União De Sangue- Parte I

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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Ter 13 Jul - 12:37:29

É claro que tudo isso eu deveria esperar.Eu e Wiksa fomos,Hyarian nos levou,não esperavamos que ele tivesse conseguido essa façanha.Mas tudo que sei e que estar
naquela ilha em especial era mavilhoso.Era inicio de noite,tinham se passado uma semana inteira,eu olhava para a cara de Wiksa,as águas profundas da lágoa,e foi nes-
se momento que a vi subir,nadar em direção a superficie.

'Tome cuidado'-Ela disse,pelo visto se tinha que ter todo um geito de fazê-lo,respirei,eu que supria o ar com todo cuidado.E nisso a segui devagante,meus pés que dava
toda impulsão para que eu subisse,mas foi sublime chegar a superficie e respirar fundo,sentir o ar me tomando,o luar logo acima de mim,como se rosas tivessem brotado
do céu.Arquei minha sobrancelha,ela me fitava-Bom,muito bom-Disse.

-Brigadinha-Respondi nessa maneira doce,e nesse momento voltamos o olhar em direção a terra,a margem da lagoa,Hyarian jazia deitado olhando para os céus,ele que
mantinha a plena atenção,os braços curvados para trás a lhe dar apoio.Respirei-Nossa,como ele consegue?-Quis saber,ela riu sem graça fitando Hyarian-Nem queira sa-
ber,filho de quem e-Disse,e eu engoli o riso.

-Ah,que vanguarda-Expeli em resposta,olhei para os céus,o luar denso encobrindo a ilha em que estavamos,com isso voltamos a nadar,dessa vez em direção a margem,a
demora não foi tanta,só o que sei e lembro e que saimos das águas andando ao pegar solo firme-Não pensei que nadasse tão bem Wiksa-Ela riu,sentou-se ao meu lado no
chão a margem da lágoa.

-Tompei me ensinou,ele me leva a vários lugares,e ele que me ensina tudo Aziel-Disse-me me olhando de lado-Entendo,mas e necessário,se tem que fazer alguns sagrifi-
cios para chegarmos aonde estamos correto?-Ela focou seus olhos nas águas,o azul pleno sobreado pelo luar-Nem sempre,mas e você?Fária e estar disposto a fazer algum
sagrificio?-M eolhou de lado-Sim,de certa forma sim,daria muito de mim para não ser o que sou-Ela se silenciou.

Hyarian continuava deitado,só que com os olhos fechados,vimos isso ao voltarmos o olhar á ele,nós calamos,e tudo que podiamos fazer era continuar nossa conversa,espe-
rar com que ele viesse a si,nós mantivemos conversando.Eu e ela,um ao lado do outro sentados,trocando pequenos conhecimentos,foi nesse momento que ela disse algo me
tocando-O meu pequeno sagríficio e não ser mãe,isso não-Eu ofeguei-Armand?-Ela riu-Isso e comigo!Deixe-o comigo-Para mim ficou claro o que eles faziam quando ele vinha
e a levava com ele por algumas noites.

'Calado Aziel'-Pensei,nada a comentar e claro.Apartir desse momento vieram a se passar mais uma semana,e céus,me doeu a alma quando acordei apôs um cochilo na tar-
de que eu tinha passado sozinho.Hyarian entrou no quarto de Tompei aonde eu tinha dormido,era início da noite nova,ele sentou-se na poltrona e disse-Precisamos ir,saiba
que terás que ir-Me sentei sobre a cama-Maldito,não agora-Falei,mesmo assim soube que não tinha como lutar,tinhamos que ir,Kalawina estaria a nossa procura,desespera-
da para nossa chegada.Essa foi a verdade.

E com isso me arrumei,em menos de duas horas eu e Hyarian jaziamos nos malditos céus da noite.A viagem veio,nós tomou.Odiei quando ele me fez entrar em transe,uma
dose de hipinose e me deixou nesse estado latente antes de jazermos aos céus desse modo.Não sei quantas horas foram,mas tudo que sei e que despertei no meu quarto
na torre da fortaleza,a noite era presente,nova na Holanda,e mal sabia como isso aconteceu.

-Finalmente aqui Aziel,finalmente-Ouvi ele dizer,o olhei saltando da cama,quase gritei-O que faz aqui!?-Lestat e Lunnes me encaravam,tinha reconhecido a voz de papai,o
despertar forá aterrador como viram-Nada demais,só levá-lo para casa-Lestat falou baixo-Malditos,não tem o direito,nem e o momento,ainda não-Ele levantou-se,olhou-me
rispidamente-Tenha calma,estamos aqui-Odiava saber disso.

Odiava de verdade,Lunnes olhava para Lestat enquanto mantinha-se sentado,trajado com vestes verdes estava,papai arqueou a sobrancelha direita,tirou o oculos escuro
o quardando no bolso do longo sobretudo negro,a calça justa em tom azul marinho encatador,a camiseta branca por baixo requinte de detalhe-Vamos,saia desse quarto,pre-
cisa comer algo-Disse-me.

Respirei fundo,e nesse momento Lunnes levantou-se se direcionando a porta-Lestat,fale com ele,não tenho paciência-Mas o que estava acontecendo?Pensei no que Lestat
faria comigo-Ele sentou-se a beira da cama,deixou-se olhar-me por alguns momentos-Aziel,sabe o que acontece? E que há amor demais nesse coração que jaz dentro de vo-
cê,o que deixa e está deixando Hyarian artomentado-Não hávia entendido.

-E por isso devo ir?-Ele riu,me fitava-Por dado momento meu querido,por dado momento,deixe com que Hyarian se acalme,se sinta alíviado-Arqueei minha sobrancelha,eu
ageitei a sedosa faixa de cetim negra na minha cintura,a túnica vermelha que a qual tinha vestido antes de vir embora,intacta,fiquei grato por isso-Me odeia correto?Quer
minha destruição,claro que seria mais sensato-Disse ao queimá-lo,ele levantou-se-Se pensa que vai me persuadir com tuas palavras,não,não,venha comigo-E nesse instan-
te o segui.

Irritado fiquei,por que não era para ele ter vindo-Acha que me controla,céus,quando vai perceber que não?-Falei andando atrás dele-Cala sua boca Aziel,és jovem para
entender isso-Ascos,viu!?Nunca senti tanta raiva e ódio dele,vi que Lunnes falava com Kalawina e Hyarian ao decermos,papai os viu,eles que voltaram o olhar para nós.
-Há,desculpem,tive que vir,cheguei,e e claro que ainda não trocamos palavras direito-Kalawina riu.

-Tome cuidado maldito-Hyarian disse claramente irritado,pelo visto a socialidade entre ele e papai não era das melhores,kalawina me olhou,e nós direcionamos a cozinha,e
com isso percebi que Lunnes seria um negociador nessa questão-És o problema,Hyarian não queri deixá-lo ir-Disse ao entrarmos na cozinha,sentamos á mesa,com isso uma
doce e longa espera começava-Céus-Sussurrei baixo.

Há,sim,há,sim,foi tudo tormentoso,minha volta para casa,minha chegada,mamãe que gritava com pai na sala-És maldito! Céus Lestat! O tirá das garras de algo,quem sabe
um dia Kalawina venha,quem sabe até mesmo Hyarian o rapte!-E Lestat sofria para responder,eu sentado na poltrona da sala,as chamas na lareira queimando,os dois que
se silenciaram,eu ti por determinados momentos.

Há!Essas duas semanas tinha sido preciosas para mim,tenham certeza e nunca me esqueço de nem um detalhe desse acalanto com Hyarian,por determinado momento passa-
geiro,mas não por muito tempo.Três anos se passaram,eu estava prestes a fazer 18 anos,faltavam apenas dois dias,ele veio nessa noite,não acreditei quando entrei no meu
quarto e o fitei na escuridão-Vem comigo?-Ele disse ao sair das sombras,eu que tinha acabado de chegar de um importante compromisso,um ser com túnica branca,a faixa ajus-
tada em sua cintura.Claro que iria e fui.

O que soube ao chegarmos em Paris e que iriamos no Castelo de Xambré e Alexien,e isso me surpreendeu ao andar pela sala do apartamento aonde estavamos-És louco-Eu
disse ao encará-lo,ageitei a borda de meu sobretudo,meus cabelos amarrados para trás,a calça jeans negras,minha camiseta vermelha por baixo,ele pensou,mas não desis-
tiria-Terá uma semana,não deixe isso escapar Aziel!São seus familiares-Levantou-se me encarando,fomos até a varanda,a paisagem de Paris era sublime.

-Iremos a Auvergne,uma limosine nós espera lá embaixo,venha comigo-Pensei,pensei por longos instantes,o olhei em resposta-Há,Hyarian,o que eles vão pensar?-Ele riu,e
com isso respondeu-me-São seus parentes,eles sentem que já está aqui-Não era ilução,e com isso apagamos as luzes,fomos a recepção,fechamos a conta e entramos na mal-
dita limosine a nossa espera na frente do prédio luxuoso.

-Será uma semana-Eu sabia,e ele escolhera o momento certeiro para o feito.Quando fechamos as portas,me silenciei,eu que me deixei perder nas luzes de Paris,le quis falar
comigo por alguns instantes,mas me sentia constrangido-Deus do céu,o que eles vão pensar?-Sussurrei nessa visão,ele deixou seu braço se esticar por trás de mim,isso me
fez olhá-lo,eu que mantive os braços cruzados,a limosine pegava velocidade pelas Ruas.

-E um presente que lhe dou Aziel,serão alguns dias,e mais alguns aqui em Paris-O olhei,me deixei tomar pela seriedade-Hyarian,quando vai cumprir sua promessa?Me tirar des-
sa vida?Céus,clamo pelo sangue,e nunca acontece-Ele arqueou sua sobrancelha delicadamente,deixou-se curvar sobre mim-Logo,logo meu amor,logo,logo e espero que esteja
pronto para isso.E isso mesmo que quer?-O olhei.

-Quase,estou quase decidido-Ele respidou fundo,deixou-se tocar meu rosto-Entendo,assim será,estou disposto a isso-A limosine seguia,Auvergne nós esperava,com isso uma
sinuosa e doce viagem acontecia,pela França se tratar de um pais pequeno,claro que não se e tão demorado a chegar ao outras Cidades e Vilarejos como em outros lugares.A
pequena demora me foi necessária,eu que definhei durante essas horas nos braços de Hyarian.Era madrugada quando chegamos,02:00 Hrs local segundo ele me fisse ao se
afastar de mim.

Me recompus rapidamente,ele que me tinha destruido completamente durante o caminho com suas caricias e beijos,meu rosto rubro,corado devido a isso,a porta se abriu,vimos
o motorista,com isso saímos-Finalmente chegamos-Disse Hyarian,vi o imenso castelo a nossa frente,a doce murada,o portão,as copas das arvores lá dentro,me perdi,senti calá-
frios me tomarem.Céus,e assim que termino minha história,tudo que posso dizer e que meu encontro com Alexien e Xambré foi aterrador.Hyarian forá minha salvação.Quem sa-
be um dia não a encontre nomente Sara,para que termine,estou envolto em alguns problemas apóis isso,pelo que viu isso foi recente,as preciso ir,e isso que tenho a lhe dar por
determinado momento.
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3° PASTA: O encontro demoníaco.

Mensagem  Ana Nery em Qua 14 Jul - 12:12:13

3° Anotação: Bem,claro que esses depoimentos e história de Aziel acontecerá antes de sua morte como disse.Quero resaltar que deixei isso claro para
que nem tudó seja descartado.Agora quero resaltar que o próximo passo será em relação a Lilith Chariére.Sim,voltei a me encontrar com ela após algu-
mas noites.

E isso por que ela me chamou,ela que tinha ido a sua linda manção.Com isso quis ir,cheguei no início da noite,céus,tinham se passado três semanas,isso
após aquele 1° depoimento.Claro que a morte de Aziel tinha sido aterradora,mas isso e para outros momentos.Tinha chegado de Táxi,parei enfrente a
sua manção,entrei,ela tinha me esperado enfrente ao lugar.Quando na sala me sentei,a encarei,a dama com seu longo vestido de linho negro,uma rainha
entanto.E com isso finalmente ela começou a me contar como conheceu Aziel De Lioncourt,sabia que a história,a continuidade que ela me prometeu dar
ficaria mais densa.Anotando segui conforme suas palavras.

HISTÓRIA: Há,céus,tinha sido um dia entanto para mim,eu e claro quis viajar,Lucy quis me acompanhar,ela que não deixou de lado o que queria,sim,eu
quis ir para Cidade de Paris(França)-Cuidado,vamos partir daqui a dois dias-Ela disse,e com isso eu comecei todos os meus preparativos,fazia anos que a
minha pessoa se envolverá nesse caso com meu ex-marido,o pai dela.

Tudo descrito por mim,céus,no dia ela me ajudou a fazer as malas,tudo perfeitamente organizado,minha tia iria cuidar das coisas comigo.Pegamos o avião
logo em seguida nesse início de noite.Tinha sido aterrador esperar esses dois dias,mas tinha valido a pena por que eu consegui de algum modo após anos
um momento de paz.Tudo que queria era paz.

Imensa paz que não encontrava a anos.A morte de Emanuel tinha sido destruidora para mim,eu jazia ao lado de Lucy,o avião transcorria os céus nesse
momentos.Eu acabará de fazer meus 30 anos a quase três semanas,pensava na vida como descrito,na dor que todo passado me causou.Lucy sabia que
após a morte de Emanuel,eu me tornará uma mulher insolada,quieta em todos os sentidos.

Quis dormir,até o avisão pousar em Paris eu iria dormir,e claro que ela não iria me pertubar.Foram 5 Horas de voo,céus,quando saímos do aeroporto pe-
gamos um Táxi,não demorou para que encontrassemos um hotel luxuoso em Paris,eu vislumbrava as luzes,as ruas,as lojas,as pessoas andando ao atra-
vessarem as calçadas e sinais de trânsito.

Chegando no Hotel,o Táxi parou,um dos atendentes veio nós ajudar,eles estavam a nossa espera,sabiam de nossas reversar e estar envolta nesse mo-
mento me foi grátificante-Tome cuidado Lilith-Eu ri voltando meu olhar a Lucy,a linda jovem me fitando-Há,sim e claro-Ela riu,andou a minha frente quan-
do o recepcionista entrou com nossas poucas malas.Eram três,duas minhas e uma dela,não quisemos levar tantas roupas,o que atrapalharia bastante.

Confirmamos nossa chegada na recepção,muitas pessoas hospedadas-Bem vinda Mrs.Lilith,disponha,aqui estão as chaves-As peguei,segui com Lucy
ao meu lado,em pensar que ao longo desses anos tinhamos nós tornado tão próximas-Querida vamos jantar fora,o que acha?-Eu ri,me deixei rir por
que ela fazia de tudo para apasiguar algo dentro de mim.

-Há,sim,vamos,quem sabe comermos muito sorvete em uma das sorveterias daqui-Lhe respondi,céus,nesse momento subiamos as escadas,pelo visto o
recepcionata seguiu direto ao nosso apartamento,Lucy vestia um longo vestido de tecido fino,alças não muito largas,sem mangas,a cor vinho atenuava
sua pele tão clarinha,o lindo chapeu com infeite de penas na borda também negro.

Nós silenciamos,quando no apartamento,vimos o recepcionista saíndo-Preciso ir,está tudo lá dentro-O olhei,quis dar 100 em moedas de gorjeta,ele
que nós atenderá tão bem,entramos,fechamos a porta e avistamos toda sala do apartamento-Vai tomar banho?Vai querer ir mesmo a sorveteria?-A
Lucy disse,a olhei em resposta.

-Vamos jantar hogê,amanhã durante o dia,de preferência a tarde,iremos a sorveteria,depois iremos andar pela Cidade-E com isso subi para o an-
dar de cima,me insolei em meu quarto,o de Lucy ficava ao lado do corredor.Me sentei a beira da linda cama,comecei a tirar meu vestido,foi nesse
momento que Redenção falou comigo,o que me encheu de tanta raiva-Lilith?Tens certeza que vai continuar na Cidade?-Mantive meus olhos fecha-
dos.

Acabava de tirar minha sandália,a joguei ao pé da cama encima do tepete,a varanda era linda,uma visão sublime para a Cidade de Paris,a Torre
Enfeu jazendo em seu brilho de luzes-Me deixe em paz,nem que seja por alguns instantes-Pedi,ele se calou,senti sua tristeza de longe-Jaz nesse
tormento a anos,recontrua sua vida Lilith,não és merecedora disso-Ele bramiu em resposta.

Me direcionei ao banheiro,ele era imenso,mármore ao piso,o box de vidro transparente,a linda e imensa banheira de mármore negro ao lado,eu fi-
tei o espelho acima da imensa pia,me olhei,uma mulher com seus cabelos cortados em channel,na altura das orelhas,os lindos brincos de pérolas ne-
gras,os tirei colocando encima do balcão.

Redenção nada falou,tudo que sei e que após me preparar entrei no box,deixei a água derramar-se,morna,aquecida emanando seu vapor-Céus,
eu esperava por isso-Brami com os olhos fechados-Olhei os dois frasquinhos de condicionador e shamppo ao lado,peguei um pouquinho de shamppo
e espalhando pelas mãos eu os levei aos cabelos já humidos.

Todo processo de levagem começou,a espuma que se formava,perfumada e deliciosa,eu ri,ouvi alguns barulhos no quarto-Lilith! Querida eu trou-
xe algumas roupas,viu?Quer mais algo?-Era a querida Lucy-Não,não e necessário querida-Ela riu-Sem problemas,então a ajudarei aqui-E com isso
eu percebi que ela já se sentia pronta mesmo após a chegada para saírmos.

Mas eu necessitava desse prazer,em pensar que tinha aprendido tanta coisa ao longo desses anos,apesar de meus tormentos com Redenção.Eu
continuei todo processo de banh.Foram mais 20 minutos e fechando a ducha sai,peguei a toalha e a enrolei em meu corpo.Saíndo do banheiro eu
olhei Lucy que se mantinha sentada a beira da cama.

Ela tinha escolhido uma saía de algodão em cor branca,renda nas bordas,a camiseta também branca delicada,o pá de botas negras aveludadas,o
chápeu delicado-Nossa,olhe isso-Disse-lhe ao me apróximas-Ela riu,levantou-se me entregando mais uma toalha,foi nesse momento que sentei a
beira da cama,comecei a enjugar meus cabelos.Teria que fazer isso até os fio se desgrudarem,ficarem macios,sequinhos.

O que não demorou e rapidamente os escovei quando ela me entregou a escova macia que trouxe.Cabelos arrumados e comecei a me vestir.Eu
não demorei muito,coloquei a saia,a camiseta,o pá de botas,o chápeu,isso tudo depois de colocar a lingerie escolhida por ela,algo pessoal demais
para que eu possa dizer aqui.

-Precisamos ir,estou faminta minha querida,imensamente faminta-Ela riu,eu deixei meu braço de unir ao dela,saímos pelo corredor,ela segurava
sua pequenina bolsa,deixamos as chaves na recepção-Não demorarei,se alguém me ligar,diga que estou fora-Pedi ao recepcionista-Sim-Ele res-
pondeu,saímos pelas Ruas de Paris.

Luzes deliciosas em meio a noite,andavamos devagar,apreciando cada detalge da Cidade,e céus,chegando a imensa praça central vimos o lindo
e famoso cháfariz da Cidade,a noite deslumbrante em todos os sentidos-O que quer comer?-Disse a ela,Lucy virou-se para me olhar-Lagosta,eu
desejo muito isso-E com isso atravessamos as Ruelas e Paris.

Demorou 15 minutos para chegarmos a um bom restaurante.Entramos e logo á mesa vimos o cardápio-Nossa,aspargos,largosta,só que em pouca
quantidade-Disse-lhe,e ela pensou por alguns instantes,hávia muitas pessoas que chegavam-Frango assado,grelhado-Eu ri,ela sabia que eu ama-
va esse tipo de comida,se fosse para pagar em pouca quantidade,ela não queria.

E com isso pedimos dois pratos de frango assado com legumes,salada,arroz com lentilhas ao vapor,todo processo teria uma continuidade,não ima-
ginava e claro que essa viajem viesse a mudar meu destino.Preferi ficar quieta,eu bebia várias taças de vinho enquanto esperavamos a comida,o
cheiro de comida vindo da cozinha maravilhoso,e a gente,as várias pessoas sentadas no belo e luxuoso salão esperando.

Oa garçons andavam entre as linhadas,as mesas,servindo os pratos pedidos,eu que me enbebia com muito vinho,branco de preferencia-Lilith?Eu
tenho que admitir,um ar diferente toma conta de você-Eu a olhei,ela riu por alguns momentos-Entendo,e que após tantos anos!...-Rompi a palavra
e rapidamente voltei-me a taça,a garrafa de vinho jazia aberta dentro do recipiente de prata cheio de gelo.

A peguei enchendo a taça e a dela-Beba,quero comer muito hogê,e quem sabe caso ainda dê tempo,irmos a doceria-Lhe disse,ela riu,com isso
os minutos se passaram,nossos pratos foram servidos,começamos a comer envoltas na fome de uma longa viagem.Mas eu garanto que para
mim estava valendo a pena.

Céus,me sentia suprimida ao longo desses anos,a idéia de viajar que veio de Lucy,realmente me começava a ser a salvação.Eu comia,eu devo-
rava com vontade o prato com frango,arroz com lentilhas,salada,tudo isso,o vinho gelado,agora tinto,já que tinhamos tomado toda garrafa de
vinho branco,o que caia melhor com o gosto,o sabor.

O tempo se passava-Céus,Paris e uma Cidade que não para-Disse em algum momento-Acha isso?Ela não para-Lucy me respondeu,ela que duran-
te o passar desses anos claramente que veio a Cidade,só que eu preferi ficar,digamos assim! Uma 2° viagem para ela,e a minha 1° viagem.Duran-
te todo esse tempo nós envolvemos nesse processo.

Ao saírmos do restaurante ela quis ir a uma das lojas da Cidade-Estão abertas,raramente elas fecham-Ela me disse,com isso nos apressamos
ao caminharmos pelas calçadas de Paris,andavamos entre as pessoas,pessoas luxuosas,eu por ser o que sou,vir da onde vim,claramente que
não conhecia tanto luxo assim.

E como sabes:Meu pais e simples,apesar de tão ancestral e moderno.Mas era maravilhoso andarmos pela Cidade,uma caminhada sublime,com
a imensa volta que demos na praça,chegamos a loja,tudo isso foi imediato.Tudo que sei e que compramos algumas coisinhas,maquiagem de pre-
ferencia,algo que eu necessitava fazia dias.

Saímos com algumas bolsas e claro,mas mesmo assim tinha valido a pena,isso por que o notável momento se tornou um doce acalanto de pré-
história contada.Andavamos pela Cidade,saímos a procura de várias coisinhas de feitige para levarmos a minha Tia que graças ainda está viva.
A volta me foi maravilhosa,sublime em todos os sentidos,sublime por que eu necessitava disso.Passamos pela recepção e subimos pelas esca-
das.

Não quis subir no elevador,admito que odeio lugares apertados.Passamos pelo corredor e ao entrarmos deixamos as bolsas jogadas no sofá.
Fui até a cozinha para beber água,tirei a garrafa da geladeira e enchi o copo.Lucy me fitava,sua face corada.Isso tudo devido a caminhada,a
ida a loja,a volta.E nisso a noite acabava,pelo visto entrava na madrugada devido ao horário loca.Um requinte de chegada alheia,e isso que
eu tenho a dizer.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qua 14 Jul - 13:24:07

Céus,eu preciso respirar para o que eu direi a seguir.Isso por que foi um momento notável em minha existência,passageiro e claro,mas que eu levarei por toda a
minha existência.Eram 18:00 da noite em Paris,eu andava sozinha pela Cidade,observava algumas coisas,eu tinha acabado de sair da sorveteria com Lucy,mas ela
quis se envolver com outras coisas na Cidade.

O que e claro acabou por me deixar sozinha,envolta em um requintado holocausto de caminhada.Eu ainda sentia o sabor de sorvete na boca,eu tinha comprato
uma barra de cereais para tirar o gosto,eu andava,tinha escolhido um longo vestido de algodão em cor negra para sair,a sandália delicada com fita atenuada ao
meu pé,minhas unhas polidas cintilavam sobre as luzes.

-Céus,mas será que isso tudo vale a pena?-Me questionei,nunca vi tantas pessoas andando por uma Cidade que não para,mas era de se esperar de uma capital
como Paris.Eu sei falar frances muito bem,assim como inglés e espanhou,além de minha linguá nativa,toda experiência em estudos e decições em meio meio de
profisão me levaram a isso.

Mas eu não esperava pelo que aconteceria,tudo que lembro e que tive que parar,iria atravessar um sinal para seguir ao hotel aonde eu estava,muitas pessoas es-
tavam a espera,eu esperei,finalmente o sinal abriu,e tudo que sei e que ao atravessar,escorreguei sobre o chão,o vento fez com que meu vestido se movesse,e eu
não entendi muito bem a revoada de folhas vindo em minha direção.

Em Paris se há muitas arvores,as folhas secam e quando vem,atrapalham nossa visão,voltei a me levantar e devido a isso,não vi quase nada,tudo que senti e um
pegar atrás de meus braços,que deslizaram sobre meus ombros-Está bem senhorita?-Ouvi,e me assombrei pensando por alguns instantes,uma voz forte,aveluda-
da,eu quis me livrar,claro que não conhecia essa pessoa,o que me assustou e muito!

Eu me virei de frente para ele,o olhei,céus,aqueles olhos verdes,plenamente verdes,os cabelos lisos,não muito longos e ruivos que iam até os ombros,um jovem.
Disso eu soube,ele usava botas curtas,calça jeans em tom azul claro,a camiseta vinho por baixo,o longo casaco negro por cima,o cachecol que o protegia do frio
sequido de paris em cor também vinho.

Eu me mantive silenciada,pensel em algo assombrador.'Esse menino,ele é,ele e...'.E nesse momento ele falou-Tenha calma,deixe-me levá-la-o sinal está prestes
a abrir-Ele me pegou nos braços,as pessoas que acabavam se atravessar olhando,eu não entendi o por que ele fez isso,mas tudo que sei e que chegamos até uma
imensa calçada,os carros voltaram a passar logo ao nosso lado,nas Ruas.

-Está melhor?-Ele bramiu baixinho,querendo saber de algo-Sim,eu estou melhor,obrigada-Mas a sensação era aterradora,destruidora em todos os sentidos,todo o
meu instinto era o de querer fugir,mas nesse momento o que me veio a mente foi o de querer saber seu nome-Hum...Tome cuidado da próxima vez,seria oportuno
tomares cuidado ao andar por essa Cidade-Disse.

O olhava,e ouvi quando alguém abriu as portas de uma limosine estacionada ao lado da calçada,uma pessoa saiu andando,o fitei querendo absorver,ele era alto,
isso captei,ele avistou o jovem que se mantinha parado a minha frente,ele que mantinha suas mãos pousadas aos meus ombros-Aziel,requerer isso e o mesmo
que se destruir-Ele riu ao olhar para o homem,mas o que assustou foi o tom cinza de seus olhos,eu que o olhava,a pele tão clarinha,os cabelos loiros soltos,ele a
encarar-me.

-Foi você que quase caiu ou quase foi atropelada?-Arqueei minha sobrancelha,pelo visto o nome do ruivo era Aziel,o jovem não muito alto,mas que claramente se
equiparava a uma doçura sem descrição.Alto Aziel era,nas não tanto como Hyarian,ele que fitava Aziel e a mim,ele que acabará de dizer seu nome-Claramente,eu
não entendo como andar por essa Cidade,acabei de chegar-Hyarian deixou-se pensar,ele estava bonito essa noite,uma jaqueta branca usava,o checou negro,a cal-
ça negra de corte clássito,os sapatos luxuosos também negros.

-Venha Aziel,precisamor ir,não podemos ficar mais tempo aqui-Ele riu,eu que andei para trás,Aziel me olhou por alguns segundos,pelo visto entrariam na limosine,
iriam para algum lugar,eu me mantive observadora,eu que mesclava meus dedos delicadamente unidos a frente de meu corpo,ageitei a borda de meu vestido e eu
pude ver como os dois eram próximos.

Próximos até demais na minha opinião,andei a frente,tentei ver algo quando eles entraram,mas tudo que fiz e me calar quando ao passar pela frente da janela da
limosine,pude ver aquele semblante de tenue caricia de um para com o outro,o beijo morbido,e fiquei pensativa quando a limosine partiu,pegou a Rua a frente,o
sinal que voltou a se fechar quando o veiculo seguiu.

Eu que me mantive estupefada com tudo isso,encarando o momento como se fosse apenas passageiro.Céus,amedrontador demais,isso que senti,mas a sensação que
eu senti ao ser pega daquele modo,isso era o que chamou a atenção.Tinha sido como uma energia que percorria todo corpo de Aziel,o toque que mais me pareceu o
toque de pura energia holocausta.

-Ele,ele...Aquele jovem,céus,não e possível,ele e como eu-Disse sussurrando,comecei a andar,pensativa em todos os sentidos.De certa maneira a sensação não saia
de mim,aquele pegar por trás que me amedrontou tanto.O que será que um jovem como ele fazia em uma Cidade como Paris?Pensava em todos esses detalhes em
meu caminhar.Senti um toque de tristeza vindo daquele jovem.

Apesar do rido dele tão doce.Um riso que me deixou corada ao lembrar-me.Sem falar o nome que não me era tão normal de ouvir,mesmo assim pensava,sentia,eu
sentia aquele toque de tristeza por algo vindo de Aziel,só que,como saber desses detalhes?Seguia caminho,lembrava de cada detalhe,a entrada na limosine,o beijo
morbido dele e seu acompanhante.

Arqueei a sobrancelha por alguns instantes e com isso me deparei com uma verdade:Amantes,sem dúvida alguma,próximos a ponte de serem amantes,um jovem co-
mo Aziel não se daria ao luxo de não amar,de não poder sair,de se entregar a algo tão precioso.Tive e sofri por algums momentos para tirar esses pensamentos de mi-
nha mente.Chegando ao hotel segui para o apartamento.

Lucy me esperava,ela vislumbrou meu impacto por algo-Lilith?Aconteceu algo?-Eu que não conseguia falar,tudo que sei e que sentei-me,ela que se levantou me enca-
rando,uma dama vestida com pura seda negra devido ao roupão que usava,a calça deliciosa do mesmo tecido,um conjunto alheio-Nada,e que...Eu quase fui atropela-
da,eu não entendo,aquele jovem que me ajudou,ele...-Rompi as palavras.

-Que jovem?-Ela quis saber,me fitava observando meu rosto-Quando uma pessoa está triste por algo,da vida que leva,o que pensa sobre isso?-Lhe perguntei,isso a
pegou desprevenida-Eu não sei Lilith,mas por que me pergunta isso?-A olhei,ri tomava de angustia por alguns momentos-Foi o que senti daquele garoto,tão lindo,lin-
do de certa forma,eu admito-Ela arqueou sua sobrancelha.

-Tome cuidado,acho que tudo que precisa e subir,dormir-Eu sabia que sim,mas faria algo aterrador ao subir,algo que só dizia respeito a mim.Quando no quarto,eu
tranquei a porta,me direcionei a imensa varanda,fiquei observando a Cidade abaixo da paisagem-Redenção?-Chamei por ele,chamei cinco vezes antes dele dar sinal
de vida,antes dele ser visto de pé ao meu lado.

Suas asas fechadas,o semblante de seus cabelos negros,sedosos-Faria algo por mim?-Ele me fitava,claramente que tirava-me algo,os vislumbres de minha memó-
ria-Lilith,não vai me pedir o que está pensando,correto?-O olhava,quieta fiquei por alguns momentos-Seria insensato,eu vi tudo,eu sinto tudo que sente,tudo que tu
vive,presencia,e sim,ele e como você,só que...-Quis saber o resto de suas palavras.

-Só que o que querido?-Falei chorosa,ele que parou encostando-se na parede da varanda-Imagine-o em um patamar maior que o sei,Aziel não e feiticeiro,ele e um
bruxo,compreende?Dententor de legado,maior que o teu-Andei a frente-Por favor!Sei que pode encontrá-lo,saber aonde ele está-Ele riu por alguns segundos-Céus,e
suicidio Lilith-Ele se sentia frustrado.

-Lilith,me peça tudo,menos isso-Pediu ao voltar á me olhar,nesse instante pensei,me sentei á mesa,ele esperava com que eu lhe falasse-Sabe quem e aquele?Falo
do que estava com ele,o amante dele-Ele andou a frente,sentou-se a minha frente,céus,perfeito vê-lo fazer isso-Lilith,esqueça Aziel,esqueça de verdade,só de sentir
a presença dele,eu tive medo,imenso medo-Mas por qual motivo Redenção sentiria medo de um jovem como Aziel?

-Entendo,eu só queria mesmo saber aonde ele está,mas sei que está na Cidade-Arqueando sua sobrancelha ele disse-Não por muito tempo,ele está envolvido em
sérios problemas,não tem haver com esse mundo,falo do espectral-Entendi de imediato,o que deixou pensativa-Redenção faça isso por mim,tente encontrar tudo
que possa saber sobre ele,mesmo tu sabendo pouco,podes me ser util-Ele cerrou o olhar.

-Insiste,céus-Ele disse ao sumir,com isso me levantei,apaguei as luzes da varanda,fui em direção ao quarto,apaguei as luzes também,lembro de ter me trocado,de
ter quardado minhas roupas na mala debaixo da cama.Lembro de ter me deitado,eu que tinha escolhido uma linda camisola rendada para mim em cor cinza,seda
pura com renda sobre meu busto.Puxei os cobertores por cima de mim.

Aquele toque não me saia da mente,não mesmo,a fala ordenada como veludo aos ouvidos.Pensava encarando a paisagem que vinha da varanda,pensava envolta no
semblante de toda uma observação-O outro,eu tenho quase certeza,ele não e humano,não pelo que vi-Disse sussurrando por alguns momentos,isso fez com que eu
voltasse a fechar meus olhos.

Lembrei com perfeição do rosto de Aziel,o modo como ele me encarou,como ele me pegou nos braços e me levou até a imensa calçada.A próximidade com aquele
outro,isso me assustou,imensamente,tenha certeza.O em presenciar rapidamente o modo como Aziel se deixou abraçar pelo outro,como o beijou.Isso significava
muita coisa,sem duvida.

Há,eu agia ao meu modo,agia verdadeiramente.Claro que esperaria uma resposta de Redenção,se ele faria o que eu pedia,seria dificil,eu sei,dificil encontrar um ser
como Aziel em Paris,principalmente sabendo quem ele era,segundo o que Redenção me falou.O sono me era bom,maravilhoso,imensamente maravilhoso,era disso
que eu precisava para que eu descansasse.

Respostas e mais respostas,céus,isso me foi sublime ao sonhar.O que aconteceu na manhã seguinte?Há,imagine um recado,um recado que me encheu de espasmo
de medo.Eu levantei-me,sai pelo corredor,chegando a sala eu vi Redenção,eu quase cai para trás ao me deparar com o estado dele,marcas de golpes jaziam em seu
corpo,rosto-O que foi!?-Gritei andando a frente,Lucy tinha saído,o que me tranquilizou bastante-Agradesça,toma isso-Ele entregou-me o pequeno bilhete amassado.

"Toma cuidado com quem manda me procurar,odeio isso,odeio saber que estou sendo seguido,principalmente sabendo que se trata de uma pessoa como você.
Não queira saber de minha vida Lilith,não quando estou envolto nos problemas que convivo.Se me seguir,eu juro,mato ele,e tenho forças para isso,só não espe-
rava que uma senhorita como você,fosse o que e,não ao ajudá-la naquele momento.

Passar bem.

Assinado:Aziel De Lioncourt".

Meus olhos espantados,meus lábios tremendo devido ao bilhete.Redenção levantou-se,me encarou,estiquei meus dedos ao seu rosto-Desculpe querido,pode descansar.
Eu resolso sozinha,se ele está na Cidade,o encontro-Ele riu,ao menos me disse algo-Ele e grego,mora em Athena,Capital-Boa informação,mas eu sabia que nada disso
seria o bastante.Andei em direção a cozinha-Maldito,ele tá jogando,vai ter volta-Repeti várias vezes,tomaria café,com isso iniciaria todo um processo de procura,eu pre-
cisava saber quem era esse garoto,principalmente sabendo que ele jazia nesse momento,quem sabe o ajudaria,uma troca sublime.

Enchi a xícará com leite e café,me sentei,tomei alguns goles-Verá,não tens o direito de pisar encima de mim,quer guerra?Terá-Seria sensato?Não sabia,mas seguiria,ao
menos precisaria vê-lo,ouvir de sua boca o que dize no bilhete.O que me assustou foi o estado em que ele deixou meu Redenção,isso era injusto,o que não admitia em
hipótese alguma.Tomava café,matava a fome,e com isso o doce tempo se transformava-Aziel,me parece mais selvagem do que apresentou ser,gosto desse nome-Eu ri,e
segui com a matança de fome.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qui 15 Jul - 11:03:07

Há,céus alados,esse e o doce pronome que eu necessito para que eu possa respirar fundo e continuar.Belo dia,belo momento para que eu pudesse reagir a tudo que
viria me constranger em todos os sentidos.Me arrumei no quarto,eu me vesti com uma saia negra de algodão delicado,camiseta de algodão em cor branca,o cachecou
de lã também negro,sedosa,o pá de botas longa,salto alto,o tom negro me foi sublime,fiz com que meu rosto fosse maquiado,o atenuei com base.

-Redenção,tens mesmo certeza de que lá e o endereço?-O olhava enquanto terminava de me maquiar,um baton delicado,coloquei meus brincos de pérolas brancas,o
seu olhar marejado por algum tipo de emoção-Sim,eu sei,e esse mesmo,a casa e dele,pelo visto Aziel pretende passar alguns dias aqui-Arqueei minha sobrancelha,eu
acabará de adquirir uma informação importante.

-Entendo meu querido,entendo-E nesse momento levantei-me,me olhei,nada de chápeu,essas coisas,algo simples e luxuoso como descrito,peguei minha bolsa negra de
lã e a coloquei de lado.Sai pelo corredor,o sol banhava o apartamento,céus,eu tinha feito bem em tomar o café da manhã,meu estomâgo cheio,o que me dava energia e
pleno conforto.Quis que Redenção não me seguisse,ele tinha falado o bastante para mim.

Quando nas Ruas de Paris eu segui até um dos pontos principais da Cidade,esperei um Táxi parar,rapidamente entrei,deixei-me aconchegar no banco de trás e dei o
Endereço para o motorista-Tem ceteza de que e lá que deseja ir?-Arqueei minha sobrancelha-Claro que sim-Ele riu por alguns momentos-Entendo,não e muita gente
que vai para essas partes da Cidade,e tomada pela elite-Entendi suas palavras.

Rapidamente ele seguiu pelas Ruas,atravessava os sinais,meu coração tranquilo,sendo tomado de uma paz calma,atenuada.Assenti quando o tempo me pareceu passar
devagar.Eu pensava,pensava friamente no que isso significava.Pensava em cada requinte daquele momento e não me foi estranho saber o que Aziel esperaria de mim.O
meu pensamento fluia de modo pleno,ávido.Não que isso me tornasse insana,apenas obvervadora,eu precisava de todo modo compreender.Em pensar que um simples e
aspero gesto me levou a esse momento.

