Lunnes,pai de Kalawina
puxou a sua mãe,dons cinéticos terríveis,falo de um ser que de longe podéria me matar,ou quem sabe qualquer humano.Um ser que como o
bruxo que foi em vida,poderia quebrar ossos de longe de tocar na pessoa".Pensei.

"Puxou a mãe dele?".Ele manteve seu foco,foi assim até finalmente terminar."E,isso mesmo.A mãe de Lunnes morreu jovem,nunca sabere-
mos com profundidade a força que ela quardou".Compreendi,foi quando o respondi."Acha a telesine-se mais aterradora do que qualquer
outro dom?".Ele ofegou levantando-se.

"Sinceramente,sim,querida,claramente que,sim,mas olha! Preciso ir,preciso alimentar-me ou quem sabe poder esfriar mais a mente.Admito
que aquilo que aconteceu na biblioteca me causou medo".Ofeguei,beijei sua texta quando ele curvou-se a minha frente,e foi com isso que
a minha pessoa se despediu.Ele saiu e com isso deparei-me sozinha.

Por duas noites seguídas estive sozinha,envolta em meus compromissos e pensava a todo momento em tudo que Lestat disse-me.Que eu
era capaz,era capaz de controlar-me,manter-me ciente,em sanidade.Mas o quê aconteceu-me na noite seguinte me foi artomentador.Chu-
via muito nessa noite,eu dormia envolta em meu conciente pacato.

Não sentia nada ao meu redor,somente o som dos trovões era minha compainha.Eu me envolvia em terríveis sonhos,não esperava que os
sonhos viessem se tornar a pior compainha que qualquer ser podéria ter,e se tornaram nessa noite.Trovões,chuva,muita chuva do lado de
fora,eu me desbruçava na cama nessas imagens.

Imagens de Aziel gritando,andando aos berros para algo o fisgar em seguída,depois disso ele caíndo em um terrível abismo.Eu presenciava
a cena,gritava por ele,era como tocá-lo,sentí-lo muito perto de mim.Me mantive nesse pesadelo por muitos minutos a frente,até finalmente
com um lampejo de trovões acordar.

O esmurecer me tomou por completo nesse momento e foi assim ao levantar-me,eu sentia pavor,pavor de todas as cenas que presenciará
ao ter tal pesadelo,foi como ver papai,tocar ao papai.Eu segui pelo corredor,silenciosa,graças que antes de ardomecer em tal cansaço colo-
cará Julio para dentro de casa.

Desci as escadas silenciosa e arrepieme quando coisas pairaram pela sala,foi como se minha mera entrada despertasse algo a pairar,emanar
sua presença que me era terrível! Olhava as imensas janelas e logo sobre o canto de uma das paredes me foi como se algo chamasse-me,eu
dei passos para trás temerosa,minha túnica moveu-se devido aos meus movimentos bruscos.

Julio que até então dormirá docemente sobre uma das almofadas da sala acordará irritado,começará a latir alto praquele lugar.Céus! Tudo
isso me foi para pegar Julio que não parava de latir,latia,latia,latia para o canto da parede,o vento veio,pairou pela sala e foi como se aque-
la coisa fosse com o vento.

"Vamos querido,vamos,não devíamos fuçar coisas que não e de nosso interesse correto?".Só quando fui em direção as escadas e que ele pa-
rou de latir,acalmou-se tomado de preceitos.Quardo esse momento até os dias atuais como se tivesse sido o começo de revelações.Na noite
seguinte tive a honra de ao chegar ter a compainha de Louis.Ele chegará enquanto eu jantava,mal tinha acabado de servir-me e céus,ele vie-
rá como em adivinhasão da necessidade de sua compainha.

Em questão de minutos eu me deparava sentada sobre o tapete da sala,ele atrás de mim olhado cada ferimento meu."Nossa,graças que to-
dos os fetimentos estão fechados".Ofeguei,mantinha minhas mãos pousadas a frente de mim,ele movia seus dedos delicadamente sobre as
minhas costas,sequer minha pessoa sentia algo.

"Calma minha querida,deixa-me adiantar essa cura,jamais admitirei ver uma marca em tua pele".Ofeguei,e foi ao mover meu rosto o olhando
atrás de mim,o vi desferir sua boca sobre seu pulso,céus,o fio de sangue veio me causando arrepior e quando ele desferiu aquele sangue so-
bre os ferimentos que se fechavam arrepiei-me.

Era como uma malha de teia queimante fazendo minha carne fechar.Gemi de arrepios,tensos arrepios."Louis,Louis,meu Louis".Ele nada disse
conforme bramia,pensava,esperava.E só quando ele terminou e que Lestat veio a chegar,ele entrou pela porta olhando a cena."Seu infeliz".
Falou ao sentar-se ao nosso lado.

"Cala boca você! Só estou terminando de concertar a imensa merda que cometeu".Lestat camou-se,vi a fúria em seus olhos cinzentos que sem-
pre atenuaram com perfeição a cor azul.E foi assim até finalmente levantar-me plena e sãn de mim mesma.Lestat jazia me olhando e céus,usava
a mesma roupa que vierá da última vez.

Segui sentado-me na poltrona e com isso ele levantou-se me fitando e tirou do bolso de sua calça aquela coisa."Hum...Até quando esse jogo
vai curar Lestat?".Ele riu,Louis colocou-se a seu lado curioso,vendo-me pegar a caixinha."Como desejária matá-lo".Lestat riu ao responder ao
lamurar-se."Pode matar meu amorsinho,mas só quando aceitares essa joia".Ofeguei,abri a caixinha delicada,a cor vermelha em encantou.

Lá estava o anel feito a ouro-branco,a pedra safirá brilhando em formato oval."Céus".Brami tomada,mais uma joia."E ganharás mais,muito
mais Samantha,inumeras,grandes joias".Ofeguei,e foi nesse momento que ele andou a frente curvando-se a colocar o anel em meu dedo.A
minha pessoa olhava,esmurecia-se com o anel."Muito mais ganharás".Silêncio.Eu mantinha-me sentada com a mão erguida a frente aprecian-
do o anel,pensava.Oh! Terrível preço de mimo,compreendem?

***Continua***
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Samantha-Cap 12

Mensagem  Ana Nery em Qua 11 Maio - 14:03:01

***Continuando***

Ah! Finalmente ao estarmos sóis e dessa vez em meu quarto em prova as joias,eu me deparei silenciosa encarando-me no espelho da mesa
da penteadeira.Lestat jazia sentado a beira da cama,a noite tão fresca que sequer sentia calor.Lestat ria docemente olhando-me com o colar
que ele dera-me,e agora o anel.

Pensava,movia minha mão a frente,olhava o colar com a pedra em pigente perfeito."Ah,querida,parece-me uma bonequinha enfeitava,quem
sabe da próxima vez lhe traga pérolas! O quê prefere? Pérolas negras ou brancas querida? Sim,diga-me! Escolha e trarei! Somos milionarário.
Sabe disso! Sabe do legado que nossa família formou devido a tantas descobertas.Quer dizer! Eu era milionário,sempre fui,mas só que depois
de tudo ficamos mais milionários entende?".Movi meu rosto em pensamento.

Virei-me o olhando."Não se gabe Lestat,não estou lhe pedindo joias,nada disso,só estou lhe pedindo atenção,amor meu querido,somente
isso e espero que entenda".Ele riu com isso.Foi como uma piada a sua pessoa mas ele compreendeu ajoelhando-se perante minha pessoa
sentada na cadeira."Ok,tudo bem,mas dê-me a liberdade de trazer-me mais,muitas joias".Ofeguei pensando,o encarando em lámuria.Dei-
xei meus dedos deslizarem por seu rosto.

-Um dia não terás mais a Samantha Lestat,um dia Samantha morrerá,sabia? Morrerá como qualquer pessoa e quem sabe depois disso vossa
pessoa nada tenha a dar.

"O quê? Cale-se,antes disso eu...".E ele parou,deixou-se pensar ao ergue-se."O quê?".Quis saber arqueando a sobrancelha."Cale-se,não
venha me desferir coisas horrendas,realidades que quem sabe eu possa desfazer.Mas bem! Diga pra mim que terás filhos,muitos filhos! Eu
quero que tu prolifere nosso sangue,e tudo que desejo Samantha".Ofeguei e cheguei a sentir-me irritada,mas passou quando ele percebeu
minha angustia.

Angustia causada pelos pesadelos e delírios naquela maldita noite."O quê foi princesinha?".Ofeguei olhando pro nada nesse momento,chegan-
do até a perder-me na paisagem da varanda.Quando o olhei disse."Ando tendo pedadelos Lestat,juro que uma noite dessas eu delirei,acordei
e sai,chovia muito e claro,e digo-lhe foi como sentisse presença ao chegar na sala.O pequeno Julio chegou a latir muito nesse momento Lestat".
Isso o silenciou por alguns momentos.

"Presenças? Tenho que admitir que o que treinamos,o começo de nossos pacato treinos devem ter-lhe atiçado alguns dons ainda latentes".
Isso deixava-me irritada,queria saber o quê era e senti-me irritada com isso."Tudo bem princesinha,isso foi o bastante para eu ficar por per-
to".Compreendi e apôs isso ele saiu pra caçar,me deparei apôs isso quardando minahs joias.Em uma outra caixa mais compacta quardei o
colar e o anel de safirá.

Passou-se algumas horas,acho que 2 pra ser exata enquanto perdia-me no meu Laptop me informando de algumas coisas.E foi dessa forma
pacata que passou-se quatro noites até a tragedia que se apróximava.Pelo visto aquele maldito escolherá uma boa change quando eu sairá
na noite para comprar sorvetes,enquanto isso Lestat sairá pra caçar.Sim,eu hávia encontrado-me com ele antes de ir comprar sorvetes.Mui-
tos sorvetes.Eu ria conforme andava,tinha a bolsa a frente.

Usava uma sandália delicada de tom negro,o vestido de algodão rosa me causava tranquilidade.Eu ri quando lembrei.'Quer sorvetes? Então
vá e traga milhões,muitos sorvetes'.Movi meu rosto,pensava.Virei a esquina e finalmente vi meu portão.Entrei ao abrí-lo e depareime com o
maldito ser sentado a beira do chafáriz derramando suas águas.

Ele era alto,magro,tinha cabelos ruivos andulados,olhei seus frios olhos castanhos,usava uma túnica negra com faixa branca atada a sua cin-
tura.O olhava parada.Me senti paralisada perante tal ser.'Não e como Lestat,muito menos Louis ou Thalwa'.Pensei silenciosa.Ofeguei trémula
e dei-me a bramir algumas palavras.

"Quem és tu? O que veio fazer aqui?".O ser me encarava silencioso e foi quando tive que sair correndo em direção ao vão da varada da casa.
Céus! Alados céus! Nunca realizará tal feito.Pude entrar na casa e sequer tive forças pra fechar a força,o maldito forçará a porta e andava a
me fitar."Precisa vir comigo menina,temos algo sério a resolver aqui".

"Vai embora! Não és como Lestat muito menos Louis! O quê pretende? Me exála bestialidade!".Brami,a essa altura a bolsa pairava no chão,po-
bre dos meus desejados potinhos de sorvetes.Ofeguei.'Vamos Samantha,vamos Samantha'.Precisava armar algo antes que alguma coisa acon-
tecesse nesse momento.

Me deparei segurada por ele,ele que moverá sua mão sobre minha garganta,tinha minhas mãos roçando seu braço movido a frente."Me,me
solta!".Brami,o fato dele ergue-me do chão com tamanha força chocou-me,lágrimas de medo me vieram ao rosto,movia meus pés,não senti-
a o chão."Virá comigo,tenho a missão de levá-la".Disse.

Gemia de dor,não respirava com a perfeição que necessitava.Foi quando passos e presença de alguma pessoa veio do jardim.Achei que ia
morre,acho que o mero fato de Lestat ter escolhido certeiro pra acabar com sua caçada me foi a salvação.Acho que sua irritação quando en-
trou pela porta chegando a pisar sobre alguns potes de meus sorvetes lhe foi a audácia.

Vi o modo como ele olhou pro chão silencioso e chegou a olhar pro ser que me segurava,o arquear de sua sonbrancelha me foi assustador
Já virá Lestat irritado,mas não dessa forma."Como pode estragar os sorvetes de Samantha seu infeliz?".E me senti aliviada quando vi seu
braço mover-se,sua pessoa mover-se como em vulto.

Fazer aquele filho da mãe afastar-se de mim me soltando ao chão."Samantha?".Disse-me enquanto mantinha o ser sobre o chão,ele que se
movia tentando livrar-se."Meus sorvetes,meu sorvetes".Disse-lhe tossindo."Diante disso tudo se importa com meus sorvetes!?".Como sentia-
me apavorada,me levantei sacudindo a borda de meu vestido.

Respirei olhando Lestat socar o rosto do maldito."Acho que não entendeu! Acho que não entendeu!".Céus! Aquele coitado voou pela varan-
danda devido a força de Lestat,a força do golpe em sua cara e ombros.Dois socos desferidos com perfeição em sua rispida agilidade."Lestat!".
Gritei quando ele sumiu perante mim.

Uma sombra passando pela porta,nada mais que nisso."Seu idiota! Vocês,todos vocês me causaram dor no passado e tentam me causar nova-
mente! Merece ser queimado!".Nunca me senti tão nervosa."Para com isso!".Pedi ao sair do lado do fora presenciando Lestat desferir chutes e
mais socos naquele visitante.

O cara apagou,apagou.Só que quando ele usará isso de surpresa pra atacar Lestat o empurrando até o tronco de uma das arvores do jar-
dim me senti ofendida e sem querer usará algo de mim."Fica quieto! Deixa Lestat fora disso!".Uma coisa pra mim e mexer comigo,claro,mas
a audácia em tentar atingir ou tocar alguém próximo a mim,me e imperdoável.

O algo vindo de mim pegará aquele infeliz de surpresa,ele pode virar-se,eu o olhava de pé,ele que gruia,gemia de dor.Lestat pode livrar-se
desse problema,mas eu? Mantinha-me assustada.Céus! Quebrava-lhe ossos,vi quando sua perna quebrou-se em estalos em vários lugares.
"Su bruxa maldita".E aliviei-me quando Lestat ofegou e com atos bruscos enfiou-se a mão,chegou a atravessar-lhe o coração.

"Samantha?".Bramiu ele ainda tomando fôlego.O cara caiu ao chão,ofeguei tombando sobre o gramado,respirava,sofria para respirar.Lestat
apressado veio me ajudar.Sofria pra respirar."Querida,querida! Deveria ficar calada,calada!".Pedia ele espantado,medroso.Medo,medo ema-
nava dele ao me ajudar a reerguer-me novamente.

"Samantha...".Disse,e quando puxou-me pra si ouvi algo emanar dele,imensa força,calor,imenso calor,tinha meu rosto encostado junto dele.
O calor emanando dele me era terrível.E olhando de lado vi as chamas emanarem daquele ivasor."Você ia morrer,estou falando ia morrer!".O
meu nervossísmo era tamanho que ele teve que sacudir-me pelo ombro.

"Eu posso morrer,mas tu? Oh,não,não seja tola Samantha!".Ofeguei,o olhava chorosa,ele que tinha as mãos pousadas aos meus ombros,fita-
va-me em dor,mas o riso veio ao beijar-me o rosto."Oh,querida!Venha comigo,deixe-mos tudo isso vira cinzas".E ele pegou-me nos braços,eu
o olhava,ele carregava-me,eu tinha meus braços agarrados ao seu pescoço.

Olhei os restos do ser,chamar,muitas chamas.Muito calor emanava dali.Quando entramos ele sentou-se comigo na poltrona,acho que tanto me-
do me angustiava.Lestat com medo? E como descobrir o seu ponto fraco.Mantive-me silenciosa,ele respirava para manter-se silencioso,a sensa-
ção de calor não mais emanava dele.

Apenas tranquilidade."Obrigada querida,e tenho que admitir! Me enche de glória perante o que fez".Ofeguei o olhando sentada ao seu colo.
O modo como ele moveu os olhos perante mim trouxe-me mais tranquilidade"Diga-me...O teria matado caso nada eu pudesse fazer?".Ele na-
da disse por alguns instantes.

"Com dificuldade Samantha,mas o teria feito".Ofeguei,dei-me a chorar em seu leito,meu rosto sobre seu ombro."E,não és o mais forte corre-
to?".Ele riu,pode encher-se de glória e sacasmo nesse momento."Não exatamente".Beijos em meus cabelos,afagos sinuosos e foi assim que
eu dei-me a descansar,eu e ele."Psiu querida,não preocupe-se,arrumaremos mais sorvetes e essa bagunça depois".Ofeguei,gemidos de meu
choro.

Nunca me esquecerei,jamais! Foi nessa noite que senti o medo de um dia perder Lestat,quem sabe ao Louis! Nunca mais esqueci,foi como
se uma força imensa despertasse dentro de mim.Julio dormia ao lado da poltrona como se nada acontecesse pra ele.Acho que laços tão es-
treitos com Lestat me foram reforçados.Trementos atos isanos. Petálas ao mar? Sim,e claro.

***Continua***


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Ana Nery
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Samantha-Cap 13

Mensagem  Ana Nery em Qui 12 Maio - 12:59:56

***Continuando***

Sinceramente isso passava a se tornar suportável para minha pessoa.Eu e Lestat com o tempo subimos,acho que me sentia tão
impregnada de coisas malignas que necessitava descansar.Eu me mantive na poltrona conforme ele fuçava o quarto,conforme
sua pessoa averiguava cada detalhe.

