União De Sangue- Parte I

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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qua 30 Jun - 16:55:48


Como poderia deixar de reaver meu conceito quanto a isso,o que eu pensava,o que meu coração sentia.Tudo que sei e que apartir desse momento,eu soube
que demoraria anose anos para reaver meu coração.Eu não sabia o que responder,só sei que quando saímos,eu,Isabel e Lucy entramos no carro imenso,não
prestamos atenção quando o mototista deu partida.Eu estava sentava com Isabel ao meu lado,Lucy no banco a nossa frente,pensativa,frustrada com tudo.

-Sabem!O que eu não entendo e como as nossas emoções são tão notórias,será que viver em um mundo como esse,e de considerarmos um novo modo de fa-
zer com que possamos viajar?Lilith,tudo que sei e que papai estava feliz,e com isso,termina assim?-Eu assenti pensativa com tudo isso,mesmo assim todo meu
coração desejou ardentemente voltar ao passado,e com isso fazer com que nossas vidas voltassem ao normal.

-Não fique assim,nem entende o que se passa em minha mente querida Lucy.Compreende meu rancor?Nem eu entendi,nem eu estava preparada para algumas
coisas que aconteceu-E não estava mesmo,não diante de um modo unisono de perpetuar meu pensamento alheio para com tudo isso,minha mente trancendia a
tudo que eu pensava,queria fazer nesse momento.

-Fique calma,Lilith,tudo ainda e muito recente-Isabel falou cheia de pensamentos,alheio olhar que me fez repensar em muitas coisas,com isso o silêncio veio,não
conseguimos nós falar por todo caminho! O que isso significava?Simplesmente que não precisavamos nós falar,apenas ficar nessa troca de olhares,minha pessoa
a mercê de um mundo ainda desconhecido.

Com que cara eu iria encarar minha vida sem Emanuel? Eu não sentia forças para isso,o amará demais para que tudo terminasse desse modo,meu segredo de
raiva,irá,e ódio para com os Seres Bestiais.O carro transcendia as ruas,com isso minha pessoa olhava,analisava cada detalhe do que a visão podia me transmi-
tir,nem sempre temos um momento raro como esses,para que possamos reaver nosso conceito alheio.

-Tome cuidado,Lilith eu lhe garando que durante todas as noites eu irei visitá-la.Isso seria incoveniente?Não seria sensato de minha parte nós afastarmos,não
quero isso.

-Sim,e claro,não tenho nada contra Lucy,afinal,de contas eu ficaria feliz em vê-la sempre que possível querida,ficaria cheia de alegria caso fizesse isso,apenas
apareça,estarei em casa.

Ela riu com essas palavras,entendem isso?Ela riu diante de minha simples resposta,mesmo chorosa ela riu,o que significou muita coisa para mim,e com isso tudo
o que pude fazer foi esperar a viagem terminar.Chegando a gente saltou do carro,um conceito particular que Lucy não se desfazia.Ela tinha seu lugar,e com o
passar da vida,necessidades unicas.

-Precisarei ir até a empresa de papai,depois dessas eu não poderei escapar de muitas coisas.Lilith,espero sua presença amanhã-E com isso Isabel abriu a porta
do carro-Sim,e claro,aparecerei,beijos,durma bem,e tudo que precisa,estarei aqui,qualquer coisa me ligue-Ela assentiu quando saímos,Isabem lhe deu tchau,e
eu não suportei ver o carro partir.

Eu tirei a chave da bolsa-Isabel,fique comigo hogê-É ela me respondeu da forma mais sensata possível-Sim,sem problemas-Eu relevei suas palavras,ainda preci-
sava me reorganizar,me erguer com todas as forças possíveis-Entramos pelo portão,quando na mansão me sentei no sofá,não tive coragem de subir,ficar naque-
le maldito quarto.

E com isso eu soube que precisava reaver vários conceitos de que minha pessoa estava vida e nada podia me parar,por mais que uma ferida imensa tivesse se
formado em meu coração-Falei para tomar cuidado,Lilith,respire fundo,e traumático,mas és jovem-Eu assenti a encarando enquanto se mantinha sentada por
alguns instantes na poltrona.

-Sim,e não tenho filhos,acredita que estou viuva?Entende isso-Por mais que fosse doloroso,ela sabia,e mesmo assim mantinha sua quietude inabalável! Com o
pudor que me causou anceio por muitas coisas,começamos uma conversa nesse momento,e com isso ela refez o que deveria refazer:Me livrar de todas dores
com essa conversa.

O que fiz depois disso?Há,céus,chorar em seus braços por várias horas quando tomei banho e nos mantivemos no quarto.O começo de um novo desperar,isso
eu não largaria,disso eu não tinha escapatória.Entenda,foi dessa forma que tentei reaver minhas forças para continhar.E na maldita manha seguinte me dei con-
ta de que estava sozinha,o meu acordar foi branco,sozinha,silêncio por todo lugar.

Isabel forá depois de tudo.É eu olhava cada detalhe das coisas no quarto,o sol frio entrando pela varanda.Me desbrucei por debaixo das cobertas,eu sabia
que deveria me livrar das coisas dele.E foi o que fiz.Me levantei,coloquei meu roupão de seda violeta por cima da camisola da mesma cor,sai a procura de cai-
xas,as encontrei encima do armário.

Precisava fazer tudo silenciosa,tudo de uma forma organizada para que nada desse errado.Colocando de roupa em roupa,de pela em peça,enchi duas caixas
em menos de 40 minutos,minutos que me pareceram uma eternidade.E quando terminado sai pelo corredor segurando as caixas.Quando no salão peguei uma
caderneta encima da mesa de centro,e na mesa de escrever logo encostada na parede,envelopes.

Sabia que Lucy iria fazer bom proveito,daria um digno fim as roupas e objetos de Emanuel.Preenchi os envelopes,coloquei selos e rapidamente fui ao jardim des-
pachar as caisas pelo correio-Sim,eles sempre passavam,olham as encomendas que devem levar,enviar-E voltei a entrar na mansão,uma manhã triste,ensolara-
da mais triste pelo clima e frio.

Quando na cozinha enchi uma boa xícara de chá,a garrafa vermelha termica estaca cheia,me sentei na mesa pensando em tudo,meus pensamentos tentando
se ordenarem novamente-Maldito Graciel,eu juro,ele será o primeiro-E com isso ergui a xícará a boca,a presença de redenção veio com tudo!-Lilith,não pense
em nada!-E o olhei,ele que estava sentado do outro lado da mesa.

-Em nada?Esses malditos assassinaram Emanuel,e devo pensar em nada!Gritei,céus,como eu estava nervosa,cheia de raiva por tudo,pousei a xícará na mesa,e
me dei a chorar,ele assentiu me olhando com tristeza-Eu sei Lilith,eu sei do seu amor,seu sentimento por Emanuel,mas admita!Não podes fazer nada contra eles,
e eu estou pensando,pensando!-Como tive vontade de mandá-lo embora.

-Poderia ter evitado,não fez-E ele ergueu seu olhar,sua voz branda-Tentei,juro que tentei-E com isso assenti o indagando,com tudo isso minha pessoa necessi-
tava pensar em várias coisas-E não o fez!-Me ergui de pé,ele me encarou-Lilith! Eu tentei!A magia dele me surpreendeu! Falo de Graciel!-E céus,peguei a xíca-
ra e a joguei nele com toda força,ouvi o estalo dela quando bateu na parede.

-Sai! Sai!-Pedi,ele sumiu,e eu fiquei chorando como uma garotinha alheia.Tudo que eu podia esperar era a continuidade do tempo e de minha vida.E sabia que
a morte de Emanuel me custaria caro,caro por eu sentir e saber que ficaria sozinha por anos a frente,sem o anceio da queima alheia com que todo coração hu-
mano sonha.

Me deparei apartir desse 1° dia sozinha com essa realidade.E com o passar das horas tomei coragem,fui a faculdade,dando o início a meu recomeço alado,apesar
de doloroso e solitário em todos os sentidos.Com o passar das semanas,meses,anos,Isabel e Lucy se tornaram minhas companhias mais fieis com que eu podia
contar.Muitas das vezes nos relembravamos em nossas reiniões,tudo que passamos.

Veio o fim e conclusão da faculdade,o tenue mestrado com que eu devia estar preparada,e céus,eu jamais imaginava que viria a tomar a responsabilidade de toda
uma admistração de um dos principais laboratórios de pesquisas fisicas do meu pais.Um preço de responsabilidade que me custou o tempo ao decorres desses anos
de formação e pôs graduação.E meu coração ao decorrer disso tudo palpitava.

Se enchia,se enchia de todo um modo de viver,se atenuar minha vida e minha paixão em ensinar física do maior gráu de dificuldade em faculdades e ainda mais minha
ocupação na admistração do laboratório.Ao menos isso se tornou maravilhoso para mim,maravilhoso em todos os sentidos.E um modo unisono deu terminar essa parte
importante de minha vida Sara.

Agora entende?Tome cuidado minha querida quando terminar de anotar essas primeiras folhas,elas são de suma importância para uma organização que beira a
perfeição.E céus,tudo acontecia,e quando me vi,chegado 30 anos.Querida,espero que um dua eu possa explicar mais do que aconteceu a seguir.Sara eu não
escondo minha admiração por sua cede de espionagem.

Sim,admito,surpresa em ter me chamado,querer saber,enfiado suas pesquisar com a maior profundidade possível.Cá está a história alheia de meus 30 ano de
vida.Quem saber eu não a veja novamente,correto?E possa contar como Aziel De Lioncourt veio a se tornar a maior incognita de minha existência,apesar dele
ter sido jovem,apesar de ter ido tão jovem para outro patamar.

Concluia dessa forma: E cá está uma mera andarilha,uma rainha bestial que contou a 1° parte de sua existência,uma andarilha que tenta reaver o conceito de
sua vida agora,imortal,apôs ter sido usurpada em prol de interesses.Todo um modo de pensar,viver,organizar dentro de um unico patamar.Eu amo viver,apesar
dessas dores e marcas.

Cicatrizes tenues como o sangue que agora corre em minhas veias.O que sinto agora?Nada querida,absolutamente nada a não ser a cede por continuidade.
Até uma próxima vez,e quem sabe saiba da outra parte,quem sabe não tenhas uma outra história contada,de um dos meus conhecidos agora!Admirável sua
irá e cede em perseguir e espionar história da maior qualidade.

Não me é frustranda olhar em teus olhos enquanto escrever,enquanto aplicas esses pontos finais nesse bloco de anotação pairando sobre a mesa.Essa noite
está sendo maravilhosa,mas tenho que ir,alguns me perseguem,não seres bestiais,mais seres imortais,vampiros.Entenderá um dia,quem sabe não venha a en-
contrar e saber a resposta por outras bocas,correto?E ponto final.
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2° PASTA-A história de Aziel De Lioncourt

Mensagem  Ana Nery em Qua 30 Jun - 18:04:02


2° Anotação:Essas palavras,vieram de Aziel De Lioncourt uma semana antes de sua morte,algo unimaginável ao saber que ele me atenderia tão bem antes de sua
dolorosa morte.Um jovem com seus 18 anos,pele clara,alva.Imensos olhos verdes,cabelos ruivos de fios lisos e brilhosos,unhas pólidas,um pleno varão dententor de
toda fortuna do Clã Lioncourt até então.

Eu o tinha fisgado em uma ruela na Rua Central de Athenas nessa semana crucial aonde ele estiverá envolvido em vários problemas.Vestido de calça jeans negras
justas,camiseta branca por baixo do longo sobretudo negro aberto com as faixas pendendo ao lado,botas pesadas,óculos escuros usava nesse momento,o que eu
deveria pensar?E fomos para a práia a beira do Mar Mediterrâneo,e ele começará a contar sua história.Estiverá sozinho essa noite,triste com muitas coisas.Eu,Sara,
a espiã,anotará todas as palavras.Cá está:

História:Me supreende vossa pessoa tomar a coragem de vir aqui,não entende o perigo?Está envolvida por imortais por todos os lados,dos quais são poderosos,eu
não tenho tempo para explicar Sara,mas se pede,eu deixo minha história.Hogê,eu tenho meus 18 anos,mas quero começar por um momento importante para mim,o
momento que minha conciência,como humano e maldito bruxo que sou despertará.Há,céus,um momento maravilhoso.

Eu tinha meus 2 anos na época,pelo visto,ao que minha cruél e abençoara memória não me falha,eu jazia nos braços de minha imaculada mãe,uma dama com seus
marcantes cabelos cor de mel,cheiro de mel e flores,eu nascerá de um modo trágico,não queira saber ou imaginar de que meios ela usará para eu vir ao mundo.Eu
jazia em seu leito acolhedor,pelo visto dentro de uma limosine não muito grande.

Há!Eu cochilava,um menino pequenino de seus 2 aninhos,vestido de túnica negra e botinhas curtas aveludas aos pés,eu e ela vinhamos de um jantar muito longe
da famosa Rua Central de Athenas,eu sentia a terrível presença de meu pai sentado no banco a frente,a escotinha negra de separação da parte da frente da li-
mosine erguida,provocando privacidade.Eu me sentia faminto,acredite,eu mamava.

Ela me cedia todo leite possível,e eu não fazia e nunca fiz desfeitas,compreende?E ouvi a voz de meu pai em meio a esse maldito cochilo-Sabe que demorou,ele se
sente cansado,como entenderá isso?-Uma voz branda,poderosa vindo de seus lábios-Tome cuidado,não demoramos tanto-Mamãe respondeu,a voz doce aveluda-
da ecoando pela limosine que subia a Rua Central.

-De-me ele,deixe eu cuidar dele-Meu pai pediu,ele que se curvou a frente esticando seus braços,um homem imaculamente loiro com fios cacheados indo até seus
ombros,pele pálida,branca como neve,mas ele me encarou,eu que abrirá meus olhos-Aziel?Consegue me olhar?-O encarava,uma noite sublime para gente,ainda so-
fria para fitá-los nos olhos,olhos friamente azuis,mas com uma tonalidade violeta acizentada em determinados momentos.

Isso conforme a luz reflete em seus olhos.Eu lembro com que roupas ele estava,e isso com uma perfeição assustadora:Calças jeans em tom azul,a camisa negra
de mangas longas,os botões prateados,suas botas não muito longas,mas pesadas como esperado,ele me tocou o rosto quando me sentou em seu colo-Aziel,e
não nego que comes-tes muito hogê,ainda o mais bebestes de algo vital pequeno-Ouvi o riso de mamãe,ela que se arrumará.

Supreendente como uma túnica tão simples lhe ficou perfeita:Longa,branca com botões prateados,sua sandália baixinha,as duas penas de enfeite ao lado de seus
cabelos tão perfumados que eu senti o cheiro mesmo dali,do colo do meu pai,o homem que le tocava o rosto,suas unhas longas,rigidas,afiadas como esperado,o do-
ce cintilar visto por mim.A limosine parou-Pronto,chegamos-Mãe disse.

-Será?-Pai riu ao lhe responder,e me manteve junro a ele,me fizerá pousar em seu ombro,meu rosto calidamente sobre seu ombro rigido,ele saiu apôs mãe sair,ele
e ela não deixaram de ficar gratos pelo emprestimo dessa limosine do dono do jantar para nós trazermos em casa-Venha comigo-Ele a seguiu,entramos pelo portão.
Ouvi nesse momento o latido do cão,ele que nós seguia,estiquei as mãos por alguns momentos-Deixa eu descer-Pedi.

-Não vais ficar aqui,principalmente em uma hora dessas-Eu queria chorar,amava brincar com o cão que nós seguia,mamãe riu por alguns instantes,algo simples
esse despertar de conciência,entende?Mas surpresas espere para acontecimentos seguintes.E eu continuei implorando,até que meu pai me deixou pousar no
chão ao se abaixar-Molete travesso,é isso e horas de ficar aqui?-O olhei,eu que puxaxa a base de sua calça-Sim,sabe que sim-Respondi.

Ele se abaixou,isso fez mamãe parar,o encarava-Hum...Devo confiar?-Eu ri,pude rir docemente para ele,até que ele se ergueu podendo ne afagar os cabelos por
alguns instantes,me sentei no gramado do imenso jardim,a murada pedrogosa jazendo a envolver nossa casa,olhei o cão,um labrador negro,imenso,olhos violetas.
-Faz tempinho que não nós falamos,não e?-E ele se deitou perante mim.

-Bonito como esperado-Admirável como desde o instante que comecei a falar,tudo me parecia tão fixo,gradual! Minha mão jazendo sobre seu focinho gelado,ele
me encarando,e papai me fitava de trás-Aziel,por favor,me prometa que não vai demorar-Voltei meu olhar para ele-Sim-O respondi da melhor maneira que podia.
E com isso ele e mamãe seguiram,ouvi o bater da porta.

De modo ordinario eu sai andando com o cão pelo jardim,o seguia,gostava de andar,de estar com ele,sua coleita de corrente prateada,a plaquinha a sua frente,o
insano me encarava ardualmente-Hum,não faça isso-Disse,e ele voltou a andar,corri atrás dele,céus,digo que cheguei a puxá-lo pela cabeça,ele que fazia força pa-
ra andar para trás-Isso!-Citei.

Mei linguajar grego,desde pequenino,o que mamãe me ensinará muito bem,assim como papai.Há! Será que devo dizer o nome deles?São tão importantes para o
mundo espectral,conhecidos por gente poderosa e imortal,e tudo que posso dizer.E eu continuei a brincar com o cão,nosso amado cão,eu fazendo força para
trás ao puxá-lo para frente,e ele fazendo força para trás,uma briga maravilhosa.

Até que ele andou com maior força para trás,e eu cai para frente,senti a dor em meus braços ainda tão pequenos,comecei a chorar pela dor,fiquei devagando
nesse momento e andei quando me levantei em direção a arvore,me sentei debaixo dela,me encostei sobre o seu imenso tronco.Ofeguei,deixei as mãos desliza-
rem pelas minhas roupas,terei a poeira dela.

-Cão malvado,brinca com Aziel mais não-Disse para ele quando tentou se aproximar,e com isso ele seguiu,entrou em sua casa de cão,eu desmoronei em meio a essa
doce noite estrelada.Me deitei com meus braços curvados atrás de minha cabeça,olhei o céu estrelado,imenso,limpido com a luz em seu aporgeu de tão cheia-Quem
eu sou?-Me questionei-Para que eu existo?-Conclui.

E nesse momento eu ouvi o riso de alguém,um riso marcante,lembrava de ter visto essa pessoa,mas quem era?Essa pessoa entrou pelo portão,o abriu fechando
logo em seguida,me sentei o fitando:Alto,moreno com cabelos andulados e negros até os ombros,olhos azuis,usava calça de corte clássico imaculamente negra,
sapatos negros luxuosos,camisa branca com manga longa,o longo casaco por cima-Hum,quem e você?-Ele riu-Ouvi o que disse pequeno Aziel,se questiona de sua
pessoa,o que és-Eu o fitei quando se abaixou.

-Há,olhe para você,tão grandinho meu querido,dá para ver que veio mamando do jantar,na viagem,olhe essas gotas de leite vindo de sua mãe,e leite precioso,não
e qualquer um que tem o prazer e honra que tens,beber leite tão bruxesco como o dela,vindo da bruxa que ela é-Arquei minha sobrancelha,quer dizer,tentei fazê-lo.
-Há!Não sabe meu nome maldito?-Eu ri corando de vergonha-Não,Aziel ainda não sabe,Aziel ainda está se conhecendo como gente-E ele riu novamente.

-Me chame de Louis De Pointe Du Lac-E com isso ele esticou suas mãos,me pegou ao se erguer novamente-Aziel,venha comigo,não e hora para estar bricando com
um cão,correto?Precisa dormir,isso sim-Ele beijou meu rosto,começou a andar,rapidamente subiu a escadinha que leva a varanda,entrando ao abrir a porta comigo
em seu braço,eu me deparei com a cena notável.

O enlace de meu pai e mãe se beijando,os dois de pé,entralaçados naquele beijo que me marcou a memória alheia,foi nesse instante que se deram conta de nossa
presença,meu pai que se afastou de minha mãe,anternou seu frio olhar por eu e Louis-És insensato,não tens responsabilidade ao deixar teu filho sozinho-Ele andou
a frente,e riu dessas palavras-Louis,é,seu nome está marcado-Disse quando meu pai me pegará nos braços.

-Cuidado,tome cuidado.Aziel ainda e muito pequeno para entender sua verdadeira natureza.Louis! Não disse ou tentou explicar nada a ele correto?

-Não,mas ele começa a se questionar,sabia que em minha chegada ele se perguntava para si mesmo quem ele é?-Meu pai me olhou transtornado,com medo de algo,e
eu não entendi seu medo-Há,Aziel,pense melhor meu querido,não e momento para isso-Ouvi ele me falar,e com isso me afagou os cabelos,mamáe andou a frente,ela
não deixou de comprimentar Louis.

-Louis,lamento que tenhas que ter passado essas noites fora-Ele riu,não,jamais,valeu a pena,sabemos que por enquanto nem um deles está presente-E nesse instan-
te meu pai se direcionou a escada,subiu pelos degraus comigo em seus braços-Aziel,por favor,não tente saber de muitas coisas-Me pediu,eu que o abraçava ao estar
pocionado de lado-Não entendo-Disse,e ele riu docemente.

-Saberá,mas em determinado momento-Me beijou o rosto-Não conto com a ajuda de eu irmão,entende?-Meu irmão?Quem ele era?-E um tenebroso holocausto,mas eu
sei que tudo dará certo-E em questão de instantes ouvimos mamãe seguir pelas escadas,a dama que conversava com Louis,entrando no quarto meu pai se sentou comi-
go em seu colo na beira da imensa cama,vi a varanda imensa,e com segundos mamãe entrou com Louis no quarto.

-Foram cinco horas nesse jantar,Aziel está faminto-Papai revidou suas palavras-Cede demais a ele,ele precisa aprender a dar valor a isso,ele bebe do leito alado,do mel
que dás a ele,precisa se desligar-Ela riu-Não quando se trata em fazê-lo forte-E ele se calou,ela que me pegou,se sentou encostada sobre espelho da cama,Louis que se
apressou em sentar ao lado de meu pai.

Me fitava rindo de lado-Não sei,decida melhor,eu espero que ele dê valor a isso,o que não acontece-Eu já voltava a mamar novamente,meus olhos fechados,eu que
sentia o gosto marcante de seu leite,a jovem dama que me acolhia,que tinha me dado a luz,ela que me afagava os cabelos já grandinhos na epoca,macios-Aziel,nisso
tenho que concorda,iniciaremos um processo amargo por esses dias-Abri meus olhos nesse momento,amargo saber que ela concordará com meu pai,ele que me encara-
va friamente,e depois o riso de doce deboche por ter me tirado esse prazer.'Maldito és'.Pensei,e ele se assustou,não sabia,mas até Louis se assustará,ele que emanará
seu olhar artodoado-Ele me falou isso?-Papai exclamou-Calma Lestat!-Louis disse,e eu voltei a mamar,e dessa vez chochilei-Calma ai!Ele me respondeu,mas por pensa-
mento-Louis o revidando-Tenha calma-Mamãe riu,e eu entendi:Responderá a meu pai,mas por pensamento,minha primeira conversa,rápida,clássica,mas por pensamen-
to,o recalte de minha futura força começava a se formar.E papai gritava com Louis,tentava entender,mamãe rindo,eu mamando,tendo meus últimos momentos desse
doce prazer inesquecivel.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qui 1 Jul - 14:09:25

E céus,eu nunca me esqueci de como isso foi gratificante para mim,em todos os sentidos minha mente transcendeu a todos os sentidos.Como e que
uma pessoa reaver o que lhe pertence? Foi isso que eu pensei,que me deixei envolver com a maior profundidade possível,e com o tempo com que o
meu pai discutia com Louis,mamãe continuava me amamentando,e eu lhe sugando cada gota de leite.

É com isso eu dormia,cochilava,papai falava rebatia a todas as investidas de Louis,eu sonhava,e que sabor! Mel doce,como se seu leite matermo me
fosse leite adocicado vindo dos Deuses.Deuses que eu confeço,ela me falava sempre que possível. Doces sonhos alheios para que eu continuasse,eu
não desistia fácil,como ela sabia.

-Louis,precisaremos conversar quando chegarmos a mansão-E Louis riu docemente,ouvi seu riso em meio ao delírio de meu doce mamar-Veremos,eu
recomento que cuide de seu filho,preciso ir Lestat,estarei com eles,Gabrielle,Thalwa,Sépia e Thalwa,mas sobre teu filho Hyarian,precisamos ter uma i-
nocente conversa com ele-E com isso Louis saiu batendo a porta do quarto,eu me mantinha envolto no meu esperado e ultimo prazer.

-Querida ficaria chateada se eu tivesse que ir?-Ela sorriu,ouvi sua voz branda,cheia de doçura-Não querido,eu entendo,mas esperava que ficasse mais
um pouquinho,isso para eu dar banho em Aziel,fazê-lo dormir-Meu pai sorriu em resposta,sentou-se a beira da cama,e claro que ela se mantinha senta-
da encostada no espelho da cama.

-E claro,precisará de alguma coisa? Eu sei que sempre anda ocupada,não só com ele,mas com seus estudos freguentes,seus trabalhos de antropolôgia,
o que chamo de eterna caminhada e desenvolvimento da mente.

-Sim,e claro,mas ficará mais um pouquinho?-E nisso ele respondeu-Sim,e claro,pode ir,esperarei aqui,a ajudarei a fazer com ele durma,ele já aprontou
demais por hogê-E com isso ela assentiu me movendo,eu que de modo sofrido e sonolento forá afastado de minha comida! Que revolta senti em meu co-
ração! Meu pai me pegou em seus braços,minha boca manchada com leite fresco,sonolência que me doia na alma.

-Apos é,verás amanhã maldito,não terá volta-E eu me mantive assim,em seu colo,ouvi quando mamãe se levantou,ouvi quando ele disse-Isso terá fim,eu
não desejo que fique amamantando ele por toda vida,compreende?És mais que uma humana-E ela riu em resposta-Me pede algo doloroso,mas eu enten-
do,mas veja que sou a mãe dele,tinha esse direito-Ele riu novamente.

-Que ótimo que entendeu-E ela saiu,senti quando a mão dele me tocou o rosto-Aziel,sempre aprontando,isso desde que começou a andar moleque-Sua
voz aterradora,fria,aveludada apesar de seu tom frustrado-Tomar banho agora?-Lhe falei quando abri meus olhos-Eu sabia que estava desperto apesar
de sonolento,sim,e claro que sim,viestes de um jantar,dormirá,eu tenho coisas a resolver depois-Eu ri,o encarava deitado em seu colo,fixava meus olhos
em seu rosto.

-Hum,revoltante-E ele me retribuiu o sorriso me deixando me sentar ao seu lado-És grandinho já para entender algumas coisas,e são as seguintes: A de
que precisamos manter certos intrusos afastados de você,o tempo lhe trará a resposta-Finalmente emanei meu 1° arquear de sobrancelha,isso o fez me
fitar com profundidade-Hum,quem são eles?-Quis saber.

-Não me questione! Me obedesça,obedesça a sua mãe,a quem tenta protegê-lo-Ele pediu,e com isso ele esticou seus dois dedos em direção a meus lábios.
E foi nesse momento que vi que ele não era humano,muito menos algo de baixa represetatividade para esse mundo,o que me causou arrepios profundos,a
minha boca apesar de tão delizada se atenuou,e afastei meu rosto.

-Hum,não entendo,Aziel não entende essas coisas-Ele sorriu,sorriu de modo magnifico-E não tente entender,ao menos agora.Combinado meu querido?Eu
te amo,e seria capaz de morrer para protegê-lo-Eu ri,e apesar de ter descoberto esse segredinho dele,me mantive calado,entende?Me dei o luxo de que a
minha pessoa manteria esse segredo só para mim,mas era óbvio que mamãe,sabia.

Como eu descobri?Não queira saber!Instinto!-E foi nesse momento que ele se levantou,deixou-se esticar suas mãos em minha direção,me tirava as roupas.
-Não reclame,sua mãe tem razão,eu odeio isso,mas ela tem razão e não desprezo isso-Eu assenti o olhando,ele que me despiu em questão de 5 minutos,a
contagem transgredia em minha mente,perfeita com o mero evoluir.

-Aquele nome,e seu nome?O nome que Louis disse-Ele me fitou,me pegou sem seus braços,eu despido de encontro a seu rigido corpo,o corpo de um eterno
cavaleiro das eras andarilhas,foi isso que senti-E se fosse?Isso o deixaria chateado?Gravou meu nome,correto?Eu não queria,mas admito,precisa mantê-lo no
mais perfeito sigilo,Aziel-E ri,meu rosto encostado sobre seu ombro,ele que me segurava,um braço curvado sobre minhas pernas,com o outro moveu a mão,o
insano me tocou os cabelos atrás da cabeça.

-Vamos Aziel-Saímos do quarto,com isso ele se direcionou ao banheiro,um banheiro que pelo visto ficava em um dos quartos de hospedes,eu tenho um deles
só para mim,mas ele e mamãe não quizeram usar o do quarto deles,e sim do banheiro desse quarto de hospedes em especifico.Ele entrou abrindo a porta,me
segurava,mamãe me olhava-Ai está!-Ouvi ela proclamar-Ela andou devagante,seus densos cabelos soltos,ao me pegar se direcionou ao banheiro não muito
grande,e com isso minha pessoa anciou em não querer estar ali.

-Tome cuidado-Ela entrou comigo,meu pai que atenuou o olhar ao se manter de pé no vão da entrada do banheiro,lá,estava a banheira de mármore negro
não muito grande,a pia de mármore imensa,o espelho oval acima da pia encostado na parede,as luzes suaves ligadas,e ao se abaixar ela me colocou senta-
do na banheira,senti caláfrios,apesar da água estar aquecida,senti o lapso do frio.

Que lembrança tão perfeita!Ela pegou um jarro de prata,o encheu com bastante água,derramou todo conteudo sobre mim! Agora sim,tudo estava agradável
em meu opinar-Fique calmo Aziel-Tive que me calar e seguir suas ordens,odiava isso,e mesmo assim ela tinha esse anceio em ter certeza que eu sairia desse
banho pronto para dormir-Há!Não precisa!-E voltei meu olhar ao meu pai,ele que atenuou seu frio olhar,seus braços cruzados-Psiu! Não tens nada o que falar
aqui,Aziel-Que frustração.

É ela continuou,lavou meus cabelos,todo meu corpo,me deixará limpo,e foi nesse momento que desviando o olhar de lado,meu pai riu,o risinho de lado,ele que
se direciou a pia,pegará uma toalha fofinha,macia para mim,minha insana mãe que esperava-Obrigada,estava precisado-Ele riu-De nada-Ela pediu para que eu
me levantasse,consegui,a água fresca escorrendo pelo meu corpo,graças que ela não tinha enchido muido a banheira,o que me fez arquear o riso-Poderia ter
morrido afogado-Meu pai não se segurou,ele que apesar de ter levado a mão a boca,teve que sorrir aos borbotões!

-Afogado! Há!-Ouvi ele proclamar,e minha mãe me pegou nos braços,a toalha jazendo sobre meu corpo.Depois disso tudo terminou rápido,no meu quarto! Ela
me sentou a beira da imensa cama,só minha,eu ri.Digo que fizeram bem com meu 1° aninho de idade terem mudado toda mobilia! Trocado tudo,tudo mesmo,a
comoda com gavetas estava lá,de cor vermelha,lindamente envernizada,o cortinado a frente da imensa janela de cor violeta(Tecido fino),a cama forrada com os
perfeitos e luxuosos lençõis de linho,algodão!Mesclando corres branco e violeta.

-Adoro violeta!Eu pedi,não poderiam ter escapado-Meu pai riu,ele não se segurava,ela que terminava de me enjugar-Aziel!Mal tens teus dois anos de idade,eu
não escondo que desmaei quando pediu para trocar tudo,tudo para um estilo gregoriano,adulto! Agota diga! Para que tudo para adulto?-Eu ri,ela acabará de co-
colocar a toalha de lado,foi a procura de uma túnica para eu dormir-Por que e o final,a ultima mudança necessária para mim,por isso pedi,cheguemos ao final
logo e não precisemos ficar mudando-Ela sorriu quando voltou.

-Agora explicas como maestro,como gênio meu anjo desejado-Eu sorri,meu pai atenuava seu olhar e se segurava para não rir,ele que agora sentava-se na linda
poltrona,poltrona outra que eu mesmo mandará jogar fora,trocará por essa poltrona de estofado violeta! A cor de minha alma-Ele riu,suas longas pernas cruza-
das,seu braço curvado fazendo com que a mão se erguesse abaixo de seu lindo rosto,o outro curvado sobre a base.

-Serás um profanador entanto que admitir meu pequeno-Mamãe riu,ela que fez ficar de pé,abrirá a túnica desabotoando-a,estiquei meus bracinhos a frente,ela
me vestirá como a Deusa que podia ser e é! Com isso me virei de costas,me mantinha de pé sobre a cama,ela abotoada os botões atrás de minhas costas,com
isso preferi manter o silêncio,o que eu desejava?Passar longas horas assistindo Tv,ela que jazia encima da comoda aonde minhas roupas ficam quardadas até os
tempos de hogê: T fina! Plasma,de 22 polegadas!

Não muito grande,não é necessário,mas eu sabia que ela,a mãe não deixaria e com isso me conformei silenciosamente.Ocilei minha cabeça ao me sentar,fiquei
sonolento-É esse o truque maldito,sabia,mamãe? Sempre me dá banho antes de ir dormir,sabes que isso me provoca sono,mesmo quando não o tenho-Ela me
olhava,seus delicados braços cruzados,o seu riso marcante ecoando no ar.

-Mas sabes que e algo necessário Aziel,acordarás bem!-E nesse momento ela se direcionou a porta-Lestat?Por favor,faça-o dormir,estarei em meu quarto,acho
que até eu preciso tomar banho antes de dormir-Fique tranquila-Ele se levantou,ela fechou a porta ao sair,o doce luar entrando pela imensa janela aberta do meu
quarto,janela que dá para o jardim dos fundos de nossa casa.

-O que precisa fazer?-O olhava,admito,raros os momentos que ele faz isso,me olha,tem esses momentos a sós comigo,eu me deitei,fiquei encarando a Tv,e ele
de modo maldito arqueou sua sobrancelha-Mesmo agora?-Disse,me calei,ele se deitou por trás de mim,seus longos braços me seguraram com força,inesperado o
calor emanando de seu corpo.Eu ofegava apesar de sonolento,ele sabia que eu tinha perdido essa batalha.

-Ficará até amanhã?-Ele me beijou o rosto,me segurava com força-Não poderei,não me pergunte sobre muitas coisas,Aziel,sabes meu nome,o chame por sua
mente,apresdes-tes o truque,correto?-Assenti me questionando em relação a isso,meus olhos nesse momento se fecharam,o sono vierá com toda força,como
se ecoasse sons de trovões de uma imensa tempestade.

Me virei,meu rosto se encostou sobre seu peito,ele me abraçou contra si com maior força,percebi que ele iria embora,lá se sabe em que noite ele voltaria,sem-
pre pela noite ele aparece,até os dias atuais,a mansão aonde eu nunca forá ele estava,foi isso que ele me respondeu em sussurros,ofeguei sonolento,o bochejo
veio para no fim de tudo os sonhos me acolherem.

Sonhos com Deusas,dragões,sonhos que me fizeram remontar a eras antigas,eras em que meus ancestrais andavam por essa Terra.E ao fim de tudo eu dormia,
jazia na imensa cama,já não sentia sua poderosa presença,isso eu não nego,a poderosa presença com que minha pessoa sonhava por noites a fio antes dele vir.
E foi assim,esses sonhos,sua ausência de presente vindo e me tomando enquanto dormir.Unisona musica cantada em meus ouvidos por esses sonhos.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qui 1 Jul - 15:18:25

Bem,deixe-me continuar.O 2° sofrimento,apôs esse 1° sofrimento descrito por mim(O banho além da decisão de meu desmame) foi o despertar dessa manhã
inicialmente perfeita! Eu despertará,o despertador retumbando e cantando encima da comoda,ao lado da Tv de Plasma super fina e discreta.Meus olhinhos se
abriram,se atenuaram delicadamente.

Me desbrucei entre as cobertas-Papai me enrolou antes de ir embora.Mas por que ele nunca fica?-Pensei,o sol queimante,marcante entrando e iluminando do
quarto por inteiro,aconchegante! Sorri,e quando estava prestes a ligar a Tv ao passar a mão pelo controle remoto,ela veio,a mãe!- Aziel,saia do quarto,precisa
tomar café da manhã.

Arqueei minha sobrancelha,lindo eu ter aprendido! Assenti saíndo da cama,andei,meus pés passendo pelo tapete pelpudo,mas para constratar com as cores vio-
letas de meu eterno quarto,que fosse branco,desenhos de dragões em violeta.Terrívei eu forá nessa mudança remontados meses atrás,antes desse momento.Eu
sai,andei pelo corredor,apreciava cada detalhe.

A poderosa presença bruxesca de minha mãe emanando pela casa,o cheiro de algo que me era estranho setido no ar-Mas o que ela me dará?Não e leite,ela vai
mesmo seguir com essa decisao?-Desci a escada,saíndo pela imensa sala eu me direcionei para cozinha-Aziel?-Ouvi ela falar-Aqui,eu estou aqui!-E bem! Não a-
creditei que ela realmente levará a sério as palavras de papai.