Fechei meus olhos,deixei meu rosto encostar na janela,o Táxi seguia pelas Ruas-É,Aziel escolheu bem o momento,pelo visto ele e importante-Refleti,palavras que rever-
baram em minha mente por vários momentos,imagens do acontecido na noite anterior vindo-me a mente.Nada disso me foi tenebroso,adorável,e isso que tenho a falar
nesse instante que descrevo isso.O tempo se passou,que bom que o trânsito estaba bom,aberto.

Digamos que livre.O táxi parou,o que me fez abrir os olhos delicadamente,vi a Rua ao lado aonde os carros passavam,as pessoas caminhando pela calçada do outro lado.
Me esquivei,abri a porta,visionei a linda casa de três andares,o dia claro,o sol que jazia acima do lindo telhado da casa-Céus,o que e isso?-Disse,me virei me direcionando
ao motorista,paguei o que devia pagar da corria,minha mão deslizou pela alça de minha bolsa.

Cada vislumbre requintado,o lindo portão de tom prata cintilando ao sol,a murada de ferro em desenho diagonal transcorrendo toca casa,uma especie de cercado,isso me
fez pensar por alguns momentos,o táxi a essa altura ia embora pegando a Rua atrás de mim,eu que jazia nesse transe de observação-Deuses do céu,aonde vim parar?-Os
meus olhos se atenuaram ao interfone,pelo visto Aziel deveria estar dormindo nesse momento.

Porém algo me retraiu,isso por que no jardim logo a frente da casa,as folhas das imensas bananeiras oscilaram,duas macieiras do lado oposto também,o vento reverbou,
senti lapsos de sua poderosa presença,era como se Aziel mandasse um recado-Só alguns dias ele veio para ficar,imagine se fosse para morar-Sussurrei baixinho,olhei o
interfone novamente,meus dedos antes de tocar pararam no ar tremendo.

Pensei no motivo do destino de me trásido aqui,mas eu tomei coragem e apertei o botão do interfone,nem uma resposta,tudo que sei e que um barulho foi ouvido na fecha-
dura do portão,ele que se abriu transcorrendo o roda-pé ao chão,meus olhos esbugalhados devido ao momentos-Será que devo entrar?-Sussurrei,minhas mãos unidas a fren-
te,uma cientista como eu háveria de se precaver,andei pelo gramado,o perfume de rosas vindo ao ar,e vi os detalhes nesse momento de muitas,inumeras rosas que haviam
crescido como um abraço na murada descrita por mim que transcorre a casa.

Um detalhe encantados,as astes de ferro preateada serve como apoio,mesmo assim,tive que continuar,um lindo cháfariz derramava suas águas,a estátua de um lindo anjo
parada,transbordando esse liguido precioso.Andava devagar,absorvendo esses detalhes.Vi a linda varadan,o portal de entrada maravilhoso,uma cada toda em estilo venezia-
no,essa e a pura verdade,colunas brancas subindo aos céus pelos andares,toquei a campanhia,o som reverbou pelo lado de dentro,deu para ouvir.

Céus,ouvi passos lá dentro,passos delicados,passos que me fizeram andar um pouquinho para trás,céus,eram quase 11:30 da manhã pelo visto,senti pelo instinto,se fosse
mais cedo,era provável que Aziel estivesse dormindo,descansando,olhei a linda porta em tom vermelho,o verniz brilhoso,a maçaneta girou fazendo com que a porta de abris-
se.Respirei fundo,atenuei minha mão na alça da bolsa ao lado,esperava alguém falar.

Vi quando seu rosto apareceu pela brecha da porta-O que faz aqui mulher?-Arqueei minha sobrancelha delicadamente-Me chamo Lilith,acho que precisamos ter uma conver-
sa correto?Fez algo que não deveria á um amigo meu Aziel,podemos coversar?-Ele arqueou em tom sério o cenho,com isso voltou a fechar a porta e tirou a base da brilhosa
correndinha da porta pelo lado de dentro,e finalmente o vi por completo.

-Entra-Pediu ele calmamente,voz de anjo,isso eu soube,o que me deixou imensamente tocada.Entrei em passos calmos,delicados,ele estava lindo nesse dia,não esqueço da
linda camiseta branca que deixava seus braços a amostra,o lenço de seda no pescoço,a calça jeans justas negras e o pá de botas imaculamente lustrosos,jovem que sem dú-
vida crescerá no luxo,isso eu soube.

Andava ao seu lado,foi nesse momento que ele fez gesto para que eu sentasse no imenso sofá de quatro lugares,negro,o tapete branco pelpudo ao chão,a linda mesa de cen-
tro logo a frente,o belo jarro de madeira com flores cálidas,ele sentou-se na poltrona,ficou me fitando por alguns momentos,o sol entrava pelas belas persianas,o cortinado em
tom vinho oscilando pelo vento,a paisagem vinha do lado de fora,o céu que reverbava clarinho,ele rompeu o silêncio-Não fique se perdendo nesses detalhes,o que faz aqui?-Eu
o olhei voltando toda minha atenção a ele.

-Aziel! Venho pedir desculpas pelo feito de ontém a noite,acho que a madrugada nada lhe foi agradável,correto?-Ele riu baixinho,seus sedosos cabelos brilhosos,os fios lisos
que iam até os belos ombros.Jovem de sublime fortitude,mas delicadeza-Nada,aquilo não foi nada,tive ataque de fúria ao sentir que algo me espionava,não suspeitava que
era você-Eu ri por alguns momentos-Entendo,moras mesmo por aqui?-Conclui.

E foi nesse instante que ele cruzou as pernas,ficou me fitando por alguns momentos silenciosos,ele rompei a quietude novamente quando voltou a falar-Lilith,por enquanto eu
estou aqui,compreende?Quis essa casa por que preciso de paz por algum tempo,Athena para mim não e lugar no momento,não quando se trata do que está acontecendo-Eu o
fitei-Sim,sim! Diga-me mais,por favor,me deixou curiosa-Ele arqueou o cenho novamente.

-Acontece que vim para aqui desprevenido para o que aconteceu,dias antes estive em Auvergne,visitando dois de meus parentes que moram em um castelo,solitários,mas
seres que são meus parentes,acontece que estou sendo perseguido desde então-Ageitei a base de minha saia,tirei a bolsa de lado e a deixei encima do sofá,cruzei as per-
nas delicadamente,e com isso continuei ouvindo o que ele precisava falar.

-Suspeita de algo que o esteja perseguindo?-Ele pensou por alguns momentos,depois respondeu-me-Mais ou menos,não e humano muito menos uma alma,espectro,e algo
que ecoa os cantos e sons das bestas-Isso me deixou assombrada,quis entender mais alguns detalhes-Compreendo,acha que se voltar a Athena levará esse problema para
seus próximos?-Ele assentiu se curvando a frente,me olhou deixando com que a resposta fosse enfadonha-Sim,temo por isso,por isso meu irmão está me ajudando,ele que
me trouxe para cá depois que soube-Compreendi de imediato.

-Há,sim,ou melhor,não está enjoado de Athena?-Ele voltou a se recostar na base da poltrona atrás dele,me fitou com seriedade-Não,não estou ejoado,só não quero levar o
problema para lá,alho me guia a fazer isso-Respirei fundo,levantei-me o fitando por alguns momentos,ele arqueou seu olhar,céus,nunca vi ou sequer presenciei pessoa com
tamanha magnitude como ele,ele levantou-se-Vai embora?Só para isso que veio?-O respondi de imediato.

-Querido se poderes me explicar mais,ficaria feliz-Ele riu,caminhou passando ao lado do sofá,se direcionou a um lindo corredor,a mesa com jarro jazendo encostada na pa-
rede,quadros de Dá Vinci.Entrando na cozinha percebi que ele estava comendo algo antes de me atender,o jornal jazendo ao lado do laptop exclusivamente dele,a tela que
se abriu quando ele voltou a passear o dedo delicadamente na pequenina base,sentei o observando.

-Lilith,acho que tem forma de um animal,imenso compreende? Eu estava dormindo em uma das torres do castelo,os meus parentes e Hyarian tinham saído para algo impor-
tante,essa coisa tentou me atacar ainda dentro do quarto na torre aonde eu estava,fui puxado debaixo dos cobertores,atacado,não mordido,mas atacado.

-Aziel,só lembra disso?-Ele deslizou os dedos pela xícara branca de porcelana,bebeu alguns goles de chá,a fumaça que subia fumegante-Por enquanto,estou tentando enten-
der Lilith-Estiquei as mãos a frente da base da mesa redonda-Aonde está seu irmão?-Ele riu por alguns momentos-Dormindo,não muito longe dáqui,ele está dormindo em um
dos bosques aqui perto,em uma pequenina caverna que o acolhe muito bem durante o dia-Céus,isso me assustou.

-Se quer saber! Ele não e o que pensa ser,espero o dia em que ele possa ter a coragem de me fazer algo,me fazer morto para esse mundo,mas e algo que diz respeito a
mim,não a você,ainda está longe de entender tudo isso-Isso me deixou pensativa,imaculamente nervosa,imensamente nervosa-Vi o anel prateado reluzir em seu dedo,eu
percebi algo importante ali,o entalhe do brasão de algo importante.

Um circulo e uma rosa,pensei,tentei compreender-Quer saber?E o brasão de minha família,eu mesmo o desenhei,pedi,forá feito em menos de 48 horas Lilith,mais algo que
queira saber?-O olhei atônita,tomada de medo-Nada,mais nada Aziel-Proclamei o fitando,ele levantou-se,a xícara nesse momento jazia encima da mesa ao lado do seu laptop.
-Lilith?Não e só isso que veio dizer,tentar entender,há mais alguma coisa-O olhei,silenciada,pensativa.

-Aziel?Acredita que as vezes o destino possa ser cruél?Que ele nós chama a algo e com isso haveremos de definhar?Por querido,e isso que estou sentindo nesse momento,o
que sinto desde aquele momento.Estou com medo.

Ele se esquivou a minha frente,me fitou com profundidade,nunca vi ruivo como ele em minha vida,céus,o detalhe das lindas e delicadas sobrancelhas plenamente vermelhas.
Os cabelos chamativos pelo mesmo tom-E isso mesmo que acha?-Quis saber,foi nesse momento que ele deslizou seus dedos pelo meu rosto,e sem querer vi o detalhe da pe-
quenina marquinha sobre a pele,não entendi de imediato,mas quis saber,e foi nesse instante que ele disse.

-Para ser verdadeiro,saiba disso:Quando bebê,essa mão nascerá com seis dedos,um desses dedos foi extirpado,arrancado de mim,o que chamam de sexto dedo,o dedo que
assiná-la minha plenitude,tanto que deve ter percebido que quando pego algo essa mão treme um poquinho,isso pelo pequenino e defeito quase imperceptivel,mas um dos si-
nais de minha plenitude não pude tirar-me,o fogo que arde quando a chama do dom e verdadeiro-Pensei,refleti.

-Os cabelos vermelhos?E isso?-Quis saber-Exatamente-Ele ergue-se me olhando,esticou a mão em sinal para fazer o mesmo-Mas fala o que veio saber-Pediu,o olhei,seus do-
ces olhos verdes me queimaram por alguns momentos-Está a procura do que Aziel?-Lhe perguntei,e isso fez ele se sentir queimado por algo-Não pode me ajudar Lilith,não da
forma com que pensa ser-Disse,e nisso andei a frente,tentei tocar-lhe nos ombros,mas ele não permitiu.

-Aziel?Sabe que posso ajudá-lo em algo,querido deixe com que o ajude,por favor!-Exclamei quase desesperada,chorosa nesse momento-Não se sinta angustiada por isso,não
pense em mim Lilith,só no seu caminho-Céus,ele não entendia,não entendia!Podia ajudá-lo,eu sabia disso!Algo clamava dizendo que eu podia ajudá-lo!Saber que ele estava fe-
chado para mim me deixava a beira do desespero.

-Esqueça isso Lilith,não e de teu feitio,tudo bem?Tenho que resolver isso,por favor,esqueça isso,me esqueça-Disse rapidamente,e nesse momento algo me instruiu a pegar o
seu caderno de anotações em cima da mesa,peguei a caneta,isso o deixou pensativo,caminhei pelo corredor ao sair da cozinha-O que vai fazer?-Perguntou,seus passos sendo
ouvidos pelo corredor,na sala eu me direcionei a porta ao pegar minha bolsa,o carno e caneta jazendo em minha mão direita,na varanda ele parou me fitando.

Mesmo angustiada eu tinha que fazê-lo,se algo me instruia a isso,o faria-Céus alados Aziel,por favor,me permita-Ele me fitava,seu braço curvado sobre a base da porta,eu
que descrevia-Olha!Tome isto meu querido,tome isto,se precisa de algo,me chame,deixe algum e-mail,estou a disposição-Ele silenciado,me vendo escrever,deixei tudo ano-
tado,sem pestanejar eu o fiz,estiquei o papel para ele,ele pensava,refletia.O vento que transcorria a varanda.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qui 15 Jul - 12:06:25


-Por favor Aziel! Faça isso por mim,pegue isto-E ele continuava refletindo,me fitando,me queimando por todos os detalhes de sua tenebrosa visão,os olhos verdes brilhando
ao sol cálido do lindo dia,o vento voltou a reverbar,ele pensava,eu que mantinha a mão esticava a frente,eu que me sentia aflita por tudo,não sei descrever esse momento,e
com isso continuei esperando,Aziel de forma sublime me olhava nesse cálido transe,quietude divina que o tomava.

Ele respirou fundo,o doce brilho em seus olhos voltaram a tona,ele esticou a mão,o lindo anel reluzia em seu dedo sobre os raios do sol cálido,um momento que o tomou de
surpresa,sem duvida,pensei!Nisso ele bramiu baixinho-E você,acho que minha procura acabou,acabou,a procura por um semblante chegou ao fim-Eu não entendi o por que de
suas palavras,mas tudo que sei e que ele leu o papeu,ele pegou o caderno de anotação e caneta.

-Lilith,acha que pode me ajudar?-O olhei,me sentia angustiada,muito em pensar que ele jazia nesse tormento-Querido no possível,mas suas palavras,eu não as entendo-Fa-
leu rapidamente,ele riu por alguns segundos,quardou o papel no bolso da calça,deixou o carno e caneta no batente da linda varanda,os jarros com plantas típicas da região
em decoração plena,ele andou em minha direção.

Silencioso,observador-Quis saber se eu acredito em contradição de destino,essas coisas,quer saber minha resposta final?-Ele deslizou suas mãos sobre meus ombros,eu que
o olhei profundamente-Sim,se deseja responder,responda-me-O silêncio que pairou entre nós dois,a revoada de passaros foi ouvida vindo do lindo jardim a frente da casa,eu
o encarava silenciosa,pensativa,meus olhos brilhosos por querer saber sua resposta.

Nesse instante ele respidou fundo,com sublime e tenue delicadeza,seus lábios que roçaram meu pescoço,depois subiram em direção a meu rosto,ele beijou-me,isso me provo-
cou calafrios,tensos caláfrios-Aziel?-Quis falar,brami baixo devido a esse momento,eu tremia por inteiro e não compreendia isso,nunca compreenderei esse momento,mesmo eu
o lembrando com tamanha perfeição.

Não compreendia por que meu choro foi passivo,silencioso enquanto o beijava,o seu marcante cheiro delicado,minhas mãos que se atenuaram a seus ombros,o abraço forte,
eu que me senti pequena diante dele-Há céus,acho que vou morrer-Sussurrei por alguns instantes-Eu que correspondia com força,vontade,suas mãos deslizaram pela minha
cintura,ele me puxou mais para junto de si,o laço marcante que foi feito entre eu e ele.

Isso me deixou mais artomentada,me afastei respirando fundo,eu que vi minha visão turva-Aziel,eu entendo,fiz tudo errado,não era para eu ter vindo,céus alados,errei,descul-
pe-Disse me afastando,eu que desci a escadinha a frente da linda varanda-Lilith!-Ouvi ele gritar,ele me seguia,andava atrás de mim nesse momento-Céus,desculpe!Entendo,eu
fui maluca de ter vindo,desculpe-Bramia ainda chorosa,andava rapidamente.

Cheguei até o portão,ele ficou a me olhar,me queimava silencioso-Há,pode abrir o portão,eu,eu!Não volto mais,entendo,desculpe inportunar e tentar me meter desse modo em
sua vida-Ele se impactará com essa palavra,espantado em todos os sentidos-Lilith,não entende,não e?-Perguntou-me,eu que a essa altura enjugava meu rosto com o lenço que
ele me estendeu-Há,esqueça,sou uma tola,deve me achar assim-Ele riu nesse momento.

-Não,jamais acharia isso de você-O olhei delicadamente,as lágrimas que chamuscavam meus olhos-Agora eu percebo,não sou eu que preciso de ajuda,e você-Expeliu,isso
me deixou assustada,mesmo assim me segurei firme para não desmaiar,minhas pernas tremiam-Há,sempre precisei e morrerei precisando Aziel,isso por que sei pouco de
meu passado-Ele riu,deixou-se andar para frente,o cheiro das rosas pairando no ar.

-Quando vai voltar para seu lar?-Quis saber,e nesse momento o respondi-Não sei Aziel,essa viagem,tudo isso!Eu precisava,estou saíndo de um periodo de anos em sofrimen-
to,entende?-Ele me acariciou o rosto,só o toque dele me fazia tremer as pernas,o riso delicado-Anos em sofrimento?-O olhava-Sim,fui casada,eu me casei,tive um marido,eu
tentei contruir uma família,deu tudo errado-Eu respirei fundo.

-Há entendo,mas entenda também! Faz pouco tempo que fiquei indepedente,tenho meus 18 anos-Que resposta maravilhosa pensei-Há! Sou uma tola,tola mesmo,céus,como
eu fui maluca de vir aqui?-Ele voltou a rir,afastando os dedos andou a frente,apertou o botão do portão,o vi abrir quando ele se afastou-Lilith?A porta está aberta,se isso lhe
deixou chateada,eu que peço desculpas-Andei saíndo do jardim,o olhei do lado de fora parada na calçada-Entendo-O respondi.

-Mas tens meu Endereço,meu número para contato-O som dos carros foi ouvido,claramente que ele considerava isso especial por demais-Tudo bem Lilith,quem sabe a gente
não se esbarre por ai,correto?-Disse rindo por alguns instantes-Não sei,mas saiba que estou a disposição-Um táxi parou,pelo visto o motorista perceberá que eu precisaria de
um-Tudo bem-Eu andei em direção ao veículo parado a beira da calçada,entrei ao abrir a porta.

Vi quando ele se direcionou a janela,seus braços esticados para cima-Se cuida-Foram as ultimas palavras que ouvi dele antes do táxi partir,o vento entrava pela janela aberta
e eu angustiada envolta nesse tormendo.Voltei a pegar o lenço,enjuguei os olhos,e nesse momento disse para que o morista me levasse ao hotel-Céus,por que essas coisas a-
contecem?-Sussurrei olhando para o lado de fora.

Pensei profundamente,a presença dele pairando sobre mim,pensei no que ele me disse,em suas palavras-Hyarian não e só seu irmão,e amante,ele o ama,o ama por comple-
to,essa e a verdade,ele pertence ao Hyarian-Palavras que me vieram como ácido ao sussurra-las.O táxi seguia,o vento cálido que vinha pelas jenelas abertas era maravilhoso,
e com isso a quietude me tomou.

Tudo que lembro em seguida,e que o táxi parou enfrente ao hotel,sai entrando direto pelo salão da recepção.Desabei ao entrar na sala,eu que deixei a bolsa em cima da me-
sa de centro.Deiteime no sofá olhando para o teto,a luz do dia vinha,iluminava com perfeição,minha mão direita pairando sobre a testa,enquanto a outra pairava sobre meu
corpo,pensava em todos os detalhes daquele momento.

-Aziel,me deixa loucura,admito,me deixa loucura-Repeti várias vezes tentando reaver o controle de minha conciência.O momento me parecia inapropriado,mesmo assim,eu ad-
mitia que foi tudo isso que me envolverá desde o momento que pisará em sua casa-Algo que o persegue,não e uma alma,espectro,nada disso,pelo modo que ele falou uma espe-
cie de animal-Sussurrei ainda fitando o teto.

Foi nesse momento que sentei-me pensando,meus dedos se direcionaram a meus lábios,eu ainda sentia o fervor de sua boca sobre a minha,muito perceptivel,fechei meus o-
lhos por alguns momentos,pude voltar a ver a imagem nitidamente do beijo,do seu gesto cálido-Céus,tira-me toda angustia alheia,ele não e para mim-Disse ao abrir os olhos
novamente,vi quando Redenção de materializou a minha frente.

-Não diga nada-Falei ao mover meu olhar a ele-Ele e sua destruição Lilith,resumidamente isso-Pensei o encarando,o que o deixou profundamente nervoso-Me odeia!?Não sei
o que falar!-Isso o fez me queimar com fúria,ele que emanou sua força espectral me empurrando contra a base do sofá-Toma cuidado,dou-te meu ultimo recado:Nada mais
a tocará a não ser eu,está entendendo?-Não compreendi essa emeaça;

O fitava,refletia profundamente-Minha vida,nada de mim e seu templo Redenção-Ele riu,ele que se curvou a minha frente-Acha mesmo?-Sussurrou ao lado de meu ouvido,eu
olhava para frente,pensava no que deveria responder-Não me odeia,nada disso,deseje meu progresso-Ele deslizou sua mão sobre meu rosto,apertou com firmeza,fez com que
o olhasse-Lilith,aquilo que disse,sabe que ainda está de pé,quero o direito de poder levá-la daqui-Arqueei minha sobrancelha.

Foi nesse momento que em fúria o diz andar para trás,nunca pensei que tamanha força viesse de mim-Cale-se,saia de minha frente,não agora,não agora aonde tudo está
se formando-Ele me fitava ingrédulo-Acha mesmo que o que está fazendo e certo?Ele virá atrás de você-Eu ri baixinho-Mas e isso que quero,e não tenta se meter aonde na-
da lhe interessa!-Gritei-Sai!Sai!Suma de minha frente,agora não!-Disse.

-Vai se arrepender,estou desgosto,muito-Ele sumiu,deixou-me em paz e não consigo descrever a sensação que tive ao voltar a me sentar no sofá,eu que me encolhi como
uma gatorinha,chorosa estava,não esperava que isso me tomasse,não pensava que tudo isso viesse a se tornar real,mas entenda quando falo:Sim,sim,eu mencionará tudo
a ele,e tudo que podia acontecer,e que Aziel entendesse a mensagem e viesse a minha procura.

Seu rosto,seu semblante de cálido pensamento e virtude,tudo isso não me saia da cabeça enquanto choramingava feito criança,encolhida sobre o sofá,o choro que não ia
embora.Veio o início da noite,Lucy chegou,ela me viu jazendo nesse estado catatônico-O que há?-Peguntou-me,eu levantei a encarando-Preciso subir,eu não suporto-Isso a
deixou assustada,preocupada,a doce mulher que trajava vestido azul turquesa feito de puro linho e renda,a sandália delicada,as pernas a amostra pelo vestido ir até a altu-
ra dos joelhos-Venha comigo-Disse.

A fita ajustada a sua fina cintura-Lilith,o que houve?-Aquele garoto,eu fui até ele-Respondi,seguiamos pela escada-E o que aconteceu?-Eu assenti a olhando,linda fita ata-
da a seus cabelos longos e soltos-Não queira saber,eu estou morrendo-Ela pensava.Entramos no corredor,seguimos até o quarto-Lilith,fique calma,quer que eu vá até ele?-
Sentei a beira da cama,ela pairava de pé a minha frente.

-Não,esqueça,devo esquecer isso-Respondi chorosa-Vou descer,preparar algum chá para você,ainda penso que se tivesse tido um filho com papai,hogê estaria melhor-Eu
a olhava-Não,que isso!Jamais,não era epoca para aquilo Lucy-E nesse momento ela se virou se direcionando a porta-Não exatamente-Riu delicadamente,nisso saiu fechan-
do a porta,me deitei de lado sobre a cama.

-Será que o que ela fala e verdade?-Expeli baixinho,meus olhos lagrimosos a olharem para o lado-Não,claro que não-Conclui envolta na pequena solidão,nesse momento eu
soube que a viagem continuaria,e continuou e claro!Céus,foram um mês completo até decidirmos que era a hora de voltarmos.Uma bela tarde de 5° Feira,foi assim que eu e
Lucy voltamos para nossas Terras.Foi maravilhoso sermos recebidas por minha Tia no Aeroporto.

Duas horas para chegarmos em casa.Não acreditava que tinha saído intacta dessa viagem pensei ao entrar pelo jardim ao sair do Táxi parado enfrente a manção.Lucy que
pegou as nossas malas no porta-malas.Ajudei pegando uma delas,entramos no jardim.Minha Tia que seguiu a frente,Isabel linda em sua túnica em cor verde folha,a silhueta
fina,refinada.

Ela abriu a porta,tudo que eu desejava era jantar,o início de noite maravilhoso na Cidade-Nossa,maravilhoso,maravilhoso-Exclamei olhando o salão-Queridas eu pedi muita
lagosta,salada,arroz,tudo isso,vamos comer algo,eu sei que precisa,principalmente ao encararem o voo-Lucy riu,ela que tirou seu chápei delicado o segurando a frente,o jo-
gou encima do sofá,mulher vestindo saia curta,camisa justa,tudo feito de cetim,o tom violeta cai bem nela,os sapatos no mesmo tom branco a pura mulher vestida em
Channel.Iriamos comer,eu que fui forçada a esquecer de Aziel nessas semanas alheias.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 16 Jul - 10:51:49

Tudo que sei e que de algum modo justo minha pessoa refez um pequenino conceito para que podessemos continuar.Minha chegada como dito foi maravilhosa.
Isso me encheu com um certo turpor de alegria,minha vitalidade veio assombrosa.Enquanto comiamos após nossa chegada,cheguei a perguntar a minha tia o
que ela hávia feito em nossa ausência.

Mas será que de certo modo minha pessoa pensou?Há,sim e claro!-Querida Lilith,saiba que de todo modo minha pessoa sente muito,que de todo modo preciso
repensar em alguns conceitos-Eu pousei os talhes ao lado do prato,a olhei,a querida Lucy pensativa,observadora enquanto matava sua fome-Entendo,entendo,eu
não sei o que dizer,tudo que sei e que isso é o natural de nossa existência,correto?-Isabel riu,lindo o modo como seus cabelos estavam soltos.

Seu tom de voz foi branco ao falar-Seus cabelos,não os costou durante sua viagem novamente,eles cresceram um pouco-Eu ri,eu que limpei a boca no quardana-
po-Não,admito que não-Ela arqueou a sobrancelha delicadamente-Entendo,entendo-Disse-me,Lucy continuava a comer docemente,céus,olhei para ela por alguns
segundos,peguei a garrafa de vinho gelado,a servi.

-Beba mais querida,acho que depois de todo esse tempo em voo precisamos descansar-Ela me olhava,nesse momento deixou sua quietude emanar-Não se preocu-
pe Lilith,depois disso o que preciso é de muito descanso-Eu sabia que sim,colocando a garrafa em seu devido lugar assenti a olhando novamente-Sim,quem sabe eu
não possa ir a doceria,correto?Para trazer uma torta de greme-Ela riu,Isabel gostou da ideia.

-Está falando sério?-Disse arqueando a sobrancelha-Assenti delicadamente,volei a comer ao pegar os talhes-Sim,e claro,será rápido-E com isso continuamos,eu
iria a doceria,traria uma bela torta.Com isso descaria depois.E foi o que fiz,ao me trocar colocando uma linda túnica de cor branca em detalhes prateados,sai,eu
rapidamente me direcionei a doceria que fica a dois quarteirões de minha manção.

Pensava a todo momento no que eu deveria fazer.Chegando na doceria eu escolhi a torta de greme com recheio de morangos,perfeita ao ser colocada na caixa.
Lucy e Isabel estavam a minha espera,não demorou para eu voltar,nunca pensei que chegaria intacta dessa viagem.Ao chegar na manção as vi na sala,e com is-
so toda uma forma de nos unirmos nessa reunião imediata.

Quando sozinha eu me deparei indo a meu quarto,eu que acabará de me despedir delas.Lucy que precisaria reaver seus compromissos,assim como Isabel que foi
com ela.Subia a escada,entrei no quarto,sentei-me a beira da cama analisando cada detalhe do que eu deveria fazer.Foi algo unisono,tenha certeza.Eu detei-me,eu
fiquei me perdendo na paisagem da varanda por alguns momentos.

Com isso minha pessoa se manteve deitada de costas,os braços curvados a frente a dar-me apoio,delicadamente atenuei meu olhar.Sabia que o tempo continuaria
e que seriamente deveria começar um processo profundo para esquecer-me de Aziel,grande e louco Aziel pensei ao continuar envolto nessa cena.Pelas luzes do quar-
to estarem apagadas,o luar era doce a essa altura.

-O que será que ele deve estar fazendo agora?-Sussurrei nesse devaneio alheio-Será que ele continua bem?-Brami,o doce encarar da paisagem vindo da imensa va-
randa,era isso que meu coração assentia ao bater forte,céus,cheguei a sentir o toque de seus lábios nos meus,o modo como ele me pegará daquele modo e beijou-me
docemente.

Não sabia mais o que pensar,mas sabia que deveria reaver o conceito de meus compromissos,e foi o que fiz ao levantar-me rapidamente e sair a procura de meu
laptop.O peguei encima da penteadeira,o liguei,esperei fazer baixa no programa.Céus,quando na Internet eu entrei no meu e-mail para ver se ele tinha deixado al-
go-Nada,que pena,após e,devo me esquecer-Sussurrei encarando a caixa de entrada.

Ofeguei mudando de página,e com isso abri o programa de arquivos,vi as densas formulas que eu deveria ter para que todo processo físico continuasse,uma pesso-
a com a estirpe que tenho e cobrada.Sabia que o laboratório a qual eu trabalha no intituto a qual fazia parte,precisava de mim,tinham esperado demais,e dei início
ao denso processo de entrar em contato com alguns amigos.De volta a vida resumidamente.

As horas se passaram,entrei madrugada a dentro estudando mais formulas,recebendo e-mails de arquivos deles anexados,me senti gratas,muitos ficaram feluzes ao
saberem que estava de volta,várias respostas de estudantes do imenso instituto,e com isso a continuidade,a essa altura e claro que eu tinha pego meus óculos de lei-
tura,por minha condição humana na epoca,eu precisava.

No bloco de anotações eu escrevia,formulava anexando os calculos físicos.Eu ri por alguns momentos envolta nesse prazer,uma chegada sublime e quando terminei e
sai fechando os programas e desligando o laptop,vi que o sol raiava.Iria dormir mais por umas quatro horas,acordar,tomar café,depois pegar o meu carro porshe e ir
ao instituto.E foi o que fiz e claro ao longo do novo dia.

Há,céus,só que eu não esperava,eu não esperava que tudo viesse a acontecer,isso não,isso não.Respiro fundo.Uma semana se passou desde minha chegada e ingres-
so após a minha chegada ao trabalho continuo.Lucy e Isabel não tinha aparecido ao passar desses sete dias da semana,mas eu compreendia ao falar com elas pelo te-
lefone.

Na sétima noite eu hávia chegado do meu trabalho,eram 18:00 Hrs da noite na Cidade,eu hávia jantado,estava chovendo muito,muito mesmo,trovões ecoavam,eu a es-
sa altura estava em meu quarto,a varadan aberta,a chuva limpida caindo do lado de fora,as luzes acesas tanto na varanda,como no quarto,eu jazia sentada na mesa de
escrever do outro lado do quarto,a cama jazia forrada,eu hávia tomado banho,colocado meu roupão de seda negra,a calça também de seda,e era maravilhoso continuar
toda minha programação.

O silêncio pairava no quarto,a quietude da linda noite em envolvia,anotava no caderno algumas coisas,depois alternava passando aos arquivos,e assim continuou,eu que
em um momento ou outro ageitava meus óculos de leitura delicados-Nossa,pensei que ele entenderia,Marcos e sagaz-Pensei ao falar,e nesse momento ouvi um som,eu
olhei para o relógio na parede do quarto.

Os ponteiros delicados marcadam 20:00 Hrs em ponto,céus,tinham se passado duas horas desde minha chegada,o que era alguma coisa,tirei os óculos os colocando ao
lado de meu laptop e caderno,pousei a caneta encima do caderno,voltei a ouvi o som-Mas quem será que vem essa noite?-Disse,arqueei a sobrancelha,ageitei meu rou-
pão e sai abrindo a porta do quarto,indo ao corredor.

Estava escuro,relampeando muito.Quando desci as escadas entrei no imenso e charmoso salão da manção,a lareira queimava com seu fogo,a varanda logo ao lado,aos
fundos do salão aberta,a paisagem do lindo jardim.A chuva era forte,eu pensei,a campainha voltou a tocar,ouve alguns aranhões na porta-Quem é?-Gritei alto,ouvi o som
da campainha soar novamente.

A pessoa não respondeu,nada,absolutamente nada,os trovões voltaram a ecoar,o som da chuva rompendo a quietude em que a manção se encontrava nesse momento.
Tudo que sei e que fui impulsionada institivamente a andar a frente,meus passos delicados sobre o tapete,eu estava de pés descalços,a camiseta no mesmo tom do rou-
pão e calça de seda macia,deliciosa.

Meus seios fartos por baixo,eu me arqueei sobre os pés,olhei pelo olho mágico da porta,foi dificil acreditar em quem era,eu ofeguei me sentindo tomada por algo,quis
me deixar tomar nesse momento,mas não,não me permiti isso,só me assombrei.Eu deslizei a mão pela correntinha na borda de abertura da porta,a tirei do lacre,girei
a chave na fechadura,abri a porta o vendo.

Era ele,eu não acreditava na visão com a qual me deparei:Um jovem não muito alto,delicado,os cabelos ruivos encharcados de água,os olhos me encarando por trás
das lentes escuras dos óculos que usava,a calça negra jeans chamuscada pela chuva,a bota curta,a camiseta em tom vinho,o sobretudo aberto,a faixa pendendo ao la-
do,ele mantinha sua bolsa de viagem ao lado,apenas uma.

O encarei,o lenço em tom vinho de seda belo ao se atenuar a seu pescoço.Ele respirou fundo,Refletiu por alguns instantes-Aziel,poderia ter ligado,pena que não me
avissou-Ele riu por alguns momentos,tirou os óculos os fechando,respirou tentando fazer escapar dos pulmões o ar frio da chuva,eu fechei a porta nas chaves,ele dei-
xou a bolsa ao chão,a frente do sofá,ele sentou-se,se manteve silencioso por alguns momentos.

-Mas eu não iria avisar,Lilith,não até eu reaver meus conceitos,há,céus,não acredito na loucura que fiz-Ele disse,ele que nesse momento ergueu os olhos para mim,eu
sentada na poltrona o encarando,a lareira que jazia com o fogo queimando na madeira perfumada,trovões vieram novamente,relampagos clareando o salão.E nisso o
seu silêncio por mais alguns momentos.

-Tive que vir,disse que poderia me ajudar,eu,eu não encontrei respostas para o que anda acontecendo,era para eu me manter em Paris,a casa e minha,por lá eu ainda
quero passar alguns tempos,mas antes disso-Rompeu ele a palavra,ele que deixou suas mãos se fecharam lindamente a frente do lindo rosto-Eu,eu estou ficando louco,
a coisa me segue,quase a vi no imenso jardim da minha casa em Paris-Ofegou deixando os olhos se fecharem enquanto pensava.

-Tens certeza Aziel?-Ele me olhou deixando os olhos se encherem de lágrimas-Sim,o ronco,o ronronar da coisa,acho que estou pirando e nem minha mãe pode me aju-
dar,eu sei,eu sinto desde que comecei a ser seguido no castelo de meus familiares-Entendi,atenuei meus olhos delicadamente,levantei-me para ajudar ele a tirar seu so-
bretudo,graças que ele tinha vindo de táxi,o que fez com que ele não se molhasse muito.

-Eu vim as presas,fechei a manção,comprei passagens de ultima hora,isso assim que senti novamente o lapso da presença da coisa-Exclamou equanto eu dobrava o so-
bretudo e o colocava ao seu lado encima do sofá-Aziel,nem sempre há respostas para isso,e admito,eu sofro para manter minha sensatez-Disse-lhe o encarando com os
braços cruzados,ele riu apesar de frustrado.

-Entendo,mas pode ao menos tentar?Algumas respostas,por mais que sejam escaças Lilith-Eu ofeguei o olhando tristemente,céus,o sentia com tanta tristeza,perceptivel co-
mo Aziel estava amedrontado-Meu querido vamos a cozinha,coma algo,sim?Depois pensamos nisso,mas seja bem vindo,está seguro-Ele levantou-se me encarando,nesse
momento me assombrei,ele queria as luzes acesas.

E os fez só ao olhar para o interruptor ao lado da porta sobre a pade.O clic imediato feito por sua mente,nada disse,tudo que fiz sou seguí-lo,ele previu aonde ficava a
cozinha.Me apressei indo a geladeira,lá tinha alface americana,presunto,queijo,tudo isso,molho para colocar.O vi sentar-se ao pegar os ingredientes,depois peguei uma
garrafa com suco bem gelado,um copo-Aziel,ele,eu falo de seu irmão,ele sabe?-Ele ofegou,encarava os ingredientes,ele precisava comer,comer um bom sanduiche para
por em ordem seus pensamentos.

-Que se dane por dado momento,preciso resolver isso-Entendi,eu parei ao seu lado ao dar a volta na mesa,ele levantou-me para que eu o ajudasse a fazer o sanduiche,
seus dedos deslizaram pelos pães,ele que deslizou a faca em um que pegará,peguei outro,também o abri,começamos o processo,percebi que ele estava com muita fome.
-Sabe o que mais me aflinge?O maldito fato de ter que parar todos os meus compromissos por isso,e alto surreal,do mau,digamos assim-Falou ao terminar o processo.

Ele atenuou os olhos,desferiu mordidas no sanduiche,o alívio foi imediato-Tenha calma,nem sempre o desespero vale a pena-O respondo,desderi mordidas no sanduiche
que fizerá para mim,ele ofegou,encheu o copo com suco gelado,arqueou o cenho-Acha mesmo?Meu pávil e curto,imensamente curto-Disse olhando para o copo-Sei que
por algum tempo,todos eles ficaram sem notícias minhas,eu preciso de sua ajuda-Voltou o olhar á mim,o olhei em resposta.

-Coma,vamos para o quarto depois,graças quer terminei grande parte do processo que tinha que fazer hogê,pode ficar com o quarto de hospedes-Ele riu,andou a frente
com o copo de suco e sanduiche em mãos-Falas com tua alma?-Ele me olhava,um tenue brilho tomou conta de seus olhos-Sim,e claro-Ri em resposta,foi nesse momento
que fizemos uma bandeja colocando mais sanduiches prontos em uma linda tigela de procelana,a garrafa com suco gelado,copos cheios de suco,muito gelo dentro.

