União De Sangue-Parte II

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União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sex 30 Jul - 19:25:41

Prólogo.

Estamos aqui novamente.Minhas investigações são continuas,dessa vez com acontecimentos melhores atenuados.Não esperava que Lilith Chariére viesse ao meu
encontro novamente.Mas para que as coisas são disparadas em minhas mãos?Foi maravilhoso,porém começou a ser doloroso,esses encontros continuos com ela
me fazem repensar em muitos conceitos de minha auto-existência.

Essa segunda parte em especial trata de algo crucial para ela e Aziel naquela epoca não muito longigua.E óbvio o quanto Lilith Chariére se sente magoada,triste
depois de tudo,os acontecimentos já se foram,mas as marcas são eternas,disso sabemos,disso eu tenho certeza em minha particularidade feminina,apesar de re-
belde.Acesso a informações raras é espectrais temos,correto?

Os rumos desses registros se tornaram mais atenuados e complexos de se compreender.Sei que depois da morte de Aziel o mundo dos imortais ficou mais aper-
tado de se conviver.Vinde outros registros.Naquele pacato encontro que tive com Aziel,que o fez me dar o registro,peguei uma informação de suma importância e
é claro que corri atrás.

Sim,eu li todos aqueles livros citados por ele dos cruciais dois autores é o espanto não de ser menor do que o dele.Saber que tudo se tornou tão amedrontador e
para que eu possa refletir na nossa condição humana.Antes de tudo quero e deixo claro essa pespectiva.Adorável estar com Lilith,ela que ao longo de tudo tornou-
se minha principal fonte de informações e contos orignais.

Todos ditados e datilográfados em arquivos em pastas numeradas como disse anteriomente.Esse prólogo tem como meta aprofundar o registro da rápida,mas po-
rém inesquecível convivência entre Lilith Chariére e Aziel de Lioncourt.Ainda começo a me adaptar a esses encontros que só tendem a se tornarem mais profundos
e amedrontadores.

Tenho medo em determinados momentos que seres bestiais até mesmo os imortais saibam disso,dessas informações detidas nas mãos de uma merá investigado-
ra é espiã humana.Mas deixo esse medo de lado e dou continuidade ao meu trabalho.Nesses próximos encontros vão perceber o caminhar dos acontecimentos,as
conseguências desse encontro feito a mercê do nada entre esses dois seres.

Seres que para mim envolvem ou envolveram(Nessa caso Aziel De Lioncourt) a profunda sabedoria antiga,a força de dois legados trajados ao longo do tempo,eu
olho a encruzilhada e a forma como a Rainha Bestial Lilith tende a me contar,a nós contar conforme voltarei a mostrar.Paciência tenho que ter,a cada encontro as
escondidas,particular,e como se Lilith desejasse me matar.

Mesmo assim,ela sabe e me considera uma arma para acatar a essas informações sigilosas.O que pensar diante de tudo?Nada,só ouvir,anotar,atender as vontade-
des de quem vier pela frente.Seriamente?Sinto presenças alheias me tomando,me seguindo após isso,após meus primeiros registrados por Lilith e Aziel na primeira
parte dos arquivos anexados.

Pensem e quem sabe eu deva acatar ao que vocês,quem vier a lê essas informações,possa me aconselhar.Friamente eu tenho que agir,mas sigo,e continuo!Mas eu
sei!Eu tenho a plena certeza de que o desenrolar dos acontecimentos só tendem a me deixar perplexa.Mais que anteriomente.Fiquem aqui e pensem,vejam o que a
Lilith tem a nós contar nessa continuidade.

Os acontecimentos se seguiram depois do que ela registrou e claro,isso antes da morte de Aziel,após meu encontro com ele,pouco antes de sua ida.Mas vão entender.
Fiquem,abram essas págimas anexadas nessa segunda parte dos arquivos e vejam a continuidade.Nem sempre o almejar e pleno,mas detido em nossas mãos,assim a
prosa e ávida,deliciosa,mas dolorosa.Pobres conhedores ou pessoas que vierem a saber.Leiam e tirem suas próprias concluções.
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1° PASTA: O demoníaco casamento.

Mensagem  Ana Nery em Sab 31 Jul - 13:09:09

1° Anotação: Céus,eu voltei a me encontrar com Lilith Chariére.Tinha se passado três semanas desde nosso ultimo encontro.Ela tinha me levado a um de seus esconderijo.
Claro que os acontecimentos de sua nova vida continuavam,com isso gradualmente ela tinha que pensar.Tinhamos chegado ao palácio aonde passa grande parte do tempo
com Raquel e Graciel.Céus,tinhamos andado muito depois disso.

Nós sentamos a frente de uma montanha,ela pensava.Uma plena rainha vestindo um longo vestido de lã branco,alças finas,delicadas,os fartos ceios por baixo.Com isso ela
pensou,os pés curvados calçando as sandálias negras de tamanha delicadeza.Ofeguei,ela tinha levado até esse lugar logo depois de seu esconderijo(O palácio alheio).Ela
pensou por alguns segundos,friamente pediu-me para tirar o caderno de anotação,com isso refiz alguns conceitos.A continuidade era esperada.Com isso a caneta começou
a se mover sobre as folhas.

A voz de aveludada de Lilith reçoando pelos ventos,a imensa Cidade servindo como paisagem abaixo da gente,ofeguei,com isso tudo acontecia,tudo se transformava como
eu esperava.Tudo era mostrado,a continuidade de todos os acontecimentos longiguos de sua vida pacata.

HISTÓRIA:Céus,o que pensar depois de tudo?Claro que tinham se passado horas alheias durante essa viagem.Eram altas horas da noite quando o avisão saltou em Paris.
Eu e Aziel nós encontravamos no salão de recepção.Eu carregava a bolxa extra,ele as outras duas com nossas poucas roupas.Saímos pelo estacionamento,seguimos e co-
meçamos a pensar aonde iriamos pegar algum táxi para irmos para sua casa.

-Por aqui-Disse ele-Caminhamos devagante entre os carros,saíndo pelos portões chegamos até um ponto em especial.Logo,logo Aziel deu sinal para que um Táxi parasse.
O motorista pegou suas duas bolsas,foi até o porta-malas é as colocou voltando a fechá-lo.Aziel entrou em seguida sentando-se ao meu lado.Era noite,ávido cheiro de ven-
to seco pairando pela Cidade.

Quando o motorista fechou as portas deu partida,deixei meu rosto encostar-se ao lado do ombro de Aziel-Chegaremos logo,não e muito longe-Sussurrou ele deixando um
de seus braços se esticar de lado e tocar-me o rosto-Obrigada-Brami baixinho,a Cidade que nunca para,e desse modo que posso descrever Paris.O carro seguia pelas Ruas.
Seguia em seu ronco silencioso,até silencioso de se ouvir.

Tudo que sei e que o silênciou caiu entre eu e Aziel,todos nós.Céus,mantive meus olhos docemente fechados.A viagem seguia,a quietude retumbava em meu coração!
Foram vinte e cinto minutos.O trânsito estava maravilhoso por serem altas horas da noite.O coração de Aziel começou a bater forte quando o Táxi entrou na Rua princi-
pal a qual ficava sua casa.

O táxi parou,vi quando o doce Aziel desviou seus olhos-Céus,não pensei que voltaria,foram dias querida,Lilith-E com isso o motorista saíu.Aziel abriu a porta saíndo em
seguida.Tirou as malas do porta-malas,eu sai ao perceber isso.Quando nós despedimos do motorista nós deparamos com uma infundável visão.A imensa casa atrás do
portão,o imenso jardim com seu chafáriz logo a frente,as luzes estavam lugadas.

Pegando as chaves Aziel abriu o portão,entramos o fechando,seguímos pelo jardim,as arvores oscilando,se movendo em sua folhagem.Entrando a varanda Aziel deixou
as malas ao chão,ofegou pensando por alguns segundos.Abrindo a porta entramos.Ele sentou-se no sofá-Acenda as luzes-O fiz,segui atenuando meu olhar:A imensa sa-
la com seu sofá,a mesa de centro a frente,o corredor indo para cozinha,a lareira,a poltrona.

Todos esses detalhes me transformando por completo.Ele esticou seus braços,me sentei em seu colo-Acho que precisamos subir,precisamos arrumar essas poucas coi-
sas-Suas mãos me afagavam os cabelos,deixei meus lábios se encostarem nós seus,o beijei por alguns segundos-Se não quiser sair para jantar,podemos providenciar
algo-Sorri em resposta,levantei-me o olhando.

-Entendo-Céus,em pensar que conhecia tão pouco da casa,do que hávia nos andares de cima-Um salão,logo acima uma pequena sala e nosso quarto-Assenti ouvindo a
sua resposta,ele tinha lido meus pensamentos e com isso levantou-me pegando as malas,eu peguei a extra.Nós direcionamos pela escada de degraus de mármore,só
nesse momento e que percebi esse detalhe uninoso! A brancura do mármore formando os degraus! O lindo corrimão lustroso a cintilar sobre as luzes.

Os quadros de decoração sobre as paredes! Céus,que lindo,lindo mesmo.Luxo em todos os sentidos.Seguímos silenciosos,com isso entramos no lindo salão,a visão deixou-
me arrebatada de espanto.Primeira vez que eu vislumbrava esses detalhes:O imenso tapete de cor cinza jazendo por todo piso,a linda mesa de centro agora emadeirada
a frente do lindo sofá estofado em veludo puramente negro!Lá estava sobre a mesinha de centro uma estátua de Buda,um lindo vasinho de vidro com sal grosso ao lado,ve-
la decorativa ao lado da estárua.

Aziel caminhou até a linda porta de vidro que dava passagem para imensa varanda! Sim,eu as tinha visto na ultima ida,naquele devagar em minha chegada averiguando
os andares da imensa casa!Foi nesse momento que passei os olhos e vi a mesa de leitura com alguns livros em cima,a poltrona negra logo a frente do sofá,o lustre ace-
so brilhando,iluminando todo salão,a lareira jazia do outro lado do lugar,apagada.

Enquanto Aziel olhava a visão do jardim,vi a mesa quadricular de vidro,o jarro de flores vermelhas logo acima,as cadeiras em seus devidos lugares;ele veio,o lindo cortina-
do se movendo devido ao vento,ele tinha aberto a porta de puro vidro cristal para que o vento entrasse,subimos novamente pegando a outra escada,os degraus de mármo-
re da escadaria da casa me tirou o folego,admito.

Passamos por um pequenino corredor,os quadros de MONET mostraram o bom gosto de Aziel,ele silencioso,atenuado com esmero de paixão.E quando entramos tive a ple-
na visão daquela linda e pequenina sala:Lá se tinha uma pequenina mesinha de leitura,uma poltrona estofada com veludo de cor vinho,a mesa de centro a frente,a varanda
não era muito grande,mas linda com sua pequenina pena redonda emadeirada em cor negra,um lindo vaso de cor violeta cristal jazia lá,pedrinhas de quartezos dentro como
decoração.

Pegando o outro pequino corredor entramos no lindo quarto,isso me arrebatou por completo.A cama era imensa,estava forrada com lençóis de seda em cor violeta,os maci-
os travesseiros de penas com fronhas também na mesma cor,só que de algodão.Aziel sentou-se,continuei olhando,as malas jaziam ao chão:Vi o quarda-roupas,a porta de
madeira lustrosa do banheiro,a mesinha ao lado da cama com abajur logo ao lado.

Entrei na varanda,essa sim era imensa,imensa em todos os sentidos,o cortinado se movendo em sua cor imaculamente branca.A mesa era de puro vidro,só que de cor azul
escuro,o jarro de rosas brancas ao centro,as cadeiras em seus lugares.Dois jarros com plantas decorativas em cada canto da varanda.A visão do imenso jardim foi vista,era
lindo ver as luzes,as luzes percorrendo todo gramado.O cháfariz derramava suas águas.

Arrumamos as roupas.Abrimos as duas malas ao chão,Aziel pegou suas poucas roupas já limpas é passadas antes da viagem.Eu colocava as minhas nas gavetas,Aziel tinha
poucas roupas,pacatas,mas esperadas em seu turpor.Ele colocava as suas nós cabides cristalinos do quarda-roupas.Foi assim até concluirmos o processo.A lua cheia era vis-
ta uma vez ou outra pela paisagem da linda varanda.

-Vamos descer,precisamos continuar-Sabia que sim,e nesse momento ele abriu a bolsa extra:Lá estava o seu e meu laptop,ele pegou o outro que hávia deixado antes de ir
a minha mansão.O ligou,deixou-o em cima da cama-Aqui há pequenos rotiadores,quase imperceptiveis ao olho humano-Que bom! Ao sabia que não ficaria sem comunidação
devido a essa viagem.Devido a tudo isso essa dispensa forá necessária,queria pais para poder resolver,continuar nossa procura.

Descemos ao salão no andar de baixo.Aziel ligou meu Lapto o deixando em cima da mesa de leitura aonde tinha os livros,as luzes acesas brilhando pelo lugar,no andar de bai-
xo da recepção ele ligou um dos deles por ultimo;sentou-se me entregando o telefone-Ligue para Isabel,vou subir,por favor chame um Táxi,tomarei um banho antes de saírmos.
E com isso ele subiu,falei rapidamente com ela,foram segundos,só para avisar que tinhamos chegado bem.

Logo em seguida,assim que liguei o Laptop liguei para a Empresa de Táxi local-Por favor! Tem como vocês mandarem um Táxi para daqui a uma hora?-Esperei a resposta,da-
do o endereço desliguei o telefone e o coloquei no lugar.Precisava acessar algumas páginas,precisava saber o que tinham me mandado.O fiz,enquanto isso a percepção de tem-
po se tornou real,tocável.

Quando a página aberta vi os e-mails que tinham me mandado,muitos dos pesquisadores,membros do instintuto me mandando Boas Vindas a Paris,gradualmente respondi aos
e-mails,enquanto isso sabia que Aziel tomava banho,ofeguei,tirei meu casaco o dobrando e colocando ao lado,ficando apenas com o vestido.Foi assim ao decorrer de todo con-
ceito de tempo e espaço.

Trinta minutos até ouvir passos,era ele-Aziel?-Brami baixinho,ele terminou de descer as escadas,ele tentava ageitar as lampelas de seu longo casaco em cor cinza escuro,
perfeitamente ajustado na altura de sua cintura,me adiantei ao levantar-me para ajudá-lo,ele tinha colocado calça em cortes clássico no mesmo tom,sapatos negros luxuo-
sos,a caminha de linho por baixo com tecido finissimo.

-Não vai demorar para o táxi seguir-E dobranco as longas mangas até a altura dos cotovelos vi o lindo lenço de seda negra em seu pescoço.Quando terminado segui a frente
para desligar o laptop.Foi nesse instante que ouvimos o bozinar do táxi a frente da casa.Saímos ao apagarmos as luzes,seguímos pelo lindo jardim,fechamos o portão,ao nós
ver o motorista saiu,abriu as portas e entramos.Me acolhi ao lado de Aziel no banco de trás.Quando fechada as portas o motorista deu partida-Vamos comer,e muito hogê a
noite-Eu ri.

As ruas se seguiam,me perdi por alguns momentos na linda paisagem de Paris.Com isso percebi o guão cansada estava-Se sente bem?-Aziel bramiu me olhando de lado,eu
que tinha meu rosto encostado ao seu ombro-Sim,só que Samantha me tira as energias,só isso-Sussurrei,ele riu-Entendo-Céus,como eu desejava,desejava das profundezas
da minha alma poder continuar,e estava fazendo.

Iamos comer,depois andar mais um pouco pela Cidade,eu queria comer,matar a fome,apreciar a comida que Paris tinha a oferecer no momento,e assim séria!Delicadamente
foi assim,o táxi seguia,nós levava ao Restaurante que nós esperava.Seria assim até voltarmos,descansarços e retomarmos o folego para a nossa missão.Vós sabes qual é,eu
ávidamente refiz algumas visções.Gradualmente minha pessoa respirou fundo e se deixou tomar por esse requinte de noso despertar.

Aziel me acolhida,me dava apoio enquanto mantinha meus olhos fechados,eu me sentia pesada,novamente essa sensação me seguia,se transformava moralmente.Cemblante
de nostálgia.Momento alheio.A quietude pairava dentro do luxuoso táxi,o ronco silencioso,delicioso de se ouvir.A musica da Cidade tocava,tocava para que assim retornavasse
ao meu coração.




Última edição por Ana Nery em Dom 1 Ago - 10:37:43, editado 1 vez(es)
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sab 31 Jul - 17:46:10


Não há de pensarmos de todo modo em remetermos um doce cemblante de conhecimento.Tudo que sei e que ao decorrer de tudo nós encontramos envoltos em uma noite
de chegada,despertar.Na minha memória está a imagem do momento em que voltamos após o chantar,o que remeteu a nossa entrada pelo portão.Eu mesma tinha fechado
o portão,as luzes brilhanto pelo lindo jardim,Aziel tinha bebido muito,em pensar que o mero fato de termos vindo de onibus publico foi necessário.

Isso para que conseguíssemos chegar a salvo em casa,as bochechas de Aziel estavam terrívelmente coradas,admito que ele tinha derramado 2 garrafas de vinho,o motivo à
minha pessoa sabia,felizidade por demais por tudo que acontecia.O segurei por alguns segundos o segurando e mantendo as mãos acima de seus ombros,ele me encarou,os
soluções continuaram-Querido não estava preparada para isso-Ele riu por alguns segundos.

-Vamos entrar,precisamos entrar,quero dormir,amanhã teremos um longo dia-Sabia que sim,com isso continuamos a caminhar,ele que atenuou o andar,os passos adocica-
dos.Rapidamente minha pessoa refez um conceito rápido de se compreender.Eu mesma abri a porta ao entrarmos na varanda,meu braço direito que mantinha-se curvado pa-
ra lhe dar pleno apoio.Entrando na sala o vi se sentar na poltrona,lá estava o laptop devidamente fechado,um dos três,e claro!

Ele não parava de rir,tinha tirado seu longo casaco de cor cinza escuro,o deixou de lado-Fiquei aqui,farei algo para beber-Eu sabia do que ele precisava,nisso caminhei em
direção a cozinha,no lindo armário encontrei um bulé de prata,o enchi com água limpida na torneira da pia imensa,luxuosa,fui até o fogão de modelo industrial,luxo que ainda
estava tentando me adaptar,cemblante de detalhes que agora começa a absorver com maior profundidade desde minha ida até lá.

Deixando o bulé em seu lugar,fui até uma das lindas prateleiras,em uma parede jázia uma fileira de dez preateleiras de vidro,vidros cheios de ervas!Eu senti que ele jamais
deixaria um detalhe desses escapar,todos os potes etiquetados!Peguei um deles,uma erva em especial para sonolência,canseira e ainda por cima bebedeira,enfim!O que ele
precisava nesse momento.

Levou vinte minutos para eu preparar a caneca com chá,perfumado pelo cheiro delicioso,deixando tudo em seu lugar sai apagando as luzes da cozinha,quando o vi ele estava
deitado de lado sobre o sofá,só de calça e sapatos-Aziel?-Ele se sentia tão detonado pela bebedeira que não estava em si,mas melhoraria.Ele abriu os olhos,riu novamente,ele
se sentia um pouco melhor devido a isso.Sentou-se e pegando a caneca bebeu volumosos goles-Obrigada-O olhava,tinha ficado pensativa,mas compreendia.

Foram mais trinta minutinhos para ele beber o chá,o efeito vir lhe tirando as impurezas do alcool do vinho.Ao se sentir aptor ele levantou-se seguindo em direção a escada,eu
o segui,Aziel tinha agido sem devaneio essa noite,me adaptava a isso,esse pequenino defeito dele que começava a conhecer.Passamos pelo salão,subimos para o ultimo andar.
Fomos direto ao quarto.

Apartir desse momento eu mesma quis tomar banho.Depois dessa viagem,a chegada e o jantar,era tudo que precisava!O querido Aziel ficou no quarto de trocando,ele que de-
sejava descanço,tudo isso.Me despi ao fechar a porta do banheiro,a fechei na chave(Admito,temia que Aziel invadisse).Deixei as roupas no lingo gesto de madeira encostado na
parede do lindo box,a porta de vidro brilhando,dei uma escovada nos cabeços antes de entrar no box.A pia era imensa,mármore negro,o espelho tomando toda parede,assim co-
mo a pia,o armário do outro lado.

Abri o chuveiro,a água morna começou a cair,a fumaça se espalhava pelo banheiro,as persianas logo acima abertas,deixando o lugar fresco.Os tons pasteis clarinhos e a cor
imaculamente branca das paredes e detalhes,um encanto.Lavei os cabelos,tinha que tirar todas as impurezas,sem duvida.O banho foi maravilhoso,o que mais eu precisava,o
meu corpo relaxava devido a esse doce deleite.Eu ri por alguns doces momentos.

Passado e terminado o banho,sai puxando a fofa toalha de cor violeta clarinha.Pelpuda!Macia!Puro algodão e lã!Sai abrindo a porta do banheiro,luzes apagadas antes disso,eu
me deparei com Aziel lendo,ele que tinha se trocado,escovado os cabelos-Lilith,roupão e camisola de dormir ao lado-Eu o olhava,espantada-Céus-Brami rindo disso,não adianta-
va,ele sempre foi detalhista demais,atencioso em todos os sentidos.

O fresco do quarto era irrevogável,a porta da varanda aberta,o quarto nesse momento apenas iluminado pelas luzes vindo de fora,o luar!Plena noite de luar.A cor oliva da cami-
sola me deixou feliz,eu a tinha comprado antes de viajarmos.Detalhe que eu mesma quis.Coloquei uma macia calcinha de algodão depois,tive que escovar meus cabelos rapida-
mente,isso depois de Aziel parar um poquinho a leitura e me ajudar a enjudar os cabelos.

Enquanto ele voltava a lê,eu levei a toalha ao banheiro a jogando no gesto,escova no devido lugar-Céus,tens que ver isso-Ouvi ele bramir,sai o vento,me curvei sobre a cama me
sentando ao seu lado-Como assim?-Ele riu,deixou seu longo braço se curvar detrás de meus ombros,me puxou de lado de encontro a ele,segurava o grosso,mas porém compacto
livro na outra mão-Deixe que eu leio-Eu ri,se tratava de um conto medieva,nisso sua voz ronronou aveludada.

Doce como malva de luar,ele começava a leitura,tinha voltado algumas páginas,mas eu entendia.Isso aos poucos começou a me envolver,fez com que todo o peso do sono ao
longo da leitura viesse,duas horas de leitura se passaram,foi quando desandei em seus braços,ele tinha feito isso de próposito,eu soube quando ouvi ele se mover de lado colo-
cando o livro da gaveta já marcato para continuação da leitura.

-Era isso que queria,amor-Ouvi ele sussurar ao se deitar junto a mim,nunca senti-me tão sonolenta,domada por ele,seu calor,senti quanto ele puxou os lençóis por cima da gen-
te,seus longos braços me acolhendo,seus delicados beijos em meu rosto e cabelos.Ah,céus,como precisava disso,deixar meu doce rosto encosta-se em seu peito desnuto,rigido,
meu apoiador,meu travesseiro,pensei.

Tudo que veio a seguir foi sonhos,perfumes deliciosos ao londo de todo descanço.O que seria de mim ao longo do sono?Eu não sabia,mas tudo que sei e que isso foi preciso e
ele sabia disso,grudados nós mantivemos,grudados descansaríamos até o raiar do sol.Imagine o tempo,espaço transcendidos para que isso fosse possível,isso me confortou,o
meu coração se fes descançado por isso.

Horas imperceptiveis segundo minha análise.Me deparei sozinha.Não compreendi o motivo dessa impressão vir.Tudo que sei e que acordei-me com o sol batendo em minha ca-
ra,ouvir alguns gemidos,ronronar.Sentei-me sobre a cama,era Aziel comendo,tomando café mesmo sendo 12:30 segundo o relógio dourado na parede.O cortinado oscilava,eu
me levantei:Frutas cortadas na tigela,leite de soja gelado,acocicado com mel na garrafa de vidro transparente,me sentei,ele me serviu,começamos a tomar café,eu sabia que de-
pois disso iamos sair-Cuidado,vamos demorar um pouquinho-Disse ele enquanto comia,o sol lhe batendo o rosto clareando seus olhos verdes.

Sei que nós vestimos,eu escolhi uma saia curta de cetim em cor verde escuro,a camisa de linho justa de mangas longas em cor branca,o cordão de camafeu no meu pescoço,a
fita em cor verde escuro,também fazendo jus ao tom da saia,quando coloquei a sandália no mesmo tom,sai pelo corredor levando a bandeja,Aziel iria terminar de se arrumar,eu
deixei a bandeja no balcão da pia,sinuosamente peguei a bolsa branca,escolhida por mim!

Pequena,compava,tudo de bom no que diz respeito ao luxo,céus,aonde eu tinha me metido?Pensei em risos ao sentar-me.Não demorou para Aziel vir,ele que me entregou as
chaves-Toma isso,sei que posso perder-Peguei,abri o ziper da bolsa e a coloquei dentro.Saímos,ele estava vestido com calça jeans escuras justas,só que tinha escolhido botas
pesadas devido ao frio,mesmo estando sol.Uma camisa branca,botões de camafeu em tons negros,óculos escuros,os cabelos soltos,já tomando tamanho nesse passar de dias.

Não demorou para pegarmos a próxima locomoção,muitas pessoas andando pela Cidade,mesmo sendo férias,algo do tipo,explicou Aziel.Foram 25 minutos para chegarmos,eu
e ele nós direcionamos a imensa biblioteca ao saltarmos no ponto logo em frente-Nossa!-Expeli alto,ele riu,me olhou segurando-me uma das mãos-Sim,isso mesmo linda,aqui
está raridades do ocultismo,literatura para dar e vender-Subimos a escaria,muitas pessoas entrando e saíndo.

Entramos pela porta ao abrir-se automâticamente.Gradualmente nos informamos aonde se localizava o andar da ceção,com isso fomos até o andar,subimos,entramos no lindo
e luxuoso salão,prateleiras com escritos,livros,mesas de leitura,tudo isso!O sol entrando pela lindas jenelas ao alto,luz alada de doce,ávida,pensei.Eu e ele fomos até um peque-
no informativo eletronico,ele digitou algumas palavras chaves.

-Aqui está belezinha-Disse ao apontar a capa do livro na pequena tela,antigo,mas lá estava,andamos pelos corredores,paramos aos fundos do corredor.Uma longa pratileira ja-
zia a nossa frente.Gradualmente ele andou ao meu lado,encontrou uma seleta de cinco livros,uma coleção-Aqui Lilith-Tudo em celta?Como assom!?Ele riu quando eu vi isso,eu a
ter um dos livros aberto em minhas mãos.

-Antigo,não e,amor?O que acha?Consegue lê?Por favor,diga-me que sim,sei que saberá o que quero dizer.E a linguá dos bruxos antigos,a linguá da mágia amorsinho,isso e para
que possa entender.

Suas mãos pairavam atrás de mim sobre os ombros,ofeguei,tentei fazer isso,e não descrevo a sensação,meus olhos passearam pelas linhas,a escrita vindo á mente,só que na
minha linguá nativa!-Isso e mentira,céus!-Disse largando o livro de capa couraçada e dura ao chão,ele riu,abaixou-se para pegá-lo-Vamos,encontramos o queriamos-E com isso
ele pegou a seleta de livros,lá estava a seção ***OCULTISMO ANTIGO E CELTA***.inisono pensei.

Nisso descemos,passamos pela cepção-Dou doze mil euros por esse coleção-A atendente e repcionista se assustou,uma doce negociação se teve início,eu não acreditava,eu que
olhava tudo,mas no fim,lá estava,os cinco livros na bolsa alheia de Aziel,ao seu lado.Descendo a escaria ele disse-Agora entende?Entende por que tentei lhe explicar?Lilith,queria
muito que aceitasse isso,sabe quantos de nós dariam a vida por esse conhecimento?Muitos-Eu ouvia,tinha um dos braços curvados ao dele,com a outra mão segurava a bolsa.

A volta foi tranquila,quando o táxi parou enfrente a casa descemos,o dia estava fresco,graças que o frio tinha se ateanuado.Quando na linda sala de recepção Aziel sentou-se,ele
tirou a camisa,ficando apenas de bota e calça-Toma,veja o que acha-Deu-me um dos livros,colocou os outros ao lado dele,eu sentei-me a sua frente na linda poltrona,cruzei as
pernas,céus,o efeito era indescritiavel-Só aqueles das famílias que mantiveram a seleta genética,a força,e que podem lê,isso,a linguá e morta,o sangue age fazendo fluir as pala-
vras-Ofeguei,eu lia algumas linhas.

Feitiços destruídores-Tenho um em especial,verá querida Lilith-Ah,sim,entendia,ele me mostraria,devia ser aquele que ele tanto comentou,ri-És a feiticeira que és,sóis assim,eu
queria muito que aceitasse isso,viveria melhor amorsinho-Seus olhos me encaravam,tristeza alheia vi-Fique calmo-Pedi,começava e tentava absorver isso,mas veríamos,tudo que
sei e que um processo de estudos desses feitiços antigos,textos de esperitualidade,começou a se tornar real,analisado.Tudo se seguiu,a noite viria,jantaríamos,e depois começa-
riamos a noance de entendimento,Aziel sabia disso,ele que esperava para saber o que eu achava-Assustador-Brami o olhando,fechando o livro e o colocando em cima da mesa de
centro,uma troca de olhar veio,silêncio de guerra pessoa,ele sentiu,riu de lado cruzando os braços-Veremos amorsinho-Ah,céus,que sensação pacata,pesada,pensei.

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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Dom 1 Ago - 11:42:11


Tudo que eu poderia esperar era um modo pacato que eu mesma deveria reagir,não o fiz,sabia que Aziel tinha suas artimanhas e ainda por cima,as suas cartas quardadas
na manga.Quais cartas ele iria usar?Eu não sabia,muito menos suspeitava.Ele pegou a seleta dos cinco livros agora pertencentes a ele.Sei que subimos para o segundo an-
dar da casa,quando naquele sinuoso e silencioso salão,sentei-me sobre a mesa a qual ele escrevia,como perfeitamente descrito por mim.Ele procurava algo na pequena pra-
teleira na parede do outro lado.

Lá estava o que ele tanto queria:Um livro em especia,cor escura na capa,essas coisas alheias.Ele se aproximou deixando o livro em cima da mesa,sentou-se ao meu lado,ele
deslizou os olhos por mim,depois pelo livro-Vamos,abra-Disse baixinho,compreendi,seus olhos brilhavam,a pilha com os cinco livros jaziam a nossa frente,o livro que ele tinha
escolhido ao lado,pensei por alguns momentos.

-Tudo bem,mas pode me fizer a quem pertenceu esse livro?-Ele riu silencioso,depois passou as mãos pelo livro o abrindo-Esse livro foi de um parante meu,espero que possa
entende-Respirei fundo,tudo do que eu precisava nesse momento alheio,compreendi,passei as mãos pelo livro e comecei a observar as linhas,símbolos antigos,remontando a
remota e extinta cultura Celta-Pouco dessa cultura,resta no mundo,raridade-Brami observando as linhas.

Não muito diferente da linguá escrita nos outros livros,mas compreendi:Uma das raízes da linguá morta dos bruxos-Algo que remonta a três mil anos,Lilith,o que tem a falar?-O
seu olhar foi cético,sinuosamente perfeito,pensei.Eu sorri por alguns segundos,olhei mais algumas páginas e com isso assenti pensando friamente-Notável-Sussurrei,com isso o
maldito atenuou o olhar,pegou o livro para si.

Observou um trecho em especiaL-Olhe isso,ouça e observe como farei,e por fim,aprenda-Foi o que fiz diante de suas palavras,ele passei os olhos pelas linhas,absorveu o
significado do trecho.Nesse momento seus dedos se esticaram delicadamente a frente,ele,olhou para a entrada da varanda,refez algum pronunciar que pelo visto ele acha-
va que estivesse errado,mas ele concertou,tudo que sei e que senti o calor emanar pelo salão,ele pronunciava baixo,a pronuncia dita á risca de tão perfeita.

Linguá morta,mas que Aziel domanava muito bem,quando vi aqueles estaços malditos vindo da varanda me sobressaltei,tive medo,mas não contive,eu não queria acreditar
que ele tinha quebrado aquele maldito jarro,e de longe!O que pensar diante de algo,assim? 'A natureza dele e pacata,maldita!'.Pensei alto,meu coração batendo forte,ele a
me olhar,ele levantou-se,esticou a mão para me ajuda a me levantar-Cuidado meu amor,nem sempre podemos domar isso,desculpe-Disse ele,temia que tivesse me machu-
cado-Já fiz coisas piores-O olhava,aflita,impetrável.

O silêncio pairou entre eu e ele.Tudo que eu podia esperar depois disso,era um modo de continuar o dia.Foi o que aconteceu.Não parei de conversar com Aziel por horas,eu
e ele conversamos muito,até mesmo durante a noite,antes de dormimos.Ele tinha me explicado algumas requintes ditos nos livros,nós imagine sentados na mesa da varanda
do quarto dele,essas doces e crueis citações remascentes da antiguidade.O sono veio,o descanço o corpo pedia,não podíamos negar a isso.Meu sono foi aterrador,mas e algo
que eu prefiro quardar para mim.

Deixar em minha pessoalidade alheia.Acordei na manhã seguinte,assustada por estar sozinha,sentir meus olhos se abrindo,sentir que ninguém estava na casa,casou-me pa-
vor alheio,mas me contive,as cobertas sedosas,macias sobre mim-Aonde ele está?-Sussurrei,ainda não tinha tido sinal de Redenção,ele que desde minha partida,até dias an-
tes desse feito,não apareceu,mas compreendia.

Sentei-me a beira da cama,olhei cada detalhe do quarto,Aziel pelo visto tinha mexido em um dos seus laptos antes de sair para algum lugar.Andando pelo quarto coloquei o
meu longo roupão de seda em cor oliva por cima de minha camisola,pensei,nem um sinal dele.Na sala ao sentar-me no sofá,eu vi o que não esperava,um bilhete em cima da
mesinha de centro,eu ri docemente com isso,céus,o que pensar.

'Querida Lilith,meu amorsinho alheio,por favor,não se preocupe!Sei que deve está assustada em não veres ao acordar,volto o mais rápido possível,diante das minhas descor-
bertas e instintos,eu precicei sair a procura de algumas coisas em especial.

Eu te a amo,volto o mais rápido que puder.'

Dobrei o papel delicado o fechando,a letra em gredo,sinuosa,puxada,devidamente aplicada,que revolta me bateu,mas compreendi deixando ao bilhite em cima da mesinha,o
que eu precisava nesse momento era comer algo.Me direcionei a cozinha,o que desejava era um mero chá,quente,adocicado e perfumado ao mel.Assenti,quando deixei o bu-
lé cheio de água para ferver,sentei-me na mesa,peguei alguns suculentos biscoitos caceiros dentro do pote os colocando dentro de um pratinho.

Modi um,me sentia faminta,assim esperava,e admito que me senti imensamente curiosa para o que Aziel tinha a me mostrar.Eu ri ao lembrar da forma como ele ficou irrita-
do com minha má conduta sobre aqueles trechos dos livros,os feitiços transformadores,segundo ele.Não demorou para a água ferver,assim que vi a fumaça sair pelo caninho
brilhoso do bulé,levantei-me pegando uma linda xícara no armário.

O sol entrava pelas persianas das jenelas abertas da cozinha.Colocando um poquinho e erva dentro,derramei a água,esperei a cor vir,tirei com um garfinho delicado,sentando
de volta a mesa,derramei um poco de mel dentro,que estava dentor de um recipiente ao lado do jarro da mesa.Foi nesse momento que senti caláfrio,como um aviso de presen-
ça.Bebi alguns goles,ainda bem que se tratava de Redenção.

Ele foi visto de pé encostado na parede,os olhos ferozes brilhando devido o tempo se ausência-Querido que bom,aonde esteve?-Quis saber,ele riu docemente,rapidamente ele
se andiantou em andar,as asas fechadas,os longos cabelos aos ombros em sua cor negra,pensei,assenti silenciosa-Ela cresce e não percebe,como pode ser tão insensata quan-
do a linda Samantha?-Compreendi sua revolta,eu ri,ele arqueou sua sobrancelha.

-Não ria,sinta-Não compreendi de imediato,mas depois de pensar e beber alguns goles de chá,captei o que ele quis dizer.Movi as mãos por cima de meu ventre,lá estava a do-
ce e rigida saliencia,delicada,rigida,imperceptivel por dado momento-Nossa,admito,essa menina e voraz-Ele riu,deixou-se me olhar por alguns momentos-Aziel estava certo,será
menina,sim,verá,será loira,olhos azulados em tom verde sobre o brilho,violeta sobre a noite,o fundo resumidamente será cincento assumindo perfeitamente essas coisas em de-
terminados momentos-O olhei,que clareza.

Terminei de beber o chá,de comer mais alguns suculentos biscoitos amanteigados caceiros.Levantei-me limpando a boca com o quardanapo depois disso-Obrigada querido,eu
não sei o que seria de mim,sem você-O olhei nesse devagar,andei a sua frente.Foi quando ele se curvou se ajoelhando,suas asas se abriram,quis muito lhe tirar mais uma pe-
na,mas seria doloroso demais para ele.

Seria como lhe arrancar algo do corpo-Não tema,só isso que pelo,se temer,tudo dará errado-Bramiu ao se erguer,estiquei as mãos ao seu rosto,tão delicado,apesar de robus-
to e selvagem-Tem cede de se tornar algo,só que não sei o que-Ele compreendeu essas palavras.Com o passar de alguns instantes,ouvi alguns barulhos,foi quando eu e ele saí-
mos em direção a sala,era Aziel que tinha acabado de chegar.

O seu espanto foi ao pavor ao olhar para Redenção-Você aqui?-Bramiu segurando a bolsa em especial a frente,a deixando em cima do sofá-Céus negros-Disse em seguida,eu
peguei a bolsa ao me sentar no sofá,meus olhos se espantaram-Meu deus!-Falei olhando para Aziel,ele me olhou seriamente-Não falou que ele viria,e uma emeaça ao tenho
que fazer-Redenção se revoltou,quase partiu para cima de Aziel-Calado!Nem tente como da ultima vez,sabe o que fiz quando veio aqui me espionar amando dela-Redenção a
se assustar.

-Insano-Expeliu,uma convivência necessária,mas simplesmente insana diante da rebeldia deles.Quando os dois começaram a discutir,eu me levantei,pedi para Redenção ir em-
bora.'Vai ter volta,verá,isso e triste,fico e aceito por causa da pequenina Samantha,amaldito'.Aziel gritou,tive que segurá-lo-Maldito!-Céus,eu não esperava por isso,eu não que-
ria ver vidros quebrados por mente nesse momento,não em minha situação.

Aziel se acalmou com o tempo,isso ao ter certeza de que Redenção tinha ido embora.Sentei-me na poltrona,cruzei as pernas,braços sobre a base,ele me encarava-Isso que vo-
cê trouxe,para que?-Quis saber,ele assentiu seriamente-Acha que não precisaremos de instrumentos?Verá Lilith,apenas o começo da prática-Insolência,pensei,mas eu sabia que
ele estava disposto a pegar aquele algo que tanto o incomodava.