Nem sempre somos aptos a nos tornamos candidatos a aceitação,compreendam isso.Lembro de Lestat sumir de minha visão com
o passar do tempo,de sua pessoa não emanar presença nem uma ao decorrer desses minutos.Como me foi doce manter-me sen-
tada á mesa da varanda,apreciar a brisa pairando por todos os lugares do quarto.

Tive a coragem de levantar-se e com isso minha pessoa apreciar toda paisagem,lá estava a mancha negra sobre o gramado.Era
o que restará dos restos do maldito ser que veio me procurar.Fiquei pensando como Lestat emanará toda aquela força fazendo
com que aquele infeliz queimasse até as cinzas.

Sofrerá e claro,mas porém,fez o nada a respeito dos ser."Não era humano,porém,não como Lestat ou seus próximos,os imortais".
Ofeguei considerando isso toda uma forma de pretensão e céus!Como me foi maravilhoso ao andar pelo quarto após esse delírio
e me deparar com as roupas de Lestat sobre a cama,isto e! Uma mera peça.

Pensei.'Acho que ele pretende aliviar-se'.E foi como pensei ao chegar perto da porta do banheiro,as luzes acesas foram o recado.
Lestat se mantinha de pé olhando-se no espelho acima da pia.O barulho da banheira enchendo ecoava lá dentro,vi seus dedos se
movendo pelos botões,aos poucos Lestat despia-se,procurava foco para nada mais sentir em relação a dor.

Percebi! Para mim ele tornou-se atraente,sublime em todos os quesitos.Vi quando ele moveu-se,podendo entrar na imensa ba-
nheira,e compreendi seu silencio depois de tudo,como ele foi voraz ao mover o rosto de lado,os olhos fechados como prece para
descansar,livrar-se de dor.

E,minha noite tornara-se longa,ácida em muitos momentos,tive que admitir.'Não perderia essa change,não seria louca'.Pensei
silenciosa e em movimentos delicados entrei,ele viu-me silenciado."Não vai comer nada?".Ofeguei em risos,não queria perder a
change se tornar-me tão ligada a ele."Não agora".

Ele deparou-se fitando,passeando seus olhos por mim enquanto livrava-me de meu vestido,o deixei cair ao chão,deparei-me in-
do de encontro a ele quando me juntei a ele.Esperava que ele me expulsa-se do banheiro,mas não,essa resposta contrária me
foi prêmio.

Seus dedos se moviam pelos meus cabelos,tive a certeza que a frieza de sua pele jamais me séria anormal."Poderia matá-la por
isso Samantha,mas sabe que não faria e faz proveito pequenina".Eu ri,tinha meu rosto encostado sobre seu coração,ouvia-o ba-
ter forte,sentia o jeito com que ele beijava meu rosto.

-Morreria feliz querido,muito feliz.Depois comerei e prometa-me que tiras dúvidas de minha pessoa quanto a tudo isso.Aquela
coisa não era humana,mas não era como vocês,exalava-me a bestialidade.

Ele riu,olhava como a espuma se formava a nossa volta,muita espuma macia e perfumada.As luzes do banheiro iluminando todo
ambiente,principalmente atenuando a claridade dos cabelos dele já molhados,seu rosto.Acho que minha vontade era de ardome-
cer ali e só acordar no dia seguinte.

"Fique calma,fria quanto a isso.Acho que seu desespero a enlouquecerá".Sinceramente,sim,começava a sentir-me dessa forma e
olhar profundamente em seu rosto me foi necessário.Me movi mantendo-me em seu leito de acolhimento e o encarei com frieza.A
minha fragilidade a ele fazia-me passar de um NADA.

"Não pensei que sou o nada Lestat,jamais".E foi quando ele arqueou a sobrancelha,manteve seus dedos firmes sobre meu queijo
e olhando-me friamente disse."Hum...Não sabe de nada Samantha,nada".Ofeguei porque isso era realidade e isso encheu-me de
mais angustia e quando arrisquei a chorar ele cortou-me essa vontade de imediato.

E foi com isso que todo esmero de atenção formou-se entre eu e ele.Tudo se tornava mais concreto,realizado.Quando saímos do
banho foi como se Lestat sentisse-se aliviado,tomado de leveza.Ele procurava no gloset algumas roupas,mas encontrará um algo
especial.Tratava-se de uma calça em conjunto com um lindo roupão,o tom prata me chamou atenção e soube que ele mandará se-
parar algumas roupas somente pra ele.

Acabará de arrumar-me escolhendo uma simples túnica de cor vermelha com detalhes prateados no bordado,e quando ele vestiu-se
saiu caminhando em direção ao corredor.Perfume exalava dele,emanava dele,pensei profundamente.Lembro dele pedir uma Pizza i-
mensa,acho que estava mais preocupado comigo do que com ele mesmo.

"Vá pra cozinha Samantha,espera-me".Ofeguei."Ficarás aqui essa noite?".Ele riu,deu-se a rir me encarando na entrada do pequeno
corredor que leva a cozinha."Sim,não me atreveria a ir sabendo que é provável que circundem esse lugar".Compreendi e o deixei re-
fletindo sentado na poltrona da sala.

Esperei sentada na mesa da cozinha,esperei.Nunca deparei-me com tal momento.Ouvi o som da campainha tocar,vir.Ecoar pela ca-
sa como se o nada fosse.Lestat entrou com aquela caixa imensa,somente pra mim,o olhei atônita.Acho que experimentaria vinho es-
sa noite.Vi quando ele pousou a caixa de pizza com a garrafa sobre a mesa.

A seguir encontrei-me envolta em uma comilança exaltada,como sentia fome,fome de algo salgado,suculento,quente.E foi assim confor-
me servia-me,comia.Lestat ia servindo taças e mais taças de vinho pra mim,vinho muito gelado como gosto."Diga-me Lestat...Se eles na-
da são de vocês,quem são eles?".Brami com uma fatia de pizza sobre a boca.

-Não está querendo saber de mais bonequinha? Olhe! Se eles lhe exalam bestialidade,o que são? Pensei bonequinha,pense e diga-me
o que responderá.

Como estava belo,belo ao encarar-me com os braços apoiados sobre os cotovelos,mãos ao rosto,os olhos brilhosos,tomados de algo a
lhe servir de consolo.A cor prateada lhe caia bem,e como.Ofeguei,ofeguei pensando e respondendo em seguida."Considero isso uma ou-
tra forma de bestialidade então,e,e isso mesmo! Seres Bestiais".Ele moveu seus dedos em direção a uma taça.

Olhava a taça como se deseja-se fazer algo,e foi quando fez ao olhar aquele estilete sobre a ela e desferi-lo sobre o pulso.Como lhe o-
diei.Estava jantando e isso? Repulsa senti.Continue comendo,olhando silenciosa como aquele infeliz mantinha seu pulso erguido acima
da linda taça,o vermelho que circundava a borda,o modo como ele apreciava isso.

E foi quando ele olhou-me ao terminar,vi como a pele fechava-se."Samantha quando disse que um dia desejo que não morra e que es-
tou disposto a entregar-lhe o sangue negro,entende que seria vergonha para mim não fazê-lo?".Com que finalidade ele dizia isso? Eu
só compreendi quando ele solveu aquela taça em lentidão e ao pulsá-la sobre a mesa olhando pro teto silencioso concluiu."Caso não se-
ja realizado garanto que será o fim".

E com isso toda uma forma de continuarmos se realizava,se tornou palpável.Foi como esse fato me enchesse de curiosidade e admito
que apartir desse momento a hipótese de isso se tornar real me tocou,passou a ser trevorosa para mim.Passaran-se duas noites e eu
não livrava-me de tamanha angustia,foi como se a sensação daquele medo jamais me saísse do coração.

Deparava-me andando em circulos na imensa sala,pensava andando de um lado a outro no ocorrido.Lestat quase morrerá,depois dessa
noite em especial fora embora e não voltara.Será que tudo isso me seria transtorno? Ah,foi! Foi quando arrumei-me no quarto com uma
saia de cetim em tom violeta,camiseta em mesmo tom e botas negras.

Saindo as Ruas de Athena tomada de angustia seguia."Ele pode morrer,não e o mais forte,muito menos o mais apto a envolver-se nes-
sas brigas.Oh,céus! Quem sabe falando com Thalwa algo aconteça".Senti em sua vinda naquele momento seu vigor e patente,andava
pelas Ruas tomada.

Nunca sentirá tal sentimento a respeito de um ser.Amava ao Lestat e ele sequer enchergava os perigos em que se metia e se mete a pro-
vocar-me dor.Segui pela Rua Central.Tentava com minhas escassas forças encontrar Thalwa.Quem sabe ela estivesse por perto,quem sa-
be ela atenderia meu pedido.

"Não posso abandoná-lo,preciso de ajuda".Andava chorosa,um momento ou outro minhas mãos se erguiam ao meu rosto.Pranto silencio-
so ao entrar entre as pessoas.E aconteceu o que não esperava.Seguindo mais a frente olhei uma imensa mansão a beira do mar mediterra-
neo.Sabia que lá atrás rochedos imensos,águas turvas ecoando sobre os rochedos.

"Oh,céus,será?".Disse ofegante,mão sobre o coração.Sentia três poderosas presenças emanando da mansão.Atravessei a Rua,olhei
toda faixada da linda mansão.Ofeguei com tamanha beleza do portão,a murada a envolvendo,até mesmo as luzes,as varandas tomada-
das de beleza ancestral.

Olhava de pé,temi quando Lestat saiu na varanda,ele que estava junto de Louis,noite fria nesse momento.Escondi-me atrás da arvore
logo ao lado rapidamente.Mantive o foco,olhava a beleza com que os dois conversavam na varanda.Louis usava calça jeans em tom cla-
ro,a bota negra lhe dava conforto,a camisa de seda em tom cinza o toque final,ele bramia ao Lestat algumas palavras,Louis passou seus
dedos pelos seus cabelos negros por alguns momentos.

Engoli em seco.Céus! Havia mais uma pessoa lá! Como desejei entrar ao choro e berro falando com Thalwa.Lestat manteve seu foco
em Louis,pedia-se,sequer ligada paras pessoas passando logo a frente da mansão.Ofeguei tomando fôlego,admirei a bela escolha de-
le,de sua pessoa em vestir-se com uma calça de tom escuro de bom corte,a camiseta de algodão clarinha por baixo do casaco de belo
corte.

Os dois pensavam,pensavam a respeito de algo e foi quando Louis desferiu um beijo frio.Beijará Lestat em silencio,mantinha sua mão
pousada sobre a nuca de Lestat lhe afagando os cabelos macios e foi quando Thalwa entrou na varanda,tudo que lembro e de conse-
guir ler friamente em seus lábios sua palavra.'Não podemos esperar,seu problema precisa ser resolvido Louis ou será assassinado'.

"Assassinado?".Brami cheia de temor! Eles iam sair e precisava dá o pé dali! Thalwa sairá da varanda com eles,uma linda mulher não
muito alta,magra,pele clarinha,cabelos negros lisos,olhos brilhosos cinzentos,o vestido de renda de mangas curtas oscilando com o
seu andar.

E foi o que fiz quando eles sumiram da varanda,sai andando,desci a Rua central rapidamente."Não pensava que Lestat morasse tão
perto!".Brami,sabia que ele morava no Estado de Athena na Grécia,mas não tão perto.Pensava,seguia e dei-me a andar pela noite
refletindo a respeito de meu amado Louis.'Assassinado! Como assim!?'.Esse era o pensamento que ecoava em minha mente sem parar.
Torridas descobertas! Tenho que admitir.

***Continua***
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Samantha-Cap 14

Mensagem  Ana Nery em Qui 12 Maio - 14:07:31

***Continuando***

Oh,céus...Cheguei em casa tomada de aflição naquele início de madrugada e foi o bastante para olhar a lareira,começava a chover e sequer
minha pessoa se prepará para isso."Graças que começou a chover logo agora que entrei".Bramia sem parar,minha dor devido ao medo de al-
go acontecer com Lestat só ia passar quando falasse com Thalwa,não importava como,mas precisava!

Precisava de uma garantia para falar com ela a respeito de tudo.As chamas da lareira se formaram quando acendi a lareira,deixei as chamas
queimarem.Como tudo me foi sensato,aplicado.Lembro de ajoelhar-me,rogas a Thalwa em pensamento,rogar a sua pessoa em coração por
qualquer contato com ela.

Fiz isso sem parar nas próximas noites,por cinco noites seguidas para ser sincera,nunca me esquecerei e na última noite antes dela aparecer
cheguei a clamar por ela por telepatia mantendo meu foco nas chamas da lareira,choveu por essas noites,choveu sem piedade em Athena.A
escuridão me tomava o coração,me tomava o coração por completo: Medo por saber que Lestat não e o mais forte,medo por saber que ele e
tão frágil.

Aconteceu...Minhas preces foram atendidas ao está dormindo na noite seguinte.Como a dor era latente,isso até o momento em que senti ao
está dormindo,em meus sonhos.'Menina me chamada como se sentisse tamanho medo que céus,assusta-me'.Que voz pensei,que voz cheia de
poder,autoridade!

Abri meus olhos lentamente deitada na cama,como o sono me tinha sido necessário,compromissos e dor,os chamados.A olhei sentada na poltro-
na com meu rosto pousado sobre o travesseiro.Ela vestia uma saia longa negra justa a sua silhueta tão requintada,luxo ao completar o conjun-
to com uma camiseta em mesmo tecido.O negro a ardonava essa noite.

A sandália de salto alto cintilando no escuro.Pensei angustiada.'Ela vai matar-me,e hoje que morro feliz,mas preciso'.Ela arqueou sua sobran-
celha delicada,nunca vi joia tão linda como o pigente de brilhantes em camafeu de sua gargantilha.Linda gargantilha ardonada com tal joia em
pingente.

Pensei a encarando novamente.Foi quando sentei-me a beira da cama a encarando."Samantha?Tens a dizer-me?".Pensei,não refletia e me
foi imediato.Me desesperei ao levantar-me,a abraçá-la tomada de angustia.Um ser como é frio demais para considerar uma emoção tão fú-
til como as minhas.

Quando tive controle para falar sentei-me sobre a cama,as luzes acesas me davam conforto.Thalwa silenciosa ouvia sentada na poltrona,e
minha pessoa tomada de sensações trevorosas."Olha a algumas noites um ser bestial veio aqui,sim,veio,tentou legar-me em pedir sequer a
licença,havia chegado e deparei-me com isso.Thalwa acho que o fato de Lestat mal conseguir pegar aquele infeliz necessitando de minha a-
juda me foi aterradora".

"Continue...".Bramiu e foi o que fiz concluindo."Ele quase foi morto Thalwa,juro que se não fosse por mim,ele teria sido morto a sangue frio".
E foi quando ela quis saber os motivos disso preocupar-me,levantei-me em sobressalto da cama."Lestat não e o poderoso que pensa ser! O
maior erro de Lestat que um dia pode lhe custar a vida e ser o arrogante que é! Não sei! Acho que Lestat precisa de um reforço mental ou
sei lá! Qualquer proteção a mais".Thalwa olhava-me silenciosa.

A segui quando ela saiu do quarto,e quando descemos a escadaria vimos Louis e Lestat entrarem,chegarem.Lestat arrepiou-se quando viu a
Thalwa andar a frente,pensativa,acho que cometerá um erro entanto,e que erro! Thalwa sem piedade usará de minhas informações a ter ar-
gumentos para realizar algo que ela tinha em mente a semanas.

-Thalwa...Acho que encontrá-la aqui me e tocante,tocante quando se trata de uma visita tão alarmante correto? Thalwa...Como minha pes-
soa poderia retroceder a falta que cometi hoje?

Quietude enquanto ela o encarava,Louis pegou-me nos braços,foi como se pressentisse o ódio com que Thalwa bateu no rosto de Lestat lhe
ferindo a pele."Maldito sempre és Lestat,admito que sua arrogância um dia o destruirá".Isso para Lestat foi como se a lástima se tornasse re-
al a seus olhos.

Olhava pra Thalwa com a mão no rosto choroso."Mas querida,se eu eu fiz algo,o que!?".Pensava ao olhar para os dois,foi como se tudo isso
se tornasse necessário para mim."Louis suba com Samantha.Ah,como necessitava de algo".Bramiu Thalwa,em inquietação Louis seguiu em di-
reção a escada comigo,mas retrocedeu quando Thalwa pegou Lestat pelo braço,se ela tivesse ido mais a fundo,céus,teria quebrado o braço
dele.

"Para! Para a respeito de motivos tolos!".Gritava Louis enquanto eles brigavam,Lestat que tentava desferir tapas em Thalwa,Thalwa que até
ameaçou puxar os cabelos de Lestat."O que acontece aqui!? O que acontece aqui!?".Perguntava Louis ao manter-se entre eles,eu que olha-
va a cena do vão da escada,mão pousada no corrimão.

A gritaria continuou por quinze minutos,só quando Louis conseguiu separá-los e que me atrevi a falar."Esqueça Louis! Acho que o fato de minha
pessoa sentir-se angustiada pela condição de Lestat e consumidora".E era,como era,principalmente quando Thalwa chamou Louis e sussurrou al-
gumas palavras em seus ouvidos.

E me doeu mais ainda quando Louis olhou para Lestat choroso,tomado de trémores.'Quase morto'.Pensou,li esses pensamentos com clareza e
só quando rompeu sua quietude e que Lestat soube,deu passos para trás não querendo admitir a causa."Não foi nada,nada".Respondeu ele,e
quando Louis seguiu e os dois sairam para o jardim fui junto de Thalwa.

-És louco o bastante para tal! São Seres Bestiais Lestat! Se quiserem matar vão matar e acha tudo isso graça!? Verás se acharás graça quando
ficares na Ilha pelas próximas noites.