-Hum,o que e isso?-Ela riu,arqueará sua sonbrancelha esquerda macabramente-Hum,panqueca salgada recheada com morangos ao mel,café com leite fresco
e forte,de sobremessa maça cortada,mais algo?-Céus,era muita coisa para meu pequeno e jovem coraçãozinho suportar-Isso e tortura! Mamãe ne negas tudo
o que preciso,meu leite!-Ela me olhava cheia de ascos,rebeldia nessa manhã.

-Aziel! Cale-se! Me provoca frustração e desagrado! Nascestes em berço de ouro! Herdeiro de todo um legado que teu pai iniciou a séculos atrás! O que mais
quer nessa vida? Me tirar as forças ao me secar? Há,céus! Esperava que compreendesse,Aziel !

-Séculos atrás? Mamãe,Aziel não entende,explique melhor-Pedi,me sentei na mesa,meus bracinhos sofrendo para pegar o prato com três panquecas,seria a 1°
vez que eu comeria isso,essas coisas humanas-Há! Adeus leite!-Disse,choroso fiquei,e pegando a panqueca com a mão e segurando o pratinho com a outra,eu
dei as primeiras mordidas,em meio a lagrimas!

-Não queira saber!-Ela exclamou,ouvia meu choro alheio,que sofrimento-Há! Isso e horrivel! Há,céus,castigam Aziel!-Ela assentiu por alguns segundos,em uma
xícara colacará chá vindo do bule,depois dois cubinhos de açucar-Coma,tome seu café com leite,teremos uma conversa depois,tens 2 anos Aziel,admito e juro
que hogê darei início a teu aprendizado,irás para Escola inicial,teus estudos-Meus olhos esbugalhados,eu chorando ao comer a panqueca que para mim era mui-
to ruim! Odiava,queria bater pé,queria meu leite sagrado de volta!

-Tenhos 2 aninhos! Me tiram a pele,melhor! Falando como vossa pessoa! Me tiram o couro!-Ela me queimou com seu olhar,seus olhos verdes emanando a men-
sagem de quem dava a ultima palavra nesse momento-Há,e? Acha mesmo? Cale sua boca Aziel,calado,já se rebelastes demais-E com isso passei para a 2° pan-
queca na base do sofrimento-E ele admirava o chá,o bebia com vontade.

-Será uma caminhada entanto,Aziel,tantas coisas para aprender! Imagine! Como odeia isso? Aprender a ler,escrever,contar,entrar a fundo no mundo biológico!
Lestat e os outros,até mesmo Lunnes! Eles caso eu não faça isso! Me considerariam uma desgarrada,até mesmo tu!

-Há! Não,né? Sabe que não-Ela riu,se acalmará,virá que mesmo amargurado,forçado,eu comia a comida nojenta,isso é,em minha opinião.E foi esse o início de
uma caminhada dolorosa e amargurante para mim.Eu soube em uma troca de olhar com ela,que meu pai e ela se aproveitaram de um momento especial de mi-
nha parte:O despertar de minha humanidade para que dessem início ao desenvolvimento de minha mente.

-Ascos-Mais uma mordida na panqueca,e sofrendo peguei a xícará,beberá do café maldito misturado ao leite fresco e forte-E ela riu ao erguer a xícara com
chá a sua boca,me olhava,tirava graça de mim,rapidamente minha pessoa se envolveu nesse processo,ela com o tempo nessa manhã passou a me ensinar
algumas coisas,em como pegar a xícará,comer as panquecas,colocar até mesmo o cubinho de açucar-Filho meu não será descordial não-Ela falou nesse pro-
cesso que se tornará encantador.

-Hum...Revolta-Disse,e ela riu,a manhã se passava,ela disse nesse tempo que iriamos a um Insituto Colegial de Athena,de lá iniciaria processo,não podia per-
der tempo,e nisso quis saber-Aonde ele está?-Ela me olhou por alguns instantes-Dormindo meu querido,dormindo-Estranhei,mas futuramente em meio a um
dos piores momentos de minha vida,eu iria saber.Mas quero encerrar esse início de processo e avançar 3 anos a frente,Sara,continue anotando.

Chegados meus cinco anos,e mesmo assim,viverá pouquissimos momentos com meu pai,com Louis,até mesmo os outros,compreende? Adquiri nesse início
de estudos,uma forte mente,o desenvolvimento era ávido,eu começará e obetive ciência de muitas coisas que antes sequer soube! Relevante por que quero
e passo para um momento alucinante para mim.

Mês de agosto,meus 5 cincos,e uma noite unisona para mim,sinceramente marcante por que chegará de uma soveteria,Louis me levará,acabavamos de parar
enfrente a nossa casa-Louis,não vai entrar meu querido?-Ele riu-Não,eu preciso ir,ok?Tens certeza que se cuidará?Sua mãe está lá,precisamos continuar,Aziel
não vá para outro lugar meu querido,entre e vá para casa,amanhã tens muitas coisas para fazeres-Eu o olhava,o homem alto,magro,cabelos negros anduçados,
o sobretudo branco,a camiseta negra por baixo,as eternas calças jeans negras,botas pesadas aveludadas curtas.

-Ok,apareça amanhã,a noite,estarei aqui,quem sabe não pode me levar dessa vez para comer outras coisas-Ele riu,admito,se aproveitará da falta de atenção
de papai e mamãe para me desferir esses prazeres alheios-Oh,sim,quem sabe uma torta?Escolhera na doceria-E com isso ele se foi,o moço alto,magro que me
deu as costas,atravessara a Rua Central e se direcionará a mansão misteriosa,e como quis ir!

-Não posso ir,meu pai implorou para não ir-E em passos sofridos eu entrei,sofri para fechar o pesado portão,mas o fechei,olhei em meu relógio que marcava
20:00 Hrs da noite,e andava,o cão dormindo deitado sobre o gramado,entrando na imensa casa passei pela imensa sala-Hum,pelo visto Lestat acendeu a larei-
ra quando chegou-Repeti o nome dele,complicado,mas precisava.

-Hum,um homem que juro que não e humano,mas que e meu pai,mal o conheço-Disse para mim mesmo,subia as escadas nesse momento,pensei que ele
tinha feito bem em acender a lareira,aquecia a sala expulsando o pacato frio de um pais frio como a Grécia.Morar na Cidade de Athena e mágico,só para
quem sabe o que e ser grego,o que e morar em Athena,sabe.

Passei pelo corredor,nessa noite eu usava calça jeans justas,ténis negros,meia macias e claro,camiseta branca de manga curta,o casaco negro por cima,o
frio da noite precisará ser expulso antes deu ter saído com o adorável Louis.As luzes do corredor acesas,e parando enfrente ao espelho percebi,me olhei,o
longo espelho retângular que emanava minha imagem.

E percebi que o menininho de 2 anos mudará bastante:De um bebê grandinho a um menino altinho,ele que trazia como marca os cabelos ruivos vermelhos,
me aproximei e me encarei profundamente:Vi como minhas sobrancelhas daquele doce tom cobre adquirirá a cor vermelha como os cabelos emanam,meus
cílios dos olhos tambén clarinhos emanando a doce cor avermelhada.

-Hum...Crescer e cruél,por que?-Me questionei,meus 1,40 de altura,perceptivel para um gatinho com seus 5 anos de idade,já ciente de si,e com isso voltei a
andar,e do nada uma enjurrada de sussurros e gemidos me veio aos ouvidos.Eu não sabia que iria me deparar com esse polémico momento,apesar de terrí-
vel,mas eu segui,esperando falar com minha mãe,com Lestat.

Mas tudo que aconteceu foi minha pessoa parar de frente a porta,perceber que a porta estava aberta,mas apenas encostada deixando a brecha ao lado,em
sua borda,e de curioso e maldito eu espionei:Lá estava a notável cena,e parecia que Lestat não perderá muito tempo ao chegar nessa noite apôs uma ausên-
cia de 10 noites.

Senti raiva ao vê-lo tomar minha mãe desse modo,daquele geito alheio que perceberá pela 1° vez! Não era preciso jogá-la encima da cama daquele modo,
ele que andava em direção a cama,ela que o fitava,ouvi seu sussurrar alheio-Não pensas que serei tão ingrato assim,eu lhe darei o sangue,mas no momen-
to que eu julgar propício,compreende?-Proclamou.

-Não seja insensato! Isso doi-Ela disse,e daquele modo alheio ele se curvou na frente dela,ela que jazia com medo dele,temendo que ele a machucasse
de verdade,e sinceramente?Vi que ele tinha força para isso-Psiu pequena jovem,tens minha palavra,não choras,só que esperei demais,estou aqui-Disse,
e rapidamente a beijou,a beijou com vontade,seus lábios grudados ao dela.

Algumas gotas de lágrimas de escorreram o rosto,ela que o abraçava,ela que sofria por cada ausência necessária.Algo que até o momento,só ele e ela
sabiam,e vi o ato alheio,machucante para minha pequena alma de guerreiro.O ato de como ele se deixava tomar pela presença dela,de uma pessoa mui-
to especial para ele,de como ela se permitia que ele deitasse por cima dela.

Que também a envolvesse na dalma maldita,como apelidei,de como os doces gemidos de mamãe vieram conforme ele a beijava,de como ele se unia a
ela por aquele ato traumático para minha pobre alma guerriera-Céus,eles são malucos,mas o que e isso?-Sussurrei,meus olhinhos esbugalhando espian-
do pela porta,ela o beijava,ele agia ao tomá-la naqueles movimentos rapidos,jazendo deitado por cima dela,os lençóis macios,jazendo sobre eles.

Mamãe não parava de beijá-lo e quando meu trauma não foi mais suportável,eu dei passos para trás,sem querer esbarrei na mesinha de madeira com
um jarro de flores em cima,ele caiu estalando no chão!Ofeguei fechando meus olhos por alguns segundos-Estou seriamente encrencado-Sussurrei ao vê
as flores vermelhas no chão,água no tapete.

-Quem está ai?-Ouvi Lestat dizer,e céus,cai para trás quando vi a porta se abrir por completo,sua imagem,ele que jazia de pé me encarando friamente,
o cruél olhar azul me fitando,me queimando dos pés a cabeça-Aziel?-Disse,e respondi na rapidez que me era permitido-Não vi,não vi nada!-Gritei,ele que
tiverá tempo o bastante de ao menos colocar seu roupão negro,longo,até mesmo de ajustar a faixa-O que?-Expeliu as palavras.

-Me espionas,me tiras a libedade,me vés tomando tua própria mãe!-Gritou,e quando tentei me levantar e correr,só pude me deparar com o reflexo de
suas pesadas mãos,seu corpo se movendo para minha frente-Entra!Entra agora no quarto!-Pediu,me segurou pelos ombros ao curvar suas mãos sobre
meus membros-Isso doi!-Gritei,que força!

E nesse momento mamãe se apressou em se levantar-Não seja tão cruél-Disse,e ele a encarou,percebi pelo movimento de seu rosto,ele me colocou
no chão,pela 1° vez experimentará de sua força,de sua fúria que para mim não forá humana,e sim anormal,o encarava e percebi que sobre seu torno-
zelo que ele estiverá muito machucado,a cicatrização era recente,se fechava com uma rapidez anormal-Por que está machucado?-Quis saber,e ele aque-
ou sua sobrancelha clarinha,os cabelos loiros jazendo aos ombros.

Mamãe que se abaixou ao meu lado,ela que pode colocar um roupão branco,me beijou ao rosto ao me envolver com seus braços-Há! Insisti em que-
rer saber,tome cuidado! Saber demais pode provocar grandes machucados,Aziel-Ofeguei sentindo raiva,ele se machucará por algo muito sério,e eu
não compreendia isso,tentava compreender,e nesse momento ele se apressou em se direcionar a sala,o machucado levemente inchado,ele andava,o
mancar elegante,mas ele mancava-Traga-o para sala,estarei lá-E mamãe o fitava,ela que se ergueu,não respondeu.Eu teria que ir? Assobroso,para
mim,ele ficava cada vez mais assombroso.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 2 Jul - 14:20:06



Nesse momento percebi que aquele chamado tinha sido sério,que se tratava exclusivamente deu e dele,dele que queria e iria mover ceus e terras
para que pudesse conversar comigo-Aziel,vá até ele,mas tome cuidado com suas palavras,admito que foi imprudênte nesse momento,falo de ter fei-
to isso-Eu a olhei nesse instante,o que me fez reaver meu unisono controle.

-Será? Mãe há coisas que eu sofro para compreender-Ela se curvou perante mim,suas mãos delicadas me tocaram o rosto-Mas ele lhe explicará,eu
mão ficaria parado,vá lá,não tenha medo querido-Eu a encarava arduamente,sinuosamente minha pessoa se menteve silenciosa-Deixe comigo,eu ar-
rumo isso-Ela falava do jarro de flores,e isso me deixou tomado de pequena e notável fúria.

-Hum...Seguirei sei conselho,mas eu juro que se ele avançar contra mim,voltarei das trevas para que eu possa levá-los comigo-E nesse momento ela
não deixou de me beijar no rosto-Vai!Estarei aqui,deixe que eu arrumo isso-Voltou a repetir e com isso me direcionei a escada,quando no fim do corre-
dor desci,sai na sala,meu pai me esperava sentado em uma das poltronas.

É assim:Um circulo feito com cinco poltronas confortáveis,a mesa de centro de vidro ao meio,as chamas na lareira queimavam,ele atenuou seu olhar,a
sua vontade foi a de se levantar,mesmo assim retomou sua pose ao estar sentado e com isso percebi como as chamas de lararei brilhavam em seus o-
lhos azuis,a cruéldade emanava de sua pessoa,mas para com outra coisa.

-Aziel,não que deva ter medo,mas eu juro que se continuar com esse comportamento,terei que tomar medidas sérias.Por que teve que espionar?Acha
que uma criança como você,deve ver essas coisas?

-Hum...Mas isso e algo irreal,papai,será que ficas-tes tão triste assim? Não foi por querer,foi por curiosidade,entendo que não era para ter visto,mas eu
quero entender os motivos de tua preocupação.

-És pequeno demais,só por isso,mas o que me aflinge e no que isso pode acarretar-Disse,e com isso me senti grato por eu poder me sentar na poltrona
do outro lado,a visão de sua pessoa era plena-Arqueando a sobrancelha delicadamente ouvi ele me dizer-Aquilo que viu,aquilou que não pode deixar de
vê,é o que chamo de sacramento pessoa,um sabramento que tem muito a ver com o sentimento de um homem e uma mulher-E nisso me mantive quieto.

Pensativo quanto a suas palavras tenues-É o que isso tem haver comigo?-Lestat se silenciou por alguns segundos,ofegou e me respondeu-Tudo,tudo,por-
que futuramente será assim contigo,como qualquer outra pessoa-É isso me fez ter a curiosidade alheia-Diga-me pai,disses,acho que ouvi o mesmo dele,a
minha pessoa fala de Louis-E nisso ele me interrompeu para falar-O que?-Concluiu.

-Louis,mamãe,até mesmo tu,ouvi o por cima,falo de uma pessoa.Quem e ele?Falo do andarilho que dizem ser meu irmão.Pode me responder a essa isso?
O machucado em você,como isso aconteceu?

Essa pergunta,essas palavras o deixou preocupado,perceptivel em seu olhar gélido,um olhar que nunca muda-Há,Hyarian,mas e algo que esperava que ele
mesmo viesse resolver,mas não é o que acontece meu pequenino-O olhava,percebi que seu coração batia forte,imensamente forte,o rosado em seu rosto a
me entregar a sinuosa resposta.

-Hyarian,então ele tem meu sobrenome,correto?E mais velho que eu?Se for,ele é o herdeiro por direito-Ele sorriu nesse momento,e de certo modo,apesar
de sofrer com algumas pontadas de dor,se levandou,se abaixou perante mim,pegou minhas mãos unidas,as beijou-Hyarian teve sua change,Aziel,nem eu,o
seu pai,entendo até os dias atuais,a sua revolta,a ida dele,por ele viver naquela sinistra Fortaleza-E eu quis ouvir,admirável como ele me explicava.

-Sim,continue-Falei-Ele e mais velho que você,alguns anos,mas é,sim,poderia e se quisesse lhe tiraria tudo que tens,Aziel,mas por querer liberdade,ele jaze aon-
de está,por ser o que é,ele e assim-E nisso mantive meu silêncio percebendo que ele iria continuar-Olha!Um dia quem sabe,o conheça,correto?Mas o que eu que-
ro saber depois desse acontecido,e se deseja conhecer tudo que tenho a lhes mostrar-Ofeguei,isso me prendeu a respiração.

-Hum...Você e estranho Lestat,para mim fica cada vez mais estranho.Obscuro,envolto em seus segredos e mistérios,parece que teme que isso me prejudique-O
seu olhar me vislumbrava-E temo por muitas coisas caso queira saber-O queimei com olhares-Quais coisas? O seu machucado,o que houve?-Quis saber novamen-
te,e só nesse momento ele tiverá a coragem de me questionar.

-Odeie a quem quiser odiar-Falou ao se levantar,o roupão oscilando com seu andar,mesmo fazendo alguma careta ele disse-Se falasse que nessas noites
eu matará muitas pessoas? Não humanas Aziel,isso o deixaria com raiva de mim?O faria me odiar Aziel?-E agora posso informar que meu coração parará.
O seu sinuoso olhar atenuado sobre mim.

-Quem?-O indaguei,ele andou a frente,apontou o dedo-indicador em minha direção-Seres não humanos,tenha certeza,tão fortes quanto eu,viemos em
uma guerra,os motivos futuramente saberá-Pensei por alguns momentos,e nesse instante ouvi os passos de mamãe descendo a escada-Hum,sejá mais
claro comigo-Pedi,e com isso ele continuou-Há,Aziel,não ficarás satisfeito só com essas explicações correto?-Citou.

Senti tanta raiva dele que levantei-me gritando com ele-Me fala!Me enche de verdades,mas verdades estranhas! Quem são eles?Céus!Até mesmo tu me
dá medo!-Proclamei,e diante desses gritos,ele deu passos para trás,reverbou duas palavras em resposta-Seres Bestiais-Foi o bastante para minha pesso-
a absorver,a quem ele matava eram Seres Bestiais,mas nada disse dele.

-Novamente me enche de respostas vázis,por que!?-E ele riu,riu de mim,o que me irritou bastante,com isso minha pessoa atenuou o olhar,pensei rápido,a
minha pessoa precisava lhe tirar alguma coisa-Maldito és,sobre a mansão,por favor,deixe-me ir lá-E ele andou á frente,riu novamente,vi mamãe parar por
trás dele-Oh,acho que temos um menino mal-criado aqui,correto?-Se questionou-A mansão não e lugar para você,Aziel,e isso que preciso lhe explicar,fazer
com que entenda-Que ódio senti.

-Há,céus! Está impossível falar com ele! Mamãe,dê um geito!-Pedi,e ele se virou a olhá-la,ela rompeu o silêncio-Lestat,seja sensato,e isso que Aziel está
pedindo-Eu,que jazia sentado na poltrona pensava,queria chorar!-Bem,se sou seu filho por que me afasta de sua vida?Então creio que mesmo sendo seu
filho,não sou nada para ti-Me levantei ao terminar.

-És um ingrato,sabe? Não precisa mais vir aqui,me irrita Lestat.Queria que voltasse quando pensasse melhor-Ele deixou seus olhos espantados me fitarem,
mamãe nada disse,a dama que se mantinha de pé,braços cruzados,foi nisso que ela andou e se sentou em uma das poltronas-Aziel! Como podes falar uma
coisa dessas?-Eu me direcionava a escada.

-Não sei,só chego a essa conclução-Começava a subir as escadas,ele gritando comigo-Aziel! Volta aqui! Não tens o direito de falar assim!E seu pai que
está falando!-Ele passou a me seguir,eu me apressei em subir a escada,ele subia,estava furioso,mamãe falava com ele-Calma! Deixei-o Lestat! Ainda o
conhece,sabe como ele é-Ele não respondeu,mas estava furioso comigo.

Quando no corredor,ouvi o peso de seus passos-Vitória me deixa,isso não vai ficar assim-Sua voz embargada ao falar com ela,será que ele estava cho-
rando?Que infernos pensei,entrei no quarto,bati a porta passando a chave-Ascos,me esquece,volte quando pensar melhor e poder me levar lá.Diga-me!
Quem e você?-Nunca pensei que falaria assim com ele,mas falei.

-Aziel abre essa porta,não vou pedir duas vezes,está ouvindo!?-Gritou,ouvi o barulho dos gestos de mamãe o puxando-Lestat,deixei-o,deixe ele só,deixe
com que Aziel esfrie sua cabeça-Ele se manteve silencioso,depois rompeu o silêncio-Tem certeza!?Olhe como ele se comporta!Será que eu estou saben-
do lhe da com ele!?Meu próprio filho grita comigo,e nada posso falar!-Concluiu em gritos.

-Querido,desça,esqueça,se precisar ir vá,será melhor-Ouvi ela falar,nesse momento tinha acabado de me sentar a beira da cama,ouvia a conversa,isso
me fez repensar em várias coisas-Aziel,abre a porta,deixe-me falar com você!-Ele pediu,algumas batidas na porta,a voz embargada.Mas será que ele es-
tavachorando como pensei?Não sabia,só que ele estava abalado nesse momento.

Me deitei deixando as mãos se curvarem atrás de minha cabeça,eu olhava para o teto,pensava,aos poucos ele parou,ouvi quando ele se retirou,mamãe
a consolá-lo.Perceberá nesse momento que usará de uma frieza cruél para ele,sem querer,mas tinha feito uso dela.Com o tempo eu ardomeci,queria ter
a sabedoria para descansar,simplesmente prover de minhas forças nesse sono.

Não que algo notável tivesse acontecido nesse momento,só fizerá uso de meu direito,mesmo provocando dores terríveis em Lestat,o fiz,e por mais que
eu tentasse,eu não sentia remorso algum.Eu ardomecia,sonhava com várias coisas alheias.Eu acordaria na manhã seguinte e voltaria a minha realidade,
se ele sentia dor? Estava me lixando para isso,por mais que eu tivesse sido egoísta com ele.E o sono,o descando forá pleno!


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 2 Jul - 15:28:14



Todo meu dia forá sinistro para mim,admito que ao longo desse dia,começara a sentir duas presenças aterradoras.Pena que eu estava envolvido
em alguns compromissos nesse decorrer de tempo.Arrepios percorriam minha espinha,e quando minha pessoa percebeu,se encontrava envolto,o
chamado era nitido.Só tinha voltado no início de noite,o sol começava a se por.

Mantenho esses compromissos em segredos aqui,mas bem!Eu voltará,tinha saído sozinho e com isso reavido minha paz,meu controle mental devi-
do ao acontecido nessa noite terrível para mim.Passando a chave no portão entrei,o cão que tinha ido comigo vierá ao meu lado,ele ofegava,isso a
meu ver se tornará nostálgico em todos os sentidos.

Quando na sala de casa olhei para o teto,sabia que mamãe iria demorar só mais alguns minutinhos para chegar,e mesmo assim eu tentava enten-
der do que se tratava.Me sentei no chão,nosso cão labrador parado ao deitar-se ao meu lado,ofeguei respirando fundo,fechei os olhos,pensava no
que era necessário fazer para que eu soubesse.

Sentia curiosidade por esse chamado-Aziel não nega,por chamam Aziel?-Quis saber ao sussurrar,meus olhos fechados,eu pensava,e quando voltei
a abrí-los eu vi,atenuei meu olhar perante a mulher e o homem diante de mim.Como eles vieram?Eu não sabia,só que lá estavam eles,um homem
ardonado com longa túnica negra,os densos sabelos escuros até a cintura em ondas lindissimas,a sandália em desenho grego,mas foi a mulher que
me chamou mais atenção.

Vestimentas longas,cor verde,desenhos prateados,tudo muito real,por alguns momentos eu pensei que poderia ser alguma brincadeira comigo.Ela
era loira,seus cabelos jaziam em cachos por suas costas,foi ela que andou a frente,pés descalço estava,seus ferozez olhos azuis em tom violeta me
fitando-Então és tu-A olhava.

-Eu o que? Seus chamados,quem são vocês?-Ela riu,se sentou na minha frente,ele também,ele sorriu para mim-Me chame de Genevieve,Aziel,ela e a
Samantha-Ofeguei,pensei que eu iria enlouquecer-Aziel se não tivesses a força para isso,não terias sentido meu pequeno-E nisso assenti respirando,a
profundidade foi imensa.

-Céus,viu? São loucos,eu acho que minha mente não anda lá muito organizada-Citei,Genevieve se apressou em falar-me-Sobre seu pai,sinceramente
o deixará preocupado ontém.Foi justo?-Quis saber,e nisso Samantha continuou em complemento-Aziel,pense melhor,não tem haver com ele,tem haver
com o que eu comecei a tantos anos atrás,e que Lunnes deu continuidade-Terminou.

-Não se trata de mentiras,nada disso Aziel.Trata-se de um fardo que foi passado ao Lestat,um fardo e responsabilidade que nem mesmo ele sabia
existir.

-Continue,está ficando bom,me deixa curioso Samantha...Tem haver com o que começou,correto! O que mais!?

Isso a deixou em alerta,o que fez com que Genevieve tomasse a palavra-Hum...Tu não vés,tu não enchergas Aziel,olhe para Lestat,olhe para os olhos
dele e não para seus atos,ele tem ruas razões-E rapidamente captei o sentidod essas palavras diretas,nisso levantei-me os encarando-E com isso que-
rem dizer que eu errei?-Assenti em tom de palavra.

-Sim e não,enchergue por si mesmo,tens mente para isso.E um legado imenso Aziel,a mágia,o dom frutifero que só um bruxo ou bruxa tem correm ai,
em suas mãos,e esse o legado que Lestat e Vitória Regia lhe passaram,que Lunnes passou,assim como eu e Samantha,até mesmo Alexien-Nunca pen-
sei que pudesse ouvir algo dessa natureza.

-Há,céus!Sempre me falam deles,mas nunca os vi! Por que não posso vê-los?Eu tenho essa vontade-E nisso dei passos para trás,o que eu podia espe-
rar da parte desses dois cavaleiros era o que?-Precisamos ir,mas quando precisar,nós chame-Geneviesse sumiu após falar,em seguida Samantha,isso
me deixou artodoado,e quando dei por mim me encontrei chorando como a criança que era,nesse sentido de palavras,sentidos,sentimentos,realidade,
eu começava a enlouquecer.

Mas em meio a esse descontrole,eu soube friamente que os dons alheios se manifestavam,tão fortes e poderosos,que nem mesmo eu sabia se obete-
ria controle sobre eles.Quando de noite,as 20:00 Hrs,eu me deparei com a chegada de Louis,eu estava comendo,minha mãe jazia no quarto,eu comia
um delicioso prato de lagosta com arroz fumegante,brocolis e de complemento um gelado copo de suco de frutas.

Ele entrou pela cozinha me fitando-Estás ai?-Disse,eu sorri,deixei o garfo e faca sobre a mesa,ao lado do prato de porcelana verde,e nisso ofeguei,ele
riu ao sentar-se na mesa-Aziel,venho em resposta ao que prometi ontém-Ele falava da torta,e de imediato me arrepiei,por que eu queria de verdade,o
momento era unisono,eu sentia.

-Há,sim,e claro,eu acabei de descer,acabo de comer-Ele arqueou sua sobrancelha lindamente,um charmoso homem,foi com essa verdade que me depa-
re,trajado com calças justas em cor negra,a bota curta negra,a camiseta violeta(Minha amada cor) de mangas curtas,ele colocará um lenço negro de se-
da em seu pescoço,o enlaçar sublime!

-Vamos,termine Aziel,precisamor ir a doceria,comerás muitas fatias de torta-Disse,e quando me levantei ouvi o que mamãe disse,ela estivera ouvindo,e
eu pensando que jazia no quarto!Ascos pensei,e me virei,a dama que tinha descido ao sentir a presença de Louis-Tomem cuidado,há muita gente na Rua
nesse momento-Eu andei em sua direção.

Passei com Louis por ela,e melhor satisfeita,ela concluiu-O esperarei aqui Aziel,coma muitas fatias de torta-Me virei,ela riu,eu não entendi,ela continuava
rindo!-Há?-Disse em questionamento,e nisso ela entrou na cozinha,iria jantar.Nas Ruas com Louis,descemos a imensa Rua Centra de Athena,o som do so-
lado de minha botas ouvidos.

Eram de cor cinza,assim como minha calça justa,camiseta na mesma cor,eu pensava-Louis,sobre Lestat,ele não está tão chateado,correto?-Ele pensava,
nesse instante olhou para as estrelas,o céu como um todo-Ah,Aziel,o magou,e muito,isso não nego pequeno,mas ele supera,ele supera-Concluiu-Com o
tempo entramos na doceria,assim que paramos em frente.

Louis se sentou na mesa,eu fui até a vitrine aonde estava amostra muitos tipos de tortas-Que maravilha-Pensei,e voltei a me encontrar com ele quando
me sentei-Torta de morando,greme,balnilha,chocolate-Ele me olhava espantado-Céus,como podes?-E nesse momento ele riu,eu corei,e isso por que eu
senti a vontade,muita vontade de comer tortas.

E com isso o tempo transcorreu multamente,multamente como se tudo se tornasse unisono,as fatias iam chegando,servidas unicamente para mim,e eu
comia com vontade,uma fátia atrás da outra.Louis sempre atento,espionando de lado,como se temesse que algo viesse,acontecesse do nada.E quando a
sua pessoa voltava seu olhar para mim,sorria,se sentia satisfeito.

-Se quiser mais,peça mais-E eu me espantei,corei,corei por que ele me passou a ser algo diferente,digamos que bonito,um moço bonito.Será que ele
captará esse pensamento? Não,estava feliz demais para fazer algo dessa natureza,e eu segui,comi mais das fátias maravilhas.E concluo essa cena,eu
me envolvendo nesse prazer alheio.

Partimos para outro momento nessa gloriosa noite:Eu acabará de chegar com Louis,paramos em frente a casa-Aziel!Minha missão está cumprida,me
espere amanhã,por favor-Pediu,combinamos que sim,mas ele estava chateado por outras coisas,percebi isso em seu olhar,ele que tirou um lindo pá de
óculos escuros,os colocando se virou-Tchau meu pequeno,nos vemos amanhã-O olhava parado de pé enfrente ao portão,ele que descia subia a Rua.

-Céus,o que se passa com ele? Ele está feliz,mas triste ao mesmo tempo,algo se passa-E quer saber o que fiz?Segui,caminhei á frente e me escondi
por alguns segundos atrás da imensa arvore,esperei ele atravessar,seguir longe para atravessar a Rua Centra,e eu corri atravessando,as pessoas se
misturaram comigo,eu o seguia,ele que seguia longe,mas perceptivel ao meu olhar.

Só não esperava me deparar com o que vi,foi doloroso,mas eu vi rapidamente.Eu vi quando ele entrou pelo portão,pelo visto a mansão da gual fala-
vam era imensa,imensa!Onipotente por trás da muradan,e esses detalhes vi ao me manter escondido atrás da arvore,Louis tinha entrado,o portão a-
berto esquecerá-Ataque Aziel-Forá louco o bastante para fazê-lo,seguí-lo até esse lugar.

Meu pai implorava que eu não fosse lá,mas eu o fiz,que me dana-se.Me apressei e chegando mais pertinho,vi pelo portão aberto a cena pacata.Meu
pai saíndo ao lado de duas damas:Uma com cabelos negros lisos,não muito alta,trajada com um vestido vermelho longo de linho,a outra loira com os
cabelos andulados,túnica negra vestia-Gabrielle,Thalwa!-Louis disse.

Ele que não conseguia acreditar na presença delas-São elas?A Thalwa e Gabrielle?-Sussurrei,eu,Aziel,o menino que agia,ia contra as ordens de seu
pai.Tudo que sei e lembro e que ele desceu o vão da escada pequenina vindo da varanda,abraçará Louis com paixão,algo anormal para mim,um sen-
timento profundo,ele que deixará sua mão deslizar por trás dos macios cabelos de Louis.

Thalwa e Gabrielle falando em outras coisas,de sua chegada,e céus,quando vi aquele afago de meu pai no rosto de Louis,ele que lhe acariou o ros-
to para depois lhe beijar daquele modo apaixonado,isso me doeu a alma,me doeu de verdade.Ofeguei deixando as lágrimas de ressentimento virem
aos olhos-Hum...Não esperava por isso-Conclui.E lá estava,o beijo longo,delicado,o abraço inevitável-Hum...Isso e injusto,viu?-E quando me virei,eu
vi Samantha parada,de pé encostada na imensa arvore.

-Está encrencado menino-Falou,e quando voltei a olhar pelo portão,percebi que meu pai me fitava,me encarava,seu olhar parado,ele que se afasta-
va de Louis com uma sutileza indescritiavel,e corri! Corri o máximo que pude-Infernos!-Gritei alto,e segui descendo a Rua Central,eu corria com toda
força que podia,passava entre as pessoas,eu precisava chegar a salvo em casa,e cheguei,empurrei o portão,desabei no gramado-Ai! Minhas perninhas
de criança não aguentam mais uma dessas,ai pai amado-Me sentei,movi a cabeça,mamãe que saiu me vendo.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 3 Jul - 15:14:04

E foi nesse momento que me deparei com algo notável,como se isso para mim se tornasse memóravel,mas não,não foi o que aconteceu em seguida.Ela me olhava
tentando saber o que acontecia comigo,ofegante eu estava e com isso fez com que certas e determinadas coisas fluissem.Nesse momento ela parou diante de mim,
sinuosamente quis se abaixar,mas me apressem em me levantar,seus brilhos olhos verdes me encaravam,nem sempre repenso no que eu quero fazer,o que eu fa-
lei nesse momento alheio.

-Aziel da onde vem?-De imediato a indaguei lhe falando alto,o tom atenuado para que ela não estranhasse-Nada,só corri na vinda até aqui,Louis se foi,só daqui a
outras noites o veremos-E nesse momento percebi que ela usava de coisas alheias para arrancar algo de mim,o que não se passou,mas foi algo sublime,apesar de
do momento ser tenso.

-Venha comigo,acho que não deve se manter aqui-E com isso eu a segui,andei atrás dela,e quando dentro de casa me esbaldei ao me esticar sobre o tapete,nunca
em minha preciosa vida correrá tanto,pensava naquele frio olhar de meu pai,o que nunca iria sair de minha vida.Nem sempre vencemos,nem sempre chegamos vito-
riosos-Quer algo Aziel?Um pouco dágua?-Eu a olhava ainda deitado de barriga para cima sobre o tapete.

-Sim,um pouquinho seria bom-Ela riu,andou sinuosamente em direção a cozinha,eu me mantive deitado,respirando fundo,tomando folego,ofeguei por mais algumas
vezes e com isso minha pessoa assentiu pensando em várias coisas-Céus,o que será que se passou na mente dele? Tudo que sei e que ele deve estar chateado,ele
deve estar furioso comigo-Palavras delicadas,só para mim.

Não se passaram 10 minutos e ela veio trazendo aquele sinuoso e brilhante copo de água para mim,gelada,sinuosamente maravilhosa,me sentei,estiquei as mãos,o
seu olhar ainda era de desconfiança,não ficaria em paz até não compreender os motivos deu ter corrido dessa maneira.Com isso tomei alguns goles gelados,ainda
repensava em várias coisas,nem sempre as coisas são tão maravilhosas como pensamos que seja.

-Obrigada,me sinto melhor-Com isso ela atenuou seu olhar em direção a escada-Preciso subir Aziel,preciso arrumar algumas coisas lá encima-E encarei sendo tomado
de sinuosas sensações como caláfrios,arrepios por minha espinha-Sim e claro-E com isso ela se retirou,fiquei sentado sobre o tapete,bebi mais goles de água,e nisso
ela subia,seus passos ouvidos por mim.

Com isso levantei-me indo me sentar em uma das poltronas,me silenciei por alguns instantes e com isso minha pessoa replicará em várias questões envolvendo todo
um modo notável de viver,pensei friamente no que ele pensaria,na cena ainda aterradora aos meus olhos-Ele o beijou,o beijou com vontade,o que isso significa?Ele
tem minha mãe para si,mas para que isso?Será que ela sabe?-Conclui as palavras.

Eu que segurava o copo na mão direita,a outra curvada sobre a base da poltrona-Céus,céus alados,me ajudem,o que isso tudo quer dizer?-Voltei a me questionar,o
branco sussurrar ecoando dentro de meu coração-Preciso reaver muitos conceitos,isso eu tenho que admitir-Proclamei,e quando terminei de beber mais alguns goles
de água,o coloquei encima da mesa de centro,fechei meus olhos.

Fiquei encarando a lareira,pena que não estivesse acesa nesse momento,o relógio de prateado na parede marcada 23:00 Hrs da noite,o que fez meu coração acele-
rar.E nisso eu fiquei pensativo por mais 30 minutos,23:30 Hrs quando ouvi latidos,nosso cão latia alto,alto!Como se tentasse expulsar algum invador,e com isso meu
alerta.Ouvi duas fortes batidas na porta.

-Aziel abre essa porta,se está na sala,abrá-a! Estou aqui,sou seu pai,abra-a! Acho que precisamos conversar,organizar algumas coisas aqui.Aziel abra essa porta,eu
sei que está ai.

-Não temos anda o que conversar,me esqueça! Traidor és! Não dás valor a mamãe,e isso e justo? Me esquece! Não há necessidade de fazê-lo! Céus,tudo que vi foi
da mais absoluta revolta.