Ele pegou a linda caixa negra de madeira,eu queria saber o que estava lá,ele me entregou ao levantar-se rapidamente e voltou-se a se sentar.Pensei por alguns momentos ao
passear meus olhos por ele,o que se passava naquela selvagem mente?Ele estava belo por demais ao estar vestindo uma calça jeans em cor azul claro,a bota negra curta,sua
camiseta negra,deixando os braços a amostra,ele pensava,esperava que eu abrisse a caixa.

-Vamos,tenha coragem-Pediu,deslizei meus dedos pela caixa,ofeguei tomando coragem,abri a tampa fina,limpida em sua cor negra,estava lá,lá estava:Uma adaga com lámi-
na reta,brilhante,o cabo negro feito de madeira tão antiga e poliva-Aziel!Pelos céus!-Gritei ao me levantar,minha mão se ergueu a cintura,a outra ao rosto-Querido,eu jamais
pensei que..-Parei de falar,ele se adiantou em levantar-se.

-Não será nada demais,verá,mas mais tarde eu preciso entrar em contato com mamãe,ela precisa me dar algo-O que?Ele pensava,e era esse questionamento que se passava
em minha mente,mas quando eu o olhei friamente nos olhos,eu sabia que ele sabia o que estava fazendo,foi nesse momento que ele teve coragem de andar a frente,ele pen-
sou,pegou a adaga ao tirá-la de seu compartimento aveludado.

Ele a olhou delicadamente-Sabe,as vezes os deuses imploravam por sangue,sabe por que?-Voltou seu olhar a mim-Então fala!-Gritei ainda impactada-Eles não sangram,só por
isso-Que resposta alheia correto,uma longa conversa teria que se ter início nese momento,o que ele compreendia muito bem.Quando ele quardou a adaga fechando a caixa por
fim,pode voltar a falar-Lilith,não vou colocar sua vida em pertigo,não seria louco,tudo bem?-O que ele queria dizer com isso?

-Vai me ajudar,mas só dentro do possível-Aziel:O jovem doce,mas porém insessível em sua frieza inquebrável,até mais aterradora em muitos momentos-Ah,isso não falou!Eu
o considero maldito por isso,você me prometeu-Brami o indagando,isso o fez se sentar-Preciso atenuar mais aquela leitura,preciso de papeis-Eu compreendi,mas tudo que temi-
a e que ele viesse a fazer uma loucura.

-Aziel estará lhe dando com forças destruidoras,não tem medo!?-Eu nesse momento andava de um lado a outro da sala,ele me olhando-Não tenho medo,por que?Para que eu
seja roubado e usurpado esperitualmente?Jamais-Concluiu,parei o olhando,minhas vestes se movendo docemente sobre mim-Veremos,só que não tem noção disso,perdi meu
segundo filho,sabia?E tudo por causa de seções alheias com Isabel-Ele me fitou.

-Fala de possuição?Não seja insensata Lilith!-Levantou-se pegando a caixa,se direicionou a escada,iria para o salão-Por que fala isso?-Ele me olhou-Por que sabe que ele,a qual
te causou sofrimento após a morte,tinha sangue fraco demais para você.Está brincando comigo,isso sim,bricando ao falar isso,ao duvidar do que tens ai dentro,não sabes da me-
tade do está por vir-Assustador,ele tinha ficado irritado.

-O que quer dizer com isso!?-Gritei ao perguntar,o segui subindo as escada,ele logo a frente-Samantha será tão bruxa quanto eu,não feiticeira como a mãe!Entenda,aceita isso
para você!-Irritado!O que me impactava,entramos no salão o sol iluminando todo lugar,iamos ter uma conversa,e séria!tudo que não esperava era isso,as palavras que mais me
pareceram um tapa no rosto!Miserável,pensei,mesmo assim,apaixonante.Pavor,quietude pelo salão.
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Ana Nery
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Dom 1 Ago - 12:49:46


Tudo que sei e que isso me surpreendia.A quietude se passava,pairava entre eu e ele.Mas o que será que ele sabia?Eu me sentia raivosa por essa atitude dele,mesmo
assim,háveria de viver para presenciar,isso pensava,isso sentia.O sol iluminava o salão,claridade e calor adocidado como ávida vitalidade.Ele se manteve quieto,mesmo
assim demorou para ele tomar alguma atitude,ação alheia.

-Sabe qual é o seu problema?-Perguntou,me fitava segurando a caixa,delicadamente se direcionou a mesa de escrever,longa e claro,a deixando lá voltou seu olhar para
mim,deixou-se cruzar os braços-Maluco!-Expeli em resposta,o que o fez se manter quieto,pensativo,os olhos atenuados sobre mim,esperava sua resposta-Teme tanto,a
sua pessoa teme tanto que tem medo até de si mesma-Andou em minha direção.

-Jamais,sabe disso-Quando ele parou me fitando,pude ouvir sua voz ronronar m perfeito tom-Verá,não compreende Lilith,essa criança e tão minha quanto sua,e não vou
por em risco tudo isso-O olhava,pensava friamente em meu silêncio,em suas palavras-Maldito,é sabe disso Aziel-Ele riu por alguns segundos-Maldito não,realista,maldito
eu serei quando morrer,um dia-Ele se sentou na poltrona,o olhava,o lindo tapete percorrendo todo lugar.

-Não aceita que eu não sou qualquer pessoa,e verdadeiramente eu não sou-Sim,o que mais ele tinha a falar?O que mais ele tinha para me citar?Veria conforme ele deixou-
se continuar falando-Não sou ele,Lilith,nunca sere,não tenho a fraqueza humana que ele teve,a fraqueza que lhe tirou dois filhos,que quase lhe curtou toda capazidade de ge-
rar filhotes-Minha boca se abriu,se formou um perfeito O seguido de meu espanto-Como,como se atreve a esfregar isso em minha face?-Ele riu novamente.

-Sofreu por anos devido a isso,a ausência dele,Lilith,foram quase dez anos meu amor,e quanto tens e lhe dou a change de se livrar disso,ainda se lastima sentindo medo?-
O fitava de pé,minhas mãos tremiam-Aziel perdi tudo anteriomente,e como disse:Não me faça isso,seria o pior golpe que poderia me dar,e quando vejo isso,isso que fez e
como me desferir esse golpe-Quietude veio.

-Vamos,me ajuda,preciso só de alguns papeis,estão na gaveta abaixo da mesa de escrever-Ele se direcionou a varanda,iria ficar lá,olhei a caixa negra em cima da mesa,o
tremo voltou a me percorrer o corpo.Peguei o lindo pacote de papeis imaculamente brancos.Tendo a pose dos cinco livros fui a seu encontro.Deixei o conteudo na mesa,eu
pensava friamente-O que pretende fazer com isso?-Ele voltou o olhar a mim por alguns segundos.

-Transformar,veja isso-Foi gradual,ele pegou a caneta esferográfica,tirou um dos papeis do pacote e abrindo um dos livros a sua frente,fez o que fez:Ele escrever aqueles
símbolos,sai fazendo um pequeno circulo com eles,cada um uma pequenina função.No fim de tudo?A tradução logo abaixo escrita em gredo-Leia isso,vai entender-Cerrei o
olhar.Peguei o papel,olhei,sofrendo li,mas consegui ditar.

'Transformação da luz e material,desfazer'.Era essa a fraze de tradução e quando meus olhos se voltaram a ele,ele riu,Aziel arqueou a sobrancelha-Tadinha,agora toque
esse jarro-Não entendi,mas ele sim,ele esticou as mãos em minha direção,puxou-a por cima do jarro,e quando meus dedos pairaram sobre ele,vi aquele jarro sumir,lite-
ralmente sumir.O tempo parrou,parou por que ele sumiu se desfazendo em pó e poeira.

-Isso é...Aziel eu não sei como falar-Disse ao me calar e deixar o papel em cima da mesa-Lilith,ainda não percebe,mas vai aceitar-O pior que ele tinha razão,sabia que ele
mesmo me irritando tinha ração.Essa atitudes e atos tinha sido nossa rebeldia quanto ao instrumento e atos alheios.Minhas analises particulares.Só o tempo falaria por si,o
silêncio veio,aterrador,mas veio.

Ele abriu os livros em cima da mesa,em determinadas páginas-Isso e o que chamo de transformar.Traduzir pelo sangue e além disso,trazer para si-Levantei-me,ele desliza-
va os dedos por cima de um dos livros em especial-Aqui Lilith,me ajude a traduzir isso aqui-Foi o que fiz,tomando coragem o fiz,o tempo apartir dai voaria,por que sabia que
um longo processo de tradução feita por eu ele começaria.

Nossa,aterrador vê-lo escrever,aqueles livros pairando sobre a mesa abertos,a caneta prateada cintilando sobre a luz do dia.Nem almoçar ele quis,o que tinha me tirado a
vontade de imediato.Compreencível,trabalhoso."Esse é o verdadeiro saber além dos estudos táticos Lilith".Disse ele em determinado momento,isso me fez quebrar toda a
atenção que mantinha no que eu tinha que traduzir.

E nem sabia como fazia aquilo!Foi nesse momento passageiro em meio a todo esse trabalho que ele disse-Tens treze mil anos no sangue verdadeiramente,corporalmente
a idade e uma farça,a longa vida de sua família e o que lhe dar a idade-Arqueei a sobrancelha,ele que continuava escrevendo-Como assim?-Ele riu,parou e citou-Seu san-
gue familiar já absorveu linguás por demais,teve tempo o bastante para isso,por isso faz o que faz-Ah,uma resposta fugaz pensei.

Ele apontou mais um texto depois disso-Isso,quero isso-Proclamou,segui,e assim foi e assim tinha se tornado nosso dia.Apasiguado,mas esperado.Quando pensei que tinha-
mos acabado mais uma parte do que ele precisava,eu precisava.Como queria ter a pena de Aziel nesse momento-Nem queira,ela faz realidade qualquer coisa que se escre-
va-Hum,o que responder?

Não sabia,mas tudo que pude fazer,foi continuar diante disso,o dia tinha se tornado lento,e não deixamos de dar continuidade a tudo que deveria ser transcrito.Todo esse mo-
do de saber tinha se tornado precioso para Aziel,e o que o deixava mais tranquilo era saber que só tinha que saber algum aviso de seus futuros trabalhos facultativos,isso não
o irritava,não diante do que tinha que se fazer.

O relógio tiquetateava na parede,eram 15:00 quando vi,o dia transcorria,não paravamos de fazê-lo,parecia que Aziel estava em transe alheio,que dia,céus alados,aonde e
que eu tinha ido me meter!Era essa a pergunta que se passava em minha mente,a pergunta que nem um momento deixava de reberbar em minha mente que agia,o som
da caneta ouvido conforme escreviamos,tão silencioso!

Aziel não cansava,me pertendo por alguns minutos de atenção,vi o quase imperceptivel tremor em sua mão que escrevia,a mão do sexto dedo alheio que forá estirpado ao
ele ser ainda tão bebê.Quem derá eu tivesse estado lá,quem sabe teria amenizado essa dor.Mas ele não ligava para isso,seguia,fazia a transformação que deveria fazer,o
cansaço tinha deixado de ser pisicológico para eu e ele,e sumido ao longo desse tempo.

Iamos organizando,juntando as folhas,mas mesmo assim,ao decorrer disso tudo eu não deixava de pensar naquela adaga,no que ele ia fazer com ela,segredo que ele não
me revelava,deixaria para o momento.Conclução imediata,correto?Assenti sendo tomava de mais força nessa continuidade.Aos poucos o sol começou a se pôr.A iliminação
antes clarinha,ficou alaranjada devido a tarde que começava a chegar a seu fim.

Eram 18:00,a noite finalmente chegava.Ele parou,eu parei deixando a caneta tombar de lado.Ele ofegou olhando para as folhas devidamente arrumada-Consegue decorar
isso,quardar esses segredos de feitiços em uma semana?-Me levantei,deslizei as mãos pelos livros começando a fechá-los-Por que me diz isso?-Ele me olhou-Esse será o
tempo que levarei para me preparar-Compreendi.

-Você se preparar-Bramiu por fim-O que pretende?-E ele me respondeu secamente-Saber quem ela é,o maldito animal,e isso que tentarei fazer-Ah,um motivo justo para
tudo isso,pensei,tive que admitir.Aziel moveria qualquer tipo de força para saber,para dar fim a isso tudo.Entramos no salão,ele acendeu as luzes,eu me adiante em colocar
os livros da prateleira rapidamente.

-Preciso comer algo-Disse ao virar-me,ele riu por alguns segundos-Entendo,peço desculpas por tudo isso-Nada disso,passando por ele deixei os papeis em cima da mesa,eu
olhei o porte de tinta com pena em cima,os detalhes tão quardados em minha alma-Ah,céus,aonde vamos parar Aziel?-Isso era algo que nem ele sabia-Há ve vivermos para
sabermos meu amor,só isso que devemos esperar-Cansaço perceptivel.

Tive que esperar ele ir até o quarto,o que não demorou muito,quando ele desceu aparecendo no salão,o olhei,ele trazia um lindo tecido dobrado,pura seda.Para qual finalida-
de?Só ele revelaria a seguir.O segui,paramos enfrente a mesa,ele abriu a caixa vendo novamente a adaga,ele esticou a mão a tirando do compartimento-Fica quieta,verá,eu
quero que mantenha isso assim,como irei deixar-Ele deslizou os dedos sobre a lámima enquanto a segurava.

Abriu o tecido de seda puramente negro sobre o cabo-Vamos,faça isso por mim-Pediu ao virar-se a minha frente,demorei para captar o que ele queria,mesmo assim,eu teve
que lutar tomando coragem para fazê-lo.Ele queria a adaga ativa magicamente e esperitualmente.Alternava meus olhos entre ele e a adaga que ele segurava com as duas
mãos a minha frente.

Sinuoso,eu sei,mas agindo rapidamente,eu pensei friamente,pensei para que eu tomasse o gesto e atitude correta.Ele esperava paciêntemente,será que eu conseguiria?Não
podia desistir e,sim,provar para mim mesma.Ele apreciava isso,essa vontade e atitude provindo e brotando de mim.Sinuosamente mantive o olhar sobre a adaga,o brilho per-
correndo a lámina,Aziel a segurando,silencioso,seus cabelos vermelhos tão perfumados que dava para sentir o cheirinho de longe.

Não esqueço do que fiz diante de minha vontade e decisão.Eu tive o instinto de unir as mãos por alguns segundos,queria sentir a força brotar novamente de mim,quando eu
senti o calor brotar soube que era o momento.Peguei a adaga de suas mãos,Aziel se afastou delicamente me olhando,esperando-Vamos,faça por mim-Ele quase delirava com
isso,por que ele soube naquele momento que eu era capaz.

Brami as palavras desejavas,por fim gritei quando sentir aquele algo tomar a adaga,meu deus,meu deus,o que eu tinha feito?Senti a dor vir como lapso em minha mão e ao
soltar a lámina e vê-la junto ao chão,me senti tomava,era como se eu não tivesse chão aonde pisar.Aziel observava,admirava aquele brilho quente emanando da lámina,para
depois o tecido de seda se mover sozinho!

-Isso,como fiz isso!?-Queria saber,mas como?O tecido se movia envolvento a lámina-Isso mesmo,agora venha para o dono bebezinha-Bramiu Aziel ao se abaixar pegando a
adaga envolta no pano de seda.Eu o encarava,pasmén por ainda sofrer para acreditar no que tinha acontecido.Ele colocou a adaga dentro da caixa a fechando-Não mecha a-
té esses dias se passarem-Virou falando.

-Tudo bem,mas como?-Ele riu,quando tocou-me no rosto me beijou docemente,suas mãos que deslizaram por minha silhueta-Por que quis,assim desejou-Respondeu a se a-
fastar.Seus olhos verdes brilhando-Vamos comer,o que tinhamos que fazer por hogê já foi feito,depois ou amanhã tento entrar em contato com mamãe,só ela me importa pa-
ra saber como está-Compreendi,nós direcionamos a escada,descemos ao apagarmos as luzes.

Aziel rapidamente se adiantou pedir pizza e uma suculenta lazanha por telefone,o que não demoraria muito à chegar.Ele se manteve sentado no sofá,tudo que teve vontade
e puro instinto foi o de esticar os braços e me acolher-Peço novamente que tome cuidado,não tema-Quem derá pudesse ser assim,mas estava dificil.Me mantive sentada ao
seu colo,o terno modo dele estar comigo nessa particularidade.Seu calor brotava,emanava.

O beijava com carinho,sua mão que me tocava o rosto docemente,seus afagos sobre os cabelos,os beijos sobre meus ombros.Ele iria morrer,eu sabia,mas ele compreendia
esse afastamento corparal,fato que eu começava a me adaptar,tudo isso ficou mais profundo.E assim se seguiu.Esses tinham sido o início dos preparativos para uma tentati-
va sublime de tentarmos averiguar com a total clareza o que aquele animal queria depois de tudo.Magnitude,plenituve.Isso era o reencontro final?
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Seg 2 Ago - 10:57:14



Sei que era chegado o momento de nos afastarmos um pouco e isso se deu ao decorrer de alguns minutos,como será que a alma brota nesse momento?Eu não sei,eu
simplesmente averiguo por patamares altos,holocaustos alheios.Espero que compreenda.Ficamos nesse impasse por minutos a fio,foi quando do nada a campainha to-
cou,se deixou tocar por vários segundos,enquanto eu e ele olhavamos,uma noite sublime e claro!

-Vai atender?-Perguntei,mas sinceramente a minha pessoa refez todo um conceito alheio-Sim,deixe comigo,deve ser a pizza e lazanha-Disse Aziel,compreendi,nisso eu
sai de cima de seu colo,me deixei olhar docemente o que se passava,isso me fez pensar lindamente no que faríamos a seguir.Aziel abriu a porta,pegou as duas caixas
da comida trazida,eu ri diante desse deleite,ele compreendia.

Quando se despediu do moço ele caminhou a minha frente,transcorrendo o corredor eu me levantei o seguindo,o que me deixou pensativa.Quando na cozinha percebi a
sua ingríme vontade de comer,de matar a fome alheia.Tudo se tornava pura felizidade,ao menos o que necessitavamos por alguns momentos.Abri as caixas de lazanha
e pizza,enquanto isso ele quis pegar cerveja-Vai querer?-Eu aqueei minha sobrancelha.

Essa noite aos poucos estava se tornando holocausta,eu sabia,mesmo assim deixei o ressentimento se tornar real por dados pensamentos e observares alheios.Com todo
o tempo,minha pessoa deixou-se silenciar-Não sei se vou querer,estou pensando Aziel-Ele se sentou abrindo uma das latas de cerveja bem gelada,o gelo escorria pela bor-
da em suas particulas minusculas.

-E cevada Lilith,tu não sabe,mas e uma das poucas coisas que deveria tomar,mas sem exajero e claro-Eu ri com isso,deixei-me esticar as mãos em direção aos pratos so-
bre a mesa,delicadamente cortei um bom pedaço de lazanha,deixei com que ele enchesse meu copo-O que pretende fazer amanhã?-Ele me fitou por alguns segundos.Eu
a pensar delicadamente no conceito alheio.

-Decorar os textos,mas isso é,caso queira-Concluiu,se serviu e rapidamente bebeu alguns goles de cerveja-Entendo querido-Tudo tinha sido inesperado,mas eu além disso
me sentia feliz,começamos um processo de comilança alheia,aos poucos devoravamos a lazanha,não pensei que conseguisse fazer algo tão saboroso em Paris,já que ao de-
correr de minha vida,antes deu ir na Cidade,ouvirá sérios buatos de negação a gualidade da comida.

Aziel dessa vez não ficou bêbado,mas sua face corou-se ao decorrer do doce tempo com que eu e ele tanto almejamos-Toma cuidado,já lhe pedi isso-Sempre sua indole
a falar mais alto nos momentos alheios,sei que tudo isso se tornava trevoroso.Que palavra marcante,pensei,pousei o garfo e faca em cima da mesa,gradualmente minha
observação se manteve sobre ele,o que o deixou pensativo por alguns minutos.

-Como soube Aziel?-Ele compreendeu minha pergunta de imediato,o que o deixou risonho,comeu mais alguns pedaços de lazanha e antes de me responder se serviu com
pizza-Sobre Samantha?Que seria uma menininha?Ah,meu amor,coração,só isso-Meus olhos se espantaram com essa palavra,mas sinceramente minha pessoa refez todo
um conceito alheio,gradualmente entendo-Segue seus instintos,odeia a razão,correto?-Ele arqueou o cenho da sobrancelha.

-Ah,agora entende amor-Bramiu ao erguer o suculento pedaço de pizza a boca.E assim a noite transcorreu,eu e ele comendo,bebendo cerveja gelada,uma vez ou outra a
minha pessoa se perdia no cemblante do luar visto pelas lindas é imensas janelas da cozinha.Ofegamos ao decorrer disso tudo,desse noso ritualisto momento de comilan-
ça alheia.Lindo como a face dele se manteve corada,como ele tirou a camiseta,continuamos.Transmutação para que possamos sobreviver,enchergar os meros momentos
a qual nossas mentes e corações interagem multuamente,em plena coordenação.

Entenda,tudo que eu podia esperar era a chegada do novo dia,e foi assim,foi exatamente assim que aconteceu ao transmutar de nosso descanço.Eu acordei primeiro,minha
ferrenha vontade em ir ao salão foi abraçadora.Aziel dormia,dormia deitado de bruços sobre a cama,ele que sempre vestia suas calças de algodão macio,longa,tecido sedo-
so,confortável para o sono.

Me sentei diante da mesa,comecei a escovar meus cabelos,antes de fazê-lo eu tinha que desenlinhar esses fios alheios,isso eu sabia.Que banho delicioso eu tinha tomado
antes deu dormir,eu que tinha escolhido uma linda camisola branca,rendada sobre o colo dos ceios.Olhava o espelho,continuava escovando os cabelos,eu calçada pantufas
negras macias.Eu ri diante desses detalhes ao desfiar os olhos aos pés enquanto escovava os fios.

Deixei a escova sobre a mesa,deslizei os dedos pelos cabelos por alguns momentos,o sol batia sobre meus olhos tão claros e azuis,isso me provocou arrepios,céus,jamais
eu percebi tamanha clareza,mas compreendi.Levantei-me,fui em direção a porta,sai pela pequena salinha antes do quarto no andar,com isso me direcionei a escada,desci
os degraus e entrando no salão me deparei com a linda claridade do dia-Nossa,está na hora,tenho que decorar os textos-Brami andando em direção a linda mesa de escre-
ver,aonde jazia laptop,tinteiro com pena,alguns livros,as gavetas abaixo da mesa,a linda ceira acima.

Fui até a instante pegando os cinco livros,os deixei em cima da mesa sabendo que provavelmente Aziel os leria depois quando acordasse,vontade dele e claro.Olhei as fo-
lhas de papeis,os peguei indo em direção a linda mesa na varanda,o tapete transcorria todo salão.Me sentei à mesa,tirei os papeis do envelope e os deixei a minha frente,
tinha valido a pena,pensei,a tradução estava muita boa.

Mesmo entendendo pouco do grego,eu sabia que Aziel tinha escrito tão bem a ponto de minha pessoa poder ler,mesmo com um entendimento escaço.Foi o que fiz,deixei
meus olhos passearem pelas lindas linhas de sua escrita,lia aos poucos,a decoração tão desejava remetendo a minha memória alheia.Era deliciosa a leitura,principalmente
se tratando de feitiços,pronunciar de destruição feita pela força esperitual.

Tudo foi gradual,o que me deixou feliz.Meu coração batia forte ao decorrer desse tempo,dessa lenta e necessária decoração.Nem sempre as pessoas conseguem esse fei-
to tão importante,mas eu compreendi,mesmo que contra a vontade.E foi assim em nossa multua graduação alheia.Tudo se tornava claro e decoração,entrava na mente en-
raizando-se profundamente em minha alma.

A sensação que tive foi de multua responsabilidade quanto a esses determinados conhecimentos passados pelos textos,o que acatei facilmente para mim conforme tudo o
modo alheio de transmutou.Ávida necessidade para que a transmutação fosse necessária,e por fim em decorrencia de um erro,o desfazer alheiamente.Entende esse tipo de
sensação e conhecimento?

Espero que sim,Sara,era o que eu sentia e pelo que precisava passar nesse momento.Mas o crucial aconteceu depois,quanto terminei deixei as lindas folhas a minha frente
sobre a mesa,mesmo Aziel não querendo,eu sentia a vontade vir de imediato sobre mim,a vontade de espionar a caixa negra vista da varanda sobre a linda mesa dentro do
salão.Pensei,os lindos cortinados clarinhos oscilando devido ao vento,a brisa perfumada que tinha do jardim.

-Será que devo fazer isso?-Me perguntei mantendo as mãos docemente pousadas sobre a base da mesa quadricular.Pensei silenciosamente por alguns segundos,isso fez o
meu instinto falar mais algo.Levantei-me,entrando no salão ao sair da varanda,me direcionei a mesa,a poltrona,o sofá,a mesa de centro ao meio do salão.Pensei,com isso a
minha pessoa refletiu.

Parei enfrente a mesa,deixei minhas mãos deszarem docemente sobre a caixa,sentia a energia brotar de dentro da daixa,nossa,ainda me perguntava como eu tinha feito al-
go dessa natureza,ri deliciosamente,destravando o feiche da caixa a abri,movi a tampa,me deparei com a adaga envolta naquele sedoso pano de seda devidamente escolhido
por Aziel.Nesse momento deixei meus olhos passearem.

-E,admito,não deixo de sentir a energia brotar,brotar com toda força nessa adaga-Minha voz reverbava pelo salão,em pensar que eu ainda não tinha comido,mas mantinha
a fome para depois,quem sabe Aziel acordaria e depois tomariamos café juntos,correto?Só que algo unisitado aconteceu.Quando eu estava prestes a pegar a adaga,senti a
poderosa presença de Aziel.

-Não faça isso-Ouvi ele falar-Vi se queimar-Sussurrou por fim,meus olhos se marecharam de lágrimas,fechei a caixa silenciosamente,me verei me deparando com ele para-
do a se manter escotado na parede.Tinha acabado de descer,acordar,a luz do dia entrava iluminando o lindo salão,pairava sobr ele como aura alheia.Delicadamente ele quis
se direcionar a mim-Bom dia menina,lamento,mas sua curiosidade e voraz-Bramiu ao me encarar.

-Não e que,estava curiosa,não deixo de sentir a força almentando nessa adaga-Ele riu-Mas e o natural Lilith,desprovida de cuidados és,tenho que admitir-Bramiu deixando os
dedos pousarem sobre meu rosto-Vamos toma café,temos algumas coisas para fazer,sei que depois eu também terei que absorver isso-O olhava silenciosamente depois disso,
claramente que ele tinha dormido,e muito bem!

Evidente que suas forças estavam a plena vitalidade,o que me agradou.Quis me sentar no pequeno sofá,mas ele se recusou,quis ficar de pé-Há mais algo que queira me expli-
car Aziel?-Ele riu delicadamente,deixou-me me fitar por alguns segundos,gradualmente ele moveu os lábios antes de falar-Não,o tempo e transmutável Lilith,mas não deixo de
observar que vaís alimentar,e muito a Samantha-Compreendi.

Admito que eu tinha me adaptado a sensação profunda de peso corporal desde que engravidará de Samantha,meus seios que passaram a estar quentes,levemente inchados,a
minha pessoa compreendia,ele riu,foi nesse momento que chegado o momento de irmos comer algo-Vamos,continuar o que deve ser feito,devemos-Expeliu pegando minha mão
e se direcionando a escada.Trevoroso,essa sensação não me saia do corpo.


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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Seg 2 Ago - 12:01:17

Com o tempo Aziel teve que sair,ele tinha e teve essa necessidade de sair.Fiquei sozinha,eram 11:30 da manhã quando isso aconteceu.Tinhamos acabado de tomar café.
A sensação corporal novamente me era dolorosa,era como muita coisa estivesse sendo tirada de mim ao decorrer de tuda uma maestria de sentimentos.Me mantinha sen-
tada no sofá,a porta aberta,eu estava mexendo no Laptop,olhando alguns nuances de notícias,tudo isso.

A sensação de peso sempre à me incomodar,mas eu resistiria,eu sabia.Ri por alguns segundos,a forma com que precisavamos reagir e continuar era essa,o que me fez a
contra gosto,pensar.INCOMODO,isso sim,pensei.Gradualmente um cheiro em especial me chamou atenção,atenuei meus olhos para forá,deixei o laltop em cima do sofá,eu
levantei-me saíndo da casa.Quando no jardim eu segui os meus intintos.As arvores se movento,gradualmente eu senti que algo estranho se encontrava no lugar.

As copas das arvores se movendo,andava delicadamente,atenuava meus passos-Por que esse cheiro?-Perguntei-me,andava,passei pelo chafáriz,as águas se derramando,o
dia estava tão clarinho que meu conforto era maravilhoso,pensei.Contineu,e quando dei por mim me encontrava aos fundos da imensa casa,no jardim de trás-Nossa,ele não
tinha me falado que tinha isso-Brami.

Era lindo,roceira sobre as grades que envolviam a casa em uma murada perfeita,a perfeita descrição e detalhe aprecido por mim quando fui a esse lugar naquela primeira
vez.O que me chamou atenção foi a linda oliveira cheia de azeitonas maduras e verdes,brilhante,decoração ávida de beleza,pensei,mas logo abaixo dela!O algo que me cha-
mou atenção:A linda entrada do sotão,uma escada de descida que descia sobre a terra,ofeguei.

-Nossa-Expeli em palavras,gradualmente segui,parei em frente a entrada,os degraus eram de terra batida,mas com mármores negros colocados por cima,as paredes latera-
is desse corredor e escada que descia pelo chão,devidamente encrostradas de pedras macias e brilhantes em tom negro.Desci,tinha algumas tochas sobre essas paredes,eu
por curiosidade fiz isso,o que não me causava frustração,frustração maior estaria por vi.

A porta estava encostada,eu a abri silenciosamente,nossa que quietude!Isso me causou medo por alguns segundos.Mas os detalhes foram impactantes:Era um lindo e imen-
so ritualisto-Por que Aziel faria algo assim?-Brami olhando os detalhes e dando voltas cisculares em meu próprio eixo.Solitário,pensei,o piso era feito de azoalho negro,mas
o circulo imenso estava lá:Imaculemte branco feito por ele mesmo,dava para ver que tinha se tratado de uma ação humana muito rápida.

O altar a frente,era uma linda bancada em subida,velas,incensos,cemblante de sighificado qus só ele deveria conhecer,arqueei a sobrancelha delicadamente ao andar na dire-
ção desse altar.Estátua douradas e banhadas a ouro de Buda-Nossa-Minha voz reverbou pelo salão,foi quando as luzes se acenderam deliciosamente,clarinhas,tochas sobre a
parede,pensei ao me sentar ao centro daquele circulo o que Aziel tinha feito ali.

Muito pagão para uma pessoa,enlouquecedor,mas de se compreender.'Não era para estar em um lugar como esse,Lilith'.Ouvi Redenção falar,o olhei,eu tinha me deitado sobre
o chão limpido.O olhei de lado,ele que estava sentado encostado-se na parede-Por que fala isso?-Quis saber,seus olhos verdes me queimando,deixou-se silenciar,temia dizer al-
go que me machucasse,mas se contendo soube aplicar as palavras.

'Aziel já fez loucuras aqui,loucuras que imagino eu que guase o matou'-Ofeguei,olhei para o teto,e nesse momento me assustei de verdade,a ponto de meu coração parar por al-
guns segundos,uma de minhas mãos pousadas sobre meu corpo,acima dos ceios:Uma linda estrela de cinco pontas estada lá,o circulo na mesma dimensão do que jazia ao chão
a sua volta,mas o detalhe que mais me assustou foi aquele pá de asas aladas em prata ao centro daquela estrela.

-O que isso significa!?-Brami raivosa,eu não entendi,mas tive raiva,muita raiva de vê aquilo,meus lábios se abriram delicadamente,algo me tomou,uma força provindo daquele lu-
gar sobre o teto que eu olhava.Sentada fiquei,encarei a imagem da estrela de cinco pontas,o circulo a sua volta,o pá de asas feito de pura prata ao centro da estrela,foi quando
do nada me senti tombar para trás-Meu Deus!-Gritei.

'Lilith?Lilith!'.Redenção gritou de imediato.Ele levantou-se cheio de aflição,a força foi amedrontadora,vinha daquele lugar,eu era tomada por aquilo-Tira isso de mim!-Gritava com
plenos pulmões.Redenção sofria,e só quando vi suas asas se abrirem,ele esticar os braços sobre mim e que a coisa foi embora-Meu deus-Eu me sentia dolorida,mas nesse instan-
te não suportei,apaguei.A escuridão me tomou por completo.

Fragilidade,e dessa forma que eu posso descrever um momento como esse.Só acordei quando ouvi alguém descer,ouvi passos,eu me encontrava largada sobre o chão,sentia to-
do meu corpo atado,destroçado,era como se eu tivesse envelhecido dez,vinte anos a frente-E você que está ai Lilith?-A voz de Aziel reverbou sobre o salão-Sim-Falei entre gemi-
dos dolorosos-Céus-Ouvi ele falar,o vi entrar,seus pés se movendo sobre o piso.

A calça negra justa,a bota negra curta,a camisa branca com botões prateados,as mangas dobradas até os cotovelos,os oculos escuros-Como veio parar aqui?Olhe para você-Ele
esticou a mão,quis me ajudar a levantar-me,mas não conseguiu-Lilith?-Bramiu,perplexo ele estava,óbvio como acalanto de trevas emanando dele.Ele esperou alguns segundos e
eu pude sentar-me,o encarei profundamente.

-Que lugar e esse Aziel?-Ele tirou seus óculos escuros,os dobrou e o colocou no bolso da camisa-És maluca,novamente repito,não deves procurar coisas que podem lhe machu-
car-Meus lábios tremiam,ele deixou sua mão direita acariciar meu rosto-Querida,aqui e aonde comemoro meus equinócios,as passagens das estações,puramente pagão,eu sei,de-
ve ter sido atacada pela força de alarme,destruir a quem invada-O pavor me tomou.

-Invadores,meus Deus-Ele riu,me afagou os cabelos,pude levantar-me delicadamente-As entendidades moram em qualquer salão consagrado como esse,Lilith,sabe que jamais
largaria mão de minhas raízes-O olhava,ele se sentia tão angustiado-Mas que bom que Redenção ajudou,que bom-Sua voz nunca me pareceu tão aveludada,deliciosa-Maluco e
você-Ele riu novamente-É o que somos,e assim morreremos,vida na modernidade,mas conceitos que remontam a nossos antepassos meu amor-Espanto,mesmo com raiva,assus-
tada tive que admitir que era assim.

-Não usarei esse lugar para sair a caça daquela maldita-E nesse momento me bateu um questionamento:Para onde ele iria então?-Um bosque Lilith,lugar aberto,silencioso,livre
dessas forças,aonde podemos ser nós mesmos-Compreendi,mas senti repulsa por esse ato-Mas,mas isso e errado querido!Precisamos ser alciliados,se essas forças ancestrais
emanam daqui,seria o melhor a fazer-Ele compreendeu.

-Será?Daria algo em troca?Jamais,sei muito o que esses malditos vão pedir-Ele temia que pedissem o pior,ele tinha certeza de que tinhamos algo muito maior é precioso para
cuidarmos;a Samantha-Isso mesmo,pensou bem,agora vamos sair desse lugar,precisa almoçar,já são 14:30 da tarde e ainda não comeu nada-Reclamava,me cobrava,nesse ins-
tante saímos,seguímos pela escada que subia para o jardim,isso logo ao fecharmos a porta e na chave,ele a deixou no apoiador sobre a parede.

-Me recuso Aziel-Ele não respondeu,mas estava disposto a não se arrisca,nem a mim,evidente em seu olhar enquanto andamos pelo jardim.Paramos enfrente a casa,nesse ins-
tante ele abriu a porta-Era para eu ter ficado-Reclamou consigo mesmo ao sentar-se no sofá,eu na poltrona.O encarava,tinha que convecê-lo a termos um alcílio,eu tinha mais
medo de tudo do que qualquer outra coisa,e assim foi.

-Para!Não vou por em risco minha família! Está maluca?Jamais!Não minha família,isso perante a essas forças que pedem e tiram quando precisam resolver algo,jamais!Não a
minha família,está entendo!?-Me espantei com a força de sua força ecoando pela sala,nunca o vi tão irritado é amedrontado por algo ao mesmo tempo,me mantive quieta,tinha
falado o que precisava,só podia ouvilo.

-Olha,e minha change,entende?Você e essa criança que carrega,são minha change,Lilith meu tesouro,por favor,não me peça isso,vamos fazer isso sozinhos,sem termos que ser
cobrados,da melhor forma possível,mas não me peça isso-Ofeguei,fiquei chateada,ele não estava disposto,e séria dificil convecê-lo a não ser através de uma briga,o que eu não
estava disposta-Ok,Aziel,definho,mas tento entender-E desviando o olhar me perdi na paisagem do jardim vista pela imensa é linda porta.

O dia seria doloroso,mas compreendi.A noite veio,tinhamos almoçado,lido mais daqueles textos ao passarmos algum tempo no salão.Eu tinha dormido sozinha no quarto depois
disso.Aziel tinha ficado no salão sozinho antes disso.Nossa,aterrador o que tenho a descrever.A ultima cena e ato que o vi fazer foi deixar as folhas de lado antes deu subir para
descançar um pouco e começar a escrever,a usar o Laptop sobre a mesa na varanda.

Mas o processo mental agia contra minha vontade enquanto cochilava,descançava no quarto.Meu coração batia forte,nunca me senti tão artomentada por algo.Não entendia um
processo como esses,mas suportava mesmo artomentava:Me via correndo em meio a relva,a escuridão,era um imenso campo de flores e relva perfumada,eu corria,aquela som-
bra me seguia,eu gritava de pavor.'Me solta!Sai!'.Corria em meio as arvores depois disso,entrei na continuidade do campo,a imensa paisagem se abriu entre as folhas.

'Céus,vou morrer,e vai ser agora'.Brami gemendo de dor,eu cai sobre a relva,a grama selvagem,perfumada,o luar jazia acima das imensas montanhas.'Menina malvada,foge de
seu destino'.Tudo que vi foi a sombra do animal pular vindo das arvores a minha frente,eu gritei a plenos pulmões,tão real que senti a dor de sua mordida em meu braço,era o
maldito anima.'És minha!Procure e vai saber!'.Rugiu o animal me atanco.'Sai!'.Gritei.

-Lilith,Lilith!-Senti meu corpo ser sacudido,a voz de Aziel em desespero-Volte a si,volte a si!-Ele gritou,meus olhos se abriram,era como se minha alma tivesse sido levada e joga-
da de volta a meu corpo-Querido?Meu amor?-Ele me fitava aflito-Esteve tendo pesadelos-Ele tinha subido,ofeguei,e desabei em choro nesse momentos-Não fica assim,nossa,pre-
cisa sair-Era como se eu sentisse a dor daquele ataque,as luzes do quarto estava apagadas,só as luzes vindo do jardim e luar iluminando o quarto.Eu chorava como criança,senti-
a a dor daquela mordida,e saber que era e tinha tido tão real assim,me provocava pavor,ele me enjugava os olhos,eu que me mantive acolhida em seus braços.Raiva,medo,tudo
isso vindo a tona,que ódio,senti!
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sex 6 Ago - 15:13:17



Acho que cheguei a perder a respiração por alguns momentos,isso o deixou mais transtornado do que se podia imaginar.Mesmo assim o bastante para que eu sentisse
a unisona energia agindo sobre mim-Terrível,terrível-Brami voltando minha atenção a ele por alguns momentos,o que lhe causou total transtorno mental devido ao que
eu sentia nesse momento-Lilith,com o que sonhou?-Quis saber,agora ele se mantinha sentado a minha frente,minha pessoa pensando no que iria responder.