E o que Louis queria,olhou para Thalwa de lado choroso,tomado de tamanho medo que os trémores lhe doiam a alma."Insolência!".Berrou Lestat
não querendo acreditar no que acontecia,sabia que algo ali havia sido resolvido,o que me confortava apesar da dor."Veremos se e insolência ao
falarmos com Tompei".Tenso momento,e senti que precisavam ir.

Me mantive de pé quando Lestat desviou sua atenção e mesmo angustiado falou comigo."Meu amorsinho juro que irás visitar Vitória Regia nas
próxima noites,tudo bem? Desculpe causar-lhe qualquer coisa".O olhava,foi quando Thalwa e Louis o puxaram por trás,Lestat sentia-se prisio-
neiro deles,e como lhe doia!

"Vitória Regia deseja vê-la".E,uma coisa soube:Mesmo da pior forma Louis e Thalwa cuidavam de Lestat,mesmo na dor e lhes era audácia não
saberem de qualquer coisa que lhes passassem despercebidas".Os portões se fecharam e deparei-me silenciada,vi Julio andar a frente."Peço
desculpas meu amor,mas doei-me o coração saber que por arrogância e descuido possa morrer".Respirei fundo e voltei a meus alfazeres.

Nossa.Esperar pela ida a casa de Vitória Regia me foi doloroso.Me surpreendi quando Thalwa e Louis foram a meu encontro com o passar dos
dias.Os vi na limosine ao sair do Instituto.Entrei ajeitando minha bolsa e a borda de meu vestido de seda verde feito na medida pra mim,cru-
zei as pernas e os fitei.

"E Lestat? Está bem?".Eles se olharam desviando o olhar em seguida pra mim."Lestat não será visto por várias semanas querida,acho que ta-
manha audácia enfurecerá até mesmo Marius De Romanos,ao Tompei".Ofeguei,eles o tinham levado mesmo a Ilha.Compreendo.'Bem! Melhor
meu querido Principe Moleque feito prisioneiro do que morto'.Louis olhavá-me e com estava belo ao trajar calça jeans em tom escuro,botas e
uma camisa de linho com smoking por cima.

Thalwa escolherá um simples vestido branco de algodão justo a suas lindas curvas delicadas.A gargantilha estava lá! Céus! Tornou-se a joia
de meus sonhos.E seguimos,com o passear de vinte minutos nos deparamos saltando em frente a casa de Vitória Regia nessa nova noite e
novo reencontro.

Ofeguei ao vê-la a nossa espera. Céus! Uma mulher de tirar o fôlego trajando uma longa túnica de cor rosa-escuro,os botões em camafeus
dourados me foram chamativos,a sandália baixa marcante,ela pensava,me olhava.E quando descemos fitou-se como se esperasse minha rea-
ção.Ao me aproximar ela moveu suas mãos firmes ao meu rosto."Foi infeliz Samantha! Céus! Que coragem! Suas palavras de verdade custa-
ram caro ao Lestat".E que se dana-se,queria isso.

Entramos quando a limosine deu partida,saber que tudo isso era tocável me foi maravilhoso.Louis e Thalwa ficaram na sala de entrada quan-
do eu e Vitória Regia seguimos pela escada.Me espantei quando ao andar pelo corredor encontrei o quarto de papai,entrei no quarto da do-
ce Vitória Regia."Não pensa em sair daqui correto?".Quis saber.

"Sinceramente não".Disse-me,quando decemos percebi que Thalwa e Louis já não estavam presentes,e saber disso foi como a reazação de
uma surpresa imensa."Samantha quis que viesse aqui com o intuito de aprofundar-se em alguma centelha da alta-magia".Agora compreendia
ao sentar-me na poltrona os motivos de Thalwa e Louis terem ido me pegar.

-Não estou falando dos truques mentais e cinéticos que Lestat lhe ensinou nas noites passadas,falo de alta-magia natural,mas isso
dependerá de sua vontade.

A olhava parada na minha frente,a segui quando saiu pela varanda,ao entrarmos no jardim dos fundos deparei-me com um circulo
imenso,feito na medida pra nos duas."Vitória e loucura,estou dizendo".Ela riu ao entrar no circulo,pensava por alguns momentos e
foi o bastante para tomar coragem e entrar quando ela estendeu as mãos.

"Compreendo...Não sabe que Aziel deve ser esquecido apesar da dor,deixe-se aflorar-se Samantha".Respirei fundo,deixei minha bolsa
ser jogada ao lado.E nesse momento como se tudo começasse a ser formar.Sentia a tensa vibração de coisas a pairar."Faça suas desco-
bertas,estou aqui".Disse ela.

A olhava parada de braços cruzados,as longas mangas da túnica me eram visão,o fato de seus longos cabelos estarem amarrados
para trás me causou conforto."Olhe para você! Imortal mas tão bruxa quanto eu...E o que me dizem,correto?".Ela rompeu sua quie-
tude respondendo."Ah,sim,mas só entenderá se fizer por onde compreender".

E soube nesse momento que essa seria uma noite tensa para minha pessoa.Olhava por toda minha volta,pensava no que fazer.E
escapatória não tinha.A onde fui parar? Esse era meu pensamento ao perder-me em todos esses detalhes.Me sentei com ela no
centro do circulo,pensava,refletia.Tenso,tudo muito tenso para esse começo de noite com Vitória Regia.E foi quando arrependi-me
de ter feito o que fiz: Lestat na tal Ilha aprisionado.Hierarquia insana,correto?

***Continua***
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Samantha-Cap 15

Mensagem  Ana Nery em Dom 15 Maio - 13:40:17

***Continuando***

Acho que tudo isso,a atitude em especial de Vitória Regia nunca me foi esperada,era como se sua pessoa enquanto me olhava pressentisse
todos os acontecimentos que viria a seguir.Será mesmo que vossa pessoa sentia tudo que se passava em meu coração? Nunca saberei,sei
que nunca saberei.O vento bramia em meus ouvidos,gélido e fresco: Perfeito como desejava.

Foi como se tudo isso se tornasse pecaminoso,transcorresse a todos os sentidos que minha pessoa poderia imaginar.Nunca em minha vida
a vislumbrar tal preceito pude compreender."Samantha quero que deite-me".Como assim? A olhei detalhadamente ao andar a minha volta.
Foi como se toda esse quietude que pairava entre eu e ela fosse quebrada.

"Se conseguir serás vitoriosa,plena".Arqueei minha sobrancelha,pensei passo a passo no sentido de suas palavras.Foi quando ela curvou-se
ao meu lado pedindo para que eu deita-se novamente."Ok,tudo bem,não devo desobedecer suas ordens,estou ciente disso".Ela riu,pode rir
ao decorrer dos meus gestos ao deitar-me.

Foi como trovões ecoando em meu coração.Olhava diretamente a Lua,minha pessoa se perdia nessa visão holocausta,mas exata para meu
ser.Ela mantinha-se sentada atrás de mim,tinha suas mãos sobre minha cabeça,silenciosa manteve-se,e continuava me perdendo na visão.
O que isso significava?

Coisas ecoavam aos meus ouvidos,coisas faziam barulho.Foi quando simplesmente veio um som alto,alto a tal ponto de ser capaz de fazer-me
apagar,simplesmente,apagar! 'O que isso!?'.Me deparei pensando,e foi quando do nada ao voltar a si descobri que estava fora de meu corpo.
A minha pessoa pensava.Francamente o que Vitória Regia havia preparado para mim tinha sido tenso demais.

Ofeguei,tive a sensação por alguns minutos ao olhar para meu corpo e Vitória Regia sentada,que era apenas mente,mas não,pude sentir os
meus passos quando quis andar,e foi quando ela levantou-se sentindo algo."Samantha?".Disse tentando olhar para coisas além de sua perce-
pção.E com isso me senti sugada por algo.

Foi como eu em espírito virasse partículas menos densas e com isso pudesse me elevar,me desfragmentar e aparecer em lugares.Depois desse
momento tenso para mim reapareci,mas infelizmente não em Athena,mas em Paris,eu me deparei no topo da Torre Eiffel.Fechando meus olhos
por vários momentos eu senti o vento.

Ah! Que sensação de liberdade,que tensa sensação de liberdade.Me deparei sussurrando ao vento.'Eu o amo Lestat,como o amo querido'.A
sua pessoa poderia ouvir isso? Olhando a linda paisagem veio um riso sinistro aos meus lábios,nunca tive essa sensação e com isso desejei su-
mir.Céus!

Fui a lugares,lugares que em corpo realmente seria difícil ir.A grande muralha da China,visitei vários templos nesse momento.Acho que poder
me enfronhar nesse momentos pelas sinistras terras da Filandia me cativou,me tomou o coração que até o momento estava cheio de curiosida-
des.'Vitória não sabe a vantagem do que acaba de me ensinar'.

Pensei,tudo transcorria rápido,continuava e com isso parti para conhecimentos e registros mentais de ILHAS,muitas ilhas,me senti atraída nes-
sa viagem em espírito.Sussurrava aos mil ventos o nome de Lestat.As terras amazônicas me chamaram,não acreditei quando ao voltar a rea-
parecer jazer lá,e muito menos deparar-me com uma onça pintada !

A olhava,ela bebia água na margem do rio! Ai! Senti medo,ela ao parar voltou-se,e dessa vez era a mim,me olhava,e quando rugiu alto sai,eu
desejava clamar aos ventos a minha ida de volta ao meu corpo,mas reapareci em um lugar tenso,tomado de loucuras,gélidos pensamentos.Eu
olhava o Palácio com sua faixava logo a frente.

-Céus! Um Palácio em uma Ilha tão escondida do mundo? A onde vim parar céus alados? Isso não faz sentido,não faz! Como,como,como!?

Tudo não fazia sentido até eu seguir,andar silenciosa. Era como sentir vibrações além do que minha pessoa poderia imaginar.Meus passos
eram tão fortes que pelo visto se qualquer ser olhasse,enxergaria as pegadas se formando sobre a perfumada relva do gramado dos lindos
campos da Ilha.

Ouvi sussurros,tensos sussurros vindo de dentro do Palácio.Já dentro do imenso salão vi aquele jovem alto,pele amarelada,olhos delicada-
mente puxados a falar com uma linda mulher loira.Ela trajava túnica de linho em tom verde-escuro,e ele em tom branco,como os cabelos li-
sos e negros daquele ser me eram tão lindos.

"Tompei! Como,como Lestat resiste!?".Quis ela saber ao mover seus dedos sobre o rosto dele,ele suspirou fechando os olhos por alguns mo-
mentos antes de responder-lhe,como os cabelos dela emanavam a cor do ouro! OURO! Os cabelos cacheados longos."Amada Sofia Lestat
está fora de si,quase morreu,e se não fosse por sua próxima,teria morrido".Sofia deu passos para trás,seus olhos castanhos bel clarinhos a
brilhar.

Ah! Ela era linda,imagem de uma bela Afrodite.Quando Tompei a abraçou foi como se seu coração aflorasse."Ah,Sofia,minha eterna Sofia
desprovida de qualquer medo ou dor".Nunca vi alguém amar tanto,e pelo visto esse ser amava.Como a noite ficou tensa,tensa quando a
sua pessoa desviou-se dela a olhar em minha direção.

"O que foi Tompei?".Disse ela mantendo os braços a frente,como unia lindo suas mãos a frente.Pele imaculamente branca,alva como pura
neve.Ele voltou-se a ela."Nossa,e como se sentisse algo aqui a nos espionar".Eu ri,e quando ele sentou-se com ela no lindo sofá pensou
ter ouvido algo."Sofia?".Ela o olhava."O que foi?".Estranho correto? E como.

Arqueei minha sobrancelha e soube ao entrar na mente daquela linda mulher que Lestat estava no sotão,um sotão feito abaixo da terra
bruta,logo em um elevado nos campos.'Obrigada querida Sofia,este e seu nome correto?'.Pensei,e com isso vi quando ela o beijou,como
delirava,lhe era doce,carinhoso fazê-lo."Como,como sofri sem ti essas noites".Disse ele.

Ela riu e foi quando quis sair,sai caminhando e quando o vento veio foi por meu desejo,a porta fechou-se e segui pelos campos da Ilha a
procurar o sotão em que Lestat estava preso por proteção necessária.Sorri com o tempo,senti quando senti um gelado metal debaixo de
meus pés cobertos por terra.

'Lestat'.Brami ao desejar materializar-me a sua frente.Como sofri ao vê-lo sentado,coberto de poeira no rosto.Metal nas bordas,algo que
pelo visto nem sua pessoa poderia transpor com facilidade.O olhava,ele estava pensativo,pensava.E foi quando do nada ouvi ele bramir
palavras frias,sofridas.

-Ah,Samantha! Não sou o fraco e desprovido de defesa que pensa. Como me doi está aqui e jamais vê-la. Mas entendo,entendo vosso me-
do e aceito.

Moveu o rosto ao teto,olhava,e foi quando lágrimas vieram aos seus olhos,vermelhas,brilhosas.'Mal sabe metade de sua fraqueza meu
amor,mal sabe metade do que senti ao presenciar sua fraqueza nua e crua'.Ele do nada assustou-se,sentiu algo pairar no ar.E foi quan-
do levantou-se aos berros,desesperado.

"Samantha! Samantha! Samantha! Está aqui? Minha princesinha está aqui!? Ah,céus! Está aqui!? Samantha?".Ele procurava,novamente
a minha pessoa desferiu doces risos,como estava grata por Vitória me aprimorar a arte dessa forma.'Sim,querido,sim'.Ele continuava,e a
sua pessoa aspirou quando ouviu barulhos acima do teto.

"Lestat? O que há contigo? Delira gritando por Samantha".Ele desesperado abraçou Sofia quando ela desceu em sobressalto.Suspirei ao
sentir dor,a dor de Lestat vir sobre mim."Sofia,Sofia! Eu,será que ela!? Será que Samantha faleceu? Sinto coisas.Oh,céus! Coisas".Sofia
o acolheu ao sentaren-se,ele deitou-se de lado sobre seu colo,ela afagou-lhe os cabelos.

"Calma Lestat,calma.Passará.Tompei precisa ensinar-se a alta-proteção Lestat,nunca entendeu isso e estando quase a beira da morte fa-
cilmente como Samantha que jamais mente,disse,foi trágico,preocupante.Logo,logo ao aprender,ao entender estará com ela,Lestat".Não
esperava tais palavras.

'Graças que eles me entendem,atenderam a meu chamado'.Pensei em doce riso.E com isso ofeguei senti-me plena,realizada.Sumi,a sensa-
ção de missão cumprida veio e com isso o trovão! O som em meus ouvidos! Me deparei de volta a si cheia de dor,respiração forte,gemidos
ao olhar para Vitória Regia."Ah! Ah! Ah! Oh! Vitória! Eu vi Lestat! Eu vi Lestat!".Ela riu,me sentei tomando ar.

"Ah! Pequenina criança e iniciante! Vamos,precisa descansar,vamos meu amorsinho,vamos descansar.Essa noite foi trabalhosa para ti".
Nos levantamos,ela beijou-me o rosto e afagou-me os cabelos."Eles me entendem".Ela sorriu."Sim,querida,eles entendem".E nos prepa-
ramos a ir.Saímos,seguimos para o jardim principal a frente da casa.Que tenso fervor de alma.

***Continua***
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Samantha-Cap 16

Mensagem  Ana Nery em Dom 15 Maio - 15:02:33

***Continuando***

Eu e Vitória seguimos,passamos pela imensa sala e seguimos para o seu quarto,sequer tive coragem de entrar no quarto de Aziel.Será
que eu deveria fazê-lo nesse momento? Para mim seria trágico e surreal fazê-lo de imediato sem sequer remeter a justificativas ou res-
peito necessário.

Entrei no quarto de Vitória,ela tirou-me as roupas,vi que a horas graças ela separará roupas frescas para mim."Foi maravilhoso! Pena
que ele esteja tão desespero".Ela compreendia,enquanto isso me ajudava a despir-me."Precisa banhar-se,precisa purificar seu corpo".
Compreendi,assenti andando em direção ao banheiro,entrei no box abrindo a ducha quente,a água veio deliciosa,purificadora.

Sem duvida minha pessoa passou a compreender com maior esmero o que dizem ser a morte,apesar de ser trágico.Pensava.Ouvi a por-
ta fechar-se,tratava-se de Vitória deixando-me sozinha,relaxamento.Compreendi com cada detalhamento tudo que se passava naquela
Ilha.'Então aquele e Tompei,correto?'.Pensava sem parar.

Lavava meus cabelos,meu corpo,fazia uso de sabobetes perfumados,tudo isso e ao mesmo tempo nada do que acontecerá saia de minha
mente.Era como se essa transposição espiritual me fisga-se,me torna-se plena.Ri por vários momentos,ele ia aprender,tinha que aprender
ou Tompei jamais permitiria a vinda de Lestat.

Segurança e claro.Passou-me minutos,tempos alheios até eu terminar esse processo.Eu me enrolei na toalha quando sai do box.Tinha
vapor por todo lugar e isso ajudava-me na respiração,purificação! Todos esses sentimentos me ajudavam na purificação! Entrei no quar-
to olhando Vitória na varanda,acabará de trazer algo para eu comer.

-Querida dormirá aqui hoje,juro que depois poderá acordar tranquilamente e ires para casa.

Compreendi,me desenrolei da tolhava começando a me enjugar,ao vir Vitória passou a me ajudar,tudo me foi com maior esmero,ela des-
feria esfregando a toalha em meus cabelos."Lestat dessa vez aprenderá a lição.Ah,vai".Ofegando tomei ar,me mantive ciente de si e is-
so me ajudou a iniciar minha recuperação.