Subimos ao passar pelo salão.Ele olhou para entrada do quarto de hospedes,ao fim do corredor a porta de meu imenso quarto,entrando deixamos a bandeja encima da
mesa na varanda,a chuva caia,porém,mais fraquinha nesse momento.Comecei o processo de pocer escolher algumas roupas para ele,mas não,ele sabia que talvez nada
ali lhe cairia bem.Mas ele viu na gaveta de meu armario o roupão de seda vermelho escuro,a calça também,bom conjunto-Não vou demorar,volto em alguns minutos-Dis-
se antes de entrar no banheiro.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 16 Jul - 11:55:20

Pensava enquanto me mantinha na varanda,comia um dos sanduiches dos vários que jaziam na linda tigela dentro da bandeja,a paisagem era maravilhosa,o som dos carros
vindo da Rua a frente da manção.Eu ouvia o som da água vindo do banheiro,o cheiro delicioso de banho.Eu ainda estava querendo não acreditar que ele estava presente,eu
não acreditava nisso-Céus,ele está aqui,eu não acredito-Pensei que Redenção apareceria,mas não,nem um sinal dele.

Mais algumas mordidas,a noite estava maravilhosa,tenho que admitir,admito com toda alma.Pensava nesse pequeno transe,meu laptop jazendo a minha frente,ao lado do pra-
to e copo com suco bem gelado,arqueei minha sobrancelha olhando para porta ao ouvir o barulho da maçaneta na porta do banheiro.Ele acabará de sair,tinha andado a frente
da cama,olhado para o conjunto que háviamos escolhido.

'Fique fria'-Pensei,eu que desferi mais uma mordida no sanduiche,foi nesse instante que deixei o sanduiche em cima do prato.Eu não acreditava que tivesse coragem de agir
de tal maneira,mas foi institivo.Não que a solidão tivesse falado por anos,mas eu queria jogá-la fora,eu iria fazê-lo.Aziel se mantinha ajoelhado a frente da cama,pensava se
devia ou não vestir o conjunto.

-Lilith,ainda está ai?-Ele sequer tinha percebido-Sim,eu ainda estou-Ele riu por alguns momentos,arqueou a sobrancelha vermelha ao me olhar saíndo da varanda,entrando no
quarto-Um jovem com voz robusta,delicada com véu dos mares que oscilam em seus movimentos,ele gelou quando parei a sua frente,vi como sua pele se arrepiou,não soube
se foi por causa do frio ou minha pessoa a encará-lo daquele modo.

-Me responda uma coisa Aziel,querido Aziel:Alguma fez pode amar de verdade?-Isso o assustou,isso o deixou silenciado,seus braços pendendo de lado,a toalha enrolada em
sua cintura devido ao banho,vi quando algumas gotinhas de água deslizaram pelos fios lisos de seus cabelos indo aos ombros-Por que me pergunta uma coisa coisas?Acho e
tenho a plena certeza de que isso e muito pessoal-Eu ri em resposta.

Meus olhos se fecharam por alguns minutos-Entendo,ávida força,não e?Tem medo dela?-Seus olhos se esbugalharam delicadamente me fitando,ele sentou-se a beira da ca-
ma,pensou para me responder,uma de suas mãos pousadas em cima do conjunto de roupão e calça de seda-Não sei lhe respondi Lilith,eu nunca tive essa experiência,pensei
que tivesse,mas vendo agora,eu acho que não-Me ajoelhei a sua frente,o fitei silenciosa.

Rompi o silêncio sussurrando-Amanhã a noite,o processo será por hipinose Aziel-Ele riu,deixou-se tremer os lábios ao falar-Nunca senti a experiência de ser hipinotizado,eu
suponho como seja-Ri nesse momento,um riso baixo,deixei me erguer um pouco,minhas mãos pairadas ao lado de seu corpo-Claramente que sim-Eu soube que algo surreal
que só eu e ele iriamos entender,dava-se início.

Foi terrível quando deixei minhas mãos deslizarem a seu rosto,uma de cada canto,ele compreendeu quando lhe beijei a testa carinhosamente-Eu te adoro,acho que te ado-
ro desde que o vi inesperadamente naquelas Ruas de Paris,ele silenciou-se por alguns momentos,me encarou segurando-me as mãos-És cruél,imensamente cruél-Expeliu
choro por alguns momentos-Cruél não,só sincera-Respondi de imediato.

Ele agiu,a pequena raiva queimou dentro dele devido a resposta,ele levantou-se me agarrando,suas mãos apertando-me os ombros enquanto me desferia seus beijos morbi-
dos,o silêncio inquebrável da doce noite,os trovões ecoaram,alto nesse momento,o respondia com mais beijos,ele me fazia andar para trás,em direção a porta do banheiro.A
incompreenção foi inexistente.

Eu o entendia,assim como ele hávia me entendido,o barulho foi alto quando por impulso ele me ajudou a me sentar a beira do balcão da pia.Nada eu queria dizer,nada.
Nada que me fizesse triste ou irritada nesse momento.Acho que ele sentiu o mesmo,esperava que ele fosse impulsivo,mas mesmo assim,fiquei surpreendica.Jovem,seu
vigor que lhe queimava no sangue alheio.Tudo tocável enquanto o beijava,o abraçava.

De mais nada queria saber por dado momento.Hávia demorado,imensamente doloroso e claro.Só lamentei a forma com que ele tomado pela pequena louca arrebentou
os botões de meu roupão em sua pressa.Minucioso esse ato sublime,eu ri enquanto o fitava-Há,eu tenho que admitir,és maravilhoso,eu estou começando a compreender-
Rompi a quietude,devido a vontade os mamilos de meus seios a essa hora estavam rigidos.

Eu que olhei por alguns instantes para o teto,minha mão direita deslizou para trás de sua nuca.Ele hávia se controlado,hávia compreendido a calma alheia com que tinha.
Nada falava,citava,nada disso,terminando de arrancar os botões de minha veste,a deixou deslizar para trás ao mover suas mãos pelo meu corpo-Vai ter volta,eu admito,
vai ter volta-Bramiu ao me abraçar.

-Não,só me faça feliz até amanhã a noite-O respondi em risos,voltei a beija-lo,senti como ele queimava,como ele era impulsionado,sua pele macia,ele deixou sua mão
deslizar debaixo de minha perna esquerda me dando pleno apoio,a queima alheia que começava a tomá-lo,claro que tinha valido a pena,eu que a essa altura fora despi-
da por ele-Vamos,você consegue,e uma pessoa maravilhosa,não se esqueça disso-Sussurrei em seus ouvidos.

-Veremos-Disse antes de voltar a me beijar,agora sim o fervor no sangue lhe tomou de verdade,a essa altura eu também fervia,em pequeno desespero ele ficou quan-
do eu desferi minhas mãos entre suas pernas ainda o beijando,ele que deslizou seus lábios pelo meu pescoço,meus seios desnudos macios ele beijou ao me dar melhor
apoio.Eu queimei!Não acreditei quando meu gemidou ecoou pelo banheiro reverbando nas pequeninas persianas das jenelas.

-Está no ponto,admito,tenho que admito,muito duro-Nada ele respondeu enquanto o beijava,minhas mãos que agiam nesse transe continuo,sua mão me dando apoio
ao se manter curvada sobre a perna,e ele me segurou nos braços,chutou a porta delicadamente ao sair comigo do banheiro,ele me jogou em cima da cama,eu que ti-
ve que deslizar para trás.

O olhei com pequena fúria,o maldito que se curvou sobre mim me fazendo deitar sobre a cama,minha cabeça que pendeu para trás,ele tinha força,Aziel tinha uma for-
ça adorável,tomado pelo prazer ele estava,eu pude sentir quando forá tomada dessa forma.Tive que atenuar meu olhar ao teto,minhas mãos que se atenuaram atrás
de sua nuca,suas costas largas,o movimento rápido,docemente doloroso de seu pau duro dentro de mim.

Um movimento bastão que me fazia queimar.Ele estava quente,sua pele macia ao toque,os beijos morbidos atenuados ao ato maldito,minhas pernas que se curvaram
sobre sua cintura-Vamos,com vontade-E clamava por isso,clamava para ele continuar,e que fosse assim.Sabia que apesar de uma forma dolorosa,tudo poderia ser re-
solvido,eu tive esse presentimento enquanto transava com ele.

Meus olhos que uma fez ou outra o olhava,meus dedos se atenuando a seu rosto,ele que sempre me correspondia conforme deixava suas energias serem descarrega-
das pelo momento.O travesseiro me acolhia muito bem,a chuva continuava,ela que rompia o silêncio.Forá e estava sendo destruida corporalmente por ele,que pelo vis-
to não tinha a minima pressa de concluir todo esse processo.

Por vários momentos eu gritei devido a dor latente,não esperava que Aziel pudesse me esmagar como se estivesse desferindo barras de ferro sobre mim.Sua mão di-
reita que não saia em nem um momento de minha cintura,ele que mantinha a outra sobre meu ombro,me provocando um doce peso que me mantinha presa abaixo
dele.Por vários instantes ele deixou a dor falar mais alto,esse semblante era tocável.

Minutos se passaram como percebe e só quando ele voltou a si,se mantendo sobre mim e que percebi que sua quietude de esvairá,algo mudou dentro dele,não em seu
corpo,mas dentro de seu coração,ouvia sua respiração,eu que mantinha o foco sobre o teto nesse momento,minhas mãos se movendo fazendo com que as unhas lhe
arranhagem as costas.

-Preciso de um cigarro,ou morro aqui-Sussurrou ao se virar de lado,eu que me apoiei com os braços para trás-Cigarros?Ah,se embebesse pela luxuria Aziel-Ele olhava
sinistramente para o teto,suas mãos curvadas sobre corpo,ele fechou os olhos por alguns momentos,pensava,vi como o suor lhe escorria pelos ombros,braços!Céus,um
jovem beirando a perfeição,eu quase cai para trás quando ele voltou a abrir os olhos.

-Tudo bem,eu vou procurar seus cigarros,louco-O respondi ao levantar,não imaginava que saíria nua daquele geito pelos corredores.O que pensariam de mim?Oh!Que
se dana-se!Voltei ao pegar os cigarros no bolso de sua bolsa,entrei no quarto,o vi sentado a beira da cama,ele que esticou a mão delicadamente,arqueou sua sobran-
celha deixando o olhar emanar por completo-Sabe de uma coisa?Não que o silêncio seja preciso,ele e obrigatório-Bramiu ao acender o cigarro,jogou o esqueiro de pra-
ta encima da cama ao andar pelo quarto,eu que me mantive deitada sobre a cama,minhas pernas se movendo ao estarem docemente curvadas.

-Processo de hipinose,por que isso?-Quis saber ao parar,me queimar com seu olhar,os cabelos chamuscados de suor alheio-Verá Aziel,não chegou a ver a coisa por in-
teiro,hipinose por ajudar-Ele assentiu tragando mais do cigarro,puxou a cadeira da penteadeira á frente da cama,sentou-me me fitando alheiamente-Tem certeza?Me
garante isso?Não tem medo?Não sabe quem está a minha procura,Lilith,corro de algo,eu quero morrer devido a pertencer a esse algo-Me sentei,cruzei as pernas,eu não
acreditava ter ouvido isso.

-Aziel,és muito jovem,mal está começando a conhecer o mundo,tome cuidado com suas palavras-Disse-lhe o encarando,ele riu em resposta,deixou a fumaça do cigarro
sair pela boca delicadamente,vi quando ela subiu em espiral pelo ar,ele ainda não tinha me respondido,levantou indo apagar o cigarro no cinzeiro-Mas em troca eu que-
ro algo,me daria esse algo Aziel?-Ele virou-se.

-Um acordo?-Disse andando a frente-Qual acordo?-Perguntou ao sentar-se novamente na cadeira-Há,já fui casada um dia,amei um dia,deve saber disso,Emanuel não
conseguiu me dar o que ansiava ter-O olhei,ele pensou delicadamente,foi nesse instante que a troca de informação veio,ele se assustou levantando-se do nada-Não!O
que quer e impossível,não vindo de mim!-Bramiu alto apontando o dedo indicador-Não vindo de mim,esqueça isso Lilith,peça outra coisa-Vi o medo emanando dele,eu
ri delicadamente-Oh,veremos,está aqui,pense melhor,mas amanhã a noite começaremos o processo,o ajudarei Aziel-E com isso ele andou para trás,fiquei encarando
sua pessoa,o silêncio brotou com isso.Maravilhoso sentir o medo emanando dele,principalmente sabendo que eu era a respondável por isso-Há,céus,aonde me meti?-O
maldito disse ao sentar-se a beira da cama.

Me coloquei atrás dele,deslizei as mãos a frente,lhe tocando o toraz,vigoroso-Em nem uma confusão Aziel,eu te adoro-Disse ao beijar seus ombros,depois seu doce ros-
to por trás-Há!Não e o vejo-Bramiu encarando a frente,o nada-Psiu,não devemos falar coisas desnecessárias,correto?-E ele respondeu-Se e o que quer,pensarei,mas eu
vou me odiar por isso-O beijei novamente no rosto enquanto atenuava as mãos pelos seus ombros-Não,não vai se odiar Aziel,vou amá-lo-Ele riu baixinho,virou o rosto me
beijando novamente,ele que me fez deitar para trás e o abraço alheio se transformou em verdade.Os beijos cálidos,delicados.Tudo estava se formando,é ele sabia disso.
Minha felizidade.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 17 Jul - 11:50:55

Nesse atenuar de momento lembro de ter ardomecido ao lado dele,o sono pedado que veio se arqueando sobre mi,á ele também.Mesmo assim a nossa verdade faz com
que possamos pensar em algumas coisas.O momento se refez e se transformou.Nada acaba,tudo se transforma.E o que sei e que eu dormia a seu lado,a cálida noite que
continuava,ela que transcorria espaço e tempo.

É eu sabia que não poderia adivinha o que viria a acontecer a seguir,já que nossos atos sempre são momentâneos em todos os sentidos que possa enchergar.Nesse instan-
te tudo que poderia fazer era me envolver nesse devaneio.O cheirinho de Aziel vinha a todo momento a meu faro,meu rosto se mantinha pousado sobre seu ombro,ele que
tinha seu braço curvado por baixo de mim enquanto dormia,enquanto eu dormia.

Sensação fongosa,sensação que se fez descobrir,sua presença era poderosa,imensamente poderosa,admito que estava demorando a acreditar no que hávia acontecido,ao
meu ver tudo aconteceria.E voltou a acotecer quando eu senti o raiar do sol entrar pelo meu quarto,nosso quarto para ser clara nesse momento.A minha pele,meu corpo se
aqueceram,pelo visto após a chuva,o sol vierá com toda força emanando sua energia.

Céus alados,céus alados.Sentia seu corpo,seu braço longo,delicado mas forte me acolher daquele modo,os leçóis sedosos sobre nós.Minha mente deixou a escuridão do sono
e procurou despertar para esse novo amanhecer.O que acontecia?Eu sentia algo especial bater na porta de meu coração,chocante em todos os sentidos,pensei,senti fortes cá-
láfrios me tomarem,meus olhos se abriram do nada,o corpo latejava.

Sim,ele estav a lá,o que finalmente me fez acreditar depois de sua dolorosa,mas acolhida chegada.Nesse momento me mantive deitada de lado,fiquei encarando quando ele
se virou deitado de bruços,as longas costas torneadas,a pele imaculamente alva como neve.Minha mão se mantinha pousada sobre meu rosto,a outra esticava ao lado de mi-
nha cintura.Céus,não lembrava que Aziel pudesse ser tão acolhedor,o anjo alheio que dormia ao meu lado.

Pensei por alguns segundos,deixei meus dedos deslizarem pelas suas costas,os fiz subir até sua nuca ao afastar os cabelos finos,vermelhos,imaculamente lisos-Aziel?-Disse,e
não demorou para ele despertar,deixar seus olhos se abrirem,os ferozes e doces olhos verdes me fitaram,seus lábios imaculamente rosados e sedosos se moveram beijando
minha mão-Oi,esteve dormindo todo esse tempo?Chegou a acordar durante a madrugada?-Que voz pensei,como um toque de despertar alheio,eu sorri em resposta.

-Não,eu não acordei,dormi todo esse tempo-Ele se moveu sentando-se sobre a cama,encostou-se no espelho,vi pela paisagem da varanda que ainda restavam algumas gostas
da densa chuva,mas iriam secar,a chuva passará,o sol ardia entrando pelo quarto,o céu limpido-Não ficaria magoado caso tivesse que sair,correto?-Ele me fitou novamente,ele
que sentia-se machucado por algo.

-Lilith,sobre aquilo que me pediu,eu,eu não posso lhe dar isso em troca do que preciso-Atenuei meus olhos,eu seitei a beira da cama,ele deixou-se silenciar,sabia que ele esta-
va me olhando por trás,ao se manter encostado no espelho da cama.Deixei meu olhar se arquear ao teto,e disse-Aziel,e como disse,já fui casada um dia,Emanuel não pode me
dar o que queria ter,eu não me sinto ou nunca me sentirei uma mulher completa até ter o que quero-Ele moveu-se,ouvi quando ele aproximou-se de mim-Não isso,seria um ero
entando-Sussurrou ao pé de meu ouvido.

-Por que acha isso?-Perguntei,ele se manteve quieto,levantei-me,ele fez o mesmo,só que depois disso me queimou-Lilith,há outra coisa que possa pedir?-Amedrontador,vi
isso em seus olhos,o que o deixou pensativo-Não sei,veremos,veremos,mas eu preciso descer,me preparar para me retirar-Ele cruzou os braços,vi como o semblante de
seu corpo era tão perto,magro,delicado,só que com uma musculatura louvável ao lhe dar toco constraste masculino.

-Entendo,se for o que quer,me custará caro,entenda-Andei em sua direção quando ele disse isso,o olhei angustiada-Não entende Aziel?Ainda não percebeu?Eu te amo que-
rido,te não o amasse,faria e pediria diferente,és o unico que podes me dar isso-Ele me encarava silencioso,foi nesse momento que deixou-se deslizar suas mãos ao meu ros-
ro-Tenha calma,vá e faça o que tem que fazer,até lá eu reaverei os conceitos de meus compromissos,mesmo longe,entenda,a faculdade me cobra-Eu sabia que sim,ele que
se sentia queimado por esses compromissos.

Foi nesse momento que tive vontade de abraçá-lo,de beijá-lo com imensa vontade,o que fiz por longos minutos para depois sair andando pelo corredor após me vestir com
meu roupão e calça de seda,conjunto alheio pensei.Aziel teria que continuar com seus compromissos humanos,assim como eu,ele que tinha ficado no quarto se arrumando
para que pudesse tomar café,quem sabe depois sair,reaver aquela pequena pinha de estudos alheios-Compromissos humanos-Disse ainda andando.

Há céus,lembro de ter tomado café,um bom banho,me arrumado e saído em caminhada pela Rua.O que pensar quando tudo isso se dar a base de transmutação e ainda o
mais,vivência?Meu dia começava,ele se transformava como sempre se transforma alheiamente até os tempos atuais e claro.Tudo que poderia fazer,eu faria,poderia em prá-
tica.Sabia enquanto agia naquele dia que Aziel tinha medo,estava com medo do que eu iria fazer ao chegar.

Toda doce e pequenina transmutação continuava,alheiamente eu pesquisava no laboratório de física do Instituto a qual trabalhava,era um processo cansativo,mas que para
mim,era necessário.Eu sabia disso,meus ajudantes andando silenciosamente pelo lugar,o escuro sendo rompido pelas suaves e delicadas luminárias.Eu pensava nas duas coi-
sas:No que Aziel estava fazendo e o que eu precisava resolver.

Foi nisso,nesse passar de dia que descobri que ao contrário de antigamente,eu conseguia unir muito bem o conceito de estar envolta em um momento especial e dar toda
continuidade ao que eu sabia faser de melhor:Pesquisar e estudar o que e a pura física.Não queira saber o que e possível através dela,meu segredo alheio.E assim continu-
ou,lindamente foi o que podia fazer nesse momento.

Eram 17:00 Hrs quando soube que tinha acabado,muitos de meus colegadas queriam as anotações,muitos me fitaram querendo entender,homens vestidos com seus jale-
cos brancos e calças jeans e sapatos,as moças do mesmo modo.Eu ri olhando para eles,eu que atenuei meu olhar olhando o miscrocópio eletronico em cima do balcão.O
olhar deles era cético e de inovação.

Levantei-me do banco,uma colega minha pegou minha bolsa-Podem ficar com a caderneta,tragam amanhã-Disse ao me direcionar a porta-Lilith me assusta,não e a toa que
esse amedrontador pensamento e um dos melhores desse pais,desse Instituto nacional-Cheguei a ouvir ao caminhar pelo corredor,eu ri achando graça desse momento,eu
deixei as mãos se enfiarem no meu jaleco branco,alunos do Institudo Nacional de Física andando pelo corredor,tinha os cabelos amarrados para trás em rabo de cavalo,eu a
contra gosto sabia que era melhor telos longo,por isso os deixava crescer.

Calça jeans negras eu usava,ténis preto,pensava no que iria fazer,uma seriedade me tomou,eu não entendi o por que dessa seriadade,mas soube que tinha haver com meu
Aziel,senti a presença dele ecoando pelo ar enquanto andava pelos andares,sai pelo pátio,fui em direção ao portão.Não,ele não tinha vindo a minha procura nesse fim de do-
ce tarde,eu ri,carros passavam nas Ruas a frente,passei meu cartão ao tirá-lo do bolso do jaleco imaculamente branco-Bom início de noite Mrs.Chariére-O porteiro disse em
sua cabine.

Eu ri ao sair-De nada-E com isso sai caminhando pelas Ruas,as mãos que voltaram a se enfiarem nos bolsos do jaleco,o frio não me incomodava,tinha feito calor o dia todo,
o fresco da chuva anterior emanava por todo lugar,até pelas Praças.E assim continuei eu caminho,que danasse por não ter vindo de carro,iria de Táxi,e assim caminhei até
um dos pontos,esperei um parar.O que não demorou muito-Para algum lugar senhorita?-O motorista perguntou lá de dentro.

-Sim,e claro-O respondi ao abrir a porta e me sentar no banco de trás,deixei a bolsa de lado encima do banco,a minha predileta e surrada bolsa de algodão de lado,o cha-
veiro de caveirinha emanando de lado,eu ri com esse detalhe,o Táxi deu partica quando fechei a porta.Maravilhoso,iria para casa,sabia que Lucy estaria presente,o que ela
iria pensar de ter ido,abrido a porta e se deparar com o adorável e carinhoso Aziel?

Eu ri ao me perder nesses doces detalhes,o Táxi seguia pelas Ruas,eu deixando minha mente fluir enquanto tudo acontecia,doces momentos da noite anterior,meu rosto se
encostava no vidro da limpida janela.Doce quietude desse início de noite,as estrelas apareceram,o cheiro maravilhoso emanando do ar,senti mesmo estando no táxi.Eram
18:00 quando cheguei,o Táxi parou enfrente a manção.As luzes estavam lugadas.

A presença de Aziel ecoando no ar,encarei o portão-Céus,ele e terrível-Sussurrei,eu abri a porta,paguei a corrida e peguei a bolsa no banco fechando a porta,passei a chave
no portão e entrei pelo lindo jardim a frente.Nossa,poderosa presença,sem dúvida pensei.Mas hávia pessoa lá,Lucy vierá,sem duvida que ele poderia estar conversando com
a sua pessoa.Entrei ao abrir a porta,estava encostada só na maçaneta.

Andei atenuando o olhar-Há alguém ai?-Chamei,foi nesse instante que ouvi passados,Lucy apareceu no corredor que ia até a cozinha,eu a olhei,linda mulher vestida com ves-
tido de linho delicado em cor vermelho escuro,bota negra,faixa ajustada a cintura delicada,os cabelos soltos,as alças finas deixando seus ombros a amostra-Finalmente,pensei
que não chegaria-Expeliu ao parar.

-Entendo,aonde ele está?-Perguntei-seria óbvio que ela saberia-Falando comigo,lamento pelo Aziel,ficou sozinho pela manhã,vim para cá pensando que só teria sua presença,
mas não!O deixa largado,ele não almoçaria se não fosse por mim,fui a procura de comida para ele-E com isso deixei a bolsa em cima do sofá,fui com ela ao encontro dele,eu
vi que ele tinha meu lapto encima da mesa,um belo prato de comida cheio de salada,arroz,lentilhas,carne assada,costeletas para ser exata.

O encarei amedrontada.Como ele conseguia fazer aquele extenso trabalho de faculdade e ao mesmo tempo comer?Lucy riu ao se perder na cena-Ele consegue,admito,ele me
dá medo-A olhei de lado,meus braços cruzados,eu me movi tirando meu jaleco,ficando apenas de camiseta,calça e ténis,ele riu ao me olhar-Céus negros,que belo sua vinda,eu
pensei que ficaria lá a noite inteirinha-Ele que esticou a mão para a jarra de suco cheia com gelo dentro-Pegue isso,me entregue.

Foi o que fiz,mas ele sabia que teriamos um processo para continuar,sua paz não duraria muito tempo,ele me encarou enquanto bebia alguns goles de suco gelas,ele iria devo-
rar aquele prato,concluir o que tinha que concluir,enviar os arquivos para a faculdade e falar comigo,o encarava,eu trocava olhares pecaminosos com ele,Lucy que não entendia
o que se passava nesse momento.Iria ter volta,ele me olhava com olhar cerrado,o copo jazendo em sua bosa,o lapto a sua frente,o silêncio que veio para destruir.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 17 Jul - 12:53:30

Eram 20:30 quanto nós encontravamos sozinhos,Lucy tinha jantado,ficado um pouco conosco tentando conhecer melhor o novo morador da manção,o que ela tinha
amado.O brilho em seus olhos em sua despedida era a pura amostra.Mas bem! Eram 20:30 em ponto,ouviamos o tilitar do relógio rezoando.Eu tinha me trocado,eu
tinha escolhido uma linda túnica imaculmente branca com detalhes pratas,alças curtas,meus braços a amostra.

Aziel acabará de se sentar na poltrona logo a frente do sofá,a mesa de centro com jarro ao meio,deixei o pequeno castiçal com vela encima da mesa de centro,ele
me encarava enquanto eu ia me senta no sofá,cruzei as pernas,deixei minhas mãos pousarem calidamente ao meu colo,rompi do silêncio lhe deixando claro o que
iria acontecer-Aziel não tem mais volta,está ciente disso,correto?-Ele ofegou.

-Lilith? Se e isso que acha que deve fazer para que eu possa descobrir o que me persegue,tudo bem,eu não reclamo,correto?Tudo bem,me sinto preparado,não pos-
so reclamar.

-Tome cuidado querido-Disse ao levantar-me,as luzes do lindo salão apagadas,a vela o unico meio de iluminação,a pouca luz eletrica vinha da cozinha pelo corredor,
da varanda que vai até o lindo jardim aos fundos da manção.Deixei meus dedos deslizarem pelo seu rosto,ele não tinha se trocado,mas eu sim como descrito,o que
me dava pleno conforto.

Ele me olhou silencioso-Psiu,consegue deixar o silêncio entrar dentro de você?-Quis saber,esse seria o unico meio para a hipinose,a porta para que ele visse o que de-
veria ver.Me afastei,voltei a sentar-me no sofá,a vela ardia-Se perca nessa chama,se perca plenamente Aziel,e só o que peço,ainda não conhece com plenitude suas
habilidades,tem que moldar isso-Sussurrei,ele me fitou por alguns segundos.

Ele ainda silencioso,suas mãos pousadas ao colo,suas pernas curvadas a frente,seus lindos cabelos soltos,sua camiseta branca,a calça jeans negras,a bota curta,um en-
canto apaixonante pensei enquanto o visionava.Seus lábios tremeram por alguns segundos,mas soube que ele iria conseguir.Vi como a mão a qual seu sexto dedo tinha
sido arrancado,tremia delicadamente,algo eterno,pequenino e sutil defeito de nascimento que viria a segui-lo até o fim da vida.

-Vamos Aziel,o que teme?-Ele ofegou-Não quero fazer isso sozinho-Pediu-Admito,eu estou com medo-Sabia que sim,sorri ao levantar-me,a túnica que eu usava moveu-
se lindamente ao meu andar,postei-me atrás da poltrona que ele se sentava,fiz seu rosto de virar para trás-Imagine as chamas o consumindo,veja o que tens que ver-E
com isso vi seus olhos se fecharem,ele não tinha feito isso por vontade própria,mas impulsionado por algo.

O luar entrava pela varanda junto as luzes que vinham do jardim-Isso mesmo meu querido,isso mesmo-Brami esperando,meus dedos pousados ao lado de sua cabeça,e
assim foi até que senti seu rosto pender de lado,sinal de que ele tinha ido.Para onde?Eu não sabia,o que temi por alguns momentos,sei que quando isso acontece,somos
induzidos a irmos e vermos outros patamares menores ou maiores a qual vivemos.

O que isso provocou nele?Deixe eu continuar para saber:Andei em direção ao sofá,a vela ardia no pequenino castiçal encima da mesinha,sentei-me no sofá,o encarei,ele
nada fazia,nem um sinal de nada,eu esperava silenciosa,quieta-Eu não entendo-Sussurrei estranhando a situação,deixei meus dedos deslizarem pelo meu rosto,me curvei
a frente o encarando,Aziel sentado com a cabeça pendendo de lado.

Foi nesse momento que me afastei,vi quando aquela maldita chama oscilou,o motivo eu não sabia,o que não era normal.Mal imaginava o que estava fazendo,o resultado
que isso viria a acarretar.O semblante do que vi me fez sentir arrepios.Me encolhi como uma garotinha sobre o sofá,algo pegava na borda de sua calça,algo puxava toda
borda da calça,Aziel não reagiu.

-O que e isso?-Brami,o silêncio rompeu-se devido a um rosnado,rosnado que procurei saber da onde vinha,dele não era,mas a borda da sua calça continuou a se mover,
a onde ele estaria!?-Aziel?Aziel!?-Brami raivosa,quis ir em sua direção,mas algo me impediu que isso acontecesse,senti a pressão alheia a frente da onde ele estava sen-
tado,foi nesse momento que cai para trás quando vi a borda de sua calça de rasgar.

-Aziel!-Gritei tentando fazer ele vir a tona,nada,nem um resultado alheio,nem um-O olhava,eu que me mantinha ao chão,e quando vi algo tentar torcer sua mão,tive a
impulsão de me jogar a frente-Aziel,Aziel!Diga que está ai,por favor-Bramo baixo,quando tentei sacudi-lo foi quanto vi o semblante dele ungir seu corpo,ele gritou alto,
como se estivesse olhando para algo.

Ele que me empurrou para trás,ele que levantou-se caindo para frente,a vela foi jogava ao chão junto ao pequenino castilaçl,ele que se arrastou por cima do sofá saindo
do outro lado,isso lhe provocou dor,vi quando as lampagas acenderam e voltaram a se apagar,estalos emanaram do vidral das imensas jenelas em persianas.Ouvi quando
ele gritou mais alto estando atrás do sofá.

Senti o medo latente emanar dele,o que me fez apressar para ajudá-lo,o sacudi várias vezes ao postar-me a sua frente,o sacudia com ferozidade-Aziel,fala algo!-Brami,
ele que me olhava em espantanto,amedrontado por algo,seus cabelos começavam a ficar chamuscados de suor-Aziel!-Diferente de tudo que pensava que viria a ser,ele
parou,parou saindo do pequeno transe,o vento transcorreu o salão.

Foi quando ele ofegou lentamente deixando o medo e o transe irem embora,vi quando lágrimas chamuscaram seus olhos-Eu,Eu...Céus negros,eu não acredito no que vi,
a lua negra como unção em sua testa,os dentes raivosos,o focinho,a pelagem branca-Eu não entendia,tudo que sei e que ele se perdia olhando para todos os lados,ele sen-
tiu a dor em seu tornoze-lo.

Seus dedos se moveram ao local,nunca vi tamanho medo em sua pessoa-Lilith,acredita que a bestialidade possa existir?-Perguntou-me alheiamente,o choro que ele tenta-
va engolir,mas estava sendo dificil-Há?Querido,eu,eu não sei,tudo que sei e que fiz o que pude,pensei que poderia ver,entender-Brami assustada,temendo por ele,seus om-
bros oscilaram quando ele deixou seus dedos pairarem a frente de seus sedodos lábios.

-Mas eu vi,eu sei o que e,só não esperava que...-Rompeu a palavra-Há céus,e terrível,e mau,terrivelmente mau,uma bestialidade sem precendentes,agora sei o que papai
quis me dizer-Bramiu olhando de lado,choroso-Aziel,tem certeza?-Quis saber,ele voltou sua atenção a mim,o que me impulsinou para qu erguesse as mãos a seu rosto-Eu,
eu agora sei,eu vi,um animal e isso que sei-Ofeguei.

Sentei-me a sua frente-Sim,continue-Pedi-Não que seja imenso,mas e grande,os dentes,o semblante da luz negra em sua testa,o focinho,as orelhas pontudas pelo que vi,e
terrível-Ele gaguejava enquanto falava,tentava compreender.Foi nesse momento que ele se aquietou,ficou pensando em seu gemido choroso,suas mãos curvadas a frente
do corpo como em um abraço a si mesmo.

-E sabe o que e ?-Conclui-Uma fêmea,e fêmea,eu sei,senti a aura feminina desse animal,ele e antigo-Tinha sofrido para falar,curvei-me a frente esticando os braços em sua
direção-Meu amor,venha comigo,já viu demais por hogê,acho que não deve fazer mais nada-Ele moveu seu olhar a mim,o abracei devagar,ele demorou alguns segundos pa-
ra corresponder,mas o fez,uma tentativa de escapar da visão.

O beijei delicadamente,fiquei algum tempo abraçada a ele depois disso,foi quando a calma o tomou,senti esses lapsos vindo,o que foi o bastante para ele levantar jundo de
mim.Quando no quarto ele fechou a porta,ficou devagando pelo quarto pensando,quis ir a varanda,mas sequer conseguiu mover-se até a entrada.O olhava sentada a beira
da cama,ele deixou a mão direita fechada em punho se erguer a frente da boca.

Não esperava que ele se perdesse desse modo,foi nesse momento que senti o guão Aziel era delicado,controlado,mas fácil de sair de si,ele virou-se me olhando ainda cho-
roso,seus olhos brilhando de angustia alheia,as luzes clarinhas batendo sobre os fios vermelhos provocando um toque pecaminoso-Lilith,tem certeza que ainda continua com
sua ideia?-Disse rompendo a quietude.

-Aziel,por que seria errado?-Quis saber,ele assentiu querendo ir novamente a varanda,e foi-Venha comigo-Pediu ao entrar,o segui ao levatar-me,parei a seu lado quando ele
postou-se a frente da beirada da varanda,,e fitou calmamente,as luzes da Rua e imenso jardim batendo em seus olhos chorosos-Tudo bem,tudo,e um preço justo,mas ainda
tenho que tentar entender,o que só eu poderei entender,tudo bem?-O olhava em plena quietude.

-Aziel,por favor,não me machuca,seria a pior das dores,já perdi alguém uma vez,não quero voltar a perder novamente-Brami querendo gritar ao fitá-lo,ele entendeu a mensa-
gem,o que o deixou muito nervoso,pensativo-Tudo bem meu amor,juro que não vai acontecer,isso não,tentaremos,correto?Eu te amo,agora eu sinto,se e isso que cobra,eu te
darei-Respondeu-me esticando as mãos ao lado de meu rosto.

O olhava,e temi profundamente por muitas coisas,o que tinha visto não tinha sido normal,tinha sido a pura emanação das trevas,permiti com que ele me beijasse,senti como as
suas mãos tremiam de medo ao se manterem ao lado de meu rosto-Eu te amo,tudo bem,tenhamos calma,obrigada,o que me pediu estar garantido-Disse ao afastar seu rosto,o
beijei com vontade,minhas mãos pairaram aos seus ombros.

Me mantive agarrada a ele,suas mãos que deslizaram até minha cintura,os beijos foram longos,imensamente dolorosos por eu ainda podia sentir o medo o queimando por ca-
da particula de seu corpo-Obrigada,será seu presente querido,estou disposta a isso-Sussurrei em seus ouvidos ao me manter abraçava a ele-Ele ofegou,deixou-se se perder al-
guns instantes,olhou de lado em direção a Rua a frente da manção,o imenso jardim pairando a baixo de nós.

-Vamos jantar?Acho que o que tinha para fazer por hogê,fizemos,quem sabe mais tarde poderemos sair,passar a madrugada fora-Entendi o que ele queria,precisava respirar,
principalmente depois do que aconteceu.Ele andou a frente,deixou-se pegar minha mão direita enquanto seguia,vi o anel com o brasão de sua família,o circulo,a rosa ao lado
dentro do circulo,o cintilar dessa bela joia me fez me perder.

-Aziel?Tem certeza que nada mais vai fazer?-Disse parando por alguns segundos,o que fez se virar me fitando-Sim,por enquanto e isso que preciso-Bramiu,as lágrimas tinham
secado,o rosto apesar de um pouco inchado,voltava ao normal.Eu segui com ele.Lembro de entrarmos na cozinha,de termos comido,de algum modo termos saido pelas Ruas
da Cidade em que nós estavamos.

Lembro de Aziel andando comigo pelos bosques,dele jogar várias pedras naqueles lagos pequeninos.Lembro de andarmos,de termos ido ao teato,algo que foi adorável,de depois
disso termos comigo doces e tortas em uma famosa doceria da cidade.Lembro de cada semblante desse momento alheio,tocável com a palma de minhas mãos enquanto cada i-
magem me vem a mente.

Lembro com toda força de minha alma e existência de termos chegado afoistos na manção,de fecharmos a porta nas chaves,se subirmos aquelas malditas escadas aos agarros
e beijos ácidos que essa noite fez desencadear.Lembro também de estarmos no quarto,alta madrugada,a noite que não para,a Cidade que nunca para,e nisso nos mantivemos a
sós.Ao desencadear e desenfrear disso tudo lembro desse momento.Da quietude da noite,o quarto que só continha nós dois,ele que se mantinha encostado na parede do quarto,
a minha insanidade feminina que fazia agir.

Novamente lembro dessa insanidade brotar enquanto seu rosto se voltava com os olhos fechados para o teto.Tudo que precisavamos era disso,simplesmente disso,tudo que
eu queria para terminar essa noite era de seu orgão duro em minha boca,se suas mãos pairando sobre minha cabeça enquanto ele gemia de prazer.E assim foi,tudo se tor-
nou mais tocável do que antes,e céus,era maravilhoso ouvir seus gemidos de dor enquanto eu me esvaia.Dois solitários que acavam de aquirir um semblante,o que fazer?-Há,
maldita,continua,para não-Ele pedia sempre que ameaçava.Chamas que queimam apesar de não vistas pelos olhos humanos.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 18 Jul - 11:52:53

De todo modo minha pessoa,a sua pessoa ao decorrer de todos os atos,esperavam a chegada do dia seguinte.E descrevo relutância que tudo isso transcorria um
alheio decorrer de pressentimento.O tic-tac do relógio era ouvido,ele que transmutava o saldoso tempo.Assenti reavendo nossos conceitos enquanto me envolvia
nesse descanso dormindo com ele na cama.Mas era bom,bom sentir sua presença novamente enquanto dormiamos calmamente.

A madrugada tinha sido amedrontadora em todos os sentidos,isso por que há certas coisas que não devemos saber.Tudo que sentia era o cheirinho de Aziel vin-
do de encontro a meu fato ácido e humano.Eu que me esvaia deitada de lado com as mãos e rosto pousados sobre seu torax tão rigido,e como disse:Um ser deli-
cado,mas com semblante de um homem alheio.