-Com a maldita querido,terrível-E nesse momento ele se silenciou,seus olhos brilharam adquirindo um tom verde ofuscado,mesmo assim era necessário mantermos a a-
pasiguada mente,paciência e devida organização-Durma,e o que precisa nesse momento-Arqueei minha sobrancelha,eu senti medo,muito medo de voltar a dormir,ele te-
ve vontade de pegar minhas mãos unidas,o fez.

Segurou atenciosamente as mãos a frente de seu limpido rosto jovial-Não tema,dessa vez eu estou aqui,olhe para você,está tremendo querida,tremendo-Isso fez meu
coração bater mais rápido,anormal pensei,senti através de minha alma-Não se preocupe,por favor,fui uma tola-E ele me fitava,deixava com que seus olhos passeassem
pela minha pessoa,ofegou por alguns instantes.

-Que isso!Não pense isso,está gelada,transtornada-Bramiu baixinho,deixou seus lindos dedos se esticarem ao meu rosto,se curvou a frente beijando minha testa,deixou
os dedos deslizarem pelos fios de meus cabelos macios,claros e lisos-Vamos,você consegue,és a feiticeira que és-Bramiu após isso.Pensei por alguns momentos,o que
fez a mente agir,mantive minha quietude apartir desse momento.

Ele tinha ficado pensativo quanto a isso,mesmo assim se deitou ao meu lado,deixou-se me acolher delicadamente ao seu lado,puxou as cobertas por cima de nós,nesse
momento tudo que eu podia esperar era o sono me envolver nosamente,meu rosto se encostou ao seu peito,cheguei a ouvir seu coração batendo docemento dentro de-
le,seus olhos nesse momento já estavam fechados.

O silêncio foi o puro transtorno,nunca pensei que uma quietude como a que veio pudesse se tornar o que se tornou:O puro medo de morrer depois de tudo,desse sonho
tão real.O perfume de Aziel emanava pelo quarto,perfume como o dele nunca existirá nesse mundo,depois de sua morte,admito que perfume como o dele jamais um ser
nesse mundo emanará ao nascer:Lapso de lembranças.

O tic-tac do relógio era ouvido,transmutável,assim como ferrenhas formas de pensarmos e descançarmos da forma com que faziamos.Pressentimento foi o que começou
a emanar da minha alma depois disso.A presença de Aziel sumiu!Sumiu ao decorrer desse doce sono,o que fazer?Foi quando o passar fez sua presença sumir que eu des-
pertei bruscamente.Meus olhos abrindo em lapsos de pavor e medo.

O sol brilhava,clareava todo quarto.Isso eu não entendi,me esquivei sobre a cama,me sentei a sua beira,coloquei meus pensamentos em ordem-Aonde ele está?-Brami,o
redenção veio a mim nesse momento.'Ele saiu,deve voltar só no fim da noite'.Compreendi,eu ri por alguns momentos,levantei-me delicadamente,meus seios quentes,tão
quentes que tive medo.Nossa,nunca pensei que ficassem tão fartos por algo,mas estavam.

Duros me provocando certa dor.'Deve tomar cuidado Lilith,são raras as mulheres que podem prover tal alimento'.Maldito brami,sua voz rispida de encontro a minha mente
me fez sentir ascos-Bem,preciso tomar banho,mais tarde vou sair-Expeli em resposta.Em segundos tirei minhas vestes,me encontrava nua ao entrar ni banheiro,entrei no
box abrindo o chuveiro,a água morna caindo,meu rosto sendo molhado.

O que pensar?Pressentimento arrebatador,isso sim,mesmo me sentindo dessa maneira me contive,suportei,refiz todo um modo de acatar o que poderia acontecer,mesmo
assim minha pessoa continuava com a sensação de peso,e soube nesse momento que isso só acabaria quando nossa filha nascesse.Esfregava meus cabelos os limpando,o
condicionamento dos fios veio logo depois,a água caia,o som maravilhoso.

Quando acabei eu me apressei em sair pegando a toalha e me secando.No quarto peguei uma linda saia na altura do joelho pregueada em cor negra,a coloquei fechando
o botão e ziper atrás,a camiseta também negra fez um lindo conjunto,o decote em V sublime ao salientar meus seios tão fartos-Nossa,quando ela vai ficar crescidinha?Eu
estou anciosa para saber-Peguei a escova,comecei a escovar os cabelos.

A terrível presença de Redenção emanando por toda casa,mas compreendi,terminado de escovar os cabelos,coloquei minha sandália delicada de salto alto,ageite um anel
em especial no meu dedo anelar.Em seguida um baton vermelho,pronto,estava perfeito.Arrumei a cama em seguida,sabendo que estava tudo em ordem,sai pela pequeni-
na sala,desci pelas escadas.O laptop estava lá,sobre a mesa de escrever,leitura.

Me sentei afastando a linda cadeira estilo Luis.XV.O abri esperando a baixa do programa,queria ao menos tentar falar com alguém.Não,com o passar de alguns segundos
a minha pessoa se deu conta de que nem Lucy ou Isabel tinham deixado algum recado,infelizmente isso me deixou frustrada-Que pena,acho que vou sair,vou almoçar fora-
O ronronar da voz de Redenção em minha mente foi imediato.

'Que pena,sei que Lucy e Isabel estão bem,eu as vejo da onde estou'.Miserável,pensei,mas ri diante da pequena piada.'Está linda Lilith,não sabe como e bom ver-lhe senta-
da nessa cadeira,emanando essa vida'.Compreendi,levantei-me,sai em direção a escada em passos delicados,o que me fez ofegar.Quando na sala me deparei com minha
bolsa jazendo em cima da mesa de centro.

-Ele sabia que iria sair-Brami,linda bolsa Channel em cor negra,tecido veludo,lá estava carteira,uma boa quantia de dinheiro,baton,essas coisas femininas,uma copia das cha-
ves da casa.Levantei-me,fechei a porta da casa,sai pelo jardim,o sol estava maravilhoso esse dia,iria almoçar,iria matar minha fome,depois no início da noite quem sabe poder
comer uma boa sobremessa,como sorvete de greme,morangos.Sai pelo portão,peguei um Táxi na frente da casa.Iria almoçar,passar o dia foram,depois quem sabe me encon-
trar com Aziel.

Foi o que fiz ao saltar,o Táxi me deixou em frente a um dos luxuosos restaurantes da Cidade.Como lagosta,aspargos grelhados,arroz fumegante,legumes cozidos ao vapor,e
por fim bebi meia garrafa de vinho branco.Não compreendia tamanha fome,mas aproveitei.A essa altura eram 16:30 da tarde,tinha matado grande parte do tempo na Cidade.
Matado grande parte de meu dia nesse almoço pessoal e tão esperado.

Sai,as luzes da Cidade começam a se acenderem para o início da noite.Fiquei mais algumas horas,mas andando de loja em loja,vendo as novidades das altas marcas de alto-
custura famosas pelo mundo.Coisa que não se existe na Cidade aonde nasci,cresci,como descrito por mim(Meu segredo).Unisono quando o fiz,as lembranças que vinham com
toda força.Requinte,isso sim,e o que posso descrever.

Voltando a ansar pelas Ruas,eu me deparei com uma imensa e luxuosa sorveteria.Entrei,muitas pessoas entrando e saíndo do lugar,quis uma gestinha com cinco bolas de sor-
vete,mais algumas fatias de frutas como morangos,banana e uvas.Raspas de maças e limão por cima,além da deliciosa cobertura quente de chocolate.O vidraçal da sorveteria
brilhava,emanava seu vulgor de vitalidade.

Muitas pessoas sentadas com seus parentes,amigos no salão da recepção.Ofeguei pensando,preguiça de voltar,queria me desprover da sensação de peso devido a Samantha.
Eu pensava no que nós aquardaria,eu sorri,as colheradas sendo enfiadas no sorvete,comia com vontade,necessitava de doces,sem dúvida!.Muitas pessoas saíndo,entrando,isso
me fazia ficar tonta por alguns segundos,mas voltava ao normal.

Quando estava prestes a terminar,comecei a quebrar a gestinha que formava a casquinha de biscoito do sorvete,comi,voltando o olhar para o lado de fora,percebi que o céu ia
adquirindo um tom cinzento,as estrelas começavam a aparecer.Terminado sai da sorveteria,comecei a me direcionar a Praça Central da Cidade,aonde jazia o chafáriz,a Torre
em seu aporgeu.Mas eu não acreditei no que aconteceria a seguir.

Me imagine andando entre as pessoas,me imagine andar silenciosamente,nossa,o perfume das águas do cháfaris emanava pela Praça.As luzes da Torre Eiffeu brilhando sobre
a densa paisagem.Muitas pessoas,muitas mesmo:Turistas,mulheres,homens,crianças,tudo isso,jovens namorados andando pela Cidade.Mas um cheiro me chamou atenção,eu
juro que me assombrei com isso-Reconheço esse cheiro,não sei de onde-Brami.

E tive a ousadia de me apressar,atravessei a Rua,e foi quando percebi que tinha sido a mesma que quase forá atropelada,virá Aziel pela primeira vez,naquele assombro de apa-
rição.Segui,estando segura comecei a andar pela linda calçada,entrei na imensa praça,e foi quando me sentei sobre a borda do Chafáris que senti o cheiro melhor atenuado,eu
passei meus olhos pela multidão.

A noite chegava definitivamente em Paris,e isso me alarmou junto ao cheiro.O motivo?Nunca saberei,foi destino e predestinação,sem dúvida.Meu coração parou quando meus
olhos pararam focados sobre a pessoa do outro lado da Rua,encostado em uma linda arvore da Praça Central.Um ser alto,cabelos loiros,tão lisos!Os olhos emanavam sua fero-
zidade,um cinzento brilhoso mesmo de longe.Trajava uma linda regata negra,blusa de linho por baixo,botões de camefeu em negro também,bordas em prata,calças jeans justa
e botas curtas.

Nossa,demorou,mas quando a imagem me veio,eu soube que era o irmão de Aziel-O que ele faz aqui?-Brami,o medo me encheu a alma,algo me dizia.'Esse sujeiro e perigoso,
suma desse lugar'.Meu coração rebombou dentro de meu peito,apressada me levantei,segui entre a multidão.'Aonde pensa que vai garota?'.Ouvi algo me falar á mente,era ele,
eu soube que era ele!

Eu tremia,suava frio!Andava em passos rápidos,o som de meu salto se misturando ao andar das pessoas.Quando dei a volta pela Praça,eu cai para trás,foi como se eu tivesse
esbarrado com uma muralha de ferro-Pensou que ia se fácil,não é?-Bramiu a pessoa,quando dei por mim,percebi que era ele,o maldito me encarando de pé,o olhava e baixo pa-
ra cima.Eu tremia todinha,tinha medo desse sujeito.

O motivo eu não compreendi.Ele se curvou me segurando por um dos braços,a força da mão fechada sobre o braço era esmagadora-Vamos,não precisa mentir,aonde ele está?-
O olhar amedrontador,uma frieza que pouco encherguei em minha vida-Não e da sua conta!Muito menos de vocês!-Ele sentiu raiva,imensa raiva,suas unhas começaram a arra-
nhar minha pele,longas,polidas,tão rigidas!

Pareciam vidro!O silêncio pairou entre eu e ele por alguns segundos,mas o bastante para que eu pudesse repetir-Não e da sua conta,muito menos da família dele,não entende!O
Aziel morreu para vocês,equeça-o!-Gritei,meu grito foi engolido pelo som dos carros,ele me encarava,arqueou sua sobrancelha pensando em minha atitude,tentei não demonstrar
qualquer medo,mas estava ficando impossível.

Quando seus lábios se direcionaram a um de meus ouvidos,senti cheiro de sangue fresco vindo de sua boca-Eu vou saber,maldita és,eu vou saber,não pense que só sou eu que
estou atrás dele,sorte sua que estou de passagem pela Cidade maldita rabina.Mas eu vou por as mãos nele,e quando pôr,lamentará por isso-Senti arrepios-Foda-se,não e da sua
conta!-Não sei como ele se afastou,mas foi claro.

Ele via algo,enchergava algo atrás de mim,foi quando vi o cemblante da sombra de Redenção,suas imensas asas abertas,ele estava atrás de mim,isso fez Hyarian pensar-Eu,eu!
Aonde ele está!?Sinto cheiro de vida brotando em você!Qual e sua pretenção!?-Ele sentia tanta raiva que se segurava,erguel uma das mãos a frente a fechando,vi que as unhas
machucavam a palma da mão.o sangue brotava.'Sai daqui,sai daqui seu mimado,garanto que odiará saber quem eu sou'.Hyarian arqueou sua sobrancelha,olhava para o alto,eu
ofeguei,mantive meu silêncio,e foi quando ele se virou,sumiu entre a multidão.

Lembro de ter desabado após isso,chorei como criança ao me sentar,dessa vez em um dos lindos bancos-Ah,obrigada Redenção,obrigada-Ele se sentia triste,senti isso na pele,o
maldito jazia por perto.'Não chora,não chora,isso faz Samantha muito triste'.Tirei um macio lenço imaculamente branco,fiquei chorando,sentada no banco da praça.Iria me recu-
perar desse susto,iria embora depois,jantaria,queria cair em prantos nos braços de Aziel,ele voltaria,isso Redenção deixou claro enquanto eu chorava,me preparava para ir embo-
ra,me recompunha.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sex 6 Ago - 18:48:28

Nossa,foi como se o holocausto tivesse batido as portas de meus pensamentos,resumidamente demorou um pouco mais do que esperei para retomar meu
controle e ir embora.Peguei um Táxi,cheguei em casa pelas 20:30 da noite,o que me deixou preocupada,ao saltar do Táxi percebi que a presença de Aziel pairava no ar,
ele estava em casa,o que me deixou feliz por alguns momentos.

Não pensava que isso me fizesse mágoa,muito menos,ressentimentos,o que bastou para seguir.O táxi foi embora,entrei pelos portões,a bolsa jazendo ao lado de meu
corpo.Minha mão pairava sobre a alça.Gradualmente refleti,repensei em algumas coisas,o que me fez desejar recuar,mas não,me mantive consciênte,entrei na varanda
e segui ao abrir a porta.Ele estava na cozinha,pelo visto organizando algumas coisas importantes.

Segui pelo corredor,entrei na cozinha o vendo,ele jazia sentado,um belo jovem sentado a mesa,pensando em algumas coisas além do momento em que se encontrava.O
que será que se passou em sua mente?Ele encarava o Laptop a sua frente,seus dedos se moviam lindamente sobre o teclado delicado,tinha escolhido uma linda regata
em tom verde escuro,a blusa de linho puro imaculamente branco por baixo,botões dourados,a calça justa em cor negra,a bota pesada,ele pensava,ainda não tinha se da-
do conta de minhas palavras.

Só com o passar de alguns segundos e que ele quis falar-me-Oi,boa noite querida,está chegando agora?-Me olhava,em pensar que tinha dito que iria chegar tarde,eu ri
por alguns segundos,eu me senti feliz em vê-lo,juro que pensei por alguns momentos que ele tinha saído com alguém,o que me deixaria imensamente triste,minha visão
passeava por ele,transtornado ele ficou por alguns minutos.

-Aziel,por favor meu querido,diga-me que mantém sua palavra,por favor-Ele se conteu pensando,se sentindo imensamente triste por algo,sentia muito fundo em saber
que eu me sentia assim.Ele se levantou afastando a cadeira,seguiu a parar ajoelhado a minha frente,segurou minhas mãos-O que a faz pensar assim?-Quis saber,isso
o tinha alertado quando a algo,frustração e tristeza em seus olhos.

-Seu irmão-Isso o fez se preocupar ainda mais,mesmo assim,ele compreendeu minha apreensão,minha preocupação-Lilith,esqueça,e meu passado,por favor!Vamos ter
que continuar pensando em nossa família,em Samantha,por favor!-Ele bramiu tais palavras com plena força,vontade.Gradualmente sua pessoa se levantou,manteve suas
mãos unidas as minhas,deixei a bolsa sobre a mesa da cozinha,voltei meu olhar a ele.

-O que precisa e subir,dormir,parece que viu fantasmas-Não,eu não tinha visto,e não queria falar com ele.Lembro de termos providênciado nosso jantar,subirmos para
descançar depois de tudo.Antes de dormir ficamos conversando sobre muitas coisas,não esqueço de como Aziel manterá sua jovialidade falando mais alto do que ele de-
sejava.O jovem ruivo de olhos verdes pairando deitado ao meu lado,eu que jazia sentada vestida de camisola branca encostada ao espelho da cama.

Céus,ele não desistia,não desistia de cantar aquelas musicas antigas,unisonas para Samantha-Maluco-Brami várias vezes,e ele sempre rindo,as luzes do quarto apaga-
das,o luar pleno iluminando o quarto ao entrar pela varanda.Ele tinha vestido um roupão negro,calças de algodão também na mesma cor,ele pensava,bramia suas can-
ções tão ritirmadas.E assim foi,ele que jazia deitado ao meu lado,seu rosto encostado na minha barriga,suas mãos pairando na altura de minha cintura,a noite se trans-
mutava,seguia.

O que fazer?Nada.Passou-se sete dias depois disso,desse doloroso acontecimento tão especial para mim.Céus,no oitavo dia eu me acordei pela manhã,eram 10:45,eu
ouvi a voz de Redenção retumbar em minha mente.'Problemas a vista'.Me acordei sendo tomada por algo,deslizei a mão por cima de meus seios,a camisola negra,longa
e rendada na altura do busto deliciosa ao meu andar,quando me levantei.Achei sobre a mesa na varanda aquele bilhete que me assustou:

'Não me espera! Por favor,não me espere.Siga com seus compromissos,cuide bem de Samantha,por favor!
Tudo que ela precisa e de cuidados até nascer,dares a luz.Não tenho prévia de quando voltar.Tenho proble-
mas a resolver querida Lilith.

Eu te amo! Guarde meu amor consigo até voltar,odeio saber que acontece o que estou sentindo,precido de
respostas.'

-Pavoroso,terrível-Brami,fiquei sentada pensando naquilo que tinha acontecido,e sequer imaginava que ele fizerá algo dessa natureza.Estava lá,reli o bilhete várias e vá-
rias vezes.Ele iria voltar,só que antes disso precisava resolver PROBLEMAS que segundo ele,eram pessoais e particulares.Aonde ele iria?Essa era a pergunta que se passa-
va em minha mente,era árduo,mas necessário para todos os sentidos.

O telefone tocou nesse momento,ouvi o som baixinho vindo do andar de recepcição.Desci,chegando na sala eu peguei o telefone o atendendo-Quem fala?-Alguém riu,eu
ouvi claramente a voz,era Lucy-Oi querida,passa bem esses dias?-Eu assenti em responder,o que deveria ficar só para mim-Graças aos Deuses que sim,mas por que liga?
Há algo acontecendo com Tia Isabel?-Ela riu,ouvi o som do outro lado da linha.

-Não,ela está maravilhosamente,bem!-Pensei por alguns momentos,mesmo tendo aquela vontande infundável de desabafar,eu evitei,conversamos por mais alguns momen-
tos é em seguida desliguei o telefone,o joguei em cima da poltrona,me deitei de lado sobre o sofá.Sozinha,Aziel desaparecido por noites a fios.Era isso que ele deixará cla-
ro no bilhete,deveria esperar.Me deitei de rosto para cima,olhei para o teto.

O que faria?Teria que esperar,e esperei,comecei uma espera dolorosa para mim.Foram três dias,esperei primeiro três dias depois disso,e nada,me encontrava sozinha no
salão,lendo os livros tão especiais para eu e ele.Sabendo que ninguém viria,quis subir,ouvi um barulho,corri em direção a sala,sai pelo jardim,nada,nada.Nada mais que uma
pessoa passando com um cão enfrente ao nosso estabelescimento.

Tudo que fiz foi subir de volta,minha túnica londa de algodão macio em cor oliva e detalhes em dourados oscilando com meu movimento.Novamente os dias começaram a
passar.Foram um,dois,três,quatro,cinco,seis,sete,oito,dias e noites para algo acontecer,e remeto a minhas palavras,a pertubação que aconteceu.Eram 19:00 da noite,não
descrevo a pertubação em minha alma.Eu tinha chorado horas,e mais horas.

Redenção tinha se tornado meu consolo,estava prestes a ligar para a compainha de viagens e ir embora.Jazia deitada em cima da cama,chovia muito!Muito mesmo!O som
da água vindo,caíndo do lado de fora,as luzes acesas.Eu desci até a sala tomando coragem,trovões foram ouvidos nesse momento.Muita água caíndo,céus,parecia que um
furacão tinha parado na Cidade.As luzes da sala apagadas.Tudo que lembro e que quando peguei o telefone,comecei a discar para a compainha de viagem,ouvi algo,som
de passos.

-Lilith!-Ouvi um homem gritar,era ele-Aziel!?Aziel!-Não descrevo a paz que senti em meu coração,me apressei largando o telefone sobre a mesa de centro,segui até a por-
ta-Meu querido!Finalmente chegou!-Me deparei com meu Aziel tremendo,seus dentes rangendo,mas era medo,mágoa por algo,a chuva caia com força,o jardim molhado,a
sua pessoa esperando-Me perdoa?Céus negros,foi errado,plenamente errado!-O que foi errado?Queria saber,ele entrou,trajava uma jaqueta longa,blusa de linho por baixo,
a calça jeans escuras surrada pela chuva.

Assim como suas botas pesadas,seus cabelos ruivos molhados,eu o olhava transtornada.Minhas longas vestes se moveram com meu olhar,tudo que ele fez foi desabar em
frente a lareira acesa-O que houve?Por favor!Me diga!-Ele gemia devido aos soluções,pensava,muito transtornado estava-Aziel!Ficou dias sumido,por quê?-Brami ao sentar-
me ao seu lado,ele voltou seu olhar para mim.

Nunca vi seus olhos tão esbugalhados,parecia que ele estava anemico,pálido.Eu me apressei em lhe ajudar a tirar sua jaqueta.Isso o fez se sentir melhor.Ele deitou-se de la-
do,sua cabeça pousou sobre meu colo,foi quando ele desabou de vez-Não queira saber,céus negros,eles são malditos,e como são malditos-Os soluços não paravam,eu ainda
pensando em como deveria reagir.

-Aziel,por favor,diga-me-Ele riu em meio ao choro,olhava para as chamas da lareira-Foi assim que chamei meu pai pela primeira vez,sabia?Sozinho,ainda um bebê dentro
de uma cesta,olhando para as chamas e batendo palmas,tinha nascido a poucos dias-Não compreendi o que ele quis dizer com isso,mas nunca o vi tão frustrado,mágoado.
-Sim,continue-Ele gemeu sentindo uma dor destruídora é incomoda vindo dele.

-Lilith,esqueça as ameaças dele,estive lá,quis ouvir de sua boca.A pretenção dele?Me arrastar para ser um dele,sua loucura,maldito,viu?Miserável,não vão me usurpar o que
eu desejo,jamais-Bramiu entre-dentes.Deslizei meus dedos entre seus cabelos ainda umidos,ele começava a secar,e foi quando vi algumas gotas de sangue deslizando pelo
seu pescoço,isso me provocou arrepios.

-Céus Aziel!O que ele fez com você!?-Encarava os dedos de minha mão,as chamas mesclando um doce brilho sobre as gotas-Não queira saber meu amor,são malditos,tão in-
sanos é malditos quanto eu,sou,eu te amo,e só isso que sei-Nesse instante ele moveu o rosto,o escondendo no meu colo,seus onbros se contorcendo docemente,o bramido
que me foi tempestuoso-Deuses,eu,eu...-Parei de falar,não suportava.

Foi assim que Aziel ficou,gemendo e chorando como um garotinho,algo que não esperava,acho que só nesse momento ele começava a sofrer como gente,como adulto de ver-
dade.'Lilith,lamento'.Ouvi a voz de Redenção nesse momento.'O que faço?Eu,eu não sei o que fazer'.O respondi por pensamento,Aziel chorava,chorava,os trovões ecoando pe-
la sala,toda Cidade,parecia que aquela tempestade,era a maldade e rancor que Aziel sentiu.

Bem! Sei que ficaria com ele,tinha compreendido aonde ele esteve,aquele ataque de seu irmão contra ele,ele estava pálido,imensamente pálido.Me deparei o beijando,todo
o roçar de nossos rostos foi imediato ao estar deitada ao seu lado,o tapete sobre o piso da luxuosa sala.Trevoroso era pouco!Tempestuoso,isso sim,eu ri ao fitá-lo por alguns
segundos-Tudo que tem á fazer e dormir meu querido,estarei aqui-Ele se abraçou a mim com toda força,doçura-Queria você,pena que não posso-Eu ri,o beijei no rosto,ele
deslizou se movendo para baixo,ele que desatou o laço atrás de mim.

-Quieta,daqui eu não vou sair-Bramiu ele-Preciso de força,e sabe da onde vou tirar-Gemi de pavor,arrepios.Lembro de em seguida ele deslizar seu rosto entre meus seios,de
seus lábios tão sedosos se grudarem a um de meus seios,seus lábios tão sedosos que ao toque me pareciam veludo,o cemblante do rosado atenuado pelo brilho que as cha-
mas da lareira proporcionava.Ele deslizou seus lábios e linguá alternadamente entre os seios,macio,gostoso,essa é a descrição.

Lembro de ter gritado,gritado alto diante dessa provocação,apaguei diante disso,esse acariciar,esse apasiguar,esse momento tinha sido intenso,me provocado tamanho orgas-
mo que só nesse momento lembrei do que era isso.Locurura,eu sei!Mas tudo que sinti diante desse APAGÃO mental e deu ter sido sugada,só isso.Apartir dai os preparativos pa-
ra a nossa ida ao bosque.Isso pairava enquanto envolta nesse APAGÃO.Algo me sugava,tirava algo de mim,céus,ardia,era bom,delicioso,alguns gemidos provindo de mim,meu
instinto me dizia isso.'Melhor assim meu amor,ficaria traumatizada se soubesse o que bebo'.Maldição,escuridão ávida nessa noite,a chuva caia,o som vindo aos meus ouvidos,tu-
do que sentia além disso era a presença dele.Ida ao bosque,isso que se passava em minha mente enquanto o APAGÃO mental prevalescia.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sab 7 Ago - 12:25:53

Foi como se minhas forças tivessem sido tiradas de mim,como se todas as minhas forças tivessem sido sugadas em meio a trevas e holocausto.Mesmo assim minha
pessoa se envolvia nesse cemblante de cálido silêncio.Haveremos de pensar por alguns momentos o que acontece a nossa volta.E assim que as vezes nossa forma a
averiguar os mares,se transforma?Foi o que pensei,mesmo assim,demorou para que eu me recuperasse.

Ouvi ruidos,roucos ruidos pairando pela sala,foi quando senti o calor do sol bater em minhas paltebras.Foi tudo cálido,respirei fundo para depois despertar,me encon-
trava deitada sobre o tapete da imensa sala,o sol entrando pelas imensas persianas das janelas.O que pensar?Tudo que sei e que gradualmente me sentei,me sentia
tonta,tomada de algo,o que me fez passear meus olhos pelo lugar.

Aziel estava sentado encostado na parede ao lado da linda lareira,que nesse momento se mantinha apagada.Toda queima da madeira perfumada,cotada em toras ti-
nha sido feita.Ele me olhava,arqueou sua sobrancelha por alguns momentos me fitando,tinha tirado a camisa depois de tudo.Só se encontrava de calça,botas,ainda so-
fria para pensar,foi quando a tontura me tomou por completo.

Não sabendo o que fazer ofeguei olhando para o chão-Tome cuidado mulher,tirei muito de suas forças ontém-Disse ao ofegar por alguns instantes.O que faria?Ainda
estava para pensar por alguns momentos,mesmo assim,minha pessoa se sentia artodoada.Rapidamente visionei a sala novamente,ele pensava,sentado,pernas curva-
das a frente de seu corpo,uma das mãos estendida a frente,devido ao braço.

-Aziel,seja sincero,o que houve?-Ele riu secamente,deslizou o polegar da outra mão ao lado de seus lábios tão rosados e clarinhos,algumas gotas de algo vieram.Isso
me fez ofegar,me senti tomada de fúria,plena ira-O problema de meu irmão e que ele não pensa,muito menos entende,por completo minha pessoa há de pensar,ainda
está para nascer um ser nesse mundo que possa me controlar-Bramiu baixinho-Compreendo,mas o ferimento,o ferimento-Disse preocupada,queria saber,eu do nada
tive instinto de deslizar a mão livre sobre meus seios.

Ele sequer tinha tido a gentileza de fechar minhas vestes,ofeguei sentido dor.'Maldito,qual é a dele?O que ele tem?'.Ele riu,captou esses pensamentos de imediato-Falei
que não deveria saber,nem queira saber,mas foi o bastante para recuperar minhas forças-Voz aveludada,mas compreendi,compreendi apesar de me sentir frustrada,eu
uma arma entantanto para ele,correto?

Ele levantou-se,se abaixou por alguns instantes me estendendo a mão-Venha meu amor,estou aqui,não se preocupe,acho que já fiz o bastante para ele entender,precisa-
mos continuar-Ofeguei o olhando ainda sentada,meu rosto o encarando de cima para baixo-Sim,não vai embora,correto?Não vai jogar tudo que queremos conquistar,fora,
correto?-Ele riu devido as minhas palavras.

-Não,claro que não.Eu te amo,e tudo que sei-Estendi meu braço-Só que depois de tudo,não podia deixar tudo envão-Ofeguei aceitando sua razão,o encarei quando de pé.
O seu olhar enevuado,tinha adquirido o brilho novamente.O abracei com força,muita força,nunca esperei poder abraçar uma pessoa dessa forma,afaguei seus cabelos,vi
o doce brilho do sol bater sobre os fios sedosos e finos,um liso perfeito.

O brilho vermelho que arrebata qualquer pessoa,soudades,viu?Imensas soudades-Vamos subir,preciso organizar algumas coisas,mais tarde saíremos,estaremos no bosque,
daremos início a plena procura.Sabia do que ele falava,e tudo que podíamos fazer,era isso.Subimos,com isso passamos o início da manhã no salão do andar de cima.Ele á
pensar a todo instante.Sequer parava,conversamos horas a fio,por vários momentos ele perdeu o controle devido ao que passou com Hyarian.

Pensativa fiquei,mesmo assim,o tempo corria,transcorria espaço e tempo.Nem sempre minha pessoa há de pensar nessas coisas.Correto,pensar desse modo,o que o fez ru-
gir baixinho por vários momentos.Veio a tarde,almoçamos.Quando finalmente chegou o momento,eu subi para me preparar.Não demorou para escolher uma roupa limpa pa-
ra minha pessoa,ele me esperava,estava ciênte o bastante do que fária.

No quarto me preparava.Tinha escolhido um vestido longo,o tecido de lã era delicioso ao toque,o tom vinho encantador aos meus olhos,ajustei a faixa na altura da cintura,a
cor negra delicada da fita que tomava a faixa tão bela.Cetim puro.Quando fiz o laço,vi ele entrar pela porta-Lilith,desculpe,ainda não pedi desculpa pelo que fiz ontém-Ele sa-
bia disso,mesmo assim,se continha,eu fazia o mesmo.O encarei delicadamente.

-Quieto,me ajude-Brami,ele compreendeu,ajudou-me a escovar os cabelos,nossa,longos,tão longos! Esse detalhe o fez falar-Divina,maravilhoso querida,agora desça,leve a
bolsa,quarde a caixa com adaga dentro-Compreendi,foi o que fiz.Ele iria se arrumar.Nós encontraríamos na sala depois de tudo.Descendo coloquei a bolsa de veludo cinza
escuro em cima da mesa da varanda,indo até a mesa de escrever,leitura,olhei a caixa.

-Aziel vem conosco?-Ele riu,ouvi seu sorrido.'Sim,e claro,aguarde minha presença'.Compreendi,peguei a caixa,ainda bem que grande parte do que tinhamos que fazer,eu e
ele,tinhamos decorado,tudo em nossas mentes.Quando coloquei a caixa dentro da bolsa fechei o ziper.Rapidamente desci pela sala.Depois disso se passaram meia hora,eu
o vi descer,descer pela escada.Ele tinha tomado banho,nunca pensei que Aziel ficasse tão magro,céus,maldição viu?

-Nossa,tão magrinho,por quê?-Ele fiu nesse momento-Pequeno sofrimento meu amor-Aos poucos sua vitalidade voltava.Gradualmente ele seguiu.Tinha escolhido uma calça
justa em cor azul escuro,um pá de bota curta,tudo que não esperava era a camiseta negra por baixo de algodão,tão macia ao meu olhar!O sobretudo por cima na mesma to-
nalidade.Rudimentar,pensei,sublime.

Ele ageitou as luvas,tinha escolhido luvas perfeitas-Vamos,só vamos chegar lá no início da noite,eu levo a bolsa,e por favor!Não estranhe o que vou precisar levar também-O
maldito correu até a cozinha.Trouxe algo que estava escondido até o momento:Uma caixa de madeira branca de tamanho médio,não muito grande.Só ele sabia o que existia
lá dentor,me calei,saímos pela varanda.Ele fechou a porta.

Entramos em um processo de viagem.Pelo visto iamos para o exterior da Cidade,um pouco mais longe da tumultuada Cidade.Aonde as casas eram delicadas,aonde prédios
não existiam.Fomos de táxi.Nossa,horas de viagem,o que me surpreendeu.Meu coração bateu forte por alguns momentos.Não parava de pensar em tudo isso.Aziel quieto,o
apreciar imediato de toda paisagem a passar do lado de fora.

Admito que cochilei por alguns momentos durante essa viagem.Sabe que horas eram quando chegamos?Céus,19:20 da noite,o céu estava estrelado,clareado como se a la-
vagem tivesse acontecido nós céus.O táxi parou na entrada de uma imensa trilha em direção a uma montanha,muitas casas pequeninas lá,pequeno monsteiro,tudo isso,um
vilarejo para ser clara.Quando o táxi foi embora nós deparamos sozinhos.

Encaramos a trilha-Vamos-Bramiu ele em ordem.Jogamos a caixa dele e a bolsa coma caixa com a adaga do outro lado,ele pulou o portão,depois arrebentou a corrente do
cadeado,ainda tinha que me adaptar ao que sua mente era capaz de fazer:Torcer correntes,fazer flores murchar,torcer metal,assim como ele fez naquele momento.Entrei,a
sua pessoa me fitou,fechamos o portão.

Seguimos pela trilha.A escuridão era direta,foi quando a presença de Redenção começou a pairar pelo lugar-Aziel,que lugar,viu?-Brami delicadamente,ele riu,deixou-se cur-
var uma das mãos sobre a minha,ele que segurava sua caixa com o outro braço,eu a bolsa com a caixa.Seguimos,caminhamos docemente em meio a trilha,ar arvores que
se moviam devido ao vento,era como se fantasmas estivessem a nossa procura ao saberem que estavamos ali.

Arrepiante ao lembrar-me.O silêncio pairava,se atenuava entre eu e ele.Foi assim,a linda montanha anossa frente,muito longe,a Lua logo acima.Foram mais vinte minutos
nesse caminhar.Quando paramos foi quando demos a volta em uma outra trilha,entramos em um imenso campo cheio de flores,eram rosas vermelhas,o luar trazia a men-
sagem unisona.Eu sorri.Um lugar sublime demais.

-Tenha calma-Disse ele,deixando a sua caixa ao chão de terra e grama,pegou a bolsa de mim,a abriu rapidamente,tirou a caixa com a adaga-Bem,por favor,não corra,não
vou me sentir em paz,enquanto não obter minhas respostas-Sabia que sim,e só quando ele quis falar,o respondi-Estou aqui,mas acha mesmo que isso vai dar certo?-O riso
dele foi delicioso-Sim,assim espero,e farei por onde-Compreendi,ele abriu a caixa.

Tirou a adaga me entregando ainda envolta naquele tecido de seda.Ofeguei por que odiei a sensação espectral que emanava daquela lámina.Me senti tonta.'Coragem,sinto
e tenho que admitir que Aziel está disposto,mesmo não querendo,o ajude'.Redenção!Sempre ele!Sempre ele!Aziel se sentou ao chão,a frente da caixa,ele pensou em algo,
eu me sentei a sua frente,a caixa pairando entre eu e ele.

-O que há aqui?-Ele voltou seu olhar a mim-Um caldeirão,entenderá o por que-Com isso ele focou seus olhos na caixa,ouvi um rachar imediato,tinha metal lá dentro,eu ouvi
o balançar da caixa,quis correr,ele fazia isso! Ainda sofria para me adaptar a essas coisas,terrível pensei.Quando terminado ele esticou a mão a fente,um lindo caldeirão não
muito grande,mediano para pequeno,não pretendia ocupar muito espaço.

O olhei sentindo medo,sabia o significado de um caldeirão para pessoas como ele:Vida e magia brotando ao mesmo tempo,o transporte do ofecimento-Aziel não diga que vo-
cê,vai fazer uma loucura aqui-Ele riu fechando os olhos por alguns segundos-Sim,e se for?-O encarei furiosa-Aziel!Pensa melhor!Por favor-Brami angustiada-Me ajude e tudo
vai dar certo-Nós levantamos.

Não tinha como,ele iria até o fim,e nada podia fazer a não ser estar ao lado dele-Faça proveito de sua força ao menos uma vez,Lilith-Riu ele novamente,o vento rugindo.Senti
a chegada de algo,terrível,pavoroso-Céus-Brami tomada de arrepios.Ele se apressou em tirar sua camiseta e sobretudo.Os dobrou colocando ao chão.Foi quando ele veio para
trás de mim-Deixa comigo,estou aqui,sei o que estou fazendo-O que exatamente?Pensei.

Foi quando do nada senti algo pavoroso vi de encontro a mim-Feche seus olhos,faça o que mando,só isso,e meu suporte,meu templo,uma mulher é o templo de qualquer bruxo
nessa terra-Sussurrou.Céus,era algo,a sombra pairou acima de nós.Olhei para cima vento aquele algo pavoroso.Foi quando se materializou a minha frente.Um ser bonito,more-
no,um índio para ser clara.Seus olhos cinzentos furiosos e brilhosos ao luar.

Ele usava um denso cocar negro,várias penas negras-E ela Aziel?-Bramiu aquele homem-Sim,e ela,por favor,faça o que mando,só isso,só uma ajuda,quero saber,quero ver por
completo aquela maldita,o animal maquiavélico que me segue-Ele riu,cruzou os braços,lindo,céus,lindo!-Faça o que ela manda,por favor,estou aqui-Ele riu,Aziel se colocou dian-
te dele por alguns segundos.