-Ok,sem problemas,se não for por bem,por mau-E me sobressaltei quando ouvi um terrível trincar na fechadura,a maçaneta girou,eu senti! O lapso da força terrível,e
com isso eu dei passos para trás,nervoso eu entrei em estado de choro-Como fez isso?-Brami deixando as palavras secarem em minha boca ao olhá-lo de pé na entra-
da da porta,nunca virá ele olhar daquele modo.

Um olhar docemente animalesco,como se estivesse sido possuido por algo anormal-Quer suas respostas?Terá suas respostas Aziel,mas terá que me ouvir moleque inso-
lente!-O tom de voz aumentou,e revidei-Saia de perto de mim!-Gretei alto,eu tive medo,medo por que esse modo,aquele abrir de porta forá feito por sua mente,e isso
me contaminava,me enchia de medo.

-És tão travesso,mas me entenda,o que fez,aquilo,aquilo foi inesperado-Eu sabia,e mesmo assim tive forças para ouvir o que tinha para falar,com isso minha pessoa se
envolveu com as profundas asas de loucura-Céus! O que ele é para você?Um amante,o que? Que importância Louis tem para você?Isso e tão frustrante?-E nisso ele se
apressou em me segurar,o vulto alheio que apareceu tomando forma atrás de mim.

-Hum...Aziel não pedi para fazeres perguntas,mas me ouvir! Se é o fiz,eu tento entender,mas não aceito espionagem e chantagens emocionais!-Reverbou,isso me fez
me encher com o mais profundo medo novamente,e nesse momento ele andou,esticou rapidamente em vulto suas mãos sobre meus ombros,eu vi temeroso os dentes,o
lapso de seus caninos pontudos,delicadamente pontiagudos.

-Me lega,não teria coragem de me machuar correto?-Eu me mantive choroso,meu coração batia forte,temia que ele me machucasse e nisso me deparei tremendo,isso o
deixou pensativo,seus olhos brilhosos,quase animalescos,mas mesmo assim,ele se manteve seguro do que fazia-Há,quarde para si,se quiser saber,essa e a verdade,o
que eu penso,atenuo! Mas eu te amo apesar de sua changatagem de hogê-E lhe perguntei por que.

-És meu unico laço humano nesse mundo,Aziel! Mas não era para tê-lo feito querido,há coisas que prefiro que não saiba!Por que? Para evitar traumar em ti,mas saiba e
quarde para si!Estranha esse olhar alheio?A selvageria emanando de mim?Após saiba! Está olhando para algo inimáginavel!-Ele aos poucos fez com que eu mantesse o
olhar,eu tremia.

-O que você é?-Perguntei,ele arqueou sua sobrancelha delicadamente-O que acha que sou Aziel?O que acha que faço por você,Aziel?-Me questionou,e nesse momento a
minha pessoa assentiu querendo gritar-Não grite,pense-Pediu,ofeguei nesse momento inesperado,e minhas gélidas lágrimas vieram de vez,não me segurei,isso o fez man-
ter a pressão das mãos sobre meus ombros,me segurava erguido no ar.

-Há querido,tua mãe quase me matou para fazê-lo,trazê-lo unicamente para mim,muitos o perseguem,desejam chegar aqui,entende? Levá-lo,levá-lo por algo que tens
de precioso em tuas veias,sague alheio Aziel-E nesse momento ele parou por alguns instantes,nisso assenti pensando,o encarando,ele deixou-se me segurar com delica-
deza nesse momento,acho que não esperava pelo que ele falará nesse instante.

-No dia que eu morrer,morrerei feliz-Meus olhos chamuscados,ele que me segurava de encontro a si nesse momento,meu rosto sobre seu ombro-Por que?-E nisso ele
disse-Me considere imortal,simplesmente isso,unicamente isso,imortal,eu não posso morrer-O impacto me percorreu o corpo,e nesse instante ofeguei sentindo a pressão
de seus braços me envolverem-Então falas-Pedi,e nesse instante eu percebi que ele precisaria falar mais coisas,o que queria saber!


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 3 Jul - 20:49:55


E foi nesse nesse momento que minha pessoa reorganizou os pensamentos,isso para que eu começasse a entender algumas coisas que ele diria
a seguir.Quando ele me colocou no chão sentou-se na poltrona,em todos os sentidos minha pessoa reorganizou algumas coisas em relação aos
meus pensamentos alheios.Mas será que isso refez o conceito para que minha pessoa entendesse o que ele diria?

E com isso ele teve a honra e coragem de começar uma conversa tão desejava,ele que cruzou suas longas pernas,seus braços apoiados e curva-
dos na base da poltrona-Sente-se,não quer ouvir o restante Aziel-E com isso rependei em várias coisas referentes ao que deveria entender nova-
mente,isso o fez feliz por alguns instantes.

-Fala-Pedi,e sua voz foi ouvida tenuamente enquanto eu prestava atenção-Sim e claro-Ele deixou a mão esquerda se erguer lhe enjugando os o-
lhos,e com isso a continuidade esperada por mim,eu que nesse momento estava sentado-Aziel,o que responderia se eu tivesse mais de 300 anos?
Isso lhe faria infeliz?E o que citei,olhas para um imortal,imortal de carne e osso-E com isso deixei com que ele continuasse.

-Nada diria,acredite! Por esses dias vi coisas que irritaram,e bastante-Ele ofegou delicadamente para que conseguisse continuar-Aqueles mulheres
que viu! Trata-se de Thalwa e Gabrielle,pessoas que entendem meu conceito,minha situação quanto a você-E ele parou por alguns momentos,isso
para respirar novamente-Imortais-E eu quis tomar a palavra.

-Quem é ele?Que importância Louis tem em sua vida?-Nesse momento ele repensou em várias coisas,o que me fez oscilar em vários momentos,seus
olhos grudados em mim-Há,pequeno,não me imagine eu sem o Louis,Louis sem a mim,o amo tanto quanto qualquer um de vocês-Arqueei o cenho,os
malditos olhos me fitando,cruéis,imaculamente azuis.

-Desde quando?Há,céus,pertenço a uma família de malucos-E nesse momento ele refez alguns conceitos-Hum,quer mesmo saber?Tudo bem,desde
muito antes de vocês-E nesse momento minha pessoa refez as análises-Muito antes deu e nossa família-Ofeguei ao me deixar encostar na base da
poltrona que eu me sentava.

-Algum mau te fiz?Nunca Aziel,eu te amo,te amo com minha vida,Aziel,me julgas por coisas passadas,começa a entender,e por favor meu pequeno!Eu
desejo,e muito,que possa compreender-Deixei com que o silêncio pairasse por alguns instantes entre eu e ele,e com isso falei-Coisas que poderia ter
evitado,coisas que poderia ter jogado fora,compreende?Coisas que nunca deveria ao menos tocar!Imagina como mamãe deve se sentir ao imaginar que
sua pessoa o toca,está com ele-Ele lamentou ofegando por alguns instantes.

-Nunca Aziel,nunca,ela sabia e sempre soube desde o momento que eu decidi estar com ela,no momento que ela decidiu ficar comigo-E nesse trocar
de olhares tive a certeza que ele falava a verdade,o que deixou mais constrangido,em pensar que toda minha raiva,fúria contra ele tinha culminado
nesse momento doloroso para ele,ele sofria,e muito por dentro.

-Admito pai,tento enchegar alguma mentira em teus olhos,mas nada,absolutamente nada-E quando ele estava prestes a falar senti a presença dela,
a mamãe que alternava seus olhos entre eu e ele,ela encostada no vão da escada,de pé,fitando a mim e a ele,o que fez com que Lestat pensasse,o
rancor lhe tomava-Vamos,estou aqui,e sei que vão se entender-Ela disse.

É ele voltou seu olhar a minha pessoa,isso fez com que respirasse fundo-Então Aziel,quer saber mais alguma coisa?-E pensei rápido,quis sabre o que
ele chamava de sangue precioso-Ah,Aziel,pergunta-me sobre coisas alheias,mas lhe direi e espero que entenda:Um legado árduo demais para que a
sua pessoa entenda,mas sei que entenderá quando pensar;a unção de algo maior corre em tuas veias,em teu sangue,um dna perfeito a respeito do
que possa chamar de força-Ele parou.

-Falo com coisas,entende?Posso lê pensamentos,acho que até fazer encantamentos caso deseje fazer,mas e algo que ainda me foge o raciocionio,o
que quero deixar claro aqui,e que odeio isso-Ele não esperava ouvir o que acabará de dizer,e nisso mamãe andou a frente tomando a palavra,o que
me vez repensar em várias coisas.

-Aziel diga-me,se está desabafando,se nós acha capaz de lhe ajudar,então diga-me: Com quem falas?Com quem mantém contato? Odeia tanto o que
és?

-Genevieve e Samantha,compreendem isso pai e mãe?Dizem eles que são antepassados longes,longiguos no que diz respeito ao tempo.Falo com ele
constantemente,tenho que admitir,e muito recente.

-Tem certeza Aziel?-Lestat proclamou ao se levantar,ele que sofreu para fazê-lo já que seu coração estivera sofrido demais por meus atos,pequena e
doce insensatez minha que o fazia sofrer-Absoluta-Não suportando deixou-se envolver pelo choro,pensava que ele fosse mais forte,mas percebi com
plena franqueza que ele não era tão forte como aparentava ser.

-Não e possível,tenho sangue amaldiçoado,plenamente amaldiçoado,imagine isso! Ah,céus alados e pecaminosos,que me engulam se eu estiver
errado-Mamãe o olhava,ela que se apressou em lhe ajudar,lhe dar o pequeno apoio moral que poderia dar nesse momento-Não fale isso querido,
és maior do que pensar ser,não e necessário falares assim-Isso o fez se calar.

-Aziel,tens um melhor decernimento agora,me prometa algo-Eu não pensava,agia-O que?-Ele andou a minha frente,abaixou-se aproveitando que
eu estava sentado-Que não se meterá em encrencas Aziel,que nunca fará uso de tudo,de todos os dons malditos que correm em suas veias,por
que eles são,Lunnes que o diga-Nunca tive maior vontade como nesse momento de o queimar com meu olhar.

-Há,acha mesmo?Foistes um quando humano,correto!? Admita,se és imortal como diz ser,então e que um dia foistes humano! E como tal teve a
mesma sina maldita correndo em teu sangue e carne,não minta-Falei entrei dentes,isso o assustou-Resumidamente eu e que peço para que não
me peça isso,melhor!-Reverbei,acho que até mamãe ficará tomado de rancor nesse momento.

-Peço que não venhas mais aqui,muito menos ter algum vínculo comigo,me recepcionas-te,por demais-Ele ofegou,encheu-se de frieza alheia,ele
sequer deixou emanar o que sentirá nesse momento-Lestat não ligue para o que ele fala,ele e apenas uma criança-Mamãe falou,ele não ouvia,ele
só me fitava silencioso,tomado por algo que nem eu compreendia.

-Ah,Aziel,lamento que tenha terminado assim,correto?-Proclamou envolto em seu alheio rancor,ele andou em direção a porta devagante,era
como se algo falasse com ele-Digamos que estamos quites,que nada temos a falar,correto?-O olhava,eu que agora lenvantará.Quando pude
ficar de frente a ele conclui-Não exatamente,mas por favor,me deixa um tempo em paz-Pedi-Esqueça,Aziel suba para cima,por favor!-Isso pa-
ra minha pessoa era rancoroso demais.

-Meu amor esqueça isso,por favor,converse comigo,céus,olhe para você-Ouvi ela dizer ao me direcionar as escadas-Nada Vitória,eu entendo!
O pior,por mais que ele,pupilo,tenha apenas 5 anos,ele tem ração,eu estava sonhando ao pensar que seria um bom exemplo-Eu parei no topo
da escada,logo no vão da entrada do imenso corredor,os olhava.

-Não pensa assim,para com isso,fique comigo,conversaremos melhor-Ela o abraçava,desejava beijá-lo,mas o que ele não permitiu,e quando a
minha pessoa ia se virar para seguir pelo corredor ouvi ele dizer-Aziel! Não se preocupe,mesmo com isso,os manterei afastados,tenha certeza-E
eu pensei silencioso.

-Mas que diabos ele fala?-Sussurrei-Aziel!Sou teu pai,e farei cumprir minha tarefa-Pensei rapidamente,e mesmo assim segui,em direcionava ao
meu quarto,desejava dormir depois de tudo,da maldita noite noite de torta que acabará desse modo-Lestat por favor,prometa-me voltar!-Ouvi
mamãe pedir-Desculpe qualquer coisa,eu te amo,cuide-se-A porta bateu forte.

Ouvi quando entrei em meu quarto,a porta da sala baterá forte com a saída dele,me deitei na cama ao fechar na chave a porta de meu quarto.
Ficaria horas e mais horas pensando em tudo isso,no que ele disse,com isso o meu recomeço,com um pequeno evoluir moral.Pensei muito,como
ele se comportará diante de tudo-Lamento,mas não suporto-Sussurrei baixinho ao me manter deitado de bruços,o rosto encostado no travesseiro.
E as horas passaram,o compromisso interminável com minha alma se mantinha.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 4 Jul - 12:55:37


E resalto que esperava uma chegada arrebatadora de remorços,mas não,não foi o que aconteceu.Tudo que lembro e que mamãe subiu e bateu na porta.Ela
não háveria de passar enfrente a porta de meu quarto e fingir que nada tinha acontecido.Foi nesse momento que ela se deixou silenciar por algums minutos.
-Aziel deixe eu entrar,estou aqui-Pensei por alguns instantes,já não bastava minha alma plenamente tomava de holocausto alheio?

-Ok,sem problemas,mas esperava que retomasse todo um modo de reorganizar teus pensamentos-E com isso me levantei,em instantes abri a porta,isso pa-
ra ela foi alívio-Graças que abriu a porta-Disse,é,de todo modo essa noite para minha pessoa estava sendo longa,imensamente cansativa em todos os sentidos.
-Céus,novamente repito,se vier tentar me persuadir,eu não vou aceitar,eu não volto atrás-Disse.

Ela sentou-se na poltrona em seguida,eu fechei a porta,graças que a imensa janela estava aberta,ela não se deu o trabalho de ligar as luzes,as luzes que vi-
nham do jardim aos fundos da imensa casa entravam iluminando o quarto docemente.Passou-se alguns momentos e conforme eu me mantinha sentado a beira
da cama ela atenuava seus brilhosos olhos sobre mim.

Uma mulher magra,alta,delicada,os densos cabelos soltos clareados em seu tom de mel,suas vestes atenuadas a seu corpo-Aziel,é isso mesmo que deseja pa-
ra si?-Quis saber,e com isso minha pessoa refez todo um conceito de tentar absorver-Ele diz que e imortal,mas o que um imortal?-Perguntei-lhe,e com isso ela
riu docemente,repensou rapidamente em suas futuras palavras.

-Eu era jovem demais na época,mas nunca me arrependi,compreende?Imensamente jovem eu era,mas quero que entenda que para eu e ele,você foi um ser
muito desejado,apesar deu tê-lo mantido forá da Cidade por meses a fio.

-Oh? Não entendo,seja direta-E nesse instante ela disse-Sim,e isso mesmo que ouve querido,ele não sabia até voltar,até Lunnes lhe dar o concentimento para
vir,como foi possível?De todo um modo tornando Lestat humano por dois dias e duas noites seguidas,o que quase o matou-Impactante,compreendi que mamãe
forá mais cruél que ele próprio-Nossa!-Disse impactado.

-Bem! Entendo por que ele tem medo de ti,eu entendo aquele brilho de medo quando ele está contigo-Ele riu delicadamente,seus lindos olhos se fecharam por
alguns instantes e ouvi sua voz-Não medo,mas ele teme,ele precisa manter os Seres Bestiais fora da Cidade,e uma guerra que dura noite após noite,quero que
saiba Aziel,que até mesmo o doce Louis,comprará essa guerra para si,até mesmo Gabrielle,Sépia-Pensei.

-Mas e isso que quero entender mamãe! O que são eles!?-A questionei angustiado,nesse monento me sentia tão frustrado que minha pessoa repensava em vá-
rios conceitos relevantes-Imagine teu pai impregnado pelo que chamo de ligação espectral,e como uma malha de rede invisível a olhos humanos comuns,uma ma-
lha de rede que o prende a seu corpo-Ela se silenciou por alguns momentos.

-Sim,continue,começo a entender melhor!-Agora sim ela chegará ao foco do que eu queria saber-Unicamente sangue,ele precisa de sangue,não com tanta fre-
guência como antigamente,nos antigos tempos em que nasceu e viveu,mas ele precisa-Ofeguei-Para que isso?-Ela assentiu ao se levantar-Isso lhe mata a fome,
é o que seu corpo aceita,ele está morto,Aziel,morto para o mundo,assim,como Louis,Gabrielle,Thalwa,Sépia,todos eles-Ofeguei me deixando pensar,isso fez sua
pessoa se curvar diante de mim.

-Estou de contando isso filho,por que a tarefa não está sendo fácil,não e uma das melhores a cumprir,falo de manter os Seres Bestiais fora da Cidade de Athena,
eu esperava que diante da coragem dele,viesse á compreender,mas me deixa triste Aziel,imensamente triste-Angustiante para mim,e ela sabia disso,me humilha-
rá perante deu conceito e a verdade rápida e prática de se entender que me desfirá na face.

Fiquei paralisado ao sentir todas essas informações me tomando a mente,o corpo-Mamãe?-Disse ao vê-la se direcionar a porta,foi um ato relevante para mim,eu
sofria para absorver todos esses conceitos anciões de vida alheia-Aziel,pense sozinho,encontrará tua resposta-É ela saiu fechando a porta,me deixei tombar para
trás,olhava o teto fixamente,repensava friamente,no que ela me disse.

-É eu sou o culpado de tudo isso-Proclamei baixinho,e nesse instante eu me deixei parar no tempo,era como se minha alma fosse elevada a um novo patamar de
moral e conceito de existência.Eu ofeguei respirando fundo quando fecheu meus olhos,deixei minhas mãos se curvare sobre mim,isso me fez retomar o controle
pisicológico necessário para entender.

Mamãe tinha sido direta,mais direta que papai,ele que sairá chateado,magoado em todos os sentidos-Mas por que esses Seres Bestiais me procuram?Papai disse
que se tratava de meu DNA,e de compreender isso?O que e DNA?-Me questionei,eu a criança deitada,com os olhos fechados,as mãos curvadas sobre si,isso fez o
silêncio de atenuar com melhor esmero de tenue momento.

'DNA é o que formata,o que configura o que és,ele define o que uma pessoa e Aziel,se és um Bruxo,Bruxa,Feiticeiro ou um mero humano normal desconvicto de
toda essa realidade,a verdadeira forma humana'.

Que voz maravilhosa,que voz maravilhosa ouvi,movi meu rosto de lado abrindo os olhos,e nesse momento vi que Geneviesse falava comigo,algumas lágrimas bro-
tando de meus olhos,me molhando o rosto-Genevieve?Será que fiz certo?-Lhe perguntei,o ancião antigo que se mantinha sentado ao chão sobre o tapete,ele que
jamais deixaria de vir falar comigo ao saber dessa amargura.

-Aziel,se foi para se sentir bem,sim,mas se mesmo assim,se sente infeliz,se levante,vá,corra por esse corredor,saia pelas Ruas e vá ao encontro de Lestat-Isso
entendi,ri de lado apesar de choroso-Entendo querido,obrigada-E ele sorriu lindamente,sumiu devagante,vi como as particulas espectrais sumiam conforme ele
ia embora-Tome cuidado meu querido,não cometa o erro de fazer todo trabalho deles ser envão,eles lutam,mas por você ao manter os Seres Bestiais fora da Ci-
dade-Ofeguei,e quando dei por mim ao ouvir essas últimas palavras de Genevieve,apaguei.

A merá presença de Genevieve e mamãe me fizeram me sentir melhor,e com isso meu pequeno e amargurado coração se sentia aliviado,mesmo assim que sou-
be que não teria coragem de voltar ao encontro dele,ir a procura de Lestat e Louis.Na manhã seguinte despertei e não tive coragem de sair do quarto,ouvi mamãr
bater,em pensar que eu acordará em meio a noite e a fechará.

-Aziel não vai acordar?Querido precisamos ir-Me mantive deitado,olhos abertos ao olhar para o nada,deitado de bruços estava,leçóis macios sobre mim-Não quero,
me deixa por alguns momentos-Ouvi ela respirar fundo-Sem problemas,eu estou saíndo,farei um extenso trabalho antropológico com algums especialistas,quando
eu voltar conversamos-Ouvi seus passos e com isso voltei a dormir.

O cheiro de flores jazia sobre meu quarto,eu não entendia os motivos,e mesmo assim,eu dormir com profundidade,sonhos alheios me tomaram,eu sentia a forte e
tenebrosa presença de Samantha,mas me era estranho Genevieve não está presente,eles que vieram ao meu encontro temendo todo meu descontrole,e mesmo ao
me contrariarem,faziam prol de vossas opinões e conceitos.

Era 13:30 Hrs da tarde quando acordei,o relógio marcava.Me sentei sobre a cama,uma criança encolhida pensando na vida-Samantha?-A chamei,será que ela viria
ao meu encontro novamente?Certamente que poderia está muito chateada comigo,com meu comportamento,mas quando levantei-me e me direcionei pelo corredor
senti o lapso terrível de sua presença feminina.

-Oi,Aziel,estou aqui-Eu ri apesar de amargurado,ouvir sua doce e cálida voz me era maravilhoso,o unico conforto que tinha nesse momento,desci a escada,passei
pela imensa sala e claro,e logo me encontrava na imensa e maravilhosa cozinha-Mamãe deixou café pronto para mim-Disse,Samantha se manteve de pé,suas lon-
gas vestes sinuosamente bonitas,a dama alheia que passeava seus olhos por mim.

Eu olhava a mesa com um prato cheio de biscoitos de chocolate,a garrafa de cor vermelha provavelmente cheia de café fumegante,arqueei a sobrancelha,isso fez
Samantha falar-Não vai querer?-Ofeguei ao me sentar,minha túnica negra amassada devido ao sono,meus cabelos soltos,sultilmente humidos pelo suor,e isso eu
não entendi nesse momento,ofeguei,estranhei a terrível tristeza em meu coração.

-Sabe Samantha?Ele deve me odiar,imagino o quanto ele deva está me odiando agora-Ela sorriu nesse momento,andou se sentado na cadeira,força espectral para
afastar a cadeira-Não Aziel,tudo que Lestat e seus companheiros querem agora,e dormir,dormir e dormir,meu querido;a guerra continua no novo despertar,pelo o
que eu saiba,nem os imortais ou os Seres Bestiais podem andar ou acordar durante o dia-Arqueei minha sobrancelha.

-Por que?-Ela ofegueou triste-O sangue,o ávido e precioso sangue queima com a força,o fogo arderia em vosso corpo caso eles acordassem durante o dia,o sol é
o maior inimigo deles-Entendi,assenti,mas mesmo assim,eu não compreendia por que meu corpinho de criança estava tão quente,parecia que eu ia queimar!Nesse
instante ela se levantou,parando diante de mim disse-Aziel está bem?-Eu ri ao olhar para ela.

-Bem querida Samantha,acho que não,acho que tamanha raiva que tive,a briga,tudo isso me deixará para baixo-Ela compreendeu,se apressou em pegar a garrafa
e encher um copo para mim,no bulé tinha leite fresco quente,ela colocou uma pequenina quantidade-Tome querido,mesmo estando nesse estado,tento fazer algo,a
minha pessoa riu,percebi que minhas bochechas ardiam,provavelmente estariam rosadas.

-Faria algo por mim?Fique comigo,não vá embora-E nesse momento ela refletiu,acho que pensava ao decidi se ficaria ou não,tomeu alguns goles do café com leite,
bom estar sem açucar,o que seria melhor para mim nesse momento,e percebi que meu sagrado e pequeno corpo não aguentará toda raiva sentida na noite anterior.
Adoecerá em prol disso.

Fiquei conversando com Samantha,rapidamente minha pessoa se envolveu no riquinte dessa preciosa dama,uma dama que nunca deixou de responder as minhas
perguntas.Quando terminei de comer tudo que fiz foi subir,de todo modo me preparar para mais uma soneca necessária.Eu estava doente,ardendo de febre,ainda
pensava em muitas coisas.

Samantha me jogará o lençól por cima de mim,eu que me mantive deitado de lado,e aos poucos o sono veio.Nunca senti meu corpo arder tanto,parecia que meu
pequeno coraçãozinho rachará por tanta tristeza e raiva na noite.E com isso eu deixava o tempo seguir,mais algumas horas de sono e provavelmente me sentiria
bem.Era o que esperava.A presença de Samantha pairava pelo ar nesse momento,o que me confortava.Tudo que poderia fazer era esperar a chegada de Vitória.
Unicamente isso.


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Ana Nery
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 4 Jul - 13:58:36

Nunca senti tamanho alívio quando se passaram as horas e ouvi a voz de mamãe me chamando,pelo visto ela estava no quarto-Aziel?Consegue me ouvir?-Isso me
fez abrir os olhos,olhar para ela,eu que jazia deitado,ofegante devido a escaça força alheia,era como se minhas energias tivessem sido drenadas-Há,eu consigo ou-
vir você-E com isso ela riu por alguns instantes,se mantinha ajoelhada a beira da cama,me fitando.

E me foi estranho olhar para o lado dela e vê Samantha de pé se arqueando sobre a cama,me observando-Eu não entendo,estava tão bem ontém apesar de tudo,a
minha pessoa não entende meu querido-Eu ri de lado apesar de angustiante-Que isso-Lhe respondi,ela me ajudou a me sentar sobre a cama ao deslizar seus delica-
dos braços por baixo de mim.

-Tudo que precisa querido e de um bom banho gelado,uma comida deliciosa e para terminar um chá de ervas para melhorar-Pensei,eu a olhei ao erguer meus olhos.
-Samantha,ela está ao seu lado-Lhe disse,mamãe não quis acender as luzes,o luar iluminava o quarto,a noite se tornará e vierá fresca,ótimo para mim que não poderi-
a deixar de respirar-Venha comigo Aziel-Ela pode me pegar nos braços.

Saíndo comigo pelo corredor se direcionou a seu imenso quarto,quer dizer! O quarto dela e de meu pai,por que lembrar das orgias que eles provavelmente apronta-
ram nesse lugar,me deixará traumatizado.Ela me sentou na cama,começou a desabotoar toda minha túnica,quando terminou pediu para eu me direcionar ao banhei-
ro dela,pelo visto não bastaria apenas um banho simples.

Olhei o box,a imensa banheira do lado esquerdo,a pia também imensa,tudo deliciosamente perfeito,encantador,tinha ervas na água,que a presença de Samantha con-
tinuasse pairando pela casa,eu precisava,não demorou para eu poder entrar na banheira,me deixei submergir por alguns instantes,desejei ficar assim,mas sabia que
não seria necessário.

Pelo visto Vitória estaria a procura de roupas frescas para mim,que de algum modo eu conseguisse melhorar.E com isso toda uma pequena e notável recuperação se
esperava,rápida e precisa.E seria o que aconteria,o que eu procurava.Concluindo esse notável,precioso e terrível momento.Céus,cinco anos se passaram muito rápido
perante meu conceito de vida e existência.

10 anos malditos em todos os sentidos,em muitas confuções espectrais eu tinha me metido nesse intervá-lo de tempo,e minha mãe,Samantha,até mesmo Genevieve
me socorreram nesses momentos.Não que se tratasse de demônios,anjos,afinal,até o momento não tive change de saber de isso existe ou não,mas céus! A cada uni-
sona tentativa de usar meus dons alheios sozinho,forá possuido,contaminado com almas plenamente más,que vieram com o intuito de me matar.

Mas bem! E algo que prefiro manter segredo,e parto para a sangrada noite de verão nesses tempos.10 anos,10 anos e eu não acreditava nesse conceito de que toda
minha vida seria tão cruél,como se tornará.Por 5 anos eu não tinha visto meu pai,muito menos a face de qualquer um deles.Mamãe nessa doce e fresca noite estava
em seu quarto,pelo visto organizando vários textos sobre o conceito de seu trabalho.

Eu no meu quarto aprontando no conceito de escrever textos em meu mais novo brinquedinho alheio,o laptop jazia sobre a mesinha ao lado da imensa cama,eu escre-
via,agia estudando alguns textos que me passaram no colégio,intuido de trabalho relacionado a escrita,eu jazia com fome,mas me segurava,eu precisava concluir esse
trabalho.Mas algo me supreendeu nesse momento.

O som da doce campanhia da casa foi ouvido e com isso me levantei-Quem será uma hora dessas?-Saíndo ao corredor vi mamãe aparecer na entrada de seu quarto-
Deixe que eu atendo-E me direcionei a escada,descendo atravessei a sala,a lareira queimava,fogo ardente e perfume doce de madeira queimando na lareira,nada,eu
não esperava pela cena que me depararia.

-Já vai!-Gritei ao ouvir a campanhia zoar de novo,eu calçava botas curtas negras,calça jeans justas,camiseta também negra,eu me sentia um andarilho antigo,graças
que nesses 5 anos meu corpo crescerá bastante,apesar deu estar magro como sempre fui,o que me surpreendeu foi a voz de desespero de Louis-Aziel! Abra logo!Eu
não posso esperar!-Em pensar que moravamos tão perto,todos nós,mas a distância era como um abismo.

Pensei por alguns instantes,mas eu abri,destranquei a porta e ao ver a cena eu dei passos para trás,passos ao me sentir amedrontado.Encarava Louis,ele que sofria
para segurar Lestat em seus braços-Nossa,não poderia ter procurado outro lugar?-Disse ao andar a frente,ele me fitou se sentinto ofendido,muitas marcas de cortes
em seu rosto,eu ainda pensava,tremia diante do estado de Lestat.

Tive que usar de minha força escaça para ajudar Louis a arrastar Lestat até o jardim,passamos pela cozinha e entramos depois,Lestat tombou ao chão,suas roupas
plenamente sujas de sangue,e eu me apressei em averiguar a situação-O que houve?-Louis veio me ajudar,ele que pelo visto também se envolverá nessa encrenca
sem precedentes-Malditos,isso sim,nós seguiram,estavamos na fronteira de Athenas,nos capos e simplesmente fomos atacados-Pensei.

Eu e Louis agiamos desabotoando a caminha dele,que estava em frangalhos,a calça rasgada sobre a perna,muitos cortes,acho que quase um retalhiamento,Lestat
tinha desmaiado nesse momento e como Louis conseguirá vir?Ele me respondeu enquanto despiamos Lestat,que vierá na base da fuga,do voo alheio,apesar dele
sofrer ainda para realizar esse feito.

-Entendo-Lhe respondi,não deixei de lamentar ao observar Lestat jogado sobre a cama,as luzes do jardim ligadas suavemente,eu pensava-O porão,pode deixar ele
lá,por que sinceramente seria um lugar silencioso para ele-Louis pensou,ele não estava em pior estado que meu pai,mas se mantinha de pé apesar do corte em seu
ombro e rosto-Obrigada Aziel-Não seria um momento própicio para Genevieve e Samantha virem agora.

Com isso me abaixei ao lado de Lestat,o tombei de lado,de corpo para cima,nunca vi tamanhos cortes em seu corpo,céus,arrepios me percorreram o corpo-Louis,eu
não sei,eu não sei como resolver isso-Disse,e Louis que andava ao redor de mim e Lestat-Não precisa,o corpo dele regirá,o que não poderia acontecer,e ele ter fica-
do lá,teria sido morto-Concluiu.

O olhei em resposta,isso o fez dar passos para trás-O que pensa?-Eu me mantive sério,o que fez calar-se-Nada Louis,mas ajude-me a colocar ele no porão-Meus
olhos se moveram para trás dele,ouvi os passos de mamãe andando peloa cozinha la dentro-Vamos,me ajude-Ele assentiu se apressando,e quando se abaixou do
outro lado de Lestat eu e ele conseguimos erguer Lestat.

Isso ao lhe dar apóio pelos ombros,Lestat nesse momento ticateou despertando,ele que ofegou com imensa força,acho que tentando tomar ar,as gotas de sangue
lhe escorrendo pelo corpo-Aziel,preferiria que me levasse para mansão-Sua voz estava embargada,tomada de dor,ele tremia,sequer conseguia andar-Cale-se,não
tem que responder a nada!-Gritei com raiva.

Louis se manteve quieto,andavamos segurando Lestat em direção a porta do porão debaixo da terra,mas nesse momento mamãe apareceu na saída da imensa
cozinha,ela andou pelo jardim-Nossa,Louis! Não poderia ter voltado antes!-Isso o deixou ressentido-Não dava! Como poderia voltar antes de aquele bando de mal-
ditos nos seguiram! Ficaram de tocaia!?-Ela se manteve seria.

-Entendo-Ela se manteve a nossa frente impedindo o caminho-Quer infernos de encrencas foi arrumar agora Lestat?-Ele não conseguia ouvir direito,imensamente
tonto,tomado pela dor-Para com isso Vitória,deixa-me dormir-Pediu,ela riu,ela que me fizerá afastar-Aziel quer fazer algo de bom?Continue seus alfazeres,eu e o
Louis resolvemos isso-Concluiu.

-Tudo bem! Depois não falem que não disse nada!-Ela riu,Louis se mantinha atento,e os dois seguiram a frente,ela se abaixou destravando a pesada tampa do
porão,em algum momento vi quando Lestat ofegou e voltou a apafar-Lestat se mantenha desperto!-Louis agora se desesperará completamente,e mamãe em
sua pressa se adiantou em ajudar.

-Caramba! Por favor!Lestat,Lestat!-Nem um sinal vindo dele,tudo que Louis pode fazer foi pegar papai em seus braços,o homem marcado,retalhado corporamente
em uma emboscada alheia.Vi Louis descer,Mamãe atrás dele,ele que claramente segurava papai em seus braços ainda desmaiado,vi quando ela se virou,antes de
fechar a porta sobre o gramado disse-Saia daqui Aziel-E o trancar silencioso.

Ofeguei,acho que só nesse momento a loucura me tomava-O que fiz de errado?-Sussurrei angustiado,me direcionei a entrada da cozinha,e passando por ela fui
a sala,me sentei em uma das poltronas-O que fiz de errado?-Voltei a repetir,eu pensava,me sentia frustrado diante do comportamento de Louis e mamãe quanto
a mim,e foi nesse instante que Genevieve veio.

-Não pense Aziel,acho que seria sensato não intervir depois de tudo-Ofeguei olhando para o teto,pensei em minha frustração-Ascos,correto?-E nisso ele respon-
deu-Jamais jovem menino,deixe teu pai reaver suas forças-Me silenciei.O tempo passou e com isso Louis e mamãe vieram-Louis fique aqui está noite,sei que ele
dormirá,Lestat não tem a minima condição de despertar agora-Louis a olhava.

-Eu sei,eu preciso ir mesmo assim,acho que as condições não estão própicias para mais momentos de paz-Isso a assustou,mesmo assim lhe respondeu,e eu a
olhá-los-Não pense dessa forma,mas se precisa de algo venha,estarei aqui-Ele riu,lhe abraçou com força,imensa vontade-Thalwa e Sépia não ficarão felizes,eu
temo agora,isso por que...-Ele parou,ofegou.

-Acha que ela cometeria a loucura de sair a caça deles? Dos que fizeram isso?-Ele assentiu se afastando devagante-Sim,o que não seria bom,bom no conceito
de quando ela está descontrolada-Mamãe se apressou em vir se sentar em uma das poltronas-Sim e claro,diga para ela que quero muito vê-la,ele está aqui,eu
cuidarei dele-Louis riu,deixou-se pensar por alguns instantes,mas respondeu antes de sair pela porta-Que assim seja-E com isso Louis se fora ao fechar a porta.

Ouvi alguns latidos de nosso cão,ele que jazia em sua idade pacata a claro,voltei meu olhar a mamãe,ela que jazia sentada,pensativa-Aziel,querido suba até
meu quarto,pegue um pote com ervas no banheiro querido,está encima da pia de mármore-Me levantei-Me espere-Pedi e com isso me direcionei a escada,a
mamãe não ficará bem esperitualmente com essa situação,mas ela precisava dar início ao processo de recuperação de Lestat,e isso eu veria com meus olhos.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 5 Jul - 10:59:30

Em questão de instantes eu me encontrava com pose do pote de ervas que ela tanto desejava,com isso aproveite para pegar no armário do quarto uma maleta com
alguns paninhos limpos,essas coisas alheias.Quando cheguei na sala,mamãe se levantou,deixou-se andar em minha direção desejando pegar a maleta e o pote,nesse
momento a indaguei quanto ao que ela iria dizer,eu já previa-Nem queira evitar,tenho o direito de estar naquele lugar-E nesse momento ela deixou-se pensar,isso a
fez respirar fundo.

-Aziel foram 5 anos,entende o que e isso? Sua alma não consegue absorver isso,eu consigo,mas e tu?-Eu me deparei com uma seriedade de verdades alheias,mas eu
estava disposto a manter minha palavra-Não responda nada,deixe eu ficar-E com isso ela passou por mim sem responder,se ela não respondeu e que poderia ir,mas a
minha pessoa teve que respirar por alguns momentos.