Foi como doçura seguir para varanda após me vestir,a túnica me era cálida provocando-me frescor.Com isso dei-me a comer,Vitória tinha
arrumado,providenciado a comida mais suculenta que desejou trazer-me.Tanta audácia de minha parte me provocou um apetite sem igual.
E conversamos sobre tudo que havia visto,e o fato dela confessar que não esperava que eu visse Lestat me foi esperado.

Lembro do momento seguinte com pavor,calafrios para ser clara.Terminado o jantar eu me deparei sozinha até Vitória descer.Ela levou
a bandeja com o que restará de porcelanas.Ofeguei,segui pelo corredoe em direção ao quarto de papai.'Como a querida Vitória conse-
gue?'.Nunca imaginei.Entrei ao abrir a porta que até então estava encostada.

Foi como sentir uma imensa energia brotando desse lugar,da janela veio o vento provocando-me e trazendo-me essa mensagem.Jamais
esperei poder experimentar tais sensações.A linda cama de papai arrumada,a escrivaninha,até mesmo o quarda-roupa,tudo! A poltrona!
Cada detalhe de arrepiar.

Continuei olhando e quando virei-me olhando a cama desejei deitar-me,sentir-me tomada.Cansaço,foi somente isso que passou-se em
minha pessoa.Ténues lembranças,momentos.Deitei-me sentindo a maciez dos lençois e em questão de minutos jazia em sono,descanso
necessário depois de tudo isso.

Sonhava,sonhava com campos de flores,perfumes,tudo que me transmitisse consolo nesse momento e me questionava jazendo sentada
abaixo de uma arvore como papai viverá nessa casa,como ele nascerá.Tudo me foi ultrajante! Principalmente quando veio barulhos do na-
da e algo levar-me a mim.

'Samantha?'.Alguém me chamavae foi quando abri meus olhos,mas além dessa voz,céus! Algo me espionava e odiei essa verdade! Era a
voz de Vitória ecoando pelo corredor,vi a luz acessa do lado de fora pela brecha da porta,e ela veio do seu quarto a minha procura,viu a
minha pessoa deitada,descansando.

-Céus! Será que tudo isso foi demais para a pequenina? Melhor deixá-la.Ah! Como dorme! E saber que os dons despertam me causa fer-
vor.Uma Lioncourt plena.Ah,se Lestat visse,se Aziel a olhasse.

ofeguei,tinha meu rosto sobre o travesseiro macio,quase entrando em sonho.Me acolhia na coberta.'Ah! Mal sabe de meu sofrimento'.A
verdade era essa e nunca escondida de mim.Ouvi a porta fechar-se e o sono veio por definitivo.Os sonhos me envolveram novamente,e
minha pacata pessoinha mal entendia porque falava com um jovem ruivo,não o enchervaga direito,mal ouvia o que conversavámos de-
baixo da arvore.

Foi assim durante todo resto da noite e meu pobre descanso.Eu e ele falávamos,pensávamos e nada deu entender,saber.Era como um
momento acontecendo e tudo turvo perante mim! 'A morte e o que? Eu existo?'.E quando entenderá uma das perguntas a pior coisa que
eu poderia imaginar veio.O despertar.

Que inferno! O calor do sol vindo da janela me incomodando,me tomando.Me movi por dentre as cobertas macias e olhei o relógio:07:30
da manhã.Tranquilo e sai pelo corredor.Acordará plena e sabia que VItória Regia jazia pela Cidade escondida,descanso."Sem sol".Brami
ao entrar na sala.Vi seu bilhete sobre a mesa de centro da sala: 'Querida acalma teu coração,virão buscá-la para teus compromissos'.

E,e logo,logo nos encontraríamos novamente.E com isso acontecerá o que esperava.Voltará a realidade comum e tinha meu coração
cheio de ansiedade para me reencontrar com eles.Passaram-se seis noites até do nada ao voltar do instituto,sair de meu banho mati-
nal me deparar com Louis.

O olhei ao sair do banheiro,me deparei olhando para ele de pé,braços cruzados.Sua túnica me transmitia imagem de um aprendiz,e se-
rá que ele lerá meu pensamento?O seu riso me foi obscuro,passageiro e quando agarrou-me pelos braços disse."Precisamos ir querida
Samantha.Vitória Regia morre de soudades a cada noite,clama pelos cantos a tua presença".Filho da mãe pensei!

"Ah! Fazem de mim um nada!!".Ele riu e com isso apaguei,o apagão veio tão tenso que jamais experimentei a sensação de nada sentir.
Inexistir até acordar na cama de Vitória Regia,em seu quarto.A escuridão no quarto era plena.Quase cai ao levantar-me,pelo visto ela
tinha colocado uma túnica em mim.

"E! Eles são loucos!!".Disse ao sair.Eu senti a presença de Lestat e corri pelo corredor,céus! Eu simplesmente parei ao silenciar minha
presença,senti que um momento especial acontecia nessa casa.Ao parar no topo da escada da sala vi Vitória e Lestat dançando,era
uma dança silenciosa dos dois juntos,abraçados em momentos suaves.

Uma valsa me soou o acontecido.Ela havia escolhido um vestido que ia até a altura dos joelhos,o tecido de cetim perfeitamente escolhi-
do,os cabelos soltos,a sandália em delizadeza.Como Lestat a abraçava,como aquele infeliz movia seus lábios delicadamente ao lado do ros-
to dela,e isso a fazia sorrir.

Bramis coisas aos seus ouvidos.E,ele tinha voltado,voltato com toda força,mas algo mudará nele.Ele parecia-me um varão trajando
uma calça jeans escura justa ao corpo,a bota aveludada em conforto,a camisa de linho em tom pérola,o chamado,e foi quando ao a-
fastar-se ele disse."Vitória não repita,não vais mesmo dar-me correto?".Isso a silenciou.

Jazia parada de frente a ele,as mãos pousadas a frente do corpo,os cabelos de cor de mel como moldura de tão perfeitos devido
aos cachos.Ele a olhava,seus dedos moveram-se pelo seu rosto."Então?".Ela virou-se cruzando os braços."Esqueça sua loucura,o
que eu tinha que lhe dar,já,dei.Não existirá filho como Aziel,Lestat! E mesmos e eu desejasse estava seca,me tornei tão seca quan-
to uma filha morta a pairar ao nada".Tom de irritação,raiva.

E foi quando ele a abraçou por trás."Meu amor prometa que jamais cometerá aquela loucura.A loucura de enfrentar um Ser Bestial
sozinho,por favor".Ele se sentirá forçado a isso,e quando ele a viu sentar-se abaixou-se,tocou-lhe as mãos as beijando.Desespera-
do,e como estava desesperado.

Ouvi alguns bramidos vindo dele,bramidos de choro."Eu o suporto por ti,Thalwa,sabe disso,até mesmo pela Samantha.Se isso faz
minha Vitória feliz,obedeço,mas por favor meu amor,não faça com que eu fique sem ti,sem tê-la como vem acontecendo,sem a á-
cida redenção com que preciso".Isso a assustou,a assustou ao ponto de minha pessoa começar a descer.

Ele viu-me,quis sentar-se ao lado dela,e olhou-se em riso conforme a abraçava de lado e me fitava."Viés-te querido?".Ele sorriu
quando me aproximei,beijou minha testa com delicadeza."Sim,princesa,sim.".E brami em riso.Não acreditava em sua volta e será
mesmo que ele entenderá? Obedeceria nossa preocupação?

Me acolhi em seu colo,deixei meu rosto pousar em seu ombro."Como me reconciliar com você?".Disse-me,Vitória olhava silenciosa
e algo ecoava em sua alma."Obedecendo".Ele riu,desferiu beijos em meus rosto."Tudo bem,tudo bem Samantha,não vamos discu-
tir mais,correto?".Ah! E como me foi doce,perfumado e cheio de glória esse momento. Trágico ser,trágica valsa que eu traçara pa-
ra Lestat nos entender.

***Continua***


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Samantha-Cap 17

Mensagem  Ana Nery em Seg 16 Maio - 14:04:54

***Continuando***

Acho que uma dança de cordialidadade e momento passageiro começou nesse momento,era como se minha pessoa estivesse preparada
para o que viria a seguir e de algum modo não me assustei.Não mesmo.Soube quando Lestat levantou-se me deixando sentada ao lado de
Vitória.Ela o olhava conforme abaixou-se a minha frente segurando minhas mãos.

"Princesa desejo muito que vossa pessoa possa vir conosco,necessito caçar".Foi como se esse pedido se tornasse pérolas,pérolas que me
serviam como preciosos presentes.Será que devia aceitar esses presentes? Ah,como me foi angustiante querido.Tudo para mim se tornava
tão pecaminoso que minha pessoa se mostrou-se pensativa.

Lestat moveu suas mãos ao meu rosto.Foi como se tudo se tornasse imediato.Imediato a ponto deu levantar-me os seguindo conforme eles
caminhavam em direção a porta.Será mesmo que eles compreendiam? Ao estarmos nas ruas com o tempo me deparei tomada de anceios e
visões de privilégio.

Como uma menina como eu deveria se comportar? As coisas em relação a tudo deixaram de assustar-me e conforme nos envolvíamos no
que as Ruas tinham a nos passar tudo se formava,se tornava sublime.Ah,e como a nova noite me servia como purificação.Lestat andava
ao lado de Vitória como se ela lhe fosse a maior compainha possível.

Fiquei pensando que como companheira dele,sem duvida de que vossa pessoa deve ter levado ela para caçar várias vezes a alimentando
pessoalmente.Os risos vinham dos dois com a naturalidade mais espantosa.Foram quinze minutos para que eu e eles chegássemos a um
lugar especial

"Ando sondando esse lugar a semanas".Ela riu quando entrou ao nosso lado,de suas palavras,e Lestat nesse momento parecia tão cheio
de holocausto a ponto de deixar-se predominar por tudo.Ah! Foram piscar de olhares até irmos para os fundos da imensa casa e Lestat po-
der destravar a fechadura da porta para entrarmos.

O lugar era imenso,toda casa era luxuosa."Será que nos trouxe a um lugar certo?".Disse Vitória ao entrarmos na sala e quando Lestat viu
o maldito que desejava a semanas a respondeu."Sim,e claro!".Isso fez Vitória rir,encher-se de provação e admiração passageira.Pelo que
ela pensava e sabia se tratava de um fugitivo.

O modo como tudo aconteceu foi rápido,principalmente quando Lestat em piscar de olhos jazia com o pobre homem sem seus braços.O ho-
mem ao despertar tonto mal entendeu,sequer teve tempo.Vitória Regia o olhava de lado,e quando Lestat desferiu seus dentes na gargan-
ta os gritos dele vieram debatendo-se envão nas garras de Lestat.

Quando Lestat acabará de solver um pouco de sangue quente,fresco olhou de lado para Vitória,foi como se ela sentisse repulsa a selvage-
ria de Lestat,e quando ele pediu para ela sentar-se ao chão pode sorrir,algumas gotas de sangue salientes lhe escorrendo ao lado doa lá-
bios,e finalmente ela pode alimentar-se.

"Beba querida,peço perdão pelas semanas que não tivemos change de sairmos".Ele a olhava,afastou-se conforme ela bebia daquele infeliz
condenado a morte,Lestat olhou-me,foi como se meu pavor lhe passasse a maior mensagem."E quanto a ti pequena,algo a dizer?".Isso lhe
fez continuar argumentando.

"Diga-me".Pediu ele,e foi com isso que nos desenvolvermos preciosos momentos.Dei-me a esperar com ele até Vitória alimentar-se.Senti
pena de sua pessoa ao levantar-se deixando aquele corpo cair ao chão como se nada fosse para ela.Lestat a olhou para ir a ela e mover
o polegar sobre seus lábios ainda tingidos de sangue.

"Precisamos ir".E foi quando ela olhou-me de lado,me ergui rapidamente me recompondo."Vamos a mansão Lestat".E ele não deixou de e-
manar seus risos.Só fomos quando do lado de fora estivemos,logo aos fundos.Quando Lestat pegou-me nos braços antes de alçarmos
vôo,ela disse."Não se preocupe,fechei,sim,o pequenino ferimento".Mais risos e finalmente sumimos no ar.

Foi imperceptível quando chegamos ao lugar.Dava para ouvir as águas do Mar Mediterrâneo batendo atrás da mansão.Compreendi e isso
me fez repensar em muitas coisas,principalmente em minha ida anterior as escondidas ao lugar.Entrar foi como se me fosse privilégio,graças
que saltarmos naquela moita de arvore próxima me foi nostalgia.

Não demorou e finalmente na mansão estávamos.Lestat me seguia conforme ia no quarto,na cozinha,passava pela sala,até mesmo subia
as escadas e passava pelos quartos,chegando até o compacto salão luxuoso."Nossa,e esse o lugar?".Ele me olhava de braços cruzados ao
ladod e Vitória.

"Parece que vossa pessoa se enche de curiosidade querida".Ah,sim e como! Andava de canto a canto,fui até a varanda que dá para a
Rua logo a frente."Nossa Lestat".Brami,e como os detalhes me era cativantes."Cadê Thalwa,Gabrielle e Louis?".Disse,e isso o fez respon-
der de imediato.

Tudo apartir desse momento se tornou virtuoso,transformativo e cativante.Foi isso,e saber que nem Gabrielle em dado momento estava
para falar com ela me foi doloroso.Foram horas.Céus!Como isso tudo me foi precioso,poder andar com Lestat por cada lugar da mansão,
poder conversar,apreciar com ele e Vitória tudo isso.

Essa sem duvida me foi uma das melhores noites até então,sem duvida marcada como o início de algo transformador e pedi aos céus que
isso tivesse sido relevante ao Lestat fazendo com que laços fossem reforçados entre nois.Chegar em casa sozinha depois disso tudo foi o
ápice do que eu desejava.

Mais um momento precioso aconteceu quando soube da primeira seleta de notas anuais ao longo da semana,e o que tinha acontecido nes-
se momento com Lestat e Vitória não me saia da mente,jamais.Como fiquei feliz ao receber a seleta de notas no Instituto e caminhar em di-
reção a saída feliz,eu que jazia com um vestido de algodão macio de cor marrom,bota negra conforável,até mesmo a bolsa de lado com meu
Laptop.

Pensava.'Graças,com isso nada tenho com que preocupar-me'.Pensei,e peguei o caminho de casa nesse momento,e o momento definitivo
veio quando na próxima noite ao receber minhas notas jazerá em casa na varanda de meu quarto escrevendo,ocupada.'Estamos chegan-
do'.Foi o que ele me disse em mente.

Desci rapidamente e vi ao entrar na sala Vitória Regia segundo uma bolsa.Ainda não sabia mas ele se despediu dela rapidamente essa noite
com um formoso beijo."Preciso ir.Estarei a procura de coisas com Thalwa e Louis,quem sabe sépia".E com isso me deparei sozinha com ela ao
ver a porta bater-se.

"Nossa,como as coisas aconteceram rápido querida".Ela disse sorrindo,o fato de trajar uma calça justa negra ao corpo e botas confortáveis
curtas lhe protegia do frio,até o sobretudo delicado atenuando suas curvas.Na cozinha ela tirou coisas de dentro da bolsa.Eram ervas,mui-
tas ervas.Com isso deu-se todo início de anotações a respeito de tipos e preparos de pastas e chás de ervas.

Tudo que sei e que tamanhos conhecimentos conforme ela ensinava-me me foram cruciais e precisos.Sei que depois disso eu deparei-me a
deixá-la arrumar as coisas,necessitei já que precisava ainda concluir algumas coisas.Como o tempo passava e será que algo aconteceria?A
minha pessoa sentia no ar que,sim.

Terminando rapidamente e finalmente desligando meu laptop sai a sua procura para ver como andavam as coisas.Me deparei com ela junto
de Lestat,de sua pessoa grudada a ele por alguns momentos.Nossa,isso provocou-me arrepios,principalmente ao perceber que aquele in-
feliz acabará de alimentá-la.

Ah! E quando os dois se sentaram no sofá deu-se a desenvolver uma forma de pressuposto momento.Os dois desejaram abrir aquele maldi-
to álbum,comentar de Aziel.E assim foi-se,assim,deu-se.Sentei-me apreciando a cena marcante.Deles falando de Aziel,de como as coisas a-
gora eram transformativas.Ah! Que desabafo de ambas as partes pensei ao manter-me sentada na escada apreciando.

***Continua***
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Samantha-Cap 18

Mensagem  Ana Nery em Seg 16 Maio - 15:24:45

***Continuando***

O pior momento entre nos aconteceu quando menos esperava.Ah! Como me doi descrever nesse momento tudo que haveria de ser.Sinceramente
foi como crápulas além outros me desferissem uma adaga em meu coração.Lembro de está novamente envolta em estudos,e dessa vez escolares.
Haviam se passado duas noites após o último encontro com eles,como devem supor.

Sinceramente me envolver como matemática nunca foi meu forte,muito meu intuito de profissão mas era necessário.Caderno de anotação de for-
mulas na mesa,laptop ao lado ainda ligado.Nada mais do que a doce quietude da noite,nada mais do que o frescor da lacuna alheia.Como eu me en-
volvia nesse preceito de aprendizado.

O matéria transcorria,se formava conforme escrevia e calculava no caderno de anotações.Tudo me foi claro,altamente claro como se além do mais
minha pessoa sentisse.Foi um soco,como um karma no coração! Um vácuo se formando e depois vindo em disparate como um soco.A noite pesou ao
sentir.Pousei meu lápis sobre a mesa e levantei-me indo até a borda da varanda.