Depois a minha frente.Não sabia aonde isso iria dar,mas veríamos.Estava lá,tinhamos chegado longe o bastante-Um ofericimento,unicamente isso,feito de alguém que amo tan-
to-Disse Aziel esticando um dos braços-Ah,não!Para!-Pedi,ele novamente me fitou,dessa fez olhando-me com seriedade-Faça,sei aonde piso,para onde irei-Não tinha para onde
escapar.'Não sei por que,mas não vou com a cara desse ser aqui'.Disse Redenção.Pedi para ele ficar calado,o índio olhou para o alto,esperava.'Não sabe quem sou,calado seu
anjo-demônio de merda'.Silêncio,estiquei a lámina a frente,ofeguei,será que faria isso?Ah,céus!Meu coração batia forte.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sab 7 Ago - 13:38:43

-Que os céus me perdoaem,mas e isso-Brami antes de tomar coragem.Aziel não sentiu um pinto de dor quanto lhe apertei a lámina da adaga sobre o pulso,quando veio o
sangue tão ávido e quente.Não pensei que presenciaria algo assim,mas eu tinha feito essa loucura.Ele esticou aquele pulso ferido em direção ao pequeno caldeirão-Tupãn?
É o momento,faça-o,traga aquela maldita até mim-Pediu ele,Tupãn o encarava perplexo-Ele teve coragem-Disse antes de sumir.

Tudo que vi foi sua sombra pairar aos céus,a sombra percorrendo todo um contexto de sinuoso momento.Senti lapsos de algo percorrendo,procurando,desvendendo algo,o
desbravar aterrador que aquele ser,até então desconhecido para mim,fazia.Aziel se sentou ao chão,eu a sua frente.Ele ofegou,ofegou tomando ar,seus pulmões tomando fo-
lego,o delicioso folego desejado por ele.Foi quando ele quis falar,quis deixar mais daquele sangue brotar.

Pegou a adaga,a desferiu com maior força no pulso,em sua carne,nem uma dor,como?Eu nunca compreenderei.E as palavras vieram por completo,sinuodamente bramiu ele
tudo que desejava.A sua voz reverbando,foi quando percebi que teria que esperar,é esperia segundo o que devia ser feito,sinuosamente ele continuou.Foi divino,mesmo dian-
te de um ato como esse,tinha que compreender.

'Se vossa força é real,se minha força é real,faça de mim um ofercimento,esse ofecimento tão esperado.Assim como o sangue de meus ancestrais foram derramados,assim
como a morte de meus ancestrais foi real,eu quero que seja para mim.Meu sangue,minha vida,minha vitalidade.Bebam de algo tão sinuoso,essa e vossa vontade,deixai com
que cada vibra de vitalidade me preencha depois.

Assim é a vontade dessas forças tão destrutivas é reconstrutivas.Vida e morte,e isso que quero que façam de mim'.

O silêncio veio,foi quando tomei coragem,tudo já estava em um processo muito adiantado,o que era crucial para mim,Aziel abriu seus olhos me fitando,foi quando ele se le-
vantou,esticou sua mão a minha frente,olhava para baixo,o caideirão com aquele sangue tão viscoso,quente,não entendi por que aquele sangue ainda se mantinha tão vivo.A
sua voz reverbou de encontro aos meus ouvidos me fazendo olhar para ele.

'Que assim seja é assim será,és minha vontade andarilha'.Bramiu ele por mim,deixou a ponta de seu polegar deslizar entre o corte,queria fugir,mas era como se eu tivesse
ficado presa a algo,ele desferiu aquele dedo sobre meus lábios.Quase cai para trás,senti algo tão estagnante que perdi a respiração.'Vamos Tupãn,traga aquela maldita pa-
ra mim'.Disse me fitando,eu,eu,eu estava presa a algo,terrível,eu sei,terrível,assim como uma falta de respiração terrível.

Aquele maldito,aquele maldito ser ainda desconhecido tinha tomado parte de algo de mim,foi quando sem querer,de modo forçado,minha mão se esticou,pegou a adaga,tre-
mores me tomavam,me tomavam como se eu tivesse que fugir!.Não conseguia falar,jamais reverbaria uma palavra com minha voz.'Ferá e sinuosa,ela está aqui'.Ouvi algo fa-
lar,mas vinha de mim,a minha mão tremendo,esticada forçadamente a frente.

Acima do candeirão a lámima da adaga cintilava,manchada de sangue estava.'A vinda e real'.A voz bramiu vindo de mim,aquela voz masculina tomando conta de minhas cor-
das vocais.Tremi quando voltei a mim.Maldito momento pensei.Quando livre ofeguei,desabei sentando a frente do caldeirão,Aziel moveu sua atenção para alto,logo a frente.
Aquele emanar de chamas foi tenebroso,queria saber da onde vinha.

-Queima de sangue vita,vinde a mim-Disse Aziel.Tudo era muito limpido,sinuoso,aquele bramir de chamas era surreal,as imagens cintilavam como que trouxesse uma verda-
de a tona:Alguém caçando algo,alguém sendo tomado por esse algo,meus olhos vidrados,assim como os de Aziel,ele visionava tudo atento,vidrado.O animal fora morto e joga-
go abaixo,caíndo em águas a sujou,a ungiu com seu sangue.

O corpo do terrível animal boiava nas águas,aquele homem se jogou nas águas se tornando algo.Eu senti meu sangue ferver,ferver de verdade,era como se minha alma tives-
se ligação com aquele algo.As imagens se desfizeram,se transformaram em outra coisa.Isso fez Aziel se assustar-O quê?-Bramiu ele sentindo pavor do que via-Não!Como isso
e verdade?-Depois disso o silêncio veio.

Aquele homem tinha sido transformado por aquele sangue,destruído a um outro homem,através do tempo chegado a algo,perto de alguém-Eu conheço essa pessoa-Bramiu o
Aziel-O mandei se calar,queria continuar vendo,foi quando deslizei a linguá para frente lambendo aquele sangue,tive vontade.Maldito viu?Um homem louiro,um homem moreno
em uma guerrinha pessoal devido a uma menina tão especial.

-Kala...Kalawina!-Aziel gritou tão alto que teve que repensar em várias coisas,isso fez seus olhos se espantarem,ele do nada me fitou,foi como se ele não me enchergasse nes-
se momento-Quem e ela,Aziel?-O olhei,ele olhou para meu lado,foi quando ele pensou assustado-Lilith,sai dai!-Gritou ele,mas era tarde demais,tombei e fui jogada para frente.
Aziel que se abaixou diante do acontecimento,senti meu corpo se tomado por aquela maldita.

'Uma coisa e verda Lilith,não deveria saber de tantas coisas assim'.Ouvi os gritos de Aziel,ele que se levantou envolto naquela dor,já bastav ao corte,agora isso!?Eu fui forçada
por aquele algo do insano animal a me virar para cima,fitava o céu estrelado,meus olhous foram forçados a se fecharem.Maldito,eu sei,admito.Minha mente preenchida de um
maldito momento.Sentia que sua força almentará desde a ultima vinda,muito claro.

Aziel tentou avançar,mas tombou para trás,eu senti,foi como se ele tivesse batido em ondas de forças emanadas por aquele animal.'Vou morrer,céus,eu vou morrer'.Brami,eu
ouvi minha voz rouca,a sensação daquela força era insana,eu sentia em cada vibra de meu corpo,os lapsos daquele focinho delicado é escuro,a pelagem branca,os olhos frozes,
um quebra-cabeça que eu sofria para montar.

'Sai dela!'.A voz de Aziel erá ouvida,só que de longe,antes uma sombra,agora quebra-cabeça de partes de seu corpo.'Ouça isso:Estou me reconstruíndo,vou deixar a criança
nascer,ela não é minha,não é de minha prolé!Muito menos da sua!Você querendo ou não,vai ser meu próximo templo!'.Tinha ouvido isso nitidamente,o que fez meu corpo os-
cilar,tremever a expulsando,os gritos de Aziel não cessavam-Redenção!Me ajuda!-Pude enchergar,minha visão voltou.

Foi como se esmero de peças e mais peças viessem a mente.O animal,a caça,o banho em sangue,o que pensar?Céus,eu sentia dores por todo meu corpo.Consegui me mo-
ver,me mantive de lado,minhas mãos servindo como apoio,senti quando a força de Aziel me preencheu por algo,uma vitalidade deliciosa-Meu deus,é ela,Redenção,pode ser
ela,o que Isabel me disse-Redenção estava mais preocupado com outra coisa do que com isso.

'Sim,pode ser,mas deixa eu agir,por favor'.O ouvia claramente,terrível,eu sei,terrível,só com a permissão de Redenção e que Aziel conseguiu seguir,ele que parou a minha
frente,deixou seus braços deslizarem pelos meus ombros-Aziel,vamos embora,vi o bastante,o bastante-Ele me fitava guase não entendo nada-Sei que aquela menina e minha
parente,a conheço pessoalmente,ele vive nos tempos atuais,mas aquele homem moredo,quem e ele?-O fitei,as palavras de Isabel não paravam de me vier a mente.

-Suspeito,mas falta-me saber definitivamente-Brami sentindo dores e lapsos pelo corpo,ele me ajudou a levantar-me-Tudo bem,vamos embora,basta por enquanto-Lembro
de termos quardado tudo,de termos ido embora depois disso,de termos chegado em casa e eu entrar em um estado catatônico de tristeza.Sozinha na manhã seguinte,apro-
veitando o momento que Aziel estava no quarto,me deparei conversando com Redenção no salão.

-Redenção,pode ser,estou com medo,nunca me senti tão ligada a algo,o que Tia Isabel disse,isso não me para de vir a mente-Ele me fitou,de pé a minha frente enquanto
eu jazia sentada na poltrona estava.Tinha vestido uma linda túnica de cor vermelho escuro,a faixa negra de cetim ajustada a minha cintura,meus cabelos penteados,usava
sandália delicada-Lilith,aquele animal e maldito,senti raiva,não vá a procura daquilo,muito menos dê atenção ao que Raquel e seu parceiro lhe falaram no passado-Cético a
sua pessoa agia.

Unisono,eu sei,mesmo assim,de se pensar.Ofeguei voltando a pensar.Sofria para colocar meus pensamentos em ordem,para que tudo voltasse a devida ordem.Ainda esta-
va para ter momentos melhores,pensei.Se fosse o que pensava,e que eu devia esperar muitas encrencas pessoais.Foi nesse momento que lágrimas me vieram a mente,eu
senti aquele rancor me tomar o coração-Se for,e que o destino foi maldito comigo e Aziel,como supostamente podemos estar envoltos nessa mesma encruzilhada?-Brami a
ter pensamento aberto.

Lembro dele ter descido,ele ainda tentava se recuperar do que tinha acontecido na noite anterior,céus,tudo ainda era nitido demais-Lilith,por favor,desculpe,eu fui imprudên-
tem em ter lhe pedido isso-O olhei ao sentar-se no sofá a minha frente,a mesinha de centro entr eu e ele-Não!Só que!Aziel,deve entender algumas coisas de mim,querido eu
estive pensando,sem querer estamos em uma encruzilhada-Ele ofegou,deixou-se olhar para a varanda.

-Querida,Kalawina,vê-la naquele momento,isso,isso me assustou,eu,eu! Céus Negros! O que isso quer dizer!?-Ele rompeu as palavras ofegando,depois delizando os dedos pe-
los cabelos,me fitou novamente,a camiseta vermelha lhe caia bem junto com a calça justa da mesma noite passada,a bota também,o anel cintilando em seu dedo anelar-Olha,
o que pensa?-Quis saber,eu ri bruscamente,secamente.

-E se eu tivesse alguma ligação com aquele animal?Com tudo isso?-Ele foi tomado por uma frieza de assustar-Não importa o que seja,já caminhamos o bastante para que eu
e você,possamos desistir,correto?-O olhei,eu ri secamente-Temo que eu possa ser seu perigo Aziel,diante de tudo,eu já não sei mais o que pensar,viu?-Ele se levantou vindo
ajoelhar-se a minha frente,beijou uma de minhas mãos.

-Não,não és Lilith,se for,e que eles foram malditos em lhe transferirem tudo isso-Eu ri secamente,o fitei,seus olhos verdes clareados pelo dia,pensei nesse momento.Desejei
poder lê seu coração,mas impossível-Entendo,eu...Bem! Tudo que sei e que te adoro,só isso-Ele se silenciou,veio a quietude,e sabíamos que o passar do dia seria terrível,eu
sei que seria assim.Tudo que eu pedia e que o entendimento viesse por completo.

A noite veio,eu e ele estavamos dormindo,deitados sobre a cama,seu rosto pousado atrás de meu ombro,não esqueço daquela mania que ele tinha em se grudar a mim,seus
braços me envolvendo daquele modo.Sei que a sede me ardeu na garganta,eu estiquei meus braços para frente,Aziel sonolento se moveu de lado,a noite estava fresca,mara-
vilhosa,isso sim,uma quietude necessária para mim.

Levantei-me,peguei meu roupão de seda sobre a cama ao lado de Aziel,o coloquei por cima de minha longa camisola tão macia,a cor violeta sublime,ofeguei.Entenda isso:Eu
quase desmaei pelo momento que viria a seguir:Eu,a cansada,a desgastada,a temerosa nesse momento,depois de tudo,segui pelo salão,segui para a linda sala,quando na co-
zinha eu senti algo me tomar.

Eu peguei a garraga de água bem gelada!Enchi o copo de vidro transparente.Segui pela sala,mas algo me impulsionou a olhar para trás.'O que faz aqui?Maldita,passei momen-
tos com ele,maravilhosos,aqui sabia?'.Minha mão que segurava o copo tremeu,eu segui em direção a porta,minha mão livre tremia ao pousar sobre a maçaneta.Foi quando eu
movi,a porta se abriu com meu puxar.

-Boa noite,e pleno início de madrugada,estou aqui-O irmão dele me falou essas palavras como trovões,ele que se virou ao se encostar na murada delicada da varanda tão linda.
-Eu maldita?Por quê?-Quis saber,ele andou a frente,eu fui impulsionada a andar para trás,seus pés batendo pesadamente no piso,ele entrou em passos pesados,mas lentos,ele
tinha vindo,ele pensava ao me fitar.

-Por tirar-nos algo tão especial,por provocar pavor na família dele,minha família!-Tudo que sei e que o grito dele reverbou pela sala,eu cai sentada no sofá,eu o olhava perple-
xa é envolta em pavor.Fitava a figura do irmão de Aziel:Um ser com cabelos loiros é lisos pentados é amarrados para trás,algumas mechas a frente do rosto pairando acima
dos ombros,sua camiseta branca deixando os braços desnudos,a calça justa,a bota pesada negra devido ao frio-Vamos,estou aqui,ele está lá em cima?-Perguntou.

Sentou-se na poltrona.Ele moveu seus olhos para algo,seus lábios se alargaram ao ouvir passos vindo da escada de mármore-Lilith,o que veio fazer uma hora dessas?Céus,di-
ga aonde está-Ele arqueou sua sobrancelha-Finalmente-Disse ele baixinho,o irmão dele,ele que fitou Aziel ao terminar de descer a escada,seus olhos cinzentos brilhando por
algo,ofeguei-Aqui Aziel-Brami para ele,Aziel perplexo com o que olhava-Você vai voltar!Vai sim!-Gritou Hyarian ao se levantar em passos apressados,Aziel correu pelas escada-
das em direção ao salão,segui os dois,Aziel tombou para trás quando Hyarian entrou,o fitava-Não falei para me seguir,maldito!-Aziel gritou,sabia que Aziel tinha medo de algo,
mas não disso,de uma pessoa,ele tremia,tinha a angustia em seus olhos.
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Ana Nery
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Dom 8 Ago - 11:36:20

Bem,o que eu podia esperar diante de um momento como esse?Nada mais,nada menos do que virtudes descontroladas dos dois.Aziel tentou se levantar,impossível ao
tentar.Seu irmão que se apressou em pousar o pé sobre seu corpo-Aziel,por favor,não brinca comigo,não seja rebelde é despretencioso quando se trata de mim-Isso
era um ameaça?Eu não sabia,só sabia que algo muito errado podia acontecer nesse momento.Eu senti o impulso de me colocar a frente dele.

Foi nesse momento que ele me fitou movendo seus olhos em minha direção-O que há?Acha mesmo que minha pessoa está de brincadeira?-O arquear de sua sobrance-
lha foi pura humilhação para mim-Me solta,mandei me soltar!-Aziel usava de sua força,ele que moveu suas mãos em direção ao pé dele-Deixa ele,acho que não e tão di-
ficil compreender-Brami envolta em revolta,por que sentia.

-Hum...Olha só,uma andarilha mimada que mal sabe do que estou querendo dizer!-Céus,tudo que vi foi vultos quando sua mão disparou sobre meu rosto,a dor foi como
barras de ferro me quebrando a cabeça.Cai para trás,isso me deixou ofegante,por que foi um tapa anormal.Quando ele se curvou pegando Aziel pelos ombros,tive que
pedir ajuda-Redenção!Por favor!-Gritei enlouquecida.

'Como desejar'.Acho que não esperava aquela impassividade de Hyarian-Parada,mande-o para cima de mim e juro que mato ele!-Céus,como poderia resolver essa situa-
ção?Aziel ofegava sem ar,isso por que Hyarian exprimia a garganta de Aziel-Por favor,você seria louco ao estar fazendo isso,e sabe disso!-Bramiu ele rouco,sentindo a fal-
ta de ar lhe tomando.Isso fez Hyarian pensar por alguns momentos.

Ele pensou.Mas nesse instante Redenção já tinha esperado demais para resolver essa situação.'Acho que tudo está bem claro,correto?".Ouvi ele falar antes de partir para
cima de Hyarian-Maldito!-Ouvi ele gritar,ele que tombou para trás largando Aziel,ele que caiu ao chão rolando para o lado do sofá do salão da casa-Lilith,acho melhor sair,
e uma situação que eu mesmo tenho que resolver-Bramiu ele ainda jogado ao chão,os gritos de Hyarian eram ouvidos.

-Céus negros,por favor!-Pedi suplicando,ele tomou ar,pode se levantar,tossiu algumas vezes,será que seria o bastante?-Vai embora!Vai embora e leve meu recado! A de
que não vou mais voltar!-Ouvi ele bramir alto-Tira ele de cima de mim!-Hyarian é forte,plenamente forte,isso me deixou espantada,ele que falava ao se manter deitado pa-
ra cima,os braços curvados em proteção-Ah,anjo-demônio maldito!-Ele jutou alto,o que me fez ofegar-Merda!-Não adiantava.

Vidros foram racharam nesse momento,isso pela imposição de força de Redenção,Aziel tinha empurrado Hyarian para trás-Está ententendo?Já tinha lhe dito,agora entenda
e leve meu recado!-Gritou ele novamente,Hyarian o olhava perplexo,tomado de algum tipo de angustia-Aziel é isso mesmo que quer?Nada do que viveu naqueles anos signi-
ca algo para você?-Aziel caminhou a frente,olhava Hyarian agora ferido no braço,ele que lambia o ferimento provocado por Redenção.

-Já disse,mas acho que não compreende que não sou mais aquele menino acuado,correto?-Isso fez Hyarian parar,abaixando o braço ele voltou o olhar ao irmão,tive vonta-
de de andar a frente-Pelos Deuses,isso e fantasia!Vai morrer,está desprotegido!Não sabe do motivo,pensei que entendesse!-Pensei que ele iria partir para cima de Aziel no-
vamente,mas não,ele ofegou tomando ar,deslizou os dedos de uma das mãos pelos cabelos,depois falou.

-Não sabe do que sinto,correto?Do que nosso pai,sua mãe estão sentindo,não sabe do desespero que eles sentem,que os açola,se fala que não é mais aquele menino que eu
vi,por favor,deve entender-Isso fez Aziel pensar,eu mesma ofeguei nesse momento,foi nesse momento que Redenção apareceu atrás dele,o olhei,Hyarian olhou para trás por
alguns momentos-Maldito,viu?Maldito!-Não pensei que ele tivesse força para isso,mas teve!

Ele que estendeu a mão direita a frente impondo uma emanação de força terrível,força espectral bruta-Céus alados!Ele vai matar Redenção!-Eu corri,passei por ele descendo
as escadas-Redenção!-Ouvi os passos de Aziel-Seu indiota!Ele é importante para ela!-Hyarian sofreu para falar-Pensei em minhas palavras-Ouvi ele dizer,quando na sala de re-
cepção senti a presença de Redenção vindo do lado de fora.

-Querido!?-Gritei por ele,eu chorava,chorava muito,meu medo era real,quando o vi gemendo ao chão sobre o gramado do jardim,cai em prantos-Está bem?-Perguntei,Reden-
ção gemia com profundidade,ele se manteve sentado,em segundos Aziel e Hyarian apareceram do lado de fora,Aziel se apressou descendo o vão da entrada da varanda,ele a
fitar Redenção-Céus-Bramiu ele.

Redenção não esperava por isso-Acho que não esperava por essa-Bramiu redenção,Hyarian parado,sentado a beira do vão de entrada da varanda,seus olhos cinzentos quei-
mando Redenção,nunca pensei que ele passaria por algo assim-Desculpe Lilith,mas não esperava por isso-Disse ele-Não querido,fique calmo,eu e que fui imprudênte-Isso fez
Aziel atenuar os olhos,não demorou para Redenção se levantar,mesmo tonto ele queimava Hyarian da onde estava.

-Não falei que iria brincar seu anjo-demônio de merda,tua dona é a responsável por isso!-Disse ele ao levantar-se,isso fez Aziel se precaver,acho que o medo de algo pior a-
contecer o tomou,sabia que Aziel podia ter medo,mas não por uma situação dessas-Para!Por favor,para!Não sabe o que está fazendo-Hyarian o olhava,Aziel subiu o vão da en-
trada da varanda,o fitou por alguns segundos.

-Parar!?Essa vadia destruiu tudo!Todos os planos que tinhamos para você!Indiota!Irresponsável!-O tom de voz de Hyarian foi tão amedrontador que isso fez meu coração ba-
ter com força,mesmo assim,mandei Redenção ficar aonde está-Ele é indescente memso,viu?-Bramiu ele,o olhei de lado,coloquei um de meus braços a frente esticado de lado.
-Não vá,deixa ele tentar resolver isso-Ele ofegou,Aziel e Hyarian continuavam discutinto-Sabe o que tens que falar para eles,correto?-Concluiu Aziel.

-Céus alados,isso e loucura!-Respondeu Hyarian-Aziel o fitou seriamente,isso quando Hyarian desceu em minha direção-Não faça nada,não tente levantar um dedo contra ela-
Bramiu ele,encarei Hyarian por longos segundos que me pareceram eternidade-Por que ainda continua protegendo essa mulher?-Aziel riu secamente,vi por trás como ele man-
tinha suas mãos fechadas em punho,que noite!-Não percebe mesmo,maldito,não encherga com teus olhos,e olha que és o que é!E mesmo assim,tão cego como uma andorinha
do mar-Bramiu Aziel.

Hyarian voltou-se para ele o olhando-O que quer dizer com essas palavras,seu mimado?-Andou a frente,encarou Aziel de baixo para cima,já que ele estava na varanda acima
do vão da entrada-Nunca pensei que fosse tão imprudênte,seco como pedra,era de se esperar-Respondeu Aziel,Hyarian o fitando incredulo por isso-É,realmente mudou,nada
mais resta daquele garotinho de anos atrás,me surpreende Aziel-Aziel riu de lado,cruzou os braços por alguns segundos,encostou-se na coluna da varanda,eu me direcionei a
ele,Hyarian atenuou seus olhos-Seja claro,não minta para mim,ainda temos um vinculo de sangue correto?-Aziel riu novamente,eu pensava.

Fitei por alguns segundos Redenção atrás de Aziel-Não soube,mas agora saiba,ela será mãe de minha filha,está entendendo?Ouviu claramente,não seja indescente!Mas se for
sua vontade!Vai lá! Fale isso a todos,faça,e sei que eles vão me procurar,me matar!Que me matem!Já não estou disposto a mais nada disso-Isso fez Hyarian perder o ar,isso o
fez ficar tonto,muito óbvio.O olhei,depois olhei Aziel,ele que apontava o dedo para Hyarian.

-Calma querido,não e necessário,sei de minha responsabilidade-Ele me olhou perplexo-O que?Defende ele?Esse ser seco de vida?Que nasceu morto para o mundo?-Eu deixei
o silêncio vir,Redenção nada fez,eu só queria que isso parasse-Sabe que o amo,mesmo agindo desse modo comigo,maldito,pisa em cima de meus sentimentos!-Gritou O irmão
de Aziel,ouvia atentamente-Em pensar que entreguei grande parte de mim a você,mau agradecido-Bramiu Hyarian ao se aproxima.

-Não suba!Não e bem vindo aqui!-Isso fez Hyarian recuar,parou o fitando-Ligue para sua mãe,seria o melhor a fazer,ouça da boca dela,o desespero dela,ela está mau,muito
mau Aziel,ela não entende,não sabe da frustração dela,maldito és,amaldiçoado serás!-Aziel se manteve quieto por alguns segundos,eu me coloquei atrás dele,deixei minhas
mãos pousarem aos seus ombros-Vamos entrar,sabe que não tem que ficar aqui discutinto essas coisas-Ele tinha ouvido claramente.

Mas pensava no que Hyariana acabará de falar sobre sua mãe-Sabe que ela e tão frágiu como as flores,sabe que o que estou falando e verdade-Disse Hyarian,Aziel ofegou.
-Brinca com meus sentimentos,não tem esse direito-Bramiu Aziel-Sabe qual e o problema de vocês?Não se reconhecem nesse mundo,não recenhecem vosso lugar-Isso fez
Hyarian gritar em resposta-Vou matá-lo!Ah,se vou!-Disse ele ao avançar.

-Tenta!Tenta e verá,não estou brincando!-Gritou Aziel quando Hyarian subiu o vão da entrada da varanda-Ligue para ela,por favor!Fale com ela,nem que seja por alguns se-
gundos,por favor!-Pediu Hyarian angustiado-Hyarian sabe o que tem que dizer,e quando minha filha nascer,por favor!Não tente vir,desprovenha ela dessas coisas,não quero
ela envolta nessas orgias pecaminosas,não como as que vivi e ando vivendo-Hyarian estava seco,seco de palavras.

-Vai fazer o que pedi,não e?-Disse ele angustiado,eu estava prestes a entrar,Aziel o fitando de pé,Hyarian a sua frente,céus,uma cena que me provocava dor na alma,sentia
a frustração de Redenção.'Admito,lamento por esse garoto,Aziel sofre,viu?'.Eu ofeguei erguendo uma das mãos ao meu peito.'Ah,e como'.O respondi por pensando,Aziel ain-
da tentando conversar com Hyarian,ao menos a apasiguação tinha chegado,o que me fez feliz por alguns momentos-Eu te amo,nós o amamos,Aziel,saiba que mesmo com a
sua decisão,estamos presentes-Aziel o encarava.

-Será mesmo?Meu querido,será que existe algum sentimento nesse coração?-Hyarian o olhou,ofegou profundamente antes de continuar-Olha,não sei,eu simplesmente não sei,
tudo que sei e que me desespero,te amo da mesma forma que eles,mas com maior profundidade,acho que se acontecer algo,eu...-Ele rompeu as palavras,temeu continuar,ele
não queria pensar em nada disso.Sentia a força de Redenção voltar,ele que se recuperava lentamente,docemente apesar de frustrado.

-Não pense nisso seu canalha,me humilha com isso-Bramiu Aziel,ele que deslizou a mão sobre os cabelos os jogando para trás-Quero e vou viver por muitos anos,e minha pre-
tenção-Hyarian ofegou-Aziel venha comigo,por favor,quer levar a ela?Leve!Mas venha comigo!-Pediu ele novamente,Aziel riu secamente,acho que a impulsividade de erguer as
mãos ao rosto de Hyarian foi imediata.O que me assustou,por que temi que Hyarian bastisse contra ele.

-Não posso,não vou,vá embora,até lá é deixe claro,tudo que disse aqui:Não vou criar Samantha nesse mar de nada,jamais,não quero isso para ela,Hyarian!Deixa ele morrer,se
ele quiser que morra,mas eu não quero,e isso que aquele pai maldito deve saber-Hyarian ofegou,ele queria morrer nesse momento,mesmo assim,suportava-Ligue para ela,vai
ligar!?-Bramiu ele raivoso,isso por que ele sabia que a batalha tinha sido perdida,mas e a guerra?

Isso a gente não sabia,mas que um impasse tinha se tornado real nesse momento-Não sei,não sei,eu não sei,mas quem sabe não nós vemos futuramente,por esses anos a fren-
te correto?-Hyarian se silenciou,voltou a falar novamente-Sabe que não será possível,sabe disso-Aziel riu bruscamente em meio a revolta-Maluco!Veja por si,olhe por si e saberá
a resposta-Se silenciou,os dois naquela troca de olhares terrível,o que fazia Aziel e Hyarian se angustiarem ainda mais.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Dom 8 Ago - 12:50:14

Ainda estava para nascer um ser que mexesse com Aziel,como Hyarian,isso eu percebi claramente,assenti me silenciando,esperando com que os dois conseguissem
se acalmar-Ligue para ela,lhe peço novamente,ela não merece isso,por favor,ela não merece-Aziel pensava profundamente,não esperava que isso lhe provocasse o
pressentimento de algo-Ela está lá,Aziel,a sua espera,entenda e guarde minhas palavras-Aziel o fitava,nesse momento foi Hyarian moveu suas mãos com firmeza ao
rosto de Aziel-Por que me fala isso?-Hyarian ofegou.

-Por que ela é humana,apesar de ser o que é,ela o ama,ela e sua mãe,ela lhe deu a luz,foi ela que sofreu com dores ao lhe trazer ao mundo,acho que ninguém nesse
mundo sofreria mais que ela-Se silenciou,alternou os olhos entre eu e Redenção,depois para Aziel-Nem mesmo ela ou eu,é sabe disso-Aziel ofegou,seus olhos chamus-
cados de uma mágoa profunda,mas passaria,assim,eu esperava.

-Posso ir embora sofrendo,mas saiba que estarei disposto,Aziel sempre estarei lá,por favor!Mesmo nessa situação,saiba que vou estar naquelas Terras,que pode ir lá
a hora que quiser-Aziel ofegou por alguns momentos,ofegou para depois falar-Vá embora,e o melhor que tens a fazer,leve minhas palavras com você,diga a mamãe o
que peço,mas caso queiram saber,e vontade de vocês ficarem afastados,e vontade de vocês,virem ou não,mas saiba!Minha situação é delicada-Hyarian se afastou,sen-
ti a vontade de Aziel em entrar,fechar as portas e pensar no que faria.

Foi nesse momento que ele o fez,eu que estava prestes a entrar,me espantei com a coragem de Hyarian em segurar com força a mão direita de Aziel-Me solta!Estamos
entendidos,correto!?-Bramiu ele,ele se sentia irritado com isso,muito isso irritado-Acho que ainda não,não antes de nós despedirmos da forma que eu quero,eu te amo,e
só isso-Falou com força é em alto tom,Hyarian-Me solta!Siga com sua vida,por favor-Bramiu Aziel raivoso,severo,mesmo assim,não o bastante para evitar aquele ascos,a
bravura de Aziel-Calado seu mimado-Bramiu ele.

Acho que tudo que Aziel não esperava era pela atitude desesperada de Hyarian antes de ir,aquela força o sacudindo para depois o beijar da forma que o fez,acho que eu
tive vontade de desmaiar,eu fiquei tonta nesse momento-Me ajuda Redenção,me ajuda-Brami tentando me apoiar na base da pora,ele me ajudou,deslizou seus braços em
minha volta.

Aziel mantinha os olhos abertos,enquanto isso Hyarian forçava aquele beijo sanguínolento,vi a saliencia de gotas de sangue virem pelos lábios de Aziel,foi quando Hyarian
o largou ao chão,Aziel que ficou bramindo baixo algumas palavras de desespero-Maldito,maldito,maldito,maldito-Sussurrava ele em prantos,jogado ao chão,fitando Hyarian
espantado é amedrontado-Vai embora,já falei!-Sussurrou Aziel angustiado,a voz roupa por causa do choro que vierá com toda força.

Hyarian se retirou,ele que caminhou pelo gramado,ele que se direcionava ao portão,seus passos ecoando pela quietude da noite em Paris,eu me adiante para ajudar ele,o
olhava-Querido,venha comigo,vamos entrar-Aziel não se conformava-Ah,por favor!Não queria isso,isso não!-Bramiu ele ao ser ajudado por mim e Redenção-São malditos,
agora entende?-Eu me mantive quieta,eu estava assustada o bastante por tudo isso.

Fechei a porta ao entrarmos,quando Aziel sentou-se,ele que chorava muito-Ele sabe como pisar em mim,ele pensa que aquilo foi verdadeiro,o que vivi com ele ao estar lá,
ah,céus!Como ele se atreve!-Bramiu Aziel,me sentei a sua frente na poltrona,ele tentava retomar o controle,seus dedos da mão esquerda deslizando pelos lábios mancha-
dos de sangue-O que ele é?-Perfuntei.

-Um maldito,isso sim,se acha que vou...-Ele rompeu a palavra sabendo que eu ia falar-E se fosse melhor você,ligar?-Brami o fitando-Ah,não seja tola,não dê ouvidos ao que
um marginal nato como ele,fala-Respondeu-me,eu ofeguei,tive a coragem de pegar o telefone até então em cima da mesa de centro-Vamos,não tem nada demais,correto?-O
seu olhar foi cético,imediato-Para,por favor-Bramiu ele.

Eu lembro de ter ido pegar um lenço para ele,o fiz em minutos.Quando voltei para sala,ele tinha tomado a coragem,a iniciativa de saber do que Hyarian tinha falado.Lembro
de me sentar ao lhe entregar o lenço.Ele limpava a boca,eu ouvia o som da chamada.Ele sentiu raiva-Ah,por que estou seguindo suas palavras?-Falou ao me olhar por alguns
segundos.Me mantive silenciada,rompi a quietude o responder.

-Por que mesmo Hyarian sendo abusado,eu acho que ele tem razão-Brami,ele deslizava o lenço sobre a borda da boca,seus olhos turvos,tontura ávida,com a outra mão ele
segurava aquele maldito aparelho telefonico moderno é sem fio-Céus-Bramiu,e do nada alguém atendeu do outro lado da linha,ele se espantou,se espantou de verdade,ouvi
uma voz de homem,aveludada,doce,adocicada como toque de seda.

-E você,Aziel?-Ele tremeu,tremeu por inteiro,ele fechou os olhos segurando o lenço na outra mãos,gotas de sangue no macio tecido-Ah,sim,sou eu Louis,mamãe está?-Houve
um silêncio desnorteador,terrível do outro lado-Sim,mas deve estar ocupada,mas admito,ela está doente,definha com tua IRRESPONSABILIDADE,sei irmão esteve ai?-Aziel de-
morou a ter coragem de responder.

-Ah,sim,esteve e guase destroi minha casa,minha vida!-Gritou ele ao levantar-se,continuava limpando a boca,bramindo pelo telefone,eu ouvia,isso tinha me deixado tranquila,
o motivo,nem eu entendia,viu?-Olha Aziel,não sei o que ele aprontou ai,mas foi de pedido de seu pai,ele está puto com você,ele te condena,viu?Puxa!Não seja descordia,muito
menos irresponsável,por que está sendo-Aziel esperou,com isso respondeu.

-Mamãe,quero falar com ela,não com aquele infeliz-Ah,que resposta-Tudo bem,tudo bem,mas tenha calma com o que vai falar-Aziel ofegou,estava tão impassivo que eu tive
que lhe lançar um olhar de reprovação-Está vendo?São loucos-Brmaiu ele colocando a mão no telefone,na parte de baixo-Cale-se!-Pedi em reprovação,quando ele percebeu
que sua mãe tinha sido chamada,ele esfriou,definhou ao sentar-se.

-Aziel!Clamo para que volte!Por favor!-Ele ofegou sabendo que era de se esperar-Aquele maldito esteve aqui,sabia?Acho que já sabe o que mandei ele falar-Ela ofegou,houvi
o ofegar do outro lado da linha,baixinho,mas nitido como véu-Aziel,volte para casa,por que isso?-Aziel riu secamente,terminou de limpar os lábios-Não mande ele mais aqui,fa-
le para aquele maldito que me proveu que me esqueça,não seja irreponsável de se comportar daquele modo-Ela se manteve silenciada por alguns momentos.

-Hum...Não sabe do que ele e capaz,não sabe da loucura que ele e capaz,e isso que tendo evitar,Aziel se ele colocar as mãos em você,antes deu o vê,sem eu estar ao seu la-
do,céus,lamento-Ofegou ela,Aziel não entendia isso,mas lutou para compreender-O que quer dizer com isso?-Bramiu Aziel,ele que pensava,chegou a olhar para mim por alguns
momentos-Não sei,não sei!Mas tudo que não esperava era ele sumir a sua procura!-Sussurrou ela impassiva.

-Ah,como esperado-Tudo que não esperava era aquele barulho,alguém chegando-Estou aqui,acho que está complicado lhe dar com ele-Bramiu essa mulher,Aziel se espantou
nesse momento,ele que houvia atentamente-Calma!Sabe mesmo?Como assim?-Bramiu a mãe dele do outro lado,Aziel espantado,boca anberta,paralisado diante do momento.
-Céus-Bramiu ele-Quem está falando com você?-Disse aquela mulher-É,ninguém!Louis saiu,certo?Vai até ele?-Silêncio.

Eu estava perplexa-Ele destruiu tudo na sala,entende?Descontrolado,aquele irresponsavel vai provocar uma guerra caso não encontre ou aconteça algo com Aziel-Perplexidade.
O que isso significava?-Tudo bem-Bramiu a mãe dele,houvi um sentar,depois a mãe dele voltou a falar com ele-Olha,estou mau,mau mesmo querido,mas ouça minhas palavra,
pense,sabe como falar comigo,sou quem sou-Aziel não soube responder-Querido?Querido?Me respon...-Aziel deslizou na hora-Meu deus!-Gritou ele aterrorizado.

-Aziel!Como assim?-Disse ao me levantar,ele colocou o telefone no suporte,saiu pela porta,ele caminhou em direção ao jardim aos fundos da casa-O que isso significa?Que eu
estou encrencado,muito encrencado!-Gritou ele,céus,ele da calmaria ao desespero total-O problema dele e que pensa que sou própriedade dele!Enlouqueceu!-Falava de seu
pai,mas por quê tanto receio?Pensei.

Ele desceu a escada,abriu a porta,entrou naquele lugar tão amedrotador.Lá estava o altar,o circulo,o alto sinal acima sobre o teto do sotão-Quero morrer!Forças invisíveis,eu
quero morrer!-Gritou ele-Aziel para com isso!Por que tanto medo de seu pai?-Perguntei,ele nesse momento ergueu de imediato as mãos aos ouvidos,foi quando do nada veio
o barulho metalico que me fez abaixar da mesma forma que ele.

-Céus!-Gritei.'Tupãn,me ajuda,sabe o que fazer,mantenha-o afastado!-Gritou ele ao olhar para aquele algo a sua frente,ele se recompos rápido,era o mesmo ser que tinhamos
visto-Aziel,eu posso,mas...-Ele parou,Tupãn me fitando,depois ao Aziel-Sabe que não será nada fácil,estou liberto,sou o que sou,mas tenho uma pessoa que me controla,sabe
quem é-Aziel rugiu lhe apontando o dedo indicador,eu corri para trás dele,o sacudir-Não peça nada,nada!-Gritei pedindo.