A segui e quando atravessamos a sala e entramos no jardim dos fundos da casa,vi ela se direcionar a entrada do portão,com isso ela me entregou a maleta e o pote,ela
deixou-se abaixar-se,ergueu a pesada porta gravada ao chão,vi a escada,ela seguiu,eu entrei e não tive trabalho para fechar a pesada porta que mais parece uma tampa.
-Mamãe?-Disse,desci a escada,quando no chão visualizei sua pessoa sentada ao lado de Lestat.

-Nossa-Sussurrei para mim mesmo,meus olhos só agora e que enchergavam direito a situação dele.Papai jazia deitado para cima sobre o tapete macio sobre o chão,ele
não acordará,tamanho impacto em seu corpo o fizerá apagar por completo,andei a frente deixando o pote e a meleta com os paninhos limpos no chão,mamãe de apres-
sou em levantar-se e ir acender velas sobre o castiçal que jaziam encima da longa mesinha encostada na parede,ao lado uma poltrona imensa.

-Faça algo por mim,consegue amassar essas ervas.Aziel?-Eu assenti a olhando quando voltou-se a mim,me levantei e com isso ela passou as mãos sobre a maleta,ela a
encarar papai jazendo daquele modo sem qualquer sinal vital-Há,Lestat,quando vai aprender a não se meter nesses problemas,mas admito,grande parte e culpa minha-A
sua pessoa pensava,eu que peguei um recepiente de metal encima da mesinha.

Quando sentei-me ao lado dela abri o porte de ervas,peguei uma boa quantidade com as mãos e coloquei dentro,olhei o jarro pequeno prateado e sabendo que tinha água
fresca dentro,derramei um pouquinho,mamãe enquanto segurava a maleta em seu colo se esticou pegando o amassado,que mais me parecia um pequenino bastão,com os
gestos delicados comecei a amassar as ervas.

Ao pegar um paninho dobrado na maleta ela mesma quis limpar aqueles ferimentos profundos-Continue amassando essas ervas,faça uma boa quantidade-Pediu,ainda
pensava,eu que encarava a mistura,continuava mesclando e movendo o amassador sobre as ervas,aos poucos a massa ia se formando,ficando pastosa,mesmo assim o
meu pensamento vinha,me tomava.

Conforme mamãe limpava os ferimentos me assombrei por alguns instantes,ao vê como os ferimentos começavam a se fechar com uma rapidez assombrosa,a pele que
agia,como se as células voltassem a se impregnar no corpo dele,se multiplicando com uma rapidez anormal-Tome cuidado,não amasse demais a mistura Aziel-Pensei,os
seus gestos conforme limpava os ferimentos eram delicados.

-Com isso tudo terminará?-Perguntei,e com isso ela falou-Não se pergunte Aziel! Amasse essas ervas !-Emanara um forte tom de raiva contida,mas manteve o ritimo de
toda limpeza necessária para Lestat.Aos poucos o tempo passava,e assim coloquei mais ervas,um pouquinho mais de água e mais amassamento,ela agia,não perdia tem-
po,silenciosa agia,mas sentia no ar como ela se sentia tão frustrada,tomada de uma raiva pessoa.

Pensei por alguns instantes e soube que essa raiva era de mim,relacionada a esses 5 anos com que eu agirá sequer querendo vê-lo,o que se passava na mente dela?Eu
adoraria saber disso nesse momento,ao pensar nesse momento que reflito.Ela sofreu para fazer com que Lestat deitasse de bruços,e com isso,ao perceber sua incapazi-
dade de mover aquele corpo plenamente rigido,acho que terrivelmente poderoso comparado a sua escaça força,apesar de ser a bruxa que é,ajudei.

Quando conseguimos ela olhos os ferimentos nas costas dele-Céus,por onde eu começo?-Se perguntou,eu sabia que ela se sentia incapaz de fazer isso,mas olheo o jarro
e rapidamente peguei mais paninhos limpos na maleza,coloquei só um pouco de água humidecendo e entreguei a ela-Isso facilita-Nesse momento ela se segurou,se ela
pudesse me expulsar do potão,garanto que teria feito.

Mas voltei a meu trabalho,amassar as ervas,só isso que deveria fazer,se passaram mais alguns minutos tenebrosos enquanto eu amassava,enquanto ela limpava os feri-
mentos nas costas dele,ela se assutou do nada,as vê-las davam um belo contraste sobre ela,a iluminação do portão,eu parei de amassar as ervas,a pasta macia,plenamen-
te perfumada devido as ervas curativas.

-Acordou querido?Pode me ouvir?-Vi quando ele moveu sua mão direita,ele gemeu se sentindo sufocado pela dor nas costas-Tenha calma,só mais um pouquinho,e eu
vou terminar-Que ataque maciço pensei,destruidor em todos os sentidos,mesmo assustado eu empurrei o recipiente com a pasta de ervas,ela o pegou rapidamente,e
com suas mãos habilidosas foi colocando sobre os ferimentos,eu demorei a absorver isso.

-Fique quieto,não se mexa até eu terminar-A sensação que eu senti?De como eu estivesse sendo excluido e juro que me deu vontade de subir,mas ela percebeu,quan-
do estava prestes a falar comigo,Lestat respondeu,mesmo cheio de dor,conseguiu falar-Não peça isso,deixe ele ficar-E ela continuou,eu ofeguei sendo tomado de uma
frustração desconhecida,saiba que existe vários tipos de frustrações.

A mistura ia sendo mesclada,atenuada aos ferimentos com uma habilidade imensa,mas eu percebi que mamãe usada de sua mágia alheia para atenuar aquela dor,eu
não sabia,mas entendi que a mágia das ervas era própicia a isso,atenua a dor mesmo quando os ferimentos são profundos.Mais alguns femidos sufocados foram ouvi-
dos e para mim foi perceptivel como a cura,o corpo dele reagia a isso.

Mãe fazia uma sobreposição de forma imensa sobre ele,e silenciosamente captei como isso ajudava.Pensei por alguns instantes,tive que pensar ao longo dessa cena,o
modo como todo se tornará unificado na questão que diz respeito a curatividade alheia.Mas foi quando a mistura acabou que obtive a plena resposta que procurava:Ás
duas forças alheias,a que ele emana,a que ela emana,e como se fossem o Ying e Yang,ajuda multua.

Mas preferi ficar quieto,com isso andei a frente,me sentei de frente para ele,ele nesse momento já se sentia um pouquinho melhor,as dores apesar dos ferimentos ain-
da estarem abertos,menos sentidas.Suas mãos curvadas abaixo de seu rosto,ele que se mantinha quieto,silencioso,esperando o termino das ultimas aplicações da mistu-
ra,seus olhos se abriram me fitando,o brilho feroz que e anormal a qualquer humano.

-E você,Aziel,está bem?Durante esse tempo soube se cuidar melhor?Não deixo de perceber que tua conciência está bem melhor,digamos que melhor talhada pelo tempo
apesar de ser tão jovem e primária.

-Acho que isso não entendo,há perguntas que sempre vão me perseguir-Mamãe havia terminado,não imaginava que ela fosse tão perfeita a esse respeito,mas ele
sabia que fizerá bom proveito disso,ela pegou o jarro,o recipiente,o pote,e a maleta com paninhos,os sujos também e se levantou levando tudo para mecinha,nesse
instante vi como seus braços se atiçaram a frente,apertando firme com as mãos o tapete-Ah,me sinto melhor,muito melhor-Disse para si mesmo.

-Vitória eu admito,mãos como as tuas,nunca mais existirão nessa Terra-Ela riu por alguns instantes,ela que nesse momento limpava suas mãos ao derramar um pou-
co de água no recipiente,e com isso se virou ao pegar um paninho na maleta,mais um perfeitamente limpo-Não deveria se mexer,não agora,tente ficar só mais alguns
minutos imóvel,Lestat-Ele arqueou sua sobrancelha.

-Depende,ofego com isso-Disse,e nesse instante ele pode se sentar-se,mas mamãe se adiantou o ajudando a se levantar-Aziel,puxe mais as almofadas para
perto da parede,há um coberto encima da poltrona,não pude escapar,mesmo nesse estado Lestat conseguia suportar tamanha dor,o que me deixou tomado
de um certo questionado.

O fiz,e quando ele se sentou perto das almofadas ela pegou o cobertor de minhas mãos,o abriu,ele o puxou para si,Lestat ainda sofria para respirar com mais
perfeição,mas não demoraria ao retomar o ritimo da respiração alheia.Perceptível pelo seu olhar que ele acabará de sair de uma batalha,mas a guerra ainda
estava para ser vencida-Louis já foi embora,correto?-Ele quis saber.

-Sim,ele já foi,mas saiba que Thalwa e Sépia estão a par disso Lestat,o que não não é boa coisa-Disse ao sentar-se de frente para ele,eu me sentei na poltro-
na,devaguei por alguns instantes nas chamas das velas sobre o castiçal encima da mesinha,lá estava as coisas usadas-Hum,não que diga respeito a Sépia,mas
eu preciso dele aqui,Vitória,e não sei como pedir-Falava de Hyarian,mas por que Hyarian era tão importante assim?

Que questionamento terrível tive,mas mesmo assim voltei meu olhar a eles,Lestat esticou suas duas mãos em direção ao rosto dela,se mantinha sentado,mas
encostado sobre a parede,as almofadas lhe serviam como confortável apoio corporal,suas pernas curvadas a frente,aquecido pelo cobertor estava-Definho ao
ouvir isso-Mamãe respondeu.

Mas eu percebi e quis saber que importância Hyarian tinham,mesmo assim me mantive quieto,dominado pelo meu silêncio,a queima da vontade de subir quei-
mou,queimou de verdade-Seria inoportuno ir agora-Lestat falou ao me fitar,mamãe se manteve quieta,mas deu para ouvir um riso pacato vindo dela-Não e que
ainda me questiono que importância ele tem-Lhe respondi.

-Hyarian?Não o conhece,mas terá uma change de conhecê-lo,mas saiba antes de tudo Hyarian,ele não e uma pessoa com que deva mexer,se me acha tão
insensível,além do mais,frio,tudo isso,espere algo pior dele-Eu não sabia,mas isso me deixou pensativo,porém,não com um medo profundo,respirei,vi quan-
do Vitória se deixou alher nos braços dele.

Isso quando Lestat a puxou delicadamente para si,quando ele a acolheu tomado de um sentimento profundo que só ele conhecia.Imortais também amam?A
minha mente queimava ao querer desvendar esse segredo,Vitória ofegou dolorosa,sentiu-se tomada de uma dor alheia,mas suportou-Não te preocupas,não
vou embora agora,Vitória-Há!Belo conforto poderia dar para ela pensei.

-Não fala nada,me sinto destruida maldito-Ela no fundo no fundo,se sentia muito irritada com tudo isso,até comigo,mas ele soube lhe dar com essa situação,
a apertou contra si,seus braços que a acolhiam,a enlaçavam com uma perfeição assustadora-Há,mas não e o fim correto?-Ela arqueou sua sobrancelha mes-
mo mantendo os olhos fechados.

-Nunca terá fim,correto Lestat?-E com isso me levantei,me direcionei a escada-Aziel!-Esse foi o maior susto de Vitória,mas eu parei,eu que estava prestes a
subir,o problema e que eu sentia fome,precisava comer algo,e não faria diferente-Não vou sair,só que preciso comer algo,me sinto faminto,acho que preciso
me alimentar,se não me sentirei tomado de loucura-Lestat assentiu conforme a acolhia-Há,mas não demore,depois teremos uma conversinha insensível-Isso
me deixou tomado de raiva.

-Não tanto!-Gritei deixando a raiva me tomar,subi e quando estava mestres a fechar a imensa porta ao chão do jardim,eu vi,o que me deixou tomado de ciú-
mes,eu não suporto ver alguém tomar minha mãe para si,nem ele!Céus,eu queimo de raiva ao pensar que mamãe pode ser tão tocável,mesmo sendo unica-
mente ele! Ele deixou sua mão se curvar sobre o rosto dela,com um dos braços a acolhia,aquele beijo foi maldito,há,se foi! A porta foi fechada,e com isso eu
me seguia em direção a cozinha desesperado.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 5 Jul - 11:59:14

Tudo que comi foi um sanduiche de presunto,alface e queijo,isso bastante rápido,um copo de suco de laranja,mas eu me questionava a respeito de várias coisas.
E isso a respeito de Hyarian,do que ele realmente significava,pensava,refletia,e me deparei captando a perfeita imagem dele,um menino loiro,com seus cabelos
não muito longos,mais ou menos na altura do meio de suas costas.

Ele me pareceu alto,elegante,mas frio por natureza,desprovido de qualquer sentimento humano,mas eu pensava,pensava,pensava captando essas imagens,com o
doce tempo eu soube que Samantha me passava essas imagens perfeitas,a olhei quando a vi sentada na cadeira a minha frente,o doce vent vinha pela entrada que
dá ao jardim de nossa casa.

-Já o viu Samantha?-Lhe perfuntei,deixei o sanduiche pousar no prato,tomei mais alguns goles do gelado suco de laranja,muito gelo para mim-Várias vezes,Aziel
isso e coisa que ainda não deves conhecer-Arqueei minha sobrancelha-Será?Céus! Ele e meu irmão e pelo que vejo muito diferente de mim!Mas infernos! Ele e fi-
lho de mamãe!?-Nunca me senti tão frustrado,tomado de dor alheia,sempre a pontada de dor por tantas descobertas.

-Não,ele não e filho de Vitória Regia-Disse,a indaguei,me levantei-De quem?-Minha voz me soou rancorosa,chorosa,mas me contive,ela me olhava tomada de toda
uma forma de apreciar-Não se sinta tomado de ódio Aziel,Thalwa foi capaz de dar ao Lestat algo muito maior que você-Isso me deixou paralizado,foi como se ela
me disparasse um golpe feito a base de navalha.

-Maior?-Disse ofegante,me levantei nesse momento,repensei em vários contextos do que Samantha acabará de dizer-Aziel!-Ouvi ela gritar,ela andava atrás de
mim-Quis saber! Tudo que fiz e lhe responder-Me mantive silencioso,eu andava e entrei no quarto de mamãe ao subir a escada e passar pelo corredor.A lua da-
va todo contraste,me deitei na cama,olhava o teto.

-Obrigada Samantha-Ela sabia que indiretamente pedia para se retirar-Ascos! Menino chato,viu?-E com isso me deparei sozinho-Ainda vai se arrepender,e muito
Aziel-Ouvi sua voz-Eu ri-Não minha querida Samantha,só preciso pensar-E com isso me virei de bruços,me deparei encarando a imensa varanda,o cortinado que
se movia devido a brisa.

Fechei os olhos por alguns instantes,e me deparei com algo pacato quando voltei a abrí-los,vi sobre a mesinha ao lado da cama algo que só agora observava.
-Mas o que isso?-Disse,me sentei novamente,atenuei meu olhar sobre o que olhava,acendi o abajur para iluminar melhor,e vi aquele precioso porta retratos,
ele que quardava a fotinha alheia tão inesperada.

Ele estava sobre um livro que mamãe estiverá lendo,mas céus,isso me deixou parado,pensativo:Na foto alheia que me surpreendeu se podia vê mamãe,mas
aquele alguém que mal aparecia na foto,me custou a enchergar-Ele,pelo visto imortais não se podem refletir por completo-E me doeu por que sabia que era
Lestat,a sombra que quase se formava,ganhava vida diante da imagem.

Vitória Regia o olhava de lado,trevorosa ao estar trajada com uma longa túnica em cor violeta,mas ele!Ele me observava,aquele bebê dormindo em seus bra-
los,como se ele falasse comigo,ele que se tomava de um silencioso observar sobre mim-Preciso morrer-Disse,mas eu continuava olhando,Louis jazia ajoelha-
do ao lado de papai,ele me olhava-Céus,isso foi na mansão,olhe isso-Disse.

Papai e mamãe sentados um ao lado do outro sobre o imenso sofá luxuoso,Louis ajoelhado ao lado de Lestat desse modo perfeitamente desgrito por mim,eu
não pude decernir as roupas dele por completo,mas a de mamãe sim,como disse,eu,o bebê alheio nos braços de Lestat,a manta violeta com detalhes pratea-
dos sobre a borda,o olhar silencioso de Lestat sobre mim,só isso que decernir dele,de Louis? Um riso alheio.

-E eles tiveram coragem?Eu já estivesse nessa manção?-Me perguntei-Aziel!Entenda de uma vez por todas,eles te amam,o amam de verdade,desde quando
vistes ao mundo-Samantha falando,sua voz reverbando em minha mente-Se me amam por que não me permitem mais ir lá?-Ouvi seu ofegar-Acha que eles
desejariam um pergido terrível para ti?-Respondeu-me.

-Não,e claro que não,correto?-Respirei fundo por que diante disso uma ficha imensa caiu de minha face-Tudo bem Samantha,admito,fui um completo egoís-
ta,indiota e insensível em não ter compreendido-Ouvi um novo ofegar-Aziel,veja por si,e um bom começo,correto filho?-Eu ri,eu ainda olhava a imagem,ainda
me perdia na imagem ao conversar com ela.

-Sim e claro,não é?Não e tarde para continuar-E ela ofegou novamente-Sim,nunca e tarde,e mesmo assim,mesmo depois de tu ter expulsado ele naquela
noite,ele continuou a batalha,pense nisso-Assenti nesse momento,isso por que meus olhos ardiam,eu segurava meu choro,me era doloroso saber que minha
mente,minha batalha pessoal contra ele tinha sido perdida.

-Quer fazer algo querido? Pegue alguma roupa limpa para ele,leve-Arqueei minha sobrancelha,levantei-me,segui até o armário de mamãe,o abri,pelo visto
era dos dois,lá estava algumas luxuosas roupas de Lestat,dela também-Nossa-Me espantei,eu vi uma túnica belíssima,ela é longa,a cor azul-Marinho foi todo
esmero de detalhes aos meus olhos-Olhe para isso-Sussurrei.

A puxei do cabide e claro,a dobrei nas mãos,fechei as portas e segui pelo corredor ao fechar a porta do quarto.Quando no jardim eu desci a escada do porão.
Me deparei com Lestat sentado ao encostar-se sobre a parede,ele que fitava mamãe deitava,enrolada no cobertor,eu andei,fitava Vitória,a dama que dormia,a
dama que precisava de um bom descanso.

-Não deveria ter feito isso-Lhe disse,ele riu,se levantou ao ver a túnica jogada no chão,eu nesse momento me mantive sentado ao lado de mamãe,olhei seus
braços que continham algumas marcas de seus dedos,como se a tivesse apertado com muita força-Não vai embora correto?-Lhe perguntei,ele se vestia,come-
lava a ajustar a faixa da longa túnica-Não,eu não vou embora-Me respondeu.

-Mas preciso levar tua mãe ao quarto,fui um maldito,admito-Ele andou,se curvando na frente dela a pegou nos braços,eu olhei as roupas dela amassadas ao
lado,as puxei de imediato as dobrando,ele subia com ela em seus braços,não sofria tanto assim agora,ela estava enrolada no cobertor.Só quando ele a deitou
na cama de seu quarto e que saimos.

-Não poderia ser mais sensato?-Disse ao saírmos pelo corredor,ele me encarava,me fitou-Aziel,o que me interessa aqui e se você está bem,se ela está bem,
se você e ela estão protegidos,se durante esse tempo,ninguém de estranho apareceu aqui-Ofeguei,o encarava de baixo para cima,odiava o fato dele ser alto
aos meus olhos,não tanto assim! Mais altinho.

-Hum...Me odeia correto?Sabe que fui um indiota e que me desespero por querer perdão,por ser uma pessoa se queimando para não pedir desculpars-Isso
o supreendeu,ele se abaixou perante mim,sua mão esquerva pousou sobre meu ombro-Como assim?-Quis saber,nesse momento ofeguei,sofri horrores para
não chorar diante dele,isso seria covardia de minha parte.

-Eu não entendo,mas estou com a sensação de que começo a entender muitas coisas por aqui,e isso me artomenta-Ele riu ao fechar os olhos por alguns
instantes-Eu não o odeio Aziel,nunca pensei dessa forma-Será mesmo?Pensei,e meu desespero foi tamanho que ele reagiu direcionando seus dedos aos
meus olhos,eu começava a soluçar,e não entendia o porque.

Foi como se o desespero me tomasse,o desespero de querer falar,mas não conseguia falar.Entende isso? Quando tu querer falar algo e não consegue fa-
lar?Esse era meu desespero ao olhá-lo nesse momento-Aziel não precisa dizer se não consegue falar,por que eu sei o que se passa em seu coração nesse
momento,e odeio saber que és tão humano,provido e tomado desses sentimentos primários-Eu ouvia ele falar,mas ao mesmo tempo estava fora de mim.

Tudo que ele fez foi me puxar para si,me segurar em seus braços,eu não entendia por que estava chorando desse modo,mas tudo que sei e que chori
horrores quando entramos no meu quarto.Chorei por horas a fio encima daquela maldita cama,ele que me segurava,ele que me acolhia ao estar senta-
do encostado sobre o espelho da cama,e deitado de lado acolhido por ele.

-Teria sido muito fácil você,deixar tudo lado,mas não,não e?-Disse em determinado momento,ouvi sua voz aveludada-Sim,eu poderia tê-lo feito,mas
não-E senti maior pressão de suas mãos sonbre meus ombros,eu me desesperava por dentro,mas conseguia suprir isso nesse choro,ofegava por al-
guns momentos,mas reavia meu contro,e e depois sempre voltando a chorar.Compreendi por que ele tinha ficado,esperado todo esse desespero pas-
sar.Ele me considerava humano demais para simplesmente me deixar chorando daquele modo.Mamãe iria acordar,mas ele ficaria até lá,eu sabia.

-Se for a mansão Aziel,não se esqueça de avisar,só isso que te imponho-Ofeguei novamente nesse choro,seus dedos deslizaram pelo meu rosto ainda
humido de lágrimas alheias,seus dentes me roçaram a orelha nesse momento,depois o beijo alheio sobre meus cabelos.O cansaço caia sobre mim,mas
ele não sairia dali sem antes ter certeza de que eu estaria aptor,reaver meu controle.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Ter 6 Jul - 10:31:49

E eu admito que depois de tudo isso minha pessoa tomou coragem para que retomasse todo o rumo de minha vida,minha vida,que sinceramente reaveu todo um
conceito evolutivo! Céus,eu acordei na manhã seguinte tomado de algo que sequer entendia,era como se depois de tudo,após ter chorado esses horres nos braços
de meu pai,eu conseguisse respirar melhor,como se minhas forças tivessem retomado seu rumo esquecido nesses 5 anos.

Há,eu abri meus olhos,eu os deixava passear por todo meu quarto,meu pai não tinha mexido no meu laptop,muito menos em minhas coisas,mas ele antes de ir me
colocará desse modo:Deitado,coberto por um mácio e perfumado lençol de algodão.Respirei profundamente,ofeguei nesse ritimo respiratório e me sentei a beira da
cama,em pensar que eu tinha apagado nos braços dele,e sequer tinha percebido,eu sentia o cheiro dele,o cheiro adocicado de vento e flores que ele tem.

Esse perfume especifico e natural de papai e marcante,marcante por que emana de sua pele,cabelos,até mesmo de suas roupas.Um observar para que entenda.Eu
continuava passendo meu olhar pelo quarto.Foi nesse momento que ao andar indo em direção a mesinha ao lado da cama,aonde jazia meu laptop aonde eu estudo,
faço meus trabalhos,que vi a carta em especial.

-Nossa,como ele pode ter essa letra?-Eu a olhava nesse momento jazendo em aberto em minhas mãos,eu afastei a cadeira e com isso sentei-me,ofeguei retomando
o ritimo da respiração,algo que sempre me acalma.Meus olhos passeavam atentamente pelas palavras,sinuosamente minha pessoa reavia todo conceito do que ele fa-
lava,uma letra ancestral,não muito antiga,mas não deixava de ser antiga e claro.

Papai desde que vierá para Athena,em meados de épocas antigas,simplesmente emanara uma nova linguá para si.Não deixa de fala e escrever em grego,francês e
a sinuosa e pacata linguá inglesa.Pensei no quanto ele tinha sofrido para capatar tudo isso,mas não,percebi que não,claro que me perdia nesses observares e pensa-
mentos enquanto lia a carta,prestava atenção a suas palavras gregas.

'Aziel?Claro que não poderia de deixar de lhe falar em uma linguá tão particular,mas se eu bem desejasse,poderia sim,o deixar totalmente perdido.Mas bem!Vamos
ao que interessa:Não que tenha me doido tudo isso,jamais,volto a deixar claro tudo o que disse,ensinei,falei.Não espere bons exemplos de mim,acho que não fui fei-
to para era missão.

Mas vejo que tomo um geitinho em particular,correto? Falando mais bravamente com você! Em nem um momento me doeu esses 5 anos em que mal consegui colo-
car os pés aqui,claramente por que mesmo sendo de menor patamar que minha pessoa,respeitaria e respeito tua convicção de vida,Aziel,tua humanidade.Mas como
eu falei,avise antes de vir a mansão.

Nunca tendo entrando,mas já aprontastes para saber aonde fica.Eu te amo,para daqui a três noites espero e conto com tua preciosa e humana presença.Mas antes
de tudo espero que esteja ciênte de muita coisa em sua existênte,diante de tudo que anda conhecendo,quarde essas palavras para si,tudo que te peço.Mas quero que
mantenha a promessa que te pedo.

Nunca recebi resposta,mas por favor! Não faça uso de teus dons,por mais que isso o pertube! E tudo que peço em troca diante de todos os pacatos acontecidos.
Beijos e abraços em teu coração e alma,nós vemos em breve.

Assinado: Lestat De Lioncourt'.

-Ele não mente em sua assinatura,miserável-Disse ao apertar a carta em minha mão direita,isso me deixou tomado de rancor,mas de um sentimento imenso! Não
deixei de ofegar por longos instantes,e com isso me levantei.Indo ao quarto de mamãe vi que ela dormia,que descansava,sonhava ao dormir docemente.Com isso
eu sabia que infelizmente,mesmo tomado de cansaço alheio,deveria e seguir com minhas obrigações.

Céus,foi doloroso,eu tomei banho no quarto de hospedes,o quarto que fica de frente ao meu,claro que antes disso tinha escolhido minhas roupas,sinceramente era
tudo que precisava antes de ir.Que mamãe não soubesse,mas sem a presença dela,deveria sair,ir aos compromissos.A água estava quente,maravilhosa,a manhã se
irradiava cada vez mais ao vê a paisagem pela imensa janela ao sair.

Visão que dá para o jardim da frente.Quando voltei minha atenção ao quarto,joguei a toalha encima da poltrona logo enfrente a cama,comecei a me vestir,tinha es-
colhido uma calça jeans de cor azul-marinho,perfeitamente ajustada,a vesti rapidamente,o ténis negros vieram logo após eu calçar um macio pá de meias,quanto eu
terminei,só a camiseta negra de mangas curtas para complementar.

Arquei minha sobrancelha,não demorou para desenlinar meus cabelos que no meu conceito,deveriam ser cortados,mas terminei,os fios humidos,as mechas brilhan-
tes apesar de humidas devido ao delicioso banho.Olhei a maldita bolsa-Até que horas terei que ficar lá?Eles sempre me matam,eu sei que sim,eles não perdoa-Não
poderia pensar diferente no conceito do que e passar o dia em um ténue instituto escolar.

Sai batendo a porta,quando na sala sai pelo jardim ao fechar a porta na chave-Mamãe tem a chave,eu não posso deixar isso aberto-O cão correu em minha direção,
a minha bolsa negra jazia ao lado de mim,sobre meu ombro,o olhei de lado-Deverias caminhar insano,lata até cançar,quando eu voltar no ínicio da noite,eu churo que
o levarei para andar-E com isso abri o portão.

Sai peça Rua Central,descia a longa Ávenida.Céus,foram 6 horas seguidas no instituto,de todo modo isso me cansava,cansava de verdade.Mas o que me pegou des-
previnido e que durante todo dia a vontade de não esperar as três noites,me tomava,mas eu pensei em um dos intervá-lo,ao estar deitado sobre o sol,no pátio acom-
panhados de vários conhecidos.

-Espere só mais um pouquinho Aziel-Imagines a frase reverbando perfeitamente em minha mente!Era isso que me corroia.Papai tinha pedido só isso,e mesmo cheio
de curiosidade,despertar,deveria esperar.Conversando em casa com mamãe no jantar,eu lhe mostrei a carta,ela leu,o que a espantou-Aziel!Espere,nada demais,espe-
re querido,valerá a pena-Assenti a olhando,a dama jovial que ela sempre será.

Ela tinha trazido um jantar maravilhoso ao vir:Batatas refogadas ao alho,legumes ao vapor,arroz fumegante,ervilhas e para complementar!Carne assada vermelha e
frango também assado,que maravilha,e com isso continuamos a discutir-Não sei Vitória,tudo que sei e que preciso pensar-Ela sorriu,ela que tomou vários goles ao pe-
gar a taça,a encheu a taça com mais vilho.

-Aziel,és espero,faça o que ele manda,eu mando quanto a esse conceito,valerá a pena meu querido,quer mais vilho também?-A olhava,eu que acabará de limpar a
boca com quardanapo-Sim,pode encher-Peguei a garrafinha de vidro cheia de aceite,derramei mais por cima dos legumes ao vapor-E o que acha que acontecerá?A
minha pessoa quer saber as conseguências-Ela voltou sua atenção a comida.

Que ótimo eu mal ter chegado e ela antes disso ter providenciado o jantar,eu tinha chegado faminto,tanto que a bolsa dela e a minha jaziam encima do imenso bal-
cão da cozinha logo enfrente-Não sei Aziel,mas se Lestat fala,e que ele sabe que e o momento,tenha paciência-Pensei depois de sua resposta,eu voltei a comer,toda
minha fome ia embora aos poucos,pensei.

Tudo que posso dizer e que as três noites de espera para mim foram um tomento,imenso sofrimento pisicológico,juro que durante esses três inícios de noites eu
sempre que saltava na minha volta,me direcionava até a mansão,mas parando enfrente,eu não tinha a coragem de tocar,eu não conseguia tocar a campanhia e a
meu ver,isso me frustrada.

Eu voltava acanhado,andava ao descer a Rua Central,e entrava silencioso pelo portão de minha casa-Nossa,como ele pode morar tão perto,mas longe ao mesmo
tempo?-Sussurrava.Mas na 4° Noite eu me deparei com um imprevisto.Eu saltei do ónibus que vinha subindo a Rua,e quando vi,Louis estava lá,me esperando,não
acreditei que era ele durante vários observares.

Andei á sua frente,ele jazia de pé encostado na murada pedregosa da imensa casa-Eu pensei que ele estava brincando-Lhe disse,o homem alto trajado com cami-
sa verde de mangas longas,pura seda,botões prateados(O predileto dele),a calça jeans negras,a bota curta marcante,sua eterna caracteristica-Não,ele não estava,
venha comigo,não precisa entrar Aziel-Ofeguei o olhando por alguns momentos.

Essa noite estava densamente fria para mim,tanto que eu tinha colocado um gorrinho de algodão negro,meus cabelos soltos,meu longo casaco branco oscilava ao
vento,a bota pesada para melhor me aquecer os pés,a cor branca aveludada me confortava,a calça negra,a camiseta negra por baixo do casaco branco,todo aque-
cer corporal.Pensava e claro,depois de tudo isso,a frustração não veio,eu me sentia seguro.

-Vai ficar esperando,Aziel?-Ele disse rompendo esse devagar de silêncio entre nós dois-Louis,eu não sei devo,eu definho ao pensar-Ele arqueou sua sobrancelha,e
com isso deu passos a frente-Psiu,não pensei,só me siga Aziel-E ele se virou andando,o olhei por alguns segundos,respirei e tomei coragem,o segui-Quem me espe-
ra?-Quis saber,ele pensou por alguns segundos.

-Verá Aziel-Respondeu-me,rapidamente o silêncio voltou a cair entre nós dois.Caminhavamos silenciosos entre as pessoas,atravessamos a Rua e seguimos,Louis
nessa noite se envolvia com outras coisas,era como se ele não estivesse presente.Conforme iamos chegando minha pessoa percebeu a presenças iam ficando ca-
da vez mais poderosas.

Ele não quis falar,tudo que sei e que durante toda nossa curta caminhada em direção a manção,e que ele se deixou tomar por algo.Eu vi quando ele parou ai che-
garmos enfrente ao portão,quando ele deixou-se pensar,ele abriu o portão com um pesado gesto,a doce murada onipotente-Louis!-Eu temi entrar,juro que andei
para trás por alguns segundos,ele riu.

-Gabrielle!-Ouvi ele gritar,arqueei minha sobrancelha e pensei:Essa mulher e louca!,o grito tinha sido terrível! Mas compreendi,vi a imagem dela quando ele entrou,
a dama alta de pele imalamente branca como neve,os densos cabelos loiros cacheados soltos,os ferozes olhos mesclando um raro tom esverdeado,azul,mas violeta
ao mesmo tempo.

Percebi de longe,ela usava uma longa túnica azul,o que combinava com esse contraste dos olhos,ele a abraçou com vontade,se deixou envolver pelo seu abraço por
longos momentos-Demorou,pensei que tinha ido calar,mas veio,fico feliz-Ele riu-Bem,fiquei responsável por algo em especial-Disse-lhe,ela parou,ele se colocou ao
seu lado,eu temendo entrar,o jovem garoto parado,observando a entrada,a imagem.

-Por ele?-E Louis cruzou os braços-Sim-Respondeu,ela me olhava,a dama com os braços pendendo ao lado do corpo,imaculamente linda,essa e a visão que tenho a
descrever de Gabrielle,mas meu despertar instintivo me dizia que uma ligação especial existia entre eu e ela,ela andou,caminhou,deixou-se me vê ao parar diante de
mim-Entre filho,há pessoas lá dentro-A olhava de baixo para cima.

O menino que sofria para entrar-Vamos,vamos-Disse sussurrando-Olha eu fui chamado,mas se não poder entrar,eu não entro não viu!?-E com isso ela arqueou sua
sobrancelha esquerda,isso me pareceu de um certo alguém,a imagem de Lestat me veio de imediato na cabeça,ascos!Sim,ela tinha uma ligação especial comigo e
trovões de respostas me vieram a mente-Cruzes! Como ele pode ter feito isso!?És a mãe dele!-Reverbei,e com isso ela me puxou para dentro,fechando o portão eu
sabia que não podia sair.

Louis entrou ao abrir a porta,Gabrielle me empurrava por trás,e me pegou nos braços-Nossa!Como está bonito! Grandinho em todos os sentidos,bem que Lestat tinha
falado,valeu e está valendo a pena a guerra-Eu a olhava-Céus,essa mulher e louca!-Gritei,ela ria com isso,poderosa,imaculamente poderosa,minhas pernas oscilando,
ela entrou comigo,me deixou sobre o sofá,me virei e claro.Me sentei.

-Nossa!Louis não parece aquele bebê lindo e fofo que veio aqui-Louis a olhava,ele que sentou-se na cadeira,a mesa imensa jazendo atrás dele,flores de jasmins no
lindo vaso de vidro azul-Querido quer algo para comer?-A olhava,eu juro que tremia devido ao susto-Essa mulher e louca-Disse ao olhar para Louis,ele que riu,ele a
pensar,e nisso desviou seus olhos para ela-Tome cuidado,pode machucá-lo,mesmo sem querer-Ela pensava,me fitava,ela que jazia ajoelhada a frente do sofá aonde
eu me mantinha sentado.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Ter 6 Jul - 11:33:40

Tudo que sentia era susto devido a Gabrielle,mas não demorou para Louis se alertar com algo,alguém que descia a escada logo atrás da imensa mesa.Pelo visto a escada
levava aos andares de cima,existem três imensos andares na mansão de papai:Um aonde jaz o são pequenino e outro aonde existem quartos,um deles e de Louis,e pelo
visto o outro de Gabrielle.

O quarto que ficava logo ao lado,isso percebi ao mover meus olhos,era de papai,e pelo visto mais alguém,sendo que demorei para captar toda situação presente.Essa pesso-
a me encarou ao terminar de descer a escada.Uma dama não muito alta,magra,pele clara,ávidos cabelos negros e andulados,olhos violetas,vestido negro e curto usava,botas
da mesma cor longas e pesadas,aveludadas.

-Há,então e ele mesmo,vi esse menino tantas vezes,mas nunca captei quem era,fazia tempos Louis,que não via Aziel-Sépia e uma mulher perigosa,isso eu tenho que admitir.
Tão perigosa quanto sua mãe,a Thalwa,mas bem!Deixei eu continuar deliciosamente,se não pode se perder Sara.Eu me levantei,Gabrielle se apressou em sentar-se,a olhava
absorvendo todo seu contexto de absorver.

-Há,que pena,não e meu irmão,apesar de Hyarian ser-Isso me espantou,Louis riu novamente,ele que sofreu para engolir suas risadas,Gabrielle o queimou como se consideras-
se isso uma ofença a mim-Como assim?Diga-me-Sépia atenuou seu olhar feroz,feroz,mas adocicado-Há,céus negros,Lestat e burro demais,apesar de muito esperto como a an-
darilho que se tornou-Atenuei meus olhos.

-Nossa,de quem mais poderia herdar esses olhos verdes Aziel,olhei para isso,e como vê Lunnes,em pensar que não o vejo há tanto tempo!-E foi nesse momento que ela deixou-
se aproximar de mim,pousou seus sedosos dedos sobre minha face-Mas esses cabelos ruivos e lisos,bem!Isso só Lestat e Kalawina poderia dar,ele tem o genes,mas oculto,eu
sei,eu capto isso no sangue querido-Essa mulher me assusta,me explique melhor!-Pedi.