Há,mais uma noite com ele,claro que nunca saberiamos que conseguências isso viria a ter.Mas tudo que eu é ele podiamos fazer,era esperar esse renascimento pa-
ra o novo dia,é ele veio para que a continuidade se tornasse novamente real.A quietude plena,plena como alvas penas voando aos céus.Do nada sem ter todo es-
se decernimento do tempo,abri meus olhos e me deparei sozinha.

-Céus,que horas são?-Disse ao sentar-me,eu que ergui o lençol sobre meus seios,meu corpo,minhas mãos pairando a frente,Aziel não estava presente,isso me fez
pensar,fiquei imensamente assustada por sua ausência,olhei para o relógio na parede,eram 10:00 Hrs da manha em ponto,arqueei minha sobrancelha,reavi meu des-
pertar delicadamente,com isso levantei-me,vi que meu roupão e calça de seda,meu conjunto,agora branco,jaziam encima do balcão da imensa pia do banheiro,esse
detalhe ao entrar foi pecaminoso.

-O que acontece aqui?-Me questionei,me vesti rapidamente,e isso ao escolher uma camiseta negra de algodãos sedoso para colocar por baixo.Sai pelo corredor a
procura de Aziel,senti a presença dele,isso me confortou enquanto andava.'Estou aqui,me encontre no jardim'.Disse ele por pensamento,eu ri baixinho-Admito,o
maldito sabe lhe dar com sa coisa-Sussurrei,descendo as escadas fui ao salão.

Lindo sol cálido iluminando o salão,perfume de vento adocicado,lápide de todo um conceito alheio,com isso olhei a varanda,imensa,entrei indo em direção ao jardim.
Céus,eu não acreditei com vi os dois seres alheios,ele que os fitava ao estar sentado debaixo da arvore encostado no tronco-Oi,venha aqui-Disse esticando as mãos
á frente,pensei por alguns momentos.Era um homem alto,pele alva de cabelos negros longos andulados,olhos amendoados pelo visto,as vestes negras.

Uma mulher loira de cabelos longos e cacheados me fitando ao lado daquele ser,vestes verdes longas,os olhos emanando o semblante da cor violeta ao toque de
um raro azul,arqueei minha sobrancelha,pensei por alguns momentos,claro que estava assustada,não sabia o que fazer nesse momento,mesmo assim consegui me
direcionar ao Aziel.Ele deixou as mãos deslizarem por minha cintura ao me dar apoio para sentar-me a sua frente acolhida em seu colo.

Ele estava usando calça longa de algodão em cor negra,ele atenuava os limpidos olhos aos dois seres que pairavam a nossa frente-Essas são duas pessoas especi-
ais para mim-Bramiu ao fechar seus dedos em minha mão direita,ele deixou seu rosto pousar ao meu ombro direito-Pessoas?-Brami baixinho,não querendo assustar.
-Sim,foram humanos,tenha certeza-Eu demorei a absorver isso,essa realidade.

-Como consegue esse fato?-Quis saber,meus olhos não saiam dos dois seres,eles eram belos,imaculamente belos aos meus olhos,e compreendi o motivo disso acon-
tecer-Entenda essa realidade Lilith,é o que se tornará quando morrer,o mesmo que eu-Bramiu,meu coração aceletou,um gelo sequido veio a se formar na minha espi-
nha,subiu até meu coração-Aziel,eu,eu não consigo acreditar nessa realidade-E nisso ele reaveu seus conceitos.

-Lilith,como física,a pessoa que e,deveria saber,não e?Somos moléculas e atômos,pura conciência,quando queremos tomamos uma forma,o semblante do que acha
ser impossível,sepre esteve a seus olhos,nossos sentimentos são vibrações dessa conciência,seja quando irritados,amados,tudo isso.

-Há! Mas isso não e tão real,considero surreal-Ele entendeu,uma clara demonstração disso foi quando apertou com maior pressão minha mão a qual ele segurava,mo-
veu a outra ao meu rosto,o virou delicadamente-Verá,mas deixo meu recado-Não tenha medo,odeio quando tem medo-Assenti por alguns instantes,o cálido sol era de
arrepiar os cabelos na nuca.

Foi nesse momento que vi quando sua mão se moveu a frente soltando a minha mão-Podem isso,obrigada-Os dois seres riram devido a algo,senti o lapso daquela
energia condensada oscilar vindo de Aziel,uma vibração forte vindo de sua mente,era o que ele precisava para que conseguisse fazê-los sumir.Ele sabia que eu esta-
va assustava,que mesmo viver e presenciar isso todo dia,não hávia compreendido.

-As vezes a verdade está diante de teus olhos e não sabe-Bramiu ao manter uma delicada pressão no meu rosto,o olhava-Insano és-Expeli em resposta,ele riu,ele
que deixou-se pensar por alguns instantes ao me olhar,não desgrudou os olhos de mim,sequer os piscou ou moveu,a claridade do sol cálido da manhã iluminava seu
rosto,seus vividos e brilhosos olhos verdes-Faça algo e me prometa algo,não me tentes por várias noites,uma semana Lilith-Arrepios terríveis me tomaram,meus o-
lhos que se encheram de choro alheio.

-Há,querido,não me peça isso,meu coração sangue-Ele arqueou sua sobrancelha-Não,ele não sangue,você o faz sangrar,se quer,vai ter que me ouvir,seguir meus
conceitos em algum momento-Compreendi,mesmo assim eu me sentia amedrontada,foi quando seus braços me apertavam com mais força,uma pressão que fez a
energia ávida brotar de sua pessoa-Quando tudo terminar,quando eu tiver mais algumas respostas,tudo será melhor-Eu ri enquanto desferia risos alheios,doces bei-
jos em seus lábios.

-Faremos por onde ser-Quis falar,ele que rompeu as palavras logo no fim me puxando para si,suas mãos se atenuaram a minha cintura.Esperariamos alguns tempo,
tomariamos café.Ficamos deitados sobre o gramado do jardim,acolhidos nesse abraço.Pelo tempo ser transmutável,eu sei que tudo e passageiro,mas porém,as mar-
cas ficam para sempre em nossas almas.

Tive uma tarde maravilhosa,eu compreendia isso.Após minha volta,nossa volta já que Aziel foi a minha procura no Intituto,nós encontravamos em mais uma tenta-
tiva.Tinhamos jantado forá devido a sua ida.O que me fizerá feliz.Nós encontravamos no jardim,a noite sublime,Aziel jazia deitado para cima,seus braços curvados
fazendo com que suas mãos pousassem acima dele,os olhos fechados.

Eu espionava,observava sentada a sua frente.Tinha tomado banho,o que me fez imensamente bem,usava túnica violeta com detalhes negros,tecido de linho mara-
vilhoso,me sentia aflita,Aziel não estava em seu corpo,háviam dois castiçais delicados com velas acesas,uma a cada lado dele na altura dos ombros,incenso queiman-
do.Acreditem! Á energização e possível,desde que ela seja feita com sabedoria.

Linda túnica vermelha ele tinha escolhido,o que fazia o conjunto perfeito com seus cabelos vermelhos,eu esperava,me mantinha quietinha,sem fazer nem um barulho.
O silêncio maravilhoso,lindo em todos os sentidos.Mas!Ouvi algo,pelo visto Aziel diante desse aprendizado mostrado por mim,forá longe demais,ouvi passos vindo do
gramado,vi quando a grama foi pisada por algo.

Não era visto,mas sabia que era ele,filho da mãe por fazer isso-Céus,ele está fora do corpo,pura particula é nesse momento,ele procura algo,mas o que?-Olhava ainda
sentada para esse algo,era ele,eu sabia,vi a grama ser pisada por pés,o formato das pegadas era perfeito.Foi quando ouvi os gruidos por trás do tronco da arvore no
jardim-Fique fria,ele vai conseguir-sussurrei,tinha que ter e agir com sangue frio.

Me curvei para trás voltando a ouvir esses gruidos,vibrações tenebrosas ecoavam pelo vento,aquela transposição mental era perfeita por demais,eu senti isso como se
eu tivese que aprender aquilo,ele tinha domado isso com muita perfeição-Aziel,o que faz?-Brami querendo saber,não podia vê-lo,para isso teria que fazer o mesmo,não
queria me machucar,ele sabia disso,eu assenti delicadamente.Quietude.

Barulho de arranhões,barulho de vibrações de gestos,era como se Aziel estivesse tentando tocar nesse algo que bramia,ele estava atrás do tronco da arvore,o barulho
vinha de lá,o que me trouxe a clara resposta de sua localização.Foram quinze minutos nesse tormento,querendo saber o que acontecia com ele,foi quando olhei para o
semblante de seu corpo,os pulmões se encheram de ar,como se ele tivesse sido jogado de volta.

Seus olhos que se arquearam,sua boca que se abriu em um O perfeito.Aziel suava,seu corpo quente,percebi isso,ele sentou-se nesse devaneio de dor e espando olhan-
do para frente,tentando se livrar de uma miragem,visão.Apoiou-se com as mãos pairando para trás-Aziel!?-Brami ao me levantar,sentei a sua frente,ele silenciado,nesse
cansaço,pelo visto tinha sido machucado.

Era como se aquilo fizesse suas células vibrarem densamente provocando dor-Pode falar comigo?-Ele se esvaiu,seus olhos daquele espanto ao controle,focou seu olhar
a mim-Lilith!Agora eu sei,eu sei claramente,e uma Besta,uma Besta!-Bramiu,deixou-se ajudar por mim,levantou-se conforme lhe dei apoio-Meu amor,acha que e isso?
Eu,eu já ouvi vários rumores,entende?E isso mesmo?-Ele riu,seus pulmões ardiam de dor.

-Sim,se for outra coisa,não sei mais o que é-Olhou postando-se a minha frente apesar de tão cansado-Entendo,já ouvi muitos rumores de lendas como seres emanando
calor,tudo isso-Ele voltou seu olhar a entrada da varanda,pegou firme em minha mão.O gesto para que o seguisse-Lilith,vamos sair,eu preciso falar com alguém-Eu anda-
va a seu lado-Preciso dar notícias a mamãe-Compreendia,tinha uma imensa curiosidade de saber quem era ela-Se e o que quer,tudo bem querido,seria ótimo dar sinal de
vida-Ele riu.

Quando na sala sentou-se na poltrona,mesmo suando,cansado daquele modo,ele teve forças para fazer as luzes ligarem,o estalo do interruptor ecoou,luz!Ainda tinha
que me adaptar a isso,mesmo sabendo de minhas capazidades,me assombrava vendo isso vir de outra pessoa.Fui a cozinha,peguei um copo com água fresca para
ele.Ele bebeu rapidamente ao pegá-lo,sentei no sofá.

-Sei que terei que ter calma,a próxima meta e mandar isso embora-Ofegou ao pousar o copo encima da mesa de centro-Sabe como Aziel?-Ele assentiu arqueando sua
sobrancelha-Talvez,mas terei que fazer essa pesquisa em um lugar especiel-Eu sorri em resposta-Aonde?-Falei ao me manter observadora-Paris,lá há imensas bibliote-
cas com textos antigos,mágia antiga,pura,preciso de mais algo,entende?Algo que está na minha casa em Paris-Eu ri novamente,achava isso uma graça.

-Acho que já tentaram destruir esse algo,mas não foi o bastante,foi temporário,mas quero fazer algo definitivo-Compreendi.Com o tempo envoltos nessa conversa eu
sabia que ele me levaria,mesmo eu não querendo,estava feito,iriamos a Paris no momento certo.Saímos essa noite após nós arrumarmos:Andava ao lado dele,ele que
tinha escolhido uma camisa de seda em cor vinho,botões negros,calça jeans justas em tom azul,a bota pesada,quanto a mim?

Uma mulher usando de algo muito simples como camiseta de algodão,saia rendada,peças em cor branca,a bota negra e sobretudo também negro.Tinhamos voltado
de uma doceria.Faltavam mais 2 quarteirões para chegarmos,foi quando ele se apressou ao ver um orelhão iluminado do outro lado da Rua,carros passaram depois.
Ele rapidamente discou o número-Por favor! Preciso fazer uma ligação para Athena-Pediu a atendente.O que não demorou,eu de pé a seu lado,ele que segurava o
aparelho a seus ouvidos,meu rosto pousado sobre seu ombro,seu braço livre que pairava atrás de mim.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 18 Jul - 12:09:09

Foram alguns segundos para que uma mulher atendesse ao telefone que tocava do outro lado da linha.Quando atendeu a voz parecia embargada-Olá,quem está
falando?-Uma voz delicada,mas sofrida por algo,Aziel ofegou sentindo um doce e terrível semblante de dor-Sou eu mãe,sou eu,está sozinha?-Um momento se si-
lêncio veio,ouvi nitidamente quando um choro delicado veio,meu coração apertou,por demais,imensamente apertado por que podia e posso imaginar a dor de uma
mãe.

-Aziel! Aonde está!?Por favor,aonde está!?-Bramiu a voz levemente rouca apesar de delicada nesse momento,Aziel pensou por alguns momentos,temia que come-
tesse um erro fatal,pensei enquanto observava ele falar-Não posso falar,por favor,ainda não,não sei quando vou voltar,mas quero que saiba que estou bem,quero
que passe isso a todos dai-Depois disso temi que Aziel esvaisse,que ele desontasse tudo nele mesmo depois.

-Aziel,por favor! O que está havendo?Libere seus pensamentos,diga aonde está,ela e seu pai,os dois,eles estão a ponto de fazer algo grandioso aqui,isso em prol da
loucura de sua ausência! Nem seu irmão sabe!-Quis ela saber,gritou alto,me arrepiei,fiquei tomada,os lábios de Aziel tremeram,tinha demorado,mas ele tinha feito is-
so,o que foi necessário.

-Acalmem os animos,por favor,eu vou voltar,só que quando eu quiser voltar-Um doce ofegar do outro lado da linha,o silêncio-Vejo trevas pairando sobre você,e
e serão as conseguências desse ato! Aziel,não por mim,por seu pai-O cenho de Aziel arqueou-se,os lábios tremeram novamente,e foi nesse momento que voltei a
ouvir ela falar,ele não respondeu,tudo que fez foi desligar o telefone,bate-lo no aparelo do orelhão publico.

Ele devagou encarando o momento como trevoroso,foi quando seus braços se curvaram sobre mim,me agarrando delicadamente contra ele-Não fica assim,vai vê-
los novamente,eu sei-Brami abraçada a ele,meu rosto pousado ao seu ombro,sua mão que me afagava a nuca-Não sei querida,tudo que sei e que estou tentando,a
gente precisa dar fim nisso-Ofeguei pensando no momento,na pequena conversa.

-É iremos dar-Brami,foi nesse momento que suas mãos se curvaram a meu rosto,ele atenuou os olhos-Lilith,mais uma change,e tudo que precisa,eu precico,quero
saber de uma fez por todas! Deseja de verdade?-Como ele poderia ainda me perguntar!?Não me senti irritada,mas compreendi,eu sorri,deixei meus braços curva-
dos a frente se abrindo perfeitamente sobre seus ombros.

-Oh,tome cuidado,por que eu quero,contruiremos algo maravilhoso depois de tudo-Ele riu,deixou-se rir apesar da amargura-Admito,és um presente entanto que eu
ainda sofro para compreender-Sabia que sim,assim como considerava ele meu presente alheio,é sentia na pele que ele compreendia isso tanto quanto eu.O beijei
por alguns minutos envolta nesse abraço,foi quando me afastei delicadamente.

-Esperar mais alguns dias vai ser terrível-Ele olhou de lado,fitando os carros que passavam-Não,não vai ser-Sussurrou se perdendo nesse momento.Fomos para ca-
sa,mas só quando passamos na sorveteria.Não que eu estivesse faminta,mas com vontade.Continuariamos rondando a Cidade.A exploração e necessária para que o
despertar venha,para que a mente transceda a tudo e a todos.

E só nesse momento que acreditamos e começamos a compreender o não material.Esperar esses dias me foi terrível,admito,forá expulsa do quarto várias vezes,is-
so ao Aziel captar minha presença em espionagem.Mas bem!Teria minha vingança,é ela se concretizaria nessa noite.Foram cinco dias e cinco noites terríveis,só na
sexta noite e que tomei coragem e coloquei em prática meu plano.Aziel não tinha voltado ainda,eram 18:30 da noite quando pensei,tinha chegado de meus compro-
missos mortais como digo.

Mas seria ele chegar e poria em prática o que eu precisava-Ele vai me dar o que quero,nem que seja forçado a isso-Brami enquanto anotava alguns contextos,admito
que nessas noites passadas sofremos muito com as experiências de hípinose,o que serviu para recontrução.Imaginei enquanto escrevia no caderno sentada a frente da
penteadeira tudo isso.Eu estava vestida com um vestido verde de lã fina,o tecido sedoso atenuado a meu corpo.

A caneta agia enquanto eu o fazia.Meus cabelos soltos,admirável a mudança de um crescimento constante,já que os fios começavam a escorrer por minhas costas,eu
sabia que ficariam mais longos,minhas unhas polidas,manicuradas com uma base delicada,usada sandália essa noite,delicada e negra.Pensava,não acreditava que ele
estivesse demorando tanto!

-Aziel,apareça aqui e verá-Brami em riso enquanto continuava,anotações de meus sentimentos nesse caderno precioso,o escondi na gaveta quando nesse momento
ouvi um barulho,era ele-Redenção?-O chamei,ele foi visto ao meu lado,me virei o olhando sentada na cadeira-Sim,estou aqui Lilith-Sorri,sorri por que sentia que ele
iria me ajudar-Faria por mim?-Disse deslizando a mão pelo pote encima da mesa da penteadeira,o espelho brilhando ao fundo-Lilith,não lhe aconselho a fazê-lo,mas
se quer,se realmente sente isso,lhe ajudo,mas minha anciã,lhe peço que esteja preparada para o foturo-Eu sorri.

-Eu sei que sim meu querido,eu sei que sim,não sei o que vai ser,mas eu quero tentar,o amo,quero algo dele-Ele sabia disso,triste ficou,mas agiu sumindo,eu que nes-
se momento desferi a ponta da pena negra sobre meu braço,o sangue desceu delicadamente pelo meu braço.Um oferecimento-Ele ainda não me conhece,lamento meu
Aziel-Levantei-me,sai andando pelo corredor,segurava a preciosa pena na mão esquerda,as gotas de sangue caindo delicadamente ao chão.

Ouvi barulhos vindo do salão,ele hávia chegado-Lilith!-Gritou,sentia dor por algo,eu senti isso de longe emanando de sua alma é energia,eu ri delicadamente,quando
no vão da escada vi ele bramindo contra algo,o golpe tinha sido certeiro,ele que se mantinha ajoelhado,gruindo de dor-O que há querido?Aconteceu algo?-Brami dei-
xando meu olhar se focar,Redenção o olhava ainda sentado no sofá.

O encarava,foi quando os olhos ferozes de Aziel se voltaram contra ele,não que Redenção tivesse reagido,mas fez reverbar a força alheia que Azial criava contra ele,
sua mão esticada a frente-Basta!-Disse começando a descer,meus passos ecoando pelos andares da escada,ele viu como meu braço sangrava,Redenção levantou-se,
quando eu caminhei pelo salão,Aziel me olhou assombrado.

-Lilith!?Ele a machucou?Está machucada?Ele a machuca as vezes!?-Deixei meu olhar emanar minha decepção,pensei que ele tinha compreendido,me curvei a sua fren-
te-Não meu amor,não,ele não faria isso,ele e minha força,desde quando o trouxe para cá,eu te amo,por favor! Dê-me o que quero ter-Sussurrei,ele não desgrudou os
olhos de mim-Está machucada,eu não acredito,oferece sua força a ele,o sangue e vitalidade,se não ele não teria conseguido-O olhava,deixei a pena cair no tapete ao
direcionar meus dedos a seu rosto.

Redenção postou-se atrás de mim,ele deixou seus lábios e linguá lamberem o ferimento no meu braço,a linha de corte horizontal feita pela pena que ele me derá ainda
tão menina-Admito,eu tenho que admitir,você percebeu que não iria dar,mesmo me pedindo-Riu frustrado,sentindo a dor latente dos golpes no corpo,o que fazia com que
ele não se levantasse-Obrigada,ele merece-Retrucou Redenção ao sumir.

Abracei Aziel ao envolvê-lo com meus braços,ele me olhou pela ultima vez antes de apagar,peguei a pena,desferi aquele pequeno corte sobre seu ante-braço,o sangue
escorreu delicadamente,senti no ar a força brotar-Há,ele pode,eu sei-Sorri,sofri para levá-lo para fora da manção quando apaguei as luzes.O coloquei no banco de trás
do porshe.Aziel inconciênte,porém admirável o olhei por alguns segundos.

Quando na direção sai,as Ruas me esperavam-O bosque,eu sei-Brami enquanto mantinha a atenção,o vento delicado vindo em brisa aos meus cabelos.Seria uma lou-
cura,eu sei,eu sei.Quando cheguei enfrente ao portão do bosque aonde tinha estado a tantos anos atrás segui pela trilha,graças que mesmo a noite,sem ter seguran-
ça podiamos entrar,qualquer visitante.As luzes ilunando o lugar.

O cheiro de flores,arvores,o vento que reverbava,o som de uma doce musica,só que natural.Eu pensava,deixava meu pensamento fluir delicadamente.Chegando ao la-
go já muito dentro do bosque,parei,apaguei os farois.Eu me virei ao olhá-lo sentado no banco de trás,ele ainda não tinha acordado,a pequena quantidade de sangue
que perdeu,lhe fez perder algumas forças,o sangue ainda estava começando a parar de brotar do corte.

Vi pela pequena toalha que tinha colocado sobre o ferimento-Aziel-Sussurrei ao abrir a porta,quando abri a de trás o fiz tombar para trás do banco,seu braço pendeu
de lado,abri sua camisa imaculamente branca,a tirei delicadamente,tirei sua boca curva,sua calça,o despi sem piedade ou remorso,me coloquei sentada sobre ele com
as pernas delicadamente abertas,as roupas tinha sido jogadas em um dos bancos da frente.

Minhas mãos deslizaram sobre seus ombros,foi nesse semblante de delírio que vi quando ele ofegou,seus cálidos olhos se abriram,eu tinha feito bem,muito bem ao
lhe tirar aquela quantidade de sangue,fraco,mas não inconciênte agora-Olá,finalmente chegados-Sussurrei esperando alguma resposta-Aonde estamos?-Eu ri,ele que
tentou se sentar-Calado Aziel,vai ou não me dar o que quero?-Ele me encarou,só mais uma change,era o que precisava.É ele sabia disso.

-Estamos quase lá,quase encontrando sua resposta,quero a minha-Ele deixou seus lábios se moverem alguns instantes,foi quando pensou mesmo ao manter seu ros-
to virado de lado,ele pensava-Tudo bem,tudo bem Lilith,um preço entanto-Me senti vitoriosa,ele sabia disso,tanto que me surpreendi quando seus braços deslizaram
por minha cintura desatando aquele laço em especial atrás de mim.Ele me puxou contra mim,se encostou na borda da porta do carro.

-Não tenho escapatória,correto?Ou sairia morto daqui-Bramiu em risos baixos,o deslizar de suas mãos fez com que o vestido deslizasse para baixo-Calado-Pedi,nada
queria ouvir,mantive meus olhos fechados,o beijava com vontade,imensa vontade,ele teve uma força amedrontadora para poder arrebentar a borda de minha calcinha
a jogando de lado.Me sentia melhor,acolhida.

Seus lábios me mordiam os seios,fervor amedrontador-E tudo que quero,não sei se vai dar certo,mas vou tentar-Brami nesses beijos,os bramidos atenuados vindo
dele.Maravilhada quando mantive minhas penas abertas na altura de sua cintura,ele que nesse momento moveu-se agarrado a mim,não parava de beijá-lo,em pen-
sar que a noite estava nesse semblante de desenvolvimento.A união foi maciça,aterradora.

Me silenciei enquanto fazia amor com ele,os movimentos atenuados,os doces gritos abafados pelos seus beijos,ele sentado,eu sentada de frente para ele,meus seios
quentes que ele morida uma vez ou outra,suas mãos que me apertavam a silhueta em momentos de dor.E assim foi,assim foi o inevitável.Ele tinha adquirido conciên-
cia disso,aproveitando todo esse semblante de sumiço dos que preferia ficar afastado por esse tempo.O som das corujas vou ouvido enquanto continuavamos,seu pau
que em nem um momento saia de mim.A escuridão rompida pelo luar sobre o lago enquanto jaziamos nesse momento.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 19 Jul - 10:30:25

Foi atenuado,claro que foi.O que eu deveria esperar? Não sabia e claro,tudo que lembro Sara e que apôs isso me mantive grudava a ele,lamentei por alguns momentos o
que fiz.No conceito dele estar tão fraco,demoraria mais alguns minutos para ele se recompor,ele se mantinha sentado de encontro ao banco,eu sentada a sua frente,meu
observar atenuado que não se desgrudava do dele em nem um momento.

Suas mãos deslizaram sobre meu rosto,ele que deixou o semblante de seus olhos desviarem por algum minuto-Aziel?Não fuja,não deixa de olhar para mim,céus,por que
se sente assim?-Ele se manteve silenciado por alguns instantes,isso para que reavesse o controle mental,voltou o olhar á mim,seus lábios rosados,sedosos tremeram por
alguns instantes-Não e isso Lilith,não exatamente isso-Compreendi.

Me deixei sentar ao seu lado,ele que procurou o pequeno maço de cigarro no bolso de sua calça ao pegá-la,a pele alva reluzia docemente ao luar,assombroso,mais não dei-
xava de ser encantador em nem um momento-Sabe?Isso que fez,isso não vai ter volta,compreende?Tem noção disso meu amor?-Palavras doces,atenuadas,ele que acabará
de abrir o maço tirando um dos delicados cigarros de canela-Eu sei que não-Respondi.

A chama do isqueiro reluziu quando ele tragou o cigarro,o jogou de lado-Pensa nisso,não me conhece plenamente,sabe pouco de mim,em algum momento recebeu alguma
informação do espectral?Estou falando de conceitos não lógicos para a mente humana-Céus,eu não lembrava,fazia tanto tempo que conversava sobre isso com Redenção.O
olhava,ele deixou seu braço se curvar por trás de mim,me acolheu junto a ele.

-Pode me responder?-Quis falar-Não sei,tudo que sei e que sou o que sou,morrerei assim-Disse-lhe,ele riu,deixou-se tragar novamente o cigarro,foi engraçado quando ele
o manteve na boca,ele que curvou os dois braços sobre mim na altura de meus ombros,isso me fazia em manter contra ele,seu corpo,minhas mãos curvadas sobre seus om-
bros-E se eu lhe falasse que tenho a change de não morrer?Acreditaria?-Bramiu ainda com o cigarro ao lado da delicada boca.

O olhei ao mover o rosto-Sim,por que não?-O semblante de sua sobrancelha arqueou-se,compreendi de imediato,provavelmente seria o destino dele,algo que ele não quis
me falar-Há coisas que ainda está começando a compreender é eu convivo com isso desde minha infância Lilith-Adorável,vi a crueldade em seu olhar nesse momento,ainda
podiamos esperar mais um pouco,a noite tinha se tornado trevorosa.

Foi nesse momento que beijei seu ombro,depois sua boca-Verá,esse algo que quero é o que me fara completa-Ele assentiu fechando os olhos por alguns momentos-Será?
Eu temo que seja outra coisa,mas eu não sei Lilith,ficarei aqui,até vir eu ficarei aqui,sobre o resto?Que aconteceça,correto?-Assenti me afastando dele-Há,sim,e claro,acho
e concordo que nada podemos saber ainda,mal estamos começando-E com isso ele se abaixou pegando meu vestido,ele suas roupas.

-Vamos,precisamos ir,não podemos esperar-Eu peguei meu vestido de suas mãos,infelizmente minha maravilhosa peça íntima que ele rasgara estava destroçava,lamentável.
Mesmo assim me vesti,eu abri a porta,deixei com que o vestido deslizasse pelo meu corpo,ele se apressou também em se vestir,só que preferiu ficar sem a roupa de cima,só
calça e bota curta,seus dedos agiam ao abotoar meu vestido.

O cigarro jazia ao lado de sua boca,a fumaça subindo em espiral,visão adorável ao virar-me-Eu dirijo,nem tenta-Fiquei revoltava,mas mesmo assim tive que aceitar,não esta-
va em condição de fazê-lo,não agora depois de tudo.Me sentei a seu lado revotava,prestes a chorar,ageitei a borda do vestido o subindo pelas pernas que se cruzaram nesse
momento-Aziel não vai me odiar por isso,não e?-Quis saber.

Ele se preparava para dar partida-O meu problema e que preciso me afastar deles,minha família e maldita,imensamente maldita,Lilith não queira saber quem são,nunca em
minha vida preferi tanto ficar longe deles,vamos passar alguns dias em Paris,continuar nossa procura ao que me segue,conseguimos uma grande e adorável parte da respos-
ta,agora vamos ao encontro da outra metade em Paris,no livro que está em minha casa e nos livros de mágia antiga na biblioteca de Paris-Eu sorri.

-Algo mais a dizer?-Brami inquieta ao olhá-lo,ele tirou as mãos de cima do volante do porshe,se curvou sobre mim me desferindo mais de seus malditos beijos,foram longos
e maravilhos,nesse instante me senti tonta quando o vi se afastar,o cigarro entre seus dedos-Há,sim,há mais uma coisa sim:Por favor,fique comigo,case comigo,ou melhor,és
casada comigo,acho que não precisamos de mais nada-Eu sabia que sim,assombroso ouvir isso,mas era a realidade.

Ele girou a chave,o som veio,e nesse momento Aziel saiu acelerando entre o grámado entrando na trilha do bosque-Aziel podemos encontrar boas mágias nesses livros,tudo
que remonta a antiguidade tem maior semblante de holocausto-Ele sorriu,mantinha a doce atenção a frente,o gicarro acesso entre seus dedos,foi quando ele o ergueu a sua
boca,tragou mais um pouco-Eu sei que sim,estou ansioso,vai vingar,eu sei!-Bramiu rindo delicadamente.

-Lilith,novamente digo,eu não te odeio,percebo que estou feliz,aos poucos mas estou ficando feliz pela primeira vez em minha vida mortal,estou esperando para poder pegar
meu presente nos braços-Meu coração bateu forte,eu que jazia sentada,o cinto a minha frente,minhas mãos pousadas ao meu colo calidamente,quis chorar nesse momento,
lembrei que uma vez já tinha dado tudo errado,deixei meu braço curvar-se sobre a borda da porta,a mão curvada a frente de meus lábios-Já deu errado uma vez,não pode dar
errado novamente-Brami chorosa olhando para o lado.

As arvores passando entre nós conforme o porshe avançava na trilha-Não vai dar errado Lilith,não vai,não comigo,tenha certeza,nem que eu morra-O olhei de lado-Para!Não
fala uma coisa dessas nem por brincadeira,por favor-Ele arqueou o seblante de sua sobrancelha,mantinha o foco-Não temo a morte,temo as conseguências dele,de tudo que
estou fazendo,eu fiz,que foi criado,por que foi-Bramiu,ergueu o cigarro com uma das mãos,tragou tudo que tinha para tragar e jogou o semblante apago fora.

-Entendo,mas não cogite uma coisa dessas-Brami em resposta,é assim seguimos,nós direcionamos ao nosso lar,quer dizer,um dos nossos lares,por que era real e não podia
fugir dessa realidade,tanto o lar dele em Paris como o meu lar,nós pertenciam por completo,céus,percebi enquanto voltavamos,enquanto Aziel dirigia pelas Ruas agora que ti-
nhamos saído do bosque,que entravamos em uma epoca de adoração a algo maior,falo de um retrocesso para reavermos o que nós tinha de mais precioso.

Aziel gemeu por alguns momentos enquanto dirigia,isso devido ao corte no ante-braço que eu fizera,ele não reclamou apesar do incomodo,continuou,as luzes da Cidade que re-
verbavam iluminando as Ruas,estradas,carros passando,o vento doce,delicado nessa noite alheia,por vários momentos ele quis falar,mas não se atrevou,sabia que eu estava a-
balada por demais quanto a isso.Mais uns quinze minutos e chegamos a manção.

Aziel parou enfrente,entrou pelo portão,estranhos as luzes estarem acesas,mas sabiamos que se tratava de Lucy,Aziel entrou na garagem,desligou o carro e pulou a porta do
porshe-Ela está aqui,ela veio-Bramiu dando a volta e abrindo a porta do meu lado,sai me mantendo de pé,nunca me senti tão angustiada,ele percebeu isso,tanto que ao sair da
garagem,preferi me silenciar ao entrarmos.

Lucy tinha vindo pensando que estariamos em casa,se levantou aflita ao perceber meu estado,Aziel a olhou segurando a sua camisa na mão-Há algo de errado Lilith?-Não,eu
queria falar que sim,mas tive que responder que não,o fiz,o que a fez se aquietar mesmo angustiada-Tudo que Lilith precisa e descansar agora Lucy,o fim de semana está che-
gando,acho que nada melhor do que isso-Aziel respondeu andando a frente,passei por Lucy chorosa,angustiada.

Ouvi quando Aziel se aproximoi dela-Vamos comer algo,deixe Lilith quieta,fique comigo por alguns momentos-Lucy assentiu,ouvi sua voz enquanto subia,entrei no corredor-Eu
não entendo,Lilith não e assim-E com isso entrei no meu quato.Fechei a port.Andei em direção a cama,nem quis acender as luzes.Sabia que os dois ficariam mais algum tempo
na cozinha comendo algo.

-Não fui justa,o forcei a isso,céus,o que eu sou?-Falei olhando para o teto,admito que nesse momento meu corpo ardeu ao sentir que algo agia em mim,que tomava forma e
por fim,adquiria o semblante de algo-Há,céus,sou pecaminosa,trevorosa,capaz de matar para adquirir o que quero-Brami me perdendo nesse momento,o luar entrando pelo
quarto,e percebi que o calor chegava,o dia provavelmente iria nasceu,tinhamos ficado tempo demais no bosque,eu me sentia cheia de algo.

-Precariedade adorável-Sussurrei ao mover meu rosto de lado,os olhos se fechando pesadamente.Aziel tinha vindo apenas a procura de ajuda,é eu me aproveitará disso para
forçá-lo a fazer algo aterrador,coisas que não eram da natureza dele,mesmo assim ele era acolhedor,adorável,apaixonante em todos os sentidos.E eu sabia os motivos,ele en-
contrará em mim o refugio que desejava obter.

'É assim as portas para mim novamente estão abertas nesse mundo'.Ouvi algo dizer-me na mente,e não compreendi,tudo que sei e que meu sono seguiu-se,escuridão que eu
precisava depois de tudo.Acordei-me do nada,a luz do sol banhava o quarto,um cobertor macio jazia por cima de mim,Aziel me cobrirá antes de se recolher em seu quarto,eu
levantei-me me sentindo pedasa,arqueei meus olhos delicadamente enquanto isso.

-Sai caminhando pelo corredor e abri a porta do quarto de hospedes que em dados momentos era dele,o vi deitado de bruços,dormia pesadamente,vi que em braço Lucy fez
um curativo,me aproximei silenciosa,me abaixei vendo o pequeno e delicado curativo-Ela pontiou-Me arrepiei,como ele tinha suportado?Seria algo durador,eu sei,eu sorri nes-
se apreciar,ele dormia,não iria acordar tão cedo.

Seu corpo arfava docemente,deixei-me curvar sobre ele por alguns momentos,beijei seu rosto antes de me retirar.No meu quarto tirei meu vestido,entrei no banheiro,deixei a
água cair ao abrir o chuveiro,a água maravilhosa ao toque,tomaria banho,o que eu precisava nesse momento,um novo dia surgia e com ele minha nova esperança de semblan-
te,mas a voz que eu ouvi,tão doce,delicada!

Como voz de rosas e flores!Eu ri ao lembrar a fase-As portas para esse mundo novamente estão abertas?-Minhas mãos deslizavam sobre meus cabelos os puxando de lado,a
água morna,deliciosa ao toque,tetei captar de quem era essa voz,mas não saberia,muito menos Aziel! Ele não estava no momento,o que de nada adiantava perguntar a ele,eu
iria ao mercado,graças que minha folga tinha chegado,faria compras de coisas deliciosas.

Eu estava precisando,o que me faria feliz.Me arrumaria,pentearia meus cabelos e iria a meu compromisso.Por que não uma deliciosa macarronada ao fim de semana?Pena que
a algum tempo nossa empregada estivera compromissada e claro.Mas não me importava,Quem sabe depois do mercado iria visitar Isabel tapidinho e depois voltar,seria isso que
eu faria,o que seria maravilhoso.

Depois de terminar o banho puxei a toalha encima da borda do box,sai enrolada,meus cabelos molhados,comecei a procura por roupas limpas,eu me sentia pesada por algo,uma
energia que se atenuava a meu corpo,demoraria a compreender o que era,mas depois vai entender Sara.Escolhi saia de linho em cor violeta,rendada sobre a porta,ela passava um]
pouco dos meus joelhos,ajustei o ziper atrás,peguei a camiseta na mesma cor,a vesti após coloquer uma lingerie macia de algodão imaculamente branco.

Me sentei de frente a penteadeira,comecei a secar e a escovar meus cabelos,quando terminado um baton violeta para concluir,uma delicada base no meu rosto,coloquei o pá de
botas longas,não muito pesadas em cor negra,me olhei no escolho,ajustei a saia novamente,a fita linda em laço negro atrás.Eu não perdi a sensação de peso,tinha demorado,eu
percebi como meus seios estava fartos,levemente arredontados,peguei a bolsa e sai.Teria que reaver meus compromissos,o que não iria demorar antes de almoçarmos.
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Ana Nery
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 19 Jul - 11:35:10

Há,tinha sido maravilhoso chegar na manção de Isabel e vê-la com Lucy,as duas que foram vistar quando eu entrei no doce salão,elas que conversavam sentadas ao
sofá,eu segurava duas bolsas com alguns ingreditentes-Finalmente presente,Lucy me falou de ontém,fiquei precupada Lilith-Isabel falou ao levantar-se,eu deixei as
bolsas no chão,a abracei com vontade-Não fique preocupada,jamais-Sorri ao vê-la se afastar.

Eu admito que tive vontade de ir nadar um pouco na picina no jardim aos fundos da manção,mas não poderia,tudo que tinha ido fazer era chamá-las para algo-Se qui-
zerem vir,venham comigo-Lucy levantou-se-Sério?O que pleneja?-Arqueei a sobrancelha ao andar em sua direção-Macarronada com molho e queijo-Isso a deixou em
pensamento-Posso comprar uma torta,há várias na doceria,deve saber-E nesse momento eu soube alheiamente que algo maior se formava ali.

Tia Isabel estava bonita com sua túnica verde em tom escuro,os cabelos soltos,a sandália delicada aos pés,uma dama joevial,eu tenho que admitir.Sobre Lucy que foi
pegar as bolsas percebi que ela tinha escolhido bem o vestido em cor greme em algodão macio,longo se atenuando a suas curvas,as alças finas,o laço a frente do bus-
to,vi isso quando ela levantou-se.