-Não me importa!Estou aqui ou não me chamo AZIEL! Mate-o se possível,mate até a irmã de minha mãe,mas mantenha ele afastado!Não sou templo de ninguém,ninguém é o
meu dono!-Nunca vi tamanha fúria em uma pessoa,terrível lembrar-me da forma e ódio com que ele fez isso.Tupán o olhava,braços cruzados,olhos passivos,delicados-Tudo bem,
filho,mas quero que se lembre que não será fácil-Aziel riu secamente,sentado-me ao chão,aquela dor que o tomava,isso me pertubava de verdade.

-Não importa,só não quero que ele esteja aqui para me roubar tudo que tenho-Tupãn ofegou,docemente olhou para o alto-Ah,céus,já vou Deusa,já vou,tudo bem,tudo bem-
Disse ele por fim,depois sumiu,foi nesse momento que Aziel desmaiou por completo-Tupãn!O que aconteceu?-Nem uma resposta,Aziel apagado em meus braços,ele que se
deixou apagar por completo,eu deslizei uma das mãos por seu rosto-Céus,céus!-Gritei.

-Querido,fale comigo,fale comigo!-Pedia,nada,nem um sinal vital,foi um momento em que minha alma entrou em GELO total,que eu senti o frio do medo me tomar,isso tinha
pertudo tanto Aziel que lhe tirará aquela vitalidade,isso devido ao cansaço imediato-Céus,céus-Brami novamente,eu o beijei por alguns momentos-Querido,isso foi...-Parei de
falar,nada mais eu podia fazer,esperaria ele acordar ou quem sabe o levaria para o quarto.

Esperaria.'Encrencado'.Essas palavras ditas por ele reverbavam em minha mente a todo momento enquanto o segurava de lado sobre o colo,ele sentado de lado,o cansaço a
lhe tomar,o ofegar,o suor escorrendo ao lado do rosto,inesperado.O tempo passava,e tudo que fiz foi me deitar o acolhendo,ele gemia de dor por alguns momentos,tinha sido
demais para ele.Eu hávia comprendido parte,mas não o RESTO,sendo direta e clara.

E foi assim.Tudo que sei e que o calor começou a entrar pelo sotão,a emanação de algo veio,veio e me tomou por completo quando senti.Abri os olhos e lá estava ele senta-
do encostado em uma das paredes do sotão,ele pensava,olhava fixamente para o chão.Me sentei o olhando,mãos ao chão.Amedrontado,ainda estava.Ofeguei,esperaria ele fa-
lar,se pronunciar.Nada ele disse,só pensava.'Encrencado'.Pensava,essa palavra que não saia de sua mente.


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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Seg 9 Ago - 10:37:56

-Acho que ainda precisa se recuperar AzieL-Falei o encarando,foi nesse momento que ele voltou sua atenção a mim,ele pensava profundamente,me perguntei a quanto
tempo sua pessoa poderia estar despertar,ele sorriu secamente para depois me falar-Não sei Lilith,não sei-Respondeu-me,nesse momento algo se tornava impassível,e
sua pessoa sentia isso como vibrações em seu corpo.Sinistro pensei,não que o holocausto fosse inevitável,ele tinha se tornado real quando seu irmão fez o que fez na
noite anterior.

-Tive medo,você apagou do nada,não pude sair,não faria isso-Ele riu secamente,atenuou seus olhos com a maior profundidade possível,isso me fez repensar no que eu
poderia fazer-Magnifico,pensei bruscamente-Desculpe,mas não pude fazer diferente meu amor,tenho que manter meu pai afastado disso tudo,são novos tempos,uma e-
ra que ele lutou para conquistar,mas eu não quero fazer parte disso-Bramiu.

Não tinha se atrevido a se levantar,tudo que poderia fazer era repensar no que fariamos-Aziel,quem são eles?Por que tanta raiva e ódio para com eles?Queria que fosse
claro comigo-Quis saber,eu que tinha cruzado as pernas ao me manter sentada,o que sinuosamente se fez atenuar tudo um momento que eu não esperava que se tornas-
se real.

Ele riu por alguns momentos,seus sedosos lábios se alargaram,ele deixou os dedos de uma das mãos se moverem,sinuosamente pensou para responder,sua voz rever-
bou pelo lugar,sinistro-Teria medo se soubesse?-Perguntou-me em contra partida.Pensie,refleti sobre a questão,o que me fez atenuar meus olhos,sinuosamente minha
pessoa refez os pensamentos,foi nesse momento que o respondi.

-Não Aziel,eu acho que não teria medo-Ele riu novamente,olhou para o teto,pensou,deixou seus lábios se mesclarem em sua maciez-Tudo bem,vou falar,e ouça o que eu
vou lhe falar,não preciso citar nomes,mas és a verdade...-Parou de falar por alguns momentos,o que pensar?Foi quando ele continuou falando,quando ele disparou o que
eu não esperava que ele falasse.Foi doloroso,mas ofeguei absorvendo a questão.

-Eles são imortais,está entendendo?Bebedores de sangue da alta patente,digo ELITE,essa e a verdade Lilith-Meus olhos se esbugalharam,pensei e lembrei do que houvi a
tantos anos atrás da boca de Redenção.'Ele não mente,mas queria muito saber quem são esses imortais'.Que voz Redenção emanou,mas compreendi,ainda olhava para o
Aziel,o que me fez sentir-me feliz,tomada de algo,apesar da angustia.

-Bebedores de sangue,é isso?-Aziel riu,deixou-se deslizar as mãos pelos cabelos sedosos,lisos e ruivos,um jesto que me fez atenuar o olhar-Isso mesmo,não posso falar
muita coisa,Lilith,tudo que sei e que estou fugindo de tudo isso,não me encontro naquele lugar-Compreendi,ofeguei aceitando essa verdade,mesmo sendo doloroso para a
minha pessoa-E como seu irmão,sei pai,eles se tornaram imortais?-Aziel me fitou novamente,pressentiu o que devia responder.

-Olha,Hyarian nasceu imortal,meu pai não,ele foi humano,assim como muitos deles,mas Hyarian e um caso em especial,Lilith,ele nasceu imortal,como?Só houvindo de sua
boca para entender,nem eu entendo tentando explicar.Minha mãe é humana,mas tão bruxa quanto minha pessoa,ela foi capaz de fazer o que fez com meu pai,mas e uma
longa história,meu amor.

-Ah,clarea minha mente e fico feliz com isso,mas sobre ontém!Não precisasa se sentir assim-Ele ofegou,levantou-se nesse momento doloroso para ele,mesmo assim foi ca-
capaz de reajustar seu conceito,seu instinto anormal-Fiz o que devia fazer,só isso,nem um deles e santo,eu falo por mim mesmo,do que passei quanto estive com eles,só te-
nho uma unica coisa:Manter meu pai afastado de tudo isso-O olhei de cima para baixo quando ele parou a minha frente.

-Sim,e claro,e como pretende fazê-lo?Acha que seu o que chamou,consegue?-Ele arqueou a sobrancelha delicadamente,assustador em todos os sentidos,admito-Espero
que possa,se não?Estou ENCRENCADO-Sussurrou ele enfatizando a ultima palavra.Ele esticou a mão,levantei-me a encarar sua pessoa-Aziel não está encrencado,acho e
ainda penso que ir lá,conversar com eles pessoalmente,seria a melhor solução-Ele pensou.

-Será?Não os defenda Lilith,ninguém daquele lugar é humano,muito menos solidário-Ofeguei,quis conversar mais sobre quem era Hyarian-O que viveu com ele?Sabe?No
momento em que me ajudou naquele ponto de trânsito,não posso mentir,que eu vi,sim,o que vossas pessoas aprontaram depois-Ele se silenciou,depois riu bruscamente,
a sensação foi de pavor,eu sei,senti!

-Eu estanha sonhando,sonhando que poderia amá-lo,tê-lo só para mim,como?Nunca vou saber o por quê-Palavras dolorosas,isso sim,foi nesse momento que ele andou na
direção da saída,saímos fechando o lugar,subimos a escada,saímos no jardim aos fundos da casa,a linda oliveira estava lá,o sol frio,mas iluminando o lugar,nós sentamos
a beira do chafáriz quando entramos no jardim principal a frente da casa,as arvores oscilando devido ao vento.

-Lilith,sobre ontém,novamente repito:Não era para ser,o amei,eu admito,tive meu próprio irmão,como amante,estava louco quandoa ceite aquele convite feito em minha ca-
sa,entende?Ele que apareceu depois de três anos,céus,nunca pensei que poderia ser tão enlouquecido,fora de mim-Sussurrous feitos para mim e ele mesmo que fitava a i-
mensa faixada da casa,ofegou para depois continuar.

-Foi atrevimento de meu pai pedir para ele me procurar,me espionar,tudo isso,tentar me persuadir-O som batia como véu sobre seu rosto limpido,jovem,sem marcas de vi-
da-Sobre você,há,como queria que estivesse em meu lugar naquele momento que veio aqui-Ele pensava em muitas coisas,mas mesmo assim,tinha que lutar contra si mes-
mo para não provocar uma loucura.

-Aziel,sobre sua mãe,eu...-Ele me olhou de lado,seus olhos nesse momento se marejaram docemente-Sobre ela,eu ainda estou pensando,mas tentarei privá-la disso,eu acho
que antes de tudo,preciso vê-la,nem que seja em segredo.Sim,claramente que uma pessoa na condição dele pensaria desse momento.Foi quando minha pessoa assentiu não
querendo entrar á fundo nesse assunto tão delicado para ele.

-Ela é a que está sofrendo por isso,uma loucura,eu sei,mas mesmo assim,necessária,desejada,quero minha vida,não quero ser escravo de ninguém,era o que estava sentindo
e o que se aprodundou depois que eu fui até o castelo em Auvergne e me deparei com o animal-Ofeguei novamente-Na viagem,você tinha me dito isso,foi quando passou a se
envolver nessa pequena e doce encrenca-Ele riu secamente,ceticismo puro.

Pensei no que o foturo poderia guardar para eu e ele,foi quando ele me fitou de lado rindo docemente apesar da angustia-Amor,uma família,quero e vou ter filhos maravilho-
sos,e minha pretenção-Eu olhei para o chão,foi nesse momento que corei pensando nisso,olhei para o céu claro,rispido devido a linda claridade azulada,mesmo o frio incomo-
dando um pouco,eu suportava.

Nós levantamos,nós direcionamos para a varanda,entramos na casa,nós sentamos no sofá,ele pensou por alguns momentos,mas será que mesmo assim,essa guerra pessoal
entre ele e sua família continuaria?-Eu espero que não-Bramiu ele captando minha dúvida,sim,era de se esperar,desejar do fundo da alma-Eu não queria passar por isso,mas
se tiver que passar,eu vou passar-Concluiu.

-Sim,mas por favor meu querido,meu sublime acalanto de iluminação de amor e paixão,tome cuidado-Ele riu,eu que tinha me deitado de lado deixando meu rosto se esconder
em seu colo.Foi nesse momento que ele se esquivou,que ele se deixou pairar por cima de mim-Pede uma promessa,e isso?-Arqueou sua sobrancelha em observação,ainda ves-
tido com a calça de dormir predileta,sem camisa,nada disso,de se esperar,correto,Sara?Guardou isso?

Então anote,deixe eu continuar:Ele me olhava,esperava uma resposta-Sim,e claro,uma promessa,uma promessa necessária para me tranquilizar,admito!Antigamente,em meus
tempos de menina,eu houvi sobre os imortais,mas guais estão perto de ti,eu não sei-Ele riu,deixou seus lábios me roçarem o pescoço-Entendo,entendo,um dia saberá de tudo,a
minha promessa e essa,deizemos Samantha nascer,vir ao mundo,quando eu estiver com mamãe,eu lhe levarei-O olhe,minhas mãos pairando sobre seu rosto.

-Será que seu pai vai entender?Se ele não entende agora,por quê depois?-Ele riu docemente,estar comigo ao menos lhe trazia paz e controle,foi o que sussurrou ele me meus
ouvidos-Temos e construíremos algo importante,isso ele querendo ou não vai ter que aceitar-Compreendi,foi quando ele me apertou com força atrás da cintura,sobre minha si-
lhueta,suas mãos que deslizaram pelas beiradas de minhas costas,silhueta para finalmente pousarem sobre meus ombros.

-Não cometeria uma loucura,mas eu te amo,e como disse,e tudo que sei,o resto nem eu entendo-Espanto!O que me fez rir,cobrir seus lábios com mais cálidos beijos.O silêncio
veio.O dia seria ao menos de PAZ,era o que eu esperava depois de tudo.A noite veio,início de noite importante,por quê?Veja por si!Eu estava sentada sobre a mesa da varanda
do salão no segundo andar,eu tinha um dos laptops a minha frente,tinha tomado um bom banho,escolhido um momento maravilhoso para jantar e finalmente me encontrar nes-
se momento.

Eu tinha escolhido uma linda saia de cetim em cor negra,uma camisa de cetim em cor branca,uma sandália delicada de salto,acho que iamos sair,mas eu esperava a resposta
de Aziel para saber o que aconteceria.A noite estava fresca,o vento e brisa pairando pela varanda a entrar no salão iluminado.Eu digitava no laptop,estava a procura de algumas
informações a respeito do que devia mostrar ao Instituto.

Claro que dei notícias,o que jamais poderia deixar de fazer.Foi quando nesse momento houvi algo nitido,um gemido como se fosse berro,da onde eu não sabia,mas sei que
a sensação de espionagem me tomou nesse momento.Holocausto.Eu tirei os óculos por alguns momentos,delicados,lentes tão fininhas é brilhantes!Adaptados para leitura.O
que eu precisava diante de minha situação.

-Mas...-Parei de falar,voltei meus olhos para vários lugares nesse momento,arrepios me percorreram o corpo por inteiro,as cortinas oscilaram logo a frente,eu pensei,mas a
curiosidade me tomava-Nossa,só me faltava essa-Brami.Curiosidade alheia para que eu soubesse o que se passava.Houvi passos,quando Aziel apareceu no vão da escada en-
trando no salão,o olhei-Não sente isso?

-O quê?-Quis ele saber,ele que me olhou estranho por alguns segundos,ele me fitou,eu me levantei ao desligar o Laptop.Entrei no salão.Deixei isso de lado,mas a sensação de
espionagem permanescia.Eu deslizei as mãos pelos seus ombros,ele tinha se vestido com esmero essa noite:Sapatos luxuosos,calça de corte clássico,a camiseta negra por bai-
xo e por curiosidade o sobretudo branco por cima-Vamos,precisamor ir,a Cidade nós espera-Sabia que sim.Foi o que fizemos ao apagarmos as luzes e irmos a sala.

Aziel tirou um lindo pá de luvas negras,tão ajustadas as suas mãos que delineava as curvas dos dedos finos e delicados.Fechamos a porta,as luzes do jardim ficaram ligadas.
Lembro de ao sair eu voltar meu olhar para trás,olhei gradualmente para vê se enchergava algo-O que foi Lilith?-Disse ele ao me fitar de lado,o olhei,tinha um de seus braços
grados a um dos meus.

-Nada,só que me sinto espionada,espionada,entende?-Ele estranhou,foi quando beijou meu rosto-Vamos,esqueça isso por dado momento,depois veremos,preciso de paz até
então ou vou enlouquecer-Sabia que,sim.Saímos pelas Ruas de Paris,iamos andar,comer,passear pela Cidade a noite inteira,mas tudo que entendi e que estava sendo espiona-
da e não me agradava disso.Andavamos pelas calçadas,ruelas,quarteirões,tudo isso,que assim viesse o nosso holocausto e delírio pessoal.


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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Seg 9 Ago - 11:45:36

A sensação não parou por nem um momento desde que saímos.Curioso como as coisas acontecem e mesmo assim,a gente tem que aturar ou suportar tais situações.
Algo não sublime,mas assustador.Eu sei do que passei quando voltamos,eu que chorava horrores ao lado de Aziel dentro do Táxi que nós levava.Ele tinha uma de suas
mãos ao lado de meu rosto-Lilith,o que há com você?-Quis ele saber.

-Eu não sei meu amor,eu não sei!-Brami chorosa,as luzes da Rua passando do lado de fora,o Táxi que seguia em alta velozidade nós levando para casa.Não descrevo
o guase desmaio que eu tive ao saírmos do restaurante.Em pensar que tinhamos tido uma noite tão sublime.Ele se silenciou,se envolveu em sua esperada quietude,ele
que mantinha sua mão ao lado de meu rosto.

-Antes de enlouquecer me avise,por favor-Bramiu ele olhando de lado,para o lado de fora,entendi,eu ri bruscamente apesar de tudo.Foi quando ele deixou-se pensar e
atenuar seus olhos me fitando de lado-Estamos chegando,mas seu estado,céus,basta minha pessoa-Bramiu ele baixinho.Foram alguns minutos para que o Táxi parasse
em frente a nossa casa,ele que fitou o lado de fora por alguns segundos.

-Saia-Pediu ele,ele saiu logo em seguida,eu entrei pelo portão,eu segui pelo jardim,as luzes brilhando em meio a noite,quando entrei atenuei meu olhar sobre a porta.
Me sentei no sofá,ele viria logo em seguida,quando ele chegou me fitou,deixou-se ofegar por alguns segundos-Lilith,o que tem?-Nada,era o que desejava responder,e
sua pessoa não iria aceitar isso,o fitei por alguns segundos,deixei-me falar.

-Me sinto espionada,e isso me irrita-Ele ofegou andando a frente,esticou seus braços em minha direção-Sim,e de se enteder,mas?O que acha que possa ser?-Ofeguei e
ele deixou-se me olhar profundamente,esperava uma resposta-Aziel,aquilo que aconteceu comigo,foi pior do que pensei,pior!-Gritei baixo contendo o tom de minha voz,
o que fez sua voz oscilar docemente ao falar-Ah,sim,compreendo,continue-Pediu gesticulando a frente.

-Não sabe do que senti antes de sair daqui,mas será que entende mesmo?-Ele me fitou gradualmente,sentando a minha frente deixou-se falar-Lilith,eu não sei o que se
passou antes deu descer para saírmos,mas se isso a constrange tanto,fale-Eu ri secamente em resposta,o que o fez ficar sem graça por alguns segundos a frente,isso a
mercê do que devíamos fazer.

-Aziel eu sinto,eu começo a sentir!Acho que aquela maldita,o animal pode ser o que oenso que seja-Ele arqueou sua sobrancelha docemente-Algo ligado a você?Se for e
que o destino e maldito demais,meu amor-Bramiu ele secamente olhando para frente.Sim,de certo modo ele poderia estar certo,mas e se não?Ah,céus,ainda estava para
nascer uma pessoa com o ceticismo que ele,viu?Garanto que o melhor a fazermos e nós deparar com algo momentâneo.

Foi nesse momento que houvimos coisas vindo do jardim,Aziel se apressou em sair,ele que claro,tinha colocado aquelas luvas devido ao corte no pulso que fechava com o
tempo.Gradual,mas detalhe que desejo resaltar nesse momento-Quem é!?-Gritou ele,tirei a sandália rapidamente e segui seus passos para o lado de fora.Quando senti sua
presença se direcionando aos fundos da casa,ofeguei.

-O sotão,ele está indo para lá,terrível,eu sei,eu senti em cada vibra de meu corpo.Ele estava parado na frente da entrada,a oliveira,a escada abaixo,a doce entrada,todas
as tochas háviam sido acesas,isso o deixou transtornado sem saber o que fazer-Lilith,o que sentiu naquele momento?-Quis ele saber antes de tomar coragem para descer.
Ele engoliu em seco o ar,tirou as luvas delicadamente,as colocou no bolso do sobretudo,ele seguiu,o segui atrás dele.

Quando ele abriu a porta do lugar ao chegarmos ao fim da escada,foi tudo surreal,pacato,mas surreal.Ele não acreditava no que olhava ao centro do circulo,a frente do
sagrado altar-Como se fez isso?-Sussurrou ele pensando,preocupado-Aziel,alguém quer falar com você,eu sinto-Expeli em resposta ao sentir arrepios,o caldeirão jazia
ao centro do circulo,a adaga ao lado,céus,ele tremei,deu passos para trás.

-Ah,não!Infernos!Não devem me pedir isso,não as forças sagradas!-Gritou ele em espanto,eu o sacudi mesmo estando amedrontada como ele-Para,tenha calma,pense,o
que acha que deve ser?-Quis saber,ele riu secamente-Não sei,só vendo para saber-Compreendi,tirei minhas mãos dele,ele que deu passos para trás,foi nesse momento
que ele pegou o caldeirão do chão colocando a adaga dentro,o colocou sobre o altas,as velas e incensos foram acesos por ele-Malditos,malditos,mil vezes malditos-Disse
ele baixo.

-Tome cuidado,por favor!-Pedi,eu que olhei Redenção ao lado dele,o motivo?Eu não sabia,mas me espantou.'Aziel,temos notícias,eu conversei com ele'.Aziel o olhou de la-
do,seus olhos frios como gelo verde.Ele ofegou,o caldeirão esperava entre os objetos do altar,a fumaça do incenso perfumado subindo em espiral delicada,as tochas nas pa-
res do sotão acesas.Aziel esperou,pensou ao segurar a adaga em sua mão.

-Se sou tão maldito assim,prefiro morrer-Bramiu ele antes de desferir aquela maldita lámina no mesmo pulso antes cortado,céus,quis desmaiar,a ferida tinha sido aberta
novamente,ele andou a frente,desferindo aquele sangue dentro do caldeirão.Ofeguei engolindo em seco o maldito gesto.O silêncio pairou por todo lugar,novamente mais
um desferir da lámina afiada da adaga.Aziel mordia a boca devido a dor latente antes não sentida ao irmos ao bosque.

-E sempre isso que quer,não e Tupãn?O que mais quer para poder me mostrar o resultado de tudo?-Bramiu ele soltando a adaga sobre o altar e mantendo esticado o pul-
so acima do caldeirão,o sangue se derrmava,caia dentro em um fio vermelho escuro,céus,ofeguei novamente,por isso não esperava,Tupãn tinha atiçado essa armadilha para
poder mostrar a sua procura desejada-Vamos,vamos,não tem que ficar escondido miserável-Redenção teve que se apressar em me segurar antes deu guase cair para trás.

-Cuidado querida Lilith-Suas asas abertas,sedosas,foi quando movi o rosto olhando as chamas,elas oscilaram para cima com força,Aziel olhou de lado,ele tremeu nesse mo-
mento,foi quando se afastou fechando os olhos,aquelas chamas,antes a tinha visto,a fumaça que veio de dentro do caldeirão,isso não antes visto.Me recompus,fiquei olhando
silenciosa,quieta para não pertubar Aziel.

'Vinde a mim,já fiz meu oferecimento,agora mostra-me o que devo saber'.Bramiu Aziel,foi quando estalos vieram de cima,olhei para o teto,o que Aziel não esperava era o
bramir de imagens nitidamente talhadas lá:A perseguição de uma mulher,o ataque ao Tupãn diante de sua descoberta como espião enviado,a mulher cujo o rosto não se
mostrava guase o queimará com sua força.'Infeliz!Acha mesmo que pode contra mim,maldito?Sou tão mãe dele como criadora!'.Gritou ela.

-Mamãe,e ela-Sussurrou Aziel parado,fitando as imagens mostradas no teto acima do circulo,estrela e aquele pá de asas ao centro,macabro.Lamentável o que ela fizerá ao
Tupãn ao sair da casa,ir em direção ao jardim,ela que fez a guase queima espectral da matéria dele.'Suma de minha frente!Não pensava que Aziel,eu filho fosse tão fraco!'.
Isso o deixou espantado-Querido,se ela for sua mãe,admito,tenho medo de conhecê-la-Ele se manteve silenciado,não respondeu.

-Não esperava por isso,pensava que...-Ele ofegou-Soubesse mais da arte que ela-Ele mantinha as mãos fechadas,ofegou novamente,vi algumas gotas de sangue cairem do
corte,ele gemeu sentindo a dor-Ela não sabe do que estou tendo que fazer-E continuamos a olhar,Tupãn tiverá de sumir,isso devido a chegada de alguém que deixou seus
olhos espantados,era um homem não muito alto,robusto,mas delicado,os cabelos loiros,os olhos cinzentos,mas azulados ou violetas devido a claridade da luz.'Há?Isso e co-
mo vitória,obrigada'.Bramiu ele.

E do nada,antes das imagens sumirem,aquele golpe descomunal em Tupãn.'Se ele manda,não quero mais,vai morrer!'.Céus!Estalos vieram,as chamas oscilaram deixando
estalos virem,foi quando Tupãn finalmente pode vir,ele caído ao centro do circulo-Querido!-Aziel gritou,não pensavamos que poderia ser tão complicado para ele-Ela e forte,
céus,eu não sabia disso-Falou ele gemendo ao tentar se levantar.

-Desculpe,me trouxe de volta e mesmo assim,falhei-Ele ainda estava tonto-Isso foi ainda agorinha Aziel,não há muito tempo desde que sairão,viu?-Aziel deslizou a mão pelos
cabelos-Sim,e claro,não precisa se desculpar,mas isso são notícias macabras,viu?-Tupãn pode se levantar,isso com a ajuda de Redenção,ele me olhou-Lilith,acho que está na
hora-O olhei bruscamente,o que devíamos esperar com isso?

-Ah,não,não vai,sabe o que Aziel lhe fez ao vir aqui espionar a ele,imagine o que a mãe dele faria-Ele riu secamente-Ainda não me conhece,não e?-Riu bruscamente,o tom
macabro que não esperava.Aziel o fitava silencioso,Tupãn ficará a pensar,braços cruzados-Acha que consegue?-Quis Aziel saber-Sim,eu acho que sim,mas não serã tão fá-
cil,não diria que sua mãe e uma bruxa comum,uma mestre-Ele riu secamente.

-Aquilo vai ter volta,me chamou de fraco,não admito isso-Bramiu Aziel olhando para o teto cruzando os braços.Foi quando Redenção sumiu,sua presença simplesmente não
era mais sentida-Eu não tenho mais condições,não mesmo-Disse Tupãn,Aziel voltou seu olhar para ele-Ah,imagino,em pensar que foi o que foi no passado-Isso deixou ele a
mercê de mares de desencontro.

Foi quando Aziel andou a frente,o segui em passos lentos,parei ao seu lado,Aziel olhava aquele caldeirão,ainda restava o que ele tanto desejava.Ele sinuotamente esticou as
mãos sobre a caldeirão,o pegou-E minha vontade,não falhe-Bramiu Aziel,meus olhos se esbugalharam,jamais teria coragem de fazer algo daquela natureza,ele bebeu alguns
goles do sangue,bebeu com vontade,algumas gotas salientes ao lado de seus lábios,voltou-se a mim-Toma,não espere-Minha boca se abriu em pavor,eu estiquei as mãos tre-
mulas nesse momento.

Bebi alguns goles,o sabor,isso não esperava,não mesmo,era doce,tão doce,era como brisa soprada ao meu rosto e corpo,bebi até a ultima gota.Aziel silencioso pegou aquele
caldeirão não tão grandinho nem medio,mas delicado de pequeno e compacto.Tupãn já não estava mais presente.Essas eram as grandes novas,a mãe de Aziel tinha visto e fei-
to uso de sua força,quando Aziel me abraçou eu ainda pensava,sentia aquele calor anormal o tomando.

-Devemos esperar,só isso-Bramiu ele me afagando os cabelos-Não vou encostar um dedo em você,até Samantha nascer,mas vou cobrar meu preço no momento-Disse rindo,e
por fim ofeguei saíndo de mim,sem pensamento,fechei meus olhos.Redenção tinha ido,e admito:Junto com ele meu coração em admiração,admito que a curiosidade me tomou
nesse momento.Eu e Aziel nós direcionamos a casa,passaríamos a maior parte do tempo no salão.A noite apesar de frustrante,continuava,correto?Mas a sensação de espipna-
gem,isso me irritava.

Perceptivel enquanto eu e ele conversamos no salão.Depois disso dei uma pausa,fui até o quarto e trouxe a caixa de curativos.Limpei o corte,delicadamente coloquei o curativo
por cima já limpo o ferimento.Ele olhava.A noite fresca,o jardim abaixo de nós,a paisagem unisona,o salão logo ao lado.Quietude desejada-Obrigada,viu?Me sinto melhor-Ele riu
ao olhar o pulso já fechado e devidamente enfaichado.A conversa continuou.Meu coração junto de Redenção,preocupada,ressentida por tudo,Aziel captava minha preocupação,e
assim me fazia companhia.Tempo transcorrendo,resposta queriamos,e manter afastados os familiares de Aziel queriamos,vontade dele,mesmo contra,respeitava.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Qua 11 Ago - 17:03:31

Bem,tudo que eu sei que poderia esperar,era a forma com que continuaríamos.Será que mesmo assim,as pessoa conseguem refazer um conceito para que possamos
reagir no momento,certo?Não sei,eu não sei.Nossa,foi uma noite macabra depois disso.Mas não esqueço de que na noite seguinte,eu e ele estavamos tomando banho
na imensa banheira do banheiro.Isso me deixou pensativa,já que o perdido tinha sido dele.

Ele tinha seus cabelos molhados,o olhar cerrado de encontro ao teto por alguns segundos.Eu me encontrava encostada na outra ponta,ele na outra,minha pessoa senti-
a isso como se a plenitude tivesse sido alcançada nesse momento,mas eu sabia que não,seria complicado,sem sombra de dúvida.Ele me olhou por alguns momentos,eu
não sabia como falar,puxar algum tipo de assunto com ele.

-Aziel,seu corte está melhor?Passamos o dia todo sem nós falar,e isso me deixa infeliz,meu amor-Ele riu docemente-Sim,está melhor,ter ido pontear,foi a melhor coisa
que eu poderia fazer-Eu assenti me mantendo silenciosa,o que o deixou pensando,silenciado.Compreendi,foi quando ele curvou as pernas contra si,foi algo sinioso para
a minha pessoa.Mesmo assim,devíamos continuar,e eu sabia disso.

-Compreendo,mesmo depois de tudo,vossa pessoa,pensa em continuar?-Ele arqueou a sobrancelha,pensou antes de me responder,o que me deixou silenciosa,foi nesse
momento que ele esticou seus braços em minha direção,me movi me colocando sentada para frente de encontro a ele,olhava para frente,ele que deslizou as mãos sobre
meus ombros.Deixou seus lábios me roçarem as orelhas.

-Cuidado menina,muito cuidado-Sabia que sim,foi o que me fez rir por alguns segundos,mesmo assim sabia que tudo era passageiro,devíamos continuar-Entendo,mas a
minha pessoa pressente algo,o que me deixa feliz-Ele soube que sim,rapidamente eu me apressei em me manter quieta,queria deixar ele falar,para que eu entendesse a
continuidade de seus planos-Só temos que esperar Redenção voltar com as boas novas Lilith,por favor,tenha calma-Pediu ele me apertando contra si,muitas ervas nas á-
guas,espuma macia.

-Ah,sim,eu tento entender,mas admito que para mim,e complicado-Ele riu novamente,se fez pensar por alguns segundos,depois disso a quietude voltou a pairar no lugar.
Jamais pensei que passaria por um momento como esse,só que minha pessoa quis se apressar,eu tive a nitida vontade de desejar colocar minhas ideias em ordem,isso o
deixou frustrado por alguns momentos-Aziel,peço novamente que retroceda para com tua vontade,tenho que admitir,sua mãe,isso me mágoa-Ele se manteve quieto,tudo
que não esperava era isso de mim.

-És bondosa demais,Lilith,imensamente bondosa-Compreendi,mas não concordava em termos com suas palavras-Não acho,está para nascer uma pessoa tão egoísta co-
mo a minha pessoa-Sabia que sim,o que me fez pensar seriamente em continuar-Quieto,quieto-Pedi.Isso se fez ordenar gradualmente um passar do tempo,com isso eu
e ele saímos do banho.Eu coloquei o roupão,foi nesse momento que ele me fitou pensando,ele que acabará de ajustar a faixa de seu roupão negro de seda.

-Sua magresa,ela me preocupa,está entendo?-Não soube como lhe responder,mas tudo que posso comentar e que minha pessoa o fitou silenciosa.Depois disso,quando
arrumamos o banheiro,saímos apagando as luzes e fechando as portas,gradualmente eu definhei ao sentar-me a beira da cama,ele em uma cadeira pega na mesa na va-
randa-Por que me pergunta isso?-O indaguei,ele assentiu.

-Me preocupo com ela,só isso-Bramiu baixo,temendo me assustar-Não e preciso,Aziel!Samantha,mal e um ponto final no meio de uma unha,entende?Deixe o tempo pas-
sar,lamento,mas ainda não e o momento dela crescer tanto assim-Ele riu,deixou-se ofegar olhando para o lado de fora,a paisagem da varanda,com isso,se lervantou vin-
do sentar-se ao meu lado-Lilith,não sabe como estou ansioso,acho que ainda não compreende isso-Eu ofeguei deixando-me me esticar sobre ele,ele que se encostou no
espelho da cama.

-Eu sei que sim,mas imagino como ela deva estar se sentindo-Ele beijou meus cabelos ainda humidos,mesmo assim me mantive quieta,pensativa,gradualmente mimha
pessoa se deixou silenciar,os olhos se fecharam,eu que tinha o rosto encostado sobre seu peito-Está cansada,e nitido-Bramiu ele-Não muito cansada,apenas pensativa,e
muita mudança para uma só pessoa-Ele ofegou beijando-me os cabelos.

-Sim,eu sei,mas depois de tudo,acha que valerá a pena?-Eu ri nesse instante devido suas palavras,não esperava,respirei movendo meu rosto o olhando,ele que deixou a
quietude falar por si,céus,felizidade,eu tive que admitir-Claro,valerá a pena,imagine Samantha correndo por essas escadas,esse quarto,varanda,tudo isso-Isso o deixou co-
rado,ofeguei ao tentar compreender.

-Ah,uma coisas dessas só experimentando para saber-Sua face estava corada,ele que não ouçasse entrar em minha mente para saber o que se passava em minha mente.
Tudo isso era uma forma de continuidade,e ele sabia muito bem dessa verdade.Foi quando ele me envolveu com força,deixou-se deitar de lado,me afagou o rosto por lon-
gos segundos,os estalos vieram,as luzes de apagaram.

Senti vários ofegares vindo de mim antes de me ocolher a ele e me envolver naquele ritimo de sonhos inesperados,foi maravilhoso,eu sei.O cheiro de Aziel era como vento
que pairava pelo quarto nesse momento aterrador.Algo veio para depois tomar conta do ar.Me deparei sendo levada para uma montanha imensa,uma imensa Cidade jazia
abaixo dela,foi quanto olhei para trás assustada e vi o animal.

-Aonde estou-Brami tentando compreender,nada até o momento,mas mesmo assim minha pessoa assentiu andando a frente sobre a pequenina trilha-E você?-Houvi rugir
de algo,era o anima,a sombra,a sobra que agora mostrava partes de seu corpo nitidamente:Uma pata da frente,um dos olhos,as orelhas,mas mesmo assim,só algumas e
assustadoras partes.

'Não me reconhece'.Assenti ficando parada,mãos fechadas em punho,a fitava-Não me deixa em paz,correto?-A voz feminna riu antes de continuar.'Por que deixaria?'.Isso
me deixou pensativa,quis andar mais alguns passos,mas não me atrevi,foi quando o vento reverbou forte-Diga-me mais,mais-Quis saber,a coisa nada falava enquanto me
fitava,mesmo assim,era continuidade,eu sabia.

Tudo foi gradual,esperado,desejado como se as pontas de várias e várias flechas estivessem sido disparadas contra mim.Foi quando a coisa se sentou que eu houvi o que
ela queria falar-Lilith?A criança pode nascer um pouquinho antes da hora,tente contra eles,eles ainda não pode chegar,mas vão chegar quando souberem que a criança veio
ao mundo-Assenti não entendo.

Tinha dormido,tinha sido levada a esse lugar,o que jamais poderia esperar,nem nos meus melhores planos de sonhos e esperitoo-Mente para mim-A voz do animal veio
novamente-Não,não minto,estou recuperando a força,me sinto mais forte desde que vim,nunca me senti tão vangloriada nesse mundo-Ofeguei tentando absorver isso,eu
admito que estava sendo complicado.

-Continue-Pedi,a coisa voltou a se levantar,e foi quando o vento reverbou com mais força,eu dei passos para trás,terrível!A sensação era como se eu fosse cair,como se
algo estivesse prestes a cair sobre mim.'Não entregue a criança a eles quando eles vierem,por favor'.Que pedido de arrepiar,foi nesse momento que a vontade veio com
toda força-Qual e a sua pretenção?O que és!?-Gritei em questionamento,isso fez com que um novo esmero de comportamento transcorresse sobre ela.

'Sou o que tenho que ser,algo além,algo a parte,algo que desejo eu,um dia pertença a sua carne'.Isso me fez andar para trás,foi quando sem querer houvi pedras rola-
rem para baixo,tinha chegado a beirada do lugar-Não se atreva,seria louca-Brami entre-dentes,o que me fez repensar gradualmente no que viria a seguir.Lembro daque-
la maldita ter pulado contra mim.

Dela desferir algumas mordidas sobre meus braços,e do nada cai montanha abaixo.Me joguei sobre a car caindo,caindo,meu coração parou,não consegui mais respirar.
Será que as vezes as pessoas se assolam com seu sentimento?Não sei,nunca saberei,só me deparei caindo da forma que aconteceu,com aquele animal sobre mim,um
animal que tinha se tornado maldito em minha existência.

Silêncio,o vento reverbando em meus houvidos,reverbando em meus olhos e rosto.O que pensar?Foi nesse momento que olhei para as estrelas docemente,ofeguei sem
sentir ar.Olhando para a lua eu gritei a plenos pulmões.Nunca esperei um dia houvir meu grito como nesse momento.Gritei,o grito reverbando pelo ar,o maldito animal
que tinha sumido.A continuidade da queda era assustadora.

-Lilith! Maldita,maldita!-Houvi Aziel gritar,ele me sacudia com tanta força que temi que algo me tivesse saído do lugar.Mas não e claro,o olhei,a escuridão era assustadora.
-Lilith,Lilith,Lilith-Bramiu ele ao me acolher-Meu amor,o que foi?-Quie saber,eu não respirava,mas com alguns segundos voltei a respirar com vontade,vigor-Ela,ela esteve
comigo-Ele bramiu,céus,ele tremia,o que eu não esperava.

Ele deixou seus braços deslizarem docemente em volta de minha cintura-Lilith,por favor,o que aconteceu?-Eu ri amargamente-Aziel,e o que estou achando,pode ser,pode
ser-Ele se impactou com essas palavras-Está louca-Disse me fitando em meio ao escuro do quarto,escuro rompido pelas luzes que vinham do lado de fora a entrar pela
varanda-E se fosse,o que faria?-Ele ofegou,vi algumas gotas de lágrimas virem aos seus olhos.

-Nada,nada,só te amaria como tenho que amar.Estamos junros,não e?Por favor,não me diga o contrário,eu não quero voltar para lá,não Lilith-Isso me fez sentir o peso da
responsabilidade que pairava sobre eu e ele-Não sabia desse medo-Brami movendo meus dedos sobre seu rosto-Ah,esquece,esquece-Disse,ele tremia todinho,mas senti e
pude perceber que esse medo ia embora aos poucos.