Vi Louis entrar,olhei os dois entrarem pelo portão.Eu me enchi de caláfrios,cheia de trevas sai em disparada pelo corredor.Eu nunca esperava que
algo dessa forma viesse a acontecer."Lestat? O que acontece?".Bramia cheia de calafrios e nervoso.Quando atravessei a sala,entrei no jardim vi
com maior detalhe.

Louis acabará de deitar Lestat sobre o gramado,até Louis tinha alguns,vários ferimentos em seu rosto e braços,porém,não ao nível com que Lestat
jazia.O olhei,me curvei a frente ao ajeitar a borda de minha túnica.Sinceramente minha pessoa se envolveu em cada detalhe! Tudo foi passageiro e
me ergui angustiada.

-Louis vá a cozinha por,pegue alguns potes com ervas,algum material de limpeza com que possa trazer. Espero que essa situação se revolva porque
se Thalwa souber,temo de verdade o que possa fazer com esse infeliz aqui.

Louis irritou-se,foi como adivinhar meus pensamentos,sim,pelo visto se envolver com seres bestiais tinha sido arrogância novamente! Vi Louis sair
em direção a casa,e deparei-me olhando ao Lestat apagado na minha frente,me adiante a tirar-lhe a camisa em farrapos nesse momento,pude ver
com detalhes os cortes.

"Nossa,juro que isso será trabalhoso,e como!".Brami em meio ao silencio da noite.Quando Louis voltou saiu com dois potes de ervas e uma bolsa.
Me entregou e quando percebeu que Lestat estava em si,o ajudou a levantar-se.Os segui,Louis simplesmente arrastava Lestat o apoiando.Tudo
que lembro e que ao entrarmos no sotão abaixo da biblioteca nos fundos de casa somente a quietude veio.

Louis olhou como separei o matérial de ervas e recipientes com amassador sobre o chão.Me sentei,e com isso ele seguiu em direção a escadaria.
"Vai sair?".Ele virou-se dizendo-me."Não suporto ver isso".Ofeguei e voltei minha atenção ao que tinha que fazer.Apartir disso me envolvi em um
momento delicado,talvez o mais delicado que passará com Lestat até o momento.

Ele já adormecia,jazia deitado pra cima,silencioso,sequer gemia pela dor,gotas de sangue sobre sua pele.Pronto,amassava a mistura perfeita de
ervas no recipiente,desferia movendo o amassador até formar a pasta.Pensava.'Loucura'.E que loucura.Já vi Lestat sem forças,mas como nesse
momento,não.

Primeiro limpei os ferimentos rapidamente com pano limpo e me assustei enquanto limpava a pele ia começando a se fechar."E,mas isso irá demo-
rar de deixar".Um auxilio,somente isso,e pelo visto de tempos em tempos Lestat como diria: Saia na pancadaria com os seres bestiais.E,ele sentiu
dor quando finalmente começará a passar a mistura de ervas amassadas.

Tudo que Vitória me ensinou me foi perfeito.Seus gemidos me eram a dor em coração,e assim fui até finalmente ter ervas curativas em cada
ferimento.Ele ardia de dor,febre.Imortal com febre? Acho que sim! Ação corporal,sem duvida! Assenti limpando sua testa,o mantendo confor-
tável e pus-me em ação com algo precioso.

"Será?".E com isso usei minha intuição movendo minhas mãos acima dos ferimentos e nossa! Quando senti a canalização de algo brotando de
mim me arrepiei."Ah,querido".E assim foi,aconteceu meus primeiros usos de dons curativos.Era como uma energia brotante que era desferida
sobre cada ferimento a onde passava as mãos.

Isso gerava conforto,pleno conforto conforme agia.Ia demorar um pouco,mas Lestat ia se estabilizar do susto,pavor.Ele descansava e isso
me facilitava cada ação.Deixava toda minha forma agir conforme movia as mãos em circulos acima dos ferimento sem os tocar.E ia,acontecia.
O calor de energia que brotava de mim me era sentido mas não me incomodava.

"Vou morrer,vou morrer,vou morrer".Disse Lestat em um de seus lapsos de delírios terríveis.Tive que manter sua pessoa mesmo delirante dei-
tada,sofri,mas consegui.Sei que ao fim dessa noite resolvi ficar em si.Sai o deixando no sotão.Graças que arrumará tudo.Travei a tampa ao
chão do sotão e sai.

Entrei deixando todo material na cozinha.Entrando no quarto sentei-me na mesa da varanda e dei-me a chorar,pensava com drástico pensar
no que aplicar em continuidade."Aquele infeliz! Como Lestat e infeliz".Brami,me recuperava.Quis saber com profundidade quem era esses Seres
Bestiais,até que ponto tudo se transformava e acontecia.

E,decidi perguntar em oportunidade rara a Thalwa,algum deles informados.Fui ao gloset pegar um cobertor,ficaria com Lestat,precisava.Quan-
do cheguei no sotão ele ainda dormia,sonhava,os gemidos de dor estavam mais escassos.Assenti deixando apenas a vela no castiçal acessa e
deitei ao seu lado puxando o coberto sobre nos dois.

Ele nada sentia,nada pensava.Deixei meu rosto pousar sobre seu ombro,somente os estalos da vela no silencio do sotão perfeitamente fecha-
do e protetor ao Lestat.Que calor,doce calor pude sentir em seu descanso.Não,o caixão nesse momento não era melhor,não mesmo.Finalmen-
te em si aconteceu o descanso.

Nunca a necessidade do tempo me foi necessária.No silencio do sotão em vários momentos ele delirou,quase que me quebra os ossos ao des-
ferir seus braços de lado remontando a dor passageira o deixando livre e confortado depois.Céus! Me doeu saber que ele sequer sentia minha
presença,somente se importava com sua dor.

A dor que passava.Lestat sofria,e como! Mas quem sabe isso fosse necessário.Novamente junta dele em profundo descanso ele em continui-
dade a seus delírios disse várias e várias vezes o nome de Thalwa,pelo visto era por ela que ele clamava e sem duvida a essa altura sabia do
acontecido.Louis sem duvida fora ao encontro dela.

Será que ela se encheria de fúria e queimaria Lestat vivo? Que pesar no coração.E ouve um momento glorioso que quando finalmente sua dor
passou senti seus braços me acolherem.Descanso,era essa palavra chave de Lestat nesse momento.E deixei-me tomar.Tudo passaria.Ah,pas-
saria.

Quando ouvi barulhos foram terríveis.Era passos e mais passos.Abri meus olhos e vi que velas tinha sido colocadas na mesinha."Ah,finalmente
acorda Samantha".Disse ele,Louis me olhava nos fundos do sotão,viera logo na calada do início da noite,e foi como se algo sério tivesse acon-
tecido.

Lestat acabará de abotoar o botão da lampela de seu longo casaco de belo corte,roupas trazidas pelo Louis.A calça justa e botas em tons es-
curos tinham sido perfeitos.Lestat arqueou a sobrancelha ao sentar-se na poltrona,me fitou como se algo o espantasse."Acho que não lhe era
esperado uso de dons curativos,obrigada".

Que infelizidade,tensa infelizidade.Ofeguei ao levantar-me,pensar.E foi nesse momento que olhei ao Louis,ele que pensava.Tivera medo,tudo
que demonstre medo brotava de sua pessoa."Hum...Algo a trocarmos?".Louis não respondeu,apenas silenciou-se e subiu choroso,sequer quis
trocar palavras comigo.

Pode está em seus braços me foi o prêmio maior."Deixe-o,acho que provoquei medo e dor demais ao Louis para pertubar sua pessoa agora".
Compreendi e deixei-me acolher.Enquanto não íamos ao encontro de Louis quis saber."Diga-me com maior profundidade.Quem são esses Se-
res Bestiais?".E ele sussurrou:

"Samantha,Samantha...Tudo que eu não desejaria ter ou presenciar.Odeio coisas alheias".Compreendi.Lestat tinha tido encontro com outras
raças que pelo visto lhe eram oriundas,e isso o irritou,sequer deseja contato,mas o caso dos Seres Bestiais lhe tinha sido doloroso.Esperava a
sua coragem vir para contar-me,explicar-me.Silencio e quietude para começarmos antes de irmos ao encontro de Louis.

***Continua***


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Ana Nery
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Samantha-Cap 19

Mensagem  Ana Nery em Ter 17 Maio - 13:05:46

***Continuando***

Bem,depois de tudo eu sentei-me a sua frente,quis sentar-me ao tapete no chão para ter uma melhor visão.Olhar para ele silencioso
para depois começar me foi envolvente,há de pensarmos que tudo isso e predominantemente alheio ao que pensamos,adoramos sen-
tir.Sorri e isso o encheu de amor,doçura.

"Querida Samantha,amada Samantha".Parou antes de continuar,como me foi maravilhoso vislumbrar seus doces olhos,o tom cinza a
mercé de sua beleza."Sim,Lestat,pode começar".E isso foi o bastante para sua pessoa respirar fundo ao está sentado na poltrona.Ele
manteve seus braços curvados sobre a base da poltrona.

Pensou me fitando sem parar,envolvendo cada conceito começou.Ele atenderia meu desejo de explicar melhor o que são os Seres Bes-
tiais,e isso me encheu de curiosidade."Não somente vampiros,não e? E algo além disso,não somente vampiros,bruxos ou...".Parei,isso
me encheu de entusiasmo e alegria,pura curiosidade.

Foi como se ele compreendesse,e finalmente começou."Samantha tivemos conhecimento dos Seres Bestiais em um momento critico de
nossa existência,digamos que eu e os outros,a nossa cepa e linhagem de imortais acabáramos de ter conhecimento de Thalwa e seus
descendentes,acho que foi como uma bomba..".Parou.

O fitei,pensava."Hum...Começo a entender,continue".E ele o fez mas curvando-se a frente,acho que nesse momentos o termino de sua
covardia foi imediato,ele nunca me pareceu tão amedrontado,medo! Lestat com medo? Ah,sim,e como.Como era belo suas mãos unidas
a sua frente,e ele continuou:

-Porém nunca imaginamos que depois de tudo,em um passado tão alheio Lunnes,nosso Lunnes conseguira a façanha de viver em terras
oriundas com Kalawina.Se quer saber quem eles são com toda verdade,eles são nossos descendentes,um dos primeiros registros do co-
meço de nossa família..

Sabe! Em vida humana quando morava em Auvergne eu e meus próximos tínhamos apenas registros de membros que batalhavam em
guerras locais,membros não tão distantes,porém não sabíamos mais além disso.

Tudo começou tão antigamente que realmente foi-nos assustador,sabíamos que nossa família era oriunda de celtas ou saxões,quem
sabe alguma mistura com escandinavos,compreende? Mas não imaginávamos início a remeter de bruxos e bruxas devidamentre apli-
cados.

"Sim,mas Lunnes,foi ele que teve conhecimento desses seres bestiais?".Ele manteve-se focado,juntando mais e mais coragem e foi o
golpe fatal ao dizer.Acho que tamanha dor não esperava emanar dele quando pode concluir,concluir com o maior golpe de sua dor.Te-
nho que admitir que o abalo pisiquico em Lestat me era evidente.

-Drarytha foi o infeliz,a maldição em nossa família! Rel dos seres bestiais,rel! Compreende o fato de naquela época Lunnes ter uma fi-
lha provida de tamanha força de bruxa e ele poder uso para proliferar sua prole? Dá continuidade a seu legado? Falo de um futuro rei.

Afinal pelo que sabemos e foi constatado os seres bestiais são inferteis,não podem ter filhos,mas o rei,a remetência inicial,sim.O rei
que nasce cresce parando de envelhecer e obtendo toda sua plenitude no alge de sua força e vigor.

Kalawina foi usarpada,usurpada. Toda essa confusão remeteu ao presente.Aconteceram coisas comigo que simplesmente nada posso
entender de imediato,quer dizer! Começo a entender.

Tenso,muito tenso.O silencio nos tomou com total plenitude,e quando me levantei o olhava silenciada."São diferentes,digamos que se
comparado a nos,eles não podem voar,muito menos queimar algo,não! Mas céus! Tenho que admitir! Eles tem um vigor a andar distan-
cias imensas a pé! Uma força que apenas esperam algum ser diferente atacar e não sei descrever o golpe,a força com que um ser bes-
tial bate a ponto de esmagar ossos".Ofeguei.

"Bem,Lestat,precisa ir,correto? E diga-me antes de vermos Louis! Tens medo?".Ele levantou me respondendo."Não exatamente,sabe?
Não exatamente já que eu sou bem dotado,de algum modo mesmo sofrendo a uma certa distancia a deparar-me com um ser bestial,a
minha plenitude consegue superar-se,consigo queimar alguns,um ou outros".Ofeguei.

"Mas porém a duras penas,correto?".Nada ele quis responder ao nos direcionarmos a escadaria.Quando saímos da biblioteca e fomos
ao jardim finalmente vimos! Ah! Lestat mal acreditou que ela tinha vindo.A olhava,ela mantinha-se sentada a beira do chafáriz do jar-
dim,mal tinha se informado e viera.

Vitória levantou-se,e o modo como seu vestido de linho moveu-se foi pecaminoso,os cabelos densos soltos em ondas perfeitas,ela o o-
lhava e quando desferiu aquele tapa foi pata matar Lestat,lhe gravar uma tensa punhalada."Infeliz como pode? Como pode meter-se
em perigos alheios?".E ele desesperado a abraçou,vi quando Louis apareceu na varanda fitando a gente.

Segui e os deixei,Lestat se perdia em seus beijos desesperados em Vitória mal acreditando que sobreviverá para vê-la novamente.Isso
para mim foi como suportar-me a vitalidade.Ao sentar-me com Louis no sofá pensei profundamente."Acalma teu coração querida,sim,a
nossa convivência com os seres bestiais e dura,mas porém,conseguimos".Pensava olhando o nada.

-Louis tudo isso e duro,o fato de pensar que o rei,ou sei lá! E fertil e que pode facilmente fazer o que fez com Kalawina ou qualquer um
que desejar me e obscuro.

"Desculpe querida mas e sua forma de continuar,e agora não se trata mais de um rei,e sim,de uma rainha".Nossa! Que alívio! E ele disse-
me em segredo."Sim,isso e tranquilo,por enquanto! Mas pode acontecer de um dia haver transposição de força e quem saber for um ho-
mem.Ai,sim,sei que teremos sérios problemas,mas sobrevivemos,sobrevivemos nessa guerra de convivência e interesses".Me assombrei.

"Interesses?".Ele me olhou da forma mais triste que pode e disse."Eles se interessam por qualquer cemblante de bruxas Samantha,e bem!
A família de Lestat está reconstruída com a antiga força vital,não somente outras famílias podem ser vitimas,mas também a família de Les-
tat como foi no passado".Compreendi,e isso se tornou vital a meu entendimento.

Continuei conversando com eles e antes de Lestat e Thalwa,ele comentou dos Beldatos,Beldatos! O que acontecia!? "Isso e com Thalwa,sa-
bemos e ao longo desses anos vimos alguns.São espectros vividos,tomados de uma forma animalesca,mas cordial.Eles se desfragmentam e
voltam a se formar.E assustador,a diferença com um ser bestial e que...".Ele parou ao ver Lestat e Vitória parados na entrada.

"Diga-me Louis".Ele levantou-se ofegante,tomado de dor.'Eles podem se reproduzir com qualquer um.Imortais,humanos,até mesmo um ser
bestial,a fêmea mais seca que encontrar".Meus lábios tremeram,e como! Vitória Regia aproximou-se pensativa."Louis e melhor ir com Lestat
para caçar,acho que eu e que devo continuar com Samantha aqui".E,algo muito sério acontecia nas estribeiras e eu passei a sonhar em co-
mo descobrir.

Sei que Lestat e Louis se uniram e decidiram ir embora."Louis vamos protegê-la correto?".E ouvi o lamento de Louis e não conseguir compre-
ender.Foi como destruíção formal.Eu e Vitória seguimos em direção a cozinha e isso deixou-me feliz,ela ia continuar a me instruir em relação
as ervas e como adorei poder tirar o caderno com capa negra dura para começar.

Ela pensou ao colocar os potes sobre a mesa."Samantha! Lembre-se! Ao contrário de mim,qualquer outra bruxa que venha ter existido na
família,és a que pode se proteger,sabia? Poderes cinéticos neutralizadores não e qualquer bruxa que tenha,compreende?".E,mantinha-me
sentada a mesa com caderno e caneta a mão.

"Ah,sim! E uma que unida a outra irmã chega a manipular vida vital e mais raro ainda,isso se nem em outro lugar existir".Ela calou-se,olhava-
me anotando a quantidade de ervas,modo de fazer chá,pastas curativas.'Maldito Lestat que sempre a boca'.E pensei ao ler sei pensamento,o
riso me veio,e foi assim que ela ia andando pela cozinha,explicava-me a função de cada erva,para que tudo isso existia.

Ouve explicação de processos de preparação,até de plantação de ervas,sementes.O modo como cultivar me veio a mente de imediato e
me senti plena por isso,quem sabe plantar algumas nos jardim seria de suma importância.Foi o que fiz com ela nessa obscura noite.Nada
me atralhou,nada!

Lembro que ao decorrer das noites percebi que Lestat andava mais cauteloso,de algum modo disse ele em uma de suas vindas ao passar
dessas noites solitárias para mim,que falará com Marius De Romanus(Ser sequer visto por mim),e que sua pessoa planejava coisas.E que
coisas pensei nesse rápido encontro.

E foi dessa forma que deixei-me seguir com meus compromissos.Resolvi em um belo amanhecer ao acordar,decorar a casa com flores.E
ao descer pedi para Jefferson sair e comprar sementes,rosas e flores.Graças que de vez em vez ele vinha.Coloquei um vestido de seda
em tom violeta,um chapéu de sol delicado em cor negra,e concluindo,uma sandália.