Ela riu,e com isso se curvou beijando meu rosto-Nossa,e lindo demais,muito fofinho,para ser direta e clara-Fofinho!?O que ela queria dizer com fofinho?Isso me constrangia,ela
atenuou seus olhos sobre Louis-Querido,será que ele e mamãe vão demorar?-Louis levantou-se-Não,claro que não,mas devemos subir,esperar por eles lá-E com isso a gente se
direcionou a escada.Subimos até o salão.

Fica em um dos andares e claro.Entrando,eu olhei,é lindo! A imensa varanda a frente,ela que pelo visto e interligada.As lumirárias suaves ao tero,a poltrona encostada na pare-
de,a mesa com as cadeiras luxuosas,o sofá logo a frente do outro lado encostado na parede,a mesinha de lê ao lado,o abajur encima,a comoda linda de madeira avermelhada.A
minha pessoa pensou ao deixar a bolsa encima da mesa,andei observando tudo isso.

-Nossa,eu tenho que admitir,ele e malvado quanto a isso,mamãe também-Louis riu novamente ao sentar no sofá com Gabrielle,os dois formando um quadro perfeito,mas sabia
que aquela fotinha em especial vista no quarto de mamãe,forá tirada em especial no andar de baixo,Gabrielle me observava,seus olhos brilhosos,ela pensava nesse momento,e
com isso Sépia sentou-se na poltrona,eu quis pegar uma cadeira para mim.

Claro!Eles tinham pego todo espaço no sofá e poltrona.Eu atenuei meus olhos por mais alguns detalhes,o som dos carros passando logo enfrente a manção ouvidos-Gabrielle,lhe
respondendo aquela questão,eu não quero comer nada não-Ela riu-Se quiser e só pedir querido-Eu ri,mesmo assim,devaguei por alguns instantes,mas pensava se eles iriam de-
morar-Mas o que eles foram fazer?-Sépia arqueou sua sobrancelha.

-Céus negros,Aziel,o que imagina?O que imagina que Lestat precisa fazer quase toda noite mesmo não necessitando como antigamente?Ele e seus deleites,infernos,nem eu
tenho a vorazidade que ele tem-Arqueei minha sobrancelha,a indaguei-Para!Não faça isso,não com um detalhe tão requintado,como essas sobrancelhas vermelhas,delicada-
das-Ofeguei-Vamos,por favor-Pedi,ela corou,cruzou as pernas delicadamente.

Uma dama em todos os conceitos,mas sinceramente pronta para matar-Há,céus!Louis responda por mim!-Pediu,ela que pedia socorro a ele,mas foi Gabrielle que respondeu,
a sua voz ouvida pelo salão-Aziel,fique calmo,veja por si,deixe ele chegar,deixe ele matar a fome até lá-E com isso Sépia deixou-se levantar,ela se direcionou com Louis a va-
randa,e foi nesse momento que Gabrielle esticou seus braços.

Acho que não suportei,eu me apressei em me direcionar a ela,me deitei,ela que me acolhia em seu colo,nisso ela tirou meu gorinho,o colocou encima da mesinha de lê,nesse
instante devaguei em seu observar-Queria muito que Lunnes estivesse aqui,mas sei que ele pelo ancião que é,anda muito ocupado,acho que viajando muito por essas noites-E
com isso quis saber-Essa perseguição e tão voraz assim?-Ela arqueou o cenho.

-Hum,nem queira saber,é quando se trata de uma ofença a todos os imortais,quando se trava de uma guerra direta e indiretamente declarada,não só condiz a tu,mas a nós
também-Hávia compreendido e com isso eu me deparei diante de uma verdade-Há,sim,pelo visto e uma guerra e ódio declarado-E com isso ela riu devagante,sentia todo seu
perfume em especial,jasmins não,mas vento,só isso,o cheiro do mar alheio.

E acho que diante dessa sinuosa presença eu me deparei envolto por sua presença,mesmo cansado,com os olhinhos fechados desse modo eu me deparei sonolento,com o
passar de alguns minutinhos Gabrielle se deitou de lado atrás de mim,ela que puxou uma macia almofada por baixo de minha cabeça e ombro,aos poucos isso me provoca-
ra alheio descando-Gabrielle vai ficar ai? Preciso me retirar,mas estarei no andar de baixo com Sépia-A voz de Louis sempre e aveludada,doce,apesar de masculina,e como
se rosas brotassem de sua voz ao falar.

-Sim,mas faça Lestat subir,estarei aqui,olhe para Aziel,acho que nem ele suporta ficar acordado por mais tempo-E sim,eu dormiria insanamente até ele chegar,com isso eu
me deixei por definitivo descançar,me virei,tive que me virar,me aconcheguei mais nos braços de Gabrielle,seus dedos da mão se atenuando a meus cabelos.Nunca esperari-
a por isso,esse descanço antes dele chegar.

E foi assim,mas sonho terríveis vieram,isso a respeito de uma pessoa em especial.Um homem alto,pele não muito morena,olhos puxados,cor do puro mel,os longos cabelos
lisos e negros,tão negros como as trevas da noite,parecia que era uma lembraça que absorvia,ele precisava agir,sabia que uma guerra hávia sido declarada,ele esperava vá-
rios dos imortais,imortais que pelo visto conhecidos de todos eles.

Tudo que ouvi ele falar foi ai vê-los andar pelo campo-Marius,Armand,Mael,Thorne,Maharet,Mekare,até mesmo Sofia e Xinhua,eu não posso esperar,acho que nem um de nós
pode,Gabrielle chegará dáqui a pouco,mas não nego que apesar de doloroso,uma densa troca de sangue precisa ser feita aqui-Que tom de voz pensei ao sonhar,ao ver esse ser
lindamente trajado de branco,a pura seda branca que formava sua linda túnica que oscilava ao vento,todos eles parados.

Maharet e Mekare as gêmeas ruivas paradas,Marius o Loiro,Mael ao lado dele também loiro,Armand pensativo,Sogia a dama louira ao lado de Xinhua,a chinesa,e sim esse
homem também era chines,altamente dotado de cultura,mas senti imensos e terríveis lapsos de forças vindo deles,pelo visto ele era a origem de algo relacionado a ele,não
ouvi seu nome de imediato,mas Marius disse-Tompei,és insano conosco-E com isso todos os recém-chegados faziam um circulo envolta dele,esperariam Gabrielle,ele preci-
saria.

Que pavor senti ao presenciar essa cena em meio a noite,alta madrugada,a ilha,o palácio,todos eles reunidos naquele circulo,Tompei ao centro conversando com eles,ele
que trazia uma linda espada chinesa ao lado de sua cintura,um belo ser,isso conclui,o mar reverbando na encosta da ilha-Uma Guerra declarada não só a mim,a todos nós,
mas com qual próposito para eles?-Ouvi a poderosa voz de Marius em resposta.

-Os Seres Bestiais precisam e sairam a caça de um novo e ténue renascimento para eles,agradesça ao Lestat,ele fez isso,nós levou a essa linha de guerra-Céus!Que
voz,eram esses os anciões?Apenas os anciões,e mesmo assim reaveria todos os meus conceitos nesse maravilhoso sono visionário,mas algo me chamava,me sacu-
dia pelos ombros-Aziel,eu estou aqui,pode me ouvir?Aziel?-Era ele.

Abri meus olhos assustado,era como se algo tivesse me puxado para a realidade,Gabrielle jazia deitada atrás de mim,ela me fitava também,papai ajoelhado,ele que
afastou as mãos de mim-Nossa,a quanto tempo está dormindo?-O olhei,muito assustado estava-Eu não sei!Só que,céus!Dormi e claro-Ele riu,alguém jazia ao seu lado,
vi ao me sentar ela,Thalwa me fitava intrigada.

-Oi,tenho que admitir,és como Lunnes,céus,e como vê Lunnes naqueles velhos tempos,quando era tão jovem-Assenti,me sentia tonto-Aziel quer beber algo?Parece
que viu fantasmas-Lestat disse,ele estava lindo essa noite,usava casaca longa de cor cinza,os botões negros,camiseta negra por baixo,a calça justa também negra,
as pesadas botas cinzas,lindo em todos os sentidos.

-Venha meu querido,demoramos,eu admito-Thalwa plenamente intrigada,isso por que ela sabia que eu sairá de um devaneio terrível,me levantei,atenueu meus
olhos sobre ela,jovial,usando túnica de linho em cor oliva,a faixa negra de cetim ajustada a sua delicada cintura,a sandália grega me assustou,essa mulher vive
nós tempos atuais,mas sua alma remonta a milênios,pensei.

Os cabelos negros marcantes,e com isso eu segui ao lado dela e Lestat-Quando vier Aziel,não faça isso,providencie o que quiser comer-Lestat disse,Thalwa anda-
va silenciosa,ele inquieto,pensativo,vi como sua pele,a dela também,jaziam corada,ele moveu seus dedos sobre os lábios,tirou algumas gotas de sangue ao lado da
boca-Eu falei que tinha dormido!-Confirmei.

Ele riu,as mãos de Thalwa pousadas aos meus ombros enquanto andavamos-Comerás algo,com isso conversaremos por horas a fio,mas saiba que não podemos
ficar muito tempo na Cidade,resumidamente e isso Aziel a 10 anos,toda sociedade imortal está mobilizada nessa guerra,és o presente que eles querem,e além do
mais,eles querem de verdade destruir muitos de nós,por ofença em todos os sentidos,e isso entenderás melhor-Lestat quieto,Thalwa continuou falando.

Passando pela sala,nós direcionamos ao quarto deles,a imensa cama forrada com lençóis em tom oliva,travesseiros macios com as fronhas brancas,armário e ao
lado vi a porta do gloset,do outro a porta do banheiro,entrei na imensa varanda,me espantei com a paisagem do Mar Mediterrâneo batendo nas rochas abaixo,eu
me movi quando Lestat me tocou por trás.

-Sente-se,entrou e nem viu a bandeja encima da mesa,Aziel-Me virei,Thalwa acabará de se sentar,eles leram minha alma,e isso mesmo antes de chegarem,isso
foi amedrontador.Um belo ensopato de camarão feito com arroz,caldo fumegante,vinho gelado na taça para acompanhar,mas pensei em como tudo isso acabaria.
Thalwa estava disposta essa noite,isso percebi.

-Há,vamos,mate sua fome,fique aqui,ouça o que tenho a falar-Há,sim,isso eu sabia,já tinha visto mulheres lindas,mas como ela e raro-És a mãe de Hyarian?
E isso?De Sépia?-Ela riu,Lestat corou ao olhar para mim,os dois sentados a frente,a mesa arredontada era linda,o jarro com rosas brancas ao centro,com o
observar ela disse-Hyarian e meio irmão de Sépia,ela e irmã gêmea de Ardônis-Ofeguei,captei de imediato o sentido disso-Há,entendo,eu entendo-Lhe respon-
di.

-Então e isso e algo que realmente não diz meu respeito,ou melhor,nem deveria me interessar por isso,correto?-Ela riu,deixou-se silenciar por alguns insntan-
tes-Não,não pense dessa forma,isso tudo,compreende?Envolverá até Hyarian,todos nós Aziel-Pensei por alguns instantes,puxei a taça para mim,a enchi com
muito vinho,bebi vários goles,queria matar a cede,estava gelado,muito gelado,como eu adoro-Continue-Pedi-Tenha só mais um pouco de paciência,Hyarian es-
tá a trabalhar em alguns conceitos em sua fronteira,ele virá-Concluiu.Percebi,me senti amedrontado,por que muitos falavam de Hyarian-Ele tem a maior queima
que possamos obter,esse e o trabalho dele quanto aos Seres Bestiais-E a conversa foi inevitável,eu comia,e ouvia ela falar,louvável noite.
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Ana Nery
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qui 8 Jul - 17:18:14

E me surpreendi que enquanto bebi mais alguns goles de vinho,minha pessoa atenuou um doce olhar a respeito de como tudo poderia continuar.Lestat preferiu
ficar calado,deixou-se pensar por alguns instantes,e mesmo assim Thalwa continuou conversando comigo-Sim,agora estou pronto,depois de alguns goles de vi-
nho,acho que eu não poderia me sentir melhor-Com isso ela assentiu ao me responder.

-Aziel,resumirei tudo em uma univa coisa: Nesse mundo,aonde vivemos,há seres de outras raças,apesar de estarem em minoria,não tenho tempo de entrar mais
a fundo,mas e isso,então lhe pergundo:Consegue imaginar o guão precioso e o sangue de um bruxo ou bruxa?-Arqueei minha sobrancelha,nesse momento minha
pessoa pensou,e Lestat rompeu sua quietude-Vamos filho,pense-Pediu.

-Outras raças? Há,sim,continuem,começo a entender-Thalwa olhou de lado para Lestat,ele deixou-se pensar-Então Hyarian,são minoria,mas vivem,andam entre
a raça humana,o problema e que em alguns momentos históricos a raça humana produz o que chamos de bruxas,bruxos,uma união perfeita e singular de DNA a
se compartilhar perfeitamente,magistralmente com o DNA de qualquer uma dessas raças-Eu parei,ouvir isso foi como trovões.

-Uma união perfeita de qualquer DNA que se possa existir? E isso?-Papai ofegou,Thalwa respondeu por ele,de todo modo ele não conseguia responder-Sim,sabe o
que isso significa?-Meu coração palpitava,bebi mais vinho,eu precisava disso,minha mente ficará turva,tomava de receio pelo que ouvia-Céus,se isso for verdade,e
que somos uma arma entanto,correto?Como uma arma perfeita que possa se unir a decodificação genética deles para que possamos dar criação a um outro deles-
E papai ofegou.

-Há,sim meu querido,entende,entende!O que mais entende?-Olhei para ele e alternei meu olhar a Thalwa-Eu custo a acreditar,Thalwa diga-Pedi,ela assentiu com o
seu belo olhar,com isso minha pessoa assentiu ouvindo-Não e apenas a família de Lestat,Aziel,mas outras famílias unicamente raras,famílias que vem de extensas e
especificas linhagens,há quem as use para o bem,mas há quem as use para o mau,mas isso e decisão de cada um-E quis saber que importância eu tinha nisso tudo,
o que recebi como resposta não está na história.

-Aziel,a família de Samantha,falo do Clã Lioncourt,tua família,a doce criação e fundação de Lunnes,vocês são unicamente unicos para os Seres Bestiais,eles não po-
dem se reproduzir,mas o gerne,a unificação da raiz deles a qual chamamos de liader,sim,sendo que a chave para essa reprodução vem unicamente de vocês,agora
entende os motivos da guerra? Não e só para nós destruir,se tornarem unicos!

Mas unicamente para manterem sua linhagem.

Acabando de falar,Thalwa calou-se,ela tinha explicado da melhor maneira possível,Lestat atenuou seus olhos-Ai e que está Aziel,eu não esperava que quando toda
a morte do nosso genes se tornará real,já que Alexien forá transformada em imortal,mas ela tiverá duas filhas,Wika e Vitória Regia,sendo que tua mãe fora capaz,a
insanidade dela falou tão alto!-Disse,ofegou pensando por alguns instantes.

-Lestat deixe-me continuar-Ele olhou para Thalwa-Não,eu quero continuar-Virou seu olhar á mim-Tua mãe me manteve enclasurado,querendo e fazendo por onde
obter o que ela tanto desejava,consegue imaginar o que foi o mero fato dela me desunir de minha teia espectral me mantendo humano?-Pensei,a quietude voltou a
reinar por mais alguns minutos.

-A probabilidade de uma nova continuidade,acho que o renascimento da raiz que antes forá encerrada por Alexien,mamãe tinha a força,mas não a capazidade de
dar nova luz-Ele riu em meio a seu sofrimento,o que deixou-me ressentido-Exatamente,ela não,mas eu teria como humano e homem que fui-Pensei novamente e
isso me deixou pensativo,refleti e lhe respondi.

-Papai?És o que no Clã Lioncourt?-Ele assentiu,deixou suas mãos pousarem encima da mesa,céus,eu nem queria comer ainda,desejava continuar entendendo-Sou
e fui o que Lunnes foi em vida,Samantha obteve o ensinamento,Lunnes a raiz,Kalawina a semente,o que pode chamar de aprimoramento,Genevieve,filho dela união
maciça de tudo o Samantha,Lunnes e Kalawina souberam,mas eu?O que acha que sou?-Eu pensei quando ele parou de falar.

-O equilíbrio de tudo isso?Um reconstituitor caso o clã Lioncourt um dia esteja a beira do colapso?-Ele riu amargamente-Sim,como humano sim,ela me fez humano,
por duas noites,Aziel,tua mãe não tem toda essa recontituição,já que e irmã gêmea de Wika,cada uma obtém uma parte,mas eu!Imagine o que eu seria para ela
como humano?-Assenti assombrado,meus olhos chamuscados,admito,ficará choroso.

-Hum...Está no sangue,isso e incestuoso papai,como pode ter aceitado?-Ele ofegou me olhando,soube me responder com sabedoria,apesar de muito assustado-Não
pensei por esse lado,sempre a amei,não entende,deveria estar presente no momento,desde quando a vi,quando a vi naquela maldita fortaleza,me entreguei de car-
ne e alma para ela,eu só não esperava pelos planos dela em prol de me dar o que eu tanto quis-Movi o rosto com os olhos fechados.

Queria me livrar de tudo isso-Entendo,quer dizer,eu tendo entender-E nesse instante ele levantou-se,suas lindas mãos pousadas ao esticar o braço,sobre a mesa-E
por isso eu peço Aziel,tens a união maciça de tudo isso,de tudo que somos,apesar de unicos nesse mundo,peço para que não de continuidade,para que você nunca
venha a fazer uso de teus dons,agora entende com clareza o que queria te explicar?-Ofeguei,cruzando os braços o olhei.

Thalwa levantou-se delicadamente-Acho que meu pior erro foi ter permitido que Lunnes desse continuidade com Rhiannon,acho que meu pior erro foi tê-lo trazido
quando Samantha me pediu,mesmo em morte-E isso me deu vontade de gritar,quando levantei-me a encarei-Mas horas!Tudo valeu a pena,um risco,mas valeu a
pena,isso por que caso tivesse feito o contrário,Alexien não existiria,Vitória Regia e Wika também não,muito menos papai e Gabrielle-Ele me olhava,isso o deixou
envolto em silêncio.

-Acha mesmo?-O indaguei-A menos que não se ache digno disso papai-E nesse momento ele andou dando a volta na mesa,parando diante de mim voltou a me pedir
o que queria que eu fizesse-Morra,mas não deixe nada de vestígios nesse mundo de nós quando morrer-Me espantei-Lestat! Não vou sacrificar uma felizidade que eu
poderia ter,correto!?-Ele andou para trás,isso assustou Thalwa.

-Aziel!?-Ele assentiu-Sacrificar minha felizidade?Imagine!Constituir uma família,algo muito importante,ao menos para um humano como eu-Ele esticou a mão,deixou
apertar meu braço o segurando forte,doeu muito-Olhe aqui,não vou guerrear por anos a frente e enquanto isso saires espalhando toda semente maléfica que nosso
sangue têm!Por que eu acho maléfico!A guerra que comprei quando aqueles malditos vieram lhe pegar,não vai durar para sempre,está entendendo?-O olhei envolto
em medo,imenso medo,meu coração batia,mas batia diante do medo.

-Terei que sacrificar isso em prol de vossa felizidade?Do encerramento de uma guerra?-Quis saber-Seria a coisa mais sábia que poderia fazer em tua vida Aziel,não
tenho pretenções,muito menos os outros,em lhe entregar o sangue,isso não-Ofeguei,Thalwa observava a cena-Há,céus,me mate então,me mate agora mesmo,isso
seria sensato,me mate e jogue meus restos no mar-Ele me soltou,andei para trás devido a força com que ele fizerá isso.

-Maldito-Disse,e quando o vi andar em direção ao quarto gritei,gritei angustiado-Não és humano Aziel,tua humanidade não e comum,e isso que quero que entenda na
condição com que veio ao mundo,um bruxo e simplesmente isso,uma doce e sutiu elevação de patamar de um humano-E nesse instante o respondi gritando,Thalwa se
assustou com minhas palavras e se apresou em vir ao meu acolhimento-Não me considera maior do que Hyarian,correto!?Ele e seu predileto,sempre foi!Me considera
um mero andarilho,acho que um indigno de tudo,o que chamam de sangue sujo-Conclui.

Ele tinha ficado irritado,nesse momento Thalwa disse ao se manter agarrado comigo-Venha meu querido,agora sabes o que tens que fazer,vou levá-lo em casa,mas
quero que saiba que não e isso que Lestat acha de ti-Continuei olhando para saída do quarto,papai sumirá ao sair pela porta,ofeguei choroso,choroso em saber que a
sua severidade forá tão clara para mim-Renegar aos prazeres da carne?Ele me tirá tudo que poderia viver de maravilhoso nessa vida!-Gritei.

E ficou nisso,o seu pedido,o pedido holocausto em mim,com o tempo,ao me sentir sob controle,Thalwa saiu pelas Ruas comigo,nós direcionamos a minha casa,duran-
te a caminhada,a doçura com que ela falará foi inesquecivel-Aziel,entenda,e para seu bem,para nosso bem!Não queremos teu mau,muito menos o de nossa raça,mas
ao fim de tudo,valerá a pena-Ofeguei durante a doce e imaculada caminhada.

Caminhada que durou 20 minutos por que nossas falas e detalhes exigiram doces pausas nas Ruas.Parando de frente ao portão ela se abaixou me beijando o rosto-Eu
te amo,nós te amamos Aziel,te amamos de verdade,não pense que foi mau esperado,foi uma pessoa muito esperada para nós quando Vitória Regia agiu como quis,não
quardamos nem um remorço-A olhava,sinuoso olhar.

Com o tempo minha pessoa entrou,quando em casa subi sem falar com mamãe,ela que me esperou durante todo esse tempo,e céus,eu sofri,desabei na cama em cho-
ro por que essa ida tinha sido dolorosa para mim.Tudo que lembro e que chorei por horas sozinho.Mas digo que esse foi o doloroso,mas alegre encerramento de minha
noite com papai e os outros.

Adquiri alguns conhecimentos,mas odens dolorosas para mim,um custo pesado.Digo que se passaram mais 5 anos,chegará aos meus 15 anos,compreende?E com isso
não descrevo os dolorosos momentos que tive,foram noites,semanas,meses que cuja minha existência entrou em colapso,ficará doente várias vezes,mas ressurgi das
cinzas alheias através de maciças visões e conhecimentos esperituais que hávia adquirido.

Viagens astrais tinha constantemente,uma cura ávida corporal obtive com isso,mágico,mas pesado de conquistar.15 anos,uma idade inoportuna para mim.Semana de
Maio,5° Feira,20:00 Hrs da noite quando o carro imenso subia a Rua Central,forá a um encontro e reunião importante com mamãe,ela vierá antes,muito antes de mim,
os motivos deu ter ficado até certo momento? E que me envolverá em uma caçada feminina imposta a mim.

Céus,a maldita e insana assim que colocará seus olhos em mim,na minha chegada,começará a fazer uso de seus dores,uma linda jovem de seus 14 anos,loira com os
cabelos andulados,perfumados,eu me encontrava sentado com ela no banco de trás,o seu motorista agia,subia a Rua Central,ela resolverá me trazer após eu não supor-
tar suas imposições.Luana se tratava de uma jovem requintada,refinada em todos os sentidos.

Acho que não foi por qualquer motivo que apesar de seu pai perceber,ele que chamará mamãe para o jantar importante,que permitirá isso,o feito de Luana.Mas bem!O
carro subia,percorria a longa Rua Centra,luzes do lado de forá,se seu perfume de encontro a mim,ela usava vestido de seda em cor branca,sandália delicada baixa na
mesma cor,minhas mãos se encontravam atrás de sua nuca.

Eu me sentia um lixo vestido com minha calça jeans negras justas,bota pesada,camiseta branca de mangas longas,mas eu não me importava,tinha valido a pena-Jura
que poderei vê-lo depois?-Ela pediu,eu ri com isso,a olhei por alguns instantes-Se quiser me procurar,e claro que sim,por que eu seria tão insensato?-Lhe disse,ela riu,
a beijei novamente,voltei a sentir o doce sabor de sua boca aveludada.

Menina com luxuosos brincos de pérola,linda em todos os sentidos,o caro parou enfrente a minha casa-Tudo bem Aziel,se eu puder o procurarei,obrigada pela noite,me
dê notícias-Disse-me,o motorista saiu,se direcionava a porta-Adorável Luana,e isso que lhe posso responder,és adorável-Ela se assutou,corou rapidamente,me olhava,eu
sai e quando olhei para quem estava do lado de forá,me arrepiei dos pés a cabeça.

-Tchau Aziel-Luana disse,me virei a olhar para ela-Tchau,cuide-se,tenha uma ótima volta-E ela fechou a porta quando o motorista deu a volta e entrou no carro.Quando
ele deu partida eu andei a frente,o vento veio forte,graças que não precisaria sofrer para encará-lo nos olhos-Louis,por favor,fique quieto,temos um pacto aqui,correto?
E apenas feitige,eu juro-Lhe disse,ele que jazia encostado na murada-Tudo bem Aziel,eu sinto que sim,mas entra,tua mãe o espera-Ofeguei,por que sabia que se isso
caisse na boca de meu pai e Thalwa,estaria envolvido em uma séria encrenca,melhor,problema,ele abriu o portão,e entramos,pena que nosso cão tivesse morrido,mas
viverá uma longa e marvilhosa vida,forá em paz,no sono doce da noite.




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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Qui 8 Jul - 18:18:19

Foi maravilhoso esse novo passar de tempo.Deve me imaginar,eu um garoto com 15 anos que jazia explodindo nesse conceito de juventude,assim como nesse
momento.Os meses seguintes foram tenebrosos,o conceito de meus estudos pesados,puxados,mas apreciados por mim.1° Semana de Dezembro,eu e mamãe
tinhamos vindo de meu instituto escolar,eu e ela andavamos pela Rua(Calçada),ela se sentia cheia de algo especial.

-Aziel!Eu não acredito,há,que pena meu querido!Ano que vêm começará o Colégial,e eu me sinto triste-Eu ri,eu não entendia-Mas por que?-Quis saber,ela,a da-
ma maravilhosa trajada em seu vestido se algodão em tom cinza,ela usava o lindo camafeu de vovó Yara,disse ela que algo especial a agradava nessa joia,sua
sandália baixa,delicadíssima maravilhosa.

Eu segurava minha bolsa para trás,nesse início de noite eu me sentia tomado,sairá de uma faze crucial,nem imaginava que estava perto,bem perto de uma con-
quista,falo da faculdade.A bota negra curta que eu usava confortável,a calça jeans de cor negra maravilhosa,a camiseta branca se mangas curtas fazia com que
eu sentisse menos calor,chegarámos no verão na Grécia e com isso o calor,apesar do frio,se atenuava.

Por isso as roupas leves,apesar de docemente justas.Eu andava,mamãe pensava enquanto andavamos-Aziel,sei que isso irrita,que não e uma pessoa sedenta por
conhecimento,mas e necessário-Ofeguei,deixei minha mão livre se curvar segurando a sua-Sim,e um pouco cansativo,mas tento entender-Ela riu nesse momento,e
c om isso me disse-Quando na sua Idade,eu admito,não fui grande admiradora de conhecimento,tinha professores alheios-Eu ri.

Respiro profundamente por que eu não esperava pelo que aconteceria ao chegar em casa.Entramos pelo portão,de imediato eu senti uma poderosa presença-Se-
rá que Louis está aqui?-Ela disse-Mamãe,são 4 presenças-Nesse instante ela se silenciou,e me surpreendi quando ao pararmos enfrente a porta,Louis nós atendera.
-Ainda bem que chegaram-Disse,mamãe se adiantou ao entrar.

Eu tinha me assustado,ela também,ainda bem que se tratava de conhecido pensei-Aziel,entre,venha meu querido,preciso e vim respondável por algo-O olhei,ouvi
alguns gritos de mamãe nesse momento-Vamos meu anjo,entre-Sussurrou ao beijar meu rosto,pegou minha bolsa-O que há?-Lhe disse,admito que tinha medo de
me deparar com algo anormal.

-Verá,não vim a toa,eu não chamei eles a toa-Arquei minha sobrancelha,deixei os dedos de minha mão esquerda passearem por alguns fios de meus cabelos e
os coloquei atrás da orelha-Louis,já passei e ando passando por sérias coisas,Louis eu vivo de abestinência,entende isso?Há,não entende,não és mais humano,a
minha pessoa não deseja passar por mais sofrimento,compreende?-E ele quis saber o por que.

-Louis,Luana,eu não estou com ela,poderia ter ficado com ela,mas não,a larguei por certos termos de acordo que existem nessa família!-Quase gritei,céus,nesse
momento lembrei da briga que tive com ela,ela que chorou tanto quanto tivemos que romper,motivo?Papai chegará perto,me indagará a escolher,eu?Tive para on-
de correr?Nem Mamãe que exerge grande influência nele,conseguirá salvar minha pele.

-Aziel,entre-Pediu,nunca vi tamanha paciência nele,voz aveludada marcante!Entrei apesar de amedrontado,ele fechou a porta,e olhando melhor me arrepiei com
a imagem das duas pessoas que me fitavam silenciados.Um ser alto,pele clara,vestido com calça de corte clássico negra,camisa de linho em cor violeta,mangas
longas,sapatos negros luxuosos,cabelos soltos em cor loira,longos indo até o meio das costas.

Os dois de pé,uma mulher também alta jazia ao lado dele,vestia-se com vestido vermelho de lã fina indo até a altura de seus joelhos,botas negras,um lenço de se-
da negro imaculamente belo em seu pescoço,densos cabelos ruivos cacheados soltos,os ferozes olhos verdes me fitando,os dele também,mamãe sentada na poltro-
na,me mantive silenciado.

Foi ela a 1° que quis falar ao andar se direcionando a mim-Então e você,o Aziel,pensamos que seria complicado encontrá-lo,mas Lestat nós disse muito bem,ele
está no andar de cima,Aziel-Que voz,música aos ouvidos,nesse momento estiquei a mão a comprimentando-Sim,sou Aziel,mas quem são vocês?Por quais motivos
estão aqui?-Ela riu,segurou minhas duas mãos com firmeza,seus olhos brilharam,era um deles,sem dúvida.

-Há,não me reconhece,Aziel?Não nós reconhece? Gente e que de tua carne?-Não assombro,mas espanto rápido-Eu e Hyarian viemos levá-lo,o convidamos para
que possa passar as férias conosco,Aziel-Juro que meu coração parou por alguns instantes,olhei nesse momento para o alto da escada,papai apareceu me fitan-
do dos pés a cabeça,ele desceu,suas mãos percorrendo silenciosamente o corrimão.

Lindo ao estar vestido com uma casaca negra,calça jeans de tom negro,botas pesadas-Aziel?Não concluimos aquela conversa,correto?Nunca lhe neguei que vies-
se a conhecer a teus próximos-Senti raiva,mas me seguei.Hyarian em minha casa?O olhei atrás de Kalawina,senti meu coração bater forte,seus olhoz cinzas me
encarando-Admito,conseguem me destruir-Disse.

Me apressei em sentar-me em uma das poltronas,o fogo quiemava na lareira,quis chorar,mas me segurei,Hyarian e Kalawina escolheram duas poltronas a minha
frente,papai pode sentar-se ao lado de mamãe,vi quando Louis forá embora,ele que avisará que estaria nas fronteiras da Cidade-Os olhava,pensava friamente,eu
não decernia qual significado Hyarian teria para mim.

-Aziel,não por requinte de crueldade,mas e que não era tempo,compreende?Não era tempo,não foi o tempo,isso até esse momento-Nunca virá olhar tão frio como
o dele,nunca em minha existência,uma voz forte,aveludada com toque de loucura de um ancião.Nascerá ancião,morreria ancião caso viesse a ser morto um dia-Eu
saber o que responder?O que Hyarian?-Disse.

Ele riu por alguns instantes,Lestat e Kalawina silenciados,mamãe em sua observação-Eu não imaginava que fosse tão requintado,mas e esse o meu convite,serão
dois meses comigo Aziel-Fechei os olhos por alguns segundos e ao vê-lo novamente respondi-E por qual motivo esse anceio?Céus,sempre fui um fraco,correto?Eu
disse naquela noite;o mais odiado-Ele riu.

Levantou-se me encarando,deixou-se abaixar a minha frente-Aziel,valerá a pena,valerá a pena por que pensei que o odiaria,mas não,admito que sinto admiração
por seres o que é-Me silenciei,me silenciei devido as palavras,quis responder mais não pude,não pude por que me senti paralisado ao sentir seu toque no meu ros-
to-Oh,me odeia,eu sei que sim,por que me amaria se não passo de um mero humano?-Ele riu.

Seus dedos passeando pelos meus ombros,isso me impulsionou a levantar-me,o encarei,graças que tinha crescido bastante,o que fazia com que eu não sofresse
ao olhá-lo com profundidade.Ele beijou meu rosto,passeou as mãos por meus cabelos-Vêm conosco?-Voltou a pedir-Garante minha vida até lá?-Pedi,ele riu,nisso
eu deixou-se me abraçar.

-Sem dúvida-Eu não esperava,tentei odiá-lo por me abraçar nesse momento,mas não,tudo que senti foi o calor frio emanando de seu corpo,o afago nos meus ca-
belos,dedos em seguida a passear novamente pelo meu rosto-Não viria e não vim aqui a toa-Arqueei minha sobrancelha,eu corei,e céus!Como poderia me deixar
envolver por um sentimento alheio que sentia?

Não paixão,não ódio,tristeza,frustração,nada disso sentia por ele,ele segurava minhas duas mãos,Lestat e Kalawina se levantaram,tentavam decernir o que eu sen-
tia,eu olhava profundamente para Hyarian e só nesse momento que a máscara caiu me trazendo a verdade:Eu amava a esse ser,amava de verdade,e não consegui-
a me livrar desse sentimento,e quando falo amar,e por que era amor na sua mais pura forma.

As maças de meu rosto continuaram quente,me assustei com isso,segurei meu sentimento,por que meu coração explodia de verdade,demorei a raciocionar,minha
mãe chamou-me a realidade-Aziel,se fores eu terei convicção de que será longa tua ausência-Ofeguei,voltei meu olhar para ela,imaginem as maças de meu rosto
coradas,o rosado em meu rosto,a olhando frustrado por sentir o que sentia.

-É,não ficará chateada?-Disse,ela riu-Não,e claro que não,será bom,poderá conhecer muitas coisas-Respondeu-me-Voltei a olhar para ele,engoli a respiração,não
acreditava,mas sofreria de verdade para me livrar desse sentimento.Saiba que após isso se passaram 3 horas até que eu tomasse coragem para que fosse,todo
meu coração ardia e com isso a viagem se tornou realidade.Céus,não quero lembrar do momento que Kalawina colocará aquele manto negro sobre mim,ela que
me acolheu em seus braços,a senhora da noite imaculada que me levou.

Sequer lembro de ter visto ao menos o vulto de mamãe e Lestat me fitando de baixo no jardim aos fundos da casa.Tudo que sei e que ela subirá comigo,e com isso
eu desmaiará completamente ao sentir o escaço ar.Há!Há!Os sonhos me dominaram até então.Me deparei despertando com o tic-tac do relógio na parede,as visões
dos sonhos sumiram e eu abri os olhos.Me deparei jazendo ao chão deitado sobre o manto,olhando ao lado vi que Kalawina e Hyarian conversavam.

Ela riu com algum comentário dele,me sentei,olhei com melhor nuance.O quarto era imenso,imenso!Um armário,uma imensa cama de casal forrada com lençóis ma-
cios,a porta para o banheiro,o luar era visto,esse lugar era frio,senti isso,eles estava na varanda.A mesa circular jazendo a frente deles,eles que conversavam.Quan-
do levantei-me os fitei,os densos cabelos lisos de Hyarian se movendo ao vento,ela que o olhava.

Os dois a se apoiarem na basse de encosto da varanda,ela vestida com uma túnica vermelha,ele com uma cinza,faizas de cetim negras para os dois ajustadas na cin-
tura.Os dois calçando sandálias baixas em estilo antigo.E visionando melhor vi que o quarto unia tudo de bom entre o antigo e moderno,essa era a pura verdade.Ele
virou-se me encarando,isso me fez me sentar a beira da cama assombrado.

O encarar era assustador,apesar de amável-Oh,finalmente despertas-tes Aziel-Ele sorriu,andava me fitando,ela que o observava na varanda-Está em uma das três
torres da fortaleza,a do lado direito,há uma ao meio,outra do lado esquerdo,está em nosso quarto-O fitava,cada gesto,cada movimento,cada andar me fazia suprir
e segurar a respiração-Obrigada-E ele revelou a verdade.

-Ficastes dormindo por 18 horas,foram 12 horas de viagem,mais 6 horas de sono ao chegarmos,demos a volta no globo Hyarian,fugimos do sol,passou-se mais da
metade do dia e uma noite,cá está você-Me arrepiei,ele se direcionou a porta-Kalawina!Vou caçar,preciso me alimentar após essa viagem,providencie comida para
ele-Ela riu,andou em minha direção.