-És minha menina,não será diferente,por favor-Me mantive silenciada,silenciada-Eu te odeio-Disse em resposta,ele que beijava meus dedos choroso,ele que os expremia
contra seu rosto-Por que me odeia?-Disse trémulo-Por não me querer,não nessa situação-Ele ofegou sugando-lhe o ar,isso fez alguns gemidos-Ah,admito,eu tenho medo,
medo,olhe seu estado,seu estado-Ofeguei compreendendo,foi nesse momento que minha pessoa assentiu o beijando-Para,para,não e própicio,depois,por favor-Eu ri,eu a-
pesar de frustrada,ri.

-Entendo,tento conviver com isso-Ele me retribuia os beijos adocicados,deliciosos,me senti quente,mas não o bastante,infelizmente não passaria disso,não,ele desatou a
faixa de meu roupão,deixou suas mãos deslizarem pela minha cintura,subir para cima,pairarem acima de meus ceios-Maldita menina,está suculenta,mas não o bastante-
Ah,insano!Isso me dei raiva,imensa raiva,mas compreendi.

Seus lábios deslizaram pelos meus ceios,quentes,quentes,eu fervia!Infernos!Essa era a palavra que reverbava em minha mente,assustador,eu sei,quando ele deixou sua
boca apertar com maior pressão os mamilos dos ceios,eu gritei devido ao delicioso ato-Ah,vamos,por favor-Inplorei,ele nada disse,mas gemeu de encontro a meus houvi-
dos-Não,mesmo sofrendo,não-Maldito,ofeguei o olhando,foi quando ele me fitou profundamente que voltei a dormir,seu rosto de encontro a meus ceios,isso era delicioso
por demais,admito,delicioso por demais!
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Qua 11 Ago - 18:29:46

Nossa,eu não esperava que apartir desse doce momento as coisas se passassem tão rápido!Não mesmo!Me imagina beirando os quatro meses?Era como se algo
me tocasse o coração,admito,e isso se tornou sério!Ah!Tenho que exclamar isso novamente,sem dúvida!Era uma linda segunda feira,um dia chuvoso,Redenção a
mercê de sua investigação.Eu,uma mulher com seus trinca anos,chegando aos quatro meses.

Sonho por demais,viu?Mas foi assim,eu jazia na linda sala,sentada na poltrona,a lareira acesa,as chamas flamejantes,unisono,maravilhoso,eu sei,eu sei,mas nesse
momento minha pessoa ofegou.Aziel ainda não tinha chegado,ainda não,ele que tinha ido as pressas a procura de algo para eu comer.'Aonde está você,meu querido
redenção?'.Pensei,usava uma túnica de cor vinho,solta,nunca a sensação de peso me foi tão profunda.

As mangas eram londas,com botões de camafeu a frente.Eu pensava,fitava as chamas da lareira,as luzes apagadas,isso pelos meus olhos estarem marejados devido
a irritação provocada pelo tempo.Tudo tinha sido sinuoso,eu sei,majestoso,mas sinuoso,foi com o transmutar desse observar sobre as chamas que pensei,me deixei
assentir nesses pensamentos.

Nunca a presença de Samantha foi tão forte,nunca mesmo.O que me deixava ofegante,delirante por alguns momentos-Consegue falar comigo?-Quis saber,nada,nada.
Silêncio por toda parte,as chamas faiscaram,se transceram ao decorrer do doce tempo.Minhas formas tinha ficado mais arredondadas,porém,mantendo meu peso,eu
pensava ainda,queria pressentir se algo poderia voltar a acontecer,mas não soube.

A chuva caia,majestosa do lado de fora,eu não esperava chegar a esse momento,não.Meus cabelos densos ao estarem trançados em uma unica trança caíndo para
trás-Redenção-Brami pensando nele,que soudades estava,foi quando houvi o som da campainha tocando,eu sabia que era Aziel,ele abriu a porta,entrou,deixou a bol-
sa ao chão quando seguiu.

-Eu demorei?-Eu ri nesse momento-Não,não demorou,só estou cansada-Ele ofegou,tinha os cabelos marejados pela chuva,mas não muito molhado,ele podia ser vis-
to a minha frente,as chamas da lareira clareava todo lugar-Eu trouxe algo de melhor conforto-Disse ele ao ir pegar a bolsa,tirou o pacato de dentro-Toma,aqui está,
mais um pá de pantufas,só mais larguinhas-Eu parei nesse momento.

Arqueando a sobrancelha disse-Pantufas?-Ele riu nesse momento,seu coração batia forte,usava uma regata em cor negra,a camisa de linho branca por baixo,o lindo
broche de camafeu dourado e prata pairando sobre o bolso da regata-Lilith não reclame,olhe para você!-Eu ri novamente,ele deixou-se tirar as pantufas,tinha adinha-
do a cor negra que eu queria.

Onça alheia-Eu discordo-Disse sorrindo,a calça que ele usava não era jeans,mas era justa em sua cor negra,a bota pesada.Ele se curvou novamente,dessa vez moven-
do as mãos pelos meus pés,delicadamente colocou as pantufas depois disso,me ajudou a levantar-me-Olhe para você,eu não esperava que mudasse tanto,rendodinha
está ficando,guase lá-Maldito pensei,mil pensamentos.

-Vamos,me ajuda a trazer redenção de volta-Ele riu,me olhava de lado-Quer mesmo?-Sorri em resposta-Quero sim meu querido-Ele me beijou,com força,mas o fez,a
sensação de arrepios foi imediata,nunca seus cabelos foram tão longos,sedosos,vermelhos!Apertando firme minhas mãos ele disse-Tudo bem,vamos até o sotão,está
na hora de sabermos algo-Compreendi.

-Que seja-Não demorou para estarmos no sotão.Aziel fechou a porta pesada evitando que o frio da chuva fina viesse,as tochas foram acesas,as luzes brilharam,isso a
me dar melhor sensação nesse momento.Ele me fitou por alguns momentos-Ela está bem,não e?Diga que está-O olhava,devido a esse crescimento de Samantha,eu co-
meçava a sentir aquele pequeno aperto.

-Eu sei que sim,e como...-Ele me fitou,quis saber-Como o que?Lilith,ela está bem,mesmo?-O olhava,foi quando senti um aperto,um profundo aperto nesse momento.
-Aziel,eu...-Parei,não quis responder,mas tudo que que sei e que senti o instinto falar alto nesse momento,Aziel deviou os olhos nesse momento aterrador,senti e pu-
de houvir seu coração falar alto,imensamente alto-Deixe eu chamá-lo,não e necessário,não quando está tão frágiu e ainda por cima,Samantha cresceu tanto-Eu ri e
tive que ofegar em reprovação.

-Não,não,ele e meu,unicamente de minha responsabildiade,agora quieto-Ele compreendeu,ofegou apesar de angustiado,pode me ajudar a desabotoar a túnica,ela a
deslizar para baixo.Ele se ergueu ao terminar-Lilith,repito,eu posso fazer-Deslizei meus dedos pelos seus pulsos e pude encontrar aquela cicatriz fina,mas marca de
um oferecimento enlouquecedor-Quieto,agora vá lá e espere-Brami.

Ele se sentou ao centro do circulo por alguns instantes,cabelos lisos,macios!Ele tirou a regata por cima da caminha de linho,a dobrou a colocando de lado-Não sabe,eu
sei que não sabe o guão está maravilhosa-Entendi,mas mesmo assim,demorava para acreditar-Me deixa,deixa-Ele continuava calteloso,pensativo,mesmo assim ele sa-
bia:Redenção precisava voltar,já tinha ficado tempo demais fora.

'Proclamo a sua volta,a sua presença!Meu redenção,não seja indescente,mas condescente para com minha palavra,sensatez em meio a notável era,quero os conheci-
mentos que vós tens agora,sua presença'.

Será que ele tinha houvido?Ofeguei temendo o pior,me apróximei do altar,vi minha pena lá,a peguei entre os dedos delicadamente-Vamos,aponte seu lugar-Brami,eu
tentava enchergar algo,mas estava ficando complexo por demais,veio um rebumbar em meu coração,para depois a imagem se abrir a minha frente,isso fez Aziel ter
curiosidade,ele que se levantou,o olhei de lado-Quer mesmo?-Ele riu.

-Claro-Quando ele parou ao meu lado fitou a pena deitada de lado colocada entre meus dedos,as imagens se passando claramente a minha frente-Olhe isso,ele ainda
está em algum lugar,mas qual?-Brami em resposta,Aziel ficou de boca aberta-Filho da mãe,viu?Aonde está ele?-Ofegou começando a reconhecer o lugar-A ilha,a ilha do
pai!-Isso o assustou,o deixou pensativo.

-Que lugar e esse?-Quis saber,o olhei me movendo a sua frente-Isso deixou Aziel pensativo-Estive lá quando jovem,sabe disso-Arqueei minha sobrancelha,foi quando
eu voltei a olhar a pena,mais imagens,Redenção tinha se movido e transmutado o tempo saíndo na casa de alguém-A casa de mamãe-Disse ele,espionagem macabra o
Aziel estava fazendo-Redenção,volta-Pedi,acho que não podia esperar coisa melhor.

Olhar para o nada e vê-lo vir,aparecer daquelas particulas!Não podia esperar coisa melhor,ele me olhou delicadamente,o maldito que tinha suas asas abertas,ele que
as abriu sentindo algo o tomar,felizidade,eu sabia disso,deu para perceber conforme suas asas se moviam,se sacudiam,seus ferozes,mas doces olhos verdes brilhando
docemente.

Ele tinha os cabelos curtos,os motivos?Vontade de materialização,a bota pesada,a calça justa-Lilith!-Não esperava seu grito,ele que se abaixou do nada,forças escaças.
Mas tinha conseguido visões muito boas-Pelos céus,o que há?-Ele gruiu palavras rispidas-Lilith mudou,só isso,foi como inferno-Compreendi,andei a frente,me abaixei a
sua frente,ele moveu seu olhar,meus dedos pairaram ao seu rosto.

Aziel se mantinha atrás de mim de braços cruzados,eu a mulher com esses guase quatro meses de gestação a frente de Redenção,guase despida a não ser pela calcinha
larga de algodão macio que eu usava,a trança pairando atrás de mim.Tudo que Redenção fez foi me puxar para ele,ele que me abraçou com tanta força!Seus dedos se
mesclando pelos fios de meus cabelos-Ah,sim,vai saber de tudo,mas deixa eu lhe levar de volta para casa-Ofeguei.

Aziel se apressou em pegar minha túnica e sua regata.Quando no salão da casa,Redenção me deixou sentar no sofá,ele que me olhava-Nossa,está tão redonta,muito re-
donda!Eu não esperava por isso-O fitei,o olhei delicadamente-Não ligue para isso,mas diga-me do que esperar-Ele riu lindamente,eu sentada,ele de pé me fitando,Aziel se
apressou ao me entregar a túnica,a vesti,pena que não a abotoei de imediato.

-Aziel,sua família é admito,loucura-Bramiu o olhando de lado-Eu sabia,mas o que eles querem?-Ele arqueou sua sobrancelha,o silêncio foi gradual,nesse momento eu senti
mais algum apertar,vinha de mim.Raiva,Samantha começava a ficar grandinha demais-Vamos,me fala-Pedi ao Aziel,eu que me levantei ao esticar a mão como apoio ao Aziel.
-Lilith,deixe ele continuar-Redenção continuou.

-Depois de tudo,né?Sua mãe sabe,só que ela não se arrisca a contar para seu pai,assim como aquela mulher que vive com ele,sabe,assim como,a suposta mãe dele,mas a
sua mãe as segura,não quer falar para ele-Aziel se espantou,deixou-se ofegar,sentou-se no sofá,eu me sentei ao seu colo-Ah,que notícias pecaminosas,admito,louco,eu
esperava,principalmente depois da atitude meu irmão-Redenção arqueou o olhar.

-Sofri para saber disso,de como ela captaria isso depois de vê-lo por perto,pairando por perto da casa,essas coisas,forma particular,foi essa a forma que tive para continuar.
O que sei e que deve procurar algum lugar depois que Samantha vier-Aziel ofegou,deixou-se olhar para o nada,ele me olhou,deixou sua mão me acariciar o rosto,deixou a ou-
tra deslizar pela minha cintura.

-O que acha meu amor?Valerá a pena?-O olhei delicadamente-Aziel,eu não quero,seria egoísmo de nossa parte fazê-lo,e tudo por quê?A perseguição deles?Será que não podem
aceitar?-Ele ofegou,pensou profundamente,me beijou por alguns segundos,me sentia apertada.'Ficas grandinha Samantha,e isso me irrita'.Aziel riu bruscamente depois disso,o
Redenção esperando alguma resposta.

-Redenção,e isso,obrigada,viu?-Ele ofegou-Ah,sim,quero descanço!Descanço!-Bramiu arrepiado,sua presença se desfez docemente.Me mantive sentada no colo de Aziel,o
seu pensar era imediato.Sua voz tão rispida veio delicadamente-É essa a sua decisão?-Ofeguei,olhei por trás dele ao sentir-me mais apertada pelos seus braços-Sim,ainda
penso e quero algo,são a família dela,não?Quem sabe uma conscientização venha depois do nascimento dela?-Ele ofegou,assentiu em riso alheio.

-Espera por isso?-O olhei depois disso-Sim,eu espero-Só que quando terminei de falar isso,e quando o beijei,eu me assustei,senti meu coração apertado,fechando meus olhos
enquanto o beijava,enquanto sentia suas mãos deslizarem pelos meus ombros,pude ver,o que me deixou impactada:Aquele serzinho boiando em uma água dentro de mim,um
serzinho com pernas,ombrinhos,bracinhos,cabecinha,só que ainda não completo.

O que era isso?Era Samantha.'Ah,será que vão me reconhecer?Eu acho que não,mas eu?Provavelmente,sim'.Relâmpagos,a chuva fina continuava,o que me assutou,eu me
afastei,ofeguei sentindo falta de ar-Eu,eu...Preciso de algo-Falei movendo meus olhos,Aziel me pegou nos braços,ele subiu as escadas comigo,passou pela salinha e entrou
em nosso quarto-Está carente,isso sim-Eu ri.

Ele me deitou,deitando ao meu lado me puxou para si.Percebi nesse momento que minha barriga começava a se avoluma,o volume ao pé da barriga começaria a crescer,eu o-
diava saber que ficava tão volumosa,alargada-Sobre aquele animal,algo?-Quis saber,ele olhou para mim-Não sei,eu não sei,só que você me preocupa-Sabia que sim,eu ri,eu a
pressentir sua aflição.Momentâneo,por assim?Docilidade.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Qui 12 Ago - 13:35:48

Nossa,lembro de ter acordado na manhã seguinte.Lamentei pelo Aziel não estar presente,sendo assim,minha pessoa atenuou o olhar para saber o que se
passava.Tudo foi maravilhoso,eu sei,eu senti pôr cada vibração de meu corpo,céus,deveria me levantar.Será que isso seria um modo de continuidade para
os preceiros de Aziel?Eu não sei,eu não sei.

-Aziel está no andar de baixo,eu sei,eu sinto-Brami baixinho,me esquivei,foi nesse momento que quis me trocar.No imenso quarda-roupas eu encontrei uma
linda túnica de linho,a cor azul turquesa me foi maravilhosa,isso por combinar com meus olhos,ajustei a linda faixa na altura da cintura,gradualmente deixei
as mãos deslizarem pelos meus olhos,isso me foi maravilhoso,admito.Foi como se terríveis sentimentos saíssem de meus pensamentos.

Quando terminado escovei meus cabelos,me apressei para poder escovar meus lindos cabelos,longos,tão longos é lisos,volumosos,claros,pesados,tantas se-
manas e dias tinham se passado,crescido bastante desde aquele último corte alheio.Foi desse modo que eu terminei.Arrumada a cama sai pela salinha,eu vi
os raios de sol entrando,desci as escadas,senti o cheiro de panquecas no ar.

-Nossa,o que ele está aprontando?-Me perguntei,passando pelo salão soube que a última etapa seria completada.Passei pela sala,eu tinha calçado minhas lin-
das e novas pantufas,o que me causava bom conforto nesse momento arrepiante.Houvi alguns barulhos,era Aziel aprontando algo,delirante,pensei,eu ri,mas a
minha pessoa não esperava pelo que me depararia.

-Aziel?-Brami seguindo pelo corredor,entrei na cozinha-Aqui,estou aqui-Nossa,depois de tudo,me surpreendia que essa linda manhã chegasse ao fim com um
raiar de sol tão forte,nitido como águas.O fitei,ele do nada moveu a frigideira deixando a panqueca subir ao ar,ela virou e voltou a cair dentro.Isso me fez pen-
sar-Acordou,que bom meu amor,acho que não poderia ser melhor-Sabia que sim.

-Melhor descansada,admito meu querido-Isso o fez rir,foi quando ele terminou de fazer aquela última panqueca em especia-São doces,tive que acordar um pou-
co mais cedo,eu admito que estava faminto e queria comer algo mais forte,assim como você-Eu ri,ele depoisitou apôs isso a linda bandeja de porcelana vermelha
na minha frente,com isso o fitei.

Nesse momento ele andou em direção a geladeira,tirou uma caixa de leite com mistura de soja e frutas,isso me deixou feliz,gelaod,bem gelado.Quando ele me
serviu,bebi alguns goles,ele me fitou pensativo,tinha escolhido calça de seda,usava um roupão da mesma cor,que belo conjunto em cor lilás.Aos meus olhos era
como a doce miragem,viu?Gradual,tudo se tornou gradual,admito.

Com isso começamos a comer,eu que matava minha fome conforme tudo acontecia-Lilith,aquilo de ontém,não fique chateada,ok?-Eu pensei,cortei mais alguns
pedaços de panqueca,ele com isso se apressou em derramar cauda de chocolate por cima-Nossa,que maravilhsa-Falei ao olhar-Disponha,eu e que queria uma
coisa dessas-Eu ri com suas palavras,o que me fez repensar em alguns coisas.

-Apartir de agora,Samantha vai ganha peso,muito peso,espere por isso-O fitei novamente,comi mais alguns pedaços cortando a panqueca com garfo e faca,eu
não esperava por isso,mas Aziel continuou-Lilith,não sabe como ela será,acho que sabe,correto?-Arqueou a linda sobrancelha ao me fitar.Mesmo assim,deixei o
meu coração bater forte.

-Sim,eu entendo-E com isso tudo se silenciou,se tornou magistral-Para daqui a alguns momentos eu vou sair,preciso passar o dia fora,eu quero que saiba que
eu vou mandar alguns insgritos para a faculdade,tudo bem?-Arqueei minha sobrancelha-Aziel,és cordial,até demais-Ele bramiu algumas palavras depois disso,a
minha pessoa gesticulando para que tudo continuasse.

-Não teme?Ah,não seja paciva Lilith-Eu ri com isso,aos poucos o tempo transcorreu,eu lembro de comermos tanto!Eu admito que depois de arrumarmos a cozi-
nha e nós despedir,me apressei em subir para o salão,o sol estava mais quente lá,o que aqueceria meu corpo depois de tudo.Me sentei no sofá,foi quando eu a
mercê daquele doce momento,senti lapsos inesperados vindo.

O bebê,o bebê ainda em formação dentro de meu útero.O que esperar!?-Samantha,acho que está sendo impassiva,correto?-Brami erguendo uma das mãos a
minha cabeça.Minha pessoa gesticulou para que de alguma forma isso passasse.Mas tudo me assustou,me deixou repensar em alguma coisa.Isso fez minha al-
ma doer!Eu não esperava por isso.

Eu fechei meus olhos nessa tontura,em pensar que mal tinha acabado de comer,de subir ao salão,me sentado no sofá para descanço.Samantha me aprontava
isso,o que me irritava,muito!Gemi diante desse momento,desses lapsos de imagens de um bebê boiando no liguido aminotico-Ah,céus,por favor,deixa-me sem
contato,em paz-Brami nesse momento tentando abrir os olhos.

Foi quando do nada me veio uma musica em especia,mesmo com a visão turva,movi meu olhar por todo salão,tudo foi gradual,minha pessoa assentiu olhando
por todos os cantos-O que há?-Perguntei-me sussurrando,foi quando o tom da voz almentou,fina,delicada,um canto que me veio aos houvidos como prantos,os
prantos do cálido toque.

-Para,isso e brincadeira,e chantagem para com tua mãe-Pedi artodoada,mas foi quando percebi que não era um canto de memina,e sim,de um ser masculino,o
som de sinos,voz operistica baixa,atenuada,os agudos maravilhosos.Fechei meus olhos,deitei de lado puxando a almofada do sofá para baixo de minha cabeça,e
mesmo assim,nada passava.

E foi conforme o tom da musica almentou que me levantei,tive a vontade de procurar,sentir cada vibração de musica apartir desse momento-Continue,continue-
Pedi,com isso eu me deixei rodas por alguns momentos,foi quando guase cai tonta que senti algo me tocar,jamais teria reconhecido sua voz se não fosse pela sua
pessoa a me segurar daquele modo.

Suas asas abertas,os cabelos curtos,macios,os olhos verdes me fitando-Redenção-Brami em risos sinuosos-Sim,fui eu-Eu o olhei,ele me pegou nos braços e fez
eu me aconchegar em sua pessoa,ele que sentou-se,deixou eu deitar de lado com o rosto pousado em seu colo-Quer que eu continue a cantar?Samantha quer a
melhor musica,e isso que ela quer-Eu ri,olhava para a entrada da linda varanda.

E ele continou a cantar,cantava para mim,foi nesse momento que comecei a lembrar daquele momento em que tive contato com ele,quando o trouxe para mim.
Tudo tão sinuoso,eu nesse momento me surpreendi ao sentir o algo tão pequenino começando a se apertar dentro de min,a se agitar.Samantha era esperta,até
demais,pensei.'Sou sua mãe,como tal deve me obedescer-Brami lindamente.

Nada em resposta,só o algo se mexendo dentro de mim,tão pequenino,mas se mexendo,bem que tinha falado.'São com seus quase quatro meses que dão sinais
de vida'.Ah,maldição,viu?Eu ri,e foi nesse momento que a musica cantada pelo Redenção almentou de tom,almentou tomando todo salão,uma voz tão sinuosa,po-
tente e forte!

Eu era invadida por algo,sinuoso,sinistro,mas esperado.Os mistérios da vida pensei.Só quando ele acabou de cantar a musica até o fim,e que tomei coragem em
me sentar.O olhei-Quer me dizer algo-Ele riu sinuosamente,seu riso pacato ao fechar os olhos por alguns segundos.Sinistro,eu sei,mesmo assim,repensei no que
deveria acontecer.Tudo me foi marcado na profundezas de minha alma alheia.

-Disse que queria saber se aquele anima,é mesmo o que pensa que é-O olhei arquando o cenho,foi quando ele esticou suas mãos ao lado de meu rosto,o olhei,e
com isso coisas me foram mostradas apartir de seu toque:O mesmo homem,a mesma morte,o banho no sangue,mas eu não esperava aquela ligação com Raquel.
-Lilith,tudo que peço e que tome cuidado-Pediu Redenção.

-Ah,me mostra mais-Pedi mantendo os olhos fechados,mas tudo que sei e que me veio aquela criança já bem grandinha,magrinha,delicada,seu vestidinho de algo-
dão em cor azul,o lindo pá de botinhas negras,acho que eu não compreendi nesse momento,mas esperava por isso,eu sei.Abri os olhos,olhei para Redenção nesse
instante-Obrigada meu querido,obrigada por me mostrar que Samantha será tão linda-Ele riu docemente.

-Minha menina.Ah,que maravilhoso,viu?-Eu ri,o beijei no rosto,foi nesse momento que pressenti que apesar de tudo,deveria continuar.Quando de pé,eu e ele a nós
olharmos gradualmente,uma troca de olhares jamais esquecida.Ele pensou por alguns momentos,depois disso atenuou seu olhar para a entrada da varanda,foi nes-
se instante que esperei algo dele,algo que ele falaria a seguir.

-Indepedente do que aconteça,cuide de si,não desista-O indaguei,dei passos para trás rindo-Mas e claro,tenho uma família a zelar meu querido-Ele compreendeu,eu
o houvi-Leio isso em seu coração,eu admito-Mas o que esperar depois disso?Calamidade,sem dúvida,gradualmente minha pessoa assentiu andando a frente,refiz o
pensamento,ele sumiu me deixando sozinha,mas eu admito que a musica ele voltou a cantar,do começo.

-Isso querido,cante,cante mais,maravilhoso-Falei alto,o canto ecoando pelo salão,foi quando voltei a me sentar,eu tive aquela vontade ácida de lê,segui em direção
a mesa de leitura,me sentei na cadeira,abri algum livro que vi.Nossa,será que valeria a pena?Assim esperava,pensei,foi nesse momento que segui,quis entrar a fun-
do nessa história,no que o conto queria dizer.

Lástima foi a tristeza do conto,mas continuaria.Seria assim.A musica não parava,Redenção seguia,não cantada.'Não desista,por favor'.Falou ele em minha mente,eu
compreendi,unicamente sinal de que devia esperar por coisas,como sepre.Ah,vida complicada,pensei.Silenciosamente em meio a musica cantada por ele segui com o
conto.Meu coração batia forte,Samantha,o bebê que começava a se apertar dentro de mim,tentando se mover,pequenos movimentos que me pareciam agulhadas.

'Samantha gosta de mim,Redenção está feliz'.Será?Foi o principalmente questionamento que me veio a mente nesse momento,gradualmente seguia lendo o conto
e Redenção cantando.Isso me envolvia em um transe maravilhoso.O que pensar?Ah,céus,aquele conto começava a me deixar depressiva,isso sim,mas iria chegar
ao fim,sem duvida!Era minha pretenção.

Em algum momento Redenção iria parar,eu sabia,mesmo assim,seguia,virava página apôs página,seguia linha apôs linha.Foi quando do nada ele parou,que o conto
apôs um tempão que foi embora,ele parou.Ah,céus!A sensação de solidão me tomava tão forte,isso eu devia esperar,pensar.Olhava para o nada,foi quando olhei pa-
ra a entrada da varanda que isso me veio,me tomou.

O vázio,só isso.Silêncio,só a terrível é ameçadora presença de Redenção,tomando o lugar.Pairando e percorrendo toda casa.Pensava,o sol ainda era forte,isso me
fez silenciar,me mantive pensativa,as imagens que ele tinha me mostrado,me vieram a mente,o que eu não esperava,e claro.Foi quando isso me veio com tamanha
força que definhei do nada,simplesmente do nada.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Qui 12 Ago - 14:43:04

Minha solidão se deu devido a história e a esse conto tão triste.Eu peguei um lenço no bolso de minha túnica.Não esperava me envolver em um momento como esse.
Sem querer,aprendi que devia aprender muita coisa ainda.Eu chorava,comecei a soluçar me envolvendo nesse choro alheio.Sinuosamente isso se tornou continuo.O
que eu não esperava devido a transposição de sentimento ao decorrer de toda a leitura.

Já era tarde,eu sei,eu senti na alma,.Ah,céus,terrível,eu sei,mesmo assim,a minha pessoa repensava em alguns momentos alheios.Sinuosamente minha pessoa viu e
se fez pensar no que deveria pensar.Os meus soluços pairando pelo lugar,o choro que não parava,não parava.Terrível,eu me sentia no meio do nada depois desse mo-
mento-Não e justo,como um momento tão maravilhoso pode se tornar tão solitário?-Brami,minha voz ecoando pelo salão.

Ah,que dor!Que dor!Eu não suportei,não suportei,chorei como nunca antes,eu não esperava acolhimento,nada disso.Mas sei do que precisava fazer.Subi a escada e pa-
rei na salinha,me sentei naquela macia poltrona.Ofeguei.Redenção emanou sua cálida presença.'Não fica assim,ainda está se adaptando a idéia de ser mãe'.Eu ri,isso a
me pegar de geito.

-Me conhece,e sabe que isso e verdade meu querido-Nada de sua visão,só presença e voz,o que eu deveria esperar? Estava imensamente deprimida,o que não espera-
va.Claramente que minha pessoa refazia todo um conceito de presságio.Háveremos de reconhecer nossos pequenos é grandes erros.Foi quando me deparei com uma
verdade inesperada."A de que as vezes não estamos preparados para o que acontece".E não estava nesse momento.

Ofeguei,Redenção ficou pairando pelo lugar,nesse momento eu apaguei novamente,apaguei não esperando a falta de forças que me tomava.Tentava sair desse transe
prococado pela pacata solidão.O cheiro de vento pairando por todo lugar,silêncio,quietude,quietude,quietude,quietude.Era por isso que eu implocava nesse momento,eu
sonhei várias e várias vezes com a criança,a linda criança andando pela linda casa,a menininha loira de olhos cinzentos,tom violeta e azul em determinados momentos
devido a linda iluminação.

Só que eu não esperava pelo homem que entrava pelo jardim.Ah,o jardim de minha Tia Isabel,ele que vinha a sua procura,ele que foi atendido pela Tia Isabel,odiava o
modo como sua imagem estava borrada,os cabelos loiros cacheados,as roupas em estilo antigo como a linda regata em cor negra,veludo negro,a camisa de linho imacu-
lamente branca,mangas longas,ele tinha dobrado as mangas até o cotovelo.

A calça jeans negra justa,o pá de bota pesado negro,a ferozidade de seu ato ao pegar a menina,ao tirá-la de lá!.O que pensar?Ofeguei nesse momento,ofeguei sendo
tomada pela crueldade.'Minha filha,maldito,minha filha!'.Me deparei gritando,foi quando abri meus olhos assustada,era noite,era noite.Será que o tempo tinha passado
tão rápido assim?Ofeguei-Um sonho,só um sonho-Brami.

Houvi um grito-Lilith,cheguei!-Era Aziel,ele subia as escadas-Está ai em cima?-Já era noite,me assombrei quando ele entrou na salinha com o tempo,a salinha antes do
lindo quarto.O olhei ao entrar-Nada querido,estou aqui-Ele me pegou nos braços-Ah,cansada,precisa dormir,amanhã teremos o que fazer,sabe disso-Eu ri,sabia que eu
deveria seguir.Ele me levou para o quarto.Passaríamos a noite lá,juntos,eu sabia disso.

Foi como esperado,o que me deixou pensativa.Não descrevo a sensação que tive ao estar lá:DESESPERO,compreende o sentido dessa palavra?Eu estava deitada na ca-
ma do médico,Aziel tinha vindo comigo,ele que olhava,seus olhos brilhosos,esperando,o médico que mal acabará de me preparar,de me atender.Acho que meu coração
só faltava pular pela minha boca,ofeguei.

Eu que tinha sido conduzida a colocar um jaleco azulado,a deitar de frente na naquela cama,com o tempo tudo transcorreu,Aziel apertava firme uma de minhas mãos.O
pensar foi imediato quando a imagem apareceu na tela-Ah,aqui está,olhe só-O médico disse,ele vestido com um jaleco branco,calça clássica,sapatos,os cabelos curtos,o
seu pensar foi imediato.

Ele movia o aparelho delicado por cima de minha barriga,isso me deu raiva,o motivo,não sei-Admito que o baixo peso desse bebê,me preocupa-Disse ele,Aziel o olhou,a
sua pessoa pensativa,atenuando cada olhar-Ah,sim,e claro,por quê acha?-O médico ofegou,se silenciou deixando-se falar depois-Sim,pelo visto tem tudo para ser uma
menina,acredite-Concluiu,moveu mais o aparelho,o gel gelado se espalhando delicadamente-Ah,só me faltava essa-Disse olhando para o nada,uma das mãos pousada
sobre um de meus ceios desnudos.

-Só deve comer melhor Lilith,só isso,coma comida natural e sei que tudo vai dar certo-E ele continuou,quando ele pousou bem o foco naquele rosto em formação,isso fez
Aziel pirar por alguns momentos-Para!Não tira não,ainda não-Ele ficou resoluto,céus,que loucura pensei,os olhos de Aziel brilharam por vários segundos,ele ainda não a-
creditando no que olhava-Nossa,ela e muito,muito pequena-O médico riu disso.

-O que esperava?-Aziel ofegou,riu por alguns instantes-Maravilhoso-Bramiu olhando a tela com os olhos brilhosos,marejados nesse momento.Será que mesmo assi,,eu
pressinto o que deveria ser?Não,eu sei que não,mas me deparei feliz nesse momento-Querida,tu és maravilhosa-Me espantei,o médico continuou todo processo,quando
ele terminou se deixou pensar.Aziel me ajudou a sentar-me a beira da cama alta,preparada exclusivamente para isso.

-Senhorita,és jovem,mas lhe aconselho a comer comida melhor,natural-Eu ofeguei ao compreender-O bebê e plenamente saudável,mas se continuar com essa lentidão
de ganho de peso,tens riscos-Aziel se levantou,ele ageitou seu sobretudo,ele,longo,belo corte,negro,a camisa cinza por baixo de algodão,a calça negra,os sapatos luxuo-
sos também negros-Continue-Pediu Aziel.

-E só isso,a mãe tem uma boa genética,eu sei,mas a alimentação...-Ofeguei,deixei meu olhar cerrar por alguns momentos-Tudo bem!Admito,andei vascilando devido a
isso-Aziel riu de lado-Mas não mais,já falei.Ah,céus,paciência-Disse ele-Compreendi,ofeguei novamente,me levantei,eu tinha que me arrumar.Aziel esperaria,foi o que a
minha pessoa fez enquanto Aziel e o médico conversaram na sala logo a frente.

Sala imensa naquele lugar de atendimento em plena Paris-Pronto,algo mais?-O médico riu quando me viu,Aziel assentiu andando a frente-Não,nada demais pelo que eu
saiba-Ofeguei,pensei,tinha vestido um vestido de tecido fino,macio,a cor cinza adorada por mim,a sandália delicada,foi nesse momento que Aziel me entregou meu longo
casaco negro,o coloquei.

A faixa pendendo de lado-Ah,sim,se tem a impressão de que o bebê vai começar a ficar apertado,vai sim-Arqueei minha sobrancelha,isso fez Aziel falar-Não sinta isso,eu
peço que não se rebele aqui-O olhei de lado.'Isso me irrita e não sei o por quê'.Pensei,isso Aziel captou com imensa perfeição.Eu e ele nós despedimos,saímos pelos corre-
dores da Clina imensa,luxuosa.

Só em pensar que deveria voltar,me provocava medo,isso sim,descemos as escadas,o dia era terrível pensei,nunca pensei que aquela sensação de solidão se mantesse
novamente desse modo,gradualmente seguimos o processo do dia-Eu tinha avisado,não me houviu-Disse Aziel em algum momento.Tudo que sei e que queria estar em
casa,não demorou para acontecer apôs termos essa passagem na Clinica.

O compromisso citado pelo Aziel ao chegar em casa daquele modo.Maldito,pensei.Sei que estava sendo rebelde,e fui!Fui mesmo!Não troquei mais uma palavra com ele
ao estarmos em casa,tadinho,ele jantou,comeu,foi tomar banho no banheiro no nosso quarto.Ah,como a solidão e maldita,eu sei,eu sinto.Tudo se passou ao transcorrer
de horas e horas depois disso.Noite,eu e que tinha tomado banho com o tempo e ido para a sala.

Escolhido roupão de seda vermelha,assim como minha camisola de seda na mesma cor,eu estava mexendo no laptop,lembro de ver a cara de Aziel chateado ao ir tomar
meu desejado banho.Sofrido,eu sei,mas necessário.Estava tão PUTA com ele que me esvai nesse desprezo,e não sei o por que! Eu estava lá,escrevendo e mandando al-
go relaciodo a quimica para o Instituto.Foi gradual,eu senti o fogo se atiçar em meu coração.

Senti algo me tomar.Não sei,era noite e claro,depois da chegada,o passar da tarde,do passar do jantar,tudo isso,era o momento deu atacar.Odiava agir desse modo,mas
se tratando de Aziel,era motivo para isso,eu sei.Quando terminado desliguei o Laptop,dei baixa para desligar.Desliguei as luzes da sala,tudo silêncioso,maravilhoso,nossa,a
minha pessoa não esperava por esse tenebroso,mas silêncio necessário.

Delicadamente subi a escada de mármore,minhas mãos deslizando pelo corrimão,subia,passei pelo são,só o luar iluminando o lugar,subi a outra escada,passei pela salinha
antes do quarto,só luminarias acesas,quando no quarto fechei a porta.Lá estava ele,deitado,encolhido entre as cobertas,tinha chorado por isso,por tudo.Nada falei,andei a
frente,ele estava transtornado,dava para sentir isso no ar.

Eu me esquivei por cima da cama,as luzes apagadas,a luz da lua entrava pela entrada da linda varanda.Quando me curvei sobre ele,ele abriu seus olhos-Sai de perto de
mim,por favor,me deixa sozinho,e o que mais preciso-O fitei-Para você,eu e que estou depressiva,Aziel,sou mulher e odeio saber que ages dessa forma-Ele ofegou,quan-
do se sentou esfregou os olhos com a palma das mãos.

-Mas e que...-Parou quando o ataque daquele modo,o beijei com vontade-Ah,não seja prepotente-Brami depois disso-Odeio saber que está magoada comigo-Choroso,sentia
no ar-Ah,não chateada,mas ressentida-Ele riu aos pouquinhos.Gostava de sentir meu querido anjo fervendo daquele modo.Com o tempo aquele ato de remissão foi preciso,o
fervor de estarmos naquela cama,naquela noite,juntos!

Eu deitada de lado,ele,o maldito me acolhendo ao estar deitado detrás de mim de lado,era bom,eu sabia que,sim.Seu corpo macio como nunca antes sentido.Aquela entrada
aterrorizante de seu orgão rigido dentro de mim.Aziel,o voraz,o silencioso,o sentimental,o redimido,o maldito que tentava correr de suas sensações e desejos.Tinha seu abraço
como acolhimento,maravilhoso,eu sei,maravilhoso.

Eu deixei meu rosto se encostar sobre o travesseiro,sua mão segurando forte a minha,ele que mordeu forte sobre meu ombro,ele tentando conter seus gemidos e gritos.Nada
falei,só deixei vir,aquele fervor alheio,desejado,quando Aziel não suportou mais,esvaiu me puxando contra si.Eu digo que me mantive inqueita,mas silenciosa,me deixei to-
mar por aqueles beijos,aquelas mãos delicadas,longas me tocando o rosto.A noite estava terminada,eu a ofegante abraçada a ele,ele que olhava de lado,para o nada ao es-
tar deitado.Nada mais restava,nada mais,eu sabia disso,suas mãos me acariciavam os cabelos.Transposição.


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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sex 13 Ago - 12:22:08

Nem sempre as pesoas estão preparadas para o que pode acontecer.Será que e dessa forma que a gente consegue se redimir?Tudo foi tão maravilhoso!Ainda sofria
para compreender o que tinha se passado,mesmo assim,tudo estava complexo.Eu me mantive quieta,a noite começava a ficar fria,minha pessoa pensava no que o
Aziel poderia estar pensando,ele continuava olhando para o nada,eu deitada de lado,docemente ofegante recuperando minhas forças.Esperava que ele tivesse sido o
delicado,mas não tinha sido assim.

Ele olhava para esse nada,pensava docemente,seus olhos se fecharam nesse momento,um de seus braços curvado abaixo de mim,me servinso como apoio.Ainda es-
perava ele falar alguma coisa,mas estava complicado,com mais alguns segundos,minutos,ele falou,sua voz ecoou pelo quarto,o que assustou devido a espera,não espe-
rava que ele tivesse coragem disso,a brisa da noite entrava pela imensa varanda do quarto.