Tinhamos que ir,eu sabia,mesmo assim a demora seria irritante até chegarmos-Sabe se Aziel vai estar lá?-Lucy quis saber,vi pelo seu olhar que ela estava assustada,
e com isso reavi o conceito para que podessemos ir,fechamos as portas e nós direcionamos ao meu porshe estacionado enfrente a mansã-Para com isso,Aziel nunca a
machucaria-Brami ao entrar.

Vi quando as se sentaram no banco de trás,graças que Lucy tinha deixado as boldas no banco da frente ao meu lado-Entendo-Isabel disse,ela que circundava todo deta-
lhe de qualquer coisa que conseguisse ver,Lucy deixou seu rosto pousar no ombro dela,dei partida saíndo pelas Ruas,peguei a estrada rapidamente-Por favor,eu e Aziel
estamos contruindo algo unicamente nosso,peço que possam ter calma,ele e uma pessoa maravilhosa-Isabel riu nesse momento.

-Eu sei que sim,e impossível olhar para ele e não perceber-Sussurrou baixinho,e com isso a viagem seguiu,eu senti o semblante de algo vir,se formar.Quando chegamos
e claro que entrei pelo portão com o carro.As duas silenciosas,rindo de algo.Estacionei o carro na unica vaga ao lado da manção ao inves de ir para garagem.Saímos,eu
peguei as bolsas,Lucy com a pose das chaves abriu a porta.

Aziel se encontrava com meu laptop em pose,o aparelho que jazia em seu colo,ele voltou o olha para gente-Céus negros,pensei que não chegariam,vão mesmo fazer
macarão?-Isabel me olhou de lado,ela o olhou deixando o riso ecoar-Sim,filho,vai ficar?-Ele arqueou sua sobrancelha delicadamente-Sim,estou com fome,não tomei ca-
fé,eu vou comer sim-Lucy riu,ela pegou as bolsas de mim e foi a cozinha.

-Entendo querido-Ele deixou o laptop de lado-Desculpe,estou fazendo algumas tranferências,e irritante,mas necessário sempre que posso-Ela sabia que sim,perceberá
de longe tudo que ele representava.Não que Aziel fosse estabilizado,resumidamente,ele nasceu em berço de ouro,mas e algo dele,algo que ele preferia se manter silen-
ciado,e eu entendia plenamente,assim como Tia Isabel que o abraçou forte quando ele se levantou.

-Venha conosco,um bom macarrão,quem sabe camarão grelhado,salada o faça matar a fome-Ele riu,ele que manteve uma das mãos em seu bolso da calça jeans ne-
gra,a boca curva,dessa vez uma camiseta em cor azul escuro,linho puro,o lenço negro no pescoço,entramos no corredor indo a cozinha,a outra mão pousada em um
dos ombros de tia Isabel-Entendo-Respondeu.

Céus,Lucy tinha agido rápido,tinha pego uma penela lindissima de aço inox,o brilho cintilava no fogão luxuoso,o aquecer era eletrico,a base de vidro abaixo da penela.
A gente se sentou,a água ferveria,cozinhariamos o macarrão,e depois?Todo preparo para matarmos a fome.Aziel agia escolhendo algum tipo de vinho,o sol que entra-
va lindamente pelas imensas persianas.

-Aquele institudo,alguma coisa Lilith?-Eu pensei,tive que responder de forma franca a Isabel-Não sei querida,e complicado,mas vale a pena,principalmente sabendo que
o conceito e válido-Ela sorriu,Lucy que uma vez ou outra tinha que esperar atentamente o pontod e fervura da água.Aziel sentou-se deixando a garrafa de vilho encima
da mesa,deixou suas mãos deslizarem pela minha mão encima da base da mesa.

-Eu ainda acho que se sente cansaça ao ir para lá-Disse-me,Isabel riu e teve que dizer-Não Aziel,ela gosta,o pior e que ela gosta-Ele assentiu refletindo enquanto a en-
carava-Será?-Eu ri,tive que rir diante do momento-Sim,ela está certa-Quando a água ferveu,Isabel levantou-se,pegou o lindo pecote com massa,despejou dentro da água
que fervia,o perfume foi bom,admito.E com isso o processo é por fim o almoço.

Comemos bastante,principalmente pelo fato de Isabel ter feito costeletas grelhadas para acompanhar,sua famosa salada.Tudo que tenho a dizer e que passamos o dia
juntos,o alheio dia que se transmutou em noite.Duas noites vieram,sabem o que e o pavor o tomando?Foi o que aconteceu quando eu tinha acabado de voltar do Intituto,
Aziel nesses dias trabalhará ferrenhamente quanto a seus compromissos profissionais na faculdade.

Só que eu não esperava me deparar com o que vi ao entrar em meu quarto,um abajur estava caído ao chão,lamentável ver Aziel desmaiado,ele jazia caido sobre a cama.
O seu corpo arqueado para frente ao ter os joelhos ao chão-Redenção?-Queria que ele aparecesse,ele veio,vi o seblante de espanto,parecia que ele tinha visto um furação
passar pelo quarto-Lilith! Foi horrível,horrível! O homem de cabelos escuros,a briga,eu,eu não entendi!-Ele clamou.

Senti no ar as vibrações de medo dele-Ele não acorda,o sacudi várias vezes,eu não entendo-Me abaixei ao lado de Aziel-Será que ele descutiu com um de seus parentes?
São dois,eu sei-Eu sacudia delicadamente Aziel,vi como as marcas de tapas fortes jaziam em seu rosto-Querido,acorde,está ai?-Clamei,Resenção estava tão assustado que
sequer sabia como agir.

Foram 20 minutos até eu descer,fazer um chá para Aziel e subir,voltei a chamá-lo quando deixei o copo encima da mesa na varanda-Aziel,estou aqui,pode me responder?-
Eu o tinha colocado encima da cama,eu de covardia fui ao banheiro,coloquei um pouquinho e alcool no algodão,desferi a frente de seu nariz ao me curvar sobre ele,ouvi o
seu tossir forte,ele ofegou me desferindo um tapa na mão,os olhos passearam querendo saber se estava de volta-Céus negros,alcool?Oh!-E ele se afastou.

Nitido como a tontura o tomou,ele riu de algo-Maldito,ele procura por ela e depois vem discontar em mim-Fiquei curiosa-Ele quem querido?Quem e ela?-Ele me olhou,ele a
me fitar-A mulher loira,a minha avó,sim,ela e minha avó,muito antiga,eu tinha falado,ele procura por ela-Eu assenti,o ajudei a se encostar no espelho da cama-Ele não sabe,
ela não está no outro mundo,está nesse mundo,se criando novamente-Eu fiquei assustada,mas não entendi nada.

-Ele está com raiva,indiota é,ele sabe disso-Ofeguei ao compreender-Céus,pensei que poderia ser algo pior-Ele riu ao me olhar,a pancada no rosto tinha sido forte,ele deixa-
va sua mão deslizar ao lado do queijo-Não se preocupe com isso,temos que nós preucupar com o animal-Eu sabia que sim,Redenção silenciado,atento,o olhei de lado,Aziel o
fitou ao me puxar contra si-Quanto a você,não era para ter exitado Redenção,medroso és,que o tivesse banido por algum tempo,entende?-Redenção olhando,de pé,suas asas
fechadas para trás.

-Hum...Nem sempre gostamos de crueldade querido,por mais que sejamos poderosos-Aziel riu-É,eu sei que sim,tento entender-Nesse momento Redenção sumiu,deixou-se
ir,ele que tinha certeza de que tudo estava certo,com isso senti o afago de Aziel em meus cabelos,meus olhos fechados ao ter meu rosto pousado sobre seu ombro-Ele sabe
como eu não quero ameaçá-lo,por mais que possa,são chatos,eu sei-Eu ri.

-Não somos perfeitos-Levantei-me ao desferir alguns beijos nele,me direcionei a varanda,levei o chá,ele odiava,mas sabia que apreciaria-Insana-Clamou,pegando o chá be-
beu alguns goles,o rosto emanando o ruim do gosto das ervas-Mas fico feliz,há,não acredito,não acredito,viu?Ela está nesse mundo agora,começando mais uma caminhada.
Ele me olhou,nunca vi um riso o tomar desse geito.

Isso me espantou,raro vê um sorriso no rosto de Aziel nesse momento-Queria saber o nome dela,seria maravilhoso se a ama tanto-Ele me fitou,moveu o devo livre enquan-
to segurava o copo de chá,a piscadela alheia-Há!Pisiu,coisas não devem ser ditas,principalmente sabendo que ela se esqueceu de tudo que era,uma faixa jase agora em seus
olhos,uma nova vida,mas terá um mesmo nome,eu lhe darei esse nome,verá-Céus,algo emanava dele.

Uma energia forte,brilhosa-Aziel,algo diferente está em você,eu não entendo-E ele querendo me tranquilizar se ajoelhou sobre a cama,eu me mantive de pé a sua frente,ele
me tocou o rosto-Mas meu amor,eu estou feliz,não entende,feliz por isso,por saber que uma nova vida foi dada a ela,ela e tão adorável,a mais delicada de todos os meus
famíliares-Eu,eu não compreendia,mas ele sim.

-Entendo,se se sente assim e que algo maravilhoso aconteceu-Ele riu em resposta,seus dedos que pairavam sobre meu rosto-Fique comigo essa noite,por favor,não saia,eu
preciso de sua companhia.Lilith!Seria um complemento entanto-Me espantei,ele que segurou forte minhas mãos,o gelo que tomou conta dele agora ia embora,foi quando eu
tive certeza de que ele estava bem,plenamente bem,como antes da briga.

Veio o silêncio inquebrável,eu fiquei paralisada devido a essa certeza que me confortou-Eu,eu,eu não sei como lhe responder a isso Aziel-Disse quando ele se levantou,ele a
me fitar lindamente,os olhos verdes cintilando,fazendo a energia brotar.Fiquei perplexa quando ele se ajoelhou a minha frente,ele que começou a tirar minha sandália me dei-
xando ficar de pés descalços.

Nisso ele foi para trás de mim,desatou o lindo laço que a fita atada ao meu vestido formava-Mais uma semana e estaremos em Paris,por favor,não fuja agora-Eu ri,ele a
desabotoar os lindos botões sobre minhas costas,terrível quando ele desceu com muitos beijos-Maldito,viu?Aziel!-Brami,ele que me agarrou por trás,e senti quando suas
mãos me apertaram os seios.

-Está fongosa essa noite,saiba de uma coisa:Nosso corpo e um templo precioso,todos nós somos um templo,desse templo vem algo,captamos algo quando algo se forma
e volta a esse mundo,eu te amo Lilith-Eu ri,senti seus beijos ao meu pescoço.O que fazer?De vez meu vestido caiu ao chão enquanto ele me beijava os ombros,isso quan-
do suas mãos deslizaram por ele.

Suas mãos que me tocaram os seios quentes nesse momento-Pelos Céus,aonde fui parar?-Clamei sentindo arrepios,ele riu baixinho,continuava-Em um novo momento,só
isso Lilith,assim como eu-Bramiu por mim,ele me pegou nos braços quando me virou,me colocou na cama,o beijava com vontade,sua mão deslizou pela minha cintura,ele
estava disposto a me manter em casa essa noite,o que tinha feito muito bem.

-Eu não acredito nisso,céus,a antiga e plena anciã de nossa família está de volta-Riu ao me encher com mais beijos-Estou com medo-Eu que me mantinha deitada ao seu
lado,ele que me beijava os ombros,eu que jazia assim só de calcinha de algodão,céus,uma menininha diante dele encolhida contra ele daquele modo-Não fique assim,eu
estou feliz,começa a encher esse coração vazio com felizidade-Eu ri-Compreenderá no momento certo-Sabia que sim,ele deslizou os dedos sobre meu queixo e voltou a me
beijar,tenebroso!
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Ter 20 Jul - 13:27:51

Há! Mas por favor! Nem sempre as coisas são das mais maravilhosas,para dizer o contrário,as vezes ficam mais maravilhosas,iluminadas.E nisso minha pessoa reaveu todo um
conceito para que o doce tempo passasse.E foi maravilhoso estar com Lucy,andando em um lugar imenso,uma galéria com seus três andares.O sol era ténue,maravilhoso,isso
tinha feito com que eu me enchesse de energia.Foi algo curioso por que caminhavamos pelo corredores,entravamos de loja em loja,háviamos comido muito.

Claro que isso me deixou cheia de toda uma vontade de comer doces,e comi com vorazidade.Tinhamos voltado a andar,Lucy escolheu algumas peças de roupas maravilhosas pa-
ra ela,linda em todos os sentidos.Ela segurava algumas bolsas,eu também.Enquanto andavamos pela Galéria,lembrava com detalhes do que tinha se passado a três dias atrás,de-
pois desse momento descrito passou-se mais duas semanas e claro.

Meu foco se formava,tomava vida,nossos passos ecoavam,eu lembrava:Céus,tinha sido assustador ao estar em meu e perceber que alguma coisinha errada acontecia comigo,fa-
lo no contexto de um pequeno renascimento dentro de mim.Há! Aziel ficou triste quando voltou de um passeio com Lucy e chegou com ela,me viu chorando no quarto,pensando no
que eu háveria de fazer.Ele ainda não sabia e claro,Redenção sabia,eu tinha ligado para Isabel.

Ela ficou feliz,cheia de felizidade,mas eu!?Oh,céus alados!Eu chorava,Lucy ficou parada no vão da porta,seu lindo vestido em cor turguesa indo até os joelhos,a fita na mesma cor
servindo como semblante de visão-Meu amor,o que há?-Aziel quis saber nessa noite,lindo vê-lo vestido com calça em corte clássico em cor cinza escuro,a camisa de algodão em
cor branca,o longo casaco negro por cima,linda faixa jazendo ao lado.

-Nada querido,nada-Ele sentou-se na cama,me fitou por alguns instantes.Será que ele sabia?Bem!Poderia suspeitar,mas não exatamente,e como disse,tinham se passado duas se-
manas é eu me encontrava nesse impasse amedrontador ao saber.Naquele maldito dia em que eu hávia esperado o ávido sangue vir,nada,o que significava algo muito sério,eu não
desgrudei os olhos dele,ele esperava,tirou o lindo chachecou de lã do pescolo,a cor cinza bonita ao fazer conjunto com a calça.

-Diga-me,há algo errado?Lilith!Por favor,não vamos agir como crianças certo?-Eu ri apesar de chorosa,com isso me levantei,Lucy entrou falando comigo,eu andava de canto a canto
do quarto,o que a deixou nervosa,minha longa tunica branca oscilando com meu movimento,não tinha mangas longas,alças delicadas deixando meus braços a amostra,tecido sedoso
ao ser de puto algodão-Lucy por favor!Não queira saber-E nisso ela ficou mais transtornada ainda.

Tanto que ao perceber o nervosismo de Aziel pediu para que ele saisse-Querido,acho que preciso ter uma conversa séria aqui-Ele aqueou a sobrancelha-Calma ai!Tenho direito!
Ela e minha esposa,correto?Não estavamos casados,mas nós amamos!-Tadinho pensei ao vê-lo ser expulso do quarto,Lucy usando de sua pacata força humana,ele gritou-Lilith!O
que há!?Meu amor diga-me o que há,quem sabe podemos resolver-Lucy é eu encaravamos a porta já fechada nesse momento.

-Nada Aziel!Só me sinto cansada,por favor,depois conversamor-É assim eu e Lucu começamos um processo de conversa,o que ela tinha entendido muito bem-Estou louca,não es-
tou ciênte do que acontece,mas eu sei-Ela me fitou com seridade-Acha que,há não Lilith,que isso!Tens 30 anos cara irmã,será que aconteceria mesmo assim?-A olhava frustrada a
estar sentada na cadeira a frente da mesa de escrever,o luar vindo da varanda,as luzes do quarro acesas suavemente.

-Lucy são apenas 30 anos,sou jovem ainda,meu corpo suportária,entenda isso-Ela compreendeu a mensagem,eu chorei horrores.Saíndo desse desespero voltei a mim,continuava
andando pelos corredores,lojas da caleria.Lucy se sentia cheia de algo especial-Nem acredito,espero que seja Lilith-Me mantive em silêncio-Aziel ficará louco-Concluiu.Subindo um
dos andares.Ela riu lindamente quando paramos enfrente a uma loja.

-Vamos,tome coragem irmã,vamos-Eu encarei a loja,lá estava,a vitrine linda,linda ao brilhar a nossa frente,aqueles sapatinhos lindos,delicados como algodão ao passear pelo
nosso rosto.Tudo que sei e que parece que sentiram o cosmo emanando de mim ao me verem entrar.Em uma linda prateleira de vidro cristal peguei uma linda caixinha,um pá
de sapatinhos delicadidos,o olhava,Lucy observava.

-Céus,será maravilhoso,imagine! Uma criança em nossa casa,imagine um ser tão pequeno correndo pela mansão-Fechei meus olhos por alguns segundos.No bacão olhei o a-
tendente,ele me fitou risinho-Quer que embrulhe?-Eu o olhei chorosa,meu rosto corado-Há,sim querido-Ele riu novamente,Lucy assentiu em silêncio,ela sabia,ela sentia,mesmo
eu não tendo certeza.

-Há,me arrependo,aquela noite,entende?Fiz uma loucura-Ela riu-As vezes as maiores loucuras feitas com amor são as que nós trazem os maiores presentes-Eu ri ainda choro-
sa,o atendente terminou de embrulhar a caixinha com o pá de sapatinhos-Felizidades senhorita-Ele disse,eu ri-Obrigada-Ele colocou em uma bolsa e saímos,nesse momento eu
me deparei assustada,mas retomei o folego.

Chegariamos no início da noite na manção,quer dizer eu,já que passariamos na casa de Tia Isabel que nós esperava para um lindo chá.O pá de sapatinhos era violeta em tom
escuro,eu lembrava,lindo em todos os sentidos.Meu rosto,ele não deixava de estar corado,Lucy percebeu isso.Ela quis dirigir,eu não tinha a minima condição para isso.No esta-
cionamento da imensa Galeria jogamos as bolsas atrás do porshe sobre o banco.

Entramos,quando sentada enfrente a direção Lucy me olhou-Lilith,pare com isso,será maravilhoso,imensamente maravilhoso.Céus irmã,se quis isso então fique feliz,pode ser
que possa ter conquistado seu sonho alheio-Eu sabia que sim,eu que mantinha minhas mãos curvadas a frente pousadas ao colo-Eu sei Lucy,eu sei,vamos embora correto?Eu
não posso deixar Isabel esperando-Ela riu.

-Sim,e claro!Tome isso,enjugue suas lágrimas e fique feliz,não deve chorar por isso-Eu sabia que sim-Aziel quando souber,tiver essa certeza,que e claro ele sentirá,jamais a
deixará na mão,ele não e homem dessa natureza-Eu sabia que sim,enjugava meus olhos,o rosto com o lenço de algodão fino-Tudo bem Lucy,obrigada,me sinto confortada-E
com isso ela deslizou as mãos pelo votante,girando a chave acelerou devagar saíndo do estacionamento.

Em questão de segundos estavamos nas Ruas ao saírmos pelos portões do estacionamento da galeria.'Redenção o que será de mim?'.Ouvi seu riso em doce resposta vindo a
minha mente,captei de imediato,o porshe acelerava,Lucy prestava atenção.'Nada minha amada Lilith,nada,só tome cuidado,só isso,sabe que os Seres Bestiais aparecem sem
mais nem menos,te adoro,fico feliz que isso tenha acontecido'.Eu sabia que sim.

A vibração de sua energia ecoando no ar,uma clareza assustadora.Acho que as dores de ser mulher nesse momento vieram com todo peso,e compreendi,fiquei chorando du-
rante toda viagem,Lucy sabia,quem estivesse comigo saberia que seria necessário.Quis jogar fora toda magoa,eu precisava transformá-la em felizidade,não sabia que nome a
minha pessoa iria dar para aquele ser tão pequenino em formação dentro de mim.

Mas tinha uma meta transformadora como mostrado.'Céus alados,por favor,não me deixem na mão agora,não agora,nada pode dar de errado nesse momento'.Era só isso que
pedia apesar dos perigos da vida é o espectral a qual paira a todo momento desde minha existência.Seguimos para a manção de Isabel.Ela estava a nossa espera na frente do
imenso portão da mansão,ela nós viu chegar,Lucy parou o porshe enfrente ao lugar.

-Nossa,chegaram bem-Ela riu quando saímos,foi nesse momento que ela viu todo aspecto que me envolvia-Lilith há algo de errado?-Assenti delicadamente,Lucy respondeu por
mim-Não,não há nada de errado,Lilith suspeita de algo maravilhoso,e mesmo assim fica assustada,entende isso?-Isabel riu delicadamente,ela me abraçou com força,mulher al-
ta,plena dama alheia,isso que senti é era o que ela sempre demonstrou.

-Entrem,precisamos conversar caso precise Lilith-Quando no salão eu me sentei na poltrona,ela e Lucy no imenso sofá,uma linda bandeja com chá estava a nossa espera em ci-
ma da mesa de centro.Peguei a xícara de porcelana,as olhei delicadamente-É você,Isabel,o que acha?-Lucu quis saber,Isabel que me encarava silenciosa,o brilho nós olhos,ela
sorriu por alguns momentos,rompeu o silêncio falando.

Eu que bebi alguns goles do delicioso chá,sem açura,queria sentir o puro sabor-Há,sim,imagine uma criança andando por esses andares?Céus,eu não acredito,Lilith fez uma
loucura,impossível vê-la e não imaginar-Nada respondi,as olhava de olho de gato conforme bebia mais alguns goles-É errei por isso?-Pousei a xícara no pratinho e o colocan-
do na mesa de centro falei-Vamos,fale Tia Isabel-Aflita estava.

-Jamais Lilith,jamais,só não tenha medo por favor.O que aconteceu no passado,acabou,passou,tens um novo caminho a traçar agora,por que esse sersinho que carrega será
o que tens que proteger,e isso que deve entender-Sabia que sim,e nunca me senti tão aflita-Tenho medo de falhar,falhei uma vez,pode acontecer novamente-Isabel riu,Lucy
também riu-Não,tenha isso em mente:Aziel pode morrer,mas nunca permitirá,mesmo eu não tendo um envolvimento profundo com ele,eu sinto isso-Entendo-Há!Mais uma coi-
sa;deixe com que ele escolha o nome-Eu ri docemente.

-Ele saberá?-Ela riu em resposta-Oh,imagine!Sóis sábia para saber,assim como ele,mas essa alma ai dentro,oh,céus!Ela esperou tanto tempo para vir novamente,ter uma no-
va change-Será?-Há,céus Isabel!-Ela se aquietou e voltou a rir-Lilith só quando morrer um dia e que entenderá,podemos reencarnar,não sei que alma é,mas ela e preciosa,to-
me conta disso-Oh!Que impulsividade pensei.

E nesse momento Lucy com toda gentileza possível pegou o bule com chá,derramou nas duas xícaras restantes,e foi assim que continuamos nossa conversa.Tudo que eu que-
ria era paz nesse momento,imensa paciência,Ofeguei tomando mais alguns goles,elas se serviam.A tarde seria maravilhosa,imensamente maravilhosa.Estar com Isabel me era
um dos poucos confortos que tinha.Queria nesse momento saber metade do que se passava na mente dela.E assim foi,assim tudo se tornou enquanto acatavamos o novo sem-
blante do futuro que eu queria contruir.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Ter 20 Jul - 14:38:48


Hávia chegado as 19:00 em casa.Não tinha ninguém.Fechei as portas,acendi as luzes do jardim antes de subir,deixei os abajures da sala acesos sobre as mesinhas delicadas.
Subi obviamente.Redenção falou por alguns momentos.'Lilith,durma um pouco,e só isso que precisa,estou com medo,temo que seu nervosismo possa causar algo'.Há,sim,mesmo
assim não era fácil me tranquizar.Tirei minhas roupas ficando apenas de sutiã e calcinha de algodão.A bolsa foi esquecida encima da cama enquanto eu procurava algo para eu
vestir.

Achei um vestido de algodão em cor greme clarinho para mim,o tecido macio ao toque,o vesti,o vestido deslizou pelo meu corpo.Foi nesse momento em que ajustava a linda fai-
xa negra fazendo um belo laço para trás que percebi que o peso que vinha sentindo era cansaço,desgaste por esse algo dentro mim.O que me irritava.Mas e claro que apesar des-
sas desvantagens não deixava de sentir ávido amor por esse algo que mal sabia o que era.

A presença de Redenção era forte-Sabe se eles estão perto?-Quis saber ao andar em direção a cama,tirei a caixinha de dentro da bolsa,as outras deixei no salão encima do sofá,
não queria quardar,não nesse momento.Hávia me sentado na mesa de escrever encostada na parede,as luzes da varanda acesas vindo pelo imenso quarto,por isso não quis acen-
der as luzes dele-Não sei Lilith,sei que estão distantes por algo,deve suspeitar,eu lhe falei a tantos anos,mas não,melhor assim,em sua situação não seria justo eles virem-Entendi,
ele que riu.

-Obrigada querido-Eu olhava a linda caixa a minha frente sobre a mesa,meu latop ao lado fechado.Nada tinha para fazer nesse momento em relação a meu trabalho,só descanso
nesse dia,o que precisava com toda força do mundo.Ofeguei por alguns segundos,sentindo o peso do sono eu levantei-me me direcionando a cama.Ofeguei bochechando por algins
segundos.Me deitei de lado sobre a cama,os macios travesseiros me acolheiros.

-Não sei o que você é pequeno,mas o conhecerei futuramente-Brami sonolenta,queria ter uma change de manter contato com ele,imagine como ele seria!Um ponti final de uma fra-
se sobre a palma de minha mão,eu ri com os olhos fechados,meus braços docemente curvados a frente,a brisa vindo pela varanda.Fui induzida por algo,o algo que eu esperava para
apasiguar minha alma.'Eu vou vingar,não pense que não,mas eu vou'.Estava ficando louca?

Há,pensei que sim ao ouvir essa voisinha aos meus ouvidos,nunca senti tamanho cansaço dentro de mim,pensei que ficaria louca,mas não,o semblante de algo maior vierá,o que
me forçou a pensar em várias coisas e acontecimentos em minha vida.'Não pode dar errado,não agora,por favor,não agora,eu te amo'.Bramia envolta na escuridão do sono,isso a
me envolver,me livrar das dores do cansaço.

Era como se meu lindo Redenção tivesse redobrado sua atenção quanto a mim,principalmente ao saber do que eu carregava.Um ser viria ao mundo,é ele não queria falhar nesse
momento,me via sorrindo ao pensar nisso durante o sono.Foi quando o transe de descanso,alheio recuperar de energias me envolveu:Lá estava a mulher alta,porém,pela escuri-
dão da noite não pude ver,vi minha mente percorrendo,ela hávia deixado seu filho,seu marido,céus,um cério de três mil anos atrás.

Nesse momento não sabia quem ela era,ela hávia saído correndo assustada,algo a seguia,a escuridão impedia que a visse,ela chorava muito,gritava de dor por esse algo que a ata-
cava,ela bramia desesperada por ajuda,mas ninguém por perto,saído da aldeia ela tinha,tentando fugir desse algo.Ela sem querer escorregará em uma imensa ribanceira,cairá,ela
perderá a vida em meio a queda,o grito fatal ao cair morro abaixo,o estalo de sua cabeça batendo nas pedras.

'Céus alados,o que e isso?'.Quis saber ao pensar,ao estar nesse transe,terrível fim de vida,disso soube.'É,mas agora não mais,sou o que sou,mamãe'.Que voisinha!Uma voisinha de
pura criancinha querendo falar,transmitir algo.Adorável.Céus,o que isso tudo significava?Há!Me vi chorando de pura agonia pela doce mulher,a mulher que tiverá esse fim terrível,eu
senti ao presenciar isso que ela não tinha merecido.

Foi com o passar de instantes que ouvi algo,uma voz de homem,forte,porém delicada,senti aquele roçar de mãos sobre minha cintura,isso era real,eu sabia.Abri meus olhos
devido a esse chamado,me deparei olhando para o teto,minha mão pousada sobre meus seios fartos,me sentia quente,tudo em mim mudava,se transformava para suprir vi-
da a esse algo que tomava forma lentamente dentro de mim.Ouvi mais risos.

Era ele,céus,maldito em fazer isso pensei-Doce e delicada Samantha,está ai correto?Diga que está,eu sei que está-Aziel bramiu tentando chamar por algo,o sono ia embora,a
sua voz saiu embargada-Céus negros,Samantha,é assim que devo chamá-la?-Ele se questionou,sua mão curvada sobre a minha cintura,ele deitado de lado a minha frente,seu
rosto encostado sobre meu ventre.

Não esperava por isso,eu ri por alguns intantes.Ele se calou por alguns momentos ao perceber meu acordar,foi quando ele me deixou aconchegar em seus braços-Não está
com raiva,correto?Está aqui a muito tempo?-Ele riu,beijou-me o rosto-Não,jamais ficaria com raiva,só não imaginava que...-Ele se calou,sorriu,deixou sua mão deslizar por
minha face,quando a pousou segurou firme meus cabelos para trás,me beijou com força-O que não imaginava?-Ele se afastou.

-Nada Lilith,algo que não deve se preocupar,não se precupe-Eu ri,deixei meu rosto se manter pousado ao seu ombro-Entendo-Ele se sentou,desferiu um dos sapatinhos pa-
ra eu vê-Isso,ver isso ao chegar não poderia pensar diferente-Sabia que sim,não poderia ser diferente-Me responda-Disse ele ao levantar-se,seu longo casaco negro oscilan-
do com seu movimento,a bota curta,a calça justa,a camiseta por baixo-O que quer saber?-Brami ao me sentar encostada sobre o espelho da cama.

-Por que comigo?Ainda não me falou má belle-Oh,apreciado momento-Aziel,acho e tenho certeza que com ninguém mais seria,isso o fez parar,me fitou delicamente,tirou o
casaco o colocando dobrado sobre a cama-Olha,tem a noção de que eu não poderei mais voltar?De que estou e ficarei entalhado em dois lares?Aqui é em Paris?-Sorri,isso
o confortou-Eu sei que sim-Ele voltou a se sentar a beira da cama me olhando.

-Lilith,depois disso não tem mais volta,não poderemos deixar Samantha de lado,jamais,principalmente agora-O olhei chorosa,ele sabia que isso me deixou triste-Eu sei!Sabe
mesmo se será menina?-Ele se curvou a frente,me tocou o rosto-Se sei?Há meu amor glorioso,eu vejo,mas e algo que ela não pode saber,se esquecerá de tudo viver ao mun-
do,não posso explicar mais,mas acredite!Reencarnação e possível,real-Entendi.

-Não mente,correto?-Ele sorriu,me beijou enquanto se acolhia em meu colo ao deitar-se-Não,ela será linda,linda em todos os aspectos,uma menininha entanto,espero cuidar
dela,pena que o semblante será diferente-Eu sei-E nisso ele se ergueu me beijando novamente.Senti meus seios levemente pesados,pelo visto o processo de leite vierá,me
sentia mais inchada,mas não tanto,cedo demais para isso.

Mas a natureza agia,fria,cruél como só ela pode ser.Me espantei ao ficar paralisada quando Aziel não quis sair do quarto,ele ficou daquele geitinho alheio,deitado de lado,seu
rosto encostado de encontro a mim,ele que bramia algumas canções delicadas,baixas para quem dizia ser Samantha.Um lindo nome,eu sabia,não pode reclamar,isso não.Eu
me perdi nesse momento,o lindo rosto de Aziel pousado sobre meu colo,o semblante de seu canto baixo,atenuado.

Se passaram vários minutos quando voltei meu olhar ao canto da entrada da varanda,aquele homem alto,cabelos escuros,longos,os olhos castanhos,ele estava chateado,pa-
recia que perderá algo precioso,uma doce companhia.Aziel não percebeu,mas eu sim,mantive a paciência.Deixei com que o doce silêncio se mantivesse.Foi quando me movi,
quando Aziel desferiu os lençois macios por cima da gente.

Tudo que podia fazer era isso,me assenti em seus braços que me acolhiam,foi quando ele deslizou seus lábios pelos meus mesmo a gente estando enrolados desse modo.
-Pode dormir tranqui,estou aqui,obrigada por tudo Lilith-O riso vou inevitável,tanto dele quanto meu,a calma brotava de mim por que ele provocava essa sensação-Me acor-
de pela manhã,deverei ir ao instituto-O riso alheio.

-Pode deixar-Dormimos nesse acolhimento,tudo que vi nesses devaneios antes do doce Aziel chegar,isso,isso não me saia da cabeça,em nem um momento saia,a mulher,a
queda,a morte,a voisinha afirmando que era essa pessoa.Será que eu deveria acreditar no que Aziel falou?O silêncio pairava pelo quarto.Envolto no calor dele,nesse silêncio
encontrei a pura verdade.

De que sim,era possível,mas só quando a change viesse novamente.A presença de Samantha era cálida,o que me provocava imensa calma,a calma que nem eu esperava,o
pacato toque desse cálido toque de sua presença me manteve aquietada.E o sono seguiu,se tornou surreal durante todo tempo.Só quando o calor do novo amanhecer veio e
que despertei.

Tudo que vi foi Aziel deitado,o sacudi por vários momentos,me assustei ao perceber que ele não estava lá!-Aziel!Pelo amor de Deus,cadê você!?-Brami inquieta,levantei-me,
andei pelo quarto.Só quando cheguei ao jardim e que percebi o que ele tinha feito durante todo esse momento.O vi conversando com aquele homem,entrei pelo jardim ao
sair da varanda.Aziel me fitou,ele sorriu por alguns momentos.

-Acordou!Oi!-O sol pairava por todo lugar,eu tremia de medo,céus,ele tinha conseguido se transpor daquele modo?-Desculpe meu amor,eu tive que vir,tive que manter o con-
trole desse ser-O homem me fitava,eu o olhei ao me colocar ao lado de Aziel,ele me parecia triste por algo,ele sumiu quando Aziel quis falar com ele-Lamento,tome cuidado-
Aziel disse calteloso,triste da mesma forma que ele.

-Há céus,não sabia que espiritos ficavam assim-Ele disse,quis abraçá-lo,mas temi-O que há?Tem medo?Do que?-Meus lábios tremeram-Entenda Lilith,nada pode nós destruir,
aquilo e apenas uma casca-Eu ousei tocar-lhe o rosto,mas parei-Há,céus,com quem estou?-Brami nervosa-Oh!Pena lhe provocar isso,mas bom dia meu amor,bem vinda,um
novo dia começa-Era o mesmo toque-Vamos sair,quero contar meus cabelos,tudo bem?-Assustador,ele que me acariciava os cabelos,meu rosto pousado de lado a seu ombro.
-Tudo bem-Ele riu-Calma,volto rápido-Eu tremi quando ele sumiu.

Em minutos o vi ao estar sentada na poltrona,levantei-me ao olhá-lo,tinha se vestido com calça negra justa,a camisa longa em cor verde folha,botões prateados,os cabelos
aos ombros,vermelhos e lisos devidamente escovados-Céus-Era como viver em duas dimenções pensei,eu sabia fazer isso,mas a muito tempo evitava,era assustador,ele con-
trolava isso melhor que minha pessoa-Vamos,eu dirijo-E saímos em direção a garagem.Ele colocou seus óculos escuros,em segundos nós encontravamos na estrada.Ele diri-
gia com uma mão no volante,esticou a livre sobre a minha,eu que estava ao seu lado.

-Não se assuste,odeio quando se assusta,sabe fazer melhor que eu,eu te amo,juro evitar esses pequenos constrangimentos-O sol batia em seu rosto,os seus olhos fitanto a
Rua atrás dos óculos escuros,o vento fazia seus cabelos reverbarem para trás,apertei firme sua mão-Tudo bem,também te amo-Parecia que algo muito sério mudou dentro
de Aziel,não era aquele jovem amedrontado,mas um homem que acabava de renascer,como se tudo isso lhe causasse uma imensa mudança,ele necessitava disso,e nisso eu
me perdia,corei ao me perder nesses detalhes,a viagem seguia,lamento que ia embora,virava pó.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qua 21 Jul - 10:20:46


Com algumas horas eu e ele haviamos saído do lugar a qual ele cortou os cabelos.Foi assustador,porém,marcante vê Aziel com seus cabelos cortados daquela forma.
Algo memorável em todos os sentidos.Reavendo todo nosso conceito,o olhava de lado enquanto ele dirigia.As ruas passavam pela gente.Era como um trol de todo um
geito próprio dele pensar.Nós direcionavamos ao restaurante,precisavamos comer algo forte.

-O que deseja comer?-Ele bramiu ao manter a direção-Não sei querido,por mim tanto faz-Ele riu delicadamente,os cabelos háviam sido cortados,as pontas repicadas,
o tamanho curto me foi adorável,repicado,fios lisos brilhantes.Compreendi os motivos desse delicioso riso,mesmo assim minha pessoa preferiu se manter quieta.Não
entendo o conceito para que possamos reaver nosso controle.

Era maravilhoso sentir a brisa bater em meu rosto,olhei de lado,muitos carros passavam,o que me deixou imensamente feliz-Aziel?Por que Samantha?-Perguntei,ele
não desgrudou seus limpidos olhos da direção,os óculos escuros em nada atrapalhava a visão-Por que,sim,ela será linda,imagino,há céus,vim para cá no inuito de ter
apenas uma ajuda,e acabo nisso-Ele riu.

-Oh! Quer dizer que isso lhe deixa triste?-Ele riu novamente em resposta-Não Lilith,jamais doce dama,jamais,viu?Olhe,sinta por si,entenderá meu amor-Céus,novamen-
te esse toque de voz aterradora,adocicada em todos os sentidos,mesmo assim reposição de forças alheias pensei-Entendo-Ele mantinha o foco,ele virou a Rua a direita
entrando em uma Ruela,avistamos o sinal.

Ele teve que parar por alguns segundos-O carma e femino,delicado,Samantha,doce Samantha-Bramiu ele aproveitando para me olhar de lado-Acredita mesmo nisso,
não e?-Ele riu bravamente-Sim meu amor,eu acredito-Rapidamente o avisei do sinal,ele deu partida,o vento fazia sua camisa oscilar,os braços delicados,longos,nunca
pensei que um homem pudesse ter uma sofisticação como essa,compreende?

Sofisticado em todos os sentidos,acredite.Não hávia como olhar,estar ao lado de Aziel e não imaginar um Anjo dentro daquele corpo,mesmo assim me mantive quieta,
silenciosa,assenti olhando de lado,o anti-braço curvado ao lado da porta fazendo com que a mão pousasse sobre meu rosto-Entendo,eu entendo,que pai será?-Falei no
doce devaneio-O melhor possível,quem sabe desista de muitas coisas,acho que precisarei-Bramiu ele mantendo o foco.

Seguia docemente pelas Ruelas-Entendo,tem haver com sua família?-Disse,ele se manteve quieto por alguns instantes,acabará de virar mais uma Ruela,seguia por um
quarteirão-Não Lilith,tem haver com quem me persegue,a maldita Besta-Compreendi-Temo muito por tudo isso,me encontro em uma situação delicada,mas quero é eu
tenho cede de viver-Não coloque isso em sua mente-Ele compreendeu as palavras.

-Entendi muito do que acontece,de como esse maldito animal e,se me persegue?Eu não sei o motivo-Assenti o olhando com seriedade,foram vários minutos até que ele
viu a Rua do restaurante,parou no estacionamento ao entrar pelo portão logo a frente.Desligando o carro saímos,ele pegou as chaves as colocando no bolso da calça-Ve-
nha,quem sabe não possamos comer algo maravilhoso-Eu ri enquanto andavamos.