Passei a manhã andando pelo jardim com Jefferson a me ajudar,plantava sementes ao pé das arvores,até mesmo sobre as bordas da mu-
rada pedregosa da casa.O sol estava fresco,o vento frio causava-me pleno frescor.E esse foi meu momento de solitário pensamento,modo
de decorar a casa depois ao escolher flores e colocar em jarros.

Pensando em Lestat e nossos próximos o fez,Jefferson me auxiliando em todos os detalhes.Que fosse dada a transformação de minhas
necessidades.Acho que passava a me amar nesse momento,viu? Que momento em fazê-lo com sol fresco por todo jardim e casa.O sol a
brilhar entrando pelas lindas janelas.No fim me deparei com a casa decorada com flores perfumadas,flores que transmitiam pureza.Tama-
nho momento para que possamos respirar,penso eu agora ao descrevê-lo.´

***Continua***
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Samantha-Cap 20

Mensagem  Ana Nery em Ter 17 Maio - 14:13:00

***Continuando***

E com isso passava-se dias e nunca me envolvi em pesquisas,até mesmo estudos a respeito de meus interesses pessoais de formação.
E,Lestat estava sumido,até mesmo Louis,Vitória.E quem sabe Thalwa ou Gabrielle apareceriam esses dias.Nada aconteceu,e pude sen-
tir a imensidão de vossa ausência.

Pensei em uma dessas noites de ausência ao está na varanda admirando o jardim o que acontecia.O que se passava a respeito de tudo
o que desejavam fazer."Pelo visto aquele impasse com Lestat e o ser bestial foi muito drástico".E,e realmente tinha sido,acho que algo
os chamará a um encontro,sei que nessa noite voltei-me a cama e fui dormir.

E a coisa aconteceu no dia seguinte.Havia passado bem meu dia de compromissos,e com isso voltado no novo início da nova noite.Sei
que ao descer da limosine e ver aquele ser do outro da rua me fitando me estremeceu.Tremi por inteiro.Um ser loiro,alto,esbelto,olha-
ve detalhedamente.

Seus cabelos eram lisos aos ombros,usava jaqueta negra,calça jeans justa e bota.Pensei e dei-me a entrar fechando o portão,a face da-
quele maldito me estremeceu novamente ao lembrar.Bem,por essa noite tudo ficou calmo apesar de trevas futuras pairarem no ar.A coi-
mesmo aconteceu ao está dormindo na noite seguinte.

Como tinha chegado cansada,tomada de dor corporal e espiritual não somente pelos compromissos,mas pela ausência deles.A chuva re=
solveu vir e isso me causava conforto ao jazer em sonhos debaixo das cobertas.A coisa me veio do nada.Senti aquela mão vir por trás de
mim ao virar-me,tocar-me as costas.

Algo gelado,um toque sutiu.Tudo que sei e que meu extinto fez-me agir de imediato ao abrir meus olhos sonolenta,acho que o medo co-
mo da primeira vez que fiz uso de tamanha força sinética,foi transformador.Sentir aquele maldito ficar parado,tentar lutar contra algo e
levantei em sobressalto da cama.

Olhei aquele infeliz parado de pé a beira da cama.Não esperava que ele conseguisse lutar contra aquilo.Ele pode romper a barreira de for-
ça que havia por instinto imposto sobre ele.Ele caminhou rapidamente em minha direção,me fitou de modo furioso,mas controlável."Preciso
levá-la viva,acho que a rainha por me enviar jamais permitiria que a ferisse".Como assim!?

O esmurrava quando pegou-me a força."Calma menina,calma,adoraria ferir vossa pessoa,mas jamais a rainha o permitiria,muito menos a
vossa compainha".O que acontecia!? Senti aquele infeliz mover sua mão sobre meu ventre,senti aquela coisa me tomar,uma forma vinda
de um toque de força controlável.

Apaguei,foi como uma mensagem enviada ao celebro para apagar.Ah! Mal conseguia respirar,mal conseguia sentir meu corpo.Muito menos
sentia minha existência.Foi como jazer em um oceano de nada,absolutamente nada.Lembro disso passar a me alertar,a trazer-me a si,a on-
de tinha ido parar?

Ouvi gotas,muitas gotas de algo caído ao chão.Sentia dor,dor que fazia meu corpo latejar.E foi assim até minha pessoa despertar naquela
gruta.Uma imensa gruta.Ouvia o riacho passar ao lado,respirei fundo ao acordar.Lá estava aquele infeliz sentado ao meu lado,ele e mais
dois."Paciência menina,logo,logo a rainha estará chegando,logo,logo".

Ele levantou-se me fitando e percebi que ele havia gravado uma estaca de metal na base de uma corrente que que ia até meu tornozelo.
Ou seja! Eu era feita prisioneira naquele momento! Gritei alto e como! "Infeliz! Não chega perto de mim!".Gritei quando ele atreveu-se a
me pegar pelo ombros.

Acho que o uso de minha força o assustou a ponto de dá passos para trás."Ah! Como a rainha suporta? Se não fosse por ela te mataria
menina".Que se dana-se,estava irritada o bastante,me mantive de pé,me virei cruzando os braços."Vocês seres bestiais se acham os maio-
rais! Queria muito presenciar vossas pessoas se atrevendo a atacar a qualquer um dos anciões,são infelizes,e como!".Ele riu e não entendi..

"Ah,pequena maldita,e,e como a rainha disse-nos,paciência contigo".Me silenciei,e com isso ouvi sons.Acho que isso foi como mensagem.
Mensagem que me fez recuar para trás até tocar a margem do rio passando atrás de mim.'Samantha abaixa,se abaixe'.Era Louis! Sua den-
sa presença trevorosa veio quando abaixei-me.

Céus! Aqueles malditos explodiram em chamas,em chamas! Isso me fez gritar,sair de si! O vi entrar ao lado de Lestat acompanhado de
Gabrielle,os dois que me fitaram.Lestat desferiu sua mão naquela maldita estaca a arrancando do chão e me fazendo livre,Louis me segu-
rava como se temesse a algo.

"Rápido Lestat,temos que sair daqui!".O que? Como assim? Nunca os vi tão cheio de medo."E,ela está por perto".E foi nesse momento
que Louis caminhou comigo até a saída,nos campos a frente.Lembro o modo como Lestat e Gabrielle me olharam ainda nos braços dele.
Louis agia como se algo o irritasse."Queria logo,logo nos veremos.Louis a levará de volta,mas tenho que ficar aqui".

Barulhos,e que barulhos."Vai".O mero fato de Louis sumir perante eles subindo aos céus comigo me assustou,a visão de Lestat olhando
pra mim de baixo me provocou o pior dos medos,ele e Gabrielle desviaram o olhar a frente,e isso fez Lestat andar para trás temeroso.
"Gabrielle? Eu não vou conseguir fazer isso sozinho".E,sua voz me foi nitida antes de mais nada ver.

"Volta Louis! Volta!".Nada mais! Louis não media consequência,disparava a plena velocidade pelos céus de Athena e conforme ele chega-
va na capital vi que estava nas montanhas.Imensas montanhas.Não demorou e finalmente tive que fechar meus olhos até saltar nos fun-
dos de minha casa.

O esmurrava de tanta raiva! Chorosa batia nele."Por que o obedeceu!? Louis! Porque o deixou lá!?".Ele me fitava ainda silenciado e aos
poucos parei,ele me segurou em choro e foi se direcionou comigo para dentro da casa.Quando finalmente entramos ele fechou a porta e
me deparei com duas gêmeas ruivas na casa.E como tive ódio!

As olhei de lado,elas me fitavam como se algo temeroso estivesse a tona."E essa a Samantha Louis?".Ele a olhou quando esta se levan-
tou."Sim,Mekare".Assombroso a forma como aquela mulher andava com sua irmã gêmea a me fitar,eu tinha Louis a minha frente,segura-
va a mão dele.

Usavam túnicas azuis em tom delicado e tons prata,pensava.E soube naquele instante que antes de chegar Lestat e Gabrielle precisavam
resolver algo muito sério.Olhei ao Louis novamente."Disseram que a rainha estava próxima,quem e ela Louis!?".E foi nesse momento que
de uma forma autoritária ele quis que subisse.

"Suba! Já nos falamos".E pelo visto se eu não o fizesse teria consequências drásticas.Segui,mas dessa vez acompanhada de Maharet.
Disse ela que deveria esperava.E esse foi meu martírio até me controlar.Ela sabia que meu descontrole era aparente."O que tu e tua ir-
mã fazem aqui?".Ela disse-me rapidamente."Nada,Lestat apenas passará rápido com Gabrielle Samantha,mas garanto que teremos que
ir com ele e Gabrielle,temos coisas a resolver na fronteira".Pensei,pensei e não deixei de pensar.

Foram duas horas nessa maldita noite.Duas horas até ver Lestat chegando pelo jardim.Ele e Gabrielle voltaram e pelo visto irritados,vi
os gritos que ele desferiu ao Louis.Foi como balas de tiros,e me senti caláfrios."Preciso que fique aqui! Acho que se não será segurança
a irmos naquele maldito lugar termos uma conversa séria com ela!".Mas ela quem!?

Voltei-me a Maharet e isso a fez pensar."Querida preciso ir,preciso ir".A segui,a segui tão transtornada que minha pessoa encheu-se de
tanta mágoa.Quando na sala vi Lestat entrar com Louis,nunca vi tanta fúria emanando dele,receberá tapas na cara,na cara! Ele uma
vez ou outra movia sua lingua lambendo o sangue ao lado da boca.

E isso fez Maharet o olhar,Mekare falava com Gabrielle,até mesmo Louis."Sei que fica a distâncias daqui,ela voltou para seu covil,e pelo
visto quer mesmo continuar".E,queria saber quem era essa mulher."Vamos! Lestat nos pegue depois no caminho".E com isso as gêmeas
saíram com Gabrielle.

Lestat antes de ir disse-me pousando as mãos aos ombros."Olha não importa nada o que aconteça,mas centre-se sem seus compromis-
sos Samantha,Louis daqui não sai".E foi essa forma que ele voltei a porta,saiu a fechando e quando olhei ao Louis sentando-se no sofá
mal acreditava no que acontecia.

"E,assim fica difícil!".Brami em choro o fitando,ele riu de modo sensato."Vem aqui princesa,acho que algumas movimentações acontecem
e nem sempre podemos intervir".Me deitem no sofá com meu rosto sobre seu colo,sua mão moveu-se sobre meus cabelos,como estava
cansada.Havia sobrevivido a uma tentativa se seguestro que mal entendia.

"Ah,Louis! Quem e ela,quem e ela!?".Ele riu de lado,silencioso continuou."Deixe Lestat resolver isso Samantha,ele já tem problemas demais
a resolver".Ofeguei e fiquei chorando.Essa tinha sido minha volta,minha sobrevivência e isso fazia-me sufocar.Que fosse,pensava envolta
nesse choro.E foi dessa forma que mais um momento terrível me marcava mágoas e continuidade.

***Continua***


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Samantha-Cap 21

Mensagem  Ana Nery em Qua 18 Maio - 13:27:18

***Continuando***

Acho que tantas perguntas apartir desse momento não valia a pena,só ocuparia tempo de coisas importantes que pelo visto deviam
acontecer.Será mesmo que as vezes devemos fazê-lo? Sim,admito que sim.E o pior de tudo que apesar de meus constrangimentos
não me sentia mais dolorida na alma do que estava devido ao seguestro.

Penso em coisas para que possamos conceituar a respeito de tudo isso.Sem dor,sem nada mais a sentir.Sei que apartir desse momen-
to minha pessoa se envolveu em silencioso descanso,silenciosa observação para que o tempo para mim não fosse sentido,jamais.Acho
que lágrimas não restavam mais.

Havia e chorei por horas a fio no colo de Louis,ele que apenas acariciava meus cabelos,ele que nada falava me deixando desarmada
para fazer meus sentimentos brotarem.Foi esse o momento em que lágrimas passaram a secar,lágrimas não mais restavam.Nada mais
do que o puro silêncio da imaculada noite.

E como nos desfazer de tais sentimentos que torturam? O fazia durante todo esse tempo.Nada mais poderia acontecer por essa noite.
Somente o som dos passaros no jardim em sua revoada sobre o chafáriz.Olhava eles parados bebendo água,a imagem que olhava pe-
la porta aberta a frente me era maravilhoso.

Fizemos bem termos esperado,e como o fizemos! Me movi sentando-me ao lado de Louis quando vi Lestat entrar entrar e pelo visto a-
gora estava sozinho.Pelo visto algo melhor o encheu de alegria,suma alegria atenuada por sua dor. Pensei silenciosa enquanto o olhava
se aproximar e tudo me foi ténue quando ele abaixou-se a frente.

-Querida Samantha graças que cá estás,desculpe mas sinceramente necessitamos assegurar-mos algo concreto.Me desculpe somente
voltar agora.

Pensava,ele segurava firme minhas mãos.Nesse momento Louis quis saber a respeito de Maharet e Mekare,até mesmo de Gabrielle
que pelo visto estavam seguras."Estão bem,depois que eu e elas conseguimos fazer a ronda na Cidade,falo de sair espionando a Ci-
dade a procura de seres bestiais,pelo visto se silenciaram".Louis arqueou sua sobrancelha delícadamente.Foi como se isso tudo lhe
servisse de presságio.

"Louis ainda não entendemos! Isso tudo me irrita,me irrita! Como posso entender uma tentativa de seguestro de tal natural a mando
dela e ficar calado? Ver todos sumirem!?".E nisso ele levantou-se passando os dedos de uma das mãos aos cabelos mantendo a outra
na cintura,ele pensava angustiado.

"Tens tanto medo dela Lestat?".Ele bramiu algumas palavras para depois me implorar ao curvar-se a minha frente com as mãos pousa-
das aos meus ombros."Samantha independente de tudo que possa acontecer no futuro deseja ficar comigo? Fale comigo Samantha e
me responda com seu coração".Minha pergunta anterior remetente a essa desconhecida rainha até então pra mim pelo visto tinha-lhe
lhe provocado sérios sentimentos.

Pavor em seus olhos,lágrimas vermelhas chamuscando seus olhos(Vampiros choram sangue)."Com quem mais desejaria está Lestat?
Se são os unicos que me enchem de alegria em uma vida irritante em sua maior parte do tempo".Ele riu mesmo angustiado,agarrou-
me pelos ombros puxando-me para si.

"Ah,querida bonequinha como fico melhor,muito melhor minha bonequinha".Ofeguei,pude ver Louis ainda sentado,apenas desejava
apreciar,ouvir.Seus olhos brilhavam e isso encheu-me de cálidos sentimentos."Tudo bem Lestat,tudo bem".E foi dessa forma que por
definitivo o desespero ia embora.

Que por definitivo esse terrível momento passava.Ouvindo os gemidos de dor de Lestat ao manter-me junto a ele que jazia de pé no
meio da sala tudo ia embora,toda dor.Lembro de ter fechado os olhos silenciosa e apenas deixar tudo acontecer.Como pude sentir os
seus sentimentos,como pude sentir sua dor.Foi o primeiro momento nítido de dor de Lestat para jamais esquecer-me:O medo de per-
der algo.

E o passar dos dias e próximas noites me foram especiais.Nunca está novamente centrada em minhas atividades me foi necessário.
Nunca! E em uma noite especial depois de jantar sai ao jardim.Ao passar dessas noites me deparei no belo jardim e o que jamais es-
perava acontecia.

Ah! Como sorri ao andar,sentir o vento cálido vindo de encontro ao meu rosto,o vento fazendo meu vestido de algodão em tom
azul-celeste mover-se ao meu andar.Olhava,passeava pelo jardim,os passaros ainda se mantinham no jardim desde a noite do tor-
mento.Olhava,lua cheia nos céus de Athena.

"E,e magnífico".Disse baixinho,um dos passaros em revoada pousou sobre meu ombro e céus,me assustei já que ele não saia do
meu ombro.Quis saber porque esses passaros em especial tinham vindo pra ficar e soube ao caminhar pela borda da murada da
casa.Lá estava e enchi-me de plena felicidade.

"As sementes de rosas e flores,céus,elas começaram a brotar e só agora vejo as mudas".E,pelo visto tudo que fizera naquele si-
nuoso momento dera certo e sentia orgulho! E já começava a imaginar como o jardim ia ficar.Os passaros encontraram lar vital e
com sementes de flores futuramente para comer a vontade.

E,como esses momentos apesar de nossa dor nos trazem a remeter de valioso momento em meio a trevas.Sentei-me e fiquei admi-
rando os botões de novas rosas e flores.Ia demorar um pouco para abrirem,mas valeria a pena.Mantive a pena curvada a frente e
os braços a envolver-me os joelhos.

Passei horas sorrindo por detalhes tão simples.Passaros,passaros a fazer-me compainha.Julio veio começando a fuçar,Julio que des-
de que viera pairava silencioso,notável.E assim marco esse momento,esse momento de passagem a remeter de futuro.Com duas noi-
tes me deparei frustrada,entendia o silencio de Lestat e nossos próximos.

Acho que o clima tinha ficado tão tenso que simplesmente tudo se tornará pacato.E,trevas a envolver meu coração.Chegada uma
noite de sexta-feira e eu dormindo,dormia docemente depois de chegar cansada,envolver-me em um banho pleno antes de cair na
cama macia e acolhedora.

Algo jazia me tomando o coração,era como algo me envolvendo e expremendo meu coração com vitalidade.Senti o que chamam de
espionagem e acordei.Acordei gritando tão algo que movi as mãos aos ouvidos,senti tanto receio que sai da cama.Segui pelo corre-
dor,fui até a sala e vi,pude sentir.