-Ainda me resta muitas dúvidas,Lilith,e tenho que admitir que meu coração sofre com isso,entende?-Não esperava por algo dessa natureza,adorável,mesmo assim eu
assenti pensando,silenciosa,o beijei na boca várias vezes antes de responder-Pensa assim?Ah,céus alados,eu clamo para que entenda.Aziel,se eu quis,e que era para
ser,está entendendo?-Ele voltou seu olhar em minha direção,ele repensava docemente no que faria-Ah,sim,e claro,és uma mulher plena,feita,madura,até mais que eu.
Não deveria me rebelar,correto?-Eu ri nesse momento.

-Não e isso meu amor,quero dizer que,era para ser,vai ser,futuramente,esteja preparado,quando Samantha vier,poderemos continuar,poderemos reinar,poderemos e
vamos transpor doces barreiras,isso por que,todos que o repudiam deve entender,e aceitar isso-Ele riu nesse momento,se deixou pensar por mais alguns momentos e
isso me assombrou-Não teme?-O beijei novamente,deslizei minha mão pelo seu ombro-Não,eu não,não vou dizer que tive uma vida normal,correto?Não e verdade-

E diante desse momento,ele riu,riu como se isso fosse uma vitória maravilhosa-És rainha,tenho que confeçar-Eu novamente,foi nesse momento que começamos a dor-
mir,a procurar nosso descanço,acho que depois de tudo,de nossa briga pessoal e desse tormento em meio a noite,era o que deveríamos esperar.Tudo foi gradual,lindo e
magnifico de se entender,confeço.

Mas no dia seguinte! Ah,eu não esperava que viessemos a sair para os lugares mais unisitados de Paris,não mesmo!Não mesmo!Entenda,era como se algo tivesse si-
do preparado para que fizessemos isso.Eu e Aziel andamos por vários lugares como botiques,lojas de roupas,lojas de roupas de alta custura.O que esperar de algo des-
sa natureza?Pensemos no que se pode acontecer.Nada se destroi,correto?Tudo se transforma.

Era o que estava acontecendo nesse momento maravilhoso.Haveremos de pensar,em uma dessas lojas lembro de estarmos escolhendo um lindo casaco de belo cor-
te para ele,Aziel mesmo não admitindo precisava de roupas boas,com melhor esmero,eu sentada em uma cadeira na loja e ele parado a minha frente tentando decidir
por qual caminho iria seguir naquela escolha.

-Quieto meu querido,e esse mesmo,não há o que falar-Ele riu nesse momento,o lindo jovem de cabelos lisos,ruivos,olhos verdes vestido com camiseta de seda em
cor cinza,botões prateados,a calça jeans justa,a bota pesada-És gruel,tenho que admitir-Bramiu ele me respondendo-Nada,que isso,escolha o melhor-Pedi,nada como
o vestido de lã em cor turquesa que eu estava usando,sandália delicada-Tudo bem-E dessa forma tudo continuou,se transformava diante de mim.Ah,céus,como dese-
jei com as profundezas da alma poder estar com Isabel.

Soudades dela,de Lucy,todas essas pessoas em especial,mesmo assim,sabia que deveria continuar e jamais desistir,jamais.Voltamos a passear pela Cidade,tive von-
tade de tomar sorvete,fazia tempos que eu comia,mesmo assim,Aziel me implorou nesse dia para comer algo justo,não queria confeçar,mas eu estava preocupada a
respeito do pouco ganho de peso de Samantha.

Mesmo não querendo,almoçamos nesse dia,almoçamos em um restaurante especializado em comida natural.Tudo foi muito rápido.Quando saímos do lugar voltamos
a andar pelas Ruas,passamos pela Praça,tudo isso! Tinhamos tirado o dia para percorrer a Cidade,o dia fresco,sinuosamente pergumado.Ah,que delírio desejado,viu?A
minha pessoa lindamente tomada!

Mas,mas!Eu não esperava e nem Aziel,pelo que veio a acontecer.Eu e ele paramos quando vimos aquela loja em especial,ele se apróximou delicadamente,deixou as
mãos pousarem sobre o vidro da vitrine-Querida,vamos entrar,por favor,preciso comprar roupinhas para Samantha,aqui ela não tem nem uma,nascerá aqui,e antes de
voltarmos a mansão,nada terá-Eu ri docemente.

-Ah,sim,quer mesmo?-Ele me olhou de lado,tão gradual!Quando ele respondeu foi naquele eterno tom aveludado-Sim,eu preciso-Bramiu,entramos após isso,com isso
começamos a averiguar a loja,as vitrines,as caixas,tudo isso,Aziel chocado-Nossa,o que esperar,não é?-Seus olhinhos brilhavam,não entendia isso,mas com o tempo a
minha pessoa compreendeu docemente.

Eu fui atendica por algumas mulheres,elas que perguntavam em francês a indagação das peças-Nossa,e muita coisa-Disse,Aziel rindo com isso,foi ele que tomou a co-
ragem,tudo apartir desse momento começou a ser decido docemente.Cada blusinha,camisetinha,sapatinho,macacão,nossa,uma avalanche de escolha necessária para
a vinda dela.Claro que na casa de Aziel quarto ela não teria,como em minha mansão(No momento cuidada por Lucy e Isabel),mas teria conforto até voltarmos.

As escolhas continuava,tudo doce,magnifico,pensava no que seria de nosso futuro,mas tudo era adorável,respirável!Tinha que ser assim,seria assim,sem dúvida!Não
sentia maldade,eu estava feliz nesse dia,eu sentada ao lado de Aziel,as atedentes trazendo peça por peça,eu olhando,escolhendo os tecidos que deveriam ser as rou-
pas,elas colocando em caixa,tudo dobrado,devidamente lacrado.

Aziel nada emanava,nada,compreende?Era nosso dia,e nada poderia dar de errado,nada,nada.Meu coração dizia isso,eu clamava por isso.Aziel tomou a lberdade de
após minhas escolhas,escolhe sapatinhos e botinhas para samantha-Louco-Brami rindo,ele que não respondeu nada,passava pelas vitrines apotando delicamente,isso
fazia as moças atedentes rirem.

Aos poucos tudo se tornou necessário,eu senti,meu coração batia forte,essa parada nesse lugar em especial,tinha mexido em algo,em Aziel.O olhava naquele andar,o
gesticular,jovial,nunca deixaria de ser.Como seria o pai dele?Esse pensamento bramia em minha mente,desejava saber,tudo passado por Tupãn e Redenção foram co-
mo quebra-cabeças,viu?Mas compreendi.'Será que e destino nada ser revelado?Apenas paz até o momento?'.

Que pensamento frustrante,mas confortante!Com o tempo após as escolhas e idas das meninas a procura dos sapatinhos e botinhas sedosas para Samantha,Aziel viu
as caixas transparentes-Isso mesmo,adorável!-Exclamou ele.Ele mesmo quis ajudar as meninas a quardar as peças,tudo isso.Me levantei,sabia que iamos embora,que
tudo estava acabando,que o dia transcorria e que devíamos voltar para casa.

Não demorou para Aziel pegar as bolsas cheias,eu que segurava só algumas.Saímos rapidamente da loja,logo á frente pegamos um Táxi,colocamos as bolsas no porta-
malas e seguímos viagem.Aziel sentado ao meu lado,ele pensativo,tomado por algo,ele olhava para a paisagem de Paris do lado de fora,o sol fresco-Sabe?Acho que a
ficha está caíndo agora,sabia?-Isso me pegou desprevenida,mas compreendi.

-O que meu querido?-Ele assentiu movendo o rosto,me olhando-A transformação,entende?Me sinto maravilhado,só queria que esse algo não acontecesse,que nada a-
contecesse depois de tudo-Ofeguei silenciosa,o olhava profundamente nos olhos.Me questionei sobre o que aconteria futuramente-Mas por quê fala isso?-Ele riu,deixou
seus braços me abraçarem de lado.

-Lilith,quero morrer ao seu lado,bem velhinho,entende?Naquele varanda-Ele riu por mim-Não fala isso querido-Assustada fiquei-A naturalidade meu amor-Bramiu,ele a
me beijar com vontade,deixei minhas mãos tocarem seu rosto-E algo mais-O respondi em sussurros,o Táxi seguiu pela Cidade,transcorria Ávenidas,Ruas,tudo isso.Não
demorou sequer quinze minutos para chegarmos.

Para o Táxi entrar em nossa Rua e parar em frente a casa-Vamos,venha-Gradual,eu sei,saímos,pegamos as bolsas,agradecemos pela corrida após pagar ao motorista
a corrita-Obrigada senhorita,boa sorte com a criança-Disse ele ao fechar a porta e seguir viagem.Entramos pelo portão,tinhamos que guardar as coisas,isso era fato,eu
averiguei a questão docemente.

Entramos na casa,seguímos em direção ao quarto,quando lá Aziel desabou ao sentar-se na cama,ao pensar em algo que eu não soube.Eu não esperava o que viria a
seguir.Eu tinha acabado de deixar as bolsas em cima da cama,ido lavar meu meu rosto devido a fuligem da Cidade,e quando voltei secava meu rosto com uma macia
toalinha de rosto de cor violeta-O que foi?-Brami angustiada.

Ele pensava,ele sentado a beira da cama,curvado a frente,as mãos unidas-O que foi meu querido?-Ele sentia algo terrível o tomar,quando me sentei ao seu lado,pude
saber do que aconteceria-Lilith,espero coisas grandiosas,imensas,maravilhosas depois da vinda dela,acho que só agora essa maldita ficha cai-Ofeguei o olhando de lado,
a macia toalinha pousada no meu colo.

-Querido,não fique assim,será maravilhoso-Brami,ele me olhou rindo de lado,seus olhos marejados-Ah,sou indiota,correto?Deve estar me achando um indiota Lilith,um
mimado,bobalhão-Riu secamente-Não!E claro que não!Tudo será maravilhoso,e nossa Samantha,e tenho certeza que ela vêm para marcar presença-Ele riu,deixou suas
mãos se curvarem sobre meu rosto.

-Não conseguiria isso com mais ninguém,a não ser com você,morreremos juntos,tenha certeza-Eu ri de suas palavras,o que o espantou-Ah,bem velhinhos,quem sabe-
Brami em riso,foi nesse momento que ele me puxou delicadamente contra si,me beijou depois de alguns afagos em meus cabelos-Te amo mesmo,viu?Entenda,muito
mesmo-Eu tentava secar suas lágrimas que deixavam os olhos marejados.

-Para querido,Samantha não vai gostar disso,para,estamos aqui-Eu que deslizava a toalinha em seu rosto-Ah,imagino,duas mulheres fervorosas-Bramiu,eu ri,isso fez o
transmutar de sensação dele-Sim,sim-Respondi,e seguiu-se esse ato,esse transmutar de tormento de felizidade dele.Gradualmente começamos a arrumar as coisas,já era
tarde,correto?Meio de tarde,faríamos isso,e seguiríamos roteiro.Chegaria a noite e devíamos estar prontos para jantar,tudo isso,que fosse assim,pobre Aziel,chorando con-
forme arrumavamos as roupinhas de Samantha nas gavetas do quarda-roupas junto de nossas roupas.




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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sex 13 Ago - 13:27:54

Tudo que podíamos esperar depois disso,era uma forma de continuarmos.E foi assim,eu e Aziel na noite jantamos,comíamos com vontade,tinhamos escolhido arroz,
salada para acompanhar,grango grelhado,lentilhas,tudo isso,ele que tinha implorado depois de arrumarmos as roupas de Samantha,para ir a procura de alimentos de
boa gualidade,não industriais.A mesa estava servida,e comíamos com vontade.

Nunca esperei que assim,fosse,assim,se tornasse ao decorrer de tudo.Gradualmente eu e ele recomeçamos um novo conceito,nem que eu me sentisse forçada a isso.
Samantha precisava ganhar peso,e céus,odiava ainda não ter me trocado,mas ele,sim,ele que aoo chegar subiu para colocar roupas frescas como calça longa de cor
negra,uma camiseta branca,simples sandálias masculinas,ele estava faminto,imensamente faminto.

depois de um dia de andanças e claro que tudo que devíamos esperar,era isso,ele tinha terminado de beber uma taça cheia de vinho gelado,se serviu com mais,isso
me fazia ter vontade-Toma,precisa disso-Disse lindamente,comi mais alguns pedaços de frango,parti para a salada,delicadamente continuamos,o pensamento dele flui-
a delicadamente.

Nessa noite a presença de Redenção pairava pela casa,poderosa,forte como nunca antes.e foi isso que fez meus instintos despertarem para a continuidade de tudo.O
meu coração batia forte,sem dúvida.Mas sei que ao decorrer disso,tudo era transformado segundo nossa vontade.Mas depois de mais algum tempo envoltos nesse do-
ce jantar,o telefone tocou,isso fez Aziel parar,ele que silenciosamente pousou o garfo e faca ao lado do prato.

-Nossa,será que e Isabel?-Me questionei,ofeguei me sentindo pesada-Não sei querido,eu não sei-Ele limpou a boca,com isso levantou-se seguindo pelo corredor,ele ia
atender ao telefonema,eu rapidamente terminei de comer o restante da comida no prato,bebi a taça de vinho,ofeguei devido a fome saciada,limpando a boca sai,eu ia
saber que era que estava ligando.

Quando na sala ele tinha acabado de atender,ele que se sentirá paralisado devido a pessoa,sentou-se no sofá,com o braço livre me acolheu puxando-me para si,sentei
em seu colo-Ah,e você,por quê liga?-Quis saber,houvi nitdamente a voz do outro lado da linha-Por nada meu querido,quero saber se ao menos está bem,se come,se
respira--Era sua mãe,ela que do nada tomará uma iniciativa dessas.

-Ah,sim,e claro,eu respido,como,durmo,eu estou bem-Bramiu ele pensavido,ele que virou seu rosto deslizando os dedos da mão livre nos meus cabelos-Ainda espero a
sua resposta,para eu estar ciênte,Aziel-Ele ofegou delicamente,tomou ar,muito ar-Olha,por quê não aceita?Sabia que isso faria você compreender?Ele mãe,ele compreen-
deria completamente-Houvi um ofegar do outro lado.

-Aziel são coisas que vão além da mente humana,meros humanos comuns,sofri para compreender,mas compreendi,por favor,preciso estar ciênte disso-Ele ofegou nova-
mente,seguiu a risca a resposta que iria dar-Então se acha isso,por quê me liga,mãe?-Houviu suspiros dela,depois um bramido de soluços-Sabe que te amo,te amo,não
quero pensar que isso e verdade-Disse ela,Aziel arqueou o cenho sobrancelha.

-Não deveria pensar assim,só compreender minha vontade-Disse ele,eu acariciava seu rosto,pensava junto dele-Por que compreenderia?-Quis ela saber-Por que sabe o
que acontecerá,se aquele maldito,miserável,filho da mãe,por quê e isso que ele é,disse a você,deve saber-Ela riu bruscamente nesse momento,mais alguns soluções,eu
não esperava por isso,mas tinha acontecido,veio o inesperado.

-E ela te faz feliz?Ela lhe faz feliz,Aziel?À ama de verdade?Sei o que ele é,quando o maldito que diz que ele é,seu irmão,veio aqui,não deixou escapar nem um detalhe-
Ele riu nesse momento.Isso o deixou afoito,mas feliz-Ah,sim,não devia se preocupar com isso,me sinto feliz-Vieram risos dela,o que me causou mais espanto ainda,isso
a deixar-me pensativa.

-Hum...Quer ir mais além,não e?Sua cede por continuar,isso não o faz parar,será pai,céus,ainda tão jovem-Bramiu ela,o silêncio veio,mas Aziel soube lhe dar bem com
a situação-Ah,que isso,não e nada demais,o natural da vida,pena que não aceite,seja contra,você e todos eles,vocês que dizem me excluir,me banir de uma sociedade a
qual sempre desejei fazer parte-A resposta foi arrebatadora.

-Ah,sim,mas entenda isso:Não é como eles,nem um desses humanos comuns,nem você,e nem ela,Aziel,seu pai e contra isso,por esse motivo,odeia,sabe disso,mas eu
tento explicar,estou tentando-Aziel riu-Então continue explicando,diga a ele que a loucura dele,pode por em risto não só a minha esposa,mas a neta dele-Isso fez a mãe
dele se silenciar-Ah,eu tento,eu tento,comento dela,mas não da menina,sua filha,minha neta,e sabe de quem sabe tem direto a isso-Isso fez Aziel Aziel sufocar,agora
era ele que deixou os olhos se marejarem.

-Não o Lu...-Rompeu ele não querendo terminar de citar o nome,a mãe dele se apressava em desligar,Aziel sabia que isso seria passageiro,o que o encgeu de mais tor-
mento e preocupação-Tudo bem,tudo bem,veremos por onde continuar,eu te amo,por favor!Por favor!As portas estão abertas,desejo você de volta,não seja tentado
meu querido,não isso-Ele se silenciou,foi quando sua mãe disse a frase terrível que fez Aziel parar de respirar,parar no tempo.

-Eu o amo,eu preciso ir,vou sair para a mansão,tudo bem?Aziel,sabe quais são os planos de seu pai,sabe disso,podemos preservar a ela,a sua filha,mas você!Ah,céus,ele
tem planos,sabe que ele e seu irmão,quem sabe não seja um deles,Aziel-Meus olhos paralisados-Nunca!-Gritou ele descontrolado,angustiado,acho que a forma que ele des-
lizou o telefone apertando o botão me foi inesperado.

-Ah,não,ele e maluco,louco!-Bramiu ele colocando o aparelho sem fio no devido lugar,ele de pé,choroso-Ah,Lilith,não era para ser assim,não quero que seja assim-Isso
atiçava mais ainda os conceitos-Aziel quem sabe ela vindo,vonversando,quem sabe ela me conheça melhor,se ela acha isso,e que provavelmente,mesmo ressentida,a
sua família está disposta a aceitar-Ele me fitou,cruzou os braços-E sonhar demais meu amor,demais,demais,quero ter o que e meu,unicamente meu,minha família,meu
tesouro unico-Bramiu choroso.

-Suba,descanse,e o melhor que tem a fazer-Ele assentiu,se apróximou me beijando-Vou subir,eu te amo,esqueça isso,não vou,simplesmente isso-Últimas palavras an-
tes de seguir,ele subiu pelas escadas,seus passos ecoando,sentei-me no sofá,fiquei pensando ao olhar para o nada.'Um deles,e esse o plano de seu pai?Loucura,loucura
se tratando de tudo que acontece'.Um pai tão louco assim com medo de perder o filho?

'Lilith,não o conhece,ele não e humano,Aziel deixou isso claro,por Aziel,seu filho,ser humano,mais frágiu,ele tem medo,imenso medo de perdê-lo.Ah,se pudesse ter vis-
to o que vi'-Redenção,que loucura.'Pena que devido ao fato deu ter estado tão desmaterializado a ponto de me tornar particula,não peguei nomes,mas sabendo disso,o
medo da família por ele ser humano e bruxo,e imenso,medo de morte'-Ofeguei.

Fechei meus olhos por alguns segundos-Redenção,entendo,tento entender-Ofeguei,isso me fez me levantar,seguiria caminho.Mesmo artomentada,não podia ser fraca.
Isso não,acho que tinha coisas mais importantes,mas as palavras de Aziel me fizeram entender completamente o sentido do tormento de sua mãe.Subi as escadas,ele
chorava quando entrava no quarto,ele que pensava,deitado com o rosto entre os macios travesseiros-Fique calmo,deixem ele vir por vontade própria Aziel,seria sensa-
to,se eles querem,deixem eles mesmo virem,abriremos as portas-Ele chorava muito.

-O pior e que ela está certa meu amor,certa,diante deles sou frágiu,sempre me protegendo desde criança devido aqueles malditos,isso pela ameaça desde que era um
mero bebê.Ah,mal tinha nascido,a poucas dias-Bramiu ele ao sentar-se encostado no espelho da parede-Eles quem?-Ele me fitava,me puxou para si-Ah,bando de mise-
ráveis,isso sim,uma guerra pessoal deles e aquela outra raça,quero me manter longe-Houvia docemente.

Meu rosto encostado ao seu peito-Sendo um deles,amenizaria essa guerra?-Ele pensou,aflito-Ah!E como,me defenderia pessoalmente,afinal,estaria morto,nada mais de
vitalidade poderiam tirar de mim,diz minha mãe que é o que eles cobiçam desde meu nascimento-Compreendi,e assim a noite se deu como encerrada.Novamente,isso
constrangia.Eu sei que no dia seguinte a amenização veio,mesmo assim,Aziel preferia não pensar,não pensar.

Foi assim,durante o dia todo,o dia todo.Se sentindo pleno no começo da noite,ele me pediu um favor em especia-Vá a Pizzaria e traga uma suculenta Pizza para mim-
E foi o que fiz.Sai pelas Ruas de Paris,próximas a nossa casa,o frescor da noite era maravilhoso,podia respirar.Chegando a Pizzaria escolhi o sabor mais suculento-Quem
sabe ele se sinta melhor-Brami.

Esperei,a Pizza foi entregue,voltei,percorri os guarteirões,Ruelas,entrei pelos portões com uma bolsa de refrigerantes só para ele,segurava a caixa de Pizza ao meio,eu
jantaria algo saudável,precisava disso,mas isso seria só dele,eu ri,as luzes da casa e jardim acesas.Entrei na casa-Aziel,estou aqui-Brami,passei pela sala,pelo corredor
e segui para imensa cozinha,deixei a caixa de Pizza sobre a mesa da cozinha,a bolsa com refrigerantes também.

-Aziel cadê você?-Brami novamente,nada,na casa ele não estava,tudo silencioso,as luzes acesas,mas aonde ele estaria?Eu senti a presença dele vindo de fora,prova-
velmente no sotão-Ah,céus,logo lá?-Brami,segui,meu vestido de lã fina oscilando ao movimento,a cor branca se destacando na noite,nas luzes do jardim.Fui aos fundos
e desci a escada de entrada abaixo da linda oliveira.

Barulho.'Não entra!'.Houvi Redenção gritar por pensamento.'Uma ova que não entro'.Algo acontecia,eu senti uma terrível pressão vindo de dentro,evitando que a por-
ta fosse aberta.Eu chutei várias vezes e não imaginava que mentalmente pudesse transpor aquela força espectral,mas aconteceu!Entrando me deparei com o lamentá-
vel momento.

Aziel ajoelhado,sofrendo para se apoiar sobre as palmas da mão curvadas ao chão,muito sangue vinha de sua boca-Aziel-Brami baixo,não sabia o que o tinha atraido a
esse momento,mas a merda tinha acontecido,ele vomitava muito sangue,ele tremia,ele que estava vestido com uma londa túnica em cor vermelho escuro,a faixa ajus-
tada a sua cintura negra(Cetim).

-Precisa de ajuda,correto?-Ele ofegou,tentava tomar ar,mas não,tinha sido pior do que imaginava,ele voltou seu olhar para mim,e não esperava pelo que faria a seguir.
Ele que esticou suas mãos,apertando firme minha garganta-Não me reconhece?Faria mesmo isso?-Algo o controlava-Redenção!-Gritei ao sentir minha garganta apertada
com mais força-Aziel não sei o que está ai com você,mas olha para mim!-Gritei.

Houvi várias palavras antigas,feitiços sussurrados enquando ele se erguia,apertava minha garganta,esperava o momento certo para Redenção me ajudar,mas aquele
olhar,era reconhecido por mim-Ah,maldita,ultraja ao meu leito de santidade,isso não admito!-Gritei a plenos pulmões,foi quando Redenção agarrou Aziel por trás,ele a
apertá-lo com força-Me larga!Quero ele de volta!-Gritei novamente-Tira ela!-Pedi ao Redenção,ele que apertava,apertava por trás o Aziel,seria complicado,vi um lindo
calice jogado ao chão,gotas e mais sangue ao chão.Como resolveria isso?
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sab 14 Ago - 10:24:07

Sei e senti que a necessidade de continuar era eminente,não podia parar.Redenção puxou Aziel para trás,ele pestanejava,brigava contra Redebção.Não era
ele,não era mesmo,só quando Redenção pressentiu de certa forma o que poderia acontecer,tudo se tornou imediato.Foi assustador olhar nos olhos de Aziel
gritando,sussurrando e depois exbravejando palavras terríveis.Sem dúvida de que tudo deveria ter uma continuidade,e assim seria.

Era a minha vontade.Nem sempre conquistamos coisas que são humanas,e sim imediatas,era o que tinha acontecido.Andei a frente,olhei friamente nos olhos
de Aziel,aqueles olhar bestial,essa era a unica palavra que me veio a mente,a unica palavra.O que nosso coração diz?Eu não sei,eu não sei,mas tudo que sei e
que a vida transcorre,era o que tinha acontecido,correto?

Gritos!Terríveis gritos-Me solta maldito! Não sabe quem sou!-Reverbou a voz masculina-Nem tente imitar a voz dele maldito,nem tente,esse não é o Aziel que
eu e ela conhemos!-Gritou Redenção com força,alto!O grito ecoando pelo sotão.Céus,eu me sentia angustiada,ressentida por tudo,viu?-Por favor,deixe-o,acho
que podemos ter uma cordialidade,aqui correto?-Brami parada de frente,foi quando Redenção jogou Aziel ao chão.

Foi quando do nada vieram mais empurrões contra Aziel,temi que sem querer Redenção machucasse Aziel-Cuidado meu querido,muito cuidado para não ma-
chucar Aziel-Brami,Redenção riu nesse momento,tom sinistro de risos,isso sim-Com queira-Ele respondeu.Delicadamente ele manteve o pé pressionado contra
o torax de Aziel,ele que se debatia,foi quando algo sinistro aconteceu.

Aquele tom de voz masculina delicada que veio a tomar forma de voz feminina,céus,céus,céus,que terrívei,me ajoelhei ao lado,me mantive sentada observando
a situação-Já disse,se for mesmo você,deixei claro que não teria piedade,por favor,sai dele!O que quer com ele!?-Gritei irritada,issso me fez reagir,de imediaro a
vontade de manter minhas mãos contra a cabeça de Aziel foi imediata.

-Vamos,me responde-Pedi novamente,minha paciência estava se esgotando,saíndo do eixo.Foi nesse momento que o próprio Redenção pediu lisença,mas eu
não suportei,eu me deparei correndo em direção a porta,isso pela força com que sentirá,o vácuo sumiu,fazendo com que o ar ficasse escaço do local,ela não
estava disposta a ceder,muito menos coolperar.

Eu fui puxada para trás do nada ao tentar sair,tinha sido aquela maldita que do nada fizerá uso do corpo de Aziel,tombei ao chão de lado,a dor pairou sobre eu.
Não sabia mais o que fazer,acho que se não tivesse sido Redenção,teria sido morta aquela noite,se ele não tivesse tomado a atitude de simplesmente transpor a
sua vitalidade contra Aziel,isso ao ele lhe bater com tanta força que o fez cair por inteiro para trás.

Veio a ação,a Reação imediata,doloroso,eu sei.Movi meu rosto a visualizar a situação,brami de choro,tremi toda,assustada,Redenção que se abaixava agarrando
Aziel,ele que desferia sua mão livre já que a outra servia como apoio,para tirar aquele animal de dentro de Aziel-Vamos,não adianta,não adianta,vai sair,lamento
pela dor que ele sentirá depois-Bramiu Redenção.

Será que isso tinha sido real?Era terrível houvir os gritos de Aziel,terrível,aquela voz feminina que gemia aos poucos ia tomando forma masculina,o perfeito tom
de voz forte,ponderada que era marca da voz de Aziel,aveludada como véu de seda e perfumes de rosas vermelhas-Redenção!-Gritei alto,ele continuava,não pa-
rava,simplesmente se fazia agir como se tudo fosse normal-Não adianta lutar!-Gritou Redenção.

Nunca imaginei e nunca presenciei a força de Redenção como nesse momento,eu parada,jazendo sentada ao chão,as tochas ardendo,eu que chorava devido ao
ato necessário,ato que eu negará em pedir ao Redenção-Por favor-Brami em sussurros,e os gritos de Aziel não paravam,não paravam.Acho que guase desmaiei
quando do nada Aziel voltou seu olhar para mim,aquele animal que resistia fez uso de sua última força antes de partir.

Desferiu os braços sobre Redenção,ele que sem querer ase afastou,correu contra mim,foi nesse momento que algo terrível emanou de mim,eu que estiquei meu
braço direito a frente,a mão erguida contra ele,a pressão espectral pairando a minha frente-Para,deixa ele!-Gritei,aquela maldita fez um úlltimo uso dele,isso me
causou transtorno puro.Os braços batendo,tentando arrebentar aquela pressão.

'Não vai machucar mamãe,não mesmo'.Será que eu tinha houvido bem?Não sei quem sussurrou essas palavras aos ventos,ao ar,do nada!A pressão continuava,e
Redenção não podia fazer melhor ao correr rápido para pegar Aziel,isso pelo fato deu ter conseguido transpor a força a frente o fazendo cair contra Redenção.Ele
segurava Aziel por trás-Finalmente meu querido,finalmente.

Houvi Redenção falar,eu chorando desesperada corri a frente,eu que olhei o rosto de Aziel-Querido-Sussurrei delicadamente-Eu nunca faria por mau,viu?-Brami,o
olhar de Redenção votou-se a mim-Tenha calma,tenha calma,ele ainda está apagado,foi demais para ele-Compreendi,Redenção fez com que Aziel fosse deitado ao
chão,eu me abaixei sobre ele começando a tirar suas roupas.

Longa túnica e claro,desabotoei os botões,desajustei a faixa delicada atada a cintura-Nossa-Esse foi meu espanto,viu?Loucura,loucura!Aziel desmaiado ia ficando
nú a minha frente,um jovem magro,mas com bela musculatura,eu sabia que precisava depois disso tratar dele,quando terminei de lhe tirar as roupas as dobrei co-
locando as peças ao lado,tudo dobrada,perfeito.

O sangue ao chão deveria ser limpo,quis que Redenção aos cuidados disso,ele que começou a impôr sua força queimando e desfazendo a matéria de sangue ao
chão,magnifico,pensei,eu ri apesar de chorosa-Obrigada querido-Mas ao olhar para Aziel me veio algo terrível.Aquela voz,isso nunca me passou pela mente,ainda
tentava saber de quem era,aquela coisa que tinha feito uso de mim para tranpor sua força terrível,acho que até mais que a minha,sem dúvida.

Aziel foi melhor acolhido quando coloquei aquelas roupas dobradas por debaixo de sua cabeça,ela que pendeu de lado,seus cabelos suados,humidos pelo suor,a
queima de vitalidade,energia e força humana,espectral-Querido vou indo,já volto viu?-Precisava cuidar dele,eu sabia,como essa seria dificil acontecer,sabia,raro
uma posseção dessas acontecer do nada.

Lembro de ter saído do sotão,subido as escadas,passado pelo jardim,entrado na casa,subido as escadas e lá pego uma linda túnica de linho imaculamente bran-
ca,perfumada,ele precisava,alguma peça para ele colocar por baixo.Na cozinha uma bacia de ferro imaculamente lustrosa,panos limpos para ele-Céus,nunca vai
acabar,nunca-Brami chorando.

Voltei,entrando no sotão me deparei com Redenção sentado a frente de Aziel ainda desmaiado,deitado ao chão com o rosto pendendo de lado,suas lindas mãos a-
cima de seu abdômen,dava para ver que mesmo envolto nos delírios e sonhos,ele sentia dor corporal,me apressei ao sentar-me ao seu lado,deixei a bacia ao lado,
vi que precisava de água,no chafáriz eu encontraria.

-Fique aqui querido,por favor,continue cuidando dele-Pedi ao Redenção,no chafáriz enchi a bacia,água limpida,cristalina,fria,gelada como Aziel precisava.Voltei,fiz
com que a bacia pousasse ao lado de Aziel,logo acima da cabela,peguei um dos panos limpos,o molhei,comecei a limpar seu corpo-Ah,céus,o que está fazendo?-
Quis saber,Redenção me olhou seriamente,ele que fazia transcorrer suas mãos sobre Aziel-Cura,só isso-Me espantei,o doce brilho cristalino que pairava abaixo de
suas mãos conforme ele continuava.

Lapsos de fagulhas cristalinas curativas,nunca pensei nisso,comecei a limpar o rosto de Aziel,seria demorado esse processo,eu sabia no fundo de minha alma.Mas
quando ele acordaria?Eu não sabia,não sabia,mas aconteceu assim que terminei de limpar seu corpo,foi como se algo pairasse sobre ele o fazendo despertar,voltar
a si,seus olhos se abrirem lentamente.

O encarei por alguns momentos,Redenção se apressou em mantê-lo no lugar-Não se sente,não se levante,não está nada bem rapaz-Aziel o olhava,ele que pensava
silenciosamente,ele olhou para o teto nesse momento,quando voltou seu olhar para mim,foi como se tudo que ele fosse,como se aquela muralha de ferro contruída
a sua volta,fosse quebrada,ele que virava um garotinho nesse momento.

-Eu,eu...-Quis ele falar,mas rompeu a palavra deixando as lágrimas virem,terrível,céus,aquilo não era um choro de alegria,mas de pura dor,Redenção não esperava
e nem estava preparado para isso,acho que tudo nesse momento juntou-se como mares:A fuga de sua família,sua filha,eu.Será que as vezes é assim?Pensei,o olha-
va,esperava com paciência ele falar,ele só conseguiu quando tentou se sentar,mesmo caíndo de volta ao chão deitado,falou-Eu a machuquei?Ah,meu amor,não a ma-
chuquei,correto?-As chamas das tochas que iluminavam o sotão brilhavam sobre seus olhos verdes.

-Não querido,não,mas guase que aquele maldito animal conseguiu,guase,Redenção estava comigo-Ele ofegou engolindo os soluções,ele que olhava para o teto,suas
nãos curvadas sobre seu bdômen-Desculpe por tudo,não era minha pretenção,viu?Não era,não era-Eu sabia que,sim,me curvei a frente deslizando as mãos pelo seu
rosto,o beijei com vontade-Não se preocupe,eu sabia que não era você,pode não saber,mas conheço sua natureza-Ele me fitou logo após eu me afastar,me manter
sentada ao seu lado.

-Ah,nem sempre Lilith-Bramiu ele gemendo de dor,foi quando Redenção o ajudou a sentar-se,suas asas abertas,imensas,isso assusta a qualquer um,tenha certeza,eu
continuava fitando Aziel,ele sentado nú a minha frente,as pernas cruzadas-Deve se vestir,mas ainda não está bem Aziel,ainda não-Falei,ele deixou seu olhar passear pe-
lo sotão,bramiu algumas palavras nesse momento,foi quando as poucas coisas ao chão se moveram,sacudiram,se ergueram no ar e voltaram ao seu lugar,assim como
o calice caído ao chão que foi parar sobre o lindo altar.

-Lilith,desculpe!Eu não queria,não queria!-Bramiu ele em gritos baixo,ele se levantou apoiando as mãos aos meus ombros,suas pernas que tremima todas-Aziel para,eu
entendo,não precisa ficar assim,estivemos aqui,Redenção me ajudou,não se preocupe-Ele me olhava angustiado,chorando como um menino ainda muito jovem-Poderia
ter sido pior,sabia?Ah,céus!-Eu di secamente nesse momento.

-Tenha calma querido,tenha calma,conseguimos,está aqui!Isso é o que importa,tudo bem?Isso e o que importa-Ele me fitava,as lágrimas caíndo pelo seu rosto,as chamas
das tochas brilhando sobre nós dois,Redenção que pairava de pé atrás dele-Aziel,se recomponha!Se vista,uma refeição pedida por você está a sua espera,precisa disso,eu
acho que Samantha odiaria isso,odiaria de verdade,dessa vez,novamente,saímos vitoriosos,devemos ficar felizes e suspirar por isso-Azie se virou ainda tremendo,suas per-
nas osciando conforme ele fazia força para se manter de pé.

-Ah,céus negros,como estou com soudades dela,como estou-Falava de sua mãe,isso deixava-me pensativa,gradualmente minha pessoa sentiu-se feliz por isso-Vamos,está
na hora,deve se arrumar,se recompor-Ofeguei nesse momento,ele se virou,olhou a linda túnica ao chão,a túnica limpa a sua esperava.Ofeguei nesse momento,seus muscu-
los se atiçavam docemente.

-Lilith,da próxima vez,por favor,me mate,tudo bem?-Não esperava ele dizer uma coisa dessasa,eu que me apressei angustiada em abraçá-lo por trás.Ainda
estava para nascer uma pessa como ele,eu soube em meu coração-Não querido,não,quantas vezes você poder voltar,quantas vezes eu poder mandar esse
maldito animal embora,eu vou fazer,está entendo?-Brami,deixei meu rosto se mover por trás de seu ombro,tão alto,forte,cheio de vitalidade,meu coração a
explodir de felizidade por ele estar de volta.

-Ah,maldita,sempre será-Respondeu ele,ofeguei,eu que esperava ele se virar,acho que aquele abraço me foi o esperava,eu esperava por aquilo,queria saber
e ter certeza de que ele estava se recuperando-Ah,sim,quantas vezes for possível-Falei passeando meus olhos por ele,ele que deslizou as mãos pelo meu ros-
to,ele que me fitou nós olhos com profundidade.

-Acho que mesmo estando no inferno,sempre vou ficar feliz,afinal,sei que tive e tenho uma alma errante ao meu lado-Ele riu secamente,as lágrimas,o choro
ainda passava-Oh,e como-O respondi,ele me abraçava com tanta força,imensa força,como se tentasse não largar algo tão precioso para ele,pude vê Reden-
ção atrás de mim,ele de pé,braços cruzados-Pode ir meu querido,acho que precisa descançar,correto?O chamarei sempre-Ele riu,ofegou sentindo que a tare-
fa estava feita.

'Ah,céus negros,falo como você,me retiro'.Nesse momento foi o que ele fez,eu voltei a olhar para Aziel-Tudo mesmo?Me responda novamente,tudo bem?Sabe
se algo aconteceu a Samantha?-Quis ele saber,aquele tom de voz era irriconhecível,isso sim,sem dúvida de que jamais existirá alguém com a voz dele:A voz a
ter tom aveludada,apesar de ponderada,forte,tom que como disse,emana o toque de rosas-Sim,está sim,pode ter certeza-Ele deslizou as mãos pelo meu rosto.

-Agora e que começo a ficar melhor-Bramiu ele,ele que mesmo angustiado,para retomar o cotrole e sua sanidade mental,me desferiu beijos,beijos ácidos,ele a
me apertar com força contra si,ofeguei,mas continuei a beijá-lo,o deslizar de suas mãos pelo meu rosto,cabelos-Isso e loucura,eu sei,mas preciso,eu te amo,eu
morreria se algo tivesse acontecido-O mandei se calar,tinhamos que continuar,ofeguei,mais beijos,quietude pairando pelo sotão em meio a noite.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Sab 14 Ago - 11:42:16

Depois disso ele pegou a túnica que eu tinha trázido para ele,a vestiu delicadamente.Gradualmente minha pessoa o observava:O ser alto,delicado,mas
com bela musculatura de jovem,só quando ele terminou de se vestir e que voltou a falar-Acho que depois dessa eu não posso fazer mais nada-Eu ri,os
meus olhares o encarando gradualmente-Não,sabe que não é assim-Ele assentiu arqueando a sobrancelha delicadamente,linda a longa túnica nele,ele
que tinha os pés descalços.