-Há,querido jovem,isso eu entendo,deverá comer,tens semanas a fio conosco,será maravilhoso-A olhava,Hyarian andava pelo corredor,ouvi seus pesados pasos-E
o que isso tem haver?-Ela riu-Se sentirá melhor ao tomar um banho maravilhoso,jantar,e depois ir a biblioteca-A fitei-Entendo-Ela agia me fitando as roupas de ci-
ma,depois de curvou tirando-me as botas,depois quando foi abrir o ziper de minha calça a repreendi-Não e necessário,desça,vá a cozinha Kalawina,traja comida pa-
ra mim-Ela riu,se curvou beijando-me o rosto.

-Tudo bem querido,trarei,está com fome,eu sinto,imensa fome de verdade-Ofeguei ao vê-la sair,fechar a porta,céus,eu demorei a acreditar e lá estava,algumas
gotas de lágrimas vieram ao rosto,me levantei terminando de tirar a calça,abri a porta do banheiro e a fechei ao entrar-Vou morrer,céus,eu preciso morrer-Toda
angustia precisaria ir,sumir de meu coração.

A banheira de mármore era imensa,a pia também,longo espelho acima da pia,vi que as paredes eram pedregosas,mas macias,o que dá um constraste com o lu-
xo atual maravilhoso-Que atigo e atual maravilhoso,união maciça-Disse em riso.Refleti por alguns minutos,me encarava:Aquele jovem garoto,ruivo,se fitando no
espelho,as mãos sobre a borda da imensa pia,a água da pia fluinto nesse momento-Aondes vaís parar Aziel?-Me questionei me encarando no espelho,despido,a
procura de um doce e confortante banho.Era isso que precisava após tudo isso.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 9 Jul - 11:43:33

De certo modo foi isso que fiz ao me direcionar ao imenso box,admito que tive imensa vontade de estar tomando banho na banheira,mesmo assim isso me
fez repensar em alguns contrastes.O que eu quis e desejei foi isso,abri o imenso box,entrei fechando a porta de vidro,a água veio aquecida do chuveiro,o
meu pensamento fluia nesse momento,senti arrepios em meu corpo.

O som da água fluindo era maravilhoso,olhei o frasquinho de shampoo em especial,o peguei derramando uma boa quantidade em minhas mãos,todo meu
corpo nesse momento estava molhado,eu senti vontade de rir nesse momento,nem sempre se pode ter um prazer desses-Em pensar que poderia ter férias
imensamente chatas-Disse,foi nesse momento que senti meu coração bater,mas com imensa felizidade.

-Por que será que Lestat quis isso?Ele prometeu e cumpriu-A essa altura eu desliguei o chuveiro,comecei a fazer todo processo de limpeza de meus cabelos,
a espuma de formava enquanto eu esfregava os fios molhados com as mãos,sensação de limpeza maravilhosa-Ódeio isso,até mesmo homens tem que ter to-
do esse cuidado,céus-Ri novamente.

O doce silêncio agora reinava,o que me faria me sentia imensamente acolhido,visionei nesse instante vários passaros voando a frente da janela,sim,dentro do
box há uma linda janela retângular de vidro fumé,o que dá uma paisagem lindíssima,e continuei esfregando meus cabelos,ligando o chuveiro deixei com que
a água fluisse,fiquei parado por algum tempo.

Minha mão esquerda esticada tocando a parede,pensava profundamente no que isso significava,no que poderia acontecer,e mesmo assim minha pessoa não
encontrava qualquer tipo de respostas perante toda essa situação-Não consigo me livrar desse sentimento,queria que algo viesse o o tirasse,mas eu não consi-
go,preciso de ajuda-E precisaria mesmo,de imensa ajuda.

Se passaram alguns minutinhos,ergui meu olhar para doce pairagem em meio a noite,refleti imensamente,uma coruja pousou na janela,em sua borda,isso me
fez rir novamente-Olhe só isso-Disse-me,nunca desde que nascerá vislumbrei algo dessa magnitude,mesmo assim refleti,atenueu meu olhar profundamente a
respeito disso.

Agora precisaria passar o greme nos cabelos,não deixaria aquele enlinho vir,o que me causaria imensa dor.Só com mais 10 minutos e que terminará todo esse
processo,terminado o banho puxei a toalha macia jazendo encima do box na altura de sua porta.Sai me deixando andar pelo tapete,com isso minha pessoa se
deixou vislumbrar por mais alguns segundos os detalhes desse luxuoso banheiro que une o perfeiro contrastre do antigo e atual.

Quando terminei de me secar passei a toalha na altura de minha cintura,me olhei no espelho,procurava algo para minha pele,o que me deixou assustado,não
me adaptaria tão fácil a tudo isso-Não estou acustomado-Conclui pensando,e olhei aquele greme de pele delicado,o puxei,abri o frasco derramando uma boa
quantidade nas mãos.

Perfume de jasmins e folhas secas,proteinas para pele pelo visto,passe pelo braço,ombros,mãos,com mais um pouquinho de quantidade nas mãos,passei em
meu rosto-Que diferença,viu?Nunca pensei que minha pele,meu corpo,nunca pensei que eles implorassem por esse cuidado-E imploravam mesmo,tanto que
o brilho,o toque sedoso me assustou.

-Não tem como!E algo de suma importância,quando eu voltar vou pedir essas coisas para mamãe-E pensei nela,na minha amada mãe,a dama alheia que não
se deixa abater por nada,apesar de tão delicada e amável,eu ri nesse momento,ouvi quando Kalawina entrou ao passar desse banho-Aziel,trouxe comida,vai
comer aqui mesmo?-Eu ri,vi quando ela abriu a porta do banheiro e me fitou.

-Nossa querido,admito,estava precisando de um bom banho-Ela riu nesse momento,vi e percebi como eu sou tão parecido com ela,só que um menino e cla-
ro-O que trouxe Kalawina?-Meu estomâgo roncava,ela percebeu isso-Algo que ama,arroz com lentilhas,frango assado,salada com legumes,vinho gelado-Eu
ri,meus olhos brilharam por que era exatamente o que eu tanto queria.

-E como fez isso?-Ela riu-Eu não fiz,sai a procura,e muito fácil nós tempos atuais encontrarmos tantas coisas para comer-Oh!Pediu para um restaurante,não é?
Vamos,diga-me-Andei a frente,ela que me fitava,pousei as mãos aos seus ombros-Sim,foi tudo rápido-Arqueei minha sobrancelha,me curvei lhe beijando o ros-
to-Obrigada,posso comer bem agora-E nesse instante ela falou.

-Mas caso queira saber,na geladeira na cozinha há mais coisas,Aziel-Olhar para ela é um vislumbre entanto!Uma rainha Celta em todos os sentidos,sai com ela
do banheiro apagando as luzes,caminhei pelo quarto,olhei as roupas que ela mesmo tinha trazido para mim.Me sentei a beira da cama,a bandeja com comida
estava na mesa na varanda.

Comecei a me vestir,enquanto isso ela me esperava sentada na mesa.Tinha trazido calça jeans em tom azul,a bota curta no mesmo tom me fez feliz,a camiseta
de algodão branca me fez quase chorar devido ao doce vislumbre,não demorou para eu terminar de me vestir,ela mesma quis vir pentear meus cabelos,não
deixou de pegar a escova na gaveta da penteadeira do outro lado do quarto.

Me sentei com as pernas cruzadas sobre a cama,ela atrás de mim-Como consegue viver com o silêncio Kalawina?-Ela respirou profundamente,deslizava a es-
cova delicadamente pôr meus cabelos-Aziel,não queira entender,assim como muitos de mim,sofremos e clamamos pela quietude esquecida a tanto tempo-Eu
não acreditava no que ela acabará de falar-Até mesmo Lestat?-Ela riu-Sim,Aziel,até mesmo ele-E nesse momento me deparei com a visão da imensa varanda
sobreporjando para fora do quarto.

Linda,a luz jazendo sobre os céus escuros dessa noite,o lindo respirar de Kalawina adocicado aos meus ouvidos,fechei meus olhos,acho que nesse momento
me senti em transe,mas aos poucos ela terminou de escovar meus cabelos-Quer que os corte?-Perguntou-Não,deixe-os-E nesse momento ela levantou-se,eu
e ela nós direcionamos a varanda.

Me sentei,ela do outro lado,mesa arredontada,vi os jarros a beira da varanda,a altura era imensa,um quarto jazendo em uma das torres,com isso deixei toda
a fome fluir,primeiro uma boa quantidade de vinho,para depois começar a comer-Só para constar,amanhã provavelmente irei caçar,se quiser me acompanhar
venha comigo-A olhei-Falas sério?-Ela arqueou sua sobrancelha.

-Sim,claramente que sim-Assenti voltando a comer e me deparei pego por essa curiosidade;céus,vê um imortal caçar,consegue imaginar isso!?Comia com toda
vontade possível,que me era sentida,e mesmo assim minha pessoa custada a entender.Tudo que sei e que assim que terminei eu e Kalawina saímos pelo corredor,
imenso,imenso em toda sua dimensão.

Ela segurava a bandeja com o prato,a taça dentro do prato junto aos talheres,e me deparei vislumbrado as tochas acesas,elas que jaziam em linha reta de am-
bos os lados do corredor,queimavam mas chamas-Aziel se quiser voltar a dormir,saiba que tens plena liberdade para isso-Ofeguei nesse momento,claramente
que eu não tinha vontade.

-Vou saír Kalawina,quem sabe conhecer e explorar esses bosques que há por aqui-Ela riu,acabavamos que começar a descer as escadas-Entendo,peço que vo-
cê volte antes do nasceu do sol-Passamos pelo belo salão de entrada da torre,vi as lindas e imensas portas abertas,o chafáriz derramando suas águas logo a fren-
te no pátio imenso.

Visão que me fez parar,uma revoada de passaros saíndo das arvores,Kalawina me olhou.Fui com ela para a cozinha,me sentei a mesa,lá tinha um lindo bolo a
minha espera,eu mesmo cortei uma linda fátia:Bolo de balbinha com cobertura de chantili e recheio de morangos em calda-Que maravilha!-Quase gritei,ela a
me fitar,acabará de deixar a bandeja encima do balcão da pia-Gosta de doces?-A queimei nesse momento.

-Hum...Sou fanático-Lhe respondi,peguei o prato e gargo,saí com ela em direção ao pátio.Nós sentamos a beira do chafáriz do pátio,isso me vez adquirir um
melhor e doce conhecimento do lugar aonde eu estava-Consegue imaginar esse lugar nós tempos antigos Aziel?-Eu ri,comia o bolo,nada melhor do que uma
sobremessa como essas-Sim,continue-Conclui.

-Inumeras guerras aconteceram nesse lugar querido,acho que entende,eu morei nessas terras tão lingiguas,só não esperava que se tonasse um pais como a
densa e pequena Noruega-Eu sorri nesse apreciar de olhar-Entendo,mas não se sinta triste,e um lugar maravilhoso-Lhe respondi,olhá-la nos braços era algo
memóravel,e com isso nossa conversa se tornou pacata.

Eu comendo o bolo,eu me enchendo de doce,e ela me contando suas inumeras histórias vividas em tempos tão dolorosos para a humanidade.Com o tempo
eu saí,me deparei explorando as Ruas,as paisagens das cadas pequenas e tão bem moldadas desse lugar.Descobri que ao redor da imensa fortaleza de Hyarian
e Kalawina,existia um doce e pataco vilarejo.

Nossa,a neblina tomava as Ruelas solitárias e quase vázias,pouquíssimas pessoas se atreviam a saír.Não cheguei a explorar nem uma das trilhas do lugar,mas
eu juro que quase cheguei lá-Prefiro fazer isso de dia-Disse ao parar de frente a uma das entradas,senti muitos espiritos negativos por perto,rodeando esses
bosques.

Por várias entradas eu passei,nunca pensei que um lugar tão longiguo e solitário diante do mundo,pudesse se tornar tão encantador,céus,eu juro que tive
e ainda tenho a vontade de morar em um lugar como esse.Eu me senti cansado ao longo desse doce e desbravar de conhecimento e lugar.Comecei todo o
processo de volta,o que me foi maravilhoso.

Aos poucos me deparei com a imensa visão da murada pedregosa que jazia envolta da fortaleza feita sobre a cordilheira da montanha,o luar me passou essa
paisagem arrebatoda de tão encantadora.Andava pela calçada enfrente,e ao parar enfrente ao portão eu vi que as luzes do pátio jaziama cesas,era madruga-
da,início,respirei fundo,eu passei a chave na fechadura,vi antes disso as duas tochas,uma jazendo de cada lado do portão.

Minha chegada foi tão silenciosa! Passei na entrada da biblioteca aos fundos do pátio,pelo visto Hyarian estiverá lá antes de minha chegada,toda essa doce e
esperava caminhada me ofereceu esse conhecimento do lugar,e necessitei disso,e não me recusava em nem um momento a fazê-lo.Me direcinei a entrada e
entrei no imenso salão.

As luzes acesas eram apenas as do abajures sobre as mesinhas ao lado do imenso sofá,uma de cada lado,logo a frente a poltrona e a mesa de centro com o
lindo jarro artesanal e flores dentro.Ofeguei me sentindo sozinho,tirei as luvas brancas aveludadas,as coloquei antes de sair.Me deparei subindo as pesadas e
extensas escadas,que linda espiral ela formava,requinte unicamente descrito por mim.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sex 9 Jul - 12:45:03

Eu hávia subido,entrado pelo corredor no andar das torres,o que sei e que sentia a presença dos dois,pelo visto Kalawina e Hyarian poderiam estar no
quarto,quem sabe até mesmo conversar comigo!Quem sabe passarmos as últimas horas da madrugada que se extendia,analisando alguns esgritos na lin-
da biblioteca!Respirei fundo,queria isso antes de ir dormir,descansar docemente no outro quarto na torre do outro lado da fortaleza,reservado para mim.

Eu andava,aprecisava as tochas em linha reta dos dois lados do corredor,os quatros no alto,a mesa no meio do corredor com jarro de rosas.Pensava e
eu demorei para refletir.Parei diante da porta do quarto dos dois,ofeguei docemente ao me deparar com a porta fechada na chave,mas por que?Hés a
cruél resposta que me arrancou parte do coração,depois entenderá.

Vi que a entrada da fechadura era larga,o que me permitiria plena visão,apesar de tão pacata,me curvei delicadamente,as mãos jazendo na altura de meus
joelhos,em uma delas o pá de luvas,e vi,vi o que não desejava vê,o que muitos me proibiam por dados motivos,eu quis chorar,mas não o fiz,não consegui-
a e ainda não aceito que imortais possam amar,mas sim,eles amam!

Meu irmão Hyarian se mantinha sentado na aconchegante poltrona,Kalawina sentada de frente para ele sobre seu colo,os dois despidos,os dois como vie-
ram ao mundo,como qualquer pessoa faria nesse momento,Hyarian mordeu as orelha direita dela por alguns instantes,isso ao tentar repreender a dor que
é o ato da união em si.

Mas ela gostava,a doce e cruél Kalawina gostava,apresiava tal requinte,e nesse instante o beijou com vontade,Hyarian se sentiu impulsionado a agir,ele a
segurou nos braços,se levantou,ela que deixava seus delicados braços o envolverem na altura dos ombros-Demoras-tes para permitir Hyarian,estava fa-
minta,te adoro querido-Há,pelo visto ela o amava de verdade,sempre o amará e claro.

Ele riu quando a deixou sentada encima da cama,ele de pé de frente para ela-Nuncas corres atrás de mim,me deixa secando,e quando véns e quando o
desespero a toma,Kalawina,deixa de ser impulsiva!-Quase gritou,ela o fitava,imensamente chorosa,ela que apesar de cruél,uma eterna andarilha e dama da
noite!-Falas com tua alma?-Ele riu,se curvou a fitando,sua mão esquerda lhe segurou o rosto-E séria o contrário?-Erguerá uma de suas sobrancelhas.

-Não-Ela respondeu o encarando,e com isso ela o puxou para si,ele que se deixou tombar por cima dela,dois corpos se grudando,não sabia e não imagi-
nava que Kalawina pudesse ser tão impulsivo com ele,mas ele permitia quando ela se sentia acuada,desesperada.A imagem para alguns poderia ser arto-
mentadora,mas para mim não.Ele a manteve deitada de frente para ele,puxará sua perna direita,isso a fez gemer por alguns momentos.

Para ter Kalawina se preciva sofrer,guerrear,e Hyarian teve que fazer isso,vi pelo mero vislumbre de alguns gotinhas de suor sobre seu rosto,ela que o
encarava,friamente ele agia,se sentia tomado pela imagem dela,e só quando ele a virou de bruxos,de rosto para baixo e que ela gritou baixo,que ela se
deixou sofrer por alguns segundos.

Seus olhos se fecharam nesse momento,e nisso Hyarian a tomavam,o ser que se manteve deitado por cima dela,o ser que se esticava sobre o corpo de
Kalawima.Mulher linda,linda em todos os aspectos!Me deparei com essa verdade,o que pouco me confortáva.Conforme ela se permitia ter,conforme ele
se permitia fazer,se unir a ela do modo como fazia,a selvageria se tornava tornava real.

Hyarian se ergueu se apoiando sobre seus joelhos,suas mãos esticadas sobre os ombros dela,Kalawina esticou os braços a frente,seu doce rosto pousa-
do sobre os lençóis macios,os movimentos atenuados de Hyarian,a redenção alheia dos dois,e nesse momento ele deslizou as mãos por baixo dela,ela se
manteve,mas só que por cima dele,macias mãos sobre os ombros dele.

E assim foi,assim continuou.Quis me desgrudar desse impasse nesse momento.Ofeguei profundamente-Bem,acho que nada posso fazer agora-Disse e ao
constratar nesse instante caminhei,só que indo em direção a um dos densos corredores de transferência.Eu ia para uma das torres,só que céus,demorou
um pouquinho,e além disso eu me sentia triste,tão triste.

-Deuses alados,façam com que eu me livre disso-Repetia enquanto andava,enquanto caminhava.Quando no meu quarto,fechei a porta,eu não suportava,
quer dizer!A raiva alheia,apesar da felizidade-Percebo agora,isso não e para mim,nunca foi,papai está certo,nunca foi-Repetia,ofegante.Me sentei na mesa
na varanda,minhas mãos feslizando pelo meu rosto,com isso pensei.

Claro que eu estava choroso,tomado com tudo isso-São coisas com que deveria esquecer,sequer pensar-Sussurrei,mas será que mesmo assim,era para eu
me desesperar?Não!A verdade e que eu me contrariava,me odiava,tudo pelo fato deu tentar arrrancar pela raíz o que sentia,o algo que fluia pelo meu san-
gue sendo levado ao meu coração.

-O pior de tudo e que o amo,me odeio por isso,o amo de verdade-Citei baixinho,rapidamente secava meu rosto,reavia o controle mental,mas quando ela
veio,a paz me arquieceu a alma-O ama Aziel e não tens medo de sofrer?-Samantha disse,a dama que me queimava friamente-O que posso fazer!?Samantha
eu não quero admitir,mas céus!O que posso fazer?-Falei em grito baixo,brando.

A brisa adorável,meu rosto secava-Psiu!Cuidado jovem,vejo nuvens negras pairando sobre ti-Ofeguei nesse momento e com isso ela sumiu,mas o que ela
quis dizer com isso!?Assenti voltando minha atenção a paisagem e tudo que tinha a fazer era apagar.Apaguei as luzes do quarto,desabei em seguida sobre a
cama,choroso,sentindo meu coração vázio.

Eu precisava de algo,mas só não entendia o que!-Encha-me o coração com algo ou vou enlouquecer-Sussurrei altes de dormir,sonhar.Consegue o que e
sonhar com algo anormal?Não queira saber,foi isso que aconteceu e não esperava que eu dormisse o dia todo,que viesse o cair e nascer da nova noite pa-
ra que se dessem conta de meu sumiço.

Tudo causado pela dor,pelo pacato e doloroso momento-Nada disso e para você,não tens o direito de ceder teu corpo,isso nunca,o preço pelo que és?A
plena solidão que evitará uma catastrofe-Eu falava isso repetidamente nesses delírios astrais,sonolência.O início dessa nova noite foi catastrôfico para mim,o
despertar veio,mas terrível em meu coração.

Primeiro senti o toque de algo,duas mãos de ferro me tocando o corpo,os braços que se curvavam na altura de minha cintura para me tocar a frente,esse
algo falou-Doce e pequeno Aziel,o Aziel que será eternamente delicado-Ofeguei abrindo meus olhos assustado,olhei para frente e só consegui ver a cama,a
porta do quarto,a pessoa me segurava desse geito,mas por trás.

-Hyarian!-Gritei alto,ele riu,me segurou com mais força-E se levantou me enlaçando desse modo,me forçou a levantar-me,tentei me livrar,mas braços de fer-
ro me prendiam-Céus,me solta,me solta,me mata,depois me enterra bem longe-Brami,e ele continuava a rir,ele me virou de frente para ele,me segurou com
plena força pelos ombros.

Me sacudiu dizendo-Calma ai garoto,volta a realidade,o que há?Por que ficou aqui o dia todo?-Ofeguei transtornado-Nada e que,vi coisas que não poderia
ter visto,mas esquece,não diz respeito a mim-Respondi,sentei a beira da cama refletindo,ele que me fitava,muito bonito essa noite,um ser que hávia escolhido
roupas confortáveis como botas pesadas negras,calça jeans justas também negras,e a camisa de mangas longas de cor marfim,botões prateados.

-Sequer trocou-se de roupas,venha comigo,vou caça,quer vir comigo?-O queimei nesse instante-Por que iria!?Céus,me pede algo artomentador-E nesse
instante ele me segurou pelos ombros,me colocou de pé-Tu vaís,querendo ou não,mais vaís comigo-Bramiu em ameaça,o fitava assustado,senti imenso me-
do,fechei meus olhos diante desse medo.

Acho que ele se acuou ao me puxar para mim,ao me abraçar desse modo artomentador,Hyarian e cruél,frio,mas percebi que ele queria que fosse para
eu entender melhor do que ele era feito,do que todos eles eram e são feitos,meu rosto se encostou sobre ele,na altura de seu peito,o toque da camisa
de seda maravilhoso,meus olhos abertos,assustados,suas mãos deslizando e me acariciando os cabelos.

-Aziel!Pense melhor!Eu não te trouxe aqui por nem um motivo tolo,verá por si-Sabem o que e sentir o tormendo pairando,se tornando real diante de
você?Hyarian e isso para mim,ainda e,e entenderá conforme continuo.Nesse enlace de abraço ele me prendia a ele,pre prendeu a ele,soluços quase
brotaram,mas me segurei.Só que eu apesar de tomado por isso,não esperava.

Hyarian mordeu a ponta de seu polegar,desferiu aquelas gotas queimantes sobre meus lábios,quis me librar dele,mas impossível,braços e mãos de ferro
em todos os sentidos,senti na pele o que e ser imortal,com isso ele me segurou,só que a força me machuou os ombros,imensa força,sequer conseguia
respirar direito.O beijo forá morbido.

Minha visão ficou turva,como se uma teia me tomasse por alguns segundos-É essa a teia que mamãe falou?-Pensei enquanto aquele sangue que vierá
do beijo me enchia a boca,ele me largou ao me empurrar pelos ombros sobre a cama,cai sobre ela,só que sentado a sua beirada,ele saiu batendo a por-
ta-Você virá,querendo ou não-Me senti prisineiro,a teia me tomava,o sangue era quente,imensamente quente,a visão turva,afunelada por algo-Maldito,
ele brinca comigo-Sussurrei baixinho.

-Não Aziel,ele sabe,ele e sábio o bastante para absorver e encontrar o amor que brota de ti por ele-Voltei meu olhar,era Samantha-Saí!Suma daqui!Eu
não quero respostas!-Gritei alto,o berro foi alto,mas contido,as lágrimas não vieram.mas a frustração era real-E nisso fiquei,sentado a beira da cama,to-
mando coragem para ir,o sangue queimante daquele beijo maldito.

-Não vai brincar comigo,não vai não-Falei para mim mesmo,demoraria um pouquinho para eu tomar coragem,mas antes disso,eu precisava sair do tran-
se que o sangue me causava,mas passaria,eu sabia,me oferecerá o bastante para eu sentir a teia espectral,e garanto!Artomentador e tenebrosa,ele me espe-
raria,me esperava no salão,e teria que reaver meu controle,maldito,eu sei,mas necessário antes deu ir ao encontro dele.
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Ana Nery
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 10 Jul - 11:19:59

Não me contenho quando tenho que reaver todo um conceito para que todo um modo se torne real.Consegue entender o que isso significa?Mas com o tempo
eu tomei coragem para poder seguir.Passei mais uns 20 minutos silencioso,pensativo,envolto em minha sagrada e escaça quietude.Minha alma voltou a sentir
o que era o tormento,o que não sentia desde os meus 5 anos de idade em relação a discussão com Lestat.

Será que mesmo assim,eu conseguiria seguir?Será que eu,Aziel conseguiria entender ao menos um pouco do que Hyarian queria me passar?Essa tinha se tor-
nado nossa relação,as palavras de Samantha não saiam de minha mente,e com isso,após esse passar de tempo que levantei-me,apaguei as luzes do quarto e
segui pelo corredor,segui,fazia toda transferência.

Pelo visto ele me esperava no salão,se todo modo nem quis me trocar,sequer quis tocar em mim.Diante disso minha pessoa deixou com que a frustração fosse
embora,com que se reorganizasse em todos os sentidos.Meus passos ouvidos em meio ao silêncio do corredor,cheguei ao fim,passei para o outro,admito que a
decoração com as tochas acesas nas paredes me encantou.

Mesmo envolto em um momento como esses eu tive forças.Foram 10 minutos para eu chegar ao salão,com isso me deparei com Kalawina e Hyarian a minha es-
pera,Kalawina tinha escolhido um vestido de linho essa noite em cor turquesa,o que me deixou resoluto diante de sua beleza,os longos cabelos ruivos traçados pa-
ra trás,a sandália na mesma cor do vestido delicada,um abraço aos seus pés com a fita de cetim.

-Aziel!Que bom querido,que bom que veio,pensei que não teria coragem para aceitar o convite de Hyarian-Arqueei minha sobrancelha,a olhei,e foi inevitável eu
não sorrir para ela,céus,linda,linda,linda em todos os sentidos.Ofeguei lhe pegando as mãos,macias.Um exemplo de beleza feminina,um exemplo de comporta-
mento,sabedoria que só ela tem.

-Não,claro que não,mas virá conosco?-Disse,foi como que se eu tivesse implorado para ela ir,garanto que caso tivesse ido,me sentiria muito bem-Não querido,eu
digo que ficarei aqui,até vossa chegada providenciarei algo para comeres,tens que se alimentar-Ela sabia do compromisso com minha humanidade,apertei suas
mãos com força-Sim,mas não e necessário muita coisa,uma torta!Isso mesmo Kalawina,uma linda torta e me sentirei feliz-Ela riu.

Movendo seus macios dedos ao meu rosto,beijou-me a face-Entendo querido,por ir,fique tranquilo,pelo visto ama doces-Eu ri,ela sabia que sim,virá minha reação
ao comer a torta-Vamos Aziel,não podemos esperar mais-Hyarian chamou-me,me virei,andei à frente-Tudo bem Hyarian,se faz questão,eu entendo-O encarei,ele
me fitava me queimando dos pés a cabeça,seus cabelos lisos,loiros de um brilho anormal.

Voltando à atenção a Kalawina vi o mesmo,pelo visto o espectral contamina o corpo em todos os sentidos.Foi nesse momento que eu e Hyarian seguimos,saímos
pelo imenso pátio,as imensas arvores oscilando devido ao doce vento,Hyarian riu por alguns instantes enquanto andavamos-Aziel?Admito que enquanto estava no
quarto,senti seu tormento mesmo de longe,esteve chorando,mas por que?-Quis saber.

-Nada Hyarian,nada,absolutamente nada,tenha certeza de que nada disso,do que tenha acontecido em meu quarto,o incomodaria.E que tem momentos e que mi-
nha humanidade entra em conflito com minha alma.

-Hum...E isso o deixa frustrado?-Quis novamente saber-Não Hyarian,não-Ele abriu o portão,saímos pelas Ruas,que doce vento perfumado!O perfume das flores sil-
vestres vindo dos campos-Aziel,odeio mentiras,odeio-Disse-me,eu corei,cruzei meus braços,seguíamos em direção ao lar da qual ele iria caçar,aonde ele mataria a
sua fome-O que posso te aconselhar e que tome cuidado com isso-Me mantive quieto.

Andava ao seu lado,meus braços cruzados,a face rubra por essas indações vindo dele-Garanto que quando for mais velho,tiver mais idade,entenderá minha pala-
vras-Concluiu,e diante disso tive vontade que lhe perguntar o que queria saber-Como nasceu?-Ele riu baixinho,o som de seus passos ouvidos,andavamos,pelo visto
não demorariamos a chegar-Eu nasci imortal Aziel,morrerei imortal quando bem desejar-Assenti o olhando de lado.

-Isso seria a maior catastrofe que aconteceria na vida de Thalwa e Lestat-Ele arqueou o cenho,não paramos de andar,e com isso disse-me-Não,verá que não ca-
so esteja vivo nesse momento,mas eu também quero saber:Terias coragem de aceitar o sangue negro caso lhe fosse dado?-Assenti amedrontado,respirei fundo
e nesse momento pensei por alguns instantes.

-Não Hyarian,acho que não-Ele se sentiu irritado com isso,muito óbvio enquanto andavamos-Mas quero que saiba que Lestat sacrificaria tua humanidade para que
tua vida fosse mantida-Entendi os aspectos de suas palavras,céus,háviamos chegado longe,conversavamos desse modo e sem perceber andamos 2 quarteirões a-
lém da fortaleza.Ele riu encarando o imenso portão de ferro.

-Chegamos,percebe o que farei aqui?-Voltei minha atenção para ele-Para,não quero imaginar-Ele riu,focou seu olhar na fechadura pesada,o portão estava tranca-
do na chave,ele voltou seu olhar para mim-Abra Aziel,quero ver se pode fazer-Ofeguei,ofeguei sendo tomado,ele se colocou atrás de mim,suas mãos pousaram aos
meus ombros-Vamos,você consegue,se és o bruxo que e,é que pode fazer-Sussurrou em meus ouvidos.

Ofeguei profundamente,estiquei minha mão sobre a fechadura,pensei por alguns instantes,vi quando a dele esticou-se por cima,o silêncio veio,pairou por alguns
segundos,respirei fundo ao fechar os olhos,pensei,pensei no que desejava fazer,o trincar me assustou,o arrebentar por dentro da fechadura provocou um rangi-
do abafado,Hyarian riu,riu nesse momento.

-Que sublime-Disse andando a frente,encarando o portão aberto-Maravilhoso-Passeou os olhos pelo imenso jardim,o chafariz derramando suas águas,imensas e
rancorosas arvores oscilando,andamos.Não demorou para nós direcionarmos aos fundos da mansão-Estou de olho nesse maldito a dois meses,Aziel,e como se o
meu corpo fervesse-Me mantive silenciado,nem um sinal de qualquer animal de quarda,e parando diante da porta dos fundos,Hyarian pediu novamente para que
eu abrisse a porta.

Entendi os motivos dele estar fazendo isso-Isso e treino Aziel,nunca fez isso,e agora sabes que pode fazer-O rangido veio e entramos,rapidamente passamos pela
imensa cozinha luxuosa,luzes apagadas,o que deixou Hyarian tranquilo,ofegou em risos,entrando na imensa sala ele se direcionou ao quarto-Fique aqui,fique quie-
to,se vier alguém,grite-Disse-me ao parar no vão da escada,e com isso ele subiu.

Me sentei no imenso sofá,encarei o lindo abajur aceso encima da mesa de centro logo a frente,me deixei encostar no vão do sofá,os braços cruzados,ofeguei por
sentir sono,mesmo assim me segurei,foram alguns segundos para eu ouvir gritos lá de cima,voltei meu olhar,mantive o foco da minha sublime atenção,isso para
mim forá assustador,era uma mulher pelo visto-Hyarian?-Sussurrei,tive medo que algo acontecesse com ele.

-Há!Toma cuidado mulher! Acha mesmo que depois de tudo a deixaria intocável?Céus negros! Vádia indiscriminada em todos os sentidos.Farei com que a asas do
céu da noite escura a levem.

Arqueei meu olhar amedrontado,com isso minha pessoa repensou por alguns segundos,pelo visto a mulher era contrabandista de drogas na Cidade,Hyarian tinha
encontrado uma bela caçada,esperado tempos,mas conseguirá.Aos poucos ouvi mais barulhos,foco perfeito!E esse medo passou,por que sem querer admito,a mor-
te da mulher era justa.

-Mal feitor-Disse baixinho mantendo a atenção,e vieram maus barulhos,Hyarian jogará a mulher escada abaixo,ouvi o som dela rolando,ele não riu,pelo visto manti-
nha sua sagrada seriedade,que bela imagem dele descendo,a encarando tombada no vão logo acima,e novamente a chutou na lateral,ela rolou novamente,rolou até
parar no chão sobre o tapete,vi como seus olhos cinzentos adquiram um tom mais clareado,espectral.

-Hyarian-Sussurrei observando a cena,o luar entrava ilumando a imensa sala da mansão,eu com meu rosto pousado sobre o vão do sofá,a linda borda,ele que
não esperava,se abaixou,a mulher gemendo de dor,suas mãos se esticaram sobre o ombro direito dela,ela gritou,usava vestido negro,pés descalços,ele a pega-
rá antes de ir dormir,com isso assenti mantendo o foco.

Ele a ergueu,céus,estava faminto,imensamente faminto-Tome cuidado-Disse ao me levantar,ele me encarou enquanto a segurava,ela que nada podia fazer,se-
quer conseguia falar,vi que encima da mesa de centro tinha um estileve,ele arqueou seus lindos olhos assustado,eu ri,abri o estilete-Senta-Disse,com isso ele en-
tendeu o que iria fazer,nunca virá uma pessoa com tanta fome.

Ele se sentou encostado atrás do imenso sofá,o vento veio adocicado ao entrar pelas imensas persianas das janelas,com isso eu desferi o estile na garganta
da mulher,o sangue jorrou delicadamente,Hyarian a segurava enquanto a segurava contra si,suas pernas docemente esticadas a frente,ele lambeu o sangue,
segurava firme a mulher,não lamentei,por que céus,hávia entendido tudo.

-Pelo visto vocês escolhem as vitimas,correto?-Ele bebia,seus dentes engravados na garganta dela,ela que se expremia,aos poucos perdia a conciência,ele
não respondeu de imediato,sua boca se enchia de sangue,seus dedos se atenuavam atrás da nuca dela,os goles silenciosos,me sentei ao lado dele,fechei o
estilete e o quardei dentro do bolso de minha calça.

Ele gemia devido ao calor,o sabor do sangue,não podia responder,mas com isso ele virou-se-Sim-Eu ri silenciosamente,e ele voltou a beber,se enchia,vi co-
mo o calor o contaminava,corava sua limpida pele clarinha,ofeguei por alguns instantes,teria que esperar,mas admito que enquanto olhava o teto,esperava
meu irmão se alimentar,adquirirá um novo conhecimento.

-Há pessoas que merecem a morte-E com isso Hyarian manteve sua atenção,ele bebia,e sabia apenas ao observar que ele se livraria do corpo,e céus,juro
que cheguei a procurar qualquer vestígio de sangue,mas nada,ele não deixará nem uma gora o tocar,muito menos cair pelos lugares enquanto bebia,voraz.
Quando sentiu a morte dela vir,ele parou.O ajudei a se levantar,sua linguá deslizou silenciosa pelos seus lábios tingidos de sangue nesse momento.

Silenciosamente ele pegou o corpo nós braços-No próximo bosque-Disse,com isso ao ele esperar do lado de fora,me cerfiquei de fechar as portas,e dessa
vez com as chaves encontradas no batente de mármore da lareira da sala.Sai pelos fundos após fechar a porta dos fundos.Foram 30 minutos de caminhada
pela trilha silenciosos,ele que segurava a mulher.

Eu segurava uma pá que hávia trazido comigo,ele nada disse,só sei que entramos trilha adentro e caminhamos pelo bosque,quando bem longe tivemos a
plena certeza de que podiamos enterrar o corpo.Ele a jogou no chão,me pegou a pá e começou a cavar,eu esperava sentado sobre o gramado,muitas flo-
res silvestes,quando ele terminou de cavar a cova de formato oval,ele jogou o corpo dentro,rapidamente jogou a terra por cima.

-Terminado,podemos ir-Disse-me,voltou sua atenção a mim nesse momento-Entendo-Respondi,ele riu,ele deixou algumas flores por cima do túmulo feito
por ele mesmo,pelo visto a mulher descansaria em paz.A caminhada de volta para nosso lar seria ferrenha,sua pele corava,o calor emanava dele,pelo vis-
to sangue e vida.E me deparei com a verdade.

Que da mesma forma que os alimentos orgânicos são importantes para nós,humanos,da mesma forma os humanos são importantes para os imortais,vida
e alimento.Nada disse durante essa volta.Tudo que sei e que seguimos,parando de frente ao imenso portão da murada,a fortaleza,entramos,o pátio silen-
cioso,a noite estava silenciosa.