-Compreendo querido-Ele abriu a porta,hávia um segurança fardado na entrada da porta do restaurante,fiquei assustada quando entramos,quando paramos olhando as
mesas espalhadas pelo belo e luxuoso salão,algumas pessoas,até homens olhando para ele,eu corei de vergonha-Céus,não repare querido-Disse baixinho,ele se mante-
ve controlado,foi como se tudo isso tivesse se tornado holocausto,assenti ao nós sentar.Ele que tinha visto uma linda mesa logo a frente.

A toalha era imaculamente vermelha em tom escuro,o jarro de vidro com flores curtinhas dentro,semblante de água dentro ao alimentar as flores,foi nesse momento que
o insano tirou o pequeno maço de cigarros do bolso,tirando um o levou a boca,acentiu rapidamente em um risco de chamas com o brilhante isqueiro,ele o fechou voltando
a colocar no bolso-Não se perca nisso,pense no que quer comer-Eu ri com essas palavras.

-Entendo-Assenti,conforme eu pensava com ele ao olhavamos o cardapio,tivemos que manter a concentração para não nós sentirmos irritados com alguns observares.Ele
finalmente disse-Por favor! Um bom cozido de carne de frango seria maravilhoso,acompanhado de verduras,algum tipo de massa-Compreendi suas palavras-Tem certeza?-
Ele me fitou nesse momento-Lilith,por favor,está gerando uma criança ai dentro,ela precisa de alimento forte,seu corpo em si,não vai comer por duas pessoas,e claro!Mas
sempre que comer,deve comer algo forte,que tenha proteina,gordura a dar-Pensei.

-Não sou adaptada a comida tão pesada-Ele arqueou o cenho,deixou o cigarro no cinzeiro por alguns minutos-Apos vá se acostumando,se não e certo que perca o bebê-Eu
não esperava ouvir isso ele,mas compreendi-Tudo bem,vou tentar correto?-Respirei fundo,foi o que ele pediu quando o atendente veio,várias pessoas comendo,tomando vi-
nho,tudo isso!Fiquei devagando em nossa conversa enquanto a comida não vinha.

-Acho que vou fomitar-Ele riu por alguns segundos,voltou a pegar o cigarro-Não vai,entenda,não vai-Um dos braços curvados a sua frente sobre a mesa,o outro erguido apoi-
ado sobre o cotovelo,ele tragou o cigarro novamente,a fumaça subiu em espiral quando ele a espiliu delicadamente,o cheiro de canela,da onde ele tirava essas coisas?Esse
pensamento me seguia.

-Eu não entendo,como consegue?-Ele riu-Não queira saber,amo essa estirpe de cigarro,desde meus quinte anos,que louco fui,meu Deus!-Bramiu ele ao deixar o cigarro no
cinceiro encima da mesa,ao lado do jarro,eu estava ansiosa para comer,céus,será que a comida iria demorar tanto?Era como a criaturinha ali dentro implorasse pedindo co-
mida desfeita,pura proteina,sair minerais,tudo isso!Aziel riu por minha impaciência.

-Olhe para você!Está linda,sabe?Não entende o que e vê-la sentada a minha frente olhando desse modo para as pessoas,o modo como seu corpo parece brilhar,como e vê
esse seios se enchendo de leite.

-Maldito-Brami baixinho,ele não sabia como me sentia,mas compreendi suas palavras,joguei meus cabelos para trás,longos,macios,céus,o que eu precisava enquanto eles
iam adquirindo o tamanho normal ao longo dos dias e noites-Qual o tamanho natural deles?Nunca me disse-Assenti curvando os braços sobre a mesa-Na cintura,longos o
bastante a ficarem na altura da cintura,lisos-Ele arqueou sua sobrancelha-Entendo-Nesse momento dois atendentes vieram,um que trazia dois pratos,faca,goles e garfo pa-
ra nós,o outro a bandeja com tigelas que traziam os legumes,a massa cozinha,o franco cozinho,

Aziel os olhous,ele estava tão faminto quanto eu-Lilith?Se não comer,seriamente teremos um impasse aqui-O olhei,respirei fundo,mas tentaria,mesmo tento estomago para
pouca coisa,os homens colocaram a massa sobre o prato de porcelana,o molho que veio do recipiente ao ser jogado por cima com a linda conja,os legumes ao lado,alguns
pedaços brilhantes e perfumados do franco-Há,céus,eu vou vomitar,Aziel!-Brami assustada.

-Não,não pensa isso,coma com vontade,por favor-Ele riu,foi nesse momento que ele tirou os óculos os quardando no bolso da camisa,olhou o seu prato,ele mesmo se serviu
quando os homens foram atender outras pessoas,peguei o garfo e faca,comecei a comer,eu não esperava que meu corpo aceitasse,mas tentava absorver o que era necessa-
rio.Aziel tinha sido claro:Teria que comer comida forte e nutriva o bastante em minhas refeições.

-Paciência-Ele disse ao terminar de se servir,foi nesse momento que percebi o profundo semblante de seus olhos,não compreendia ainda o profundo amadurecimento que
ele tinha passado nesses dias,ele comia,tinha se servido e claro,tudo que podia fazer era comer,e com imensa vontade!Era de se pensar.'Será que as vezes as portas se a-
brem e não percebemos que atravessamos essa porta?'.Ele assentiu,comida com vontade.

Quando o vinho veio,era uma garrafa unicamente para nós,ele mesmo pegou as duas taças do atendente que as trouxe,abriu o vinho,derramou dentro,a encheu para colo-
car a minha frente-Beba,abuse disso,sabe por que? Oh! Suas arterias,tudo isso ficará dilatado dando melhor vasão a circulação sanguinea,se sentia leve,agora entende a sen-
sação de peso?-O olhava,encarava a taça,tinha comido bastante da comida-Oh,vou vomita-Ele riu.

-E claro que não,não vai,já disse Lilith!E vamos rápido,por que para noite eu preciso continuar uma extensa escrita histórica de meu trabalho facultativo-Respirei fundo,ele es-
perava-Tudo bem-Ele me serviu mais um pouco de comida,e apôs isso ele voltou a comer a dele,devorava com vontade,eu que comia devagar,ele que destruia tudo,eu que o
fitava por alguns momentos sempre ao beber alguns goles do vinho.

'Como ele consegue?Come tanto e mesmo assim não engorda,se mantém o que e'.O impacto era surreal,ao fim ele pegou o lenço,limpou seus lábios,me olhou em resposta
ao meu olhar-O que foi?-Eu que tinha a taça nas mãos trémulas-Nada,nada-Mas ele soube-Querida comer e um prazer entando,correto?O que aprendi muito bem-Céus,ain-
da estava demorando para eu compreender.

-Oh,sim,e claro,concordo-Ele riu,com alguns segundos,pegou mais um cigarro-Vamos,vai comer mais?-Eu o olhei-Só mais pouquinho-E voltei a comer,ele acendeu o cigarro
e ficou devagando em alguns aspectos,foi quando ao passar de alguns segundos ele disse-Nossa,Samantha e voraz,admito-Eu ri.Se passaram dez minutos para saírmos do
restaurante,entrando no carro ele me disse algo que me deixou pensativa.

-Não se assuste,ao passar de mais alguns dias,começara a sentir a presença dela,forte,quem sabe...-Ele rompeu as palavras,tinha abacado de colocar o cinto,girou as chaves
e se silenciou-O que?-Ele riu-Nada,verá por si,será maravilhoso,nunca esqueça,mesmo por dado momento não estando fazendo uso de sua força,és a feiticeira que e,verá,eu
deixarei esse momento unico para tu mesma presenciar-Ele riu,deu partida.

Voltavamos a estrada,é eu me sentia saciada,nunca em minha vida me sentia tão saciada-Está vendo?Não vai passar mau,quando mais vitalidade a comida ter,menos serão
o seu horário de comer,admito,só sentira vontade de comer hogê a noite,e lhe garanto muito tardiamente-Eu ri,senti o semblante de seu perfume no ar,foi nesse instante que
arqueei meus olhos-Ok,eu admito Aziel,as vezes falas por fábulas e dogmas-Ele riu.

-Lilith entenda algo,eu te amo,não a faria fazer algo que a machucasse-O olhava,queria compreender essa delicada mudança,mas no fundo eu sabia:Coisas tinha aconcido,
ele tinha sido induzio a tomar uma decisão em sua vida,foi nesse instante que ele me olhou de lado,vi a mensagem em seus olhos claras como águas e ocenanos,era como
se ele me falasse.'Sim,tive que fazer uma escolha:Ou desistir deles ou seguir meu caminho,prefiro meu caminho'.Meu coração bateu forte,a viagem seguiu,voltavamos para
casa.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qua 21 Jul - 11:21:46

Mesmo diante disso tudo.Eu não pressentia o momento.Apenas o deixava se tornar real,era o que eu estava precisando.Tudo que sei e que meu corpo clamou por um longo
banho em nossa chegada.Subi as escadas me despindo,Aziel tinha ficado no salão,pelo visto passaria algum tempo lá,pensava repensar no que faria quando a seu trabalho
facultativo,que vantagem poder estudar e atenuar seu tempo pensei.

-Rendeção?Pode me fazer algo?-Ouvi sua risada,ele que sabia que acabará de entrar no quarto-Sim,fale-E com isso entrei no banheiro já despida-Há querido,tome conta de
Isabel por mim por alguns dias-Ele riu novamente,não lamentei por não visionar sua presença-Quer mesmo?-Eu ri,eu que acabará de entrar no box-Sim-E ele me prometeu,o
insano que agiria.

Com isso me esvai no doce banho,pensei nisso tudo que acontecia,nas mudanças alheias.A água caindo como semblante em meu rosto,meus cabelos que se molhavam,ainda
háveria de atenuar essas novas decisões em minha vida.Meu corpo estava sutilmente quente,a temperatura que desde o início da gravidez almentara:GERAÇÃO,pensei,foi nes-
se instante que repensei novamente em alguns conceitos.

Ofeguei conforme esfregava meus cabelos,tinha sido tudo arriscado,mas pelo visto tinha valido a pena.Tadinho de Aziel,pensei nesse devaneio holocausto.Mesmo assim eu ad-
quiri novamente um breve pensamento.'Uma nova família,um novo recomeço'.Pensei nessa clareza,pelo visto era isso que ele tanto ansiava durante sua vida-Será mesmo que
Aziel precisava disso?Sim,sabendo de tudo,do por cima de sua vida,seria necessário.

Ouvi algums semblantes de rispidos barulhos vindos do quarto,pelo visto era ele,não demorou para ver sua sombra ao entrar no banheiro fechando a porta.Ele entrou,pelo vis-
to queria tomar banho,tinha pré-organizado as coisas antes de continuar.O olhei,admito que não pude evitar de rir,deixei minhas mãos pousarem aos seus ombros-Será que vai
querer sair depois?-Ele mantinha suas mãos pousadas em minha cintura.

-Não,acho que não,tenho o que fazer-Respondeu,compreendi a resposta clara e direta,o beijei com avidez,o seu abraço que foi acolhedor,o abraço e delicado andar que me
fez encostar na parede,a água caia,o chuveiro continuou ligado,tive que respirar fundo para não fazer alguma besteira,principalmente quanto ao risco de poder perder aquele
bebê.Ofeguei enquanto nós envolviamos nesses beijos.

O calor foi rispido e direto.Se passou alguns minutos até saírmos,até estarmos no quarto,ele secava meus cabelos conforme se mantinha sentado ao meu lado,encarava a
paisagem vindo da varanda,a noite rapidamente viria e com isso o restaurar do silêncio-Desculpe,e que...-Ele riu,continuava esfregando meus cabelos,tinha uma toalha en-
rolada na altura de sua cintura,eu na altura do meus ceios para baixo-Entendo,fique quieta-Pediu.

Ele continuava esfregando meus cabelos com a toalha-Nossa,estou ansioso para mandar o que tenho a escrever-Compreendi,eu ri,minhas mãos se mantinham pousadas no
meu colo,quando ele pegou a escova penteou rapidamente meus cabelos,secos,macios,desenlinhados,eu me vesti rapidamente,ele que começava a organizar seus pensamen-
tos sobre o que escreveria e mandaria ao que tinham pedido.

Eu escolhi uma linda camisola delicada de seda,o tecido macio em cor amarelo clarinho,a vesti,Aziel que procurava uma mera calça de algodão.Coloquei um roupão de seda
amarelo por cima.Ele tinha terminado.A calça de algodão perfeita,longa,em cor vinho escuro,ele pegou algo em especial,meu laptop,foi para varanda,tudo que eu queria era
dormir,descansar mais um pouco depois disso tudo.

Me deitei de lado,com alguns segundos Aziel se apressou em deslizar as luzes do quarto.Aquele clic!Céus,tremi ainda deitada de lado,minha cabeça pousada no travesseiro.
Ele o fez mentalmente,ouvi seus dedos baterem no teclado,ele que pensavam,as vibraços de seus pensamentos ecoando de longe,e mais um clic mantendo as luzes da varan-
da ligadas,mental! O meu coração bateu forte.

'Céus alados,ele me assusta'.Ri por alguns momentos,o vento vinha docemente pelas brisas,aos poucos a minha mente escureceu,o doce perfume de Aziel ecoando pelo quar-
to,demoraria muito para ele concluir.Ofeguei entrando nesse doce transe,tão desejado.De nada adiantaria minha pessoa agir,já que ele precisava fazer isso sozinho.Vantagens
que ele precisava adquirir sozinho e ele sabia disso.

Fi imensamente maravilhoso esse transe,o calor que brotava de meu corpo,o calor que começou a transbordar.Rapidamente icensantes imagens vieram,vieram para que mi-
nha vitalidade fosse reconstruida.Era como se eu me visse dentro de mim mesma.Foi do nada,a mente que se aprofundou em meu ser,a minha mente que transcendeu todo
o acalanto de pressentimento.

'Filhinha esperada,aonde está você?'.Meu coração falava comigo,um profundo sentimento se formava,foi nesse instante que vi o semblante de um delicado liguido,um sutiu
pontinho imperciptivel a olho nú,era aonde ela estava margulhada,o pontinho do tamanho de um ponto fina,não visto a olho nu.Era ela,sabia que sim,o sangue que percorri-
a a cama de véus de veias delicadíssimas!Imensamente delicadíssimas como a energia que brota.Era o lar dela.

O calor não cessava.Nesse instante eu compreendi com total magnitude que era a energia vital cedida.Indescritiavel,tenho que confeçar que foi indescritiavel.Compreendi o
recado que o maldito tinha falado enquanto voltavamos.Sai desse transe,voltei a escuridão do meu sono.Foram mais uma hora e meia para que pudesse despertar,e foi ao
ouvir sua voz ao gritar-Céus,terminei,não acredito-Há!Me sentei a beira da cama.

Senti cheiro de algo,saduiches frescos,suco de frutas.Levantei-me-Aziel?-Ele riu,riu devido ao pequeno transe de felizidade.Entrei na varanda,as luzes pairando sobre ele,o
vento fazendo oscilar as plantas nos jarros de decoração ao chão-Oi,demorou,finalmente acordou,quer comer algo?-Ele levantou-se rapidamente-Está com sono,faminta-E
o maldito sabia que sim,olhava para os lados,seus dedos deslizando pelo meu rosto e depois cabelos.

-Vamos,sente-se,demorei mas terminei-Eu ri,o beijei antes de sentar,encarei a bandeja com sanduishes feitos de paté de presunto e fatias de queijo,alface americana pa-
ra completar,o copo cintilante,a jarra.Enchi o copo,peguei um dos sanduiches-Terminou mesmo?-Disse apôs engolir um bom pedaço de sanduishe-Sim,terminei,só falta a
última parte desse trabalho bimestral-Eu ri.

-Nossa,entendo,quando na sua época eu demorava mais que isso-Bebi mais alguns goles de suco-Vá com calma,não necessita de voracidade-Sabia que sim,céus,seus olhos
brilhavam por algo,quem derá poder entrar naquela mente-Ainda não me disse-Ele riu,ele encarava a tela do laptop a sua frente,os dedos agindo para concluir a ultima par-
te-Lilith,depois de tudo,eu deveria ficar triste?-Parou e me encarou.

-Não querido,claro que não-Ele sorriu novamente,o vento veio fazendo os fios repicados de seu cabelo agora curto reverbarem-Céus negros,um recomeço,ou melhor,o me-
lhor presente que poderia ter-Entendi,comi mais algumas fatias-Só que eu compreendo,mamãe,ela deve estar furiosa-O olhava-Aziel quer ir lá?Ao menos passar alguns di-
as?-Ele ficou sério do nada,cerrou o olhar.

-Não me peça isso,já disse,deles não quero mais nada,só colheria discordia-Pousei o sanduiche no pequenino prato-Aziel está figindod eles,correto?-Ele riu-Não,fugindo de
minha destruição,eles me levariam para esse caminho-Compreendi,mesmo assim,algo sério tinha acontecido durante toda vida dele para ele querer DISTÂNCIA.De seu pai
ele não comentava,muito menos queria saber.

-Resumidamente Lilith,uma família muito bem estruturada,mas porém,imensamente desestruturada em sua mente-Entendo-As vezes o sangue fala mais alto,devemos tomar
decisções dolorosas,compreendi,ofeguei por alguns instantes,decerni o que ele tanto desejava.Só conquistaria o que desejava conquistar longe deles,ofeguei em pensamento
e o ouvi dizer-Não se preocupe-Sabia que sim.

Ri por alguns instantes,e desse modo voltamos a comer,ele que queria se fartar de mais sanduiches apôs ter terminado.E quando terminou ele olhou para o teto com os bra-
los curvados para trás-Há,céus,quem sabe uma melhora,correto?Acho que devemos começar o processo de como ficará o quarto de Samantha-Eu ri,céus,cedo demais ainda
para isso-Vá com calma Aziel,és temitivel,mas nem tanto-Ele riu ao me olhar.

-Oh,nem tanto má belle-Sabia que sim-Se continuar assim,acho que Samantha correrá de ti quando tomar pensamento 'Que pai louco tenho',poderá ela pensar-Ele assentiu
aqueando a sobrancelha-Nem tanto.Lá estava os cigarros,ele pegou um ao tirar do pacotinho pequenino,o semblante das chamas vieram,terríveis!A fumaça se formou,ainda
estava tentando me adaptar,ele estava feliz,por demais,admito.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 23 Jul - 13:42:42

O despertar foi devastador no que diz respeito a nosso alheio desejo.Me deparei sonhando ao longo da noite,não descrevo o que senti durante essa noite cheia de mágia
e notável calma.Algo que eu é ele estavamos precisando a longos dias e noites.Admito que a chegada de Samantha forá um apasiguador de almas para que eu é ele nós
dedicassemos a algo unisono.

O afago de seu corpo ardomecido por trás de mim foi maraviso,e admito! Aziel ficará mais um tempo após comermos os sanduiches,só para terminar aquela segunda par-
te.Com isso esse despejar de alheio e desejado descanso.O transmutar do tempo veio através desse semblante de arrepios e doce despertar.Oh,céus,meus olhos se abri-
ram,de todo modo sentir aqueles raios de sol vindo ao meu rosto foi o toque de calor.

'Está na hora,por favor,um novo dia se forma'-Pensei,ofeguei tomando ar,a presença de Aziel aterradora,emanando comos e fosse um aviso.'Entrem aqui e mato a todo o
tipo de invasor'.Céus,céus alados,meu corpo se mantinha dormente,tomado por esse aldo indescritiavel.Com isso eu senti,o calor de seu corpo era sentido no ar,seu rosto
pousado atrás de minhas costas,sobre o travesseiro,seu braço curvado a frente.

Sua mão delicada e quente a curvar-se sobre meu ventre,estado de dormência,mas agradável-Tenho que tomar coragem-Sussurrei-Eu ri por alguns momentos,saber que
Aziel fazia isso,era como se ele estivesse tentando adquirir contato com Samantha,mesmo ela sento tão,tão;um ponto final,digamos assim.Pronto,respirei fundo,me virei o
encarando,o rosto dele pousado no travesseiro,suas longas costas.

Os braços curvados a frente,céus,como uma pessoa podia entrar em um estado de sono como ele?Eu ri novamente,foi quando estiquei a mão a afagar seus cabelos,meigo
vê o brilho do sol bater nós fios,com isso deslizei as mãos pelos ombros,foi quando ele abriu os olhos-Já vai?-Arqueei minha sobrancelha delicadamente-Sim,eu preciso ir,e
caso queira,me espere mais tarde-Ele se moveu sentando-se sobre a cama.

Deixou a boca se abrir bochejanto-Infernos,viu?Tadinha de Samantha,deve estar com fome-Eu me levantei andando pelo quarto-Não querido,acredite,não-Ele riu,deixou a
mão direita se curvar atrás da cabeça,a careta maliciosa-Oh!Quem sabe,espero o começo da presença dela-Eu ri,procurava uma escova na gaveta da penteadeira,foi quan-
do a peguei,comecei a desenlinhar meus cabelos.

Dormi com as mesmas vestes,ele também,ele esperava seu corpo reagir depois do sono-Pretente fazer mais algum trabalho?-Ele me fitava,perceptivel pelo espelho-Sim e
claro! Tenho que continuar,a qualquer momento devo estar recebendo mais coisas de lá-Eu sabia que sim,eu que passei por coisas piores em meus estudos compreendia e
não dava para tirar a razão dele.

-Aziel,me responda querido.Sente-se chateado pelo legado que seu pai e mãe lhe deram? Por que tenho a impressão que é um imenso penso as vezes. Mas por favor!Se a
sua pessoa não quiser responder,não e necessário.

-Não,não se preocupe,mas as vezes sim,não queria,as vezes eu juro Lilith,queria ter nascido sem metade do que jaz a minha volta-Um fardo,será?Compreendi que de cer-
ta forma sim,de certa forma sim,terminando de pentear meus cabelos me levantei,as longas vestes oscilavam ao meu movimento,ele riu-Caso queira saber,posso tentar lhe
encontrar na manção de Isabel-Eu o olhei rindo.

-Quer jantar lá depois de passar o dia fazendo esses textos e trabalhos?-Ele arqueou sua sobrancelha ansioso-Sim,por favor!-Sabia que sim,o doce brilho em seu olhar o
pleno aviso,eu tinha acabado de encontrar um vestido de algodão,a cor negra me foi adorável,os botões jaziam atrás em cor prata,o busto lindo a frente,o vesti rapidamen-
te,Aziel se apressou se levantando.

-Olha,me encontre lá,estarei lá-Eu esperava ele abotoar meu vestido,seus delicados e lindos dedos deslizando atrás-Sim,e claro,eu sairei direto do trabalho-Ele riu,com o
tempo abotoou o ultimo botão-Não se esqueça! À espararemos lá-Eu ri,ele esticou as mãos a frente e puxou a linda faixa branca para trás que jazia na altura da cintura,o
laço que ele fez foi belo,pude ver quando ele me levou ao espelho no banheiro.

-Obrigada,sabe fazer muito bem-Ele sabia que sim,ele que me fitava com os olhos brilhosos no vão da porta do banheiro,eu rapidame escovei os dentes,lavei o rosto,ele a
me entregar a toalha macia,deliciosa!Peguei o baton em cor vinho escuro,o coloquei,fiz o sombreamento clarinho nos olhos,o delineador delicado,por fim a base sobre meu
rosto-Perfeito,céus,estava precisando,não posso ir com essa cara de sono-Ele riu.

-Nossa,como vocês mulheres conseguem?-Eu o queimei ao sair,peguei um dos pares de sapatos no armário,salto alto,negro para combinar com o vestido que ia até a altu-
ra dos joelhos-Diciplina,quando Samantha nascer,vai querer que ela seja descuidada?-Ele riu,me olhava terminar de colocar o sapato-Não,jamais,só não tão vaidosa,coisa
que sua mãe e,por demais-Eu o queimei novamente ao me levantar.

-Não esperava isso-Ele me fitou,depois olhou de lado,cruzou os braços,deixou o cenho se arquear,o cemblante da sobrancelha vermelha subindo foi demais,eu ri,tive que
deixar a risada vir-O que foi?-O olhei tentando me recompor-Sério,me responde:O que o fez vir aqui além da ajuda?-Ele riu,pegou minhas mãos unidas as beijando,seus
olhos chamuscados por alguma emoção.

-Era para eu ter te falado:Quandi saiu pelo portão de minha mansão,eu soube que uma linda mulher precisava de companhia,assim como eu Lilith,a simplicidade com que
o fez,me mostrou muito de sua pessoa,eu te amo de verdade-O olhava,fechei meus olhos rindo por alguns segundos-Entendo,obrigada charmoso jovem,agora vamos des-
cer e tomar café-Ele estava faminto.

Quando na escada eu senti novamente o peso de meu corpo,principalmente nos meus seios-Infernos querido,a sensação de peso não vai embora-Ele me olhava de baixo-
E não vai até dar a luz,Samantha vai tirar tudo de ti,energias,proteinas,calcio,tudo isso-Eu ri,ele me ajudou a saltar do pequenino pedestal erguendo as mãos em minha cin-
tura,o beijei com vontade-Entendo,o que acha que comerá no café?-Ele me fitou em riso.

-Panquecas,mel,panquecas salgadas-Céus,entendi,foi quando seu estomago roncou alto-É...Admito,estou com fome-Sabia que sim,fui com ele até a cozinha,ele mesmo quis
preparar a massa,foi rápido,não sabia que o miserável tinha esses dores.Em 10 minutinhos fez um bandeja com lindas paquecas,foi a geladeira pegar a jarra cheia de leite de
soja,pegando dois copos de vidro os deixou encima da mesa.

-Ah,não!Leite de soja!Por favor!-Olhei angustiada para ele-Há,sim,nem morta deixará de tomar,Samantha quer proteina,tudo isso,um bom suplemento Lilith!-Gritou alto,
eu entendia,apesar de frustrada,peguei meu prato colocando duas e fartas panquecas grandinhas,ele derramou mel por cima vindo do lindo recipiente-Coma tudo,está
gelado o leite de soja,e bom,sabe disso-O olhava ao se sentar.

Ele que se adiantou em se servir-Aziel?Me reponde querido:Se preocupa mesmo?-Ele riu ao me olhar,acabava de levar uma suculenta facia de panqueca com mel a boca.
Tomou fartos goles do leite de soja bem gelado-Me pergunta isso!?Querida Lilith! Por favor! Pensa nisso:Está gerando uma criança,a todo momento ela suga calcio,protei-
na,células,tudo isso!Essa pobre alma que veio está ai,ela quer formar o corpinho que terá ao nascer,seu DNA age,seu corpo age,imagine seu corpo fluindo para ceder tudo
isso a linda Samantha,e ainda me pergunta?-Fiquei quieta.

-Há,sim,e isso que pensa:Á achei descabida e incopetente,sim,a respeito de sua alimentação-Arqueei minha sobrancelha,desferi o garfo sobre a panqueca,estava gostosa,
ele continuava falando-E mais isso:A achava muito magra,esqueletica,odeio mulheres inteligentes como eu,mas que são esqueleticas,sim,e isso,sua magresa me dava nós
nervos-Palavras que me serviram como alerta.

-Nossa Aziel-Brami em riso baixinho,ele riu em resposta-Não posso mentir,jamais,seria injusto,amo curvas.Falando como homem?Mulher tem que ter curvas e boa carne
no corpo,além de mente ávida-Céus,e como se não tivesse falado nada demais,ele voltou a comer,eu o observava,ele comia,e com imensa vontade e orgulho.Entendi,eu a-
pesar de espantada hávia entendido.

-Há,sim,comida e um dos maiores prazeres do ser humano-Sabia que sim,ele compreendia isso melhor que eu.Quando terminei me levantei,ele ficou de pegar minha bol
sa e cadernos de anotações.Tive que esperar na garagem.Ele veio rapidamente,trouxe a bolsa e de modo supreendente adivinhará que iria levar o laptop-Toma,a espero
na mansãp de Tia Isabel,não esqueça!-Bramiu,ele que me fitava do lado de fora do porshe-Tudo bem,sairei de lá-Ele riu,ficou me observando alheiamente.

Sai pelas Ruas,foi delicioso sentir o vento vindo de encontro a meu rosto e cabelos-Céus,Aziel e louco,louco no sentido de ter essa cede para viver,eu não entendo,e como
se ele começasse a viver,só que agora-Eu ri,era perceptivel como a vinda da pequenina Samantha,como ele disse e chamou,o trouxe a si,como se o tivesse livrado de algo,e
pensava enquanto dirigia,enquanto o carro avançava pelas ruas.

Aziel desistirá de muitas regalias,dessa verdade não podia escapar,ele não.Era maravilhoso seguir,atenuar minha atenção as Ruas,iria para o instituto,pelo visto muitos
estavam a minha espera,e como diz o ditado."A vida segue".Eu ri em vários momentos em minha ida,o que me deixou imensamente energetica para esse dia ávido de
trabalho e colheira,minha bolsa jazia no banco ao lado.

O som dos carros foi amedrontador,senti vibrações vindo de dentro de mim,pelo visto Samantha me sugava tudo,não perdoava-'Meu corpinho será feito,Samantha não
perdoa não'.Era como se a pobre e doce alma falasse isso,eu ri enquanto seguia,tinha acabado de parar em um sinal-Tudo bem Samantha,és rebelde pequena-Eu ri ao
falar,perceptivel como a energia vital de meu corpo agia.

Á avalanche de tudo sendo cedido a ela-Será que será menininha mesmo? Imagine!-O sinal tinha aberto,segui com toda atenção.Mesmo nesse delicado estado inicial de
gestação,me sentia vital,cheia dela.Alguns colegas me esperavam no estacionamento,quando os vi sai.Parecia que muitos não acreditavam no que tinham sabido-Nossa,
as notícias correm rápido-Muitos riram.

'E claro! Uma dama como você? Será mamãe?Imagine!Lindo Lilith'-Ouvi muitos falarem desse modo,eu que seguia subindo as escadas do intituto,eles e elas ao meu lado,
mãos em seus jalecos brancos,eu tinha o meu e claro,o colocaria antes de entrar no laborátorio-Obrigada,mas me surpreendem ao saberem-Eles riram em grupo,entra-
mos pelo corredor.Muitos cientes de que uma fase especial chegará para mim.

'Quem sabe conheceremos o papai futuramente'-Uma das colegas bramiu ao me ver entrar no banheiro,eu ri,não tive como responder.Lavei as mãos,tirei o jaleco devida-
mente dobrado da bolsa e o vesti,sai rapidamente,eles me seguiram.Todos sussurrando alguns recentes acontecimentos no Intituto,e entendi que durante minha ausência
as descobertas tinha sido as esperadas.

Isso me deixou cheia de animo,imensamente cheia de notável animo.Tudo que sei e que meu dia seguiu maravilhosamente,denso,cheio de discusões após sairmos do la-
boratôrio.Uma reinião maciça de vários estudantes e pesquisadores naquele momento.O que seguiu ao longo de duas horas inteiras!Foi denso,o que eu precisava,mas eu
não esperava que ficasse tonta ao fim de tudo,mas suportei.Sabia que unir meu estado e profissão era dos mais agradaveis,mesmo assim suportaria,por eles e pela peque-
nina Samantha.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 23 Jul - 14:43:51


O que posso dizer dessa noite? Saíndo do trabalho segui para a mansão de Samantha,eu e Aziel tinhamos nós encontrado de nós ver lá.Chegando,parando o porshe
enfrente a mansão vi que as luzes estava acesas,o cheirinho de comida saíndo da chaminé no topo da imensa mansão-Nossa,devem estar fazendo algo entando-Eu ri,era
minha família,claro que isso me fazia feliz,sai ao pegar a bolsa,ao estacionar o carro na garagem.

Passando pelo imenso jardim fui até a entrada,entrei passando pelo salão-Alguém ai?-Brami baixo.A voz de Isabel foi imediata-Na cozinha-Segui pelo corredor,entrando
na cozinha eu vi ela sentada a mesa,a linda tigela tranparente com massa,o molho em outra tigela,legumes na travessa,carne assada na outra,Lucy e Aziel comiam,ela a
mostrar-lhe algumas coisas no seu laptop sobre a messa.

O cheirinho estava maravilhoso-Nossa,demorou,pensamos que não viria-Isabel disse,ela estava linda essa noite ao estar vestida com túnica vermelha,os detalhes dourados
em destaque,Lucy com sua saia curta de algodão em cor negra,a camiseta branca de algodão,o casaco longo por cima,botas negras-Não vai comer?Por favor,não faça ceri-
mônia-Ela disse,sentei-me deixando a bolsa encima da mesa,puxei o lindo prato,me servi com massa,joguei o molho por cima com a conja,alguns pedaços de carne,Aziel a
pensar.

-Lucy,é isso mesmo?-Ele disse a olhando de lado-Sim,e claro que sim,o que mais seria?-Ele riu,eu começa a comer,Isabel me serviu vinho,echeu a taça,fome,imensa fome
eu sentia,sem discordia comia devagante.Aziel continuou atento no que fazia com Lucy-Céus,estiveram a tarde toda assim,tentando pensar no que Aziel faria,ele entrou em
uma encruzilhada em mais um trabalho facultativo-Isabel citou olhando-os.

Tomei alguns goles de vinho quando acabará de comer alguns pedaços de carne-Entendo,lamentável-Ela riu-Mas necessário-Eu sabia que sim,Aziel quenbrando cabeça,eu
a fitá-los enquanto comida,ele formava um belo quadro ao estar com ela,o jovem alto,pele alva,cabelos brilhos na cor ruiva ao estarem curtos e repicados,o cachegou bran-
co no pescoço,a regata negra por cima da camisa branca,a calça jeans negras justas,a bota curta.

Um quadro perfeito ao lado da doce Lucy,as luzes clareando os dois,toda cozinha-Estava com fome-Eu ri ao olhar para tia Isabel-Muita fome,admito que sim-Ela sorriu em
resposta-Tem que comer mesmo,mantenha as três refeições diarias,mas comendo bem-Brami ao pousar o garfo e faca sobre o prato-Nossa,até você,Aziel não para de re-
petir isso-Os dois me fitaram queimando cada cemblante de imagem minha.

-O que foi?-Falei alternando o olhar para os dois-Nada!-Responderam ao mesmo tempo,e nisso Aziel fechou a cara irritado,Isabel atenciosa quanto a ele e Lucy,voltei a co-
mer.'Conspiração'.Pensei,do nada Redenção bramiu em minha mente.'Preocupação,só isso'.Raiva,viu?Oh!Que soudades de meus doces e sanduiches como passatempo,mas
eu tinha que entender,mas iria sofrer até me adaptar a essa fase.

Aziel no início de seus dezoito anos,Lucy uma dama,assim como Isabel,e eu?Eu,mulher que entrava na fase de amadurecimento,o que pensar?Quis chorar enquanto comia,
enquanto olhava para eles-Aonde vamos parar?-Brami para mim mesma,foi quando Aziel e Lucy se levantaram-Esquece Lilith,viva-Lucy falou,os dois foram para o jardim aos
fundos da mansão,ficariam a frente da picina tentando resolver essa encruzilhada de trabalho facultativo a qual Aziel tinha se metido.

Isabel levantou-se-Querida estarei nos meus aposentos,preciso me retirar-Beijei seu rosto quando ela se curvou-Entendo-Disse,e nisso ela saiu pela porta fa cozinha,iria ter-
minar de comer.Foi o que fiz.Apôs o termino se passaram duas horas.Eu me encontrava em descanso em um dos quartos da manção.Tinha comido bem,pelo visto isso me dei-
xou pensativa.Eu tinha me trocado,colocado uma túnica de fino tecido em cor branca.O delicado laço a frente de meu busto era magistral em sua cor negra.

Eu escrevia,nesse descanso era maravilhoso.Lucy já tinha ido,ela tinha se despedido de mim ao passar rapidinho no quarto.Aziel?Sumido,isso sim,o que não me deixava cha-
teada.Tia Isabel procurava seu descanso.Tudo que merecia era isso depois de tudo.Foi quando ouvi o chamado mental.'Lilith desça aqui,estou no jardim'.O maldito agia,tudo
que não queria era isso,mas por que?Pousei a caneta sobre a mesa.

-Céus,o que ele quer?-Levantei-me,sai do quarto e fui direto em direção ao jardim aos fundos da mansão.Demorou pouquissimos instantes.Vi a linda mesa a beira da picina.
Uma gesta cheia de frutas jazia lá.Eu segui,sentei-me na mesa e peguei uma linda maça.Aonde ele estava.A murada do jardim e coberta por rosas em suas grades,lindo so-
bre as luzes.Nada,nem um sinal dele.

Mordi a maça com vontade-Nossa,que fome-Brami,e quando estiquei meus dedinhos sobre as uvas,vi a sobra delicada percorrendo as águas da picina aquecida,arqueei minha
sobrancelha-Tadinho,só veio encontrar descanso agora-Eu ri mordendo a maça com uma mão e com a outra levando alguma uvas a boca.Lá estava ele,me fitando,os brilhosos
olhos verdes chamando-Não vai entrar?Sei que e tarde,mais seria um prazer entanto-Movi o rosto-Louco-Respondi.

Comi a maça rapidamente,mais algumas uvas e tirei minhas vestes as deixando cair no piso,andei sobre o gramado,quando me abaixei ele me puxou delicadamente para as
águas-Obrigada querido-Ele riu,deixou suas mãos deslizarem pelo meu rosto-Desculpe pelo momento,não podia dar atenção,de geito nem um-Eu ri,sabia que sim,ele tinha pe-
go o ritimo de tudo,o que lhe fez imensamente bem.

-Esquece,e o melhor que tem a fazer-Ele riu,sabia que sim,foi maciço quando ele estendeu os longos braços sobre mim,me envolveu desse modo pacato,os beijos ávidos,uma
vontade queimante,o molhado nos cabelos foi adorável,principalmente por estarem curtos,minhas mãos que os seguravam forte sobre a nuca,o deslizar pelas suas costas,isso
o fes ofegar por alguns instantes-Estive pensando,teria mesmo coragem de visitar mamãe?-Que pergunta!Queria isso.

-Sim,por que não?-O olhei,ele estava risinho nesse momento-Entendo,não agora,mas futuramente,quero resolver primeiro o meu ego,o meu próprio eu,para depois...você sa-
be Lilith-Sabia,eu sentia que sim-Há querida,sobre aquilo,o quarto de Samantha,por favor,deixe comigo-Arqueei minha sobrancelha-Posso confiar?-Ele riu,me beijou como res-
posta-Sim,preciso fazer isso-Voltei a beijá-lo.

Ficamos pairando sobre as águas,foi nesse momento que ele me pressionou e me puxou com ele,descemos em submerção,ofegar que não esperava.Fim de noite notável,isso
a meu ver estava se transformando em pacato momento de memória e história.Deixe-me passar ao próximo momento,que é exatamente esse querida Sara:Duas noites se pas-
saram,céus,eu tinha ficado impactada com as lindas roupas que Lucy trouxe para mim.

Eu tinha chegado cedo do trabalho,as 18: 00 em ponto,a visto a minha espera,me sentei a seu lado para conferir as lindas roupinhas para Samantha,ela seguiu os conselhos
de Aziel durante o dia,os dois tinha saído para comprar-Olhe para isso!-Brami olhando um lindo casaquinho de lã em tom greme,erguido no ar por mim,as lindas caixas ao
chão.Pouco me importava.Era, peças unicas,lindas.