-Precisamos sair,precisamor respirar-Brami,ele ofegou,o tecido tão fino que atenuava suas curvas masculimas,os botões de camafeus prateados lindo á
cintilarem no bruxelar do sotão,as chamas-Ele pegou as outras roupas,graças que Redenção tinha feito aquela queima maciça do vomito de sangue,nada
tinha restado,Aziel riu secamente ao observar esse detalhe.

-Ah,admito,esse maldito me surpreende-Eu ofeguei,quando eu peguei a bacia cheia de água é o pano dentro,saímos.Quando entramos na casa seguímos
para a sala,foi nesse momento que Aziel se deparou com a pura verdade:Estava vivo,tinha saído vivo de tudo aquilo.Ele ofegou,subiu para o quarto,iria dei-
xas as roupas no cesto do banheito.Eu segui para a cozinha.

Deixei a bacia sobre o balcão da pia,comecei a limpar tudo,eu que depois de tudo fui a lareira acender o fogo com o pouco de madeira que ainda restava
lá,joguei o pano usado no fogo,queimaria,o que seria melhor.Aziel deveria estar faminto,isso,sim,necessário para que depois de tudo continuasse,quando
voltei a cozinha deixei dois pratos sobre a mesa,latas de refrigerantes ainda gelados,pensava,a brisa da noite entrando pelas lindas janelas.

A cozinha daquele lugar sempre acolheria muito bem aquele lugar,adorável,isso sim,me sentei a mesa,abri a caixa com a suculenta pizza,ofeguei sentindo
o perfume-Nossa,como estou com fome!-Brami quase gritando.Peguei a espatula separada para a Pizza,quando estava prestes a tirar a primeira faria,eu a
houvir a voz de Aziel-Parando querida,não é legal fazeres isso-Olhei para trás.

O vi,não tinha se trocado,só de túnica,ele andou,deu a volta na mesa sentando a minha frente-Não vai comer isso,não em sua situação,no estado que está,
no que precisa fazer pela Samantha-Ofeguei,secamente o respondi-Aziel,está melhor meu querido?-Ele riu com isso-Ainda ficando melhor,melhor só quando
eu comer,quando eu dormir-Compreendi plenamente.

-Se sente perseguido?-Ele guase voltou a chorar,mas se segurou docemente-Sim,e claro que me sinto,mas resisto,tenho que resistir desde o maldito momen-
to que aquela maldita começou essa perseguição-Compreendi,ele pegou uma fatia e se serviu,desferiu o garfo é faca na pizza,começou a comer,depois disso
ele pegou uma lata de refrigerante e abriu,eu me apressei em pegar salada na geladeira para mim.

Estava na tigela de vidro,lentilhas,alface,tomate,tudo isso,coloquei uma boa quantidade no prato,foi nesse momento que percebi o quanto ele estava faminto,
desgastado,aquele vomito tinha lhe provocado perda de sangue,mas mesmo assim,resistiu docemente.Seu rosto descorado,pálido de algum modo apesar da
pele ávida é clara.

E matava sua fome,comia com vontade,quando terminou de entonar um dos copos para dentro de si,ele deixou o copo sobre a mesa-Ah!Nunca pensei que eu
teria tanto prazer em comer desse modo-O fitei,eu que tinha pegado molho para colocar sobre a salada-Aziel,sabia que ela estava lá?-Ele ofegou,cruzou os bra-
ços e pensou-Não Lilith,tudo que sei e que desci,precisava arrumar ao meu altar,foi quando...-Rompeu,parou.

-Vamos,continue-Pedi,ele ofegou docemente-Ela espiona,é isso,ela espiona sem piedade-Tudo era gradual,compreendi,comi mais da salada,agora,sim que eu
começava a sentir um sabor delicioso-Espionando,e como acha que ela espiona?-Ele me olhou,deixou-se atenuar o rosto,o olhar,desferiu seus dedos atrás das
orelhas delicadamente,jogou alguns fios para trás,aquele lapso de brilho vermelho foi visto.

-Para ser cinzero?Alguém manda,acho que e isso,alguém teve acesso a ela,a tirou de um lugar a qual foi jogada,mas queria saber quem-Espanto,pensei,será a
gota de verdade que faltava?Um momento de silêncio veio,fez com que a quietude pairasse de forma surreal,de forma magnifica.Bem sempre as pessoas sabem
o fazer em uma situação dessas,mas eu passei a achar que saberia.

-Suspeita quem é esse alguém?-Ele riu nesse momento-Não,não sei,desconhecido,mascarado,mas sei que ela não tinha tanta força quando voltou,quando saiu,
agora?Ah,céus,não sei-Pensei,comi mais salada,me cervi com refrigerante,ele quis fumar,lamentável,pensei,ele que olhou o maço de cigarros de caneça sobre
a mesa,ao lado do jarro,acho que tinha esquecido lá,levantou-se pegando um belo isqueiro,o acendou.

Lá estava a fagulha que faltava,a fumaça que subiu ao ar,ele que tragava deliciosamente,de pé ao lado da pia,a mão livre pousada na beirada do lindo balcão.O
Aziel olhava através da imensa janela aberta,as estrelas brilhando-Lilith,acredita em destino?-Ofeguei,continuava pensando-Por que diz isso?-Quis saber,ele riu se-
camente,riu tão secamente que a tristeza fez seu riso morrer do nada,ele que moveu um dos braços a frente do torax,o outro erguido para cima,o cigarro jazendo
entre os dedos da mão.

-Olha,disse que Isabel,lhe falou que tens uma ligação com algo parecido,você mesma teme que esse maldito animal possa ser esse algo,e se for?-Nunca senti ca-
láfrios da forma que senti,mas veio,mas veio como trovões-Aziel acha mesmo?-Ele ofegou,ainda pairava naquela mesma posição,delicadamente me levantei,deixei
o garfo é faca sobre o prato.

Parei a sua frente de pé-Lilith,odeio admitir,mas até eu começo a ficar com medo,muito medo,temo por minha filha,por você,acho que não por mim,não mais,com
esse acontecimento,eu sei que posso fugir,mas e você?-Ele ofegou,tragou mais do cigarro,suas bochechas nesse momento ficaram rosadas,assim como a pontra de
seu nariz delicado,o choro que queria vir,mas ele se continua.

-Não tema,não tema,seria o pior erro que podíamos cometer-Ele riu secamente,deixou-se tragar mais do cigarro,a fumaça ela bramiu em apreciação,os olhos fecha-
dos-Ah,sim,e claro,e claro-Sussurrou pensativo,começou a andar pela sala,delicamente começamos um processo de troca de informações-As duas vezes que eu a vi
sonhar com ela,delirar-Falou.

-Foi como se ela fizesse parte de você-Concluiu,nunca esperava que ele mesmo começasse a seguir por esse caminho-Até quando ela que ela vai continuar?-Quis
saber,tentar entender-Oh,depende,eu mesmo quando li os livros na bibliote de meu irmão,falo de livros que supostamente,segundo as palavras dele e minhas des-
cobertas,registram passagens parecidas,só que com um outro alguém,agora minha memória e falha,mas não sei-Ofeguei.

O sacudi pelos ombros quando me apróximei-E sabe aonde estão esses livros?Os têm?-Ele me olhou,tragou o pouco que restava do cigarro,o apagou no cinceiro
em cima da mesa,sentou-se,acendeu mais outro-Não,os livros eu tenho,mas estão com minha mãe,me esqueci na fuga,por que eu fugi,entende?Quando meu irmão
veio,eu fugi,ele não sabia,mas eu estava fugindo,arrumei as poucas roupas que tinha antes de passar os dias que passei em Auvergne,na pressa me esqueci,eu
não lembrei-Me sentei.

Ele continou-Ah,sim,e claro,continue...-Pedi,ele continuou-Nas noites que passei lá a coisa começou a me pertubar,foi quando vim para cá,sai de lá com meu irmão.
Ele não entendia e nem chegou a entender nada,nem eu ainda entendo direito,olha,foi quando aconteceu,me esbarrei com você em minha vinda para Paris,depois
daquela sua vinda aqui,eu quie fugir,fugi de verdade,querendo escapar de meu irmão por quê sabia que ele faria uma loucura comigo ao querer me fazerum deles,e
da coisa-Tudo parou.

-Chamo isso de desespero Aziel-Ele ofegou,continuou fumando-Desespero?Loucura,isso,sim,puramente loucura Lilith-Nossa,agora,sim,algo melhor explicado,eu tive
certeza que deveria falar algo de verdade para ele-Aziel,também não lembro o que Isabel falou naquela época,querido eu era tão pequenina naquela época,entende?-
Ele riu docemente.

-Eu sei,eu sei,sabe o por cima,mas lembrar não lembra,entendo-Ofeguei me sentindo tomada-Mas olha,se algo acontecer,se lá,sabe que vamos chegar a um fim,a
um fim unico,correto?Vamos e continuaremos fazendo juntos independente de tudo-Ele riu-Adorável,obrigada,eu te amo de verdade,te amo de verdade-Ofeguei,ele
que se levantou,a linda túnica oscilando com seu andar,túnica masculina,nunca pensei que homens ficassem tão belos é lindos com elas.

Percebi que seus cabelos tinha crescido bastante,isso quando ele andou,quando o vi de costas,os cabelos lisos,ruivos,o vermelho pleno!Os dios que se moviam para
trás conforme ele andava,os cabelos que começavam a pairar um pouco abaixo dos ombros,entrando na altura das costas-Nossa-Brami,levantei-me,quando na sala
eu soube que ele subiria para o salão.

O segui,nossos passos ecoando pela escada de mármore.Quando entramos nós sentamos no sofá.Ele pensava friamente,fiquei imaginado aquela situação-O que dis-
se ao seu irmão quando ele foi lhe pegar?-Ele me olhou de lado-Ah,eu não estava em mim,não sei,disse apenas que queria o que chamo de sangue negro,só isso,eu
a vê-lo depois de tanto tempo,lembro de andarmos pelos bosques de Auvergne,dele da forma mais descada possível me indagar-Arqueei o olhar.

-Ah,não consigo imaginar como é uma coisas dessas Aziel-Ele se silenciou,pensou,depois falou-Claro que não,não os viu,não tem conhecimento real deles,mas quem
sabe um dia saberá quando meu pai,todos a verem,quando aqueles malditos decidirem aceitá-la-Ele tomou ar,continuou-Naqueles bosques,cemitários nunca me senti
tão tentato por alguém,como meu irmão-Ele quis jogar seus cabelos para trás.

Ele se recolheu,deitou-se para cima ao meu lado,eu que me mantive sentada,ele tinha uma das mãos sobre a testa curvada,pensava-Foi horrível,eu estava lá Lilith,
acredite,tinhamos entrado em uma Taberna vazia,solitária,eu estava lá,acredite,maldito,viu?Ele me tinha,eu jazia em seus braços,a gente que tinhamos fugido naque-
la noite,ido para lá,deixado nossos parentes a nossa esperava-Ofegou.

-O beijava,estava quente,fervendo,só as chamas daquelas malditas velas que tinhamos levado a iluminar o lugar,ele tinha tido a ousadia de desferir seus dentes
afiados em minha garganta,eu fiquei ardendo de febre,muita febre,mas quando,quando,quando ele desferiu os dentes dos pulsos,eu neguei,tive medo,medo,isso
devido a sombra que virá,eu gritei,me desesperei,a coisa me fitando na entrada da Taberna em meio a noite-Gelo,foi o que senti nessa confissão.

-Admito,teria me tornado um deles naquela noite,mas infelizmente admito que aquilo foi bom,soube depois,ao passar dos dias,quando tu veio aqui,que aquele teria
sido meu pior erro,eu teria me matado caso tivesse me tornado um deles,um mau que veio para o bem,digamos assim-Ofeguei,meus olhos marejados-Ah,céus,não
sabia,eu não sabia-Falei ofegante.O tempo passaria,ofeguei,ele ficou deitado para cima,silencioso,pensando,tinha confeçado,estava lá,e nesse momento tudo que fiz
foi ficar imaginando.'Holocausto,pobre jovem'.Houvi Redenção bramir,ele tinha houvido,compreendido,de machucar.
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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Qua 18 Ago - 12:51:05

Apartir desse modo sabia que nada poderia fazer.Sinuosamente minha pessoa refez todo um conceito para que esse momento tivesse se tornado sinuoso.Minha pessoa
não parava de pensar,jamais.Será que as vezes nossas almas enlouquecem dentro de nós?Não sei,eu não sei,mas ofego perante um instante que se tornou marcante.O
vosso olhar me diz muitas coisas querida Sara,mesmo assim,definho diante dessa situação,continuemos,por favor!

Vossa pessoa houve os passaros cantarem essa noite?Sim,eu espero que sim,pós será necessário para que dessa forma a gente continue,respire com profundidade.Isso
faz com que um doce acalanto sejá houvido,e foi houvido.Tudo que fizemos depois daquele momento foi nós silenciar como previsto,Aziel que se manteve deitado no sofá,
eu que apartir desse momento quis subir,cheguei a perguntar se ele iria dormir comigo nesse momento,mas o que houvi me chocou-Se afaste de mim,mulher,sua pessoa
e a maldição de minha vida,isso até dares a luz-Sorri em resposta,o que o fez ofegar.

-Entendo meu amor,eu entendo com todas as forças-Subi,apartir desse momento eu me deitei na cama ao entrar no quarto,as luzes apagadas,delíciosas de se sentir.Eu
gradualmente percorria toda uma forma de transpor meu sono,é foi como esperado.Nunca esperei que isso viesse a acontecer depois de meu sono,tudo maravilhoso,um
encanto de descanço até o momento.Silenciosamente minha pessoa se refez,começou a se refazer,começou a sair do caçulo de insolamento depois de tudo.

Mas o acontecido,o que veio acontecer a seguir,isso me provocava medo terrível.Era como se Redenção tivesse me tirado do pátamar a qual estava é me levado até um
pátamar maior.Que enlouquecedor,em todos os sentidos,enlouquecedor!Eu me deparei diante de um imenso campo de flores,flores,flores e mais flores!Jamais esperava
que algo,assim,viesse a acontecer,acho que só nesse momento e que comecei a perceber o tormento de Redenção.

Houvi a voz dele docemente-Lembra daquela promessa Lilith?-Eu fechei meus olhos por alguns momentos,isso me fez sentir o vento docemente,nunca pensei que ele tive-
se coragem de fazer algo dessa grandeza-Ah,sim,eu lembro meu querido,eu lembro,quando estava em outro lugar,quando me implorou,quando veio,quando quis vir para
mim,quando vossa pessoa me prometeu em vossa chegada me levar para onde veio-Silêncio,o que mais eu poderia esperar?

-Ah,isso me deixa feliz,esse é o lugar-Arqueei meus olhos quando o vi sentado ao meu lado,seus cabelos oscilando devido aos movimentos delicadamente,isso para mim a
me parecer um presente entando-Como?-Brami o olhando,eu estava diferente,com uma longa túnica de linho de cor imaculamente branca,botões dourados em tom escuro.
O que pensar nesse momento?O que pensar?Foi nesse instante que começamos um processo entanto,um processo que minha pessoa inesperadamente assentiu como se a
doce aventura começasse.

Nós levantamos,vi a aurora da noite tomando o lugar,lindo campo,flores perfumadas que ao oscilarem com o vento,deixavam o perfume pairar no ar-Ah,sim,entendo,eu en-
tendo-Ele riu conforme andavamos,suas asas imensas abertas,dimensão transcorrendo os lados,seus passos tão macios que não eram houvidos-Lilith,lhe trouxe aqui não só
pela promessa,mas pelo que anda pensando,acho que há necessidade nesse momento-Sim,compreendi,mas esperei silenciosa enquanto andavamos ele falar.

-Se têm alguma dúvida sobre aquilo,tudo o que aconteceu,saiba que sinto que pode ser,eu lhe prometo,a resposta virá logo em breve-Compreendi,mesmo assim,só em pen-
sar que eu e Aziel podíamos estar ligados por uma imposição do destino,séria cruel demais para comigo e ele.Loucura,para dizer melhor.As montanhas,nunca vi montanhas
como a desse lugar,muitos passaros,muitos passaros,muitos mesmo.

-Redenção,você foi criado aqui?-Ele riu,andava,a minha túnica oscilava,nunca pensei que tamanha sensação fosse sentida ao máximo-Isso que fez,foi uma transposição,eu é
meu doce ego desejam isso,sua alma,esperito,que fazem á tu,está aqui-Assenti,e dessa forma continuamos,a voz dele houvida pelo vento,forte-O que tens a dizer?-Quis ele
saber-Redenção,não sei,mas tudo que sei e que vou lutar,não importa-Brami,olhava a frente.

Me perdi na paisagem das flores,a doce e tenebrosa paisagem que transcendia a dimensão-Me prometa Lilith,disse para mim,disse para mim:Se algo de errado acontecer,eu
lhe trarei para cá,para seu descanço,Lilith eu temo por você,pelo Aziel,pela criança-Parei o olhando profundamente,o que me deixou com fúria foi o fato deu o deixar furioso,a
beira da loucura,preocupado,digamos assim.Silêncio,eu de frente para ele,as flores oscilando pelo campo,o luar iluminando o local.

-Redenção?Se preocupa tanto assim?-Lhe perguntei,ele deixou suas mãos pousarem sobre meu rosto,as toquei com uma das mãos,o olhei,seus olhos verdes doces,emanando
a fúria que ele teria caso algo grave acontecesse-Lilith,entenda;é uma família que está surgindo,a união de duas famílias distintas,mas poderosas por si,Cháriere,Lioncourt,está
houvindo bem?-Senti caláfrios terríveis nesse momento,mas suportei,fechei meus olhos por alguns momentos.

-Está dizendo que esse é o sobrenome de Aziel?De sua família?-Brami o olhando novamente,ele transcorreu todo um modo depois disso,antes de algo acontecer,disse-Sim,com
isso eu deixo você escolher seu próprio futuro meu amor,minha menina alheia,está em suas mãos Lilith,nas nãos dele,na vontade de vocês,tudo dependerá,disso-E com isso eu
senti um terrível golpe na alma,algo me tomar,algo sinistro me tomar por completo.

Uma força de transposição emanando do lugar,e depois?O sumiço das imagens,senti um calor abruptor me tomar,um calor me tomar o rosto,as palpebras dos olhos,os abri,eu
me deparei com o quarto,eu tinha voltado?Eu olhei pelos lados,senti cheiro de algo,me sentei a beira da cama-Aziel-Sussurrei,foi nesse momento que me levantei,segui para a
varanda,lá estava ele sentado,tomando café,não tinha se trocado,vestia a mesma túnica,o sol forte,delícioso!

-Querido?-Brami me sentando a sua frente-O que há?-Quis saber-Está corada,e como se tivesse tido febre ontém a noite-Eu ri antes de lhe responder-Nada demais Aziel,mas
me diga:Seu sobrenome e LIONCOURT?-Ele se silenciou na hora,entendi,acho que isso mexerá demais com ele,ele deu mais algumas dentadas no sanduiche de salada e quei-
jo,esperou,tomou alguns goles de chá gelado,muito gelado,me olhou mantendo o copo sobre a base da mesa,as mãos sobre o copo,pensou.

Olhava triste para o nada,o sol batendo em seu rosto-E se fosse?Ficaria triste?Triste?-Ofeguei,pensei-Acho que já houvi falar no nome Lioncourt,mas não sei ao certo da onde
essa família vem,mas sei que e antiga,muito,muito antiga,entenda,feiticeiros é bruxos,famílias que provém certas coisas,há de se reconhecerem de imediato-Ele me olhou,levan-
tou-se me olhando,as mãos pousadas a frente sobre a mesa-Lilith isso lhe deixa irritada?-Quis saber.

-Não!Não quis dizer isso,sonhei,só isso,fui guiada,entenda,eu sou guiada por coisas além da compreenção humana,assim como você!Como qualquer feiticeiro ou bruxo,Aziel
eu te amo o bastante para romper essas barreiras,mas quero ter ciência com quem estou mexendo-Ele assentiu,sério,silenciado-Ah,sim,entendo,de se compreender,mas te-
me,teme pela questão de sangue,não é a toa que quem pertece a alguma família assim,enlouquece,deseja se livrar,não tem vontade?-O olhei sinuosamente-Não,não tenho,eu
tenho a vontade de progredir,ter minha família,só isso,foi isso que lhe pedi em troca Aziel,quando bateu naquela porta-Mais silêncio vindo dele.

-Ah,céus negros,me faz ficar maluco,o que mais?-Quis saber,me fitava,agora deixando aquela proteção pisicológica-Questão de união?O que mais pensar?Acho que tens vir-
tudes além de qualquer homem de sua idade,só isso,não foi a toa querido,não foi-Ele riu-Obrigada,verá-Bramiu,foi nesse instante que eu e ele começamos um processo de
uma decisão importante,acho que esse mero fato deu descobrir seu sobrenome significou muito para o que ele quis a seguir ao tomar café comigo.

Ele sentado,eu também,o dia claro,adocicado-Case comigo,que coisa melhor poderia acontecer?Case comigo,imagine!Já temos o sangue,a família,á estabilidade,uma união
para consagrar isso,o resto?Pense como eu:Que se dane-O olhei seriamente,céus,que modos!Isso me assustava mais ainda,mas compreendi,de imediato ele pensou,deixou
minha pessoa pensar,ofeguei-É isso mesmo que quer?E eles?A quem diz não desejarem isso?Estarem revoltados-Ele novamente me indagou friamente.

-Lilith,não quero,esqueça,não quero,já disse muitas vezes,eu não quero,se quisesse estaria lá!Com eles,suportando muita coisa,mas não!Não vou por minha humanidade em
risco,jamais,principalmente sabendo da responsábilidade que tenho,em recontruir o Clã Lioncourt,de forma humana,bruxesca,animalesca,poderosa,assim como foi sua origem
a três milênios atrás-Pavoroso,pavoroso.

-Ah,então sente essa responsábilidade?Sente-se na obrigação de fazer o que muitos não desejaram?-Nunca vi riso maior dele como naquele momento,ele esticou as mãos
pegando a minha-Ah,sim,como nunca antes,principalmente depois desse tesouro encotrado pairando a minha frente,você,unicamente você e ela-Assenti corando de vergo-
nha,eu não esperava por isso-Agora por favor!Vamos terminar de comer,temos muitas coisas a fazer depois disso,vou tirar o dia para fazer mais alguns trabalhos facultati-
vos,sair pela noite,quem sabe andarmos pela Cidade a noite toda-Ofeguei,pavoroso,pensei,e ri,assim,continuamos.

Foram com sete dias que aconteceu algo macabro,tenho que ofegar depois disso,ofegar,ofegar,admito,um dos piores momentos até então,eu não estava preparada,só isso,
eu não estava,e mesmo que fosse uma mera humana,não saberia se estaria mesmo vivendo toda uma vida.Eu e Aziel tinhamos saído para passearmos pelos guarteirões,eu
e ele voltavamos,andavamos pelas calçadas,muitas pessoas andando pela noite.

O fresco era maravilhoso,maravilhoso.O céu estrelado,a lua crescente no céu,arvores passando por eu e ele enquanto andavamos(A beira da calçada).O que pensar além do
que viria?Sequer sabíamos.Eu tinha escolhido um vestido de cor negra essa noite,de algodão macio,alças delicadas,altura até os joelhos,botas pesadas,baixas,um manto em
cor branca me aquecendo,me caíndo por trás,cabelos soltos,tinha escolhido um lindo pá de brincos de pérolas negras(Presente de Aziel).

Aziel que fixava o olhar a frente andava,ele que tinha um de seus braços unidos ao meu,cabelos amarrados para trás,mechas a frente,ruivos,a camisa de seda com mangas
longas,botões prateados de cor vinho,a calça de corte clássico de brim,escura,sapatos negros,ele pensava,silencioso,tinhamos andado,e muito pela noite.Nunca ele esteve tão
ancioso para Samantha vir,confissão dele na noite anterior.

Ele guase enloquecido,mas o que pensar?Ele falou algo enquanto andavamos-Saiba que será quando ela nascer,iremos naquele maldito forum,não importa,correto?Quem
sabe mais uma loucura,sei que mamãe será a unica que viria,que entenderia,mesmo amargurada-Eu tive que rir-Tens certeza que conhece ela,o coração dela,louco-Isso o
fez me olhar de lado,seus olhos verdes brilhosos.

-Nada demais,que isso!Cuidaremos de Isabel,de Lucy,de mamãe,ela ainda e jovem,mas falta pouco querida,pouco para ficar velhinha,chegar a meia idade,temo por isso-O
momento foi tenebroso,mas compreendi.Continuamos andando,a brisa fria da noite me fazendo não ter calor,o lindo medalhão de camafeu jazendo a frente do belo laço do
manto a frente de meus ceios:Lindo medalhão que trazia a imagem em camafeu de uma rosa negra,detalhes em branco no fundo.

Mais alguns minutinhos e chagariamos,foi o que aconteceu.Aconteceu quando paramos enfrente ao portão,Aziel sentiu caláfrios,fixou os olhos por alguns momentos,ele pen-
sava-O que há?Sente isso?-Ofeguei,nada,mas ele afirmava que tinha algo lá,entramos silenciosos,ele que fitava todo lugar.O jardim silenciado,só o vento fazendo barulho.O
Aziel nunca teve seus instintos tão fortes como nesse momento.

Seguimos,mas o que não esperavamos era aquelas três sombras jazendo acima da casa-O que e isso?-Brami andando para trás,fitando,Aziel se manteve quieto,parado,eu
houvi a voz de Redenção nesse momento-Encrenca,muita encrenca-Ofeguei,assustada fiquei,não esperava me deparar com aquelas três sombras nós fitando,os olhos brilho-
sos,Aziel silenciado,seus olhos vidrados.Primeiro houve um momento de troca de olhares,eu de pé jazendo atrás de Aziel,artomentada-Querido o que é isso?-Aziel nada res-
pondeu,só fitava as três criaturas escondidas pela noite-Não são humanos,mas não são imortais,o que são?-Bramiu em questionamento-Como vou saber querido!?-Gritei lhe
respondendo cheia de medo,bastava meu estado,e isso!?


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Re: União De Sangue-Parte II

Mensagem  Ana Nery em Qua 18 Ago - 13:53:19

Bem! Estavamos lá,tomados e diante de um momento como esses,tudo que vi depois disso foi Aziel se virar apavorado,pular sobre mim,ele que me abraçou com força
ao caírmos sobre o chão.Eu vi quando aqueles três seres malditos saltaram,Aziel que não me largava,ele que me mantinha por debaixo dele,foi quando dois deles puxa-
ram Aziel para trás,três seres:Dois morenos,com cabelos negros,andulados,vestidos com belas túnicas,um tinha olhos azuis,o outro verde,o último parou na frente dele.
O encarou.

-És quem é garoto?Quem é você?Por que anda com a nossa futura rainha?És louco?Queremos saber,quem é você?-Aziel os olhava-Eu sofri para me levantar,olhei cada
um,os dois morenos com túnicas brancas,o outro(Loiro) com túnica negra,faxas negras de cetim ajustadas em suas cinturas-Aziel-Brami ofegante,tentei me levantar,eu
pensei,tinha que pensar-Soltem ele!Quem são vocês?Loucos!Varridos pela loucura!-Gritei,Aziel voltou seu olhar assustado para mim.

-Calada!Não fala nada que não lhe convier!Lilith!-Ele se sacudia,sofria para se sacudir,isso me dava revolta,só quando vi as orelhas pontudas e que compreendi,compreen-
di a loucura que tinha se tratado naquele momento:Era como se o terror do passado tivesse vindo ao meu encontro novamente,andei mancando a frente,alternei o olhar pa-
ra cada um deles,isso os fez se aquietarem por alguns momentos.

-Não entendem!Não sou rainha de ninguém,de ninguém!Quem os enviou?Quem!?-Eles se entre-olharam friamente,Aziel segurado por aqueles dois,o loiro com seus frios
olhos cinzentos-Rainha Lilith,precisamos de você,de vossa ajuda,estamos perdendo a guerra,a guerra!-Gritou ele preocupado,friamente,angustiado-Não entendo,nem que-
ro entender,não sei quem os enviou muito menos quem são vocês!Mas saiam de minha casa,meu leito!-Nunca pensei que Raquel e seu martim me enviassem essa nova
leva daqueles malditos.Loucura.

Olhei para Aziel,ele silenciado,ele que foi jogado a frente e chutado pelos outros dois-Para,por favor,isso não tem sentido!-Pedi apavorada,eu que me apressei para parar
diante de Aziel-Céus,quem e ele?-Quis o loiro saber-Não importa,nem lhe diz respeito-Brami em resposta,abaixada ao lado de Aziel,tomando passagem,tomando lugar,os
três friamente me jogaram para trás,senti dores nas pernas.

Aziel bateu na cara de um dos morenos,eles que o sacudiram-Indiota!Acha o que?Que um jovem de merda como você pode evitar isso?Lutar contra um de nós?Maldito!-
Aziel levou um soco no rosto,foi jogado para trás-Querida já fechou os olhos?Por favor,feche,não e própicio precenciares isso-Bramiu sentindo dor,ele que se levantou a
fitar cada um deles,alternando os olhares-Hum...Tão curiosos,dizem que perdem uma guerram,qual guerra!?Isso diz respeito a mim,eu sei,maldito eu?Ah,céus!Digam al-
go que seja relevante antes de atacarem-Expeliu alto Aziel.

Os três os olhavam,eu alternava o olhar,ajoelhada sobre o chão,silenciada,foi quando Aziel deu três passos para trás,nunca sabedia da onde tinha vindo aquela barreira
não visível antes dos três atarem e esbarrerem nela caíndo para trás,tentaram novamente,cairam para trás-Redenção tira ela daqui,estou mandando,tira ela daqui!-Gri-
tou Aziel,que revolta!Ódio me deu nessa momento,eu que vi Redenção aparecer diante de mim,ergui meu olhar para ele,suas asas imensas tampando a paisagem-Não te-
ria coragem-Brami raivosa entre-dentes.

'Teria'-Bramiu baixinho,houvi gritos de Aziel,tudo que vi foi Redenção me segurar,as suas asas se curvarem sobre eu,ele que me carregava nós braços para dentro da
casa,eu me debatia-Me solta!O que eles querem!?Eu sei quem são eles,o que eles querem de mim!Que guerra Aziel fala,que ele sabe!?Redenção me solta!Me solta,eu
não preciso de ajuda!-Gritava,ele andava,silencioso,nem uma resposta.

'Quer saber?Fica calada,calada'.Não importava,Aziel estava envolvido naquela briga do lado de fora,eu não podia sair,muito menos houvir algo,mas fiz o que fiz,olhei
as chamas do fogo na lareira que tinha acendido antes de sair,eu usará daquele truque maldito no bosque,as imagens vieram com força plena:Aziel discutia com aque-
les três,gritava com eles,já tinha apanhado demais e também batido demais neles.

'Filhos da mãe,profanam meu leito,meu leito!Acham que e apenas licença e entrar?A criança e minha está entendo?Minha e dela,de mais ninguém!-Expeliu ele manten-
do a barreira mental a frente,nem um dos três se atrevia a passar,quebrar aquilo(Forte demais),tão forte que ondas de energia mental eram vistas em oscilação,ondas
emanando a frente de Aziel-Diz que ela está grávida?Esperando uma criança?Como assim?Era para isso acontecer quando ela se tornasse uma de nós-Bramiu o loiro,o
olhar rispido contra Aziel.

-Agora eu entendo,demorou a juntas as peças,mas eu entendo,não importa,vão embora,diga a quem os mandou,quem quer que seja,que morram,só isso,esqueçam,eu
nada tenho haver com isso-Respondeu Aziel-Mas ela e nossa Rainha!Estamos perdendo a guerra!-Gritou um dos morenos,céus,pavoroso,pavoroso-Hum,guerra?Pelo quê?
Poder?Egoímos?Ah,pelos céus!O que mais querem!?-O louro indagou Aziel friamente,friamente.

-Mataremos a sua mãe,a seu pai,sabe disso,tentamos no passado é vamos tentar novamente!E minha palavra,a de quem nós mandou-Aziel pensou,olhou para o nada,a
sua pessoa foi tomada por algo,foi quando estalos daquela barreira pisicológica e mental vieram,era como se algo tivesse se abertos-Levem os demônios consigo,nada
tenho haver com isso!-Eram coisas,muitas coisas,tudo que vi naquelas chamas foram coisas rompendo a barreira,os três que correram,foram barrerados ao chegarem ao
portão,Aziel tira tirado a camisa já rasgada.

Irritado,muito irritado-Espero que entendam,mesmo sendo humano,entendam,poderia jogá-los no abímos do holocausto-Eles olhavam Aziel-Sumam daqui,levem meu
recado,por favor-Aflitos,eles que se entre olharam-És maldito,tens sangue negro correndo nessas veias-Aziel riu de lado,aflito,mas pode fazê-lo-Eu tenho queridos,te-
nho,sim,o bastante para ao menos lutar,AGORA saiam daqui!-Foi quando Redenção pode fazer uso de sua força,ele que saiu reverbando feitiços de arrebatamento,eu
apavorada presa dentro da casa.

Aziel esperou,ofegou,ofegou,perdeu a respiração-Redenção?Ela está bem meu querido?-Redenção voltou,se materializou por trás dele-Sim,ela está bem,Aziel,garanto
que,sim-Novamente ofegares de Aziel-Que bom,que bom-Foi quando do nada ele perdeu a consciência!Redenção que estendeu os braços por trás de Aziel o segurando,
o pegou nos braços,eu me apavorei,de verdade!-Céus negros!Não faça isso comigo!-Gritei chorando,temerosa.

Corri em direção a porta,vi quando Redenção entrou na varanda,eu que loucamente pedi para ele deixar Aziel ao chão,tirei meu mando macio de trás,o estendi dobra-
do abaixo da cabeça de Aziel lhe dando confort-Meu querido,que loucura,loucura-Não demorou para ele abrir os olhos,eu que tinha chorado por alguns minutos,espera-
do algum sinal vital dele-Disse loucura,por quê?-Ofegou tomando ar.

-Ah,você sabe,e agora?-Ele riu docemente em meio a dor,não conseguia se levantar-Lilith,disse que caso algo viesse a tona,nada importaria correto?-Ofeguei,me apres-
sei em me curvar a frente-Sim,querido,sim-Ele continuou,Redenção sentado no vão da entrada da linda varadan,apreciando o chafáriz,pondo as idéias em ordem-Não dis-
se e nem lhe prometi que nada faria diante dessas loucucas espectrais,não peça para lhe prometer isso-Ofeguei,lhe desferi alguns beijos delicados no rosto.

-Não adiantaria,correto?-Ele bramiu me fitando deitado-Não,não adiantaria-Arqueou sua sobrancelha delicada,o risco vermelho acima dos olhos verdes-Me angustia,me
deixa aflita,fora de mim-Ele ofegou,tomava ar,era o que precisava,tudo isso devido aquela força que ainda tentava decernir-Mas olha,esse corpo,ele pode ser melhor u-
sado,sou o que sou,mas na condição de um reles humano,Lilith-O que ele queria dizer com isso?Pensei angustiada.

-Pelo visto seus antepassados aprontaram,e muito,e agora?Quer mesmo?Diga o que quer,quer mesmo ir até eles ser a Rainha que eles esperam?-Sussurrou em meio
as dores,seu coração batia forte,ofeguei preocupada,por que como sabe Sara,nada daquilo que me pediam importava-Não querido,você sabe que não,eu não quero-O
seu olhar foi sequido,ele tomava ar,respirava.

-Obrigada Lilith,então valeu a pena meu amorsinho alheio-Foi quando ele fechou os olhos,descansaria,comecei a pôr meus pensamentos em ordem,isso para mim foi a
gota dágua,por quê?Uma guerra,Raquel guerreava,eu sabia,o pai e mãe de Aziel foram citados naquelas imagens,frases nitidas aos meus houvidos.Quis sentar-me ao la-
do de Redenção,ele refletia.

-Lilith,saiba disso,por quê agora eu sei amada irmã e anciã,os seres que Aziel comenta,que foram até ele ainda bebê,que ameaçaram a família dele,são eles,os Seres
Bestiais,reflita melhor-Silêncio,ofeguei,pensava,pensava-Céus Redenção,não sei,não sei-Ele se irritou com isso-Não seja irresponsável,pense-Pediu voltando seu olhar a
mim,pensei,refleti,refleti brevemente.

'Sem querer encontrou a quem eles queriam usurpar,sem querer proveu e pediu em troca de uma sutiu ajuda,um bebê,e agora?Você percebe!?Colocas-tes a vida desse
menino jovem em perigo'.Oh!Obrigada mente!Que pensamento coerente,não Sara?Senti tanta raiva nesse momento que entrei na casa,Aziel precisaria tomar folego,eu
fiz rapidamente um chá de ervas acalmantes para ele.

Sai levando o copo com o chá revigorador-Querido,me ouça,tome isso,e do que precisava-Brami,Redenção se levantou ao perceber que a consciência de Aziel voltava
definitivamente,mesmo mancando,dolorido ele entrou,Redenção ajudou ele a entrar,asas fechas,se abertas,ocupam espaço.Quando Aziel sentou-se no sofá,gemeu ao
sentir os ossos estalarem,os musculos se atiçarem,entreguei-lhe o chá.

Ele tomou vários goles,vários,matando a cede e sabendo da necessidade-Melhor?-Brami ao sentar-me na poltrona-Sim,me recuperando-Disse rouco,pensativo-Foi quan-
do lhe disse algo que eu tinha pensando seriamente-Aziel se disesse que o melhor seria voltar para sua família?Deixar com que Samantha nacesse?Desse um bom inter-
valo de tempo querido?-Ele me fitoi furioso-Não me peça isso,não me peça Lilith-Ele se sentia tomado,tão angustiado que não imaginava que fosse assim.

-Aziel,está vulnerável sozinho,meu amor!Por um tempo,um tempo!Eu agora entendo,eu entendo,não vão vir,nem tentariam,sabe disso!Não até Samantha vier,eu não sei
o que fazer,mas sei que eu não quero-Ele se levantou,deixou o copo de chá sobre a mesa,me fitou choroso,angustiado-Não,jamais,seria como me afastar de um pedaço
de mim,você e ela,não me peça isso,se não quer,eles que se danem Lilith,não sei como isso aconteceu,que ligação tens com eles,mas eu não me importo-O olhei,tentei
me desvencilhar,mas tudo que ele fez foi me abraçar,depois deslizar seus dedos sobre meu rosto.

-Nada importa,correto?Nada Lilith-Compreendi,me senti sufocada depois desse acontecimento,esse momento,tudo que sei e que ele se manteve abraçado a mim,o olhei
por alguns segundos-Ah,céus,que loucura,aonde fomos parar?-Disse chorosa,ele me olhou-Em um momento perfeito,nossa criação-Bramiu,beijou meu rosto,depois cabe-
los ao afagá-los-Ah,céus,loucura-Olhei Redenção atrás,de pé,observando.'Eu estou aqui querida,não se preocupe,eu estou aqui'.Doce pensamento,que loucura.Diante des-
se momento um novo momento veio,por favor,encerre essa parte,depois quem sabe eu vá até você,Sara,lhe confesse o resto.Por dado momento está encerrado.
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Ana Nery
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Re: União De Sangue-Parte II

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