Recuei ao pedestal da escada.Olhava as chamas da lareira acesa."Mas eu não acendi,sequer coloquei fogo pra queimar na lareira
hoje".O que acontecia? Me voltei olhando os cantos da sala e quando a porta se abriu do nada veio o soco no coração,o soco de al-
go,uma presença trevorosa e de luz ao mesmo tempo.

Não entendi essa união de trevas e luz emanando de um ser.Não compreendia! Meus lábios tremiam de dor.'Linda Samantha claro
que a casa noite jamais esqueço-te,jamais esqueço que voltou a vida,cá está plena e sadia.Juro que um dia desfarei a dor que te
causei no passado'.Tenebroso!

"Sai! Sai infeliz ser,ser tomado de holocausto".Movi uma das mãos a frente e tamanho medo e raiva me serviu como arrebatador
para fazer aquela presença ir embora e desabei ao chão,desabei tomada de medo,tanto medo! "Aquela coisa,tenho certeza que
e conhece,me conhece!".Nunca emiti tom de voz tão amedrontador e ainda por cima cheio de dor.

Sei que algo me tomou e com tanto medo subi rapidamente,subi indo até o gloset em meu quarto."Vou para casa de Lestat e Vi-
tória Regia,não sei! Ele deve está em casa.Tem que está!".Eu tremia,tremia só em pensar que algo que eu conhecia e também
eu conhecia a essa coisa me espionava.

Sai depois de colocar um mero roupão na tonalidade de minha veste.Sai pelas Ruas vazias de Athena a essa altura da noite.Não
me sentia incomodada pelo frio da noite.Pensava nessa caminhada.Havia levado as chaves ao invés de esconder.Pensava e isso
me enchia de constrangimento.

Foram alguns minutos até minha pessoa chegar enfrente ao portão da casa de Vitória Regia e Lestat.Sabia que lá eles não esti-
vessem,sem duvida estariam na mansão.Pensava,pensava olhando a fechadura do portão,vi que as luzes da varanda jaziam a-
cessas.

Bom sinal.A fechadura emitiu um som metálico e o portão trincou.Usara de meus dons para entrar.Caminhei ainda aflita pelo jar-
dim e toquei a campainha."Vitória".Bramia secamente cheia de dor.E foi dessa forma que minha pessoa viu a porta de abrir depois
de sons do ladro de dentro.

A vi,trajava uma calça de seda e roupão fazendo conjunto,jazia a horas na casa."Samantha?".A olhava de baixo para cima,isso
a tomará de surpresa."Há coisas me espionando,eu senti! Não vou ficar naquela casa".Brami em dor,sufoco.Ela curvou-se pegan-
do-me nos braços,entrou fechando a porta.

"Querida Lestat não está aqui e nem sei se aparecerá".E,que se dana-se,ia tirar sonequinha com ela no quarto de Aziel antes de
dormir por definitivo.E foi assim ao entrarmos no quarto.Nada de luzes acessas.Somente eu e ela.Se algo acontecia eu e que não
ia pagar pra ver.

Os sonhos me tomaram conforme nos acolhíamos na cama.Quem sabe ao acordar bem cedinho ia embora.O vento reverbava do
lado de fora.Fazia as persianas da janela bramir mesmo estando fechada.Sonhava,sonhava.Sequestro passado,espionagem e na-
da de Lestat.

E,pelo visto o canalha naquele momento deveria está muito ocupado com Louis,Thalwa,Gabrielle,sem duvida.Que arrogância.Mas
a presença de Vitória Regia me bastava.E assim foi até a entrada por definitivo da madrugada.Sentindo que Vitória Regia não mais
estava ao meu lado me ajudando a tirar sonequinha necessária acordei e sai caminhando pelo corredor.

Estava cheia de sono,tanto sono que só vim perceber o que acontecia depois de minha chegada e ausência de consciência parando
de frente a porta de seu quarto.Tudo me foi aterrador ao me enclinar nas pontinhas dos meus pés e ver pela brecha.Lá estava o ca-
nalha ausente em minha necessidade.

Ele viera mas sequer me acordará,apenas seguestrou Vitória Regia e pelo visto havia passado por um recente conforto de dor.Ela o
olhava,emitia coisas e assim foi."Ah,querido,como lamento,como lamento".Disse rapidamente movendo os dedos na altura do rosto
dele.Ele estava prestes a fazer uma loucura por algo nesse momento,e como.

"Diga e vou embora Vitória,falo com meu coração.Se nada mais sente por mim,por esse coração amargurado de não tê-la ao longo
desses anos,vou embora,fico na mansão mas não a pertubarei".Ela o olhava silenciosa,pensava profundamente."Não me ama mais
não e? Me odeia por ter fracassado com Aziel,Vitória! E digo que tens razão,não a culpo,se for eu vou embora de sua vida.Se nada
mais sente por mim,vou embora".Isso a desesperou.

E como a desesperou."Está difícil de entender que mal começo a me recuperar da dor querido,mal começo a recupera-me".Isso o pe-
gou desprevenido,o necessário.Não pensava que os dois passsavam por tais situações de relacionamentos.Vi como ela o beijou até
poder sentir que o cativara.

Admirável,mas sufocante quando afastou-se,o fitou friamente,friamente a ponto de Lestat recuar,querer sair conforme ela caminha-
va em sua direção,desabotoava suas longas vestes."Seja pretencioso,vamos,não era isso que queria seu maldito?".Ele tinha medo,e
como emitia medo.

Dela sim tinha medo.Vitória parou o olhando,ele desesperado a agarrará pelos ombros,fizerá sua túnica aberta cair ao chão,ele,sim
estava faminto,faminto dela,tinha fome dela."Desculpe por tudo querido".Dizia ela repetidamente quando os dois tombaram sobre
a cama macia.Os cobertores que se moviam com o peso deles.

"Ah! Estou desesperado,desesperado".Bramia ele em resposta.Chegara em casa louco,cheio de loucura e eu presenciando isso tinha
medo.Foi-me sufocante vislumbrar Vitória movendo suas mãos a frente dele,o modo como conseguia tirar suas roupas rapidamente.E
Lestat com isso se rendia.Se enchia de um amor que jazia frio,perdido até então.

"Tu não falhou,falhamos ao permitimos".Algo remetente a Aziel,e ela gemeu alto quando Lestat a beijou nos ombros,ceios,o modo como
ele descia lhe beijando o corpo,isso fazendo com que suas salientes mãos lhe arranhassem as costas até ele implorar por beijos.Algo doi-
do,trevoroso para os dois.

Aquela união ácida,ácida a ponto dele ter seus gritos sufocados conforme se unia a ela.E,a insana fazia isso de armadinhas e tinha tor-
turado Lestat por esse periodo de anos.Que lamento.Sublime o jeito com que ela o olhava silenciosa,como ela não sentia prazer,mas o
enchia de tal sensação enquanto faziam amor dessa forma descarente.

Deixou suas mãos passearem pelo rosto dele até beijá-lo lhe prendendo o orgasmo alheio,para só depois ela mover o rosto pra trás em
delírio.Era óbvio o modo como os dois se encheram de cansaço,se mantiveram unidos conforme essa satisfação.Ele deixava seus gemi-
dos serem sufocados entre os ombros dela ao mover o rosto,ela que movia as mãos por suas costas.

"Você um dia vai me matar".Ela o olhava."Não,não exatamente".Assustador,e como foi assustador vê-lo mover-se de lado,a olhar,seu
choro silencioso preso em lágrimas nos olhos.E,Vitória aprenderá a ser fria e isso realmente era maestria! Me voltei em direção ao corre-
dor.Me sentei encostada na parede e foi assim que deixei meu sufoco ir embora,esperei pela vinda dela já que necessitada da presença
dela.Que tragédia de amor,viu? A tragédia chamada Lestat e Vitória Regia.O amor trágico e imortal.

***Continua***
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Samantha-Cap 22

Mensagem  Ana Nery em Qua 18 Maio - 14:31:03

***Continuando***

Passaram-se alguns minutos até ver a porta abrir-se,me arrepiei toda por saber que era Lestat,ele que acabará de vestir-se e escolherá
um belo conjunto de calça e roupão em tom negro.Tive medo,medo dele suspeitar do que virá e me bater,resolver me dar uma surra para
me repreender a não ver mais essas coisas.Fechando a porta se direcionou a mim.

"Por que não me acordou?".Quis saber."Sabia que veio para cá,passei antes de vir pra cá em sua casa,mas como não estava,senti que cá
estaria.Vim pra cá porque tinha coisas a resolver com Vitória Regia,são coisas que vem acontecendo a alguns anos Samantha".Pensei,e is-
so o deixou curioso."Hum,Hum...Entendo Lestat e a mágoa,não e?".Isso o tomou desprevenido.

"Samantha sabe que não são mágoas,são acúmulos de acontecimentos".Novamente pensei,toda essa tragédia sentimental entre ele e ela
me levou a fazer uma pergunta."Lestat teve tanto medo dela morrer quando Aziel morreu?".Ele agora jazia sentado ao meu lado."Medo eu
não senti,só que depois da morte dele pensar na morte humana dela me levou ao desespero".O respondi.

"E agora quer reparar isso?".Isso o fez chorar! Sem querer tocará em um ponto delicado para ele."Não esperava que aquela doce Vitória
que peguei ainda tão menina fosse embora,não esperava tamanha frieza e falta de sentimentos tomarem conta dela".E,nesse momento
a minha pessoa daria tudo para conhecer essa Vitória Regia que foi deixada para trás quando receberá o sangue.

Bem,levantei e segui em direção a porta,Lestat quis entrar e isso me fez fechar a porta na chave."Esqueça-a por alguns momentos".Ele
nada disse,soube que ele quis ir pra sala.Andei a frente da cama.Ela já adormecera desejando nada mais sentir,jazia deitada,tinha um
cobertor sobre si.

"HUM....Um ser doce quando humano e frio ao ser imortal".Sentei a beira da cama fitando seu rosto.Fiquei imagiando muitas coisa a res-
peito do que Lestat me disse.Desejei mover-me entre as cobertas e acolher-me a ela.Acolher-me para não querer sair,e só arrancada eu
sairia.

E foi dessa forma que atenuei meu momento antes da próxima tragédia de minha existência.Passei as duas próximas noites com Vitória e
na 3° noite jazia em um momento delicado,delicado mas que eu não esperava que me levasse a próxima tragédia existencial. Foi e estava
sendo doloroso.

Eu desejara aprender como fazer um circulo de envocação prática.Tudo ia dando certo.Meditava no centro do circulo,Vitória Regia me o-
lhava do nado de fora,jazia encostada no tronco de uma bela arvore do jardim aos fundos da casa.Toda continuidade me tomava.Ela ti-
nha escolhido uma saia negra longa fazendo conjunto com uma camiseta branca,a sandália me foi divina.

Tinha em detalhe um medalhão jazendo no colo de seus seios.Eu pensava,meditava.A túnica que eu escolhera me causava conforto.O tom
clarinho emitindo tranquilidade.Algo me pegou desprevenida,aquele algo que me seguiu em espionagem a casa me foi sentido,e não compre-
endi de imediato o que era.

Meus olhos se abriram em pavor ao sentir a presença vindo pelo vento.'Samantha?'.Ouvi aquela coisa falar-me pela mente."Sai de perto
de mim!".Berrei enchedo-me de pavor.Vitória Regia se moveu a frente assustada."Não faça isso! Samantha!".E ela sabia o que poderia
acontecer se algo desse errado,e deu devido a meu descontrole de sentir aquele algo.

E como ia me controlar!? Ai! Só em pensar e saber que eu conhecia aquela coisa e a coisa me conhecia me fez cometer esse erro insensa-
to.Havia corrido e claro e sem querer por está em circulo batido em uma barreira,a barreira era tão forte que me vi tombando para trás.A
força que formava a barreira circular reverbou voltando contra mim e fazendo-me cair para trás.

"Samantha...Insensata".Ouvi Vitória Regia falar ao entrar no circulo,me acolher,me olhava pensativa,angustiada."Ah,querida o que há
contigo?".A olhava,sentia dor.Havia cometido um erro em meditação e isso não seria tolerado facilmente.E não foi.Me vi adoecer ao lon-
go das próximas horas.

Vitória me levou até o quarto e me deixando na cama deu-se a me ajudar.Era o início de minha tragédia mas descoberta preciosa.Veja o
porque:Ao longo do tempo me mantive na cama(Jazia no quarto antigo quarto de Aziel).Vitória passou alguns momentos me ajudando,ela
sabia o quão ardendo de febre estava.

Era passageiro,mas necessário para me recuperar do erro de magia meditativa.Vitória regia sentada movendo um pano limpo sobre meu
rosto.E o continuou pelos próximos minutos.Passar esses momentos na casa de Vitória já tinha sido dramático para mim e agora isso? Pen-
sei que os deuses estavam conspirando contra mim.

Com isso ela saiu,disse que ia me preparar um chá necessário para minha recuperação.Me deparei sozinha,olhava o teto pensando,ainda
queimando de febre.Pensava angustiada.'O que fiz?'.Céus,tanta dor e o tempo passava com se nada fosse.Ouvi sons com o tempo,isso
levou-me a voltar a atenção a porta.

"Ah,céus! Samantha doente".Era a voz de Louis,ele pelo visto viera visitar Vitória e descobrirá minha condição,estava acompanhado,senti
a presença de Lestat,mas a outra me era desconhecida.Vi eles entrarem,Lestat fitou-me como se isso lhe provocasse ascos."Querida eu la-
mento pelo erro".Disse ele.Como meu adorado Louis estava belo trajando um sobretudo vermelho com botões dourados em ouro,a camise-
ta de algodão negro por baixo,a calça jeans fazendo conjunto com as botas.

Lestat trajava um clássico conjunto de jaqueta negra,a camisa branca por baixo e a calça justa em tom azul-marinho com as botas negras
e a atenção de Louis estava desnorteada.Ainda me sentia tonta,como me sentia tonta."Muito descuidada Samantha".Bramiu Lestat foi nes-
se momento que Louis o mandou calar a boca.

Pedi para aquela moça aproximar-se,como sua presença me era cálida apesar de trevorosa.Ela me chamou atenção pelos seus olhos viole-
tas,a iris perfeita no centro,o vestido negro de seda na altura dos joelhos,os detalhes dos botões prateados e a sandália delicada aos pés.
O que pensar.

Eu ri baixinho,cheguei a gemer de dor."Essa e a Sépia,Samantha pode me ouvir?".O olhava de novo.Pude apertar forte sua mão,como o to-
que de Louis me foi necessário."Desculpe querido,sabe que não estou bem e só o ficarei depois que tomar o chá".Ele riu,beijou-me o rosto.A
minha pessoa nada sentiu quando Lestat ingnorou minha dor e saiu.

Me deparei sozinha com ele e Sépia."Poderia ter escolhido um momento melhor para conhecer-me".Brami quando Louis me ajudou a sentar-
me encostada no espelho da cama,o travesseiro me dava conforto.Sei que ao vislumbrar Sépia em maior detalhe pude saber de sua profun-
da ligação com ela e Louis.

A relação as escondidas que mantinham.Ela era casada com outro e senti caláfrios por isso.Sei que desejei falar com ele sozinha,somente
ele e aproveite quando Vitória entrou com a caneca com chá em mãos me entregando,vi e senti-me aliviada quando ela saiu com Sépia.Eu
ri ao tomar o primeiro gole.

A febre mantinha-se firme."Meu amado Louis angustio-me com a verdade que cá vejo,não tens medo?".Ele sentou-se ao meu lado logo a
beira da cama."Medo?".Ah! Querendo desviar pista,mas não o permiti,não o permitira quando se tratava de sua vida."Vejo na alma dessa
cuncubina.E impossível olhar para ela e não ver em sua alma a tragédia que seria caso Ardônis soubesse".Ele sentiu caláfrios.

"Não deve se importar com isso Samantha,não deve se importar com meus problemas".Pensei ao tomar mais alguns goles de chá."Nao Louis.
Garanto que não saberá lhe dar com a situação caso isso chegue na boca de Ardônis".E ele quis saber."Simplesmente porque cedo o mais
tarde ele vai saber".Ele pensou.

Segurou uma das minhas mãos."Querida porque tenta me provocar medo?".Eu assenti tocando seu rosto."Por nada,só alertando para
o perigo eminente,e por favor.Me prometa que me permitirá ajudá-lo nesse momento".Isso lhe provocou desconforto,mas prosseguiu
respondendo ao que desejava.

"Hum...Se isso faz tu feliz,prometo".Ah,sim,tomei o resto do chá,necessitava."Sim,agora pode ir,deixou Samantha feliz,saia e mande o
Lestat ao inferno.Ele me irrita com sua condescência de ver Samantha doente e nada sentir".Ele riu,deitei-me e ele puxou o cobertor so-
bre mim,me foi malva de perfumes e delírio sentir seu beijo em meu rosto.

"Tudo bem,deixe comigo princesa".E assim fiquei sozinha,deparei-me sozinha depois que ele saiu apagando as luzes.Fechei os olhos e
somente assim pude começar meu processo de descanso e apartir desse momento quem sabe poderia conhecer melhor a Sépia.Sem
duvida uma primogênita entanto de Thalwa.Há de encontrarmos forças,e encontrei ao começar a sonhar.

***Continua***
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Samantha-Cap 23

Mensagem  Ana Nery em Qui 19 Maio - 13:15:34

***Continuando***

Acho que a forma como as coisas transcorrem podem se tornar imaculamente intocáveis. Será que isso se mantinha ao decorrer de tudo?
Ah,sim,e como! Claro que depois de tudo isso nunca pensei que um erro tão patético me levaria a encontrar-me em um momento tão deli-
cado,jamais.