Kalawina levantou-se da borda do chafáriz aonde estava sentada,tinha nós esperado,ele passeou os ferozes olhos verdes por nós,Hyarian a encarava ainda
de longe-Demoraram,admito,demoraram-Nervosa ela estava-Quieta Kalawina,nada aconteceria de errado-Ela riu ao ouvi-lo falar,quis passar algum tempo
na biblioteca,isso ela entendeu,ele entendeu,com isso me direcionei aos fundos da fortaleza,passei para um pequenino jardim,lá estava a porta e entrei,eu
queria matar a curiosidade que existia nesse lugar.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Sab 10 Jul - 12:22:34

Fechei a porta,caminhei pelo lindo lugar,a biblioteca era maravilhosa,linda em todos os sentidos,olhei cada detalhe enquanto andava.Uma mesinha de
lê e escrever junto a uma cadeira,o imenso tapete persa se estendendo por todo chão da biblioteca,muitas prateleitas com livros,pecaminhos,papiros
antigos,uma poltrona logo a frente,encostada na parede,ao lado uma mesa com uma linda luminária.

-Céus,olhe para isso-Disse baixinho,dei toda uma volta analisando os escritos e com isso me deparei com a vontade de ir até a mesinha de lê,acendi a
vela do lindo castiçal encima da mesa,vi que ao lado existia um livro com capa dura,couraçada pelo visto.Me sentei ao afastar a cadeira,preferi que as
luzes ficassem apagadas,a luz de vela me deixava confortável.

Passei meus dedos silenciosamente pelo livro-Nossa,aterrador-Sussurrei,e o abri,uma linguá desconhecida para mim até então,o que me assustou,fez
meu coração bater forte,mas aos poucos me encontrei familiarizado com esse requinte de linguá-Uma linguá antiga,mas céus,o que será?-Quis saber,e
com isso a curiosidade me tomou por completo.

Voltei até a primeita página do livro,lá estava a escrita do nome de Kalawina acentuado na borda.Aos poucos conforme fui descendo percebi que podia
decodificar essa linguá.Era linguá celta,morta nos tempos atuis,a linguá mãe de Kalawina,Lunnes,Rhiannon,Samantha,todos os meus antepassados,isso
me deixou assustado,mas entendi.

-Impactante,isso remonta a 3 mil anos atrás,pelo visto posso lê isso!Mesmo nunca tendo contado eu entendo e posso até escrever.Nossa,a linguá dos
bruxos,morta,morta para fazer que só os sábios a entendam.

E dessa forma eu ri silencioso,um afago me veio no coração,nesse livro digo que há vários segredos da mágia,esperitualidade,de como usar até almas
e esperitos de outros patamares a nossa favor,até para espionagem,possuição,arrebatamento de viagem,tudo isso.E céus,não posso desvrever tudo que
eu lia,absorvia,algo que nem mamãe tinha tido a oportunidade de lê.

Enblemas,tudo isso,sinais de ancoramento,muitas coisas-Kalawina escreveu esse livro a algum tempo atrás,o começou em determinada epoca e seguiu
ao longo do tempo,maravilhoso-Disse,a esse ponto minha visão estava turva,imensamente turva.Só sei e lembro que depois disso apaguei,senti a presen-
ça dela ao chegar-Aziel,leu coisas que não era para lê,mas és curioso-Disse-me,a olhei movendo o rosto,dormirá ao longo desse tempinho.

Voltei a ardomecer,pesado meu corpo estava,ela pegou-me nós braços e saiu comigo da biblioteca.Sonolento,sabia que o peso do cansaço viria,mas
não nesse momento!Queria terminar as ultimas 20 páginas do livro-Depois-Ela disse,eu drogado de sono em seus braços.Ela chegou rápido no meu
quarto,deixou-me sentado a beira da cama.Saiu se direcionando a algum lugar.

-Infernos,parece que tomei uma droga e o efeito foi desastroso-Tinha lido mais da metade do livro,chegago quase a seu fim e isso me torturava,mas
eu agia,ofeguei,escorei a porta,segui,minha visão imensamente turva,presava me trocar,iria dormir.Mesmo pesado,de corpo destruido devido a falta
de energias eu pude fazê-lo.

Abri a porta do armário,o luar entrava nesse momento,doce lua cheia quando a vi pairando na paisagem que vinha da imensa varanda,soube por instin-
to que Lestat e Vitória Regia estiveram nesse lugar um dia.Eu olhei a linda carreira de túnicas,cada uma era especial,devidamente talhada,eu ri baixinho,
comecei a me despir.

Escolhi uma em cor violeta,mangas longas,bordas com detalhes em prata.Fui até o banheiro e tudo que sei e que lavei meu rosto,me olhei no espelho
por alguns momentos.Ofeguei deixando as mãos se esticarem sobre o imenso e lindo balcão da pia-Aonde vai parar Aziel?-E prometi a mim mesmo que
faria uso de todos os segredos que conhecerá naquele livro.

Apaguei as luzes e me direcinei para cama,lindo banheiro aos fundos do quarto.Olhei a cama,afastei os lençóis,mas algo me chamou atenção antes
deu me deitar,ao me sentar a beira da cama o vi,Hyarian agia com sua pecaminosidade me espionando,senti raiva,mas me segurei e ele fechou a por-
ta sendo o travesso maldito que sempre será e se tornará,até mesmo para com sua família.

Me deitei puxando os lençóis violetas por cima de mim,bela troca Kalawina fizerá.Antes de fechar meus olhos ofeguei sonolento,meu rosto encostado
sobre o travesseiro-Vou morrer-Era como um presentimento,e agora pensando nisso,entendo por que vierá esse presentimento.Sonhará com minha
doce e imaculada Samantha,ela e Genevieve sentados em uma mesa,eu ao meio os olhando.

Eles que me fizeram uma troca sagrada de palavras,a imabem de nós três sentados,observadores uma para com o outro,e nisso assenti,assenti sem
a menor sensação de sentimento,nem para com a mulher que Hyarian matará-Ele não nasceu humano-Samantha disse sorrindo,e com isso o impacto
de algo me tomando o coração,como se fosse um vácuo que o fizesse parar de bater.

Veio a falta de ar,a falta de sensação corpórea para do nada meus olhos se abrirem,me encontrei olhando para o teto,meus lábios docemente abertos
como se sofressem por alguns instantes para tomar ar,meus olhos esbugalhados,eu estava suado,quente devido a esse susto de alma,foi como se minha
alma tivesse sido tirada de mim por alguns instantes de depois jogada de volta.

-O que acontece Aziel?-Ouvi algo falar,movi meu rosto de lado,o encarei por alguns momentos,me silenciei,nada quis dizer,meus lábios se moveram
delicadamente-Por que isso lhe importa tanto Hyarian?-Ele riu docemente,levantou-se da poltrona,arqueou sua sobrancelha tão clarinha,deixou-se me
vê por alguns segundos,atenuei meu olhar.

-Por que me importo-Respondeu,ofeguei,ele me ajudou a sentar-me encostado ao espelho da cama,ofeguei respirando fundo,ele percebia,sentia todo
meu medo me corroendo,deslizou seus dedos pelo meu rosto-Não entende,nunca entenderia Hyarian-Ele assentiu me encarando silenciosamente por
alguns instantes.

Uma troca de olhar maciço,como se o ferro derretesse-O seu problema Aziel e que adora esconder as coisas,tudo que acontece dentro dessa preciosa
mente,e isso que o destroi,acha que não percebo?-Isso me assustou,o encarei amedrontado,ele se curvou a frente se mantendo sentado a beira da ca-
ma,sussurrara as malditas palavras em meus ouvidos-Só quando olhar para si e que entenderá,por que eu sei e vejo a todo momento irmãozinho-Isso
me fez acuar.

Eu sai de cima da cama as pressas,ele se manteve quieto,eu deslizei as mãos pela maçaneta-O que há?Por que não abre?O que pretende Hyarian!?-Eu
estava prestes a gritar,mas ele se manteve silencioso,quieto.Tudo que lembro antes da loucura que me destruiu metade da alma e que ele levantou-se,
o olhar severo,porém,adocicado me fitando,respirei fundo engolindo o ar.

-Hyarian?-Ele riu,deixou-se me segurar firme pelos ombros-Venha comigo querido-Há!Queria ter morrido,morrido,que ele tivesse me jogado pela varan-
da de cima da torre aonde estavamos,tentei fugir,de nada adiantará,me senti um inútil diante dessa situação,ele me colocou encima da cama,me encarou
por alguns instantes,respirar?

Impossível diante dessa situação-Quando falo para teres cuidado,e com o que teus pensamentos emanam,e impossível entrar em sua mente e deixar de
vê o que sente-Assenti paralisado,quis chorar,chorar de verdade,evitar tudo isso-E me odeia por isso?Me odeia por isso maldito?-Ele riu,se curvou sobre
mim,isso me fez tombar para trás me fazendo deitar na cama.

-Não Aziel,não,não...Admiro isso-Concluiu em resposta,o silêncio caiu,veio como muralha entre a gente,o luar que entrava pelo quarto clareava seus cabe-
los,me senti destruido,por ele,por sua imensa capazidade de descobertas e exploração-Em pensar que me sentia capaz de nada saber-Ele riu,nada para
ele importava,absolutamente nada,por sua natureza com a qual tinha nascido.

Me afastei por alguns instantes,mas suas mãos de ferro me apertaram os ombros,o que me impulsionou a me sentar de encontro ao espelho novamente,
ele sentado a minha frente,nada falava,nada queria falar.Romper essa quietude estava dificil,impossível,seus dedos deslizaram a minha frente,desaboto-
ando cada botão-Fica calado pequeno,depois veremos o que fazer,por onde continuar-Arqueei minha sobrancelha.

Não que odiasse sua impulsividade,mas sua aspereza em descobrir,melhor que eu,admitir isso nas profundezas de meu coração enquanto o olhava,nesse
momento,quando ele terminou de desabotoar minha tunica,a fez deslizar para trás-Garanto que sua preciosidade e metade de mim-Bramiu baixinho antes
de me puxar contra si,o abraço de acolhimento traçou uma muralha entre eu e ele.

-Falas o que deve falar-Ele me calou com seus adocicados beijos,seus lábios que se atenuavam aos meus ombros,agiam me provocando arrepios,como
se tudo por dentro de mim derretesse,eu não podia mais falar,só sei que não pude deixar de corresponder,me deixei deitar envolto nesses beijos doces,
maravilhosos,seus dedos acariciando meu rosto.

Que as chamas do inferno caissem sobre mim e me arrancassem as asas invisiveis com a qual tinha nascido,mas eu iria morrer essa noite.Não que Hyarian
fosse holocausto,mas quando tomado por algo ia até o fim.Foi o que aconteceu quando i tiverá plenamente,quando ele me tomará plenamente em seus bra-
ços,seu corpo despido,rigido,acolhedor em todos os sentidos.

Os beijos ardidos duraram horas a fio durante essa noite,eu que me sentia sufocado por que tudo que ele não queria e que o silêncio fosse rompido,não
sofri para deixar minhas mãos lhe apertarem os ombros,o que lhe fazia gemer baixinho para depois o tomar com mais beijos,meu rosto que uma vez ou
outra se moverá para trás diante da pequena dor alheia de orgamos maciços.

Abafava mais gemidos nesses beijos.Há!Asas arrancadas,jogadas fora,era essa a sensação que eu tinha durante todo esse tempo.Lembro de como ao me
deitar de lado ele deixou seus braços me abraçarem por trás,como meus olhos de mantiveram fechados,de como ele me puxaxa docemente contra si,meu
rosto que diante do holocausto,se moveu para trás,minhas pernas se moviam devagantes,deliciosamente contra as deles.

Ele me tomava por completo,sem maldade nem uma,caso tivesse sido o contrário,nada disso teria acontecido,claramente que não,mas me envolver nesse
encantamento me tirou e estava tirando grande parte de tormentos destruidores,e assim seguiu todo esse ato,auto-destruição de conhecimentos,não supor-
tando mais apaguei,foi como se tudo isso tivesse me provocado um desmaio imediato.

Senti quando suas mãos passearam pelo meu rosto e cabelos-Há,Aziel,és tão insensato as vezes,isso me irritou,e muito-Bramiu aos meus ouvidos,apesar
de silencioso,ouvi claramente esse brami de sussurros e claro,meus olhos fechados,meu corpo plenamente pesado,e antes de sair ele esticou os lençóis
por cima de mim.Não conseguia mexer meus membros,imagine ferros caindo por baixo de vocês após seus atos alheios.

O som abafado de quando ele saiu fechando a porta.Só isso ouvi,desmaio,sensação de aprecionamento causa.Falando mais um poquinho antes de concluir
essa parte:Pela manhã,o raiar arrebatador do so,abri meus olhos,encarei a paisagem do dia e soube por instintos e caça de presença e pensamento que ele
e Kalawina haviam se retirado.Eu,o jovem e cruél andarilho da noite e do dia pensando.

Sozinho por determinado tempo,isso me fez chorar baixinho,não quis me levantar,nú por baixo daqueles maldidos lençóis fiquei,deitado de bruços,apertava
os travesseiros enquanto chorava baixinho,nunca tive tamanha vontade que algo me destruisse,me mandasse embora-Mandem esse fogo sobre mim,eu nun-
ca o desejei tanto-Repeti algumas vezes nesse choro ao me manter deitado de bruços encarando a paisagem do dia novo.Há,céus,assim foi,assim seria,nunca
tive tamanha sensação de ser destruido como nesse momento.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 11 Jul - 11:15:19


E retorno a ordem de meus pensamentos,como se tudo isso reinasse na minha frente.Com isso assenti.Admito que durante isso,a coragem de me levantar
veio,com isso tive a vontade de reaver meu conceito.Levantado-me logo no início da tarde,eu me vesti,procurei uma bela túnica em cor verde escuro,todos
os detalhes em dourado fizeram meus olhos sobressair.

Ajustei a linda faixa de cetim dourada,nossa,mesmo sentindo meu coração despedaçado devido a tudo ocorrido,conseguir juntar as escaças forças,ainda te-
ria que reaver determinado controle mental,mesmo assim consegui,segui pelos corredores e claro,desci a imensa escadaria em caracol,passei pelo lindo sa-
lão,fui ao pátio,o dia iluminava as densas águas que se derramava do chafáriz.

-Preciso lê,preciso concluir aquela leitura-Falava do livro de Kalawina,entrando na biblioteca fechei a pesada porta,lá estava o livro,lá estava,ofeguei retando
tomar folego,constrangido-Aziel! Querido neto,querido andarilho,tenha calma,ele não fez por querer-Ouvi Samantha dizer,não acreditava que depois disso ela
terinha coragem de vir,se me encarar.

-Há! Cale-se! Ai e que está o problema,entende? Ele sabe,ele sabe!Sempre soube desde o momento que me olhou nos olhos naquela maldita casa,mas não
admito!-Quis gritar,sentei-me na cadeira da mesinha de lê,o livro jazia encima,Kalawina não se atreveu a tirá-lo,mas dessa vez encarei as flores dentro do
lindo jarro de prata-As trouxe,precisa do mais delicado perfume para se acalmar-Arquei minha sobrancelha delicadamente.

-Gentileza ou pena Samantha?-Quis saber,meus braços curvados encima da base da mesa,o dia estava lindo,iluminando toda biblioteca ao entrar pelas persia-
nas-Nem um dos dois meu querido,simplesmente lamento-Não pensei que ouviria isso,mesmo assim ela entendeu meu olhar,era para ela sumisse,me procura-
se quando pensasse melhor.É ela o fez delicadamente,com isso minha pessoa voltou a atenção ao livro pairando a minha frente,

O abri na página aonde tinha parado,com isso peguei da onde tinha pausado,pude rir por alguns instantes,a leitura se tornava densa,os minutos,as horas se
atenuaram enquanto concluia essa leitura por demais especial.Infelizmente durante esse devagar de tempo,a presença de Samantha e Geneviese se mantive-
ram,os caláfrios no meu corpo não pararam de vir.E céus,acabando a leitura eu soube como fazer algo,algo em especial.

Se não desse certo,e que não era tão bom quanto pensava ser,levantei-me afastando a cadeira,maravilhoso está de pés descanços,o que me dava a sensação
de tenuidade-Com a lucida mente secas,secas como os mares evaporam,és minha vontade-Nunca pensei que conseguiria falar nessa linguá antiga,mas tive a
honra de pronunciar com perfeição!

Me afastei da mesinha dando passos para trás,encarava as flores,meus olhos paralisados mal acreditando no que acabará de ver.As flores que Samantha
trouxe secavam,secavam de verdade,como se a vida lhe fosse tirada,como se todo o formato,contexto de vitalidade lhe estivesse sendo arrancada,céus,eu
não acreditava em hipótese alguma que isso acontecerá.

-Desfaça-se de tua forma para que um novo recomeço se torne real-Pronunciei,e com isso as flores secas,racharam,um trincar foi ouvido,os raios de sol en-
travam clareando toda biblioteca,o trincar veio do jarro,mesmo de prata,diante de minha vontade ele rachou,rachará fazendo com que um extrondo fosse ou-
vido,a água dentro dele jorrou para o lado,meus dedos se ergueram delicadamente aos meus lábios.

-Céus negros da santa noite eterna,o que e isso?-Quis saber,ofeguei andando á frente,choroso fiquei por que não esperava,encatamentos poderosos-Não me
resta mais dúvida,a mágia antiga e mais poderosa que a dos dias de hogê,perfeito-Proclamei esticando os dedos em direção as farelos das flores secas,os pe-
daços do jarro,demorei a entender,mas com o passar de mais alguns minutos Genevieve foi visto sentado a minha frente.

-Quer saber o que e isso?É o que Lestat lhe deu,Aziel,e tudo o que ele lhe entregou de herança,e a verdadeira força humana dele,força que ele nunca pode
usar e sequer tinha noção de existência,mesmo em sua humanidade,quer mesmo saber quem ele é?

-Genevieve,pode me matar meu amor?Mate-me,não há glória nisso,só imensas responsabilidades que não quero assumir-Disse,com isso ele levantou-se,
suas lindas vestes oscilando com seus movimentos,linda túnica negra,seus densos e macios cabelos-Venha comigo meu andarilho-Ele riu ao dizer isso,eu
o segui,ele me guiou em direção a última prateleira.

-És o que deves lê a seguir,aquele livro e seu,pegue-o,Kalawina manteve e sempre manterá segredo,ela sabia que algo maior viria,és tu a pessoa,não es-
pere ela lhe fazer o convite,mas são esses livros em esperial que deves lê,são rapidos de lê,entende,veja por si mesmo-Ele pousou os dedos encima da lin-
da coleção,livros atuais pelo visto,uma coleção de 21livros,os peguei,estava um ao lado do outro em uma doce e secreta fileira.

Quando me sentei na mesinha pousei-os encima,olhei a linda coleção,capas perfeitas,olhei a ordem,segui com os dedos,Genevieve me encarando de pé
ao lado da mesa,e ele proclamou um nome atrás do outro-Entrevista Com o Vampiro,O vampiro Lestat,A rainha dos condenados,A história do ladrão de
corpos,Memhoch,Pandora,O vampiro Armand,Merrick,Sangue e Ouro,A fazenda Blackwood,Cantigo De Sangue,Rosas e Sangue,Espelho De Fogo,Gelo De
Sangue,O som das trevas,Toque De Pérola,Pecado Negro,Laço Da Morte,Jardim Morto,Uma Luz Na Escuridão-Ofeguei quando ele terminou.

-Leia Aziel,se não quiser,faça-o lá encima no quarto-O encarava-O que isso tem haver comigo?-Ele sorriu,se curvou a frente passeando as mãos sobre
os livros-E tua história,teu legado,tudo isso meu amor-Corei por que parecia algo muito especial-Psiu,mas não conte a ninguém,vá!-E com isso peguei a
pequena montanha de livros.No quarto os deixei encima da mesa na varanda,o início da tarde estava maravilhoso,ensolarada apesar de docemente fria.

Toquei no 1° livro da ordem,o abri,não era tão grande assim em comparação a outros,mas faria o que Genevieve disse,ao lado da pinha de 21 livros
que dizia ele contar muita coisa de papai e seus companheiros,jazia o lindo livro de Kalawina,Entrevista Com o Vampiro estava em minhas mãos e eu
comecei a partir dai um processo de horas a fio de leitura densa.

A cada página,a cada capitúlo percebi algo,és o que falo:A 1° parte dos 11 livros pertencia a uma autora em especia,mas a 2° parte com mais 9 livros
pertenciam a uma autora solitária,não soube nem da onde essas duas mulheres conseguiram reaver tudo isso,mas deveriam ter movido céus e terras
para fazer tudo isso!-Gloriosas,céus-Disse em alguns momentos choroso.

Sim,eu chorava bastante,imensamente,muito,muito,conforme tudo era descrito as cenas,as falas,os cenários de paisagens e casas me arrebatavam,eu
não consigo descrever quantos ataques tive de caláfrios,medo,raiva,ódio ao decorrer de toda essa extensa leitura.Era como se papai e ceus companhei-
ros tivessem tido a change de fazer explodir essas histórias,mas procurando as duas pessoas certas.

O som do vento soava,soava bastante,o canto dos passaros jazendo nas lindas e densas arvores dos bosques ao redor da fortaleza,como musica,não
parei!Segui livro apôs livro!Sem peidade,passei pela 1° parte,segui para 2° parte,entrei leitura a dentro.A sensação que eu tinha em relação a isso?E
que conhecia pouco de Lestat,Louis,Thalwa,Wiksa,Vitória Regia,Alexien,Xambré,Tompei,Marius.

Todos esses nomes citados,apenas a pequena parcela de todos os envolvidos na minha vida.Pessoas que com o tempo vieram,transformaram todo o
destino de Lestat,Louis,muitos outros.Céus,quando terminei o ultimo livro entitulado ***UMA LUZ NA ESCURIDÃO*** quis gritar,gritar para que toda
raiva fosse embora-Céus,maldito,viu?Como ele pode fazê-lo!?-Brami raivoso e choroso.

Voltei os olhos para a paisagem da varanda,a noite nascia,pelo visto eram 19:00 Hrs da noite local.Claro que me apressei para enjugar meu rosto,eu
me sentia destruido,Hyarian na noite anterior tomará uma parte de meu coração,essa leitura puramente verdadeira destruirá a outra parte,assim eu a
contra-gosto me deparei frustrado-Ele termina comigo,com meu nascimento,naquela cena holocausta!Como eu ainda bebê posso tê-lo recebido desse
modo ao estar naquela gesta?-Grui.

Senti terrível aperto em meu coração e alma,mesmo assim retomei o controle,o que foi necessário.Mesmo assim,mortes de pessoas como Claudia,Santi-
no,Merrick! Isso tudo me passava pela mente-Pessoas fortes,mas incapazes de pensar por um momentinho,teriam evitado sua loucura,coitado de Louis,
como ele pode ter se deixado tomar pela Kalawina?-Me questionei.

Foco nas arvores do lado de fora,levantei-me indo em direção a sacada da varanda,lindos vasos com plantas e flores ao chão,tapete macio sobre o piso.
Curvei meus braços sobre a borda da sacada,fiquei me perdendo nos cantos dos passos,a noite nacia,a luz vinha crescente,mas luminosa,fechei meus o-
lhos por vários minutos e me perdi novamente nas cenas.

-Eu sou o segredo que ele tanto quardava e queria tornar real,não Hyarian como ele pensou ao estar com David,Letícia e Carlos-Ofeguei,assenti com os
detalhes holocaustos.Eram 20:30 Hrs da noite quando Hyarian veio,ele bateu na porta,eu me mantinha observando todos os detalhes,o lindo pátio da for-
taleza jazendo abaixo da torre do meu quarto-Há!Vai embora Hyarian,me deixa só essa noite,por alguns minutos,só isso-Quis falar.

A maçaneta girou,e ele entrou com Kalawina,ela que atenuou seus olhos sobre a mesa,a olhava detalhadamente,nesse momento ela sentiu toda frustra-
ção possível a tomar-Aziel,leu tudo isso? Aziel aonde encontrou esses livros?-Quis saber,nesse instante Hyarian andou a frente,percebeu o quanto eu es-
tava artomentado,Kalawina sentou-se à mesa,observou toda pinha de livros e o dela jazendo ao lado.

Hyarian me fitava,suas mãos pousaram sobre meus ombros-Aziel?Fale comigo,estou aqui,se quiser falar,fala-Bramiu nervoso,constrangido por temer que
algo acontecesse comigo,o olhava perplexo,meus olhos abertos sem piscas,demorava e estava demorando para acreditar em tudo aquilo-Céus,ele levou
Merrick para morte,ele fez a morte de Claudia ser real,apesar do desgosto,entende isso?-Kalawina silenciosa,triste com essas coisas.

-Aziel não pense isso,só foram puras verdades ditas,Lestat nunca foi e nunca será nem um santo.Mas entenda que depois de tudo,depois dele começar a
absorver todo contexto que Thalwa impôs a ele,ele não pode escapar,entende que tua vinda,minha vinta,a nova vida,isso tudo para ele foi como um renas-
cimento,Aziel-Assenti,eu não consenguia falar,seus dedos passeando pelos meus olhos.

Kalawina levantou-se,sua linda túnica vermelha oscilando com seu andar-Quer algo Aziel?-Quis saber,ela que emanava sua tristeza,isso me surpreendeu,
com isso Hyarian voltou sua atenção a ela por alguns instantes-Kalawina faça algo,vá a procura de algo,eu resolvo isso-Ela assentiu entendendo,mesmo
assim sua frustração devido ao lamento evidente-Tudo bem,me chamem quando possível-Ela se anditou andando a frente,eu não suportava,fitei em deva-
neio a pinha de livros encima da mesa da varanda,a noite era agia.

Hyarian devido a minha incapazidade de reagir me sacudiu por alguns instantes-E como se algo o tomasse,odeia saber que erraram tanto-Expeliu em pala-
vras ao pegar-me nos braços,eu que a esse momento soluçava,tentava apagar tudo,tudo,mas não poderia,eu sofria por essa realidade.Ele colocou-me sen-
tado sobre a cama,eu que encostei-me no espelho,ele sentou-se a minha frente,entregou um lenço delicado a mim-Céus,o que faço?-Quis saber,ele não dei-
xou de ofegar,um processo de acontecimentos acontecia apartir desse momento.



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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Dom 11 Jul - 12:16:54

Nunca pensei que Hyarian viria á a me acolher tão bem,que tivesse conseguido suprir toda essa falta com tamanha perfeição.Conversamos por duas horas
a fio,tudo que sei e que chorei imensamente,muito mesmo,ele me falando e explicando muitas coisas-Entenda meu amado andarilho,há coisas e pessoas
que são egoístas o bastante para destruir e terem intenção de tomar algo para si,só para tentarem entender,foi o que aconteceu no caso de Mona,Rowan,
Quinn,e muitos outros-Ofeguei,eu que ainda me mantinha sensato encostado no espelho da imensa cama.

-É o que eu tenho haver com isso?Ele poderia ter evitado,o que Alexien,Thalwa,Vitória Regia,David,Letícia,Carlos,todos esses novos companheiros e anciões
tem haver com isso?-Ele riu,deixou-se tocar no meu rosto,ele riu fechando os olhos por alguns instantes,eu que acabará de secar meu rosto apôs esse tempo
em choro constante tentando compreender suas explicações.

-Digo-vos que a redenção completa,uma nova vida livre do seu próprio egoísmo,e isso que significa para Lestat-Eu assenti o olhando,ofeguei quando ele quis
atenuar seus olhos-Acha mesmo?E por que quis ficar longe?-Ele riu ao se curvar mais a frente de mim-Aziel,desde que me conheci por gente nesse mundo,a
minha pessoa soube que meus compromissos seria maiores,não teria a minima condição de ficar lá,não depois que eu forá queimado daquele modo e ainda
por cima me apaixonar pela Kalawina-Eu ri nesse momento.

-Entendo,ela e bonita,linda em todos os sentidos,uma bruxa imortal entanto,garanto que mais poderosa com que possa imaginar,Kalawina e a pura alma de
nosso Clã,espero que entenda isso.

Ele ofegou em riso nesse momento,deixou-se pensar por alguns instantes para depois falar-Eu sei que sim,por isso sinto o que sinto por ela,pense melhor-Eu
ofeguei,me sentia melhor,mas não completamente,mas quanto o algo pairou entre eu e ele fui tomado pelo sentimento maior,eu que mesmo sen geito pude
esticar meus dedos sobre seu rosto,beijar sua face para depois o beijar com toda vontade e paixão possível.

Não que eu tivesse sentido falta de ar,mas depois de tudo,que o conforto me asolasse,fiquei deitado de lado como ele,a pequena e multua troca de carinhos
real,surreal em todos os sentidos,os afagos que eu desferia sobre seus cabelos macios e lisos,clarinhos devido ao tom,eu que uma vez um outra mordia seus
lábios conforme os beijos iam ficando mais atenuados.

Não que eu me sentisse maldito por isso,mas tomado por esse sentimento desbravador,era sonole suas mãos e braços curvados na altura de minha cintue,os
beijos que não tinha tregua.E foi assim por muitos minutos a frente,muitos mesmo.Dessa vez não,eu não tive vontade de que o fogo viesse e me queimasse,a
certeza era a de que as surpresas existem e devemos estar adaptados a isso.

Ofeguei depois disso,parei por alguns momentos,ele que me acolhia em seus braços,minhas mãos se mantinha por baixo de sua camisa cinza de seda,senti co-
mo sua pele era macia,ele que se mantinha deitado de lado,esticado a me acolher junto a ele,calças jeans justas negras,botas curtas,só que cinzas dando belo
constraste com a camisa,ofeguei novamente pensando.

Meu rosto que se encostava sobre seu ombro-Precisarei ir ao palácio de Tompei,Aziel,precisarei fazer uma reunião por lá,quer vir comigo?-Meus olhos fecha-
dos,meus pensamentos parados,fluindo por alguns momentos,eu que tinha a face corada devido ao calor de me manter assim-Eu suportaria a viagem?-Falei,
e ele riu docemente ao beijar meus cabelos.

-Claramente que sim-E eu não deixei de pensar mesmo estando envolto nesse doce transe,deslizei minhas mãos de modo a me envolver mais a ele-Sim,não
deixaria de ir,por que perder a change de ir ao pai?-Ele riu,riu dessas palavras-Então erga-se e arrume-se,estaremos nós direcionando para lá-Com isso ele
levantou-se,eu abri os olhos nesse momento.

-Faça-o rápido,serão duas semanas lá-Eu ri ao me levantar também,Wiksa mora lá,correto?A irmã de mamãe-Ele riu,sentou-se na cadeira da mesinha ao la-
do da cama-Sim,ela mora lá,a conhecerá-Eu acabará de parar enfrente ao armário e abri as gavetas-Entendo,não que seja complicado,mas necessário-Isso
o deixou pensativo,mas ele entendeu.Acabei encontrando uma bela calça jeans negras,uma linda camiseta verde,uma regata longa da mesma cor!O lenço ne-
grod e seda perfeito para mim.

Não demorou e ele se apressou a me ajudar,desabotou minhas roupas,as deixou deslizar pelo meu corpo-Há,sim,Wiksa já e uma quase senhora,jovem,mais
a trabalhar em seus conceitos,e maravilhoso-O olhava,eu caminhei a frente,deixe as peças encima da cama,primeiro coloquei a calça,depois a camiseta de al-
godão,a regata longa por cima,a deixe aberta,os botões prateados cintilando a luz.

-Hyarian cote-me mais-Ele riu,andava pelo quarto,me observava-Há!Mas Tompei sabe,ele sabe meu amado,ele sabe profundamente que chegará um dia que
nem ela suportará a fonte do sangue ao seu lado e não a tomá-la para si-Eu ri,ele parou ao lado da porta,braços cruzados-Hum...Maldosa ela é,admito,esses
livros,eu os levarei comigo quando retornar-Ele riu.

-Uma maldição querido-Arqueei o cenho,acabará de calçar o pá de botas,baixas,pesadas,negras-Oh!Mas convenhamos,lastima-Isso o deixou pensativo,peguei o
lenço e o ajustei,o coloquei no pescoço com perfeição,ele abriu a porta,sai quando apaguei as luzes.Com isso uma nova caminhada começava.Passar duas sema-
nas no palácio de Tompei? Era maravilhoso demais para não pensar que era mentira.

Quando no pátio,kalawina insistiu para que Hyarian voltasse mais cedo,insistiu,mesmo assim,ele por maldade e orgulho não quis ceder-Hyarian!Tompei o mata-
rá,Wiksa o destruirá caso tire a paciência dele-Ele riu,o ser alto pairando a frente dela ao meu lado,o arquear de sobrancelha que me assustou-kalawina,ele sa-
be que não podemos esperar-Ela assentiu pensando,foi nesse instante que ela voltou sua atenção para mim.

-E você?Está melhor?Sei que tudo foi torturoso,falo dos livros,as verdades,mas está melhor?-Andei a frente,a encarei,o vento frio reverbando sobre meus cabe-
los-Muito melhor,mas não curado,nunca vou me curar-Disse-lhe,e com isso ela me abraçou com força,me erguerá abraçada a mim,eu que deixei meus braços se
curvarem sobre seus ombros.

-Queria ir Aziel,nas por Maharet e Mekare morarem não muito longe daqui,sei que e o momento exato para ir lá,conversar com elas-A olhei movendo meu ros-
to,com isso ela me deixou pousar no chão,não muito alto como ela,mas sabia que futuramente seria-Entendo,mesmo assim,de puder ir,vá-E nesse momento eu
soube que não seria possível,tudo pelo seu olhar pacato.

Hyarian se abaixou diante de mim-Feche os olhos,feche-os com força-Tive que seguir as ordens,foi como um transe imediato,ele que usou de sua mente para
me fazer dormir,fiquei surpreso,eu não sabia que imortais podiam fazer encatamentos,eu me senti assim.Ele pegou-me nos braços,eu que sentia meu corpo to-
mado por algo,meus olhos fechados,foi nesse momento que Kalawina estendeu o manto sobre mim,o manto trazido por ela que estava encima da borda do cha-
fáriz.

-Tome cuidado Hyarian,volte rápido-Pediu,ouvi suas palavras limpidas,ele riu,riu com vontade,ela que acabava de cobrir meu rosto com o manto.Eu senti todos
os sonhos me tomando.Tudo que senti e lembro e que em seguida Hyarian andou,sobressaltou a muralha da fortaleza e com isso subiu aos céus,quem derá eu
poder fazer isso,voar,voar cortando ventos e nuvens.

Ele seguia,subia,subia sem piedade,sem intervá-lo,imaculamente poderoso,como poucos conseguem ser no mundo imortal.O vento começou a rugir aos meus
ouvidos,o que fez ao passar do tempo,o sono,o transe a qual ele hávia me induzido,ficasse mais pesado,que me envolvesse de uma vez por todas,ao passar de
alguns minutos ouvi ele dizer antes deu apagar concientemente de uma vez por todas-Eu te amo Aziel,te amo de verdade,tome cuidado,apague tua mente,caso
não o faça,será artomentador-Nada pude dizer.

O transe ticava mais forte,me sentia seguro com ele,seguro por que sabia que ele seguiria sem pausa,fugindo do sol e atravessando barreiras a frente.Nada
mais lembro,nada mais a não ser a pura escuridão mental,a pura escuridão da alma quando jazemos nesse estado letárgico mental e corporal.A dor era for-
te,mas eu hávia suportado.

Há! Foram horas seguidas nessa viagem,nesse transe.Mas algo me tomou ao passar desse sagrado tempo,a voz reverbou aos meus ouvidos,delicada,mas a-
tenuada devido ao tom aveludado,ela falava com alguém,me senti deitado,parecia que eu jazia deitado encima de algo,duas presenças intimamente ligadas,e
com isso o corpo retomando a conciência.

Foi isso que senti,parecia que durante todo esse tempo fora induzido a sair de meu corpo enquanto Hyarian viajava,e agora colocado de volta,meus olhos abri-
ram do nada,em foco rápido,o foco sobre o teto,só o luar iluminando esse quarto-Eu morri?-Disse para mim mesmo,jazia deitado de braços abertos,minha men-
te ficará ordenada,não mais enevuada.

-Finalmente aqui Aziel-Eu me sentei,me apoiei sobre a palma das mãos ao esticar os braços para trás,e pernas a frente,meus cabelos desgrenhados pelo
vento forte-Lestat odiaria saber que está aqui-Disse ela,uma dama alta,cabelos em cor de mel andulados como os da mamãe,mas os olhos imaculamente
azuis,gruéis,apesar de seu rosto delicado como o da mamãe.

-Wiksa,e você,agora eu percebo-Ela riu,sentada ao colo de Tompei estava,que foco,vestia lindo vestido de cor branca de algodão,longo,a faixa negra atada
a sua fina cintura,sandália em fita branca aos pés,ela arqueou sua sobrancelha-Demorou a perceber,Hyarian está caçando não muito longe da ilha,e não ne-
go que sua vinda me deixou surpresa-Tompei riu,ele que a acolhia,seus braços envoltos aos seus ombros,um homem alto,a cor de mel dos olhos era verda-
de dita como nos escritos,o puxe delicado oriental marcante,a túnica que ele usava era longa,seda pura negra,arrematada na altura da cintura com faixa bran-
ca.

-Tem coragem de sair desse quarto?-Disse ele,céus,levantei-me andando devagar,temia que ele fizesse algo comigo,Wiksa levantou-se,ajudou com que ele
se levantasse,se duvida um ser com ar de pura realeza,só não sabia da onde,ele riu em resposta ao meu olhar,Wiksa o indagou,ela que se direcinou a saída.
Tompei a olhou resoluto por algo,ele que repensou por alguns instantes.