-Parece que o bebê vai vingar,não e?-Eu ri a olhando-Há! Vai sim,eu sei que sim-Eu ri,nisso voltamos a ver,a abri as outras caixinhas.O tempo seguiu,arrumamos as roupinhas
em meu armário,em uma linda e grande gaveta fazia na parte de baixo,me despedi dela,voltei para o quarto.A chuva começou a cair,Aziel ainda não hávia voltar,me questionei
preocupada.Disse Lucy que ele tinha saído para trazer algo a respeito do que precisava:Um laptop e Aiphone próprio.

Compreendi,mas não suportava a demora,sentada na mesa da varanda,pedi para que Redenção fosse atrás dele.Esperei calmamente.'Vá e veja por si,céus,eu não acredito'.O
que séria?Me levantei apressada,angustiada,péssimo presságio pensei.Coloquei meu longo casaco branco por cima do vestido negro que ia até a altura dos joelhos,apresssada-
mente a sandália.Sai correndo pelos corredores.

Não sabe o que e sair em plena chuva andando a pé.'O bosque'.Repetia Redenção váriad vezes,eu segurando o quarda-chuva,os relampagos ecoando pelos ares.Não podia ser,
algo tinha acontecido,o que não compreendi.Vi quando Redenção de materializou,ele sobrevoava a trilha que eu tinha entrado,segui,segui atentamente-Por favor,o que há com
ele?O que ele veio fazer aqui?-Ele assentiu,o ser alto,lindo voando acima de mim logo a frente,as longas asas abertas.

'Não sei,só o vi'-Foi com quinze minutos de caminhada no bosque que o avistei,corri tirando a sandália apressada e mesmo assim,conseguindo segurar o quarda-chuva,ele tinha
sido atraido para esse lugar,algo o tinha atacado-Há,céus alados!-Brami atravesssando a trilha,a água respingando em mim-Aziel!-Parei,vi duas bolsas ao seu lado:Uma continha
a linda caixa com seu desejado Aiphone,na outra a caixa com o laptop,as escondi debaixo do quarda-chuva,os relampagos ecoando.

Me esquivei o olhando,ele tinha alguns arranhões nos braços,o casaco longo tinha sido rasgado por algo,manchas de sangue-Aziel!-Gritei,ele se mantinha caído,quando voltou a
si sequer conseguiu me ver-Aziel pode falar comigo?-Ele assentiu tonto,se manteve deitado-O que veio fazer aqui?-Ele virou o rosto para mim-Lilith,me leva daqui,quero estar em
casa-Sabia que sim-Tudo bem! Fique grato pelo Redenção-Ele riu,alguns goles de sangue sairam pela boca,segurando minha mão disse-A maldita veio,me chamou,indiota fui de
ter vindo-Insanidade pensei.

O ajudei a se levantar,seu tornozelo estava dolorido apesar de não ter torcido.Uma dolorosa viagem iria acontecer,e foi assim.Chegando a mansão entramos,ele gemia de dor,
o meu alheio companheiro jazia daquele modo,segundo ele por causa do animal-Fique aqui querido-Ele riu,ofegou profundamente,eu o tinha deixado encostado na parede do sa-
lão,graças que as chamas na lareira estavam acesas.

Fui ao quarto pegar a caixa com medicamentos.Quando voltei eu mesma tirei suas roupas de cima,vi como o braço estava feiro,o algo me parecendo mordida.Ele estava apenas
com suas calças jeans e botas nesse momento-Preciso limpar isso-Ele odiava isso,percebi pelo seu olhar.Redenção quis ficar,veio,ele e eu o vimos sentado a nossa frente-Maldito-
Disse Aziel a ele.'Calado!Teria morrido se ela não tivesse me mandando'.Aziel se calou.

Peguei cazes limpas e encharquei com soro fisiologico,Aziel começou a chorar devido a dor e ressentimento-Desculpe meu amor,fui imprudente,eu sei-Nada quis responder,teria
que resolver isso,limpava o ferimento-Não ficará triste,correto?-Eu continuava,passei para próxima gazes-Calado,sabe que tive e tenho o trauma de ter pedido tudo anterimente,
por favor Aziel!Não me tire isso novamente!Não agora!-Ele me fitava.

O crespitar das chamas ecoaram,a chuva caia,trovões ouvidos-Céus negros-Falou ele,eu limpava o ferimento,tudo que sei e que depois de terminar fiz o curativo por cima,delica-
do e muito bem aplicado.Ele ficou lá,encostado na parede,me fitou por alguns momentos,eu sentada a sua frente,mãos sobre as nadegas e joelhos-Vem aqui,desculpe,não era pa-
ra eu ter ouvido,a curiosidade falou demais-Ele me puxou para si,me abraçou fortemente-Desculpe pequena-Bramiu,seus lábios me roçando o rosto.Angustia,isso sim,Redenção
saiu para espionar,sabia que ele espionaria,tentaria algo.Enquanto isso meu acolhimento com Aziel,ele que tentava me acalmar.Raiva por isso,sentia,e muita.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 24 Jul - 11:12:42

Será que diante disso eu e ele deviamos continuar todo o processo anterior? Fiquei devagando enquanto me acolhia em seus braços.Não que tivesse demorando tando.
Eu tinha certeza que depois desse momento eu deveria repensar em vários sentidos de auto-analises.Ele sabia que meu coração batia forte,mesmo com a dor ele sou-
be como me manter em si-Lilith,novamente me desculpe,acho que não fui sensato,admito-Eu o olhei movendo meu rosto delicadamente.

-Aziel,teremos uma menina,correto?Novamente lhe peço,caso esse animal,sei lá o que posso ser,vier a lhe seguir novamente,esqueça,tente se desvencilhar desse pesa-
do tormento-Ele hávia compreendido minhas palavras,temi que não as levasse a sério,mas pelo visto depois desse ataque,algo tinha mudado.O olhava tenuamente,isso o
fazia refletir quanto ao que tinha acontecido.

Com o tempo eu o ajudei a se levantar.Seu tornozelo doia,não tinha quebrado,nada disso,mas a pancada da queda foi macarcante-Tome cuidado Aziel,iremos subir,não
garanto que vai deixar de doer-Ele riu ao me olhar de olhar,macabro,mas o fez do geito mais sublime com que se possa imaginar.-Tudo bem,tudo bem-Ele respondeu,ele
desviou o olhar em direção a imensa escada,foi quando começamos a caminhar.

O gemido foi marcante,eu sei,nesse instante suportamos todo esse modo de recuperação.Rapidamente estavamos lá,não deixávamos de ouvir o som da chuva caíndo,era
como se os céus estivessem chorando essa noite.De modo assombroso Aziel antes disso,teve forças para levar as duas bolsas.Entramos no quarto quando passamos pelo
corredor,com isso o ajudei a sentar-se a beira da imensa cama.

Pela chuva ter ficado forte,caminhei a frente,Aziel me esperava,fechei as lindas portas de vidro da varanda,persianas limpidas,desferi as chaves delicamente,com isso não
deixei de puxar as lindas costinas clarinhas,os trovões vieram novamente,me virei o olhando sentado de costas,vi quando ele esticou a mão direita em direção ao interrup-
tor.O trincar do algo de movendo,ele ofegou sentindo espasmos em seu corpo.

Estava com frio,o sangue voltou a brotar através do curativo feito por mim-Aziel se sente melhor,não e?-Ele riu macabramente,parando a sua frente o observei-Estou Lilith,
só me sinto desgastado-Entendi,sentei-me a seu lado,o que o fez olhar a frente-Quer tomar um banho?Sei que o curativo acabou de ser feito,mas lhe ajudo-Ele me olhou,o
seu olhar verde brilhando,as luzes acesas nesse momento.

-Daria minha vida,compreende?Eu só não entendo,não entendo os motivos,queria entender,não me conformo em saber que mesmo depois de tudo,estou sendo perseguido
desse modo-Ele considerava injusto,eu sabia,ele se calou,foi quando olhei as duas bolsas encima da cama,rapidamente tirei as duas caixas as colocando sobre a cama,ele con-
tinuaria esperando.A dor incomodava,visível conforme meus olhos passeavam por trás dele.Peguei as duas bolsas e me direcionei ao banheiro,as joguei no gesto de lixo devi-
damente dobradas.

Quando voltei o ajudei a tirar suas calças,botas,as roupas alheias,nú ele ficou enquanto eu voltei ao banheiro,dessa vez para jogar as calças no gesto de roupas,quando eu
voltei a vê-lo,ele tinha acabado de pegar uma linga calça de algodão de cor cinza.Ele estava prestes a se vestir,mesmo com o tornozelo inchado,Aziel suportava com perfei-
ção a dor,enquanto eu tirava o Aiphone da caixa,seu Laptop,ele terminou de vestir a calça macia.

-Deixe isso para depois,não estou com cabeça para isso-Disse ao sentar-se sobre a cama,só que encostado sobre o espelho da cama,nunca pensei que a dor fosse forte,isso
o irritava,e muito! Assombroso olhá-lo nesse estado,ainda bem que o sangue parou de vir,pelo visto a coagulação estava boa para o momento.Ele riu nesse meu íntimo obser-
var,foi quando minha pessoa se esticou a frente,sentou-se novamente o observando.

-Lilith?Se alimentou bem hoge,não e?-Eu arqueei minha sobrancelha,isso me fez sentir raiva,isso relacionado ao fato de que ele estava naquele estado,o que era mais preodu-
pante-Não sinta raiva de mim,por favor,o modo como cuida de Samantha é importante-Sabia que sim,o que fez meu coração bater forte-Sim,eu me alimentei bem,só lamento
que não tenha ficado-Ele ofegou,depois deixou a mão direita se curvar para trás pousando sobre a nuca-Assim espero,sobre as roupinhas,eu não pude escolher melhor-Não dei-
xei de rir.

-Querido são lindas! Não se preocupe com isso-Ele assentiu com esmero de paixão alheia-Nos próximos dias,eu vou começar o processo de organização do quarto,tudo bem?-
Compreendi de imediato,o que o deixou pensantido-Se você e Lucy querem,deixo em suas mãos-Ele voltou a rir,apesar de machucado,a dor no tornozelo é no braço fazia ele
emitir algumas pequenas caretas.

Tudo que sei e que nós dois dias seguintes apôs esse acontecimento doloroso,Aziel pensava,foi inevitável chegar no dia seguinte e vê-lo sentado com Lucy pensando no que fa-
riam a respeito do quarto-Aziel,escolha cores clarinhas,se for menina como quer é como pensa que seja,por favor! Seja sensato meu querido-Ele riu das palavras de Lucy,eu fi-
quei os olhando,Aziel tinha seu Laptop a frente,o seu Aiphone ao lado,admito que tinha implorado antes de irmos dormir para que ele desse o número a sua mãe.

Envão,batalha perdida.Eu me esvaia nessa sublime observação,ele pensava com Lucy:A linda dama ao seu lado vestida com túnica em tom vinho,o cordão longo a frente com pe-
da esmeralda,a sandália aos pés.Aziel o menino jovem que nessa noite escolheu algo diferente do túpico de suas vestes:Se tratava de calça de corte clássico em cor negra,não
deixei meu olhar desprenter dos sapatos luxuosos no mesmo tom,mas o que chamou minha atenção foi a linda regata branca,as mangas longas,os detalhes negros sobre o tecido.

Chamatico é chique ao mesmo tempo pensei me perdendo-Chegou,por que espera?-Disse Lucy me olhando por alguns instantes,andei a frente,eu segurava meu jaleco branco
nas mãos,o som da sandália que eu calçava ouvido,baixa,delicada aos pés,meu vestido de algodão em cor marfim,delicioso ao toque do corpo,as alças delicadas,o belo laço ne-
gro atrás feito pela fita.

Percebi que algo sério hávia acontecido-Aziel durante toda tarde esteve aqui,não desiste de pensar-Ele riu das palavras de Lucy,virou o Laptop,mostrou-me o site com as belas
amostras de tecidos para cortinas,tintas para pintura,móveis-O que acha?-Eu ri por alguns momentos,mesmo com o tornozelo ainda dolorido,o maldito curativo no ferimento,ele
tinha feito,agido desse modo.

-É isso mesmo que quer,Aziel?-Ele arqueou sua sobrancelha-Ainda acha?-Riu devagante-Entendo-Lucy respondeu,eu pensava-Oh,sim,compreendo,se for isso,por favor não preci-
sa me questionar-Ele sabia que sim,e nesse instante voltou a pensar com Lucy.Teria que comer algo,claro que fui a geladeira,quando estava prestes a pegar pão branco,alface e
queijo e presunto,ouvi ele falar-Nem pensar,tem comida fresca,aquecida no balcão da pia-Ele movia os dedos sobre o techado,Lucy o ajudava,ele seguia suas dicas-Isso querido,o
tom e maravilhoso-Ele riu.

'Ah,céus,como pode acontecer isso comigo?'-Fui até o armário da cozinha,abri a linda prateleira com porta de vidro,tirei prato de porcelana em cor cinza,na gaveta garfo e faca
prateados,um lindo copo cristalino de uma outra prateleira.Deixe em cima do balcão,tirei a linda toalha de algodão bordada de cima das lindas panelas de vidro temperado,tirei
as tampas de prata de cima.

Lá estava:Arroz fumegante com lentilhas,carne cozida ao molho de tomate com aspargos,feijão imaculamente branco,temperado com vontade pela Lucy-Nossa,você fez isso?-E
ao me ouvir ela disse ainda mantendo a atenção ao que fazia com Aziel-Sim querida,claro que sim,eu e Aziel fizemos,já jantamos,agora por favor,se sirva,tem suco na geladei-
ra,suco de laranja fresco,feito ainda agora-Eu ri,sabia que sim.

Bem!Mesmo pensando,e claro que eu me sentia muito cansada,me servi,deixei o prato com comida em cima da mesa,fui a geladeira pegar a jarra,derramei bastante suco de
laranja no copo,me sentei e comecei a comer-Uma coisa tenho a lhe dizer Lilith:Amanhã,será amanhã que começaremos o processo,espero que não fique chateada-Eu tinha
acabado de beber alguns goles de suco.

-Ah,chame Lucy para cá,acho que ela vai guiar o homem melhor que você,ou podem fazer um trabalho coordenado-Louvável pensei,Lucy riu-Tudo bem,pode deixar,assim que
eu chegar,venho para cá-Eu voltei a comer,a me servir com vontade,nesse momento pensei.'Admito,estou me adaptando a comida de verdade,sem querer,mas meu corpo es-
tá se adaptado muito bem-Comecei a comer,devorava a comida com vontade.

Aos poucos Aziel começou a fazer algumas anotações em seu caderno de anotações-Não acredito que mandei todo trabalho facultativo,só estou esperando as notas serem di-
vulgadas nesse semestre,Lucy-Ouvi seu riso,mas do nada ouvi uma vibração silenciosa,nem Aziel hávia entendido,ele moveu os olhos brilhosos e verdes em direção ao apare-
lho Aiphone,a tela brilhava linda,lustruosa.

-Eu não acredito,como podem ter conseguido esse número em tão pouco tempo?-Bramiu ele,Lucy se assutou-Céus,quem é?-Ele deixou seus olhos se chamuscarem,ele desli-
zou a mão pelo aparelo,levantou-se-Já volto Lucy,por favor continue isso por mim,volto rápico com Lucy-Eu deixei o garfo e faca sobre o prato,o segui quando ele saiu da co-
zinha,o Aiphone não parava de tocar.

-Maldito,viu?Ele sabe,ele sabe que não estou lá!-O fitei percebendo que ele poderia perder o controle-Toma isso,se quiser falar com ele,fala com ele,não eu-Bramiu sentando-
se no sofá-Fique quieto querido,psiu!-Temia que a querida Lucy se assusta-se,mas não,peguei o Aiplho de suas mãos,delicado,pequenino,a tela brilhava lindamente-Ah,céus,o
que faço?-Brami,era o irmão dele,mas como tinha conseguido o número de Aziel em tão pouco tempo?

Pensava nisso,Aziel sentado a minha frente,pernas cruzadas a frente,os braços também-Vamos,por favor,manda eles me esquecerem,não e possível que tenha conseguido
esse número,e particular,até demais-Ele rinha razão,deslizei a pequenina e fina canetinha esferográfica digital-Não quero falar com você,quero falar com ele,estamos com
um impase aqui,correto Mrs.Lilith Chariére-Assombroso,meus olhos espantados.

Aziel prestava atenção,deixou os dedos da mão esquerda deslizar pelos fios lustrosos de seus cabelos ainda curtos-Sim,sou eu-Eu não esperava,mas uma densa conversa
se tinha início nesse momentos.Várias e várias vezes o irmão de Aziel gritou pelo telefone,querendo falar com ele,Aziel o mandando ao inferno,mandando a todos esquece-
rem sua pessoa.Em determinado momento,seu irmão ouviu ele falar.'Não sou templo de ninguém,tenho mais coisas importantes a resolver'.E isso ao meu lado!Compreen-de
isso? Tudo que sei e que Hyarian a ponto de encerrar aquela maldita ligação disse.'O encontraremos,nem que tivermos que mover todo mundo negro,Aziel!'.Aziel não espe-
rava por isso,mesmo assim,tentou pensar,visão turva,mas ele compreendia.Holocausto pensou e bramiu ele.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 24 Jul - 16:16:57


Tudo que sei e posso lembrar nitidamente e que no início da 2° noite seguinte,eu cheguei vindo da mansão de tia Isabel.Tinha sido maravilhoso eu passar por lá.
Sai do trabalho e me direcionei para lá.Admito que Aziel e Lucy não deixaram de agir,eu tinha subido quando entramos,hávia deixado a bolsa em cima do sofá.Eu
e Isabel devagavamos ao parar enfrente ao quarto.

Céus,a compra do material tinha sido maravilhosa!Aziel e Lucy tinham se livrado de todos os movéis do quarto de hospedes,o que tinha deixado o quarto vázio.No-
vamente o semblante de mudança tinha sido unisono ao emanar de Aziel,ele que jazia abaixado a frente das latas de tinta nova.Lucy olhava as paredes,ela usava
um macacão jeans em tom azul escuro,a camiseta branca por baixo,seus cabelos escovados é amarrados para trás.TInha sido o que posso chamar de novável cha-
mado.

Aziel estava só de casça e bota curta-Tome cuidado com isso,começaremos pelas paredes Aziel,depois é claro,faremos a compra dos moveis-Ele riu com as pala-
vras de Lucy,ela que começou a andar pelo quarto pisando nos jornais espalhos pelo piso do quarto.Tia Isabel observava ao meu lado,nada podiamos fazer,eles a
mercê da ação,é eu agindo desse modo acolhedor assumindo sempre meus servisos mortais,assim como Aziel.

Tia Isabel andou a frente,sua linda túnica de cor vinho-claro oscilou com seu movimento,a sandália delicada é baixa aos séus pés,os densos cabelos soltos,vi quan-
do ela se moveu novamente o semblante do cordão com medalhão de rubi.Aziel a olhou por alguns instantes-Querido não deixei de saber o que aconteceu,mesmo
assim mantém sua palavra?-Ele arqueou sua sobrancelha.

Nem precisou se levantar para responder-Sim,e claro que sim-Ela se silenciou,só foi questão dela sair para que Lucy e ele começassem a desferir os pinceis nós re-
cipientes após colocarem a tinta dentro.Não sabia se ficaria bom,mesmo assim confiaria neles,entrei no quarto com Tia Isabel,quando ela se sentou a beira da cama
eu me direcionei a gaveta aonde as roupas de Samantha estaria.

Pegando algumas peças devidamente dobradas ás entreguei-São lindas-Assenti me sentando ao seu lado,com isso começamos todo um processo,eu ainda estava
vestida com meu jaleco branco do laboratório,a calça jeans justa,a sandália negra delicadissíma,uma camiseta de algodão em tom verde-escuro por baixo,com os
movimentos dos dedos sobre as peças elas começou as abrir.

-Quem diria-Bramiu baixinho,o que compreendi com total clareza.O tempo se passava,eu sabia que Aziel e Lucy provávelmente terminariam a pintura ainda nessa
adorável noite,eram 19:20 quando vi no relógio.E céus,eu só não esperava que o tempo se passasse tão rapidamente,foram três dias até comprarmos os moveis.
As paredes tinham sido pintadas desse modo:A imensa parede aos fundos do quarto de verde folha,as outras em pleno branco.

Lucy e Aziel tinha aplicado alguns detalhes de linhas verdes na borda das paredes pintadas em branco,e na que estava em branco ao fundo,a borda esverdeada.O
meu olhar se aquieceu,detalhe ávido em uma de minhas passagens lá nesses dias passageiros.A maior surpresa foi quando eu e Lucy chegamos,acredite!Ela tinha
ido ao meu trabalho após sair do seu,me pegado lá com seu carro e me levado.

'Coloque essa faixa'-Disse parada ao pé da imensa é linda escadaria do instituto a qual fazia parte.Obedesci e claro!E desse modo delicioso tinhamos chegado.Eu e
ela entramos pelo salão,ela que me empurrava delicadamente a frente,a noite estava fresca,tomada de perfume de flores,tive que ageitar a borda do vestido de lã
fina que eu usava,o azul clarinho tinha escolhido,a sandália baixa fazia o doce barulho.

-Vamos,tome cuidado-Bramiu ela,céus,tudo no início é aqueles dois malucos fazendo manha prá mim.Odiava ter meus olhos enfaixados,mas compreendia,iria ver
a decoração final,o que me deixaria feliz,sem dúvida.Subimos as escadas na base do meu pequeno sofrimento,mesmo assim a plena segurança.Eu ri por alguns
instantes.Derrepente ao passarmos pelo corredor paramos.Ela tinha me mandando parar.

Senti duas mãos segurarem minha mão direita-Deixe-a comigo Lucy,daqui eu tomo conta-Era Aziel,o que ele planejava?-E foi quando ouvi os passos de Lucy cami-
nhando,ela ia embora pelo visto.Foi nesse instante que ele me guiu entrando pelo quarto-Por aqui-Disse delicadamente,a voz baixa,aveludada como véu de céus,eu
não compreendia e também mal podia esperar para saber como tinha ficado.

Ele delicadamente me manteve parada-Fique aqui-Oh!Entendi de imediato,meu coração batendo forte,bramindo dentro de mim.Ele postou-se atrás de mim,sua mão
direita pousada na altura de minha cintura,com a outra ele puxou o laço da faixa atrás da cabeça-Pronto querida,aqui está,espero que gostei,sofremos um pouco,mas
Lucy me ajudou,e muito-Eu abri os olhos,os abri devagante.

O clarão foi imediato,ofeguei delicadamente tetando absorver o encanto provido pelos dois-Nossa,em poucos dias,eu estou espantada-Andava pelo quarto,olhava o
semblante de doce luxo alheio:A linda comada verde com as gavetas brancas encostada na parede,um lindo jarro de flores tinha,atenuei olhando para a cama,ele e
Lucy não tinham desejado um berço,a cama era de alva cor branca,os lençóis macios em cor verde.

Olhei para as paredes,quadros pintados a oléo:Desenhos de ursos,animais em geral,me mantive andando,observando:A mesa de escrever ao lado da cama,isso era
especial para ele,pelo visto ele passaria grande parte do tempo no quarto-Aziel,escolherão muito bem-Brami olhando,olhei a imensa é unica janela do quarto,as do-
bradiças delicadas,o vidro cintilando de encontro as luzes,a paisagem dava para o jardim da imensa mansão.

O cortinado era fino,delicado,bordado nas bordas,o tom verde claro combinou.Um quarto atenuando os tons verdes e branco,escolha fatal,admito lembrando,em pensar
que o quarto está do mesmo geito lá em cima,Sara,mas deixe-me continuar:Fiquei devagando por vários momentos,andava,olhava,ele e Lucy tinha até tirado as roupas
do nosso quarto é as colocado na comoda do quarto.

Ele se manteve atento,os braços cruzados enquanto se mantinha á espera.Me virei a olhá-lo,ele riu por alguns segundos enquanto me aproximava dele:Tinha escolhido
uma linda regata de cor cinza essa noite,a calça negra jeans,o pá de botas,só que pesadas em sua cor também cinza,só que escuro.A camiseta imaculamente branca por
baixo da regata com mangas longas.Os dobrões de prata jazendo na borda da manga na altura dos pulsos.

O fitei por alguns momentos,ele se manteve silencioso-Algo a falar?-Eu ri,isso o deixou pensativo,análise alheia,mas com o passar de alguns segundos ele me puxou
contra si,o beijei com vontade-Obrigada querido,acho que até a vinda de Samantha não precisamos de mais nada-Ele riu-Eu sei que sim,só me adiantei um pouco e
saiba que em Paris,haverá muito o que se fazer-Compreendi.

Tudo que podia descrever ou sentir começava a se esvair,lentamente minha pessoa sentiu espasmos do algo pairando no ar.O silêncio brotava,me mantive abraçada a
ele,o beijava,por longos minutos foi assim.Mesmo estando ocupado esses dias,Aziel não se livrou do que tinha que resolver a seguir:Conclução de mais trabalhos,isso á
sua pessoa não largava mão,acho que nem ao fim de tudo.

Afoistos ao londo desses minutos entramos no quarto,mesmo sem pretenção me senti acolhida,ele pode empurrar a porta conforme o beijava,estavamos sozinhos,o que
me deixou bem comigo mesma.Em meio a relva de luzes vindo da Rua iluminando o quarto,tombamos na cama,o afago em meus cabelos foi imediata,o peso dele sobre
mim era maravilhoso-És louco,como responderei isso futuramente a sua família?-Disse olhando-o por alguns momentos.

-Não pense nisso,Lilith,Paris nós espera daqui a algumas semanas,e tenha certeza!Nós amaremos da melhor forma possível-Sabia que sim,e nisso tudo continuou,me
mantive envolta nesses beijos alheios,delicados,maravilhosos para mim.Lembro de como Aziel desfez o laço de meu vestido,de como ele me fez ficar por cima dele,o
seu perfume delicado emanando,eu que o beijava.

Suas mãos apertando minha cintura,despois deslizando pelas pernas.Tudo ficou silencioso,mágico,e foi assim.Ele deixou seu rosto se acolher entre meus seios quentes,
ouvi ele dizer em meio ao sofrimento matador-Infernos,morrei até o fim disso tudo,desses meses a frente-Eu ri,o beijei ao lado do pescoço,a essa altura estavamos com
as roupas amassadas-Não sinta isso,eu te adoro-Novamente ele riu,voltou a me beijar.

Se passaram dois dias.Eu estava sozinha no quarto,Aziel tinha acabado de descer a procura de frutas,ele que tinha passado a tarde inteira envolto em um trabalho ma-
tematico e histórico.Não era de se admirar que ele estive um pouco irritado com isso,afinal,a diretoria sabendo que ele estava agindo,não háveria de falhar.Eu escrevia
em meu caderni de anotações.Era noite,como eu clamava por sonlenidade nesse momento.

Eu,a mulher magra,alta,que escrevia sentada em frente a mesa da penteadeira,trajava uma longa camisola de cor branca,o lindo roupão negro por cima,céus,maravilha
estar silenciosa nesse momento,deixando minha mente fluir!.Ouvi um doce som como aviso.'Lilith desde agora,temos problemas'-Quais problemas quis saber?Se Reden-
ção não tivesse aviso,garanto que o doce Aziel teria sido morto da pior forma.

Eu ouvi mais um som,só que alto,extrondo de algo,o pavor de alguém-Pelas chamas infernais!Me solta!-Aziel tinha gritado essas palavras,passando pelo corredor ouvi o
seu passo,ele se movia para algum lugar da mansão-Aziel?-Chamei várias vezes.Quando no salão ouvi vidros quebrando,vinham da cozinha,esperei por alguns instantes,a
presença era terrível,negra por assim dizer.

A muito tempo não fazia uso tão profundo de minhas escaças forças,mas o fiz,Aziel passou por mim,olhava para o nada,o segui indo atrás dele,quando no jardim aos fun-
dos da mansão me atrevi a tocá-lo,foi quando ele se virou me encarando daquele modo.Aqueles olhos,não,eles não eram de meu Aziel,não mesmo!Pensei enquanto o fita-
va,o queimava,ele fazia pressão com suas mãos sobre meus ombros.

Me segurava com força-Sai dele! Não vai ser a primeira e nem a ultima!Sai dele!-Brami,queria mover meus braços,eu tive que fazer força com meu corpo,foi quando eu
consegui tombar por cima dele-Redenção!Me ajuda-Esperava ação dele,o que ele fez,tudo que pude ver detalhadamente,e que Redenção se postou a segurá-lo se man-
tendo a frente,suas mãos fazendo força sobre os braços.

Maldito momento,Aziel gritava,reverbava coisas sujas-Vádia!Acha mesmo que pode fazer isso!?-O encarava,contava com Redenção-Calma queridinho,sei que não e ele,não
e da alma de Aziel falar assim,principalmente quando se trata de sua família-Ofeguei,eu esperava,foi quando fechei os olhos,deixei minha força fluir-Ah,Samantha,estou em
um estado delicado,me tiras as forças,principalmente quando preciso-Estiquei as mãos sobre o rosto de Aziel.

Não contava com sua força,eu tombei para trás,mas Redenção o conteve,o fez cair ao chão-Ah,não! Sai dele maldito animal!-Me vi gritando a plenos pulmões,tombei por
cima dele,ao me esquivar,Redenção agia esperando,eu que ofegava tentando impor minhas escaças forças a aquele maldito algo animalesco,dentro dele,não que eu tives-
se chorado,mas sentido dor,muita dor corporal enquanto mantinha minha imposição de forças com as mãos.A luz veio doce,cálica,eu vi quando a maldita sombra animales-
ca passou por trás das arvores tentando fugir de algo,eu tombei sobre Aziel,tive minhas forças arrancadas de mim-Lilith!-Redenção gritava,Aziel ainda apagado.Tinha feito
uma loucura,mas necessária,tudo que podia esperar era alguém me ajudar.Simplesmente sem sinal vital nem um.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 25 Jul - 11:12:29


De certo modo eu não esperava acordar.Tudo que sei e que com o passar de alguns minutos me senti levada por alguém,o peso de meu corpo sentido a todo momento.
'Ah,malditos demônios é animais'-Ouvi alguém bramir,foi como se minha pessoa estivesse envolta em algo inevitável.Não sentia mais o peso de mim ou muito menos a
minha conciência.Compreende agora o por que minha pessoa se encontrava nesse apasiguar?

Animalesco,eu sei! Porém necessário para eu voltasse a mim.Não percebi quando esse alguém pode me colocar no sofá.Os sonhos escuros,tenebrosos,toda minha força
tinha sido sugada de mim naquela imposição de força para expulsar o maldito animal de dentro dele.Meu corpo sem sensação de toque ou conciência alguma.Tudo a mer-
cê de espera,procura interior.

Nossa,não lembro muito bem quanto tempo se passou,mas sei que esse alguém me esperava,a presença de Redenção pairava no ar.Nossa,como voltar a mim?Tinha sido
como ser jogada para fora de meu corpo.Voltei a ouvir a cálida voz,dessa vez chorasa,foi quando a consciência voltou ao normal,quando o despertar bramiu tão alto que
fez meus olhos se abrirem.

-Desculpe!Não compreendi,muito menos pude sentir-Minha visão turva pode se ajustar,vi o rosto de Aziel,eu me encontrava deitada no sofáe,ele se manteve curvada a fren-
te de mim,segurava minha mão direita-Fale comigo,por favor,por favor-Bramiu baixo,temia que eu não suportasse o tom de voz alto-O que era aquilo?-Sussurrei ainda tonta,
envolta em retrogado pensamento.

-Deixe-me ajudá-la a se sentar-Ele me ajudou,tinha chorado grande parte do meu sono,do meu apagão corporal é de conciência-Descule,por favor,me desculpa,não sei
o que aconteceu,só sei que aquele algo entrou em mim-Possuição-Sussurrei gemendo de dor encarando o nada,não conseguia olhá-lo no rosto,nos olhos,ele tinha chora-
do,e muito ao longo de meu sono forçado.

-Sou um maldito,céus,como pode ter acontecido?Mantenho meu corpo fechado.Sou maldito,pode dizer,a coloquei em risto,ainda por cima quando está esperando uma
criança.

Eu tremia,atrás dele Redenção apareceu,durante todo esse tempo sua cálida presença de cura se manteve presente,o olhei por alguns instantes,voltando meu olhar para
Aziel pude falar-Não pense dessa forma,é isso que aquele animal quer,não era você,Aziel,por favor!Não sofra por isso,por favor!-Ele se afastou ao levantar-se,sentou-se
na linda poltrona,as luzes vinham do jardim iluminando o pacato salão,a mesa de centro a frente.

Ele me encarou por alguns momentos,deixou as lágrimas virem,pensava friamente,não compreendia,pelo visto ele se sentia tão culpado que passava a se considerar uma
ameaça-Lilith,meu amor,você veria algo por mim?-O olhava docemente-Aziel,se livre desse sentimento de culpa,por favor!-Redenção hávia compreendido plenamente,não
me sentiria plena enquanto Aziel compreendesse.

'Esqueça,não era você,mas eu pude ver alguns detalhes do animal'-Disse Redenção alternando o olhar entre eu e Aziel-Como assim?-Brami o encarando,foi quando vi todo
cemblante de rancor de Redenção,ele estava assustado,temia por algo,ele respirou fundo,nunca vi tamanha dor nele,Aziel focalizou seu olhar no interruptor ao olhar por al-
guns instantes para trás.

As luzes brilharam ao seu comando no lindo salão que jazia silencioso com nossa presença.Aziel chorou por alguns instantes,foi quando ele olhou para Redenção.'Vamos,de-
ve mostrar a ela'.Bramiu Redenção,os olhos esverdeados queimando de tristeza.Aziel pensou,respirou fundo por alguns segundos,ele que tinha colocado um lindo roupão na
mesma cor da calça de algodão que vestia.Tom escuro.

Pura seda.Ele pegou seu caderno de anotação que jazia ao lado dele sobre a poltrona,só nesse momento que vi.Ele levantou-se-Veja isso Lilith-Peguei o caderno,isso me
fez atenuar o olhar,olhei a imagem feita na folha limpida.Aziel voltou a se sentar,ele esperava,Redenção também de pé,esperando.Olhei o que não esperava.Lá estava:O
animal jazendo sobre a folha,pelo visto não me parecia grande,tamanho mediano,os dentes á amostra,os pelos clareados pelo lápis quando Aziel o fez,os olhos ferozes,o
cemblante de uma Lua Negra sobre a testa.

-Aziel,o que isso significa?-Ele olhou para Redenção,angustiado estava-Pergunte a ele,foi o que ele viu-Concluiu,foi o que fiz,deixando o caderno ao meu lado o olhei,tive a
imensa ousadia de saber-Lilith,foi rápido,sabe disso minha amada rainha e feiticeira,sabe disso-Continuei ouvindo,ele deu continuidade apesar de assombrado-Lembra das
nossas conversas a tanto tempo atrás?-Pensei por alguns instantes.

Pensei,foi quando Aziel voltou a chorar não querendo ouvir o que Redenção iria falar,que lembrei.'Seres Bestais,a fera queimada e jogada em um mar de nada,a fera que
trás a força vital'-Meus lábios tremeram,uma avalanche de lembranças me veio-Não Redenção,por favor,acha que pode ser?-Redenção ofegou pensativo-Querida,vi o que
tive que ver é consegui ver,por favor!Mais que nunca deve tomar cuidado-Concluiu.

-Não contou a ele,correto?-Quis saber,olhei de lado para Aziel,pelo olhar dele pude saber,sim,Aziel enquanto desenhava o que Redenção pedia,isso enquanto eu jazia em
meu apagão corporal,soube de muitas coisas.Ele não respondeu,Redenção o fez por ele-Lilith!Por favor! Não fique magoada,algo teria que ser dito,principalmente diante da
minha visão!-Me levantei o queimando com raiva.

-Maldito!São coisas que tinha me esquecido,acha mesmo!? Por favor,diga que não!-Ele me esperou acalmar,Aziel se levantou tentando falar comigo-Calado! Não e algo
que eu sei! E se realmente for,muito menos compreendemos como a mesma coisa está em teu encalço!-Ele se espantou com meu tom de voz,foi quando Redenção te-
ve a coragem de falar-me-Não vi por completo,mas vi o bastante para passar isso ao Aziel-Compreendi.

Eu tremia de raiva,me segurava,foi nesse momento que Aziel postou-se a minha frente,me fitou ainda choroso-Por favor,sei que e algo totalmente fora de nossos planos,
mas por favor,tomemos cuidado-O fitei de forma gradual,com isso ele se afastou delicadamente-Aziel?Acha mesmo isso?-Brami querendo entender,mesmo assim ele na-
da respondeu,tudo que sei e que ele ficou imensamente assustado,com medo do que Redenção o hávia falardo.

-Lilith,teremos que queimar,entenda,quando chegarmos em Paris,vou queimar essa Besta,por que uma!-Gritou ao subir as escadas-Aziel!-Brami alto,ele não respondeu,o
que fez foi seguir,Redenção voltou sua atenção a mim-E você?Está feliz?-O indaguei-Não,sabe que não,ele precisava saber,nem eu acreditei naquele momento que tirou o
animal de dentro dele,quando apagou,foi quando vi por alguns segundos-Arqueei minha sobrancelha.

-Então fica quieto! Quando estivermos em Paris,revolvemos isso!-Gritei alto,ele pensativo quando me viu subir as escadas,mas compreendia,doce demais para que tudo
lhe causse raiva,mas ele compreendia.Quando no quarto percebi que ele não estava,o que me fez ir até o quarto que seria de Samantha.O vi sentado na poltrona bran-
ca,os cortinados na janela oscilando devido a brisa.

Ele voltou seu olhar para mim quando me viu sentar-me a beira da cama-Desculpe,me parece que não quer que eu saiba de seu passado-O encarava silenciosa,isso não
me constragia,o que me fazia ficar puta da vida era o fato do animal possívelmente ser o que Redenção me falará a tanto tempo atrás-Olha,Redenção só me comentou,eu
mal tinha meus doze,quatorze,quinze anos,Aziel!-Ele se silenciou.

-Entendo,mas e você?O que sente quanto as palavras dele?-Me silenciei docemente-Aziel eu não sei se é ou não meu amor,mas isso não me importa,quanto estivernos
descansados em Paris,sim,iremos mandar esse maldito animal as profundezas do inferno,se ele existe-Ele assentiu quieto,silencioso,nunca pensei que ele fosse tão sen-
sivel-Por favor,me prometa que não vai ficar chateada-Eu o olhava.

Aziel tinha comendato da Fera,que provavelmente fosse ela,mas não dos malditos,foi quando pensei.'Será que ele sabe da existência dos Seres Bestiais?'.Rompi esse ne-
gro pensamento o deixando de lado,ele voltou a gemer,mas isso foi devido ao choro-Ah,pelos sagrados espiritos-Levantei-me andando até ele,o abracei com força,isso fez
com que ele me abraçasse também.