Foi como se minha pessoa se enchesse de tudo o que se possa imaginar em relação a sentimentos profundos.Jamais devemos precaver-
nos de coisas unisonas.Depois disso me mantive plena,só que em casa,compreendem? Somente em casa,foi isso que desejei com toda mi-
nha plenitude de mente em formação.

Fecho meus olhos agora como se tudo isso pudesse ser tocado.Como se a minha pessoa erguesse as mãos aos céus e tocasse a tudo o
que eu tanto anseio e desenho.Nem sempre como passei a aprender nesse momento de reflexão as coisas são como desejamos,muito me-
nos temos o pleno controle de nossos sentimentos e desejos.

Tudo isso se passava em minha mente,e continuou passando ao acordar em uma manhã,descer e preparar um chã necessário para que
eu terminasse de me recuperar de tal golpe espiritual como descrito por mim.Foi como se isso tudo começasse a ser suportável.Três noi-
tes sem ver Lestat ao algum parceiro desde que voltará e me mantivera em casa.

Está sentada a mesa,tomar alguns goles de chá e ouvir o som dos passaros passando em revoada me era gratificante e nada com que a
minha pessoa sentia era tão profundo quanto algum modo insano.E foi essa forma que eu me recuperava,voltava a si com plenas forças
ao decorrer de minha preparação espiritual e como isso se tornava tão delicado,sublime.

Lestat apareceu quando menos esperava,e isso pegou-me desprevenida porque estava sentada no sofá escrevendo a respeito de meus
trabalhos escolares,claro! E isso era algo com que ele nunca quebrou tanta cabeça comigo.O olhei entrar ao lado de Vitória Regia e isso
foi o bastante para que minha quietude fosse rompida.

Revelo novamente que se tornara um presente,mas não com o mesmo esmero de preocupação com que eu tinha a respeito da presença
de Vitória.Era como se um transe tomasse conta de mim enquanto alternava meus entre ela e Lestat.Os dois usavam longas túnicas de pu-
ro linho: Lestat túnica de cor negra com faixa branca atada a cintura,os cabelos dele jaziam escovados e amarrados para trás,Vitória Regia
escolhera uma bela túnica de tom amarelo-escuro remetendo ao ouro,o toque da faixa negra era o termino de uma visão.Seus cabelos sol-
tos e perfumados.

Pensava,os dois me fitavam desde que chegaram e isso tudo envolvia-me."Samantha melhorando?".Quis Lestat saber ao sentar-se ao
meu lado,ele que fitou-me como se eu me tornasse uma assombração para ele."Sim,Lestat,graças que pude retomar minhas atividades
e com isso concluir o que tinha que concluir".Ele sorriu,se moveu beijando meu rosto.

"Desculpe se fui rude contigo,e que estava com a mente em outro lugar naquela noite em que a vi doente na casa de Vitória Regia e eu
preciso recompensá-la por isso".Não entendi o que ele quis dizer com isso até gesticular movendo os braços a frente em direção a Vitória.
Ela segurava uma bolsa linda negra e aveludada.Vi quando ela entregou a bolsa ao Lestat.

Pensei e francamente me gelou o coração quando Lestat tirou aquela caixa reta."Cá está,escolhida a dedo querida,espero que não tenha
nada contra rubis".A onde isso tudo ia parar? Oh,céus! Abri a caixa e lá tinha um novo colar de ouro com pigente em rubi.Parecia oval e is-
so me encantou.

O pá de brincos me chamou atenção e foi quando Lestat os tirou do lacre para colocar um a um em minhas orelhas,ele me fitava como isso
significa-se muito para ele.Sorriu ao levantar-se e colocar-se a minha frente."Ah,ia esquecendo".Escondida dentro do bolso da túnica ele
tirou a pulseira."Samantha disse que a recompensaria com muitas joias e pedras,não estava brincando".

Ofegava pensando com profundidade,Vitória sentando ao meu lado manteve-se silenciada e risonha."Ah,Lestat,como tu és maldito,coitada
de Samantha,não temes que ao sair ela seja roubada?".Ele sorriu ao levantar-se,antes tinha me dado beijos no rosto e depois testa.Olha-
va-me como se fosse capaz de seguestrar-me e nada mais eu saber do mundo.

-Não querida,mas precisamos ir,a minha missão foi cumprida. Vitória se desejar por acompanhar-me.Acho que vossa compainha será neces-
sária essa noite.

E foi dessa forma que eles se foram,e e está a forma com que encerro essa poderosa descrição de meus nove anos de idade.Foi como se
todo esse início de chegada,vitalidade e passagem de vida me transformasse e havia transfomado.Ah! Chegado meus dez anos e como a
minha pessoa se enchia de remetente glória.

Ah! Fazia uma semana após meu aniversário e durante uma linda tarde me encontrava em uma tarde fazendo algo especial.Havia deseja-
do uma nova cepa de vestidos,e para isso necessitei de uma ajuda.Alguns vieram me ajudar,me encontrada de pé despida,tiravam minhas
metidas para minhas novas roupas.

Olhava a paisagem pela janela como se fosse atrativa,o sol entrando e iluminando todo lugar.O tempo passava,tiravam minhas medidas
e ao fim de tudo recebi uma túnica para vestir-me."Senhorita Samantha sem duvida quando menos esperar as roupas vão está prontas".
Os segui pelo corredor,quando chegamos na sala respondi deixando claro que estava a espera.Resolvi depois disso ir para o jardim e me
foi espantoso como as flores haviam crescido.

Todo jardim jazia perfumado pelos perfume das rosas e novas flores.E isso encheu-me o coração com sinuosos.Isso remontou-me a saber
e lembrar que a ausência de Lestat estava começando a preocupar-me.Sabia que ele ia demorar mais algumas coisas,e deixe-me pensar e
imaginar isso nesse lindo passeio no jardim.

E não esperava que a volta dele me fosse tão sequida e sem aviso.Foi como se minha particular visão se tornasse assombrosa e foi quando
ao passar das noites acordei e senti a presença de Lestat e Vitória Regia.A terrível presença deles me tomou do nada fazendo agir e acordar
dessa forma tão tenebrosa.Pensei que era invasor mas me acalmei quando dei-me a seguir percebendo que não se tratava de nada disso.

Ah...Lá estava eles se amando,se rendendo um ao outro em imposição de sentimentos.Sentei a beira do vão da escada logo acima,os olhei
conforme se amavam.Tinha vindo sem aviso e por eu está dormindo feito proveito de tais coisas.Necessária calmaria pensei.Lestat jazia sen-
tado no sofá,tinha Vitória sentada contra si.

Nossa...Ela o beijava e senti no ar que além daquela noite anterior,um recomeço tinha sido instituído ali.Nús,se amando.Era cálido como
ela continuava o beijando,como ele lhe afagava os cabelos,como sentia sua macia pele.Ela continuava e isso o empolgava.Tinha suas per-
nas bonitas abertas na altura da cintura dele posibilitando a união desejava e isso os fazia gemer.

E,me irritei já que o local não tinha sido tão adequado e isso fazia-me pensar.'Céus eles ainda tem alma de jovens'.Vitória enquanto con-
tinuava moveu seu rosto pousando-o nos ombros dele,ele a segurava com delicadeza,e quando a satisfação veio foi como se os dois se
sentissem esmurecidos,o nada.

Quandos e deitaram de lado sobre o sofá vi como ele beijou o rosto dela ao está deitado de lado por trás dela.Ah! O que pensar? Sua fêmea
e quen tentasse ia está muito encrencado pensei.E senti dor,mas passou rapidamente pensando e sabendo que tudo isso era tão natural.E
assim fiquei apreciando os dois se amarem,se beijarem delicadamente.Ia descer mas no momento certo.


***Continua****
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Samantha-Cap 24

Mensagem  Ana Nery em Qui 19 Maio - 14:38:26

***Continuando***

Essa foi uma forma deu esperar,e esperei.Como me foi maravilhoso esperar eles ardomecerem,tirar algum momento de descanso.
Tomei coragem e desci degrau por degrau até poder parar de frente ao sofá e vê-los ardomecido.Lestat jazia como se fosse um
doce menino ainda se conhecendo.

Me curvei a frente observando os rostos deles,de como ele necessitava manter seu rostinho sobre o ombro de Vitória para sentir
seu perfume.Sonhavam,sonhavam com toda plenitude.Nem sempre somos vorazes.E desejei passar a ser voraz apartir desse mo-
mento.

Me afastei em passos delicados,os deixei sozinhos.Essa foi uma noite em que descobri o quão Lestat e Vitória Regia podem ser ca-
nalhas e agirem como jovens apesar da idade.'Imortais,e como'.Essa era e sempre será a condição deles e mesmo me irritando por
terem assaltado e invadido minha casa da forma que aconteceu,compreendi.

Mais três anos se passaram depois desse momento trevoroso para mim depois de adoecer e ter minha casa invadida.Percebem
como tudo isso se tornou marcante para mim? Maravilhoso pensar.A minha desesperança começou quando depois de uma festi-
vidade aos meus 13 anos voltara para casa cansada.

Era uma tarde quente,ensolarada,dia de quinta-feira.Tudo ia perfeito,estava perfeito! Isso até acontecer.Cheguei,tomei banho
e resolvi da forma mais indiscreta ardomecer,estava tão quente e calor que meu corpo nesse momento não aquentava.Ardomeci
na cama.

Ao menos com o passar do tempo meu corpo refrescava e amava o fato de nessa época ter meus cabelos libertos para estarem
no tamanho que eu desejava.Dormia de bruços,tinha meu rosto sobre o travesseiro e está sem compromisso nem um me era uma
glória.

Ao menos podia sentia os pássaros voando no jardim,o vento entrando pela varanda vir gelado e me tomar por completo.Todo
descanso merecido acontecia,não percebi quando a noite voltou,sabia que ao longo das últimas noites Lestat e seus companhei-
ros jaziam ocupados.

E não esperava que o que chamam de reencontro fosse tão drástico! Ah,não havia sentido e se o tivesse sentido teria simples-
mente teria acordado e corrido.Foi como trovões de minha pessoa quando tudo se formou.Senti um toque rude mas delicado em
meu rosto.

Apesar de tudo minha pessoa se manteve evidentemente tranquila e controla,isso até eu perceber a real situação.Façamos com
que nossas pessoas se tornem pecaminosas e isso havia acontecido comigo quando abri os olhos percebendo que era noite e que
Lestat viera.

Se encontrava a um tempo me olhando.Me virei o fitando ainda sonolenta,e como.Foi como se tudo se tornasse uma bomba.Sabia
quando vi Louis e Vitória aos fundos do quarto.Os dois alternavam os olhos de um para o outro,mas sequer se atreviam a olhar pa-
ra Lestat devido a seu entusiasmo.

-Graças,graças...Dou graças a todos para que me ouvem! Samantha querida acho que essa tarde acabara de virar mulher.Acho
que terá que conviver com isso. Louvado sangue.

O olhava,sentei-me a beira da cama e foi quando Louis e Vitória sairam."E agora ele vai fazer a festa dela".Bramiram juntos,e eu
soube os motivos,Lestat segurava meu lençol de renda pura,lá estava a mancha de sangue."Filho da mãe!'.Disse e o segui quan-
do ele saiu do nada.

"Vou levá-lo comigo!".Gritou ele em risos,admiração enquanto olhava a manja."Isso e sinal! Louvado sinal! Fertilidade! Continui-
dade de sangue!".Bramia ele e somente Louis para acolher-me quando sentei-me no sofá após arrancar meu lençol das mãos de
Lestat.Fiquei chorando,Louis me consolava e Lestat agia dançando,chamando Vitória para uma falsa.

"Samantha,Samantha! Falo de fertilidade,fertilidade!".Bramia enquanto dançava em circulos no centro da sala com Vitória.Isso
para me foi traumatizante.Pobre Louis."Calma querida,calma".Algo acontecerá e Lestat fizera proveito disso para zoar com a mi-
nha face,mas não esperava sua alegria.

Passaran-se mais dois anos depois desse incidente em que descaradamente Lestat fizerá isso comigo.Admito antes de passar a pró-
xima passagem que ele rasgara o pedaço do lençol a onde jazia a mancha de sangue e a levara.Acho que esse filho da mãe o guar-
da até os dias atuais.

Mas bem! Vamos a próxima passagem: Quinze anos fizera e era época anual de baile de debutantes,foi como se tudo isso me fosse
ultrajante.Na noite anterior Lestat me avisará que ia,ele prometera-me que ia nem que fosse por passagem! Sinceramente isso foi
para desconfiar.

Eram 19:20 da noite,havia acabado de terminar de me arrumar.Escolhera um vestido de cetim justo ao corpo indo até a altura de
meus joelhos,alças delicadas,sandálias negras com pedras de brilhantes em detalhe.Pensava,me olhava,havia terminado de colocar
meu batom e a cor vermelha me caia como luva pensei ao levantar-me e olhar para aquela menina que havia ficado alta,magra,mui-
to delicada.

Os olhos cinzentos brilhosos por essa época ser tão chamativa para mim.Depois de tudo isso cheguei a sair,de suma entre na limo-
sine que me esperava na frente da casa.'Sinceramente melhor esquecer'.Pensei com profundidade.Anos tinham passado e claro e
isso me trazia algumas reparações em questão de moral.Para quem,correto?

Depois de tudo está no evento que por alias chamava atenção de muitas pessoas e ao decorrer da noite sentir aquela mão me tocan-
do por trás ao está conversando com alguns amigos me foi terrível.Caláfrios senti ao virar-me e olhar para Lestat.E,ele tinha escolhido
com perfeição um pá de bota negra,a calça justa e camisa de mangas longas de linho em cor branca,os botões prateados cintilavam
nas luzes.

"Não estava segura de vossa presença mas garanto que me trás felízidade".Disse o abraçando,acho que senti seu calor rapidamente
me foi o sinal claro que ele havia caçado antes de vir,senti pelo calor e pele corada."Pensas muito mal de mim guria".Eu ri quando to-
quei sua face.

"Ah! Que malva de perfumes meu querido".Ele riu em resposta,me desferiu vários beijos delicados ao lado do rosto,cheguei a encos-
tar minha testa sobre seu ombro e foi como susto.'Fácil,mais fácil do que no passado'.Ela arqueou sua sobrancelha e tudo isso me foi
a lamúria de tudo o que viria a seguir.

Cheguei a dançar algumas musicas lentas com ele,pude até beber algumas bebidas,ele se tornará uma compainha entanto nessa noi-
te delicada e prestigiada para mim.As pessoas entravam e saiam,as musicas iam tocando,ecoando pelo imenso salão.Sem duvida está
em um momento crucial para mim remetente a elite da Cidade de Athena me assustava.

Lembro de antes de ir embora alguns próximos desejarem uma ajuda.Me deparei entrando com um grupo de colegas.Lestat jazia sen-
tado,silenciado no bando a frente,pensava ao olhar para o lado de fora.'E,acho que estou cumprindo minha missão'.O que se passava
em sua mente?

Acho que lerá isso por alguns segundos e quis saber."Nada querida! Por favor! Deixa-me pensar".Hum...Minha tensa curiosidade se
formou ao decorrer de tudo.De portão em portão a limosine parava,as meninas iam descendo e ao chegar em casa me deparei para-
da o olhando,vi que Louis e Vitória nos esperavam,

Sai pensativa,algo doloroso se passava no coração de Lestat e como faria de tudo para saber.Entramos para depois a limosine partir.
O portão bateu atrás de nois.Louis estava uma miragem vestindo uma calça de bom corte negra,sapato e camiseta branca de algodão
por baixo de sua jaqueta.

Vitória andava a frente,seu vestido de algodão em tom oliva se movia atenuando-se a seu corpo.Louis e Vitória entraram e Lestat me
puxou pelo braço querendo falar comigo.Me sentei a beira da escadinha que leva pra varanda com ele,pensava."Samantha? Acho que
o fato de não ser mais aquela menina que chegou aqui me assusta".Olhava para a frente,o chafariz.

"Lestat nem sempre podemos mudar o tempo correto?".Ele riu secamente,e vi como seus olhos se marejaram com lágrimas a olhar-me.
"Nada pequenina".Bramiu puxando-me para si,ele só disse depois que me desferiu beijos,e dessa vez com algumas gotas de sangue sa-
lientes nos lábios.

"Samantha só quero uma coisa: Descendentes,desejo filhos de vossa parte mesmo escolhendo um mero humano.Não posso esconder
o meu desejo voraz de que tenhas filhos,que possa vê-los".Assombroso e isso me tomou,não sei! Chegou a provocar-me uma repulsa
mas a engoli ao levantar-me."Não garanto nada,não sou serva correto?".Ele riu.

"Pena que não teve filhos antes,mas o fato de agora poder tê-los me agrada".Infeliz! Mas mesmo assim o entendi apesar da dor em meu
coração.'Não quero filhos'.Pensava o olhando,e foi quando o chamei."Vamos entrar,Louis e Vitória nos esperam e a noite continua".Isso o
calou,um despistar dessa idéia de sua mente.E esse termino de noite me foi sublime.

Conclui descansando deitada nos sofá ao colo de Louis,Lestat fazendo graças com Vitória.O que pensar? Que rumo minha vida tomava?
Que rumo,correto? Pensava no que ele disse-me mas engolia em seco.Não o queria e com isso deparei-me rindo,a noite passava e com
isso o descaso,carinhos de Louis em meus cabelos a provocar-me sorrisos.´

***Continua***

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Re: ***Samantha*** (10° Conto...União com a Trilogia-União De Sangue)

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