Voltando seu olhar á mim,disse-E como muitos falam Aziel,és um jovem entanto,porém,precisa treinar sua esperteza-Foquei o olhar nele,não temia mais que
ele me fizesse algo,ele riu,andou a frente e deixou os dedos passearem pelo meu rosto-Venha comigo,deve está faminto,Hyarian vai demorar a voltar,mas eu
estou aqui-Eu ri em resposta.

Sai do quarto ao seu lado,caminhamos pelo corredor,e sim,esse é o quarto que Thalwa esteve em seu desperta,no nascimento de Hyarian,aonde mamãe ata-
cará Lestat com toda aquela insanidade descrita nos livros secretos.Tompei riu,desciamos a escada,entramos no salão tendo toda uma visão,isso fez meu cora-
ção acelerar,queria procurar coisas,coisas especiais,analisava todo lugar,Tompei me observava,minha atenção era plena,e seria até o final.


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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 12 Jul - 10:18:51

E nesse momento minha pessoa refez todo um conceito enquanto observava o lindo salão,só que o que me surpreendeu nesse momento enquanto Tompei pairava
ao meu lado,e um notório gesto de fibra artesanal logo encostado na parede,várias objetos antigos como lanças e arcos jaziam nesse gesto,o vento da noite entra-
va,se fazia pressentir em todos os conceitos.

Wiksa que descerá antes de nós e claro que jazia sentada no imenso sofá,fiquei grato pelas pesadas portas estarem abertas,nesse momento refiz rapidamente um
observar,andei a frente,Tompei me seguiu,se fez atenuar seu olhar alheio,ele sabia que algo ne chamava atenção,e ficava logo acima do gesto,colocado na parede
o objeto me chamava,como se um pequeno transe me tomasse.

-Tompei,essa é a lança de Tupãn?-Quis saber,e nesse momento ele atenuou seus olhos,como se tudo isso o tornasse onisoleto.Ele ofegou cruzando seus braços e
enquanto mantinha seu olhar na lança,perguntou-me-Como sabes?Algo lhe disse Aziel?-E nesse instante voltei meu olhar á ele,nisso ele arqueou sua sobrancelha es-
querda,um feito lindo aos meus olhos,já que se tratando de Tompei,a delicadeza de seu corpo e memorável.

-Desculpe,mas eu posso lhe responder sim,eu li os escritos antes de vi,acredite,em menos de seis,setes horas pelo visto,eu li todos os livros,são 21 ao total correto?
Tompei,responda-me,essa é a lança?-E nesse momento ele pensou,Wiksa que se mantinha silenciosa enquanto observava,ela que esperava o momento para que ela
pudesse falar.

-Sim,Aziel,essa é a lança de Tupãn,e deve saber da ligação de sangue que tens com ele,correto?-Isso me deixou frustrado,sequer eu desconfiava até a leitura que
eu tinha sangue indígena em meu sangue,o que me assustou bastante e claro,foi nesse momento que pensei profundamente voltando a encarar a lança,soube que
toda reestruturação sanguínea que Lestat me derá,destruirá grande parte dessa genética indígena existente em mim,apesar de escaça.

-E escaça,eu sei,mas ela existe,que terrível-Disse,e nesse momento eu quis sair para fora-Se quiser conhecer a ilha,faça-o,deixo claro que eu estarei organizando al-
gumas coisas-E o olhei com profundidade-Entendo,mas mesmo assim,caso queira saber,eu preciso-Ele se assustou,deixou-se pensar por alguns instantes,Wiksa que
até o momento se manteve silenciosa levantou-se-Não se preocupe Tompei,deixe comigo-Ele virou-se a encarando.

-Tem certeza?-Ela riu por alguns momentos,seus ferozes e imensos olhos azuis o queimavam cheios de alguma admiração-Sim,se precisar fazer algo,faça-o-Isso o
deixou cheio de algum pensamento,claro que me foi impossível lê-lo,o que me deixou mais transtornado do que esperava,e nisso ele caminhou dando a volta,saiu na
direção do imenso corredor que pelo visto levava a seu quarto.

-Aziel,eu lhe pergunto,lhe perfunto com minha alma-Ela disse andando á frente,seus braços se moveram a frente deixando as mãos deslizarem pelos meus ombros-
O que quer saber?-Respondi-Quero saber se teria toda essa coragem de tocar essa lança-Isso me fez silenciar-me,e com isso ela passou por mim,eu me virei,não es-
perava que ela me concedesse esse momento.

-Sim,eu teria-Falei,ela riu docemente,não demorou para ela pegar a lança ao tirá-la do suporte na parede.Virou-se a segurando-Entendo,pegue-a,mas não se assus-
te com o que sentirá-Eu estiquei as mãos a frente,pensei por alguns momentos,meus olhos passeavam por cada detalhe da lança:O cabo longo,afinelado e logo a ponta
fe ferro da lança brilhosa,láminada.

-Céus,como eles conseguiram mesmo naqueles tempos fazer algo assim?-Ela riu,eu toquei o enfeite de penas logo ao lado da lámina pontuda que era verdadeiramente
a lança-Os antigos sempre tiveram e sempre terão maior sabedoria Aziel,conviva com essa realidade-Eu a olhei,a olhei temendo,se ela queria me provocar medo,admito
que ela conseguiu.

Mesmo assim engoli em seco suas palavras,engoli o medo,o enfiei dentro de mim,escondido nas profundezas de meu coração.Finalmente por pleno e necessitado impul-
so meus dedos se fecharam sobre o cabo da lança,e a peguei,mas eu não entendi o que acontecia comigo,grandioso em todos os sentidos,ela se afastou,suas mãos pen-
dendo a frente de seu corpo unidas,Wiksa arqueou sua sobrancelha direita lindamente.

-Então?-Quis saber,meus olhos arregados,era como se uma energia maciça percorresse o longo cabo,como se uma energia que viesse de outro patamar tomasse esse
precioso objeto-Eu,eu...Céus Wiksa,como consegue conviver com isso?-Ela riu,deixou-se rir delicadamente me encarando-Por que sou o que sou Aziel,me considere uma
Deusa Viva-A olhei,eu segurava a lança transtornado.

-E ainda pensa em obter essa lança para ti?-Me espantei,me espantei de verdade nesse momento,ela riu novamente-Lerá meu coração,e não e fácil mesmo sendo o que
és,fazê-lo-Ela passou por mim ao de direcionar a porta-Agora entende,finalmente entende-E nesse momento me apressei em recolocar a lança em seu devido lugar,nun-
ca tive tanto desejo em adquirir algo,mas ela intervirá falando essas poucas verdades.

Quando a vi sair,me apressei em segui-la.Passando pela linda varanda á frente do palácio,eu sai caminhando pelo denso gramado do campo a frente,o perfume de frescor
sentido a todo momento-Wiksa!-Gritei,ela que caminhava logo a frente,o vento rugindo,o vento que se tornava menos aspero a cada passo que dava.Quando ela parrou pró-
ximo a uma pedra eu pude ver enquanto andava,a arvore.

Em pensar que tudo isso forá perfeitamente descrito em cada palavra por papai,mesmo assim,era anormal ver a macieira que aprisiona Tupãn,ela a encarava,fitava
cada pedaço da macieira.E quando parei atrás dela,ela sentou-se ao chão sobre a grama,ela pensava,analisava cada contexto,sentei ao lado dela,isso a fez me olhar
de lado,pensou por alguns instantes e ouvi sua voz rompendo o silêncio.

-Aziel,fique grato por nada disso ter relação a tua pessoa,o sangue humano de Lestat foi o bastante para quebrar grande parte desse laço-Assenti a encarando,isso a
fez silenciar-se,voltou a encarar a macieira,mas o que me deixou curioso e como ela relevava isso,como ela se deixou pensar por alguns momentos,arqueei minha so-
brancelha,isso me fez responder-lhe,mesmo que forçadamente-Tudo que sei e que sou o que sou,mas será que faço parte dessa humanidade?-Ela levantou-se.

-Faz sim meu querido,faz sim,e mesmo contra sua vontade,viverá e morrerá aqui-Levantei a encarando,furioso fiquei-Como assim morrer?Diga-me como assim terei
que morrer?-Ela riu,deixou-se caminhar em minha direção-O que quero dizer e deixar claro aqui Aziel,e que mesmo implorando pelo sangue,Lestat nunca permitirá
que o dê,mesmo diante da vontade de Hyarian-Dei passos para trás.

Me assustei com suas palavras-O que quer dizer com isso!?-Brami raivoso,céus,eu sentia raiva por ela conseguir entrar tão profundamente em meu coração-Há!Não
consigo ver diferente grande Aziel,se tornas-tes a outra metade do coração do pacato Hyarian,e mesmo ele sendo seu irmão-Cai para trás,céus,isso me fez desmonar
a ponto de cair para trás,me apoiei com as palmas das mãos sobre a grama.

-Wiksa! Por favor,não entre em minha privacidade,correto?Isso e privado demais!-Brami baixo,temia que uma briga se desencadeasse nesse momento,mas ela conte-
ve sua mente,levantei-me a encarando,mas nada ela respondeu,deixou-se caminhar,saiu caminhando em direção ao palácio-Pense melhor Aziel,o amor de Hyarian po-
de e vai destruí-lo-Mas o que ela queria dizer com isso?

Senti densos caláfrios,densos e pecaminosos caláfrios em meu corpo,a encarava,ela que caminhava,o vento que bramia delicadamente em sua volta,fechei as mãos
em punho fechado,senti a raiva queimar-me por dentro,mas me contive,tive tanto anceio pelas palavras dela-Céus,o que faço?-Disse-me,e nisso ouvi algo,um cair de
algo,voltei minha atenção tentando encontrar esse algo.

-Mas o que e isso?-Disse andando a frente,subindo o delicado e baixo elevado até chegar perto da arvore,olhei o que hávia no chão,olhei me deixando tomar por isso,
o que me espantou-Uma maça?Nas e epoca das macieiras darem seus frutos?-Disse ao me abaixar,me apoiei de joelhos pegando a maça,a olhei,perfeita em todos os
sentidos,acho que a maça mais perfeita que virá em minha vida.

Só que eu não esperava pelo ato,pela tontura que vierá em minha mente,encarei aquela arvore,a imensa macieira,encarei focando todo olhar,as folhas que reverba-
ram,as folhas densas que se atenuaram diante da brisa,olhei-Mas não há nem uma maça nos galhos,por que?-Quis saber,me auto-questionar,nesse instante deixei a
alma falar,a tontura continuou,o que me foi estranho.

Era como se algo me tomasse,como se algo entrasse dentro de mim e estivesse me investigando,eu segurava a bela maça com as duas mãos,mas me foi terrível eu
ouvir o bramir do venti,fechei os olhos,pelo visto algo me investigava,algo me tomava,só que eu não entendia,o perfume das flores silvestres que há pelo campo,não
deixaram de me tomar.

'Hum...Que pena,não és plenamente o que esperava ser,maldito sangue humano de Lestat! Não tenho mais esperança,muito menos posso sair,sinceramente?Lamento
Aziel,mas és filho de quem é,coma a maça e veja por si mesmo'.

-Há?-A tontura era rispida,abri meus olhos sendo tomado,a voz era mascula,bramia vindo de dentro da arvore,atenuei meus olhos,os foquei,pedi e roguei aos céus ne-
gros que me permitissem enchergar,mesmo sofrendo,me sentindo mais tonto ainda,eu vi o espectral tomar a arvore,foi como se a força espectral brotando dentro de
mim se focasse em meus olhos permitinto essa visão.Meus dedos tremiam,eu tremia,a maça jazia em minhas mãos,eu ajoelhado encarando a arvore.Tinha que tomar
uma decisão rápida-És Tupãn?-Disse,e nesse momento,esperem de tudo!



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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Seg 12 Jul - 11:23:26

O assombreamento dessa visão espectral tomando a macieira foi sublime,com isso brami tentando falar-Tupãn,seja cordial!-Brami novamente,jamais pensaria
que algo dessa magnitude aconteceria-Coma a maça!-Ele gritou,rogava aos ventos,a visão apesar de turva,conseguiu atenuar-se plenamente,rapidamente dei-
xei meus dedos apertarem a maça.

Deixei força falar alto nesse momento,me foi pecaminoso erguer a maça até boca,meus dentes atravessaram aquela casça macia,mas o sabor!Isso não me foi
dos mais agradáveis,meus olhos encarando aquela maldita macieira aonde ele jazia,da onde el falava,rapidamente tirei vários pedaços,foi artomentador sentir o
meu corpo absorver o que a maça tinha a oferecer.

'Há!Obrigada,me sinto melhor,um pouquinho melhor,agora saberá de tudo o que sinto,saberá de tudo o que queria falar,mesmo assim,faça com que todo destino,
quem sabe um dia,me traga de volta'.

A presença dele sumiu,levantei-me deixando cair os restos da maça ao chão,e sabem a intenção que me veio?Foi a de pegar a semente que hávia em minha bo-
ca,sim,a pura semente que senti entre a linguá e dentes,enfiei os dedos a pegando na boca,olhei a semente entre meus dedos-Há!Um portal,um denso e sagrado
portal,e isso que quer?-Falei encarando a arvore,voltei a ouvir a voz-Sim,faça-o-Bramiu.

Mas diante disso,pensei,ofeguei,olhei toda a extenção que o campo poderia me oferecer,a essa altura Wiksa sem duvida estaria ocupando tempo com Tompei,eu
arquei minha sobrancelha,sai andando em minha reta,foquei o olho no tronco da macieira,e segui em linha reta atravessando o denso campo da ilha,teria que che-
gar na outra margem-Quer um portal Tupãn?Quer se ver livre disso tudo?-Eu ria disso,mesmo assim,me sentia artomentado.

-O farei e quem sabe um dia faça bom proveito-Proclamei enquanto andava,cheguei na outra margem,na ponta do outro lado,olhei a macieira bem longe,o vento
bramiu,a essa altura não tinha noção do que iria fazer,mesmo assim,o fiz,me abaixei cavando a grama,a terra rapidamente,cavei fundo,um buraco redondo,nesse
momento deixei a semente cair dentro.

Recolocando a terra mexida no burado me ergui,encarei pensativo o que acabei de fazer,pensei por alguns instantes,e nesse momento senti meu coração atenua-
do,a tontura tinha passado,mas mesmo assim tinha que agir,foi com isso que deixei as portas de minha alma se abrirei,as abri deixando toda força brotar,eu ri,ri
do que fazia,vi aquela ponta saliente sair da terra,me afastei devagar.

Atento fiquei-Vamos,vamos,cresça,cresça,cresça-Disse em ridos baixinhos,os estalos brotando da terra-Céus negros da noite,eu nunca imaginaria que eu poderia
fazer,só que um pouquinho diferente-Sussurrei encarando a minha doce criação,com isso vieram mais estalos,mais altos,altos e altos ecoando pelos ventos,olhei
a macieira crescer,o tronco que brotava da terra de alongar.

Nossa,era como se eu conduzisse suas moléculas e particulas fazendo esse crescimento ser real,quando bem alta os estalamos pararam,os galhos se alongaram
tomando o espaço que formou a copa,as folhas brotaram com isso,encarei esse fim de crescimento como o momento,andei a frente,andei,andei encarando toda a
minha criação-Eu fiz isso?-Sussurrei tocando o tronco com a mão direita.

-O que eu sou?-Quis saber rindo por alguns momentos,foi nesse instante que virei-me a encarar a outra macieira,longe,vi que a linha de coordenação e união era
perfeita para o portal,era preciso fazer essa linha de ligação,para depois?Há!Veja por si Sara!-Essa macieira precisa morrer-Disse baixo,céus,nunca encarei algo
com maior seriedade como nesse momento,voltei a tocar o contro.

E me afastei aos poucos,me afastei chegando ao meio do campo,uma macieira de cada lado do campo,sobre as margens da ilha,pensei olhando alternadamente
cada uma delas-Bem,precisam morrer,vão morrer-Sussurrei,o vento bramiu em brisa,eu ri por que sabia que tinha feito tudo como desejava fazer,e nesse instan-
te vieram estalos das duas arvores.

Há! Aquele truque,meu doce e amado truque de fazerem as coisas morreram,eu olhava alternadamente para as duas macieiras,uma visão perfeita ao estar ao
meio,os troncos secavam,cada uma das macieiras secavam,como se algo as tomasse,e sim,era eu que as tomava,arracava-lhes as vidas,do tronco a morte pas-
sou para as folhas,as folhas que secaram até trincarem.

Cairem ao chão e voarem aos céus na revoada do vento,vi essa massa de folhas secas sendo levadas,e eu não acreditei quando vi a linha se formar,a linha que
pairou e se formou bem a frente de meus pés,erguei os olhos olhando em linha reta,céus,o portal se formava diante de mim,bem a minha frente,imenso,senti
um ar quente vir em minha direção.

Mas eu não acreditei,céus,sofri para acreditar-O que eu fiz?-Sussurrei amedrontado,andei em passos para trás,eu gritei de medo!-Obrigada Aziel,encontrarei meu
descanso,só que em outro patamar,meu eterno descanso ao cuidar da vida,minha missão imposta pela Deusa alada,a Deusa que me criou,já aprendi demais nesse
aprisionamento-Tupãn disse,ao se materializar a minha frente,eu que a essa altura jazia caido para trás.

Um ser alto,moreno,traços imaculamente indígenas,o cocar negro de penas em sua cabeça,os olhos cinzas me encarando,o ar quente brotava,eu que não conse-
guia ou tinha forças para falar,ele riu,deixou-se rir por alguns momentos-Até mais,quando precisar,me chame,abra o portal,e minha entrada,deixa-me agora eu
continuar minha missão ao lado de Vitória Regia-Há,a divindade alheia,eu sabia.

Mas algo me tomou,algo que me fez tombar para trás,ouvi gritos de alguém,eu olhei para trás quando movi o rosto,Tupãn sumiu,vi a sombra dele subindo aos
céus,mas era ela,Wiksa que saia gritando pelo campo,Tompei a seguia,ela que olhava,ingrédula no que acabará de acontecer-Aziel!-Correu em minha direção,
os seus olhos me encararam,nossa,ela é linda,pensei ao fitá-la.

Sangue brotava de minha boca,eu caido para cima,meu rosto a fitando,ela me queimava abaixada diante de mim-Wiksa,ele só precisava ir embora-Disse-lhe,e
ouvi o sussurrar de Tompei-Céus,ele vai apagar!-E apaguei ao sentir a ultima escassez de forças me tomar,tudo que senti foi Tompei me pegar nos braços,eu
que nada podia fazer,sequer mover meus membros.

Minha conciência se esvaia,ouvia passos abafados de Wiksa caminhando ao lado dele,Tompei andava em passos apressados,por fim a sua entrada no salão ao
entrar pelas portas,nada sentia,nada,dormência física e mental me tomavam.A escuridão que me possuia,esvaido nos braços de Tompei estava,mas tudo que eu
pedi aos céus negros da noite foi que eu não moresse.

Sabia que se acontecesse,uma tristeza terrível se abateria sobre Lestat,Vitória Regia,e uma pior ainda sobre Hyarian,era como se larva me tomasse por dentro.
Céus,eu tinha abrido um portal,mas eu não esperava que tudo isso me custasse tanta vitalidade como aconteceu.Há!Escuridão plena,plena,e plena!O que pensar?
O que fazer?A plena visão e sensação da escuridão.

Com o tempo ouvi sons,sons plenos me chamando de volta,e era duas vozes em conversa,uma que chorava,outra que falava,uma eu reconheci de imediato,
era minha tia Wiksa,mas a outra?Foi dificil reconhecer por que estava embargada,falando com ela-Mas como ele fez?Um portal?Tupãn solto?Wiksa!Isso não
e verdade,Aziel não pode fazer isso-A pessoa bramiu.

-Mas pode e fez Hyarian!-Ela bramiu baixo tentando não me acordar,senti cheiro de algo,eu acabava e estava reavendo minha conciência,meus olhos se abri-
ram,eles de imediato me fitaram,o luar estava denso,banhava todo quarto,os cortinados se movendo devido a brisa que tinha da varanda,eu me sentei com os
braços curvados para trás,ofeguei tentando corrigir minha visão.

Wiksa perplexa,Hyarian chocado,essa foi a impressão que vi alternando meus olhos pelos dois nesse momento-Ele conseguiu sobreviver,eu não acredito-Ela
disse me fitando,segurando a caneca de madeira com as duas mãos,Hyarian paralisado,seus lábios tremeram por alguns instantes,ele foi tomado por algo,e
eu senti e tive certeza de que foi agonia.

-Aziel!-Quis gritar,ele que se apressou a sentar-se a beira da cama,ele que me segurou pelos ombros e me fez me afastar até me encostar no espelho da ca-
ma macia,o encarei,o queimei sentindo-me frustrado por algo,de imediato Wiksa se apressou a entregar a caneca para Hyarian-Tome,faça-o beber isso,isso
servirá para reaver as forças dele-Ele riu ao segurar.

-Sem problemas,pode deixar comigo-Ela saiu fechando a porta silenciosamente,ele voltou sua atenção a mim,eu que me encolhia sentado de encontro ao espe-
lho da cama-Um portal Aziel?-Disse ao entregar-me a caneca,de imediato bebi goles do chá docemente morno,o bebi mesmo temendo o amargor,por que eu sei
na pele o guão as ervas são poderosas,o guão,nós bruxos,mesmos em querer,temos esse conhecimento que vem naturalmente com o tempo.

-Só o fiz,ele queria,ele desejou,ele não está mais aqui Hyarian,simplesmente seguiu seu caminhou-Ele me encarava silencioso,bebi mais alguns goles,ele não
desgrudou os olhos de mim quando me virei deixando a caneca encima da misinha ao lado da cama-E me odeia por isso?-Quis saber,ele não rompeu o silêncio
por longos instantes.O que deixou meu coração tomado de frustração.

-Sabe?Estou indeciso,não sei o que pensa,foram mudanças contrangedoras para mim,mas sabe?Admito,prefiro morrer,quero morrer,quero por que tenho que
admitir,esse sentimento que brota e como larva-Ele me queimava,não parava de me queimar,seus olhos emanando a pura perplexidade,nunca esperei que eu
causse essa sensação nele.

O que alarmou imensamente,continei-Então meu amor maldito,responda-me,me ama de verdade ou para você tudo isso e uma brincadeira?-Meu momento,eu
tinha e teria que empurrar ele contra a parede,ele emanava a pura perplexidade me ouvindo,e me silenciei,o encarava esperando alguma resposta,só com o to-
do passar de sua perplexidade que ele respirou,mas algo me amedrontou.

Vi aquelas lágrimas sanguínolentas,lágrimas limpidas e vermelhas que lhe molhavam o rosto tão severo,mas adocicado-Maldito,entende?És maldito por que sa-
be que pode domar meus sentimentos Aziel,não brinque com eles,não vai gostar-Expeliu em palavras baixas,se curvou a frente,me queimou deixando seus lábios
se encostarem ao lado de meu ouvido direito-Sabe por que?Está brincando com um sentimento perigoso,imensamente perigoso-Ofeguei encarando a paisagem
da varanda.

Mantive meu rosto movido de lado-Por que então?-Brami baixo-Por que posso morrer,mas a verdade e que nunca vou deixar de te amar loucamente-Isso era
doloroso para ele,mas uma confissão necessária,respirei fundo,olhava a paisagem da varanda,os cortinados oscilando devido a brisa,lhe respondi ainda envol-
to nessa visão-Faça algo por mim?Me mate quando a loucura me tomar-O olhei.

Ela riu em resposta-Pode deixar,se e isso que implora,o farei,nossa promessa-Ah,sagrado medo que ele conseguia e ainda consegue me arrancar por alguns
momentos,aquele beijo em resposta foi unisono,eu que deixei meus braços o envolverem na altura dos ombros-Sim,uma morte mais que merecida-Repetia en-
quanto o puxava de encontro a mim.

Não queria que ele respondesse,tudo que sei e que desejava era beijá-lo como fazia,como era impulsionado a fazer,e nisso deixei com que o tempo se tornas-
se mesclado,retomado em alguns sentidos alheios.O beijava sem pausa,ele que deixava seus braços se atenuarem a minha cintura,o luar continuava,o vento
pacato entrando pela varanda,os gemidos provendo de mim enquanto o beijava.A noite iria embora,eu sabia,e junto dela,ele iria por algum tempo,mas até lá,p
Hyarian seria meu,o tomaria e o tomei com esses beijos,o que me fazia ferver por alguns momentos holocaustos.
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Re: União De Sangue- Parte I

Mensagem  Ana Nery em Ter 13 Jul - 10:43:48

Há,mas tudo que sei e que as vezes a predestinação se torna tocável,isso eu descobri sozinho enquanto me envolvia desse modo diante de toda essa situação,tudo que sei e que houve
toda uma continuidade para tudo isso.A noite jazia unisona em seu reinado.Deixemos com que todo um modo seja visto,previsto para que assim,a sabedoria se torne real diante de nos-
sos olhos.Mas será que tudo isso em determinado momento tem haver com o que vivemos?

Não,acho que não,ao pensar nesse momento eu vejo que não meus queridos.Tudo que sei e que ao transcorrer desses desejos,tudo se tornou maravilhoso,e nesse momento refiz meus
pensamentos na devida ordem.Estar aonde eu estava nesse momento me era um dos poucos sentimentos de tranguilidade que eu tinha.Ofego ao transcorrer todo esse notável decernir.A
mente as vezes e tenebrosa,tenham certeza.

-Você não se cansa,não se cansa-Ouvi ele brami em meus ouvidos,queria fugir,mas e claro que não havia conseguido,não depois daqueles momentos,era maravilhoso todo instante que
o beijava,que deslizava meus dedos delicadamente ao seu rosto,os lábios sedosos que tocavam os meus,o afago aos seus cabelos.Imaginam o que isso em determinados momentos faz
com a pessoa?

Não,só para quem estar em meu lugar compreenderia-Há,não,eu não canso,não diante dessa situação-Sussurrei enquanto deixava meus beijos se atenuarem aos seus ombros,ombros
que nesse momento claramente estavam humidos de suor.Não que muito tempo tivesse passado,mas o bastante para que tudo isso tivesse acontecido e se tornado real.Eu ri enquanto o
olhei por alguns momentos,minhas mãos que delicadamente se mantiveram pousadas aos seus ombros.

Deixei e fizemos com que o silêncio pairasse entre nós dois,ele sabe,ele sabe agir e tratar muito bem um amante como eu,como sempre fui desde o maldito momento que tudo isso veio a
se enfronhar em minha vida.Era maravilhoso,em determinado momento deslizou as mãos atrás de minha nuca,deixou-se beijar meu pescoço,deixou-se atenuar melhor seu peso sobre mim.
Gemi nesse momento por que a união tinha sido imediado.

Nada de dor corporal,nada disso,só redenção,meus olhos se mantiveram assim,fechados enquanto ele continuava,um dos meus braços esticados de lado,a dor maciça que me corroia por
dentro,o corpo vorz de Hyarian pairando sobre mim,gratificante em todos os sentidos.Mas o que esperar quando todo aquele esforço forá envão?Falo do momento em que ele deslizou a
mão sobre meu rosto me fazendo vê-lo.

Ele mordeu meus lábios delicadamente,meu rosto que jazia rubro,corado devido ao calor que todo ato sexual provoca.Ofeguei ao respirar fundo enquanto ele me beijava por longos minu-
tos.Não conseguia pensar,muitos menos o olhar,só quando ele se deixou pairar sobre mim,e que pude sentir todo calor vindod ele,seu corpo rigido como mármore por ser o imortal que é,e
nesse momento ele se afastou de lado,eu mesmo o impulsionei a isso.

O olhei por alguns momentos-Preciso descer,juro que já se passaram horas demais sem que eu coma Hyarian-Ele me fitou enquanto jazia deitado de bruços,o rosto encostado no travessei-
ro-Vai mesmo?-O olhei por alguns instantes,o que o fez se arquear-Eu preciso ir,não me siga-Isso o deixou preocupado,imensamente preocupado,mas tudo o que eu queria fazer era pensar,
e com isso ele deixou-se me olhar,eu me sentei a beira da cama,ele se sentou por alguns momentos.

-Aziel,não teme,e isso que me impreciona-Eu não deixei de rir por alguns segundos,olhava a paisagem da varanda,eu já tinha me cansado demais envolvido nesses atos alheios,não que
eu considere mundanos,mas cansativos,desgastantes na questão corporal e esperitual.O ouvi rir,senti quando ele me abraçou por trás deixando seus lábios deslizarem pelo meu pescoço.
-Vamos Aziel,deixe eu ir com você meu querido-Assenti mantendo o foco.

Levantei-me,nú eu andava pelo quarto,meu corpo humido de suor,alguns gotinhas jazendo sobre meus ombros e cabelos-Sabe o que acontece?Não respeita o que eu quero,isso o preocu-
pa e queria entender o por que-Ele riu,me fitava-Não queira saber,tudo que sei e que és um insano entanto,isso é,se mostra ser,o que admiro-Eu andei a frente,o fitei com desden-E quan-
do isso acabar em mim,quer dizer que nada mais valerá a pena para ti?-Ele atenuou seu olhar.

-Não,mesmo contra sua vontade o trarei para mim-Que seriedade com que ele me falava,assenti atenuando todo um contexto,tudo que sei e que fui ao armário,procurei qualquer roupa e
acabei por encontrar uma linda calça macia,longa feita do mais sedoso algodão,a cor me foi maravilhosa,um tom vermelho vinho rato-Não me siga,me deixa-Me direcionei a porta,ele quis fa-
lar comigo,e ao sair pelo corredor ouvi-Ainda vai se arrepender por isso Aziel-Eu ri enquanto andava.

Muito cansado estava,queria muito destruir uma garrafa de vinho gelado,mas eu sabia que se eu quizesse isso,só quando chegasse em casa.Chegando ao salão vi que as portas estavam
abertas,fui a varadan por alguns instantes e vi as duas arvores destruidas pelo que eu fizera-Holocausto em todos os sentidos-Disse,e com isso voltei-me a entrar,lindo a forma como os
dendos cortinados oscilaram.

Essa noite sem duvida foi e estava sendo a mais marcante na ilha de Tompei.Olhei que encostada em uma das paredes hávia uma linda comoda pequenina,me direcionei a ela,abri as gavetas
e encontrei algo que ansiava ter-Nossa,cigarros perfumados de canela-E peguei a caixinha negra de metal,pelo visto era de Wiksa-Pouco me importa,tudo que preciso e entender-Sentei-me
no sofá,abri a caixa e acendi ao vê o esqueiro encima da mesa de centro logo em frente.

Traguei o cigarro rapidamente,depois cruzei as pernas esticadas a frente e fiquei pensando,pensando no que eu estava vivendo nessas férias enlouquecedoras-Olhar para a saída do pálácio
era maravilhoso,a visão da varanda,o campo,céus,paisagem destruidora,eu segurava o cigarro em uma das mãos,a fumaça que subia-Céus,maldito sou,apaixonado por um homem,dai-me to-
da sabedoria para fugir disso-Ouvi um riso nesse momento.

-Há,Samantha,me deixe em paz-Pedi,mas ela não me pedoou essa noite,acabará de sair daquele martirio com Hyarian,e lá jazia ela á minha frente-Aziel,isso não e errado,és jovem,brotas
com toda vitalidade e enegia,o que fazer?-Quis saber,eu que acabará de tragar mais do cigarro de canela,a olhei ao soltar a fumaça delicadamente pela boca-O que fazer?Isso pode me cus-
tar caro,compreende?-Ela riu novamente.

Levantei-me a encarando,continuava segurando o cigarro entre os dedos de uma das mãos,andava ao seu redor a encarando,suas lindas vestes-Não,Hyarian mesmo ameaçando nunca iria
contra sua vontade-Assenti parando á sua frente,e isso a fez se silenciar-Me garante?-E nesse momento ela circundou meus olhos-Sim-Olhei atrás dela,pelo visto Wiksa me observou,isso me
causou profunda irritação-O que faz aqui?-Andei a frente passando por Samantha.

-Queria saber se realmente falas com ela-Citou,Wiksa que observava Samantha,tão mãe dela quanto a mim,eu apaguei o cigarro no cinceiro,terminei de andar,parei a sua frente,ela que não
tirava o foco de Samantha,muito irritado eu estava e não conseguia entender o por que-Qual o problema Wiksa? Com medo?-Brami,não deixei de encarar sua pessoa,quando ela voltou seus
olhos a mim respondeu-me-Garoto mimado-Arqueei minha sobrancelha.

-Não,isso jamais,só ciente do que quero e vou fazer-Disse-lhe,isso a assustou,se virou começando a andar,sua longa túnica em cor azul turquesa oscilando-Venha comigo-A segui quando me
pediu isso,sabia que ela tinha algo importante a me dizer,mesmo assim demorei a captar.Andava atrás dela,e iamos por um corredor longo-Quer saber mesmo?-Há,e como queria,como queria
saber se as Cinco Almas realmente jaziam na biblioteca.

-Claro-Respondi andando,ela seguia a minha frente,nesse momento me silenciei,ela parou ao fim do corredor,abriu a porta pesada,imensa,entrou,as luzes do lado de dentro estavam acesas.
Parei por alguns segundos,tomei coragem e entrei,muitas prateleiras,luzes que clareavam tudo,a mesa de leitura lodo na entrada,imensas,unumesas prateleiras com livros,escritos,pecaminhos,
por fim logo a frente jarros,espadas,alguns utencilios.

-Isso ficou para Tompei,claro que depois que Maharet e Mekare sairam daqui,ele se tornou o quardião das almas-Pensei,andava atrás dela,seguiamos por um pequeno e fino corredor entre
as prateleiras de livros-Entendo,sei que o principal acervo de reliquias dele,fica no Rio Grande Do Sul,correto?Que Sofia cuida de tudo,aquela área a dela,e uma vez ou outra pelo visto,ele a
visita-Ela riu,paramos enfrente a algo.

-Aqui está,és o que queria ver,elas estão latentes nesse momento,só despertarão quando algo voltar a acontecer,não e epoca de guerra,apesar de nós estarmos lutando contra os Seres
Bestiais,e nossa guerra,não delas-Entendo,me abaixei encarando os cinco jarros,quatro negros,pelo visto Tompei fizerá uma troca,por que pela descrição os cinco jarros que virá nos escri-
tos eram outros apesar da mesma cor,mas ao meio desses quatro jarros negros,hávia um vermelho.

-Olhe isso-Brami em sussurros esticando a mão direita,Wiksa encarava os jarros,silenciosa ela se manteve,e graças que naquele momento Samantha sequer quis ficar-Me sente melhor?Agora
se sente satisfeito?-Eu quardava,memorizava cada detalhe,dois jarros negros com detalhes em desenhos dourados,feitos a ouro,o vermelho ao centro com os mesmos detalhes feitos a outo,
outros dois jarros negros do outro lado,tudos os cinco encima da linda base de vidro cristalino ao chão.

Nunca me senti tão impactado por algo-Wiksa,pode me deixar sozinho?-Pedi,ela me fitou,de imediato me puxou pelo braço,apertou com força,a olhava assustado,imensamente assustado e
com isso ouvi ela dizer-Não,e claro que não,isso não e coisa para você,teu pai tem a força para alimentá-las de tempos em tempos,sabe disso,Lestat e o que detém o sangue ideal para que
elas bebam-Me arrepiei.

-Des...Des...Desculpe!-Falei nesse gaguejar,meus lábios que tremiam enquanto a encarava,mas foi nesse momento que vi alguém entrar,o alguém que seguiu pelo corredor,fechei os olhos
e tive certeza de que era Hyarian-Wiksa deixe-o,eu me responsabilizo por isso-E o vimos aparecer de pé,encostado em uma das prateleiras de braços cruzados,tinha se vestido,uma linda cal-
ça negra justa,botas pesadas também negras,a camisa em cor cinza e botões prateados,pura seda-Hyarian se acontecer mais uma merda,eu não me responsabilizo-Ele riu,ela andou passan-
do por ele.

-Aziel,por que veio aqui?-O olhei tomado por algo,tomado de felizidade por ele ter vindo-Nada,apenas ver,presenciar por mim mesmo,teria que ver para acreditar que elas existem-Ele riu,
parou a minha frente,me fitou arqueando sua sobrancelha delicadamente-Assombroso,eu admito-Brami concluindo-Ele riu novamente-Entendo,entendo...O real só para confirmar,acredi-
tar por completo-E céus,eu não acreditava,tudo que sei e que o olhei,meus olhos brilhando-Hyarian?Saiba que eu te amo de verdade,quando eu for embora,me chame por mim mesmo,eu
o seguirei querido.

-Nossa,e uma promessa Aziel?-Disse ele ao se abaixar a minha frente,o encarei-Sim,tenha certeza,aprendi muita coisa,não e fácil abrir um portal como fiz,fazer flores e arvores animais,e
quem sabe até animais meu querido-Ele riu,deixou suas macias mãos deslizarem pelo meu rosto-Entendo,tenha calma,Vitória Regia o ajudará nesse processo-Ergueu-se me encarando,eu
o fitei por longos instantes,me abracei a ele deixando meu rosto encostar ao seu peito-O levarei para daqui a algumas noites a uma linda lagoa,nessas ilhas há imumeras-Eu ri,tive que rir
envolto nesse momento-Tudo bem-E assim aconteceu,ficamos abraçados desse modo,e eu fitando os jarros,meu coração batendo forte,mal acreditando que elas estavam lá dentro,descan-
sando,reavendo suas forças.
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