-Aziel,meu Aziel,teme muito,isso o magoa meu amor-Ele me beijou o rosto,a testa ao acariciar-me os cabelos-Não Lilith,não temo,tenho medo,medo de perder o que quis,
o que tive que pagar,só depois que aconteceu e que vi o quanto desejava-Assenti o encarando.Um de pé de frente ao outro,me fez beijá-lo-Desejava?Confissão descabida
meu querido-Ele riu mesmo choroso-Ah,deve estar me considerando uma criança mimada-Eu me silenciei,depois o beijei no rosto.

-Não querido,só sensivel,plenamente humano,humano até demais-Ele deixou seus olhos se encherem da ávida luz do sentimento-Acha mesmo?-Tive que responder com o
meu coração,por quê soube que sim-Claro,eu garanto que sim-Tudo que não esperava foi quando ele se deitou na cama que seria de Samantha.Ele dormia ali,queria sonhar
com ela.Entendi,sai quando lhe dei alguns beijos no rosto,quando estiquei o cobertor macio por cima dele.Ele sonharia com ele,era tudo que precisava nesse momento.Céus,
a discordia existe e só tirariamos as duvidas em Paris.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 25 Jul - 12:13:49


Lembra da ligação do irmão de Aziel?Entenda isso!Ele voltou a procurá-lo e és o seguinte acontecimento que foi terrível para a consciência de Aziel:Se passará
três dias.Foi em uma linda tarde no terceito dia que o algo veio.Eu e Aziel estavamos almoçando,Aziel queria terminar o que deveria fazer depois,do nada ouvi-
mos a campanhia tocar.Nossa,isso me assustou,mas eu sabia que se tratava do correio.

Aziel se levantou não querendo que eu me ocupasse para atender,o sol cálido entrava pela cozinha,eu escrevia docemente em meu caderno de anotação,o pra-
to com comida ao lado,copo de suco fresco de morangos batidos.Foi inquietante quando Aziel voltou,o lenço branco em seu pescoço se moveu delicadamente,ele
que vestia calça justa em cor azul,a bota pesada negra,a camiseta também negra de algodão macio.

Os braços a amostra,ele se sentou,mas algo chamou sua atenção,seus olhos se cerraram do nada,ele separou aquela carta em especial para depois empurrar
as minhas correspondências a frente-O que foi?-Ele não respondeu,ficou encarando a carta-O remetente é desconhecido,mas direcionado a mim-Compreendi,o
que o deixou intrigado.Os seus cabeços davam amostra de crescimento.

Os fios vermelhos tinham se alongado mais ao lingo desses dias e claro.Fiquei encarando é observando o que ele iria fazer.Bebi alguns goles do suco,quando o
meu observar voltou a pairar sobre ele,foi quando Aziel deslagrou a carta-O celo e do nosso Clã-Percebi pelo lacré rompido,e quando ele tirou a carta veio os
arrepios que só ele entendia.

Ele lia,lia cada linha,conforme seguia ele deixava a raiva lhe queimar no sangue,não hávia entendido nesse momento,tudo que sei e que o pobre Aziel expremeu
e amassou a carta entre seus dedos de tanta raiva,deixou a mão fechada em pulso bater sobre a mesa-Eu não acredito que eles tiveram essa ousadia!Infernos!-
Gritou tão alto que o eco veio,levantou-se saíndo da cozinha,deixou o prato e copo de suco em cima da mesa,ele tinha comido bastante.

Pensei,encarei o papel amassado,para o doce Aziel ficar tão irritado e que algo de muito sério tinha acontecido.Ofeguei tomando coragem,o fiz esticando a mão
e abrindo o papel amassado comecei a ler gradualmente o que a carta dizia.Meus olhos aos poucos,ao decorrer da leitura se espantaram,não acreditei que o ir-
mão de Aziel voltou a entrar em contato com ele,e mesmo depois daquela indagação gritada enquanto falava com ele,por Aziel!-Nossa!-Brami durante a leitura.

'Maldito és,será queimado! Tua mãe chora dia e noite! És covarde Aziel! foge do que pode cair sobre você! Nosso pai está a ponto de desencadear uma guerra
no mundo alheio! Maldito! Não posso dizer a palavra aqui,mas sabe o que é!.Vossa mãe não suporta,muito menos compreende!Ela não entende.Tem medo?Po-
de me responder a isso?

Sabe para qual endereço responder! Sabia que Maharet e Mekare passaram aqui esses dias?Sim!Estivemos em Athena,muitos o procuram desesperados! Todo
o mundo imortal está movido a sua procura,nem se atreva a sair dai!Sabe do que falo,responda! Responda ligando,escrevendo,não importa os meios!Caso não o
faça as conseguências serão drásticas!

Eu e vosso pai lhe garante que as respostas e procuras serão eficases.Vosso pai não está feliz e sabe que quando irritado pode provocar drásticos acontecimen-
tos! Dou-te menos de 24 Horas para responder apartir da chegada e abertura dessa carta.Passar bem!Fujitivo!

Assinado: Hyarian...'.

Meu coração parou,palavras ameaçadoras,sem dúvida-Imortais?-Brami deixando a carta em cima da mesa,a família de Aziel tinha contato com eles?Isso deixou
cheia de pavor! Levantei-me saíndo apressada da cozinha-Aziel!-Gritei,ele chorava de raiva quando entrei no lindo salão,a luz da tarde iluminando tudo,foi quando
ele me olhou,seu rosto corado,nunca vi tamanha raiva emanando de seu olhar.

-Por favor! Eles vão vir,eu sei,cedo ou tarde vão vir,se vierem,céus! Vou morrer,meu pai vai me queimar e vivo,eu sei disso-Nossa,ele tinha medo do pai,isso
me aflingiu-Sua família tem contato com os imortais,e isso?-Ele me olhou,eu me mantive parada de pé a sua frente,ele gemia de raiva,seu pé direito batendo
delicadamente no chão-Não queira saber Lilith,estão mais próximos do que possa imaginar.

O vi se levantar,dei passos para trás,ele não tinha suportado lembrar das palavras,vi quando o jarro forá quebrado diante de sua pisicose,isso devido ao descon-
trole da raiva,macabro isso,seus gritos reverbando pelo salão,drástico pensei-O que eles pensam que sou?Propriedade deles!?-O primeiro grito,em mais um ata-
que estérico o cemblante do olhar tomado por algo que eu não compreendi,eu cai sentada na poltrona,observava.

-Sabe!?Queria fugir de lá,sumir,ser esquecido,mas não adianta,é eles continuam insistindo,agora entende!?-Não conseguia acreditar,vi quando rachaduras apare-
ceram no vidral que formava a porta que fechada a varanda,quando as portas abertas-Lilith!Não vai fugir agora,correto!?-O olhava espantada,a fúria fazia ele fazer
tudo isso,mesmo assim demorei a absorver.'Patamar maior'-Pensei por alguns instantes.

Sua pele corada pela fúria,o sangue tinha lhe subido ao rosto,eu ageitei a borda de meu roupão de seda branco,vestia camisola do mesmo tecido por baixo,calça-
va pantufas macias brancas com bordas negras-Aziel!Não lhe disse que iria dedistir,jamais!E claro que não!Já ouvi comentários do mundo dos imortais,nunca tive
contato com eles,mas ouvi falar rapidamente por Redenção-Ele tombou no sofá deixando a raiva passar.

-É imenso Lilith,imenso,maior que possa imaginar-Respirei fundo,céus,céus alados,pelo visto a situação do jovem Aziel era maior do que podia imaginar,ele queria
fugir de tudo isso que o assolava-Não tenha medo,por favor,não tenha medo,se prefere isso,o que podemos fazer?Seguir o que nós assola,correto?-Ele voltou seu
olhar para mim,se manteve encostado no sofá,as pernas cruzadas lindamente.

-Lilith,eu não vim para cá a toa,me senti queimado quando esteve naquela mansão,minha fuga,minha procura por uma nova vida-O fitei,foi nesse momento que vi
a raiva indo embora,o jarro quebrado,as rachaduras no vidraçal na porta imensa que vai para varanda-Aziel,diga-me por favor! Desde quando convive com isso?-O
riso doi de ascos,raiva por ser o que era-Ah,meu amor,acredite,desde meus dois,cinco anos,tudo que sei e que não queria ser o que sou-O jovem que se deixava
tombar deitado de rosto para cima no sofá.

-Céus,eu não sábia,queria tanto saber mais a respeito deles-Ele me olhou de lado,uma de suas pernas curvadas para cima-Não queira saber,não vale e nunca vale-
ria a pena-Compreendi,considerava aquilo tão maldito que preferia manter a mim e a sua filha fora disso-Ah,sim,desculpe,fui ousada demais-Ele riu voltando a olhar
para o teto-Que eles morram,que fiquem vagando a minha procura,sentia raiva,ódio deles e não sabia até você entrar por aqueles portões da mansão em Paris-Eu
ouvia essa confissão.

-Então aquele momento em que ficou fora de si silenciomente,aquele momento-Ele se manteve quieto,rompeu a quietude para responder-Sim,admito,foi quando eu
desisti de tudo,compreende?Quis desaparecer de lá por algum tempo-Me silenciei,foi quando ouvi algo,Redenção veio,apareceu,Aziel o olhou de lado,furioso pelo po-
deroso Redenção intervir daquele modo.

Redenção apontou a mão para o jarro quebrado,me espantei,isso me fez levantar em salto ao ver o jarro se reconstruido,as flores postas no lugar através da força
dele,ele virou seu olhar para o vidraçal da porta imensa que jaz na entrada da varanda-Não sabia que podia reconstruir materia-Ele riu lindamente,suas asas aber-
tas,ele olhou de lado para Aziel.

-Aziel?Diga-me algo,por favor,não lhe pergunteia té agora,mas diga-me-Aziel o queimava,odiava se sentir invadido-O que?-Bramiu Aziel,eu me mantive atenciosa,os
dois trocaram ferozes olhares quando Aziel levantou-se a encará-lo-O seu pai,por que prefere não comentar sobre ele?-Aziel assentiu rinco sinicamente conforme en-
carava Redenção-Ah,não vale a pena,ele não vale nada,quando tomei atitude de sumir,tomar posse do que e meu,tinha isso em mente-Redenção compreendeu,mes-
mo assim tantava arrancar algo de Aziel.

-Ah,sim,raiva,imortais por perto?Quais?-Aziel não quis responder,sentiu a raiva explodir novamente-Esqueça! Não fazem mais parte de mim!-Gritou com fúria encaran-
do Redenção-E me garante que Lilith se manterá a salvo,que dará a luz a essa criança que ela vós espera?Me garante isso caso eles o encontrem Aziel?-Ele o olhava,
e nesse momento ele voltou seu olhar a mim choros.

-Ah,sim,garanto,e como garanto,morreria pelas duas-Não consegui responder a esse olhar-Hum...Não mego,tenho medo por que falas com o coração-Redenção quis
sumir.'Esse menino,ele me assusta'-Bramiu o anjo-demônio nesse desaparecer material,andei a frente,me sentia magoada,minha mão direita pousada a frente dos
meus seios,a outra estendida para baixo.

-Eu tento negar essa loucura Aziel,mas e impossível,impossível quando se trata de algo assim-Ele me encarou,vi a frieza em seus olhos verdes,aquele brilho tinha su-
mido-E isso a machuca?-Bramiu quando tentei passar por ele-Não-Respondi,ele pegou-me pelo pulso,me puxou com força-Não continue negando Lilith! Eu te amo,eu
não fiz isso tudo a toa não! Que morram a todos,terei minha família,nem que isso me custe a vida-O olhei assustada-Meu deus,cometi uma loucura-Sussurrei chorosa.

-Ah,sim,uma loucura,a loucura de amar,assim como eu-Meu corpo tremia,a frieza em seu olhar,isso nunca tinha visto,Aziel mudará tão rapidamente que ainda esta-
va me adaptando a isso-Esse ser que carrega dentro de si,e nosso maior elo,correto?O que mais podemos desejar?-Perguntou,me sacudiu pelos ombros-Meu Deus,o
medo,pensei que tinha passado,mas não-Brami ainda chorosa o encarando.

Fui acolhida pelo seu abraço,os beijos quentes,apesar de estar tremendo,eu consegui me transpor a isso,faltava pouco para irmos a Paris a procura dos livros antigos
na sua biblioteca,faltava pouco para podermos tentar saber de uma vez por todas quem era o maldito animal que perseguia Aziel,se fosse o que podia ser,e que o des-
tino tinha sido muito insano comigo.

-Céus,vou morrer,morrer de loucura-Sussurrou ele por alguns segundos ao parar de me beijar-Lilith não podia acontecer coisa melhor em minha vida,você e ela são a
melhor coisa em minha vida-Ele chorava quando voltou a me beijar,eu mantive meus dedos pousados em seu rosto,os beijos ficaram melhor atenuado,seus lábios ma-
cios de encontro aos meus-Infernos,se eu pudesse...-Brami em doces gemidos devido a exploção de paixão-Psiu,fique quieta-Sussurrou em contra-resposta,voltou a me
me beijar,eu que tentava acalmá-lo.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 26 Jul - 12:07:18

De todo modo eu e ele começamos é demoa início aos preparativos a viagem com uma semana após o acontecimento.Eu e Aziel nós encontravamos no quarto.
Ele tirava algumas roupas minhas para poder quardar em uma bola-Não levarei muita coisa querido-Ele compreendeu de imediato.Se tratava de algumas peças
delicadas,com isso ele se manteve sentado a beira da cama curvado a frente,a bolsa pairando a seus pés-Lilith sabe se para semana que vem irá mesmo ao mé-
dico?-Eu ri delicadamente.

-Meu amor podemos deixar isso para quando chegarmos em Paris?-Ele riu erguendo os olhos para mim em determinado momento-Sim e claro,acho que será me-
lhor por que já estaremos melhor ao chegarmos lá-Compreendi de imediato.Eu tinha ido separar algumas sandá-lias,eram 16:00 da tarde nesse momento,graças
que tinha terminado um pouco cedo meu trabalho,assim como ele el relação a entrega de novos trabalhos facultativos.

Minha tunica longa se moveu com meu andar,o tecido delicado a encontrar-se com meu corpo,o que o fez mover os olhos por alguns momentos.Eu deixei as sandá-
lias em cima da cama,ele atenuou os olhos em direção a mesa da penteadeira-Alguma maquiagem?-Eu assenti respondendo que não,ele estava charmoso essa noi-
te ao vestir camisa de cor vinho,as mangas dobradas na altura dos cotovelos,o lenço de linho delicadissímo no seu pescoço,a cor negra era perfeita,pensei.

Eu tinha começado a olhar o que ele tinha colocado na bolsa,com isso continuei absorvendo os detalhes de suas vestes:Calça de corte clássico na mesma cor do len-
ço ao pescoço,os sapatos luxuosos em tom vinho(Uma escolha meiga para com a camisa),ele me olhou por alguns momentos,vi como os detos de sua mão tremia,a
mão a qual vierá o sexto dedo segundo ele-Um defeito que morrerá com ele-Ele riu ao me olhar.

-Mas isso lhe deixa chateada?-Eu assenti segurando a mão,a olhando delicadamente-Não meu querido,não-Foi nesse momento que ele deixou aquiecer seu olhar,os
observares,os botões negros na camisa lindo em toda visão.Os cabelos tinham crescido mais nesses dias,céus,como a natureza age.Olhei o anel em seu dedo,ele se
deixou pensar por alguns instantes-Falas com teu coração?-Quis saber.

-Sim,meu querido,eu falo,não e defeito,teve que ser feito-Ele riu deixando o rosto se atenuar por alguns segundos,voltei meu olhar a mão que se mantinha pousada
sobre as minhas,a marquinha perceptivel só para os mais atentos,os dedos docemente tremulos em alguns momentos-Nossa,seus pais não se arrependem de terem
feito isso?-Ele voltou a rir,foi quando voltou a falar.

-Minha mão Lilith,ela teria se atrofiado querida,não teria uso-Compreendi,fiquei imaginando o sexto dedo lá,o crescimento dos ossos que ao longo do tempo captariam
a má formação e por assim dizer,crescido para o lado errado-Bem,meu querido,vamos terminar,temos que ir ao jantar de tia Isabel-Ele sabia que sim,quando levantei-
me percebi como a cor violeta me caia bem,detalhe ao me olhar no espelho da penteadeira.

Os fios longos,crescidos,fiquei grata,mas tinha que continuar.Foi quando tivemos a ousadia de pegar mais uma bolsa(A dele) para colocarmos suas roupas lavadas e se-
cas lá,doce perfume de flores vindo dos tecidos finos e luxuosos,tive que admitir:Aziel tinha bom gosto.Lembro do passar do tempo,de termos fechado as duas bolsas,de
nós erguermos fitando um ao outro-Pronto!É agora?Será que podemos ir?-Eu ri com suas palavras.

Ansioso devido a ida a mansão de Isabel-Sim,meu querido,mas por favor,me espere lá embaixo-Ele atendeu ao meu pedido,quando ele saiu fechando a porta empurrei
as bolsas para debaixo da cama,tirei as roupas vi as roupas limpas que ele tinha escolhido para mim:Uma saia curta de cetim em cor negra,a camisa branca de mangas
curtas,o decote marabilhoso-Céus,daqui a algumas semanas não darão mais em mim-Eu ri diante dessa realidade.

Me vesti,fechei o ziper atrás de mim,depois a camisa,abotoei os botões prateados com detalhes em camafeus.Ainda bem que a lingerie que tinha escolhido antes em mi-
nha chegada antes do banho,ficará perfeita,nem tive que trocar.Me sentei na cadeira de frente a penteadeira-Redenção?-Perguntei por ele,rapidamente senti a forte pre-
sença dele-Virá conosco?-Deslizava a escova pelos cabelos.

'Sim,e claro,sei que a pequenina Samantha nascerá lá,claro que desejo ver'-Maldito,eu ri nesse momento,me fitei quando terminei de escovar os cabelos,fitei os fios lisos
e loiros,os meu ferozes e frios olhos azuis-Céus,estou ficando velha-Ele riu-Não,não está,só madura-Pensei,ele pegou o pá de botas para mim,a calcei de imediato,baixa e
longa,pesada,a cor negra me tinha sido unisona.

-Obrigada meu querido-Nesse momento senti lapsos de algo,tinha terminado de ajustar o delicado ziper da bota que vinha por dentro-O que foi isso?-Quis saber,eu deixei
a mão direita pousar em meu ventre por alguns momentos,me assombrei,lá estava a saliência durinha,como se fosse um caroço,pelo visto meu utero tinha ficado mais du-
rinho com o desenvolvimento de Samantha-Céus alados-Sussurrei.

'Ah,Samantha age e nem percebe,grande garota'-Redenção falou me olhando,me levantei,era perceptivel,adorável em todos os sentidos,foi quando a presença dela voltou
a ser sentida,peguei baton dentro de uma caixa pequenina em cima da mesinha da penteadeira,a cor vinho maravilha é aveludada.Quando terminado um leve toque de per-
fume Channel n° 5-Nossa,preciso ir,será despedida de Isabel-Ele riu ao me virar.

-O que foi?-Quis saber,eu ri por alguns momentos-Lilith?Não sabe,mas está linda!Nem lembra aquela menina marota,compreende?-Sabia que,sim,eu ri em resposta,peguei
a bolsa de lado,sai desligando as luzes.Andei pelo corredor,tinha as chaves da mansão nas mãos,quando desci as escadas,Aziel se levantou-Nossa,demorou-Pedi desculpas,
ele iria dirigir essa noite,não estava com paciência para isso,saímos fechando as portas.Fomos a garagem e lhe entreguei as chaves do carro.Abri a porta e me sentei no
banco da frente.Com isso ele fez o mesmo pegando a direção.

Percebi quando ele colocou os óculos escuros,as luzes o incomodavam,luzes que vinham da Rua.Em minutos ele saiu pelas Ruas.O portão se fechou rapidamente.O vento se
atenuava nesse momento-Nossa,será que vai chover?-Não,pelo visto não,segundo ele me respondeu-Esqueça isso,qualquer coisa dormimos lá-Compreendi,com isso fechei os
olhos por alguns segundos.

O cheiro da brisa vindo ao encontro de meu faro,assombroso.Seria uma viagem rápida,assim eu esperava,Aziel não desgrudou a atenção das Ruas em nem um momento,a
gente conversou bolco,lembro do transcorrer de toda paisagem da Cidade.Ofeguei quando senti que estavamos próximos.Ele riu-Está nervosa?-O olhei de lado,o rosto jovial,
delicado,porém,robusto em determinamos gloses-Não querido-E foi quando ele disse.

-Não é o que vejo-Eu ri-Por quê?-Ele riu novamente-Sentiu a presença dela,correto?-Sim,tinha acertado em cheio,me mantive quieta-Admito que sim-Ele continuou,se mante-
ve silencioso,continuamos.Com mais vinte minutos chegamos na mansão de Isabel.Lucy estava a nossa esperava,sabia que podiamos chegar a qualquer momento,a noite come-
çava a deixar sua presença por toda parte-Finalmente!-Gritou ela.

A mulher alta,cabelos escurecidos,a pele alva,o longo vestido de algodão atenuando suas lindas curvas.Quando Aziel entrou com o carro em direção a pequenina vaga no jar-
dim da mansão,parou.O carro foi desligado,ele saiu a olhando-Nossa,aonde está Isabel?Sinto cheiro de comida-Ela riu,o abraçou com forta,eu sai com alguns instantes-Sim,a
Isabel está esperando-Entramos depois disso,deixei a bolsa em cima do sofá.

Me deparei com tia Isabel na cozinha,ela que estava tomando vinho branco,ela se levantou se livrando desse prazer,a dama com longa túnica em cor turquesa nesse início
de noite-Que vom que vieram,acho que devem ter começado os prepativos,correto?-Aziel a olhou por alguns segundos,eu a beijei no rosto-Sim e claro,semana que vem pa-
ris nós espera-Ela riu ao desviar sua atenção a ele.

-Que bom querido,acho que o bebê não poderia nascer em outro lugar-Ele riu ao sentar-se,atenuou os olhous pelas lindas trevessas com comida-Ah,há outro lugar sim,como
posso dizer?-Ela riu ao sentar-se,Lucy que tinha tirado uma linda fatia de torta para ela,sentou-se e começou a comer-Sim,qual?-Ele riu novamente-Meus parentes,ele tiveram
origem nas Terras da Holanda,a antiga e desbravada Holanda na epoca,Terra sem nome naqueles tempos,digamos assim-Isabel arqueou seus olhos,pensou ao ouvir Aziel dar
continuidade.

Me sentei olhando a fatia de torta de Lucy-Tem mais?-Ele riu falando que sim-Há três mil anos Isabel,antigos escandinavos e celtas-Ela arqueou a sobrancelha-E por assim di-
zer,sabe se sua família teve envolvimento com a mágia,Aziel?-Ele riu,pensou antes de responder-E se a resposta fosse sim,me consideraria um mal pressário?-Ela se manteve
pensativa,os olhos o fitando friamenteo-Nossa,desde quando?-Ele riu novamente.

-Ah,Isabel,é uma longa história,viu?-Ela sabia que,sim,Lucy nesse momento deixou o garfo pousado ao lado do pratinho de porcelana que continha a fatia de torta,agora mexi-
da por ela-Sei de sérios rumores de que os poucos descendentes desses povos contém uma força amedrontadora,controlam a mágia como se fosse o nada,falo do ego esperi-
tual,e como se todo um legado perdido através desses antigos antepassados,caísse sobre eles-Aziel a fitava,o cenho da sobrancelha direita se erguendo.

-Hum...Boas informações Lucy,o que mais sabe?-Quis ele saber com maior profundidade o que ela sabia-O incesto,esse ato era cometido para dar continuidade a aulmento da
força futura para a família sagramentada por esses dons mediunicos,esperituais-Ele se manteve silenciado,eu também!Isabel espantada ao ouvir o que ela tinha a falar,foi nes-
se momento que Lucy continuou,seus braços delicados curvados sobre a mesa.

-Essas crianças feitas unicamente,era de responsabilidade delas continuar,principalmente caso tivesse um irmão ou irmão a atacar,Aziel sabe de casos em sua família sobre is-
so?Se alguns membros chegaram a ser perseguidos na epoca da inquisição?-Ele riu,céus,isso não o tinha constrangido nem um pouco-Irei ser claro querida Lucy,sim,eu sei,mas
eu não sei de casos de perseguição na epoca da inquisição,mas sei que antepassos foram controladores e detentores de tais dadivas-Ela riu.

Pensou por alguns instantes,claro que Aziel não abriria as portas para ela,mas em relação a Isabel?Bem!Ela é e sempre será feiticeira é anciã o bastante para saber o que tudo
isso significava para mim e Aziel-Entendo querido,se sente amedrontado por isso?-Ele riu-Lucy entende o conceito de Deus?-Ela riu-Não exatamente-E foi nesse momento que o
Aziel a respondeu-O conceito de deus e que ele e a parte divindade do ser humano,que ele mora em todos os corpos,em todo cemblante de vida,qualquer animal,até nós huma-
nos somos a moradia dele-Ela arqueou seus olhos.

-O que isso quer dizer?-Perguntou-Que os dons mediunicos são provindos dele,são as pessoas despertas pelo verdairo modo de ser,o que não acontece com a maioria-Ela não
responder,resposta direta e clara para fazer com que ela pensasse-Entendo seu conceito querido-Lucy e suas analises,que soudades desses tempos.Sei que era chegado o mo-
mento de comermos,jantarmos,matarmos a fome acumulada durante o dia nesse início de noite.

Isabel serviu comida ao Aziel,ela tinha feito uma linda é gostosa lazanha a bolhonheza,o que o deixou faminto,Lucy e eu nós servimos rapidamente,começamos a comer,sei que
a noite transcorrecia em calma,tranquilidade.Senti novos espasmos da presença de Samantha,isso me fez parar de comer por alguns segundos-Nossa,estou assustada-Aziel riu
por alguns momentos,chegou a trocar olhares com Isabel,ela que se manteve silenciosa.

Rompeu o silêncio logo em seguida-Tome cuidado,ela ainda está começando a tomar nova consciência,primeiro é a estabilização,depois o crescimento,a marca de sua presença
começa a aflorar-Ofeguei,voltei a comer,Aziel começou a trocar palavras com Lucy,ela que desejava saber mais dessas histórias-Agora entende que nem todo tipo de incesto é er-
rado?Pode ser,mas nem sempre,o ser humano nasceu e veio de um incesto Lucy,uma unica fêmea matriarcal que gerou seu próprio filho de si mesma,como?Não se sabe,e possí-
vel,ai e que está a esperitualidade e ciência noética,o que aconteceu depois?-Concluiu ele é voltou a comer.

-Incesto,a próxima forma de procriar,ele cresceu esse macho que veio dessa mãe e por assim dizer,cruzou coma mãe,assim por diante-Ele riu,Isabel também,Lucy tinha começa-
do a compreender-Pensar que essa é a realidade com que a raça humana surgiu,isso é amedrotnador-Sabíamos que sim,mas compreendiamos,continuamos a comer,nunca pensei
passar por um momento como esse,adorável,eu reconheço.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 26 Jul - 13:03:54

Para concluir e deixar mais clara a mente de Lucy,Aziel reverbou algumas palavras quando terminou de comer a primeira fatia de lazanha,quis mais,nesse momento
Isabel se levantou pegando a espatula e começou a cortar mais uma para ele-Lucy! E como acha que essa primeira fêmea provida da mais alta sabedoria da ciência
noética,só que ao natural,pode se tornar real?-Ela pensou.

Quis salada,eu me adiantei em pegar a tigela para lhe servir-Bem!Sabemos que os animais primatas,repeteis extintos,tudo isso,vieram de uma unica célua do mar,eu
imagino o primeito prototipo de primava vindo dos mares,pequenino,com pulmões não totalmente desenvolvidos,depois a adaptação e a auta-divisão em várias outras
raças de primatas!Com isso um prototipo em especial se tornou um algo,um ser bipede,isso a parte do surgimento dos macacos,veio a adaptação natural,não se pode
ter cruzamento-Ele riu-E como pode haver cruzado se não se tinha o macho?

-Claro que teve-Ela afirmou,ele continuou tentando explicar-A ciência noética fala disso:Que e possível fazer ou se tornar algo a apartir de si mesmo,manipulando célu-
las e materia de carne,como?Atividade celebral rara para poucos,Lucy-Ela se assustou-A servi,Lucy sentou-se quando ele pegou o prato-Isso mesmo,essa fêmea prima-
ta foi capaz de fazer algo de si mesmo,e ela nem sabia o que era isso-Lucy paralisada.

-Sim,ela pensando em algo,o utero até então seco,se tornou sangue,a menstruação a qual chamo de santificada,ela sem querer fez uso da santidade humana,dando ori-
gem a um macho,um filho,a procriação continuou sendo possível-Ela se manteve quieta-Nossa,me dá medo-Ele riu,comeu o primeiro pedaço-Com isso foi possível dar con-
tinuidade a evolução,o aperfeiçoamento e surgimento de outras raças humanas-Ela compreendeu.

-Acha mesmo que o homem surgiu na África?-Ele se manteve pensativo-Não,era o centro o surgimento,mas não a origem,imagino outros lugares insolados em particular
que eram reais,até mesmo antes da separação dos continentes-Ela entendeu.Que noite,Lucy e suas analises profundas-Uso da santidade até então desconhecida,e,enten-
do,não teria como gerar um ser humano em um humano,teoria errada,mas em uma mulher,afinal,na natureza e a fêmea que tem o cemblante de gerar,nossa,que pavor-
Sussurrou antes de continuar a comer.

Nossa,nunca me esqueço dessas indagações de Aziel e Lucy,a disputa ferrenha de um tentando sobrepor a opinião do outro.Os dias se passaram,se tornaram tocáveis
como pluma alheia.Cinco dias ao todo,pouco antes de nossa viagem.Tinha sido em uma noite maravilhosa,eu tinha sido chamada para ir ao bosque,eu e Aziel passaria-
mos a noite lá,ele queria estar naquele lugar antes de viajarmos.

Compreendi ao falar com ele antes de sair de manhã.Eu tinha chegado a pé,não quis ir de carro,muito menos ele,detalhe visto ao chegar em nossa casa.Eu tinha escolhi-
do uma calça jeans em tom azul-escuro,camiseta negra,botas pesadas com solado baixo.Um sobretudo tinha sido colocado por cima,eu seguia pela trilha do bosque,eu á
pensar no que podia esperar do futuro.

Foi andando trilha a dentro que me deparei com alguns gritos alheios,era de algo-Será que?-Nossa,só podia ser,me apressei correndo pela trilha,seguiria até o lago,ele ti-
nha me chamado a aquele lugar,e me deparar com isso tinha sido descomunal!Eu me apressava,os gritos continuavam ecoanto pelo ar-Aziel!-Não demorou para que eu en-
trasse pelo fim da trilha,conseguisse ter a visão do Lago no lindo bosque.

A Lua estava cheia essa noite,o que dava constraste para qualquer tipo de visão-Céus,viu!?-Ouvi ele reverbar,o vi caído ao chão-Será que não posso ficar em paz!?-Falou,
o som que provinha daquena sombra,eu tive que pular a frente-Está bem?-Ele me olhou de lado,tinha algumas arranhões nos braços e rosto-Sim,tentando-E nesse momen-
to ele se esquivou pulando a frente,a sombra voou em cima dele,a visão atenuada.

Eu conseguia ver melhor do que na ultima vez,Aziel chutava esse algo-Redenção pode me ajudar?-Ouvi atenuados barulhos,o que me deixou atenta por alguns segudos,eu
demorei um pouco para capatar-Ali!-Aziel nesse momento conseguiu se levantar,ele se manteve de pé,tonto,lhe dei apoio,nossa,eu não esperava poder observar o algo,eu
ouvi os rosnados terríveis-Sai!Pelos ceus,o que e você!?-Aziel encarava esse algo,assim como eu.

Os arranhões provocavam dor,mas ele suportava,mantive meu apoio a ele,o animal era uma sombra pairando a nossa frente,dava para perceber suas orelhas pontudas,não
podiamos ver as cores,forma como um todo,só aquela sombra animalesca.Meu coração bateu forte,o maldito ser deu passos para trás,dava para ver algumas gotas de san-
gue caindo de seu focinho,o formato sombrial perfeito.

-Por favor!Mostra quem é!-Pedi,Aziel me olhou de lado-Esqueça,e maldito,eu sei-Bramiu ele,ele tinha sido ataco pouco antes deu chegar,o que me fez deparar com esse mo-
mento-Estou irritado com isso-Concluiu-Redenção!Me ajuda!-Pediu,o que Aziel ia fazer!?Meu pavor foi total quando vi ele esticar os braços a frente,dar passos-Estou cheio,vo-
cê me irritada,e não sei o por que!-Nunca ouvi tom de raiva na voz dele,mas nesse momento era possível.

-Aziel,deixe isso,deixe isso!-O puxava para trás,só quando eu vi seus olhos de relance e que percebi-Redenção!Deixa ele!Saia dele!-Não adiantava,eu sofria para manter o
controle,foi quando o animal pulou em nossa direção-Meu Deus!-Gritei ao caírmos ao chão de terra e grama,o animal rugia,rosnava.'O problema e vocês e que me negam!
Eu quero o que e meu de volta,e vou ter!'.Um novo pulo,palavras ecoando na mente.

Aziel esticou os braços a frente os curvando contra si,o animal tentava mordê-lo,mas nada,eu percebi ao me manter caída ao lado de Aziel como Redenção ao se manter
dentro dele o fazia curar,a força fital brotando,o animal pulou para trás de afastando,a sombra animalesca rosnava,pude me sentar,ofegante,mas pude.'Lilith,toma cuida-
do,não me darei satisfeita até ter o que quero'-Isso me deixou irada.

Uma sombra animalesca agora,era isso que se tornava,parecia que a cada apariçao ficava mais forte,tomada de forte,era como se tivesse voltado de um mundo em que
tinha sido jogada-Vai embora!O que quer?-Ouvi a voz em minha mente,Aziel pensando,seus olhos chamuscados.'Verá,deixarei a criança viver,mas depois,verá,tenho meu
tempo cara mulher'.Joguei algumas pedras em sua direção.

Assombrada o bastante,Aziel se levantou,senti a pressão espectral emanando dele,o que fez o animal rugir de dor.'Você!E como pensei!Só bastou aquele momento e senti
no sangue!'.Aziel riu,ergui meu olhar para cima o fitando-Nada que e meu lhe interessa,vai embora!-A força foi tamanha que o animal foi jogado para trás,o gemido de dor
e rosnado,saiu correndo envolta nessa dor,eu tinha ouvido bem!

A voz plenamente feminina!Eu tremia,o barulho do animal correndo entre as trilhas e folhas ouvido,o vento reverbou,Aziel tombou de joelhos ao chão,seu corpo doia,era co-
mo terem lhe injetado ácido em suas veias para lhe causar dor.Eu o olhei de lado,eu ofegava,me mantinha sentada,tomando respiração,odiava me sentir frava-Samantha,um
péssimo momento para vir,pequena-E ouvi o som vindo de seus lábios-Aziel?-Disse.

-Aziel!-Gritei quando o vi erguer o rosto para cima,a dor percorrendo seu corpo,o algo saíndo de dentro dele,no fim o grito terrível!O grito que ecoou por todo bosque rever-
bando nas pedras e águas do Lago,assustador,assustador ver meu Aziel cair ao chão naquele momento,sem força alguma-Redenção?-Eu procurava por ele,fazer aquilo tinha
custado caro ao Aziel,vi quando Redenção se materializou atrás de Aziel,ele que era segurado por mim,mãos pairando sobre seus ombros.

-Calma jovem,desculpe,tive que fazê-lo ou algo terrível teria acontecido aqui-Eu me sentia agoniada,queria chorar,mas não poderia-Me ouve!-Brami o sacudindo,dessa vez
Redenção tinha feito a maior besteira possível,pensei,ele segurou Aziel por trás,o larguei em seus braços,Redenção fez Aziel deitar-se ao chão,eu pensava,pensava em fa-
zer algo-Lilith?Fique quieta,por favor-Pediu ele.

-Quer merda fez com ele!?-Me levantei,minhas pernas tremulas,era para ter sido uma noite de despedida,e acabou desse modo,gemia querendo chorar,minhas mãos a fren-
te de meus lábios tremulos devido ao medo.Ter Redenção dentro de si daquele modo poderia ter custado caro ao Aziel,mas não,vi quando aquele algo desceu para junto de
Aziel,isso quando Redenção o segurou mantendo um dos braços curvados por baixo dele,a mão livre que percorreu toda extensão de seu corpo.

-Meu Deus-Brami baixinho,Redenção era maldito,eu sabia,maldito,mas ciente do que fazia,mesmo provocando dor,aquela claridade espectral,isso me assustava,poderosa,pu-
rificadora,nunca tinha visto-Meu Deus! Desculpe! Nunca vi alguma ação sua-Ele riu ao me olhar por alguns segundos-Silêncio-Bramiu,as marcas dos ferimentos e dor de Aziel
sumiram,Redenção o largou no chão delicadamente,se afastou ao se erguer.

-Volte a si jovem-Redenção esperou,e nesse momento eu dei um salto para trás amedrontada com o acordar de Aziel,aqueles olhos ferozes,o grito dele ao se sentar,olhava
para frente,nada quis falar,apenas tentava retomar sua consciência.Se parrou alguns segundos assim,foi quando tomei coragem e me aproximei dele,me sentei a sua fente
lhe tocando o rosto.

-Ela foi embora,foi embora-Ele não conseguia me olhar,não se atrevia a me olhar,seus olhos vázios,eu pensava que ele não estivesse lá,temia que sua consciência não fosse
aptar o bastante para voltar,só quando eu comecei a chorar que nem uma garotinha e que ele falou,o brilho opato e morto de seus olhos sumiram-Só morrerei quando nada
mais tiver para fazer aqui-Bramiu se levantando,o ajudei.

-Só quando...-Ele parou me fitando,percorreu seus olhos por mim,depois pelo Redenção jazendo atrás de nós-Você,eu não esperava,é a perfeita união do mal e bem,a força
demoniaca e divina-Redenção se manteve quieto-Vai querer ir embora?-Ele me fitou,respirou fundo tomando ar e força-Não,depois dessa,eu acho que não-Meus dedos se er-
gueram em direçao a seu rosto,eu tremi por alguns momentos.

Quando o beijei e me virei olhando para Redenção,descobri naquela troca de olhares que ele tinha muito mais coisas a mostrar do que aparentava,ele riu por alguns segundos.
-Obrigada querido-Ele me fitou não acreditando naquilo-Ah,de nada,preciso ir,quando a Samantha vier ao mundo,sei que terei que continuar,eu te amo Lilith-E sumiu,Aziel não
compreendo aquilo,quando me fez virar para ele,vi a cor do cíume em sua faze.

-Devemos continuar,falta pouco para irmos-Eu ri ao citar isso,ele me abraçou com força,me acolhendo contra si-Quando isso acontecer,deixe que eu resolva,está perto,muito
perto de nós livrarmos disso-Eu soube que sim,estava ansiosa para saber o que fatia,nossa viagem a Paris.Passamos o resto da noite conversando sentados de frente ao Lago
do bosque.Pensamos e concluímos muitas coisas.Mas eu tinha me sentido ameaçada,só futuramente e que compreenderia.A voz feminina daquele animal,isso,isso não parava
de vir aos meus ouvidos,deixei isso claro ao Aziel ao decorrer da noite.Fim de noite esperada antes de irmos para a mansão.
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Ana Nery
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